Falei para deus
e o mundo que tinha ficado de chico (ai que horror) e sumi. Pois é, essa sou
eu, esse é o meu jeitinho.
Claro que
teve um monte de coisa no meio desse desaparecimento: férias e uma ida ao Rio
de Janeiro, manifestações no Brasil e uma certa vergonha de falar de outra
coisa que não isso, muito trabalho, muito cansaço, muita vontade de viver a
vida lá fora e esquecer esse mundo online.
Muitas
mocinhas me perguntaram sobre esse meu sumiço, voltei pra responder: tá tudo
bem por aqui!
Depois que
eu anunciei a volta da menstruação, o povo deve ter achado que eu tava tentando
o segundinho loucamente, néam? Pois, até eu achei que faria isso. Mas não fiz não.
Porque tô é
puta com essa mentira que contaram pras mulheres da minha geração. Essa mentira
que diz que podemos tudo, que abraçar o mundo é nossa meta, nosso ideal e que somos
plenamente capazes. Olha sociedade, eu não sou capaz não. Porque eu preciso:
dormir bem, acordar bonita e beijar o marido apaixonadamente (sem bafo, então tenho
que acordar antes e escovar os dentes), escovar sempre os dentes (meus e do meu
filho que odeia essa atividade), estar com cabelos em dia, unhas feitas,
maquiagem leve pra cobrir a olheira (ué, mas eu não tinha dormido bem?), pele
hidratada, tomar um bom café da manha, trabalhar com garra e força de vontade
durante oito putas horas do meu dia, ser bem-sucedida, ganhar bem, ser
pró-ativa e me antecipar às coisas pra merecer o aumento por mérito que deve
sair daqui uns meses, almoçar saudável, pegar a criança na creche e dedicar
todo o tempo pra ela, sentar no chão, brincar, descobrir novas texturas,
palavras e brincadeiras, cozinhar pro filho com muitos orgânicos, novas e boas
receitas, não apelar pro industrializado, não ligar muito a televisão, desmamar
naturalmente e sem pressão, respeitar os tempos dele e nunca brigar ou gritar,
manter minhas amizades, manter meu blog, manter meu facebook, estar por dentro
das novidades da TV, estar por dentro das notícias, ter alguma opinião sobre a situação
no Brasil e na Argentina (afinal eu moro aqui, né?), lembrar dos aniversários,
comprar presentes criativos, botar a criança pra dormir depois do banho, depois
da escovação de dentes (que ele odeia), jantar, arrumar a casa, a cozinha,
verificar roupas, pendências, pagar contas, resolver pepinos, esperar o marido,
estar banhada, bonita e sexy, namorar, conversar, dormir abraçadinha (e quando
o pequeno acordar de madrugada, levar de volta pra cama dele, porque cama
compartilhada já tá foda de aturar).
Eu sei que
todo mundo tem que fazer isso tudo aí – ou mais.
Mas ó: pra
Carolina não tá dando não. No dia que eu trabalho bem pacas, eu fico esgotada e
grito com meu filho. Ou ligo a televisão e ele fica lá sendo sugado por aquele
treco. No dia que eu trabalho bem pacas e sou ótima mãe, cago pro meu marido.
No dia que eu trabalho bem pacas, sou ótima mãe, dou super atenção pro marido, não
durmo nada. No dia que eu não dormi nada, não trabalho bem.
E aí, eu
pergunto: COMO FAZ PRA ENFIAR OUTRO FILHO NESSA VIDA?
Tenho me
perguntado isso todos-os-dias.
E não tô achando
resposta.
***

Mas e
vocês, tudo bem?

36 respostas em “Cotidiano

  1. Parecia eu escrevendo!!! Amei o post..é isso mesmo!!Enquanto estou no quarto colocando as meninas para dormir, faço mil planos na minha cabeça sobre o que fazer depois… E sabe o que acontece? Na maioria das vezes pego no sono e acordo babando, toda torta na cama delas…ou com marido chamando para ir para nossa cama!!É osso! Carol, quando o segundo chega realmente é um impacto muito grande na vida do casal, mas penso que é bom ele vir logo, pois já estamos no ritmo! Agora lá me casa, ainda é um pouco complicado (Clara com 4 anos e Bruna com 1 ano e 8 meses), mas as duas já brincam juntas e é uma delícia de ver..E nestas horas, a gente consegue dar uma descansadinha!!! Boa sorte e que o segundinho (a) venha na hora certa!!!

  2. super te entendo, pq tenho quase a mesma rotina, tirando que o parasitinha ainda não nasceu, mas me pego perguntando: como vou fazer pra ser "gente", com a criança? tb prciso de sono, unhas feitas, cabelo semi penteado, banho TODOS os dias e comida na hora certa. e aí, como encaixar o RN nesse meio tempo!? hehehe Meio tarde pra pensar, visto que já estou com 20 semanas, néam! heheh mas olha, deve ser tal de "coração de mãe", sempre cabe mais! ehhe
    bjoks
    carol
    http://www.meuparasita.com

  3. A gente se faz essas mesmas perguntas. Se tá difícil assim com 1 só, imagina com 2? A minha resposta pro marido é a padrão: vc vai ficar com o Davi e eu com o mais novo. Mas ó, é só a resposta padrão, pq não faço a mais remota ideia de como faz isso… rsrsrs

    Por enquanto, ficamos elocubrando, tentando descobrir como vai ser, pra quem sabe, talvez, encomendar o segundinho. Enquanto isso, estamos numa fase "roleta russa". hehehe

    bju

  4. Hahahahahaha, ai Carol… Eu total morri de rir com o que você escreveu e entendo você totalmente. Porém, contudo, todavia e no entanto, Luiza tem só oi to meses e eu tô grávida DE NOVO! Louca, doida, maluca??? Tudo isso e mais um pouco? Juro que não sei, só sei que tô feliz pacas!!!!

  5. Carol, eu nem sei dizer o quanto gostei deste post! Porque, sabe? É EXATAMENTE isso!! Às vezes eu até paro de pensar porque não consigo achar resposta. Fico pensando nas coisas, na vida, em tudo, e resolvo que é melhor não pensar. =p Mas só que não, né. A gente precisa pensar, porque alguém tem que tomas as rédeas dessa "bagunça". rs Bem, sobre o segundo filho, ainda não entrei neste dilema – apesar dos meus pensamentos subconscientes já terem entrado. Mas não tenho dúvidas que farei os mesmos apontamentos que vc está fazendo. O que não significa q eu não terei outro… Eu acho. rs Beijos e escreva mais! Estava com saudades de ler seus posts!

  6. Nem fala Carol. Não vou dizer que é fácil porque é super complicado. tem horas que dá vontade mandar a bebela voltar pra barriga rs
    Mas também tem seu lado bom, é claro. Mas não vou mentir, a loucura é muito maior rs Eu ainda conto com ajuda da minha mãe, que mesmo sem querer olha um filho ou o outro para eu poder tomar meu banho, torcer roupa e fazer comida. Mas tem vezes que nem tempo de ir ao banheiro eu tenho. Sábado e domingo que é minha "folga" e marido cuida das crianças para eu ir dormir, mas sinceramente, trabalhando eu não sei se daria conta de tudo. Acho que nenhuma mulher dá, elas só não gostam de admitir kkkkk
    eu admito: quando faço a comida cedo, a casa fica uma bagunça. Quando arrumo a casa, é a comida que atrasa…e vida sexual??? nuss ,melhor parar por aqui, porque não quero desanimar ninguém..mas já que é pra encarar a realidade ,eu digo que daqui uns 2 anos vou estar dando risada de tudo!!! Melhor ir sem pensar…
    bjos

  7. Sempre me senti exatamente assim então quando meu filho fez 5 eu senti que dava e engravidamos de novo, nossa filha nasceu e a vida voltou a ser essa loucura que você descreveu no post! A mais nova fez um ano, o mais velho fez 6 e percebi que o importante é todos estarmos bem, manter o foco no que é importante para mim, no meu caso meu marido e nossos filhos, e fazer o meu melhor no resto que, atente bem, nunca vai ser perfeito nem tão pouco 100% mas é o melhor para a minha família e f#d@-$e o que os outros pensam! Beijos e tenha calma! Sinceramente não conseguiria ser menos mãe do mais velho para ter um segundo, então esperei que o mais velho precisasse menos de mim para ser a melhor mãe para os dois!

  8. Ficar esperando ele crescer achando que quando ele estiver mais velho vai precisar menos de vc e aí sim vc terá tempo pro segundinho é besteira. SE vc tem vontade, tenta logo. O meu filho está com 5 anos e eu sempre estou nessa correria que vc narrou aí, com a exceção que o pequeno aqui dorme bem a noite toda, só que nem sempre estou tão descansada assim, pq deixo para fazer minhas coisas(inclusive assistir um filme com marido, que entra na parte de dar atenção pra ele) depois que ele dorme, para poder aproveitar o pouco tempo que temos depois do serviço, aí vou dormir tarde e acordo panda do mesmo jeito.
    Não tem jeito não amiga, nós mulhres que escolhemos casar e ter nossos lindos babys vamos sofrer com isso sempre. Se eu tivesse vontade, e mais um monte de outras coisas eu teria tentado em seguida. Acho que crianças com idade próxima só facilita. Trabalho vc vai ter de qq jeito.
    bjs

  9. Eu acho q ele se encaixa…se adapta, do tipo de adaptação de que vc não consegue viver sem…
    Igual a todas as mudanças na vida…
    Eu que não sou mãe, nem tentante (ainda), logo q casei pensava: Pq cargas d´água eu me casei. Na mamis tinha tudo. a preocupação era de trabalhar e gastar meu dindin comigo. fim. Agora tenho casa pra cuidar, supermercado a fazer, trabalhar e ser um amor de pessoa mesmo quando o chefe comeu minha alma.
    Aí hoje me pego pensando como que eu tenho a capacidade de pensar em filhos. Tenho ué.
    Pq se filho fosse ruim, minha vó não teria tido 17 (nascido 17, sobrevivido 12).
    Ela foi se adaptando né?! Se arrependendo uns dias, não vivendo sem em outros… e assim caminha a humanidade.
    Vai com fé, paciência e muita calma… q a resposta vem, o segundinho vem e vc dá conta exemplarmente, ou não. Mas a certeza q eu tenho é q eles serão felizes. e nem vão lembrar q a tV abduziu eles alguns dias da semana…

  10. Saudade de vocês Carol!
    Dois filhos dão MUITO trabalho independente da distância de idade que tenham.
    Vejo coisas ótimas em se esperar um pouco, como por exemplo ter mais tempo para o corpo se "organizar" antes de uma nova gestação.
    Ter menos trabalho "braçal" trocar duas fraldas, preparar servir e ajudar dois pequenos a comer, vestir , dar banho…essas coisas ficam bem mais tranquilas quando o primeiro tem uma certa diferença de idade do segundo…
    Mas tem também as coisas muito legais de se ter dois filhos em idades próximas. Os programas em família são sempre em família, como os dois tem idades próximas frequentam e gostam geralmente das mesmas coisas.
    A economia de usar praticamente tudo outra vez, já que não deu tempo de se desfazer de quase nada.
    Mas todas essas coisas são relativas e vão depender principalmente de como é cada família.
    Ser mãe pela segunda vez tornou as coisas mais leves pra mim. Eu não me cobro tanto porque sei que as fases vão e vem todo o tempo, tem dias melhores e dias piores.
    Agora o trabalho, esse não multiplica…quadruplica…Meu Deus! Eu nunca tinha ficado uma noite inteira sem dormir, nunca tinha ficado meses sem fazer sexo, nunca tinha gritado tanto (e me arrependido tanto) nunca tinha ficado tão organizada com a casa, nunca tinha me alimentado tão mal…É muito complicado gerenciar dois seres que PRECISAM de mãe todo o tempo.
    E não sei se melhora muito quando eles crescem não…pelo menos não antes dos 10 ou 12 anos, sei lá.
    É exatamente como tu falaste, só que com dois piora um pouco. O dia que o cabelo tá bom, as olheiras estão imensas, e as unhas destruídas.
    O dia que dou atenção total pras duas a casa fica um lixo.
    O dia que cuido da casa, a tv vira babá, sim e com certeza.
    O marido, hã? como? de onde veio? hehehehehe
    E como sempre digo por aqui: "tá tudo sob controle, só não sei sob o controle de quem"
    Beijos!!

  11. Simples. Abaixe as expectativas. Abaixe as expectativas de algum campo da sua vida, ou abaixe um pouco de todos os lados. Talvez ser só boa funcionária em vez ser ótima; talvez ser uma mãe companheira e não uma mãe pilhada o tempo todo que brinca o tempo todo. é un esforço a se fazer agora por um, ou dois anos, mas filho é bom e dura pra sempre. Quando você põe em perspectiva, o que são 2 anos diante dos 70 que seu segundo filho vai viver, e vai ser amigo do Lucas? Pensa nisso. A gente não pode pensar pequeno quando pensa em criar um outro ser humano. Porque essa, no fundo, é a nossa tarefa: criar ser humanos. Talvez comendo industrializado, se esse for o preco pra ter uma mae presente. ou é melhor dar orgânicos e ficar ausente, gastando todo o tempo cozinhando?
    A gente nao pode deixar coisas pequenas como rotina apertada ou crise financeira nos atrapalhe na formacao de novos seres humanos. rotinas passam. empregos passam. crises financeiras passam.
    Eu tenho 3 filhos (com menos de 5 anos) e to viva ainda, até escrevendo esse comentário! 🙂

  12. Identifiquei total nesse paragrafo cheio de atividade que convenceram que a gente tem que dar conta!!!!
    Mas tbm estou na vibe na Mari que dá para a gente dar conta se agente baixar as nossas expectativas.. e "não ligar" para as dos outros!!!
    Bjs

  13. e como não se identificar…e saiba que qd eu me sentia assim..sabe o que aconteceu??? estava prenha de novo e pari again!!!
    No meu dia dia ainda tem a culpa por achar que sempre falta alguma coisa para cada um deles, pois qd um chora o outro tb quer atenção…é uma loucura!!!
    E vamos que vamos..matar quem falou, quem disse e e quem nos embuti este negócio de ser super mulher!!
    eu tento, mas sei não..acho uqe ainda não consegui…fico estressada, não dou atenção ao marido e vivo com sono!!!
    bjocas

  14. não tem aquele ditado que diz que Deus ajuda os bêbados, os loucos e as criancinhas?

    Então, na loucura de encarar o segundinho sigo dando conta de tudo. Tudo mais ou menos, não sou uma super mãe, nem uma super mulher, nem uma super profissional.

    sou suficientemente boa. e sigo pensando que assim tá bom pra mim. Desencanei dos perfeccionismos, sacou?

    beijos

  15. Vocẽ é Ó-TE-MA!!!!!!!!!!!!!!!! Falou e disse tudo, mas mesmo assim, que quero um segundinho. Não se pode pensar sobre tudo isso, senão a gente desiste. Tem que deixar vir e encarar o desafio, que é monstro!

  16. Carol, que difícil decisão… Eu até hoje me questiono a minha. Porque nós temos o agravante: estamos sós aqui neste país, com muito pouca ajuda da família. Isso não é um detalhe menor e complica muito as coisas.
    Por outro lado, como disse alguém aí em cima, baixar as expectativas (e a auto-cobrança) facilita muita coisa. Tem vários dias caóticos aqui em casa que o almoço é a comida chinesa da esquina, vários dias que é ovo com salsicha mesmo. Sabe o que? As meninas adoram. E eu me sinto uma mãe de merda, mas depois me perdoo pensando que é o que eu pude fazer. Acho que o custo maior é pra nossa relação mesmo. É um tranco forte nos primeiros dois anos… Mas acho que se sobreviver a isso, tudo passa!! Ou espero, hahahaha… Beijos!!

  17. Ah Carol, como eu te entendo. Mas acho que ficamos assim porque a gente se cobra demais. A sociedade que exige isso tudo ai que voce citou, na verdade é a nossa consciência aceitando essa cobrança. Trabalho 8 horas por dia, gasto 3h com deslocamento casaxtrabalhoxcasa, então como eu posso querer que meu filho nao veja nem um pouquinho de tv ou querer que ele coma somente frutas orgânicas, se o bairro onde moro não tem feira orgânica? Tenho um filho de 14 anos, criados numa época que não existia a blogosfera materna e vou lhe dizer, eu me cobrava menos. Agora com Mateus, que tem 2 anos, venho tentando me policiar, aceitar que de vez em quando ele vai ficar sentadinho vendo um dvd multi-colorido enquanto eu vejo meu facebook sim (eu me odiava fazendo isso). Não vai ser rotina, na maioria das vezes brinco com ele, desenhamos, brincamos de massinha ou carrinhos. Mas algumas vezes ele vai ver tv sim, enquanto mamãe lê vários blogs femininos. Bjs !

  18. Faço essa pergunta todos os dias. Há quase 6 anos, na verdade, que é a idade da minha filha. Não faço a menor idéia de como enfiar um outro ser humano nessa minha rotina insana. Ando esgotada, com um puta sono que não me deixa, sem paciência – e olha que voltei de férias há exatamente 1 mês.

  19. Eu acho o seguinte, que se a gente parar pra pensar não tínhamos tido nem o primeiro, acho que quanto mais a gente pensa, mais empecilho a gente enxerga e coloca. Se eu dei conta do primeiro, sobrevivi, acho que daqui uns 2 anos quando ele tiver uns 4 anos vou conseguir sobreviver a um outro kkkkkkk

  20. Olá Carol

    Acho que seu desabafo caiu perfeitamente como uma luva para muita gente, me incluo no meio delas.

    E pelo que entendi você não está procurando por conselho, mas é só um desabafo, dá pra entender perfeitamente.

    Mas para comentar e refletir no tópico, posso contar da minha experiência nessa difícil jornada da decisão de um segundo filho. Passei um tempo, um booommm tempo no mesmo dilema, ter ou não o segundo filho – como fazer para conciliar tudo?

    Nos dias que eu tinha dormido bem, as coisas tinham ido bem no trabalho, a Angelina estava boazinha, o marido de bom humor, a casa razoavelmente arrumada e eu não estava pra ficar menstruada = 100% de confiança de que eu poderia facilmente ter um segundo filho, talvez até um terceiro. Mas era as coisas mudarem um pouco, ou os hormônios resolverem atacarem, que pronto, já mudava de ideia. Mas a verdade é que agora, a Angelina com 3 anos e 2 meses, eu já me arrependi de não ter começado a tentar o segundo antes. Vejo ela crescendo sem um irmão/irmã e dói no coração. Dói porque eu fui criada com irmãs – uma das melhores coisas que Deus inventou pra por na vida da gente, e vejo que ela ainda não está tendo a oportunidade de saber o que é isso, e por outro lado, eu estava esperando um milagre acontecer para que tudo ficasse bem – sempre, o que na verdade não é assim na vida de ninguém. Concluí que são as outras pessoas sempre que esperam nos ver sempre perfeitas, não os nossos filhos/maridos. Me peguei analisando como é que outras mães com dois, três ou até mais filhos podiam dar conta, e não tem uma receita padrão, mas percebi que todas levam um dia de cada vez, sem ficar pirando com o que pode ou não acontecer no futuro. E acho que é isso mesmo, a verdade é que se a gente se apegasse tanto em pensar o que poderia ou não acontecer no futuro e como lidar com tudo, muito provavelmente não teríamos tido nem o primeiro. Então decidi, assim mesmo tomar a decisão e seguir tentando o segundo filho. Agora está nas mãos da mãe natureza.

    Bjos e força na peruca 🙂
    Aline

  21. Carol, sempre leio o seu blog e me divirto com a sua maneira leve e bem humorada de escrever. Eu ainda estou no primeiro, muito longe de pensar em um segundo, mas eu acho que, quanto mais a gente pensa, menos a gente faz as coisas. Não estou defendendo aqui uma inconsequência nas nossas ações, ainda mais nessas grandes, que mudam a vida e que, ainda por cima, envolvem outras pessoas que não deveriam ter que pagar pelo que decidimos. Mas é que acho mesmo delicado o equilíbrio entre pensar e deixar-se levar. Conheço gente que pensa tanto e que está envelhecendo sem ter feito nada na vida. Absolutamente nada. Acho isso uma tristeza. Mas também sair feito louca vivendo tudo como se não houvesse amanhã, quem pode se permitir isso nos dias de hoje? Um abraço, Alessandra

  22. Carol, sempre leio o seu blog e me divirto com a sua maneira leve e bem humorada de escrever. Eu ainda estou no primeiro, muito longe de pensar em um segundo, mas eu acho que, quanto mais a gente pensa, menos a gente faz as coisas. Não estou defendendo aqui uma inconsequência nas nossas ações, ainda mais nessas grandes, que mudam a vida e que, ainda por cima, envolvem outras pessoas que não deveriam ter que pagar pelo que decidimos. Mas é que acho mesmo delicado o equilíbrio entre pensar e deixar-se levar. Conheço gente que pensa tanto e que está envelhecendo sem ter feito nada na vida. Absolutamente nada. Acho isso uma tristeza. Mas também sair feito louca vivendo tudo como se não houvesse amanhã, quem pode se permitir isso nos dias de hoje? Um abraço, Alessandra

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