Eu achei que ter voltado a morar no Brasil e ter mudado Lucas de escola significaria a minha liberdade dessa coisa loca de ficar bolando fantasia pra ele ir nas festcheeenhas do colégio.

RÁ. Ledo engano.

Esse ano – um depois de ter chegado no RJ –, troquei ele de escola (sim, de novo) e agora Luiza também vai com ele. Conseguimos vaga pros dois numa ótima, pedagogia excelente, respeitosa, que não foca em datas comerciais, não exibe criança feito palhacinho de circo em festas duvidosas, dá preferência à boa alimentação, bota a família toda junta pra abraçar a árvore… enfim, amamos. Estamos felizes, satisfeitos, encantados.

Er, estávamos.

Porque veio o fatídico bilhetinho na agenda, vou resumir aqui pra ficar fácil: vai ter festinha. E é pra ir fantasiado. E tem tema. E, em letras CAPS LOCKS, tinha o pedido: não comprem a fantasia. Façam, em família. Inventem (oi?), usem retalhos (quais?), sucatas (joguei todas fora), façam máscaras (virou carnaval), caprichem na maquiagem (vou gastar meu lápis de olho pra borrar cara de menino, vai vendo).

O tema é Casa Assombrada, projeto no qual as crianças estão trabalhando nesse semestre (sim, eles trabalham em projetos!).

Cara, eu não dou sorte. Depois das temporadas argentinas anteriores, do sapo, do caranguejo, do Manny e do gato que nem conseguimos tirar foto, agora me vem essa.

Cês tão achando lindo, né?

Só que quem me conhece ou me acompanha há mais tempo sabe que eu não consigo nem cortar um papel em linha reta, que dirá criar alguma coisa super divertida utilizando-me de coisas que eu já tenha em casa (vale jogar um lençol em cima da quiança e lançar a proposta fantasma, será?).

Será?

O melhor? Tô com tanto trabalho na mente que só vi o bilhete ontem e a festa é amanhã.

Emoção? Trabalhamos.
Ideias? Não temos.

Cês tem? Agradecemos.

5 respostas em “A Deusa do Trabalho Manual – RELOADED versão 2016

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