Nossa gente, muito obrigada pelo carinho com relação ao concurso, viu? Fiquei emocionada!! Ainda não sei quando faremos a viagem, muito provável que seja em outubro, mas temos um ano pra curtir o prêmio, então tudo ok, sem pressa. O pessoal da Limetree é muito corretinho e já entrou em contato pra acertar os detalhes, fiquei feliz! Mas, Lucão ainda não tem visto pros EUA, nem passaporte, então primeiramente estamos correndo atrás disso. Ontem mesmo fui fazer o trâmite do passaporte com ele e foi divertido: ele tirou foto e registrou as impressões digitais! E Maridón ainda por cima perguntou: “ué e ele já tem digitais naqueles dedinhos tão pequenos?”. Claro que tem, Maridón! Acho que desde a barriga os babies já tem.
Por outro lado, estou correndo atrás de dicas pra fazer uma viagem bem legal com o bebê. Embora já tenha ido oitocentas vezes pro Rio com ele, acho que não conta, sempre ficamos com a família e não temos coisas turísticas pra fazer. A única viagem que fizemos mesmo foi pra São Paulo, mas foi mega curtinho e não teve turistância. Então tô devorando dicas, tô morrendo de medo de passar 13 horas dentro dum avião com o baby, tentando planejar nossa estadia lá de forma a fazer coisas legais pra ele e pra gente também. Enfim. Mas tudo na curtição, afinal, ganhamos a viagem!
Chegamos a cogitar ir sem o Lucas. São muitas horas de vôo e não estava segura que NY teria tanta diversão pra uma criança tão pequena. Maaaas, acabou que ficou sem sentido, ele é o motivo de tudo isso, nada mais justo que levá-lo junto. Vamos fazer ficar divertido pra ele e pra gente também, somos uma família, ué, tamos juntos nessa, basta saber planejar as coisas. Fora que Lucas ainda mama e de jeito nenhum que eu iria desmamar só pra poder viajar. EU HEIN. Depois de tanta luta, não teria sentido algum pra mim.
Enfim, tamos animados! E muito felizes!
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E falando sobre se separar do baby, embora eu ainda não tope viajar sem ele, já tenho começado a achar bom fazer programações só de casal. Desde que ele nasceu, só saímos uma vez Pedro e eu, sem filho. Das outras vezes ou fui sozinha (ou Pedro sozinho) ou simplesmente não fomos. Ou checávamos se era baby-friendly e levávamos, mas sempre com a possibilidade de algo dar errado (aka baby enchendo o saco) e termos que ir embora mais cedo.
Mas, na sexta passada, tínhamos um jantar de casamento de uma amiga e eu fazia questão de ir. E não só ir: eu queria ir direitinho, no modo ADULTA, com meu marido ao lado, como manda o figurino.
Pois bem. Pedi pra mocinha que limpa minha casa fazer uma hora extra e ficar com Lucão pra eu poder sair. Ela topou e eu me animei! Noite de adultos, olha que inédito!
Chegado o dia, organizei tudo, separei mamadeiras com leite ordenhado, telefones de urgência pra mocinha ligar caso necessário, conversei com o filhote e avisei do que ia acontecer, toda a prosopopéia que tinha pra fazer, eu fiz. Até avisei pro meu pai no Brasil por via das dúvidas (não sei pra quê, mas avisei, ué, deixa eu).
Animada de poder sair sem bolsa gigante cheia de trecos pra imprevistos, de ser uma pessoa free de manchas de comida na roupa, de não ter que pensa se fulaninho já comeu, já dormiu ou já cagou, sijoguei. Simaquilei, siarrumei, simontei. Saí toda prosa de côncavo marcado, lábios vermelhos e salto lá no alto. (Julia Petit, fica a menção especial pra você, minhamusa da maquilagi e do cabelo arrumadinho)
Cheguei na festcheeenha mais tarde que todo mundo “bebê demorou pra dormir, desculpe!”, socializei, beberiquei meu vinhozinho, ri ha-ha-ha, toda adulta cheia dos assuntos interessantes do mundo não-baby.
Essa era eu.
Até que.
As três taças de vinho começaram a parecer três dúzias, fiquei logo bêuba e ridiculamente mãe. Comecei a mostrar fotos do meu filho no celular pras pessoas. A contar causos do menino que anda, do peito que vaza, do cocô que enche a fralda. Bateu um sono louco, me deu vontade de chorar de cansaço, o salto machucou o pé, tive saudade, quis ir pra casa abraçar meu filho e dizer que o amo (eu fiquei bêbada, lembra? E os bêbados são assim, eles amam). Tava tão erradinha que achei que podia dirigir pra casa (mas não conseguia nem andar em linha reta), Maridón sóbrio que tava achou melhor não e me levou em segurança pra casa. E só pra constar: fomos os últimos a chegar e os primeiros a sair da festcha: “a babá precisa ir embora, desculpe!”.
Cheguei em casa e dormi de babar até às 5h, quando filhote acordou, mamou seu leite meio temperado a vinho tinto e dormiu na cama com a gente atééé às 9h30 da manhã (e eu comemorando: "NOVE E MEIA, DORMI PACAS!" – 9h30 is the new 12h30, só digo isso).
Conclusão? Foi ótimo fazer um programinha de adulto.
Mas. Eu definitivamente sou mãe e num tem força que me faça largar esse papel.
(e nem quero, né?)