O projeto continua!

Passei uns dias sumida, perdão povo. É que sogrona chegou de visita, eu tive uma crise de enxaqueca um dia, depois muito trabalho e pouquíssimo tempo de vir postar.

Quero comentar que o Projeto Dorme Lucão segue firme e forte, porém não tomei nota dos detalhes dos últimos dias. Mas conto pra vocês alguns highlights:

· De sexta pra sábado (noite 8), justo no dia que eu tive crise de enxaqueca, fiquei sozinha em casa com o bebê. Maridón chegou super tarde do trabalho e eu sucumbi. Bebê chorou uma vez, às 21h30. Na segunda, já era umas 22h30, eu levei pra minha cama. E, gente, foi uó. Ele ficou doidão, chorou, riu, sentou, rolou. Fez tudo menos dormir e eu fiz tudo menos relaxar com aquele baby louquinho do meu lado. Então olhei bem pra ele e falei “olha filho, mamãe te trouxe aqui porque achou que íamos dormir melhor juntos. Mas tô vendo que você não tá bem, então vamos voltar pro seu quarto, ok?”. Voltei, balancei um pouco na cadeira, vi que não ia rolar, desisti e encarei: botei a criança acordadíssima no berço. De novo, falei “filho, agora está na hora de dormir. Mamãe vai ficar aqui do seu lado, mas não vai mais conversar”. E não falei mais nada. 45 minutos depois (e sem choro nem reclamação), ele dormiu sem a minha intervenção (só com a minha presença) no berço dele.

· De sábado pra domingo (noite 9), a noite foi mais normal, ele acordou duas vezes pra mamar e logo voltou pro bercinho. Na terceira vez que acordou, era 6h40 e Maridón tava indo ficar do lado dele pra que voltasse a dormir, mas antes disso Sogrona foi lá e tirou o bebê do berço e pronto, ele acordou. Mas tudo bem, eu dei mamá, ela ficou com ele e papai e mamãe voltaram a dormir (até 10h30 da manhã, Santa Sogrona!)

· De domingo pra segunda (noite 10), o pesadelo: Lucas acordou de-hora-em-hora. Chato, chorão. Pensei que poderia ser meu leite (que tá em queda livre de produção, ó saco), mas no dia seguinte, avaliando com Maridón, vimos que estava frio demais naquela noite e a calefação da casa não tava suficiente.

· Tanto que, de ontem pra hoje (noite 11), esquentamos bem a casa e Lucão dormiu super bem. Foi pra cama super tarde por conta de uma soneca fora de hora no final do dia, às 22h30, mas dormiu diretão até 4h30! SEIS HORAS de sono, no seu berço, sem chorar, sem tossir, sem nada, não escutei nem um pio dele. Quando acordou, mamou rapidinho e em dez minutos contados no relógio já estava nos braços de morfeu novamente.



Essa semana estou cheia de trabalho e com sogrona em casa, então não prometo atualizações diárias, mas sempre que der venho contar como está a evolução do projeto, viu? Mas eu considero que estamos indo muuuito bem!

(ah e torçam pro meu leite voltar? Que saco mais uma seca, ó meus céus...)

A noite 7

O final do dia de ontem foi bom: levei Lucas ao parque, brincamos, ele se divertiu. O plano era ficar mais tempo, mas em dado momento, ele se agachou num cantinho e eu logo notei o que tava acontecendo: cocô! Como eu estava sem fraldas adicionais, nem estrutura pra troca-lo, voltamos pra casa (e aquele cheiro bão perfumando o carro).

Já trocado, foi jantar, bateu seu habitual pratão, brincou. Só que ficou chatinho bem mais cedo, pediu pra dormir, chorou. Preparei seu banho e fizemos a rotina noturna (bem lentamente, eu não queria que ele dormisse cedo demais).

E assim começou mais uma noite do projeto Dorme Lucão:


23/08, quinta, Noite 7

19h45 – depois de mamar (e terminar de esfolar meu peito machucado – CÉUS QUE DOR É ESSA?), Lucas se aconchegou no colo e dormiu rápido. Pus no berço e saí do quarto numa boa.

0h – choro, peito, sono, berço – o de sempre. Foi bem rápido dessa vez, 15 minutos depois eu já estava de volta à minha cama e ele ficou numa boa no berço dele.

2h30 – choro, mais peito, sono, berço. Fiquei encucada dele querer mamar tão rápido novamente e acho que, pelo machucado no peito, estou ficando nervosa na hora da amamentação e travando um pouco a coisa, produzindo menos leite. Tanto que Lucas, que mama rapidinho, tem ficado um tempão puxando e puxando (justo no momento que eu amaria ele mamar em 2 minutos). De qualquer forma, também foi rápido e, em 20 minutos, eu já tava dormindo de novo e ele tranquilo sem se mexer no berço.

5h30 – normalmente, seria hora do pai ir. Mas Maridón ficou frilando até às 3h e eu tive pena de acordá-lo, então fui eu. A regra aqui em casa é não amamentar entre 5h e 7h, senão Lucas perde a fome ao acordar e zoa a própria rotina. Mas, eu estava zureta de sono e achando que tava com pouco leite, então liberei as peitas. O pequeno mamou e apagou de novo no colinho. Pus no berço, ele não se mexeu, voltei feliz pro meu quarto 25 minutos depois.

7h10 – choro. Achei que o dia tinha começado e entrei no quarto falando BOM DIAAAA, mas o baby tava deitado ainda, chorando de olhos fechados. Mas, como eu entrei causando, ele logo acordou. Ficou meio mal humorado, mas logo mamou e melhorou e, aí sim, começamos o dia.


Conclusão: acho que estamos melhorando! Porém, acordar 3 vezes durante a noite (mesmo que rapidinho) pra amamentar ainda tá looonge do que eu quero. Mas enfim: devagar e sempre!


Amanhã volto pra contar da noite de hoje (que já começou, Lucão já tá dormindo!)





O peito rachado e a noite 6

Lucão mama profissionalmente desde os dois meses de idade. Por profissionalmente, quero dizer: ele é bom na coisa. Ele é bom e rápido. Desde a tenra idade, aprendeu o jeito e fica pendurado coisa de 5, 10 minutos no máximo. Não usa o peito como chupeta, não dorme no peito – ele mama, termina, larga e aí sim, dorme. Ou, se for durante o dia, já senta no colo e começa a falar, sinal de que terminou. Por ele ser tão rápido e eficiente, vejo que faz muita força pra mamar. Sempre puxou muito o bico, engole rápido e às vezes chega ao cúmulo de me empurrar com as mãozinhas, só pra fazer mais força na sugada. Quem já reparou até comenta “que intenso!”.

Mas bem.

Fora a época que ele achou que era legal morder meu peito, eu nunca senti muita dor, nem no começo. Nunca tive mastite, empedramento, febre, peito rachado. Sorte, eu sei. Me achava A EXPERIENTE, A CALEJADA (até no sentido literal mesmo).

Até ontem.

Não sei o que houve, mas eu já vinha sentindo dor no mamilo direito: talvez um posicionamento errado dos dentinhos do Lucas, talvez o leite tenha diminuído e ele esteja fazendo ainda mais força pra sugar. Não sei. Sei que tava doendo. Daí, de tarde, eu ordenhando depois do almoço, como sempre, começo a sentir mais e mais dor. Olho pra bombinha tira-leite e tava lá: sangue, um monte. CARACAAAA. Tirei rapidamente o seio, limpei e fui olhar: o mamilo tava todo rachadinho, coitado. E ardendo.

Passei leite, esperei secar e depois besuntei com Lansinoh. Mas CREDO. Que coisa estranha e fora de hora! A pessoa amamenta há um ano e três meses e vai rachar o peito logo agora? WTF?

Mas bem, depois de amamentar doloridamente pela última vez no meu dia, já sentadinha na cadeira de amamentação, começou a nossa noite número 6 do projeto Dorme Lucão:


Quarta, 22/08, Noite 6

20h – Depois de mamar, dormiu rapidinho no colo. Pus no berço e, ao sair do quarto, ele acordou e começou a chorar. Voltei, pus ele no colo, olhei bem dentro dos olhos dele e falei que tava tudo bem. Ficamos nos olhando assim até que ele relaxou e dormiu. Ainda o mantive no colo uns bons minutos, fiquei feliz de tê-lo ali, de vê-lo crescer, essa coisa toda de mãe boba. Saí do quarto já era 20h30.

0h – acordou, chorou, peito, dormiu. Rapidinho e ok. Foi pro berço e nem notou.

2h50 – acordou, chorou, peito, dormiu. Eu já tava achando que ia ser como a acordada anterior e comemorei (TOLINHA). Pus no berço, ele ficou de boa, mas notei que o umidificador já tava desativado e quis evitar a acordada eterna do fim da noite por nariz entupido, então fui lá encher de água de novo e religar. Eu, no escuro e já zonza de sono, fiz a gracinha de derrubar uma peça do negócio. E fez um barulhão. E acordou o bebê, claro. Ele chorou assustado, levantou no berço. Dei beijos, mas não quis tira-lo, então o deitei. Ele logo dormiu no berço mesmo, mas aí a merda já tava feita: ele acordava a cada 5 minutos pra ver se eu ainda estava do lado. E sentava e tirava a chupeta. Não chorou, não protestou, mas ficou nessa insegurança dorme-acorda por uma hora e dez minutos. CARALEO. A diferença aqui é que eu não fiquei nervosa como costumava ficar, não alterei meu tom de voz, não tive vontade de sair correndo. Apenas aceitei que era parte do ensinamento que quero passar pra ele: “tá tudo bem, mamãe tá aqui, mas é hora de dormir”. Quando ele finalmente entendeu e dormiu profundamente, sem intervenções minhas (apenas comigo do lado), já era 4h30! Uia.

6h
– chorou. E como já está combinado, essa hora é do papai e não é mais hora de peitos (depois das 5h eu não amamento mais, só de manhã). E o papai, como não tem peitos, nunca tira Lucas do berço: ele leva o colchão dele pra lá, deita do lado do berço, acalma com carinhos e com a voz e dorme do lado, pronto. E hoje foi muito bom, já que, assim que Pedro chegou, Lucas deitou sozinho e voltou a dormir. Só precisava se certificar de que não tinha sido abandonado.

7h15 – acordou, o pai tava do lado, parece que brincaram uns 20 minutos (Lucas ainda dentro do berço, sem faniquito pra sair, olha que bom!). Depois chegaram papai e Lucas no meu quarto de mãos dadas, rindo tudo e eu ganhei um beijão bem babadão do pequeno. Mamou delícia e o dia começou!


Conclusão: sinceramente? Acho que ainda estamos longe da tão sonhada noite inteira de sono. Esse papo de ficar uma hora e quarenta minutos acordada no meio da madrugada boladona é muito difícil. Se eu não tivesse tão segura do que estou fazendo, não sei se aturaria. Mas não é o caso. Acho que estamos no caminho certo e vejo resultados. A passos lentos, ok, mas eu vejo e não só no sono. Estamos todos mais descansados, acordamos mais felizes, principalmente o Lucas, que parece estar curtindo mais as coisas, tá falando mais, tá entendendo melhor os estímulos. Acho que ainda vai demorar um pouco pra ele ficar totalmente seguro sozinho no berço dele, no quarto dele, mas estou respeitando o seu tempo e estou muito satisfeita de estar conseguindo.


Por outro lado, tenho pensado muito em abolir o berço, tenho a impressão de que Lucas se sente preso ali, sem contato com o mundo, não sei. Daí pensei em colocar o colchão no chão e adaptar um pouco o quarto pro caso dele acordar e querer sair explorando sozinho. Meninas que fizeram, me contam a experiência? Que idades seus filhos tinham quando fizeram a transição?

O pequeno miss sunshine e a noite 5

Lucas sabe dar tchau com as mãozinhas desde que tinha uns 10 meses. Mas, recentemente, acho que baixou de vez o aplicativo pro sistema dele, então ele dá tchau pra tudo: seres vivos ou não. E quando o cumprimentado não responde, ele sacode ainda mais as mãos e fala TAAAAAUUUU. É muito fofo.

Ontem, depois da creche, o dia tava lindo e fazia agradáveis 18 graus, então fomos pro parque. NOSSA. O menino brincou, cantou, dançou, roubou brinquedo dos outros, comeu areia, foi feliz. E deu tchau. Tchau pro amiguinho, pra mãe do amiguinho, pro mocinho que vendia guloseimas, pros senhores que passeavam, pro cachorro, pro gato, pro pombo, pra árvore, pro escorrega, pro balanço, pros carros, pro sol, pra vida. Diz o Maridón que Lucas é tipo Miss, sabe? Que fica rindo e acenando. Meu pequeno miss sunshine.

Depois de tanta diversão no parquinho, fomos pra casa com Lucas já cheio de fome (ele fica falando “papá, ahmmmm” em loopings). Chegamos em casa e eu comecei a esquentar sua comidinha enquanto ele sambava de emossaum do meu lado, de tão ansioso pelo seu papazinho. Bateu um pratão de arroz com feijão, carne e leguminhos, tomou água, tomou suco e ainda comeu um tiquinho de fruta de sobremesa. Brincamos mais um tico, dei banho e... vamos à noite 5 do projeto Dorme Lucão:


Terça, 21/08, Noite 5

19h50 – estávamos a postos na cadeira de amamentação e Lucas mamou (sim, mamou depois de pouco mais de uma hora do jantar). No segundo peito, já tava zonzo e dormiu logo que acabou. Eu fiquei com ele no colo um tempo, distraída, pensando em trabalho (tive até uma idéia boa nessa hora, hahahaha). Quando percebi que ele já tava boladão no soninho dele, botei no berço e tudo certo. Saí do quarto às 20h05, olha que eficiência.

20h30
– chorou. Fui no quarto ver o que era, ele tava dormindo. Saí. Chorou de novo. De novo tava dormindo. Aconteceu mais umas 3 vezes. Cheguei perto dele e vi que estava suando. Desliguei a calefação e o choro cessou. Era calor mesmo.

23h37 – choro. Peito. Dormiu no colo e foi pro berço em 15 minutos.

03h – (achei cedo pra essa acordada, mas ok) choro. Peito. Dormiu no colo. Se remexeu bastante quando foi pro berço, mas acho que não chegou a abrir os olhos. Fiquei por perto, repus umas chupetas e ele voltou a dormir sem muita interferência minha. Em 20 minutos, eu tava de volta na minha cama.

05h30 – de novo, achei cedo pra acordar. Esperei pra ver se parava sozinho, não parou. Desconfiei que queria mamar, mas achei ruim dar o peito essa hora: tinha mamado há pouco tempo e não ia mamar quando acordasse caso eu desse agora. Mandei o marido. Uma hora de dormidas e chorinhos depois, os dois dormiram juntos (marido levou colchão de ar pro quarto dele e ficou por lá mesmo).

7h45 – acordou! Dei peito (e foi bom não ter dado às 5h, pois ele mamou com vontade agora), depois saiu andando e brincando. O dia começou!


Conclusão: acho que estamos melhorando, já são 5 dias sem bebê na minha cama, mas ainda tô desconfiada dessa acordada no final da madrugada.


Fui averiguar melhor o que tinha acontecido pra ele ter ficado uma hora entre choramingos e cochilos e, de novo, Pedro confirmou: nariz entupidíssimo. Ele só relaxou e finalmente dormiu de verdade quando o pai pôs soro nasal e religou o umidificador. Parece que nessa hora, Lucas relaxou tanto que pegou na mão do pai, deitou e ficou falando “papá-papá” até dormir, bem baixinho (todaschora de amor!).

Ontem, com a ajuda de vocês, já tomei algumas atitudes: levantei um pouco a cabeceira do berço, suspendi o uso de perfumes, deixei o quarto bem arejado antes dele ir dormir (não dá pra deixar aberto durante a noite que faz muito frio aqui), lavei o nariz com soro etc. Mas, pelo que estou vendo, essas medidas não estão funcionando a noite toda, então ele acorda muito incomodado e não sabe voltar a dormir sozinho.

Por isso, marquei consulta com a pediatra dele, pra gente reavaliar tudo e ver como seguir. Se for cirurgia, que seja, mas temos que tomar mais providências, não posso deixar o menino viver com esse incômodo todos os dias!

Enfim, vamos ver como seguem os próximos dias!

O nariz entupido e a noite 4

Bom dia, povo! Quero contar pra vocês que este post começou a ser escrito às 8h55 da manhã, direto do quarto do Lucas. E Lucas, vocês me perguntam? Dormia, minha gente, dormia. E eu, já arrumada pra trabalhar (e bem atrasada, diga-se), esperava o Belo Adormecido despertar de seu sono delicioso. Ai ai. Cês tão pensando que ele dormiu a noite toda, né? Não, não dormiu.

Mas avançamos.

Vou contar da noite e comentar um pouco do problema de nariz entupido crônico e maleta que Lucas tem:


Segunda, 20/08, Noite 4

20h55 – depois de um dia agitado e divertido e de uma soneca super fora de hora dentro do carro voltando de um passeio, demos jantar, carinhos, banho e tudo mais. Nesse horário, estávamos Lucas e eu já posicionados na cadeira de amamentação, prontos pro final da rotina noturna. Ele mamou e revirou os olhinhos. O umidificador tava ligado, já tinha borrifado spray nasal pra evitar a congestão e tudo estava certinho. Maaas. Sei lá o que deu no menino. Ele começou a gritar, a girar no colo, desceu, andou pelo quarto no escuro. Reclamou. Pediu colo de novo e gritou mais um pouco. Sinceramente, não entendi nada. Acho que tava cansado demais e não sabia lidar com aquilo, não sei. Catei a criança, dei um colo mais apertado (digamos bonito assim, porque o que fiz foi uma força pra ele não se mexer muito – se pudesse, enrolava ele todo que nem se faz enroladinho de recém-nascido, sabe como?). Fiz um balanço na cadeira na velocidade 5 do créu e funcionou, rapidinho o rapaz tava apagado. Às 21h25, o bebê já dormia em seu bercinho.

0h35 – acordou chorando. Fui, peguei no colo, ele pediu peito. Mamou o primeiro. No segundo peito, já tava zonzo e apagou antes de terminar. Botei no berço e tchau. Fiquei inacreditáveis 15 minutos com ele e só.

5h – (quatro horas e meia depois!!!!) acordou chorando. Repeteco da vez anterior. Colo, peito, no segundo peito já tava zonzo, dormiu. Em 20 minutos, ele já apagadinho no berço e eu já de volta na minha caminha agradecendo aos céus pela graça alcançada. TOLINHA. Não se comemora vitória antes do tempo, aprendam:

5h50 – choro. Como tinha acabado de mamar, acionei o pai “vai que é tua, Tafarel”. Ele foi. Eu desliguei a babá eletrônica porque nem queria saber, não era comigo (se eu fico escutando, não durmo, fico tensa, afins de interferir). Às 6h20, Maridón volta: “ta doidao batendo palmas em pé no berço”. Pegou o colchão de ar, o travesseiro e o edredom e resolveu que ia deitar do lado do berço, sem dar muita bola pra festa fora de hora do Lucão. Resolveu que 5h50 não é hora de seres humanos acordarem, então ia ficar lá com ele no escuro, pra mor do menino dormir de novo, um dia. Às 7h30, Maridón retorna pra cama, parece que Lucas tinha voltado ao soninho já fazia uma meia hora. Ou seje: ficou acordado das 5h50 às 7h, olha que maravilha. E 7h era o horário que deveria acordar, mas decidimos deixá-lo dormir. Dormimos todos, às 8h30 eu e Maridón acordamos, começamos o dia e nada de Lucas.

9h – Lucas acorda. Eu com o laptop tava do lado dele, já começando a escrever este post. Ele sorri, me dá tchau, levanta os bracinhos pra sair do berço, mama e o dia começa.


Conclusão: foi uma boa noite. Se não fosse essa acordada quase de manhã, eu diria que foi uma noite perfeita, mesmo com as acordadas pra mamar.

todasmentaliza Lucao praticando esse soninho delícia por 12 horas seguidonas hoje!


Daí que fiquei encucada com essa hora que ele passou acordado do lado do pai. Quis saber o que houve com detalhes. Pedro disse que ele tava com sono, mas depois que percebeu o pai do lado, se animou. Não foi tirado do berço, mas também não pareceu se importar muito com isso: brincou, bateu palmas, falou, conversou. Depois de um tempo, percebeu que ainda era hora de dormir e foi perdendo a energia, foi deitando sozinho. Maridón disse que não interviu muito, só ficou do lado pra ele se sentir seguro, nada mais. Disse que ficou repondo chupetas e só. Quando Lucas cansou, deitou, deu uma choramingada boba, catou a chupeta e dormiu, pronto. Mesmo assim, essa explicação não me convencia. Eu tinha deixado o menino apagado pouco tempo antes, como pode ter acordado assim tão cheio de energia do nada?

Surgiu o detalhe que faltava: tava com o nariz entupidão quando acordou. Só respirava pela boca e não conseguia manter a chupeta. Daí que foi despertando, despertando. Ele só melhorou e finalmente ficou afim de dormir de volta, quando Maridón religou o umidificador (que desarma durante a noite sozinho) e fez spray nasal nele. Agooora entendi. Ele acordou porque tava incomodado, pelo exato mesmo motivo que tem ficado acordado todas as noites.

Esse nariz entupido crônico dele é, na verdade, o causador de um outro problema que Lucas tem e eu nunca comentei com calma aqui no blog: as otites de repetição. É, povo, ele tem. Já ficou doente tantas vezes, já tomou tantos antibióticos e corticóides que a última da médica foi indicar operação. Ela recomendou operar a adenóide e botar um duto no ouvido pra melhorar a circulação do tal do catarro. Fiquei assustada com a palavra OPERAR. Com a coisa ANESTESIA GERAL. Sei que é uma cirurgia super simples, nem requer internação, mas sei lá, sabe? Consultei uma segunda opinião que cometeu a audácia de dizer que era tudo culpa da livre demanda, me mandou desmamar (eu só faltei espirrar leite na cara do babaca, mas enfim).

Daí que cansamos de tudo isso, de tanta medicação e afins e buscamos uma homeopatia. A consulta com a homeopata foi ótima e saímos de lá com um plano de ação. Fiquei feliz. Das duas vezes que ele teve febre depois da ida na homeopatia, eu tratei com banhos, muita calma e carinho. E passou.

Mas, a verdade é que isso já tem mais de um mês e, embora eu tenha ficado mais calma e menos ansiosa pra dar logo um remédio pro meu filho, não vejo ele melhorando desta porcaria de catarro sem fim. E a verdade é que nem sei se ele ainda tá com otite. O que tenho visto é que essa congestão não o deixa dormir (fora que ele passa o dia de nariz escorrendo, saca criança catarrenta? É a minha.).

Talvez seja a hora de buscar uma outra opinião ou mesmo aceitar a cirurgia proposta pela otorrino que o acompanhou ao longo de tantos meses de infecções. Não sei. Mas acho que tai a chave das noites mal dormidas, sabem? (por isso eu insisto que não é o desmame noturno que vai resolver, cês num me escutam...)

De qualquer forma, acho que a vida tá melhorando com o projeto Dorme Lucão. Vamos acompanhar!

A rotina, o não-desmame noturno e a noite 3

Muitas meninas estranharam o fato de Lucas dormir em horários tão diferentes nas noites 1 e 2. Mas quero dizer que foi uma super exceção, ele costuma dormir mais ou menos no mesmíssimo horário. Daí percebi que nunca falei da rotina normal dele por aqui, então vambora ao esquema de um dia comum de Luquinhas:

(horários podem variar meia hora pra cima ou pra baixo, quase nunca mais que isso)

7h – acorda e mama no peito
8h30 – toma café da manhã (fruta e/ou pãozinho)
9h – se for dia de semana, vai pra creche. Se for final de semana, brinca com o papai enquanto mamãe dorme
11h – almoço
12h – soneca
14h – acorda da soneca
15h – lanche: leite + biscoitinhos ou só leite (se for final de semana, nessa hora tamos almoçando, então ele toma o leite no peito E almoça junto com a gente)
17h – lanche 2: essa é a hora que pego ele na creche e ele tá tao doido de saudades que quer peito peito peito. Mama dentro do carro mesmo, nem é capaz de esperar a gente chegar em casa. Se for final de semana, raramente ele mama nesse horário.
18h30 – jantar
19h30 – apagamos as luzes da casa com ele, pra ele ver que o “mundo” tá indo dormir. Ligo o chuveiro, fecho as cortinas do quarto, preparo o pijama. Isso tudo ele junto, acompanhando. Daí tem banho, dentes, beijinhos.
20h – nesse horário quase que sem falta, sento na cadeira de amamentação com ele, ele mama. Esvazia o primeiro seio e, quando chega no segundo, já tá tonto de sono. Dorme relativamente rápido no meu colo, ponho no berço e pronto.

O único problema que vejo é que acho que ele dorme pouco: 11 horas noturnas com milhares de interrupções e duas horas de soneca só. Às vezes, quando vou busca-lo na creche, ele tá dormindo. Não sei se essa soneca tão no final do dia é boa... nos finais de semana, quando ele não aguenta e dorme em casa no final do dia (ou no carro quando estamos voltando de alguma programação), quase sempre atrapalha muito o sono noturno.

***

Outra coisa que muita gente ainda insiste é no desmame noturno como única solução pras nossas noites. Mas, já falei ontem e repito: no nosso caso, ainda não acredito que seja bem por aí. Acho que o desmame vai se desenhar naturalmente no final do projeto Dorme Lucão, mas não tenho pressa e nem a intenção de força-lo a isso.

Dito isso, conto pra vocês como foi a noite de ontem:


Domingo, 19/8, Noite 3

20h20 – Depois de uma rotina noturna bem feliz (Lucas tava num bom humor que só, tava até assustador), sentamos na cadeira de amamentação, ele mamou e apagou em menos de 5 minutos. Pra evitar o nariz entupido, pinguei soro e liguei o umidificador do quarto. Botei no berço e nem precisei fazer carinhos, ele aceitou e nem notou nada.

23h30 – acordou chorando. Fui, peguei no colo, ele pediu peito, dei. A respiração tava ótima, achei que o esquema tinha dado certo. Depois de mamar, dormiu boladão de novo, pus no berço e ele nem se mexeu. Legal.

02h45 – acordou chorando. Colo, peito. Quando pus no berço, acordou, olhão aberto, arremesso de chupetas e todo o esquemão brabo da noite passada. Lembrei do que tinha lido na Encantadora no dia anterior, que nessa idade a voz da mãe e o toque são armas tão poderosas quanto o colo, então acreditei e caprichei na mais suave e firme voz de “tá tudo bem, vamos dormir, mamãe tá aqui”. E fiz carinho. Quando senti que ele foi acalmando, calei a boca e parei a mão, fiquei quieta só tocando nele. Depois tirei a mão e fiquei só confirmando que já tinha dormido. Durou 40 minutos isso, bem melhor que as duas horas e meia de ontem.

3h30 – chorou. Eu abri os olhos e xinguei meio mundo, depois que terminei de xingar, ele parou de chorar sozinho. Não precisei ir. AI EMOSSUAM!

4h45 – acordou chorando e eu zonza de sono. Maridón entrou em ação e, depois de 20 minutos de reposição de chupetas e carinhos, voltou pro quarto feliz que o bebê tinha voltado a dormir sem colo.

5h05 – acabou o amor, isso aqui vai virar o inferno. Lucas acordou chorando berrando causando. Fui eu, porque tinha certeza que era peito. E era. Se agarrou nimim e mamou mamou mamou. E apagou no colo, dessa vez com o nariz entupidão, não conseguia manter a chupeta. Espirrei soro, levantei um pouco o travesseiro e esperei ele dormir bem dormido no colo antes de por no berço. Quando pus, ele deu uma breve remexida, mas 5h30 eu já tava de volta na minha cama, então ok.

7h20 – acordou falando, eu ainda zonza, peguei, falei bom dia, levei ele pro quarto comigo, liguei a TV, pus ele sentado do meu lado e deixei o coitado vendo Ursinhos Carinhosos enquanto eu dormia mais 15 minutinhos. Daí ele protestou, ofereci peito, mas ele não quis. O pai levou pra brincar e parece que o dia deles começou. Às 9h20 me volta com o bebê querendo mamar (e eu comemorei, afinal, se mamou às 5h, o normal é só ter fome de novo às 9h, tudo certo). Eu fiquei dormindo até às 11h.


Conclusão: se não fosse por este blog, eu já teria desistido. Ou teria largado chorando ou teria colocado na minha cama. Vocês não sabem o tamanho do cansaço que tenho sentido de manhã, fico bêbada, fico louca, fico sem condição de viver. Sorte é que hoje é feriado e Maridón, embora não consiga ser tão presente durante a noite, simplesmente desaparece com o filho durante o dia e eu durmo lindamente, sem escutar um pio, trocar uma fralda, nada, nada. Agora, durante a semana, eu tenho que acordar junto com o Lucas, aí vai ser phoda. Mas voltando ao blog: se não fosse pela obrigação que me impus de escrever aqui (que me faz muito bem), o plano já teria ido pra cucuia, teria levado o menino pra minha cama bem quietinha e pronto.

Mas não foi, seguimos firmes no projeto!


***

E hoje tô dando o ar da minha beleza bloguística lá na pracinha!

Passem lá no Minha Mãe Que Disse pra conferir!

O projeto Dorme Lucão

Gente, cês tudo AMA o assunto sono, hein? Quanto comentário, quanto pitaco! Mas olha, foi muito ótimo ter desabafado aqui, porque li muitas coisas legais, alguns (bons) puxões de orelha, vi como foi na vida de outras ínsones desesperadas como eu.

Bem legal.

Daí que, depois de ler tudo e pensar muito, decidi que preciso de um plano. Preciso fazer ativamente algo pra melhorar nossas vidas noturnas. Então criei um plano. Mais que isso: criei um plano e vou fazer um diário dele aqui no blog. Preciso registrar os avanços (oremos pra que sejam sempre avanços), preciso da força de vocês pra me manter firme e acho que escrever sobre isso todo dia vai me fazer exorcizar o sofrimento, acho que vai me fazer bem.

Sendo assim, povo, perdão, mas todo dia vou falar sobre como foram as noites aqui em casa, ok? Malz aê pra quem acha o assunto chato, mas tô precisada!

Então vamos ao plano, que foi feito com base nos meus objetivos e não é baseado especificamente em teoria nenhuma e, ao mesmo tempo, é baseado em tudo que já li:

Parte 1) Lucas retorna ao berço: pra isso, preciso que ele volte a confiar que tudo bem ficar sozinho no quarto dele, na caminha dele. Sempre que ele chorar, eu vou atendê-lo (nada no meu plano inclui deixa-lo chorando sozinho). Vou pegar no colo, sem oferecer o seio. Se ele pedir, dou peito, sem problemas. Depois, vou ninar como sempre na cadeira de balanço e coloca-lo de volta ao berço já dormindo. Se acordar, vou confortar primeiro com frases fofinhas “tá na hora de dormir, meu amor” e carinho nas costas ou barriguinha. Depois, vou parar de falar e só seguir com os carinhos, até ele dormir. Se ele levantar, eu ponho deitado de novo (todas as vezes que for necessário – oi pu/pd!) e aos poucos, vou retirando os carinhos e ficando apenas do lado, pra que ele nao se sinta abandonado. O objetivo aqui é estimulá-lo a dormir sem tanta interferência minha, no próprio berço, jamais na minha cama.

Parte 2) Lucas aprende a dormir sem ser ninado: uma vez que eu sentir que ele já se reacostumou com o berço, vou gradativamente colocando ele pra dormir ainda acordado. Ainda amamentarei noturno quando ele pedir, mas depois de mamar, é direto pra cama. Fico do lado e faço carinho, mas não mais fico ninando no colo sem parar. O objetivo é que, caso ele acorde de madrugada sem querer mamar, saiba voltar a dormir sem mamãe balançando na cadeira com ele (e que tampouco tenha medo de estar sozinho).

Parte 3) O desmame noturno: não estou com a menor pressa pra isso e, sinceramente, se ele voltar ao que era antes (acordava só uma vez por noite-mamava-dormia automaticamente e tchau mamãe), eu banco numa boa, sem data pra acabar. Mas, imagino que, com ele se acostumando a estar sozinho, o desmame noturno acontecerá naturalmente, como eu sempre quis que fosse. Pode ser que eu esteja me enganando ou que me arrependa amanhã disso que estou escrevendo, mas atualmente vejo o desmame noturno como uma violência com meu filho. Porque de tanta observação, eu tenho certeza que esse não é o problema dele, é a solução. Quando tá tudo bem, ele mama uma vez só (e mama bem, esvazia os dois seios). Mas, atualmente, eu sei que tem dentes nascendo e uma congestão nasal chata que não o deixa respirar legal, por isso pede mais vezes pra mamar. E eu não quero cortar esse apoio que ele tem, que o acalma, dá sono, segurança, carinho, suporte. Acho que preciso é ser firme no resto todo: muito carinho, mas consistência nas minhas atitudes, rotina durante a noite também (como muitas disseram nos comentários). E o desmame, no tempo certo, virá.


Na teoria tá lindo, né? Mas vamos às noites? Vou contar pra vocês como foram as noites 1 e 2:


Sexta, 17/8, Noite 1

18h45 – logo depois de jantar, ainda com roupa da creche, ele tava chato e chorão, dei colo e ele apagou. No meio da sala, TV ligada, luz acesa. Tirei os tênis e pus no berço, achando que ele tirar uma soneca e zoar meu primeiro dia de “Dorme Lucão”.

22h30 – acordou chorando, fui rapidamente vê-lo. Aproveitei pra trocar fralda e por um pijaminha. Depois, mamou e dormiu em seguida no colo (todascomemora!). Botei no berço dormindo. Ni qui fechei a porta do quarto, ele começou a berrar. Voltei, ele tava em pé. Botei deitado, abracei, fiz shhh, fiz cafuné e carinho nas costas. Ficamos assim uns 10 minutos e ele dormiu profundamente.

2h30 – (quatro horas depois!!!) chorou, fui ver. Queria peito, dei. Mamou, apagou logo depois. Botei no berço, ele se remexeu, comecei com os carinhos, ele se entregou.

4h30 – (arfe) chorou fraco, esperei (de repente não era nada), mas o choro ficou mais forte, fui. Pediu peito, mamou, apagou profundamente em seguida. Joguei no berço e ele nem tchuns. Ótimo.

7h20 – chorou e falou. Fui ver, ele já tava em pé no berço, pronto pra vida. Mamou e começamos o dia!

Conclusão: Achei essa noite FÁCEL e me animei. Hahaha, tolinha. Vejam a próxima:


Sábado, 18/8, Noite 2

20h20 – Depois de jantar, brincar e tomar um banho bem gostoso, pijama e luzes apagadas, me aconcheguei com ele na cadeira de amamentação. Mamou e ficou de olhão aberto. Balancei, balancei e nada, seguia me olhando. Não se mexia, não fazia menção de descer. Apenas olhos abertões.

20h45 – finalmente dormiu. Pus no berço, ele se ajeitou e ficou na boa.

23h30 – acordou chorando. Peito, balancei uns 20 min, dormiu. Ficou no berço numa boa e eu cantando vitória.

0h30 - chorando muito. Como tinha pouco tempo que tinha mamado, nem fez menção de querer o peito. Parecia respirar mal, pinguei soro fisiológico e ninei no colo. Dormia e acordava, agitado. Quando finalmente dormiu, pus no berço e aí o martírio começou. Ele parecia ter o nariz muito entupido, só respirava pela boca e não conseguia manter a chupeta, então foi ficando irritado. Resolvi espirrar o spray nasal salino e saí do quarto pra pegar. PRA QUE. Ele, de dentro do berço, começou a berrar, marido veio ver o que houve (e eu nao encontrava a porra do spray por nada),uma confusão. Encontrei o treco, espirrei, ele ficou melhor, mas a essa altura já tava agitadíssimo. Resolvi manter no berço e sentei do lado pra fazer carinhos e repor chupetas. CARALEO. Nessa hora eu rezei, eu fiz planos, eu repus 850 chupetas que ele jogava na minha cara, eu fiz pd e perdi as contas de quantas vezes botei o menino de volta deitado. Pior: ele foi ficando cada vez mais agitado e neurótico. E as horas passando e nada dele parar. Até que ele ficou tão doido que resolvi pegar no colo e pronto, ele se agarrou no peito, mamou, relaxou e dormiu. De volta ao berço, mas já dormindo, ele ainda se remexeu um pouco, mas ficou. UFA. Quando o martírio acabou, já eram 3 da manhã e eu fiquei simplesmente duas horas e meia no quarto.

4h30 – (uma hora e meia depois de finalmente dormir, putamerda) Chorou e, como eu tinha dado peito há pouquíssimo tempo e não tinha forças pra nada, pedi pra Maridón ir. Ele foi e manteve o baby no berço, ficou repondo chupeta e fazendo carinho. Uns 20 minutos depois, paz.

7h45 – chorou e falou, sinal de que o dia começou. Fui, peguei no colo, dei beijos, dei peito e pronto, o dia dele começou (o meu não, eu estava exausta e Maridón assumiu até as 11h, enquanto eu dormia – UFA).

Conclusão: VOLMORRÊ se toda noite for assim. Mas, rezei tanto e me concentrei tanto que minha paciência se redobrou. Fiquei triste porque acho que ele dormiu menos do que deveria, mas ok, faz parte. E hoje tem maaaais.


Amanhã volto pra contar!

Pode?

desabafar um pouco?


Mas antes, um aviso: este post contém mimimis.

Estou cansada. Mas não tô cansada no sentido “dormiria mais uma horinha”, estou cansada mais no nível “dormiria mais uma semaninha”, sabe? Há pouco tempo saímos de férias e, como viajamos apenas Lucas e eu, ele dormiu comigo todos os dias. Logo que voltamos, teve uma febre misteriosa e alta, que durou dois dias e eu só tratei com homeopatia. Uma semana depois, teve gastroenterite, parou de comer, ficou enjoado que só. Mantive dormindo comigo, pra acompanhar de perto a evolução das doencinhas. Ele até dormia direitinho nessa época, acordava uma ou duas vezes pra mamar, mas voltava a dormir em seguida, acordava um pouco mais tarde do que o normal e eu achei que a coisa tava engrenando (até teve o episódio de dormir uma noite inteira). Comecei a assumir a cama compartilhada como um bem maior pro nosso sono, embora não goste dela. Tá, a verdade é que eu odeio cama compartilhada. Durmo mal, invade demais a minha vida, me sinto sem liberdade, condenada a estar grudada na criança o tempo todo. E desculpe, não gosto. Gosto de dormir com o meu marido, gosto de fazer sexo na minha cama (dá licença de achar que minha cama é o melhor lugar pra isso?), gosto de ver filminho, gosto de bater papo, gosto de sair pra fazer xixi no meio da noite e não ter bebê chorando que eu me ausentei por 5 segundos (é, Lucas tem dessas, se eu saio da cama é escândalo certo). Mas, como a coisa vinha bem, engoli os poréns e assumi dormir em família.

Só que algo aconteceu. Não sei bem o que foi. Um certo desconforto dele por um nariz entupido que nunca passa. Uma vontade louca de mamar mais e mais, chegando nas incríveis 4 vezes durante a noite (isso porque mamou ao dormir, 4 vezes na madruga e mais uma ao acordar – é recém-nascido isso daê?), uma ansiedade (tardia) da separação.

Só sei que as noites, que já não eram lá uma delícia, viraram um INFERNO. Dele acordar de hora em hora, gritar, se sacodir, não aceitar o berço de jeito nenhum e, na minha cama, ficar rolando, sentando, levantando, tirando e botando a chupeta em loopings irritantemente infinitos. Não dorme nem duas horas seguidas mais. Nem na minha cama, nem no meu colo, nem na putaqueopariu (só falando assim mesmo). Outro dia, no desespero, deixei chorando sozinho e ele vomitou. A culpa me acompanhou até eu chorar de nervoso, de sono, de raiva, de tudo. Não deixei mais sozinho. No lugar, tentei levar o colchão de ar pro quarto dele, pra ele reacostumar ao berço e não se sentir sozinho. Resultado? Acordava de 40 em 40 minutos pra conferir se eu estava lá, pra mamar, sei lá pra que porra essa criança tava acordando.

Pra ficar ainda mais legal (só que não), em paralelo a isso meu trabalho complicou-se. Tô com mais projetos, mais responsabilidades, muito mais cobrança. Pra escrever esse texto, por exemplo, já sei que precisarei almoçar na frente do computador, senão não terei tempo pra fazer tudo que precisa hoje. Então que preciso produzir, preciso me concentrar, preciso fazer um bom trabalho. Não que eu não fizesse antes, mas é que agora não tem mais aqueles 10 minutinhos de descansar a mente, de ler um facebook, de dormir de olhos abertos. E, pra trabalhar, eu preciso dormir. Aliás, pra viver, eu preciso dormir.

Nao é à toa que privaçao de sono é um método de tortura. Nao dormir nao é cansativo, é simplesmente enlouquecedor. Nao é legal, nao é bonito e nao temos a menor idéia do que nos espera antes de passarmos por isso. Porque eu pensava: "ah, vai ser cansativo, mas eu banco, ter filhos é cansativo mesmo". Tolinha. Amo ter meu filho, mas ODEIO essa situaçao, tenho raiva e fico puta mesmo. Tô boa nao, gente.

Se eu disse que já fiz de tudo e nada funcionou, é mentira. Estou tão zureta da idéia que posso afirmar com certeza que não fiz foi nada. Lucas tem rotina plenamente estabelecida (digo isso antes que alguma gênia venha me dizer que ele precisa poder prever os acontecimentos – mermão, se não ta prevendo até hoje tem algo muito grave acontecendo, porque “todo dia ela faz tudo sempre igual”, já disse o poeta e acontece lá em casa). Então o dia dele ta ótimo, ele soneca, se alimenta, brinca, tudo certo. A noite é que é uma loteria. Já teve o dia do deixar chorar – me arrependo desse até a alma porque, além do vômito que causei nele, ainda plantei a sementinha da desconfiança: se eu me viro de costas, o bichinho já acorda enlouquecido achando que será abandonado pra sempre. Já teve o dia do amor profundo e colo forever. Já teve o dia deu começar a gritar e chorar compulsivamente porque ele acordou. E tem muitos dias de cama compartilhada, em que eu, na minha melhor forma zumbi, simplesmente fico tentando fazer o menino dormir e vivo em modo cinza, esse semi-acordado, semi-dormido, sabe como? Que no dia seguinte parece que não dormi absolutamente nada, mas ao mesmo tempo, nem me lembro de ter acordado. Aliás, estou aqui sentada no trabalho agora e não sei se já acordei. Ou estou sonhando?

Sei que vejo as meninas por aí falando “daquela época que o bebê é pequenininho e a gente não sabe o que é uma noite de sono” e demais mimimis do puerpério (mimimis justíssimos, diga-se) e eu rio, porque me sinto em pleno puerpério ainda. Ainda tenho um filho que chora e eu não sei o motivo, que mama sem parar, que me exige profundamente.

Só que eu não estou em licença-maternidade, né gents. Estou em modo-desespero, isso sim.

Os que tem o desprazer de me ver nesses estado e acompanhar a evolução das minhas olheiras já me sugeriram toda sorte de coisas: desmame noturno é o campeão. Acompanhando de perto por Nana Nenê (deixa essa criança chorar pra aprender!), Encantadora (constância e perseverança), Soluções (humanization naturebis com resultados só daqui a um mês), plano do Dr Gordon (amamente, mas não muito), contratar babá (terceiriza logo!), conversar com o filho (oi filho, tudo bem? Então, vambora dormir?), enfim.

Isso tudo pra dizer que eu não sei pra onde ir e não sei até quando vou aguentar. Mais que isso: quando finalmente eu não aguentar, o que acontece? Eu fico doente? Morro? Ou simplesmente mudo o status da minha olheira e assumo a frase “eu não aguento mais”?

Quando isso há de melhorar, meldels???


(quero deixar uma mençao especial pra querida Dani, que também nao dorme e sugeriu que eu desse uma desabafada por aqui)

Instãogrão

pobre é assim: compra iphone e fica doidjo tirando foto até do pé.

como o iphone não é exatamente meu (é do Maridón) e o meu pé é o que há de mais feio, adivinha de quem temos tirado foto até dizer chega?



E este post foi um oferecimento de Blog-Enrolation-Tabajara. Assim que eu tiver um tempinho sobrando (todasgargalha de mãe que tem tempo sobrando), eu volto prum post mais elaborado, tá?

Meu passado me condena

Ontem foi Dia dos Pais no Braséu, Dia das Crianças na Argentina e Lucas completou 15 meses. Óia que dia.

E sabe o que eu fiz? Siemocionei que as Spice Girls cantaram no encerramento das Olimpíadas.

Não tava em casa na hora, tava numa loja comprando uma torradeira (programações legais, a gente vê por aqui). Daí Maridón foi levar o baby pra dar uma passeada, já que tava super legal escolher entre Philco ou Philips e a reclamaçao já rolava solta (tanto do bebê quanto do pai do bebê). E eu cronometrando o tempo porque queria voltar pra casa a tempo de ver o Braséu se apresentando (siemociono com essas coisas, me deixa). Eis que volta Maridón correndo: AS SPICE GIRLS TAO CANTANDO NA COISA OLÍMPICA LÁ.

Grazadeus que eu tava numa Casa Bahia da vida, porque televisão era o que não faltava naquele local. Larguei torradeira, vendedor, dignidade e fui correndo ver e SHORAR DIAMANTES GIRL POWER pras Spices.

Voltei pra casa, vi os Braséus com Marisa Monte, gari simpático etc, shoray de novo que eu sou brasileira e não desisto nunca e fui pro youtube ver novamente as Spices, agora com detalhes, full screen e pausando pra fazer comentários importantes “olha como a Beckham tá magraaaaaa” ou “olha a Mel B como tá gordaaaaa”.

o vídeo todo tem aqui ó

Ai, emossaum.


***

E isso tem a ver com blog de maternidade porque... é, não tem.

Blogagem coletiva: leite é amor

Tava com a idéia desse texto na cabeça há algum tempo, pois recebo muitos emails de meninas pedindo ajuda, só que sempre batia uma preguiça de escrever e eu ia adiando. Até que a Nívea, do Mil Dicas de Mãe, me convidou pra uma blogagem coletiva super especial e eu vi que minha idéia de post se encaixava perfeitamente, então me animei!

A blogagem se chama “Leite é Amor” e a idéia é incentivar a doaçao de leite materno, entao cada blogueira pode contar um pouco sobre sua experiência amamentando seu filho, alguma passagem especial desses momentinhos, etc. Mas, já que o tema é doaçao, eu decidi falar sobre ordenha. Já contei aqui algumas vezes: eu sou a vaca leiteira mais ativa que conheço, hohoho. Não porque tenha muuuito leite, mas porque faço a extração todo-santo-dia, faça chuva, sol, neve ou tempestade, lá estou eu com minhas peitas acopladas à minha querida bombinha saca-leite, pra garantir o estoque de leitinho que Lucas toma enquanto está longe de mim e, de quebra, manter a minha produção bombando.

Como eu tava dizendo no começo do post: recebo muitos pedidos de ajuda. Muitas mocinhas que querem seguir dando leite materno depois do retorno ao trabalho, mas estão cheias de dúvidas, não sabem como começar, qual bombinha comprar, quantos mls deixar pro filho, se oferecer em mamadeira ou copinho... Então vou fazer uma auto-entrevista tentando reunir (e responder, óbvio) todas as perguntas que já me fizeram, ok? Espero que ajude!

E lembrando: essa experiência é totalmente pessoal e eu não sou médica, então sempre consulte com o seu profissional de confiança antes de tomar qualquer decisão mais drástica!


Qual bombinha comprar? A elétrica é muito melhor que a manual? Qual é a que você tem?

Depende da demanda de retiradas que você terá. Antes do meu filho nascer, eu comprei uma manual da Avent e a usei bastante. No comecinho, ordenhava simplesmente pra saber se tinha leite no peito. Depois, eu tirava uns pouquinhos só pra ter guardado, por via das dúvidas, se precisasse sair e deixar o baby. Nesse esquema, o Lucas só precisou uma vez quando fui a um enterro (ele tinha 4 meses). Fiz a ordenha, deixei uma mamadeirinha, ele tomou na minha ausência e tudo bem. Daí voltei a trabalhar e essa bomba foi comigo, pras ordenhas mais “sérias”. Não vou dizer que foi ruim, mas a verdade é que tornou-se muito cansativo: a ordenha demorava, eu tinha que forçar demais os braços e tava caminhando pruma tendinite de tanto apertar a alavanquinha. Eu estava ficando ficava esgotada! Daí resolvi assumir o preju e comprar outra. Comprei uma elétrica portátil da Medela. Das bombas da Medela, essa é a mais simples e o próprio site diz que não é a melhor pra uso diário, mas as outras eram muito mais caras e muito menos portáteis. Arrisquei. E me dei super bem a minha Medelinha! Ela é leve, funciona na tomada ou na pilha, fez o tempo de ordenha ficar mais curto e muito menos cansativo. Além disso, ela tem ajuste pra força de sucção, daí eu podia ajustar pro que aguentava melhor, sem machucar o mamilo. Depois de um tempinho, eu punha logo no mais forte pra coisa acabar mais rápido, mas meu peito já tava calejado e não machucava fácil não! Não me arrependo da compra e acho que foi um excelente investimento! O único porém dela é que é pra um peito só (muitas elétricas possuem sistema pra fazer dois peitos ao mesmo tempo, uma economia óóótema de tempo!!), mas eu não me incomodo. Resumindo: se você vai tirar ocasionalmente, pode ir numa manual sem problemas, mas se vai ser todo santo dia que nem eu, melhor botar a mão no bolso e investir numa elétrica.


Quanto de leite preciso ordenhar? Preciso começar a fazer estoque muito tempo antes? Como vou saber quanto o bebê toma, já que atualmente ele só mama no peito?

Isso você vai vendo com o tempo. Quando eu ia voltar a trabalhar, perguntei pra pediatra e pra algumas amigas que dão leite artificial quanto é que os bebês da idade que ele tinha (6 meses na época) tomam por mamada. Daí usei esse valor como meta mínima de ordenha e fui ajustando conforme fui vendo o quanto ele consumia por vez. No começo, a quantidade era absurda, Lucas tomava 3 mamadeiras de 200 ml durante as 8 horas que passávamos separados. Então pensem: eu tinha que ordenham 600 ml por dia pra dar conta!! Fora as mamadas que ele fazia diretamente nas peitas. Muitas vezes, não conseguia chegar nesse numero, o que me salvou foi o estoquinho que eu tinha feito antes de voltar ao trabalho. Fiz assim: uns quinze dias antes de voltar, tinha como meta tirar uma mamadeira de leite pra guardar. Então após todas as mamadas, eu ordenhava um pouco, só o que tinha sobrado mesmo. Conseguia fácil fazer 200 ml por dia e guardar. Sendo assim, quando Lucas começou na creche, já tínhamos 15 frasquinhos de 200 ml de “back up”. No começo, como comentei, o baby mamava 3 mamadeiras de 200 ml. Depois passou a duas de 200ml, depois fomos pra duas de 150 ml. Atualmente, com um ano e três meses, ele toma apenas uma e varia muito a quantidade (depende do que acompanha o lanchinho dele), mas mando sempre algo entre 150-200ml – e ele só toma duzentão se tiver com muita fome, senão fica entre 100 e 150 mesmo.


Como vou saber se produzo leite suficiente pra tudo isso? Como manter o ritmo das ordenhas? Como eu sei que tá bom de leite? Ou tá bom de tempo?

Você produz, fica tranqüila. Peito é demanda, não é depósito. Quando você começar a ordenhar, vai impor a demanda ao corpo e ele vai se ajustar, confie. Quando voltei ao trabalho, tirava leite sempre que eu achava que ele ia mamar caso tivesse comigo. Como ele sempre esteve em livre demanda, isso ficou meio difícil, então fixei que ia tirar leite a cada 3 horas. No começo, portanto, eu fazia 3 ordenhas e, em cada uma, tirava entre 150-250 ml. Tudo dependia do quanto de água eu tomasse, do horário do dia, do meu cansaço, da minha tranquilidade. Acredite: tudo influencia! Então eu sempre tentei ficar relaxada, ler uma revista durante o processo, ou blogs, ou o twitter... qualquer coisa que me distraísse e não me deixasse ficar olhando o contadorzinho de ml, nem o relógio! Claro que houve momentos difíceis, em que fiquei doente ou cansada demais e não conseguia ordenhar quase nada. Muitas vezes me abalei por isso, mas me mantive firme no propósito e funciona até hoje. No começo eram 3 ordenhas diárias, depois passei pra duas (sempre observando o ritmo de mamadas dele quando tá comigo e a quantidade que ele toma durante o período da creche, como falei antes) e finalmente agora estou passando pra apenas uma. Cada ordenha dura entre 15 e 25 minutos e eu nunca deixo passar disso (até porque não dá pra me ausentar mais tanto do trabalho pra ficar ordenhando). Em casa, é livre demanda!


E como é o processo na prática?

Já começo com um ponto negativo: no meu trabalho não tem onde ordenhar. É banheiro ou nada. E todo mundo diz que não é legal fazer no banheiro e eu concordo: é um ambiente sujo, né? Mas não tem jeito, tenho que encarar. Então faço assim: com todo o material da bomba já lavadinho e esterelizado, lavo bem as mãos (se tiver álcool gel, também passo) e não toco em mais nada (uso um papel pra abrir portas etc), higienizo os seios (só uma aguinha, sem sabão, sem álcool!), faço a ordenha, tampo a mamadeira rapidinho e mantenho em geladeira durante o dia no trabalho. Pro transporte até a minha casa, levo em bolsa térmica e, assim que chego, congelo. Se opto por deixar na geladeira, o leite dura 24 horas apenas. No freezer (não no congelador, viu?), tem gente que diz 15 dias, tem gente que diz 3 meses. Na dúvida, eu mantenho um mês, no máximo. Guardo tudo em potes ou saquinhos esterelizados com data da ordenha, horário e quantidade de mls. Pra servir pro baby, descongelo em geladeira (demora uma noite, mais ou menos) e esquento em banho-maria. Nunca em microondas nem fervendo. Quando eu tô com pressa, descongelo fora da geladeira mesmo ou em banho-maria, mas jamais uso micro. Se o baby não tomar tudo, nunca requentar ou reaproveitar, é lixo (leite derramado, literalmente). Além disso, eu sou meio freak e mantenho uma planilha em que anoto tudo: data, hora, quantidade de mls, minhas impressões sobre a ordenha. Mas por que isso? Porque já passei por muitas "secas", então assim eu consigo mapear como está a minha produção e já prever caso o leite comece a diminuir. Se isso acontece, eu já dou uma melhorada na minha ingestão de líquido, descanso mais, faço uma oração braba etc.


Mas você não tem medo do seu filho gostar mais da mamadeira e largar o seio? Por que não oferecer em copinho?

É uma preocupação genuína que eu não tive. Aqui eu diria pra você seguir seus instintos. Meu filho sempre curtiu muito o peito e sempre trocou qualquer mamadeira pra se acoplar diretamente a mim, mas eu tenho lá minhas táticas... tipo: 1) nunca dou mamadeira pra ele. Se é necessário, que outro dê. Mas, comigo é só peitas; 2) quando meu peito seca, eu raramente dou (ou mando dar) mais mamadeira. Ele toma o que tem e pronto. Senão, tenho medo de ensiná-lo que quando acaba o meu leite, tem outro esperando. Não, não tem; 3) Os bicos das mamadeiras dele são pra crianças de 3 meses, vejabem. É, é pra tornar difícil mesmo, senão ele vai achar muito mais fácil e legal tomar o mamadeirão, né gents? E, por último: 4) Nunca, jamais, em tempo algum, meu filho toma LA. Não tenho nada contra, mas em casa que tem estoque de LM, LA não passa nem perto da porta. Ah e também: quando Lucas começou a tomar mamadeira na creche, já tinha 6 meses, já tinha mamado exclusivo tudo que deveria e já tínhamos a amamentação consolidada. Se você vai começar esse processo antes, eu recomendo dificultar mesmo: copinho, bico de sucção mais difícil, corrida com obstáculos antes etc.


Ótimo, mas... não é mais fácil dar logo um NAN pra ele e pronto?

Eu não acho! Acho mais caro, menos nutritivo e menos desafiante, hahahaha. Sinceramente, eu acho que cada-um, cada-um, tá? Cada mãe sabe o que é melhor pra sua família. Pra mim, é óbvio que cansa, que tem dia que quero jogar a bombinha pela janela, que não quero parar tudo e ficar 20 minutos enfiada dentro do banheiro tirando leite. Mas vale a pena porque mantém a minha produção ativa, porque Lucas ainda pode tomar o leite que é especial e exclusivo pra ele e eu não preciso gastar rios com latas de leite, meu povo! A coisa já tá tão inserida no meu dia-a-dia que, no próximo filho, penso inclusive em começar mais cedo e doar leite!



Bem, espero ter ajudado. Quem tiver mais dúvidas, pode falar nos comentários que eu vou responder cada uma, ok?



Esse post faz parte da Blogagem Coletiva com objetivo de incentivar a doação de leite materno aos Bancos de Leite. Saiba mais informações de como doar clicando aqui!

De novo?

- Data da última menstruação?
- Não sei. Na verdade, não tenho.
- ?
- Sabe o que é moça? É que não menstruo tem dois anos, eu engravidei e depois fiquei amamentando meu filho, sabe? E amamento até hoje, é uma delícia, eu adoro. O leite tem secado ultimamente, mas tudo bem, eu sigo dando o que tem. Daí não menstruo, mas a médica me falou que é normal. Mas daí comecei a sentir uns enjôos, fiquei ultra-sensível e, poxa, sei lá, daí fiz um teste de farmácia, que deu negativo. Daí uns 10 minutos depois me deu uma pulga atrás da orelha, catei o teste do lixo e tinha uma segunda linha. Bem fraquinha, mas tava lá. Levei pra médica ver, ha-ha-ha, cê me acha doida que levei meu teste de farmácia xixizado pra médica ver? Mas bem, eu levei. Ela olhou e falou “é, muito tênue”. Usou essa palavra “tênue”, achei engraçado, mas logo ela emendou “tênue” com “beta hcg por via das dúvidas” e eu fiquei nervosa e por isso estou aqui pra fazer esse exame, sei lá, é uma possibilidade tênue, mas vai que. Mas é por isso que não tenho data de ultima menstruação.

(ela faz cara de “uhum” e anota coisas no papel do exame)

- Estica bem o braço e fecha a mão.


Agulha no braço, sangue no potinho e o exame de beta hcg quantitativo pra checar se eu tava mesmo grávida de novo ou não.

Saí do laboratório, tomei o chocolate quente que eles dão de presente pra quem faz exame de sangue e fiquei perdida andando pela rua pensando. E se? Como acordar com dois filhos? Como dormir com dois filhos? Como dormir? Como amamentar? Como cuidar? Como não enlouquecer? Como pagar? Como trabalhar? Como respirar? Como viver? Seria uma surpresa legal? Acho que sim. Mas acho que não. Não é a hora. Não tô pronta.


O dia passou.
O resultado saiu.
E meu instinto estava certo: não era a hora. Eu não estava pronta.

***

Confio que, quando chegar o momento certo pra esse segundinho, eu vou saber.
(né?)

Sobre ela

Às vezes fico pensando se existe vida após a morte. Nunca chego à conclusão nenhuma, mas gosto de pensar que sim, que existe. Que nossa energia é transformada em alguma outra coisa bem bonita e nossa consciência segue pairando por aí, em paz e junto com outras almas conscientes queridas que também já se foram. 

Gosto também de pensar no dia do reencontro. Porque o dia que eu morrer vai ser bem legal. Vejam: eu não pretendo morrer tão cedo, mas de acordo com meus loucos sonhos sobre a vida e o além, justo no dia que eu bater a minhas botinhas, eu vou ver de novo a minha mãe. 

Nossa, vai ser tão ótimo isso. Imagino tão claramente o nosso abraço, as nossas primeiras palavras, chego a sentir o seu cheiro, o toque dos cabelos, tenho todos os detalhes já imaginados. 

E ontem, mais uma vez me deixando levar por todos esses pensamentos, senti algo estranho e chorei quietinha no escuro. Lucas estava no meu colo e já tinha dormido. Só que de repente, chorou também (os bebês refletem as sombras das mães, saibam disso). Dei-lhe um abraço bem forte, dei-lhe peito e desejei profundamente que eu sempre possa estar por perto pra acalmar seu choro, que ele nunca sinta o vazio que eu sinto, esse buraco negro de não ter a mãe por perto. 

E, se Deus quiser, que o reencontro um dia aconteça. 


eu, papi e ela, há quase 29 anos atrás



(em memória de Ana, minha mãe, que faria aniversário hoje, 01/08)

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