Gente, cês tudo AMA o assunto sono, hein? Quanto comentário, quanto pitaco! Mas olha, foi muito ótimo ter desabafado aqui, porque li muitas coisas legais, alguns (bons) puxões de orelha, vi como foi na vida de outras ínsones desesperadas como eu.
Bem legal.
Daí que, depois de ler tudo e pensar muito, decidi que preciso de um plano. Preciso fazer ativamente algo pra melhorar nossas vidas noturnas. Então criei um plano. Mais que isso: criei um plano e vou fazer um diário dele aqui no blog. Preciso registrar os avanços (oremos pra que sejam sempre avanços), preciso da força de vocês pra me manter firme e acho que escrever sobre isso todo dia vai me fazer exorcizar o sofrimento, acho que vai me fazer bem.
Sendo assim, povo, perdão, mas todo dia vou falar sobre como foram as noites aqui em casa, ok? Malz aê pra quem acha o assunto chato, mas tô precisada!
Então vamos ao plano, que foi feito com base nos meus objetivos e não é baseado especificamente em teoria nenhuma e, ao mesmo tempo, é baseado em tudo que já li:
Parte 1) Lucas retorna ao berço: pra isso, preciso que ele volte a confiar que tudo bem ficar sozinho no quarto dele, na caminha dele. Sempre que ele chorar, eu vou atendê-lo (nada no meu plano inclui deixa-lo chorando sozinho). Vou pegar no colo, sem oferecer o seio. Se ele pedir, dou peito, sem problemas. Depois, vou ninar como sempre na cadeira de balanço e coloca-lo de volta ao berço já dormindo. Se acordar, vou confortar primeiro com frases fofinhas “tá na hora de dormir, meu amor” e carinho nas costas ou barriguinha. Depois, vou parar de falar e só seguir com os carinhos, até ele dormir. Se ele levantar, eu ponho deitado de novo (todas as vezes que for necessário – oi pu/pd!) e aos poucos, vou retirando os carinhos e ficando apenas do lado, pra que ele nao se sinta abandonado. O objetivo aqui é estimulá-lo a dormir sem tanta interferência minha, no próprio berço, jamais na minha cama.
Parte 2) Lucas aprende a dormir sem ser ninado: uma vez que eu sentir que ele já se reacostumou com o berço, vou gradativamente colocando ele pra dormir ainda acordado. Ainda amamentarei noturno quando ele pedir, mas depois de mamar, é direto pra cama. Fico do lado e faço carinho, mas não mais fico ninando no colo sem parar. O objetivo é que, caso ele acorde de madrugada sem querer mamar, saiba voltar a dormir sem mamãe balançando na cadeira com ele (e que tampouco tenha medo de estar sozinho).
Parte 3) O desmame noturno: não estou com a menor pressa pra isso e, sinceramente, se ele voltar ao que era antes (acordava só uma vez por noite-mamava-dormia automaticamente e tchau mamãe), eu banco numa boa, sem data pra acabar. Mas, imagino que, com ele se acostumando a estar sozinho, o desmame noturno acontecerá naturalmente, como eu sempre quis que fosse. Pode ser que eu esteja me enganando ou que me arrependa amanhã disso que estou escrevendo, mas atualmente vejo o desmame noturno como uma violência com meu filho. Porque de tanta observação, eu tenho certeza que esse não é o problema dele, é a solução. Quando tá tudo bem, ele mama uma vez só (e mama bem, esvazia os dois seios). Mas, atualmente, eu sei que tem dentes nascendo e uma congestão nasal chata que não o deixa respirar legal, por isso pede mais vezes pra mamar. E eu não quero cortar esse apoio que ele tem, que o acalma, dá sono, segurança, carinho, suporte. Acho que preciso é ser firme no resto todo: muito carinho, mas consistência nas minhas atitudes, rotina durante a noite também (como muitas disseram nos comentários). E o desmame, no tempo certo, virá.
Na teoria tá lindo, né? Mas vamos às noites? Vou contar pra vocês como foram as noites 1 e 2:
Sexta, 17/8, Noite 1
18h45 – logo depois de jantar, ainda com roupa da creche, ele tava chato e chorão, dei colo e ele apagou. No meio da sala, TV ligada, luz acesa. Tirei os tênis e pus no berço, achando que ele tirar uma soneca e zoar meu primeiro dia de “Dorme Lucão”.
22h30 – acordou chorando, fui rapidamente vê-lo. Aproveitei pra trocar fralda e por um pijaminha. Depois, mamou e dormiu em seguida no colo (todascomemora!). Botei no berço dormindo. Ni qui fechei a porta do quarto, ele começou a berrar. Voltei, ele tava em pé. Botei deitado, abracei, fiz shhh, fiz cafuné e carinho nas costas. Ficamos assim uns 10 minutos e ele dormiu profundamente.
2h30 – (quatro horas depois!!!) chorou, fui ver. Queria peito, dei. Mamou, apagou logo depois. Botei no berço, ele se remexeu, comecei com os carinhos, ele se entregou.
4h30 – (arfe) chorou fraco, esperei (de repente não era nada), mas o choro ficou mais forte, fui. Pediu peito, mamou, apagou profundamente em seguida. Joguei no berço e ele nem tchuns. Ótimo.
7h20 – chorou e falou. Fui ver, ele já tava em pé no berço, pronto pra vida. Mamou e começamos o dia!
Conclusão: Achei essa noite FÁCEL e me animei. Hahaha, tolinha. Vejam a próxima:
Sábado, 18/8, Noite 2
20h20 – Depois de jantar, brincar e tomar um banho bem gostoso, pijama e luzes apagadas, me aconcheguei com ele na cadeira de amamentação. Mamou e ficou de olhão aberto. Balancei, balancei e nada, seguia me olhando. Não se mexia, não fazia menção de descer. Apenas olhos abertões.
20h45 – finalmente dormiu. Pus no berço, ele se ajeitou e ficou na boa.
23h30 – acordou chorando. Peito, balancei uns 20 min, dormiu. Ficou no berço numa boa e eu cantando vitória.
0h30 - chorando muito. Como tinha pouco tempo que tinha mamado, nem fez menção de querer o peito. Parecia respirar mal, pinguei soro fisiológico e ninei no colo. Dormia e acordava, agitado. Quando finalmente dormiu, pus no berço e aí o martírio começou. Ele parecia ter o nariz muito entupido, só respirava pela boca e não conseguia manter a chupeta, então foi ficando irritado. Resolvi espirrar o spray nasal salino e saí do quarto pra pegar. PRA QUE. Ele, de dentro do berço, começou a berrar, marido veio ver o que houve (e eu nao encontrava a porra do spray por nada),uma confusão. Encontrei o treco, espirrei, ele ficou melhor, mas a essa altura já tava agitadíssimo. Resolvi manter no berço e sentei do lado pra fazer carinhos e repor chupetas. CARALEO. Nessa hora eu rezei, eu fiz planos, eu repus 850 chupetas que ele jogava na minha cara, eu fiz pd e perdi as contas de quantas vezes botei o menino de volta deitado. Pior: ele foi ficando cada vez mais agitado e neurótico. E as horas passando e nada dele parar. Até que ele ficou tão doido que resolvi pegar no colo e pronto, ele se agarrou no peito, mamou, relaxou e dormiu. De volta ao berço, mas já dormindo, ele ainda se remexeu um pouco, mas ficou. UFA. Quando o martírio acabou, já eram 3 da manhã e eu fiquei simplesmente duas horas e meia no quarto.
4h30 – (uma hora e meia depois de finalmente dormir, putamerda) Chorou e, como eu tinha dado peito há pouquíssimo tempo e não tinha forças pra nada, pedi pra Maridón ir. Ele foi e manteve o baby no berço, ficou repondo chupeta e fazendo carinho. Uns 20 minutos depois, paz.
7h45 – chorou e falou, sinal de que o dia começou. Fui, peguei no colo, dei beijos, dei peito e pronto, o dia dele começou (o meu não, eu estava exausta e Maridón assumiu até as 11h, enquanto eu dormia – UFA).
Conclusão: VOLMORRÊ se toda noite for assim. Mas, rezei tanto e me concentrei tanto que minha paciência se redobrou. Fiquei triste porque acho que ele dormiu menos do que deveria, mas ok, faz parte. E hoje tem maaaais.
Amanhã volto pra contar!