Contei pra vocês que viajei a trabalho na semana passada, né. Pois bem. Dei uma boa duma sofrida antes de ir. Fiquei com medo do desmame, me estressei, minha produção de leite caiu drasticamente e quase que o menino desmamou antes mesmo deu ir. Tive sonhos esquisitos e mal consegui dormir na noite anterior ao embarque. Mas, encarei. Deixei uma enorme lista de orientações pro pai, que ficou com ele durante os 3 dias em que estive fora. E pedi que telefones, skype, facebook, tudo estivesse disponível pra quando eu quisesse fazer contato – eu achei que ia ficar neurótica ligando o dia todo.

E sabe o que aconteceu? Nada. Durante a viagem, eu: trabalhei bastante, tive conversas de adulto, dormi bem, tirei leite (senão meu peito explodia), liguei poucas vezes pra casa, tomei minha cervejinha tranquila, aproveitei meus dias solitários, não sofri, não chorei, não me descabelei. Senti muitas saudades, claro, mas de forma muito saudável.

Pra não dizer que passei quase sem notar: no avião, em meio a muitas turbulências, me deu uma histeria de “e se eu morrer? Quero ver meu filho uma ultima vez!!!”. E cada vez que o avião balançava (e balançou bastante o bicho), eu sentia um aperto no coração, uma puta duma angústia. Mas, voltei pra casa já na madrugada do meu aniversário e foi tudo lindo, vocês já sabem.

Concluí que: essa separação foi banal. Nada perto da que tenho que encarar todo santo dia, quando tiro meu filho do conforto da casa dele, jogo numa creche e só o vejo nove horas depois. Isso sim dói. Isso sim tem me matado aos poucos.

É do tipo de coisa que a gente não pensa direito antes de ter filho, né. O que você vai fazer quando voltar a trabalhar? Ah, vou deixar na creche, claro. Ou então: Ah, vou deixar com a babá, claro. O que a gente não pensa é que isso dói. Ver que o filho cresce sendo educado por outros. Ver e admitir que sim, estou terceirizando grande parte da vida dele. Estou escolarizando antes do tempo. Estou lhe impondo uma rotina que talvez não seja a natural dele. A verdade é essa, meu povo, não se enganem. A creche pode ser ótima, pode ser feliz, meu filho pode estar super adaptado, tranquilo e bem estimulado: foda-se. A creche não sou eu.

Essa é minha opinião geral, não só pro meu caso, tá? Se você tá lendo e se sentindo ofendida porque afirmo que você tá terceirizando seu filho, calma, não fica assim, não tô te acusando de nada. Inclusive eu estou no seu time.

Mas precisamos admitir, queridas mães. Que trabalhar fora o dia todo e deixar com terceiros é, olha que coisa!, TERCEIRIZAR.

Só que eu não vou, não posso e não quero deixar meu trabalho. Mil motivos pra isso, nenhum passível de discussão aqui. Eu gostaria de ter horários flexíveis, talvez meia jornada, não sei. Gostaria que o meu dia tivesse 45 horas ou que meu filho tivesse botão “pause”, pra me esperar bem quietinho enquanto eu cumpro com minha jornada diária. E, estou há muitos meses sofrendo com o assunto e conversando com marido e procurando uma luz nisso tudo.

E, finalmente, é um enorme prazer anunciar: encontramos uma solução. Não é perfeita (qual é?), mas vai muito mais de encontro com o que eu acredito que seja importante pra mim, pra minha família.

Maridón conseguiu um novo trabalho, numa empresa muito legal e conhecida, excelente oportunidade. Esteve negociando por alguns meses, até que conseguiu: vai trabalhar em horário alternativo, começando às duas da tarde e, quanto isso, eu trabalho em horário tradicional, de 9h às 18h. Portanto, finalmente, vamos tirar o Lucas do período integral na creche. O pai ficará com ele a manhã toda, vão brincar, almoçar juntos, Lucas poderá dormir até a hora que quiser, ficar à vontade em casa, curtir o pai. Depois Maridón o leva pra creche e eu busco quando sair do trabalho. Luquinhas, aos quase dois anos, finalmente terá o que considero excelente: maior contato com a família, rotina natural dele (sem creche impondo tudo) e escolinha com amigos e atividades legais no período da tarde. Depois fica comigo mais um tempo, brincamos, jantamos e vamos dormir.

Estamos realmente felizes com tudo isso (e ainda procurando creche nova, pra mor de ficar mais feliz ainda).

E vocês, tão satisfeitos com o esquema montado pros filhotes? Me contem!

44 respostas em “Sobre as separações bobas e as uniões que realmente importam

  1. Por aqui temos um menino da idade do Lucas… Ele começou a ir para a escolinha agora, meio período, à tarde, para brincar/interagir com outras crianças. Ainda estamos em adaptação. Eu consegui dar uma pausa na minha vida profissional, então fico com ele de manhã… Que legal que seu filhote tbm vai passar a frequentar a escola somente meio período… Boa sorte na nova rotina! 😉 Bjs

  2. Carol, vc vai amar essa mudança!
    Aqui a coisa é diferente. Eu e meu marido trabalhamos em home office! Eu nem saberia dizer como seria se tivéssemos que cumprir horários! Aliás, sei, porque por 8 meses eu trabalhei fora das 12 às 19 e era horrivel! Aguentei 8 meses e saí! A primeira coisa que fiz quando saí, foi trocar Olívia do semi-integral para o meio período!
    E agora esse ano, com escola nova e um irmãozinho chegando, ela começa o ano em meio período, que é o ideal para a gente. De manhã brincamos, almoçamos e ela vai pra escola. Mamãe volta pra trabalhar e o papai vai buscar ela na escola no fim do dia 🙂

  3. Tb nunca gostei da ideia de deixar meu filho o dia inteiro na escolinha. Por esse motivo sempre o coloquei em meio periodo.Como sou professora, e tenho alguns tempos no periodo vespertino eu fico com ele nesse tempo senao o pai fica ou avo (essa ultima em casos raros).E vou te dizer claramente: Ele ama! Tem tempo com seus amiguinhos e tempo comigo e com o papai.E qdo vc poder curtir umas ferias junto com ele…Ah è indiscritivel! Bjos***

  4. Não mesmo. Ainda sofro todo dia com essa separação também, engraçado que a gente acha que vai se acostumar, mas só piora. Parece que hoje em dia ainda é mais dolorido que antes, será que é porque eu estou vivendo agora. Deve ser. Ainda gostaria de esquematizar uma maneira dele ficar mais tempo em casa, mas não consegui. Aqui ele sai as oito e meia com o pai e vai para escola e só chega em casa por volta das cinco e meia. Dó. Porém, já ficou em casa com babá o período da tarde e tbém não gostei. Coisa complicada essa. bjos

  5. Carollllllllll, isso é ótimo! É o que mais penso nessa minha busca à maternidade, pq não quero ter essa dor no peito para carregar, mesmo já sabendo que sou do time que não posso parar de trabalhar.

    bjo!

  6. Carol, eu sempre te acompanho e nem sempre comento por aqui, mas dessa vez não podia deixar passar. Eu vivo o mesmo dilema diariamente: deixar o filho sendo cuidado por terceiros. Mas enfim foi uma escolha (e eu também penso em ter o segundinho, apesar de não saber como será a vida nesta condição) e não imagino parar de trabalhar. Ainda mais que eu gosto muito do que faço. Eu adotei um esquema parecido com o que vais iniciar agora, porém a diferença é que pela manhã o Gabi fica com uma babá (o que é um outro problema). O pai vai em casa almoçar e leva o filhote para a escolhinha a tarde. Assim ele pode acordar no horário dele, almoçar em casa, fazer a sonequinha em casa e só depois ir para a escolinha se divertir. No final da tarde eu que busco ele na escola e a gente se curte até hora dele dormir. Eu não acho que seja o ótimo, pois gostaria que ele ficasse mais tempo com a família, mas acho que é melhor do que ele passar o dia na escolinha. Adorei teu post (como sempre) e tenho certeza que a vida de vocês vai ficar melhor com esse novo esquema. Boa sorte com a procura da nova escola. A gente demorou para decidir, mas acabamos escolhendo uma em que não tivesse TV nas salas e que tivesse um lugar fechado grande (moramos no RS onde pelo menos 7 meses do ano o clima na rua não permite grandes momentos ao ar livre) e que eles pudessem brincar bastante. Além disso, acabamos escolhendo uma escola que tinha (e ainda tem) poucos alunos para que a atenção fosse mais exclusiva (não é garantia de nada). E estamos muito satisfeitos com a nossa escolha. Bjs e tudo de bom!

  7. Oi Carol!! Estou sofrendo isso todos os dias…Até o ano passado eu trabalhava por 6 horas, então conseguia ficar um pouco mais com as meninas..Agora tenho que trabalhar 8, lembrando que são 10 horas fora de casa ( 1 hora para ir , outra para voltar)…Meu sonho é conseguir trabalhar só meio período, mas por enquanto ainda não dá!! Enquanto isso as meninas ficam de manhã em casa, almoçam e vão para Escolinha, às 17:00 eu busco e brincamos até a hora de dormir…Um beijo e boa sorte na procura da creche

  8. Sigo seu blog há algum tempo e acho muito legal a forma que descreve tudo, confesso que na maior parte do tempo me identifico muito com você. Mas o post de hoje foi demais, tenho me arrastado pro serviço pois sinto a mesma coisa, meu filho começou a ir pra creche aos 4 meses e hoje com 1 e 5, está se adaptando na nova salinha mas ele tem chegado bastante eufórico e choroso, não sei se as professoras tem menos paciencia ou os grandes estão "judiando" do pequeno só sei que meu coração ta mais apertado que nunca….ainda estou buscando uma saída. Mas fiquei feliz que o Lucas ficará mais horas com o papai =)

    http://www.mamybrasil.blogspot.com.br

  9. Carol, nos ultimos meses eu tenho pensado muito sobre essa terceirização e o bem estar da Isabela.
    São muitas mudanças acontecendo por aqui e organizar a rotina dela sempre tira meu sono.
    Isabela ficou em casa com o pai pelas manhãs e comigo a tarde até 1 ano e 3 meses. Foi então que ela começou na creche no período tarde, mas voltei a trabalhar o dia todo o que diminuiu muito nosso tempo juntas. Foi assim por 2 meses e meio quando eu consegui me mudar de cidade.
    De outubro para cá eu estou com ela de manhã e trabalho a tarde quando ela vai pra creche.
    Esse esquema é o melhor de todos, mas a gente não se livra dos horários estabelecidos pela creche. Eu não deixo, por exemplo, ela acordar depois de 8:30 porque ela precisa começar a dormir ao meio-dia para dar tempo de deixa-la na creche as 14h. O alomoço a mesma coisa: não pode ser muito tarde senão ela não sente fome na hora do lanche… Enfim, não é nada muito rígido mas a gente continua escrava dos horários da creche. rsrsrsrs

    De qualquer maneira tenho certeza que vai ser muito melhor para o Lucas ter a cia do pai pelas manhãs. Eu me sinto realizada podendo manter minha pequena pouco tempo na creche.
    Mas daqui a pouco tudo vai mudar novamente… hehehe
    Beijo grande

  10. Que ótimo Carol!! Sei bem como é essa angústia de trabalhar fora e ficar longe do filhote o dia todo. Tive esse esquema com Bento pequetitico, foi pra creche aos 5 meses e eu lá, no empreguinho de horário tradicional. Agoniada que estava, consegui negociar na empresa e fui trabalhar fazendo freela de casa. Bento até ficou fora da escola uns meses, depois voltou mas em meio-período. E seguimos assim até hoje.
    Parabéns pra vcs, por terem conseguido achar um caminho legal pra todos. Mantendo os empregos, mantendo a creche, mas em uma nova rotina. Vai dar tudo certo!
    bjos

  11. Que legal!
    Durante a minha gravidez estava claro para mim que voltaria a trabalhar e deixaria o Joaquim no berçário, afinal, minha mãe trabalhou fora a vida inteira e nem eu e nem meus irmãos temos sequelas por conta disso. Eis que voltei a trabalhar e fiquei com uma p… dor no coração, mesmo a escola sendo maravilhosa, a responsável pelo berçário um amor, ele estar sendo bem cuidado. Mas acabei sendo demitida e ele só foi para o berçário durante 3 semanas. Agora to em casa com ele, mas estou procurando emprego, pois por mais que seja maravilhoso acompanhar tudo de perto estou cansando dessa rotina dona de casa-mãe, sinto que preciso fazer algo só meu!

  12. Minha filha está na creche desde os 5 meses, mas eu realmente acho que é a melhor opção pra ela. Percebo que ela gosta, está sempre rindo e acho que cuidam muito bem dela lá. Aproveito muito o tempo que estamos juntas e dou atenção exclusiva, pois o tempo é curto. Fim de semana também, pois ficamos só nós 3 grudados (pai, mãe e ela). Não cogito deixar com avós, pois sinceramente acho que estão velhos pra cuidar de bebê e sabemos que não é fácil. Então lá ela tem o mundinho dela e acho super importante. Vou trabalhar sossegada, apesar de sentir saudades, claro. Tati

  13. Meu filho , que completou 3 anos há algumas semanas, desde os 8 meses fica com a avó pela manhã, aí eu encontro eles no horário do almoço (ele já almoçado) e levo ele para escola, às 13:15, e a avó busca lá pelas 17 hs. Então eu pego ele na casa da minha mãe às 18:20 e vamos para casa encontrar o papai. Gostaria muito de trabalhar meio período, mas como não posso, entre deixá-lo o dia todo na creche, com a babá ou com a avó, preferi deixá-lo com a avó. No entanto, ele só ficou realmente adaptado na creche após eu ter ficado desempregada por 5 meses ano passado (de julho a dezembro). Em pouco mais de 1 semana ficando comigo pela manhã, ele parou de chorar quando eu deixava ele na escola.

  14. 4 meses de gestação, 19 anos e morando com os pais. E esse bendito esquema não sai da minha cabeça, Carol. Não quero deixar a criança com minha mãe porque não quero essa responsabilidade pra ela, não quero que me julguem, não quero me sentir confortável demais, não quero que… Não posso parar de trabalhar e parar a faculdade pra ficar com o baby pra sempre. Penso em creche porque fiquei em creche, mas tenho medo de ser ausente, de ver meu filho criado por terceiros, de ter pouco tempo.
    Difícil, viu? Beijinhos

  15. Que bom, Carol, que vocês conseguiram um esquema mais alternativo para o Lucas! Se pudesse, faria isso também. Mas não posso e hoje sofro menos com isso. Sinto que o Davi gosta da creche, pois ele já fala que gosta!

    Incrível para um menino que era um mudinho há menos de dois meses. Fala que gosta, fala o nome das professoras e dos coleguinhas. E também tenho um retorno bastante positivo da creche: elas falam que o Davi é um dos mais participativos da turma, o que a meu ver comprova o interesse dele pelas atividades e, consequentemente, o seu gostar.

    O esquema dela é um pouco diferente da creche do Lucas: tem espaço grande pra correr (é num casarão antigo, com um quintal enoooorme; em breve, ele terá até aula de natação) e não tem TV.

    Mas se eu pudesse, não teria creche. Teria eu. E nem é porque eu amo o q eu faço. Pelo contrário. Encaro meu trabalho como ganha-pão mesmo. Mas não posso, minha casa não se sustenta sem meu salário. Sofri mais no início da separação, quando o Davi era bem menor. Hoje, vejo o lado positivo da socialização.

    bju

  16. Oiiiii Carol
    Eu adoooooooooro ler seu blog, é muito divertido vc contando suas historias kkkkkk
    Ainda nao tenho filhos, mas pretendo em breve arrumar um tbm, parei de tomar pilula faz 1 mes…eu e meu marido estamos tentando kkkkkkkkk
    Ate mais
    Fiquem com Deus
    Bjossss

  17. Amiga!!!
    Estou muito feliz que vcs vão conseguir passar mais tempo com Luqui-Luqui!!
    Eu, que estava com 2 empregos, agora consegui me desvencilhar de um e ficar somente no público.
    Por enquanto, elas ficam com vovó Beth e com papai ajudando pela manhã, já que ele só pega no trabalho à tarde tb…
    eu, a mesma coisa que vc: de 9 as 18…
    A partir de fevereiro (depois do Carnaval), elas vão para a creche, dando mais tempo para a vovó beth fazer as coisas dela..

    Beijos!!

    http://gemudinhas.blogspot.com/

  18. Q bom, Carol! Considero tb que o melhor é ficar só meio período na creche, ficar com a familia nessa idade é muito melhor. Acompanho seu blog e adoro os seus posts. Já me ajudou muito em muitas etapas desde que meu pequeno nasceu. Ele fica com a avó enquanto trabalho, mas estou vendo pra coloca-lo na creche, pq sei q tá sendo difícil pra mamys. Muita energia numa pessoinha só, né? Eu sofro pq trabalho só meio período, mas passo, como vc, nove horas longe de casa por conta de trabalhar em outra cidade. Mas vamos levando, o importante é não perdermos o foco do q queremos q é mais tempo com nossos filhotes. Beijos

  19. que lindo carol! adorei! quando minha licenca acabar, tambem pretendemos que o pai assuma as criancas. como nao posso tirar outra, o plano eh que ele tire. Concordo 100%. Filho longe dos pais nao eh legal, nao eh o certo, eh uma necessidade criada pelo mercado.
    Depois dos 2 ou 3 aninhos eu acho bem bacana a escola sim, em meio periodo. Emilia esta ha quase 2 meses de ferias e fica o tempo todo dizendo que esta com saudades da escola. Como nao temos mais aquela renca de filhos e sobrinhos pra brincarem sozinhos na rua, e com essa chuva que nao para, eles ficam entendiados. Ja chamei varias coleguinhas pra brincarem aqui com ela, quando chove (quase todo dia) desco pra debaixo do bloco pra elas nao ficarem confinadas em casa, mas estou contando os dias pras aulas voltarem.
    bjos!
    ps. qto tempo hem

    1. Engraçado que a gente só começa a perceber que "feels wrong" com o tempo, né Carol? Quando Noah tinha 6 meses tentei voltar a trabalhar – era o que mandava o guia do "bora tocar a vida", mas isso durou três semanas – inventei uma desculpa qualquer, busquei o rapaz na creche e abandonei o mercado formal pra todo sempre. Quando ele fez um ano voltei a deixá-lo na escola e abri negócio próprio. E hoje, aos 4, ele fica de 9 às 13:00 na escola. A coisa foi se reduzindo, fui ficando mais pobre, mas com a sensação de estar fazendo a coisa certa. Muitas vezes morro de tédio de jogar lego, mas aumento o som, trago o ipad pra roda, vou tomar um café. E faço MUITOS, MUITOS playdates, que me ajudam a manter a sanidade. Vai ser EXCELENTE esse upgrade familiar, Carolzinha! Saudades tuas e dessa moça Lia também! Muitos beijos e abraços, cumadis!

  20. Que maravilha Carol! Fico feliz por vc. Sempre pensei nisso desde que meu marido e eu decidimos engravidar, minha jornada de trabalho é de apenas 4 horas diárias e acho que não preciso parar de trabalhar. Os horários do marido sã flexíveis e nos dias mais corridos o baby precisaria ficar umas duas horas com terceiros. Bom estou gravida de 8 semanas de ainda tenho bastante tempo pra pensar no assunto (ou não rsrsrs). Fiquei super feliz por vcs três! Bj

  21. Ótima solução, Carol.. eu tenho um bebezico de 11 meses, ele está na creche desde os 8, porém só meio periodo.. dos 3 aos 8 levei ele para trabalhar comigo pois tenho minha própria empresa. Conforme ele foi ficando maior e mais levado, tivemos que colocá-lo meio periodo na escola. Agora ele está ficando de manha com minha sogra 2x na semana, 1x na semana comigo, 1x com o marido e 1x com minha mae, pois os 3 trabalhamos mas temos horarios flexiveis. O bom é que ele almoça conosco, então temos esse convívio que você comentou, que é ótimo. é mto dificil mesmo trabalhar e ter filhos, mas também vejo tanta mãe que fica o dia todo em casa e deixa a criança na frente da tv.. então temos que ponderar e fazer o melhor dentro das nossas possibilidades. Bjos

  22. Carol, estou lendo o seu post aqui no meu trabalho, e são 21:30 hs aqui em SP..Que vontade de chorar..Realmente antes de termos filhos não pensamos que um dia teremos que fazer hora extra no trabalho e chegar em casa quando a filha está dormindo..
    Eu tb infelizmente não posso e não vou largar meu trabalho por inúmeros motivos, mas quanto a QUERER, não tem como não pensar nisso nessas horas 🙁

    Beijos!

  23. Carol… Amo de paixão seu blog! Leio sempre, mas quase nunca tenho tempo pra comentar. Vou começar a comentar mais tá?
    Que bom que vcs encontraram uma solução que deixa todos mais feliz, né? E o Luca vai amar poder conviver mais com a casinha dele, papai, caminha… Certeza!
    Aqui nosso esquema é doido!
    Decidi reduzir minha carga horária (sou professora e por isso tenho certa flexibilidade no horário) e só dou aula 3 manhãs. Nessas manhãs, marido não vai pro consultório, fica em casa e cuida das cria – brinca, dá banho, dá almoço, quase morre de canseira e coisa e tal. À tarde, Helena vai pra escolinha e Emanuel (que tem 1 ano e 8 meses) doooooorme um sonão!
    Quando preciso sair a tarde pra dar uma ou outra aula de plantão de dúvidas que a escola oferece, Emanuel fica dormindo, e a secretária aqui de casa fica vigiando…
    Busco Helena na escola e ficamos os 3 sozinhos até as 19:30h (+ou-), que é quando marido chega do trabalho.
    Brincamos, arrumamos as crias pra dormir e começamos o quarto turno (recollher brinquedos, preparar aula, digitar ou corrigir provas, marido vai pra academia e eu saio pra correr, um de cada vez, claro!).
    É uma doideira, mas tem valido a pena… Vc vai ver o quanto vai ser melhor pra ele… E pra vcs!

  24. Carol, tb sempre leio seu blog, mas nunca comento. Mas esse assunto pegou na minha ferida… Minha filha tem um ano e 7 meses. Até hoje consegui trabalhar com carga horária reduzida de 6 horas e ela fica com minha mãe. Mas minha mãe está com problemas de saúde e o salário reduzido está fazendo muita diferença no nosso orçamento, então vou voltar a trabalhar 8 horas e ela vai ficar na escolinha 8 h por dia. Como me sinto? Péssima. Por mais que falem q vai ser bom pra ela, vai interagir com outras crianças etc nada me convence que é o melhor pra ela. Não sei como vai ser, mas já tá doendo demais. Abraços e boa sorte pra vocês!!

  25. Pra mim esse também é o ideal! Casa, família e solzinho da manhã e de tarde escola.
    Infelizmente aqui em casa não da pra ser assim. Eu saio de casa as 06:15 com o meu pequeno (1 ano e 7 meses HOJE!) ainda dormindo. Papai o deixa na escola e minha mãe pega na escola (nem aquele prazer de ver aquele sorriso de quando a nossa mãe vem nos pegar eu tenho!). Chego na minha mãe as 18 e pouco e vamos pra casa ficar grudados até a hora de dormir.
    O post de hoje tocou no ponto que MAIS me incomoda, mais me tira o sono, mais me aperta o coração e mais me faz sentir mal como mãe.
    Sigo procurando a luz no fim do tunel. Parabéns pela conquista!
    Beijo!

  26. Sempre disse que quando tivesse um filho largaria tudo pra ficar com ele nos primeiros anos de vida! Nao sei por que sempre tive isso na cabeça! Minha gatinha esta agora com seis meses e nada e mais importante do que cada minuto ao lado dela, entendo o como deve ser terrível essa sensação da tercerizacao, mas no fim das contas nao e nada demais minha mãe trabalhava fora e aqui estou eu! Mas de fato sou muito agradecida a Deus por ter a chance de ficar com ela , eu sei que nem todo mundo pode, por isso dou grata!

  27. Oi Carol, sempre leio seu blog é a segunda vez que comento! Pausa – o comentário é gigante, mas como nunca comento vc divide esse comentário por todos os posts que não tem comentário meu que vai dar quase zero comentário/ post hihihi – Despausa.

    Acompanhei (e senti) sua angústia quando ficou "de bode" com a creche, eu passo por isso sempre 🙁

    Fico muito feliz por vc ter encontrado o meio-termo ideal para vocês! Tenho um filho de 2a 4m, o Bruno, e aqui em casa a rotina é parecida com a sua:

    fico de manhã com o filho (o pai, que é professor e às vezes tem horários vagos, fica conosco sempre que pode). Deixo o filho na creche depois do almoço, trabalho das 13h as 19h e o busco. Quando o pai sai mais cedo busca o rapazinho antes de mim 🙂

    Gostaria de trabalhar menos (e quem não gostaria?) mas não tem como, o máximo que consigo são 6h, que o pequeno fica na creche. Sempre foi assim desde que o Bruno tinha 7 meses (também não pude parar de trabalhar depois que ele nasceu…)

    Uma grande vantagem que percebemos ao longo do tempo é que, como fazemos uma refeição todos juntos (almoço), o Bruno nos acompanha e come de tudo, assim passamos a adotar hábitos alimentares mais saudáveis (pouco ou nenhum sal, zero frituras, saladas de folhas e vegetais cozidos todos os dias, arroz integral, etc.) e todos ganham com isso 😉

    Fico muito feliz por você, aos poucos as coisas vão melhorando e quem vai aproveitar mesmo vai ser seu filhinho delícia 🙂

    Só não estranhe quando vc disser para o Maridón "olha, ele já sabe fazer tal coisa" e o Maridón responder "sim, eu ensinei para ele ontem de manhã". Huahuahuahua.

    Bjos :*

  28. Eu tenho três meses de licença maternidade ainda mas já estou sofrendo com a volta. Assim como tu, eu tenho diversos motivos para não querer sair do meu emprego. Mas o maridão tem plenas condições de flexibilizar os horários, já estamos pensando num esquema manhãs com o papai + tardes na creche.
    Vou ficar morrendo de ciúmes, né, mas é o melhor que podemos fazer pelo pequeno.

  29. Ai que bom pro bichinho, torço para que o papai tenha paciencia muita com ele…

    Aqui em casa meu filho é privilegiado, meu marido é a babá dele durante a tarde, e eu trabalho 6 horas por dia e moro pertinho do trabalho.
    Planejamos isso, e é tudo de bom!
    Bjinhos

  30. Oi Carol! Eu compartilhava a mesma angústia, mas também consegui me ajeitar para montar um esquema mais favorável para toda a família. Tu vai sentir como faz diferença (e o Lucas então nem se fala).

    Beijos e boa sorte com a nova rotina!

    Ananda.

  31. Aonde eu estava, que não vi esse post?! HEIN?! (Laura está com mania de perguntar HEIN sempre depois…. tipo "mamãe, cadê ávole de natal, HEIN?!?!?" super brava… enfim..)

    aonde eu estava?!?!?!?!

    Uhuuuuuuu que delícia o Pedro poder ficar com Luqui, que notícia ótima menina, que maravilha, uhuuuuuu todascomemora mto, pq eu sei bem como é esse sentimento de deixar filho na escola 9h por dia.

    Fico mto, mto, mto, mto feliz por vcs, mto mesmo, especialmente por ele!!!

    Eu sou do seu time, trabalho o dia inteiro fora e quase morri de frustração no ano passado, eu só pensava "pq eu fui ter filho?! pra deixar na escola?!"… eu quaaaaaaaaaase pedi demissão e fui viver de amor, mas, graças a deus eu tive a ajuda providencial da família e não posso negar que é mto útil e agradável. hoje estamos no esquema meio período na escola (de manhã, eu gostaria que fosse à tarde, mas não posso exigir NADA da minha mãe) e à tarde na minha mãe. E assim caminha a humanidade.

    Beijos grandes, estou mto feliz com o progresso de vcs!

  32. Carol, estava outro dia comentando exatamente o que você falou aqui. Antes de ter o filho, você responde COM A MAIOR NATURALIDADE DO MUNDO que vai deixar na creche. E depois é uma meeeerdaaaa, dói pra caramba. Mas faço parte do seu time, não posso deixar de trabalhar. A gente vai levando, sofrendo, chorando e tentando compensar no tempo que a gente tem junto, que é de muito e muito amor. E no seu caso também, Luqui luqui certamente sente isso. Beijos!

  33. Oi mamães, bem minha experiência é a seguinte … sou mãe de gêmeos (dois meninos) e abandonei toda minha vida para me dedicar a eles, ou seja durante dois anos nada de estudar, trabalhar, sair … foi inteiro deles, cada passo, cada palavra, cada queda, cada frase, cada sorrido … acompanhei bem de perto e dei de mamar até 1 ano e 2 meses aos dois … quando eles fizeram dois anos fui procurar emprego … hoje eu trabalho fora, meus filhos ficam de manhã com minha mãe e a tarde vão a escola … não sei se funcionou, mais acho que a base de educação que eles tem foi dada por mim, sei porque tudo na rotina deles é da forma que eu eduquei … enfim, estou esperando agora a menina … xeros

  34. Quando minha licença-maternidade acabou, coloquei minha filha (então com 5 meses) por meio período na creche porque consegui flexibilizar meu horário. Mesmo assim a coisa não deu certo porque "flexibilizar horário" significava, em outras palavras, trabalhar feito uma louca em casa, com a filha aprendendo a engatinhar. Eu estava ficando louca, mas tinha a alternativa de voltar à minha carreira de autônoma como tradutora, e foi o que fiz. Hoje em dia trabalho pela manhã, que é quando a pequena de um ano fica na creche, e passo o resto do dia curtindo o crescimento da minha filha. Acho que posso dizer que estou bem feliz e satisfeita com o nosso esquema! 🙂 Que bom que as coisas estão funcionando para vocês aí, Carol! Beijo!

  35. Oi Carol! Não poderia ter encontrado solução melhor, né? Olha, eu te sigo há anos (nem sei mais quantos, rs) e acho que comentei uma ou duas vezes só. Hoje eu estava no facebook e vi uma foto sua, essa foto aqui em baixo de toda a sua gravidez até o nascimento do Lucas. Postaram como se fosse algo do tipo, "de fevereiro a novembro", "engravidou em fevereiro e nasceu em novembro", ou seja, típico de carnaval. Isso era o que tinha a legenda. Aí muitas pessoas comentaram, todos acharam a imagem linda, claro, porque realmente é. Mas muitos ficaram fazendo brincadeiras de "carnaval foi bom" e coisas do tipo. Sei lá, me irritei com isso, muito. Pq sei que o Lucas foi muito bem planejado, inclusive nem foi fácil pra você engravidar dele, depois de tudo que passou. Falta de respeito isso de colocar uma foto e inventar uma legenda bem nada a ver. Aliás, falta de respeito usar uma foto sem permissão (a não ser que vc tenha deixado!). Eu comentei lá, pra ver se o povo calava a boca. Enfim, só pra te deixar a par, viu? Beijão!

  36. Ai amiga, é bem assim nem estou gravida ainda (eu acho que estou, veremos no final do mês)… rsss e já estou pensando nisso, conheço um casal que tem uma creche aqui em minha cidade já tirei algumas dúvidas com eles, perguntei se eles tinham berçario e com quantos meses eles já pegavam os bebês, falaram que pegam apartir dos 5 meses, mas que eles mesmo indicam apartir de 1 ano… e como eu e o meu marido temos uma loja, e estamos pensando onde é nosso estoque deixarmos bem fofo e fazer um quartinho para ele, vamos abrir "tipo um passa pratos" na parede com vidro para podermos ficar de olho… rsss acho que vai ser uma boa, para não o largar direto em creche, pois como vc falou não podemos largar nosso trabalho até porque isso tbm entra o futuro deles…

    Amiga, adorei seu cantinho e vou deixar aki um convite para vc conhecer o meu…

    http://aloucadaminhamae.blogspot.com.br/ Bjoilus e até mais…

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