Então que eu tinha deixado o blog. Tinha sim e era convicto. Pensava em voltar só pra contar do parto do Segundinho, pra dizer que sexo é, essas coisas que eu tinha prometido.

Mas aí algumas coisas foram acontecendo. E hoje eu achei que precisava voltar. Não sei se volto pra sempre, se é só por hoje, mas enfim, não importa, né?

Vamos em frente.

***

Essa gravidez foi assim: começou empoderada. Eu acreditando no meu corpo, que ele é inteligente e sabe o que fazer. Embarriguei no sexto mês de tentativas tranquilas, descobri cedo, antes do atraso menstrual, como em todas as vezes que fiquei grávida. Estava amamentando Lucas e segui assim. Abandonei minha médica do plano de saúde e comecei a consultar com uma médica particular, humanizada.

No primeiro trimestre, tive um hematoma (de novo: como sempre tive em todas as gravidezes), tive dúvidas, cheguei a fazer um certo repouso e tomar progesterona. Quatro ou cinco dias depois, me “re-empoderei” e abandonei os tratamentos: meu corpo saberia o que fazer, eu tinha que confiar. E confiei. Segui amamentando, fiz um pouco mais de ultrassom do que gostaria, mas aceitei que essa sou eu. Não briguei, não me desesperei. Lucas desmamou naturalmente nesse período e ficamos bem.

Talvez a somatização disso tenha vindo em forma de conjuntivite: fiquei um mês com uma gravíssima nos dois olhos, fiquei com cara de zumbi, fiquei mal, achei que ia ficar cega (hahahaha). E tive enjôos muito fortes até umas 19 semanas. Em paralelo, minha casa alagou, tivemos uma infiltração enorme no teto e paredes da casa, Maridón em um momento complicado no trabalho, Lucas meio de lado: parecia tudo estar desmoronando.

Mas eu, embora envolvida e atenta às coisas, seguia tranquila e, na maioria das vezes, ria de tudo. Era parte da vida, sabe. Problema todo mundo tem e esses eram os meus. Enquanto isso, Segundinho seguia muito bem, mexendo ativamente e crescendo. Fizemos ultrassom morfológico de 20 semanas, ficamos firmes em não saber o sexo, tudo certo.

Voltei a me sentir bem sem enjoar, voltei a trabalhar e preparar a minha licença, voltei a dar atenção pro Lucas, comecei a me exercitar (praticando ioga e fiz um pouco de ginástica específica para gestantes), comecei a estudar com afinco sobre o parto, decidimos o que queríamos do nosso (o mais natural possível). Preparamos o aniversário do Lucas, organizamos três festas: uma em casa, uma na creche e outra no Brasil. Viajamos, comemos muito, comemoramos, alisamos barriga e tudo mais.

Até aqui, uma vida comum como qualquer outra, certo? Certo, gente. Mas uma coisa me assombrava. Começou pequena, mas foi ganhando força ao mesmo tempo que minha barriga crescia. O bebê. O Segundinho. (preciso parar pra respirar porque o que vou dizer a seguir não é fácil e nem bonito). O Segundinho não tinha espaço na minha vida. Sim, eu me exercitava; sim, eu estudava; sim, eu pensava com o maior carinho no parto. Mas eu não conseguia visualizar um bebê. Não conseguia me conectar. Tudo que eu pensava dizia respeito A MIM: o meu empoderamento, o meu corpo, o meu preparo, o meu parto. Não fiz enxoval, não quis saber sexo, não escolhi nome, não conversei com barriga, não me alisei com mil cremes. Não acho que essas coisas façam uma grávida amar mais ou menos o bebê que está por vir, mas comecei a ter certeza que EU o amaria MENOS. Menos que o Lucas. Que eu jamais poderia amar alguém como o amo, que jamais daria a atenção e a entrega que dei pra ele. E talvez seja verdade, não sei.

Conversei com algumas pessoas sobre o assunto, mas tudo meio escondido e cheio de culpa: quem é que admite essas coisas publicamente, me diz? Quem tá afim de dar a cara a tapa? Eu não tava, não mais. E bem, todo mundo dizia que é normal, que é lógico que vou amar Segundinho no tempo certo. E eu acreditei, lógico. Pra quem só tem um filho ou nenhum, chega a ser engraçado, é tão lógico que uma mãe vai amar seu filho, eu hein. Mas minha vida tão cheia de Lucas teimava em desmentir isso.

Bem. Deixei o sentimento quieto.

Aí meu corpo, este sábio, começou a falar comigo. Primeiro veio a diabetes gestacional (sim, de novo). Chorei um dia, não contei pra quase ninguém, entrei na já conhecida dieta e segui. Lavei roupas do bebê e não senti nada, nenhuma ternura, não tirei nenhuma foto.

O tempo passou. Entrei num ritmo forte de trabalho e atividades, comecei a escolher colégio pro Lucas, tive contrações um dia e ignorei. Passou. Mais trabalho, mais atividades, pouco descanso.

Ultrassom pra controlar peso do bebê filho de mãe diabética (aliás, o primeiro ultrassom depois daqueeele de 20 semanas): pouco líquido amniótico e bebê sentado. O bebê em si, como sempre, muito bem. Bochechudo, gordinho, mexendo.

Mas eu, embora pense que esses “achados” não signifiquem nada, eles significam: zoam o parto planejado, me tiram do que era uma gravidez normal – e vamos combinar que com a diabetes (embora controlada), já nem era tão normal assim. Eu ainda acho que esse ultrassom me deu mais problema do que solução e que bebê sentado às 32 semanas e meia não quer dizer muita coisa, só que empoderar-se passa por ter segurança sim, mas também saber ouvir seu corpo.

E o que o meu está dizendo?

Passei uns dias tentando entender e foi difícil. Foi difícil, mas é por isso que eu estou aqui, de volta. É preciso dar lugar pra esse filho. Meu Segundinho tão querido e desejado e planejado precisa de espaço. Precisa de uma mãe, de um pai, de um irmão. Precisa de líquido e barriga pra se mexer e virar. Precisa de menos estresse. Mais calma. Mais texto no blog (será?). Mais foto. Mais carinho. Precisa que a mãe deixe um pouco de pensar nela mesma e pense NELE. Ou nela, ainda não sei. Ou mesmo precisa que eu saiba se é ele ou ela. Que ganhe nome, que ganhe forma, que ganhe roupas, objetos, cores, amores. Não sei ainda exatamente o quê, estou justo aqui elaborando isso.

E vejam, não estou me culpando. Não acho que diabetes, ILA baixo e bebê pélvico sejam culpa minha. De repente até são culpa minha, mas é uma culpa boa, culpa que te leva ao lugar certo, culpa que te faz questionar. Isso é ser mãe, sabem? Você se olha, repensa, refaz, “re-tenta”. E acerta. Ou não.

***

Um pequeno aviso: por favor, tenham um mínimo de empatia e neutralidade ao ler esse texto. Demorei meses pra admitir tudo isso e tomar patada de desconhecido comentador de blog não é uma opção pra mim. Se você não tem culhão pra assumir as coisas na sua vida, não venha jogar suas neuras em mim. Elas são suas, tá? Eu já tô muito bem com as minhas, obrigada.

***

E muito obrigada (de verdade) a todas as queridas (e queridos) que lamentaram tanto quando eu decidi abandonar o blog. Fiquei realmente emocionada e agradecida 😉

41 respostas em “De volta, de novo

  1. Essas coisas de segundinho não são fáceis! Primeiro, a gente não sabe como vai amar outro filho. Depois, já não sabe mais como viver sem. Doido, doido, doido! Feliz pelo retorno. Mesmo que breve (ou não!). Beijos e boa reta final!

  2. Esses medos de nao amar igual etc sao super comuns, encafifei tanto q fui ate me consultar com a parteira especialista em mental health, hehe. Cliche e tal, mas a verdade é o que todo mindo diz: ama diferente mas na mesma intensidade sim.

    Eu acho q isso de espaço é mais tenso pro segundo mesmo. A primeira gravidez é aquele acontecimento e a vida gira em torno daquilo. Já a segunda tem que competir com a vida que segue e principalmente com dar atencao ao filho mais velho. Também achei difícil ter a mesma "empolgação" (nao sei se é a palavra certa).

    Maaaas concordo que tem que abrir espaço pro segundo filho e fazer um esforço ativo de dar mais ou menos a mesma "empolgacao". Esse foi um dos motivos que eu voltei com o blog, morria de culpa de que a Lia visse no futuro como eu registrei tuuudo com a Bebella e pra ela nada. Talvez a sua volta tenha a ver com esse desejo?

    Bjs

  3. Tava com saudades dos seus posts, Carol. Te acompanho assim, meio nas escondidas, mas dessa vez resolvi aparecer.
    Te admirei muito quando você disse que não queria saber o sexo do baby.
    Gosto da sua forma de falar, parece que tá conversando suave comigo. E, nesse seu post de hoje, eu vi que sim, você existe.
    Não tenho nem o Primeirinho (e pretendo não ter por um bom tempo em vista que tenho 17 anos), mas fico me imaginando grávida, com baby etc e tal e às vezes (nas tpms da vida) choro imaginando.
    E sei que posso me frustar quando for minha vez, porque né, ter um baby não é nem nunca foi fácil/um conto de fadas.
    Sei que vai dar tudo certo contigo e o Segundinho vai ser muito amado mesmo com uma gestación mais "desligada". E o Lucas, ansioso pra ganhar a/o irmã/o? Tu bem que poderia contar, né?
    É feio se eu falar que tô torcendo por uma garotinha? <3

    Cafeína Aguda

  4. Carol, certo ou errado, evitável ou não, acho que a culpa nos acompanha durante toda a maternidade… Eu passei pelo mesmo que você com a gravidez da Giulia. Sentia que não conseguia conectar, sentia que nunca ia amar tanto quanto amava a Maia. E ela nasceu, e eu fiquei completamente apaixonada, e Maia ficou completamente chata e ciumenta. Lembro que uma amiga, mãe de um menino, me perguntou se era possível isso de gostar do mesmo jeito. Eu disse que não, que naquele momento não tava conseguindo gostar do mesmo jeito… da Maia. E até hoje é assim, tem horas que meu amor é só de uma, tem horas que é só de outra. Nunca é igual, a atenção tá sempre dividida, talvez sempre direcionada para aquela que julgo que me necessita mais naquela hora. Não é fácil, nem cor de rosa. E a culpa está sempre pairando… Por que fiz mais isso para uma que para outra? Por que comprei um presente assim e não assado? E elas medem e se comparam também o tempo todo, disputam mesmo. A minha relação com a Maia é diferente porque ela existiu um tempo só, sem ninguém no meio. Foi a primeira, a minha estreia como mãe, e isso tem um peso inegável. E Giulia não teve o mesmo tempo só comigo, mas puxa, já nasceu sendo esperada e amada por três pessoas… Teve uma contenção que Maia nunca teve. Nunca esteve só, sempre teve companhia. Quando fica brava comigo ou com o Li, pede colo para Maia. E Maia lê histórias para ela dormir. É muito amor!!

  5. Essa é voce (olha eu, te conheço há anos né? rs), verdadeira, dá a cara à tapa, sabe ouvir seu corpo. Gosto mais de você a cada dia. E posso dizer? Fiquei meio 'orgulhosinha' de saber que você leu nossos apelos….rs
    Quem sou eu (cesareada 2 vezes, que caiu no conto do 'não tem dilatação') pra falar pra você algo sobre sentir seu corpo, bla bla….isso voce tá cansada de saber, tá empoderada, bem informada e seu parto será o melhor que você puder ter.. Vou falar sobre algo que eu entendo, intuição. Escute também seus sentimentos e não somente seu corpo. Se voce está entendendo que segundinho precisa disso, dê ouvidos a esse sentimento. Se tiver que saber o sexo, saiba (e conta pra nós correndo!), se tiver que comprar muitos vestidinhos rosa e lilás, compre. Quem sabe que a falta que voce esteja sentindo não seja chamá-lo pelo nome?
    Eu ainda aposto em meninO. Bom ler voce, sempre. Beijos !!!!!

  6. Oi Carol, passei por isso. E também pelo medo do sofrimento do primeiro. De ficar escanteado. Como são ambos meninos, não precisei comprar quase nada. E depois bateu aquela agonia do segundo chegar sem nada dele. Daí, passei numa loja comprei saídas da maternidade, e umas coisas desnecessárias e fiz o book de gestante, é breguinha já tinha feito, mas achei que precisava registrar, como fiz do primeiro. Foi uma gravidez mais zen em termos de saúde, mas com esses mesmo grilos. No fim, a gente se ajusta e ama todo mundo e fica sem acreditar quando começa a pensar no terceiro 😉

  7. Ai Carol, entrava todos os dias para ver se vc tinha voltado, fiquei muito feliz em ler esse post hj,
    Eu estou grávida do segundo também, apenas 6 semanas, também não consigo imaginar como vou amá-lo como amo a minha primeira. Adorei o seu texto! Vai dar td certo e depois vc vai vir aqui contar, tenho certeza.

  8. Você vai ter CERTEZA que é balela, é impossível amar algum ser perto do que vc ama o Lucas. Aí o segundo nasce… de repente vc vai ficar boba: vc ama o Lucas ainda mais e ama o segundo mais mais mais. Cada minuto vc acha que ama um mais que o outro. Enfim, não vai medir amor né, mas ama os dois absurda e infinitamente. Assim foi comigo. Isabella 3 anos e meio. Beatriz, segundinha e escapulidinha, 1 ano e 7 meses. Amo, respiro, sou louca por elas!

  9. Ahhh que delícia!!! Acompanho seu blog desde a gestação do Lucas, e poxa fiquei triste em saber que não haveria mais posts. Estranho essa sensação de não conhecer alguem e "se apegar" à seus desabafos…
    Tenho uma filha que fez 2 anos dia 20 agora, e me descobri a 3 semanas gestante de 20 semanas…Me senti culpada por não ter tomado as vitaminas, por não ter descoberto antes, por talvez ter feito algo que prejudicasse meu baby…Não consegui marcar ultra, só pro mes q vem.
    Também me pergunto se será possível amar mais um serzinho. Sinto mexer, mas não me sinto tãooo apaixonada, meu marido tb nunca teve paciencia de esperar com a mão na barriga pra sentir, não li livros, não fotografei barriga, não sei o sexo, não sei o tamanho, não comprei nada, não fiz lista, não tenho ideias de nomes, nunca vi e confesso que não to super desesperada para fazer um ultra. Me sinto mãe de merd* …
    Lendo seu relato fico um pouco menos despreocupada em relação aos meus sentimentos, pq vejo q tem gente que tb curtiu muuuuuito a primeira gravidez e na segunda, apesar de ser bem-vinda e amada, não se apegou tanto quanto ao primeira.
    Tenho certeza que nossos babys serão muito queridos e amados, mas a essa sensação de desapego eh muito phoda..
    Feliz com sua volta, temporária ou não.

  10. Adorei sua volta. Confesso que vez ou outra entrava aqui esperando um novo post, até que… Fiquei feliz. Já disse que admiro seu blog pq percebo como você é gente de verdade, que sente, que chora, que vive. Tenho certeza que vai amar tanto o segundinho quanto ama o primeirinho Lucas, rs, amor não tem limites nunca. Bjão

  11. Carol, eu tb te acompanho na encolha e como tantas outras pessoas tb fiquei triste com o seu afastamento.
    Só pra constar, vc não é, e nem nunca vai ser, mais do mesmo. Seus textos são absolutamente únicos e me fazem rir, chorar, refletir, torcer, vibrar, ler pro marido e até mandar link pras amigas. Ou seja, vc é demais!
    Pronto, depois dessa introdução com babação básica vamos ao comentário propriamente dito:
    Meu primeirinho tem 2 anos e 4 meses e o segundinho 1 e 2. Sim, sou doida. Mas deixa eu te contar: Comigo foi exatamente igual. Sem tirar nem por… aliás, foi um pouco pior pq fui meio negligente com o pré natal. Vivia exausta e ia protelando exames e consultas.
    Acho que muita gente vive isso, a diferença é que a maioria não tem coragem de assumir, nem pro travesseiro e muito menos num blog com uma cacetada de visualizações.
    As meninas aqui em cima já falaram um monte de coisas legais e super relevantes, não acho que seja preciso enfatizar ainda mais que o amor pelo segundinho vem na hora certa, acredite.
    Deixa eu te contar algumas coisas que fiz e me ajudaram a conectar:
    Peguei o cartão de crédito e barbarizei no enxoval dele. Eu tava na vibe de reaproveitar roupas e blabla. De repente me dei conta que comprar coisas novas seria uma forma de conexão e de imprimir uma personalidade individual pro segundinho, além de irmão do primeiro. Sabe como?
    Tb fiz um ensaio de gestantes. Pois é, sempre achei meio brega aquelas barrigudas desfilando pelo jardim botânico mas resolvi arriscar e amei.Tive uma tarde delícia com meu marido, com direito a muito alisamento barrigal, mimos e carinhos pro novo bebe. Lembro de sentar no carro no final da tarde e pensar: Primeiras fotos do segundinho.
    Claro que tinham outras milhares de fotos da gestação, mas como vc falou, eram fotos minhas, em eventos e momentos, não fotos com o foco nele, exclusivamente nele. Dá pra entender ou é muito doido? haha
    Outro lance muuito legal que uma amiga me ensinou, ela tb viveu esse drama do segundinho, foi de criar um momento pra vcs dois. No meu caso era no banho, dps de colocar o mais velho pra dormir eu me enfiava no banheiro e ficava lá sentindo minha barriga mexer, contando movimentos (sem noia, só por contar mesmo). Botava músicas no celular e prestava atenção se o bichinho reagia a alguma delas. Sei que parece bobo mas pra mim funcionou bem e aliviou meu coração.
    E ele nasceu, lindo, ruivo e gordinho,.. e o encantamento foi instantâneo mas o amor veio crescendo aos poucos, foi sendo construindo nas madrugadas insones, dos dedinhos entrelaçados nas minhas mãos, na respiração quentinha no meu pescoço, na boquinha ávida por leite sugando meu peito e em todo resto.
    Veio vindo, assim meio estabanado, mas chegou e me dominou. Aquele amor que nos faz leoas, que nos da forças pra tudo.
    E a gente percebe que não ama igual nossos dois filhos e que é impossível amar do mesmo jeito. Mas ama cada um de uma forma e que a nossa capacidade de amar é infinitamente superior ao que imaginávamos.
    Ahhh, importante lembrar: Amor de irmão. Coisa mais linda do mundo é qdo a gente descobre que nosso filho mais velho não é só mais nosso filho, agora tb é irmão do outro. E quer ajudar a dar banho, quer buscar a fralda, quer fazer carinho na cabeça. Prepare- se pra abrir mais espaço pra mais um tipo de amor, pq esse é avassalador, sério.
    Escrevi muito, eu sei. Mas tantas e tantas vezes me senti acalentada e compreendida pelos seus textos e achei que agora era vc que precisava de um pouco de carinho tb. Espero ter conseguido.
    Um beijo

  12. Carol, lindo post! sincero, corajoso, cheio de emoção. Ajudou-me com essa frase "Isso é ser mãe, sabem? Você se olha, repensa, refaz, “re-tenta”. E acerta. Ou não." É isso mesmo! tenho tido grandes refelxões quando perco a paciªencia e acabo gritando com meu filho e depois sinto-me tão mal..como fui capaz de fazer isso com a pessoa que tanto amo..e aí lembro da minha mãe..das vezes que achei que ela podia ter um comportamento melhor (apesar de ser a melhor mãe do mundo)..penso que quando exijo dela esqueço que ela , como eu, é imperfeita e tb erra..

  13. Que bom que você voltou, Carol! Senti falta de ler seus textos durante esse tempo.
    Dúvidas e incertezas são parte da vida e acho que admiti-las só faz de nós pessoas melhores. Espero que esteja e fique tudo bem por aí!
    Beijo

  14. Carol, feliz que tenha voltado! Parabéns pela coragem, não é qualquer uma que tem culhão para admitir sentimentos tão complexos e por isso mesmo, tão humanos. Eu acho que você já está no caminho certo; nomear sentimentos que nem queremos saber como nossos, ajuda muito muitão.
    Acredita no tempo (que cura e ajeita quase tudo), acredita em você, na sua força. Acredita no bebê que você está gestando.
    Grande beijo

  15. Carol,
    também acompanho o seu blog faz tempo e fico feliz que tenha voltado!
    Quanto ao post:
    Estou grávida de 36 semanas da minha filhinha. Meu filho mais velho tem 3 anos e vejo claramente as diferenças de uma gravidez para outra. Nessa eu não paro um segundo, estou brincando com o Lorenzo, fazendo comida, lavando roupa, reconstruindo uma torre de Lego, trabalhando um pouquinho… quem disse que descansei como na primeira? Que tive tempo de curtir a barrigona? Comprei creme, não passei. Não lembrei de tirar fotos.
    O que me faz ficar tranquila é: O Lorenzo nasceu em uma família sem filhos e inexperiente, teve enxoval, berço e etc. A pequena (no name) nascerá em uma família que já tem um filho de 3 anos, não tem berço, a mãe dela amamentou 3 anos e corta opiniões alheias facilmente.
    -Dois filhos, duas situações, duas famílias diferentes.
    Quanto ao amar mais ou menos: Olho para o meu coração, consigo gostar de um monte de gente, amar de várias maneiras – porque não amaria a pequena?
    Vou amar igual? Não sei. Eu amo alguém, pessoas igual? Não… então não me coloco nem o problema.

    Se você acha que o baby pélvico e o LA baixo sejam um alerta para relaxar e curtir mais a barrigona, por que não?
    Diabetes gestacional devem ser uma droga e dar medo, eu sinto muito que você tenha desenvolvido uma segunda vez. Se tiver um lado bom, é que você já passou por isso e sabe administrar!
    Querida, cá estou eu palpitando na sua vida sem conhecê-la… mas tenho que dizer. Leio esse blog faz muito tempo, desde a sua primeira gravidez (pré-Lucas). Você amadureceu tanto nesses anos, passou por perdas horríveis, amadureceu, criou uma família linda, mora em outro país – isso não é fácil, você já parou para pensar que o que vc faz, muita gente nem sonha em fazer por medo? Se dê mais elogios! A vida é difícil e vc está se saindo muito bem – sem culpas!

    Beijos

    Marina

  16. minha amada, o segundo filho nos apresenta a todo um mar de novas modalidades de culpa materna. seja bem vinda.
    conheço exatamente essa sua sensação, porque senti. além do medo de não amar as duas da mesma forma (e isso, vou confessar: por enquanto é impossível mesmo. amo as duas, tem dias que amo mais uma que à outra mas depois reveza, então acho que tudo fica bem), da culpa por não estar cuidando da segunda com todo o cuidado que dispensei à primeira, da culpa por negligenciar a primeira em favor da segunda, da culpa por ter que às vezes atuar como juiza nas disputas e desta forma ainda que com justiça favorecer a uma delas (evito, mas às vezes o risco físico existe e vc tem que intervir). enfim, todo um mar de possibilidades.
    o segundo é assim mesmo, ele conquista o espaço no grito, na marra. a minha segunda, com muito menos idade que a primeira, já começou a dizer MEU, SAI, EU. é assim a vidinha dela, sempre foi, desde a barriga. abrir espaço na marra. o que faz dela uma pessoinha incrível, sério mesmo. decidida, pró-ativa (muito mais que a irmã, e aí pronto, lá vem a culpa por que "acho" que uma filha é mais decidida que a outra).
    como resolver isso? não sei, pra mim é insolúvel. mas aprendi a lidar e minimizar. e disfarçar lindamente pra elas, repetindo o mantra que todas nós que tivemos irmãos sabemos de cor "a mamãe ama AS DUAS IGUAL, vocês DUAS são filhas DO MESMO JEITO, meu colo é grande e acomoda vocês DUAS JUNTAS".
    bem vinda carol. ter duas pessoinhas é incrível demais. beijão enorme.

  17. Carol, eu me senti exatamente assim como vc na minha segunda gravidez…era o meu parto humanizado desejado e sonhado, era a minha história com a amamentação recontada e melhorada, era uma nova chance de fazer "certo" desde o começo, de fazer valer meu empoderamento. E era medo, muito medo de não amar o segundinho como amava a Ísis! E eu a amava tanto! Como caberia outro filho no meu coração se o marido á sava meio de ladinho?? kkk Mas a verdade é que cabe e é verdade tb que o amor elo segundo, elo Pedro no meu caso, foi mais manso, foi mais leve, foi mais amor construído na convivência e menos paixão do primeiro amor, sabe? Mas é amor e é tão grande quanto o que sinto pela Ísis. Todo amor tem suas nuances e o amor das mães pelos filhos tb tem, mas é amor e é de mãe e é forte prá caramba. Não há como dizer que eu amo mais um que outro. Mas é preciso cuidar sim, não comparar, não esquecer que cada filho é de um jeito…enfim, é amor e como tal precisa ser regado. Eu super te entendo nesse momento e sei que vc só vai entender o que te escrevi depois. Ah…eu tb curti menos as roupinhas, a arrumação do quarto, bati menos fotos e o Pedro ainda não tem álbum ou fez fotos em estúdio fotográfico como a irmã, kkk, sei que um dia ele vai cobrar essas coisas…mas o amor que ele recebe é enorme! Beijos!

  18. Oi querida! Não costumo comentar mas achei que, hoje, podia. Adoro teu blog e quando disseste que deixarias de aparecer te achei no face…Sabes, acho que todos teus sentimentos e impressões, guardadas as especificidades de cada pessoa, são vividos por muitas mães a espera dos segundinhos. Eu vivi, talvez não os mesmos sentimentos mas alguns da mesma gama dos teus. Como dizia meu marido, nada mais é novidade, então, atuamos com algo já parcialmente conhecido A culpa vai embora depois e descobrimos um amor muito mais livre de idealizações, como foi com o primeiro filho. Vai ser feliz, tu com certeza mereces!!! Grande bj Natacha

  19. Acordei pensando em vc… é verdade! cheguei aqui e li isso tudo 🙂
    que bom que vc voltou!
    Beijos e acho que fazes muito bem em refletir sobre tudo isso… é certo que segundinho vai ganhar espaço e muito amor na sua vida e isso só precisa de tempo.

  20. Carol, tenho uma unica filha, um pouco mais velha que o Lucas, e estou pensando no segundo. Tenho sua mesma dúvida em relação ao amor… Como amar um segundo o tanto que amo um primeiro? Tem espaço pra mais um na minha vida e no meu coração? E essas são questões emocionais e não financeiras…

  21. Oi Carol,
    sou da levo das que "te acompanho faz tempo, mas nunca comento". Não tenho filhos ainda mas você faz parte da minha história de construção das reflexões sobre maternidade. É a pessoa próxima/estranha.

    Não faz muito tempo uma amiga engravidou do segundo. A primeira filha é de uma lindeza sem igual. A filhota que todo mundo queria ter. E ela se viu nessas dúvidas… Mandei pra ela um texto da Mari do Pequeno Guia (tú já deve ter lido esse post). Acho que ajudou. Dá uma espiada.

    http://pequenoguiapratico.blogspot.com.br/2011/02/o-meu-segundo-filho.html

    Cheiro grande na família linda.

  22. Quase nunca comento…quase nunca mesmo.. e ando tão relapsa com a blogsfera que nem tinha me dado conta do "fim" do baby bobeiras… (e ficaria triste com isso pq acompanho vcs desde a muito tempo!! rs)
    Mas precisava comentar..
    To no grupo das tentantes lá do face… segundinho, tbm! Engravidei, perdi, engravidei de novo em seguida sem tempo para respirar… quase ninguem sabe.. ainda não contei nem lá no grupo… nem no trabalho.. só os mais proximos, mesmo eu passando mal igual condenada…
    Mas o que tem a ver com tudo que vc disse…
    Tudo..pq to com 3 meses ja e minha vida esta uma bagunça.. e não sei como vou conseguir dar espaço para tudo que é preciso. Nessa epoca, a primeira já tinha enxoval todo pensado e sonhado e muito carinho… até agora só consegui sentir enjoo e medo…
    Espero que passe… que o segundinho aí venha para transbordar a vida de vcs.. e virá, a gente sabe que sempre vem para nos transbordar de amor… e que o blog continue… (igual ao meu que está lá capengando a duras penas.. )
    Escrever sempre ajuda, registrar ajuda ainda mais e esclarece os pensamentos confusos!! 🙂
    Bj grande!!!

  23. Eu também me senti assim em relação ao segundo filho.Primeiro que com 11 semanas descobri que teria outro menino e eu queria menina,e depois a falta de tempo pra curtir a gravidez.Depois o diabetes denovo e precisei ficar internada pra exames longe do filho,me sentia péssima e até me arrependi de ter engravidado outra vez!Até que com 34 semanas o bebe apresentou uma aceleração cardiaca e eu me desesperei com a idéia de perde-lo.O amor veio assim,do medo e eu percebi que ja o amava tanto quanto o irmão.E é possível sim amar amar loucamente e igualmente 2,3,4 filhos!

  24. que bom que vc voltou!!

    amo seu blog, é um blog verdadeiro, sem "disfarces". o jeito que vc escreve é espetacular!

    eu estava entrando quase todo dia pra ver se tinha post novo! rs

    e quer saber? como diz o maior clichê de todos os tempos: tudo passa, tudo muda!
    não se preocupe com oq está sentindo hoje, vai passar, vai melhorar!

    um bjão!

  25. Ei Carol, acho que é a primeira vez que comento aqui, mas acompanho o seu blog a muuuito tempo, e também fiquei triste quando li que ia parar, porque amo a forma que você encara a vida, e a descreve. Estarei aqui de longe ( BH/MG), na torcida e orando para que Deus ajude a resolver essas questões do seu coração. Tenho certeza que o segundinho será muito amado e querido, e terá uma lugarzão na vida de vocês. Um enorme abraço.

  26. Primeira vez que comento, mas te leio desde da gravidez do Lucas, e estava me sentindo órfã, sem seus texto rsrsrs, feliz por ter voltado. E sou mãe de dois e passei pelas mesmas duvidas na gravidez do segundo, olhava o mais velho e não via possibilidade de amar alguém igual amava ele, mas Carol é possível, o amor não divide MULTIPLICA e nasce amor junto na hora do parto!! bjus

  27. Olá Carol eu te acompanho desde da gravidez do Lucas e acredito não tem comentando muito , mais fiquei muito triste quando vc falou em parar o blog , eu adoro seu modo de passar o que está acontecendo.Também tenho dois filhos ( tentando o terceiro ) e passei por uma fase assim também e pode acreditar o segundinho será tão amado quanto o Lucas , não se culpe isso não é anormal . bjsss

  28. Carolzita, vamos lá… primeiro que fiquei feliz e surpresa com sua volta =). E sabe, são motivos egoístas, mas ler seus posts me ajuda muito! E esse em especifico me ajudou. E por isso t digo mais uma vez… isso que vc disse no ultimo post… de que já há muitos blogs maternos e tal, não faz sentido. Porque o seu é único. Onde mais eu poderia ler tamanha sinceridade e entrega? Então não se compare com os outros, simplesmente porque seu blog e único. Mas vamos lá. Também estou gravida do meu segundinho. Já tenho uma filha de dez anos. E nossa… um dia eu pensei e pensei e disse pro meu marido: É, acho que vamos conseguir amar o bebe. Ele me olhou com uma cara… e disse, como assim? Porque não amaríamos? E eu nem soube explicar. Mas a questão pe que me sinto muito como vc. A Gabi foi muito desejada e planejada. Ela tb veio depois de um aborto. Então foi meio que uma obsessão. Eu não trabalhava na época. Passava meus dias lendo sobre maternidade. Conversava com ela, tirava fotos e tal. Já agora, é tudo diferente. O João veio de uma gravidez planejada sim… mas engravidei rápido. E hoje tenho uma vida mais "cheia". Logo não estava tão obcecada. E dai que mal tirei fotos… me acho ridícula falando com a barriga. E já cheguei a pensar se vou amá-lo também. É como se ele tivesse forma definida na minha cabeça entende? É uma pessoa que ainda não existe. Mas ao mesmo tempo ele já está aqui. Então… é tudo confuso. Você acredita que fiz a morfo essa semana e me senti culpada por ter um vídeo dele, sendo que da Gabi não tenho? Enfim, o que quero dizer é… tudo é realmente diferente com o segundo. Mas eu realmente acho que qnd ele nascer tudo vai mudar e eu não imaginarei minha vida sem ele. Então fica bem. E tenta não se cobrar muito tb. Porque eu mesma faço isso, quando tento sair bordando fraldas e tricotando mantas, assim como fiz pra Gabi, sem me lembrar que naquela época eu tinha tempo livre pra isso =) E nãaaaoooo someee maisss! bjs

  29. Carol, relaxa…viu quanto amor!!! Todas mega felizes com a sua volta.
    Se te " consola" , senti essa falta de conexão na minha primeira e única gravidez! Não tive isso de conversar com a barriga, escolhi o nome em cima da hora, parece que o amor só veio depois do nascimento, mas quando veio transbordou. Tenho certeza que com você não vai ser diferente, você é muito empática e sensível. Sabe escutar o seu corpo, as entre linhas da vida.
    Vai dar tudo certo, viu.

  30. Ebaaaaa!!!! Que bom que vc voltou. Hoje eu tava curtindo um momento nostalgia, olhando fotos minhas grávidas, mostrei o vídeo do parto pro Bento e dei até uma passada aqui, afinal, quem sabe, vai que ela voltou!!!! E ehhhhhhh!!!! Adoro sua cia virtual. Sobre seu texto, ele é tão pessoal e tão seu, que nem me sinto no direito de falar nada. Mas é isso aí, só a gente sabe o que é viver isso. Parabéns!!! E que bom que você voltou!!!! Agora bora colocar foto dessa barriga pra gente ver. Bjo!

  31. Que bom que você voltou!!!! Relaxa, vai dar tudo certo!!! Gravidez é isso mesmo, mistura de emoções… que bom consegue perceber todos estes sentimentos e escrever sobre eles…Te mando energia positiva daqui!!! Beijão

  32. carol,
    minha segunda gravidez não foi planejada, foi no maior susto.. LF com 11 meses de pura APLV…foi apavorante!! Eu não queria…só pensava como ia dar conta de dois…um desepero!!
    Tive sangramento e td mudou, como quase perdi me reconectei, repensei em tudo e aceitei tudo de bom que estava por vir, com muito apoio da família que dizia sempre que td ia dar certo.
    lendo seu texto, me vi ali…não tinha interesse pelo sexo, mas quis saber, e fui me animando aos poucos.. tb fiz enxoval em cima da hora…pensava tb muito no meu pequeno, como perderia colo cedo, como ia dar conta de dois, medo do parto… e isso td é aos poucos, aos poucos vamos no conectando com este serzinho que ainda não tem carinha pra gente…
    mas te digo, que o amor não se divide, se multiplica.. e vai ter espaço para este segundinho sim…vai dar td certo…tb tive pouco líquido..tudoo isso….por isso me identifiquei muito…
    Calma, força, foco e fé… e isso desabafa..conta para gente.. coloca pra fora, pende, repense, se permita…
    Vai dar tudo certo…
    bjocas mil
    Raquel cabreira

  33. Muito bom que você está de volta!

    Muita coisa né? Quando penso no segundo penso em tudo isso, rs. Mas para um pouco sim Carol, no que der. O segundinho merece!

    E vai dar tudo certo sim no parto. Seu lar será ainda mais alegre!

    Beijo!

  34. Ebaaaaaa que bom que está de volta! Desde que entrei para a blogesfera que te acompanho e seus textos sempre me geraram muita reflexão, então se apegue a todas as pessoas que de verdade gostam de vc e do seu cantinho. Quanto ao segundinho… tenho certeza de que quando vc conseguir gerar essa conexão de que falou tudo que ainda não aconteceu vai rolar espontaneamente…
    Bkojas

    http://elomaterno.blogspot.com.br

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *