Só tenho a dizer que

Passei 10 dias fora, praticamente sem email, sem facebook, sem blog, sem lenço, sem documento. Fui ver a família no Rio, curtir meu pequeno, sonecar de tarde com ele, dormir junto, amar muito. Foi bom, muito bom.

Mas. Não era nada disso que eu queria dizer.

Se preparem porque a frase é forte e impactante:


LUCAS DORMIU UMA NOITE INTEIRA PELA PRIMEIRA VEZ NA VIDA.


TODASGRITA
TODASCHORA
TODASCOMEMORA

Foi assim: foi pra cama com a gente às 22h, eram férias e não tavamos preocupados com horários ou rotina. Acordou às 6h, mamou. Voltou a dormir até às 8h. Foi ou não foi uma bela duma noite inteirona de puro e renovador sono?


Sei que sonhei, babei, ronquei.



Não se repetiu mais, mas valeu pelos 14 meses de noites interrompidas!

Superfantástico

Eu ia escrever um post meloso de dia do amigo – que por sinal é fortíssimo aqui na Argentina e é impossível ficar alheio à data – mas, passeando perdida pelo Youtube, pensando em músicas pra vocês, cheguei numa muito ótima. E nada melosa.

Mas fiquei ouvindo e me deixando ser criança de novo (por pouco não saí pulando pelo trabalho, mas freei o impulso, não ia pegar muito bem).

Entao, queridas e queridos, feliz dia do amigo!

Sijoguem na canção (se puderem ver o vídeo, recomendo, é uma obra de arte e efeitos visuais):



Super fantástico amigo!
Que bom estar contigo
No nosso balão!

Vamos voar novamente
Cantar alegremente
Mais uma canção

Tantas crianças já sabem
Que todas elas cabem
No nosso balão

Até quem tem mais idade
Mas tem felicidade
No seu coração

Sou feliz, por isso estou aqui
Também quero viajar nesse balão!
Super fantástico!
No Balão Mágico,
O mundo fica bem mais divertido!

Da mãe que não sai de mim

Nossa gente, muito obrigada pelo carinho com relação ao concurso, viu? Fiquei emocionada!! Ainda não sei quando faremos a viagem, muito provável que seja em outubro, mas temos um ano pra curtir o prêmio, então tudo ok, sem pressa. O pessoal da Limetree é muito corretinho e já entrou em contato pra acertar os detalhes, fiquei feliz! Mas, Lucão ainda não tem visto pros EUA, nem passaporte, então primeiramente estamos correndo atrás disso. Ontem mesmo fui fazer o trâmite do passaporte com ele e foi divertido: ele tirou foto e registrou as impressões digitais! E Maridón ainda por cima perguntou: “ué e ele já tem digitais naqueles dedinhos tão pequenos?”. Claro que tem, Maridón! Acho que desde a barriga os babies já tem.

Por outro lado, estou correndo atrás de dicas pra fazer uma viagem bem legal com o bebê. Embora já tenha ido oitocentas vezes pro Rio com ele, acho que não conta, sempre ficamos com a família e não temos coisas turísticas pra fazer. A única viagem que fizemos mesmo foi pra São Paulo, mas foi mega curtinho e não teve turistância. Então tô devorando dicas, tô morrendo de medo de passar 13 horas dentro dum avião com o baby, tentando planejar nossa estadia lá de forma a fazer coisas legais pra ele e pra gente também. Enfim. Mas tudo na curtição, afinal, ganhamos a viagem!

Chegamos a cogitar ir sem o Lucas. São muitas horas de vôo e não estava segura que NY teria tanta diversão pra uma criança tão pequena. Maaaas, acabou que ficou sem sentido, ele é o motivo de tudo isso, nada mais justo que levá-lo junto. Vamos fazer ficar divertido pra ele e pra gente também, somos uma família, ué, tamos juntos nessa, basta saber planejar as coisas. Fora que Lucas ainda mama e de jeito nenhum que eu iria desmamar só pra poder viajar. EU HEIN. Depois de tanta luta, não teria sentido algum pra mim.

Enfim, tamos animados! E muito felizes!

***

E falando sobre se separar do baby, embora eu ainda não tope viajar sem ele, já tenho começado a achar bom fazer programações só de casal. Desde que ele nasceu, só saímos uma vez Pedro e eu, sem filho. Das outras vezes ou fui sozinha (ou Pedro sozinho) ou simplesmente não fomos. Ou checávamos se era baby-friendly e levávamos, mas sempre com a possibilidade de algo dar errado (aka baby enchendo o saco) e termos que ir embora mais cedo.

Mas, na sexta passada, tínhamos um jantar de casamento de uma amiga e eu fazia questão de ir. E não só ir: eu queria ir direitinho, no modo ADULTA, com meu marido ao lado, como manda o figurino.

Pois bem. Pedi pra mocinha que limpa minha casa fazer uma hora extra e ficar com Lucão pra eu poder sair. Ela topou e eu me animei! Noite de adultos, olha que inédito!

Chegado o dia, organizei tudo, separei mamadeiras com leite ordenhado, telefones de urgência pra mocinha ligar caso necessário, conversei com o filhote e avisei do que ia acontecer, toda a prosopopéia que tinha pra fazer, eu fiz. Até avisei pro meu pai no Brasil por via das dúvidas (não sei pra quê, mas avisei, ué, deixa eu).

Animada de poder sair sem bolsa gigante cheia de trecos pra imprevistos, de ser uma pessoa free de manchas de comida na roupa, de não ter que pensa se fulaninho já comeu, já dormiu ou já cagou, sijoguei. Simaquilei, siarrumei, simontei. Saí toda prosa de côncavo marcado, lábios vermelhos e salto lá no alto. (Julia Petit, fica a menção especial pra você, minhamusa da maquilagi e do cabelo arrumadinho)

Cheguei na festcheeenha mais tarde que todo mundo “bebê demorou pra dormir, desculpe!”, socializei, beberiquei meu vinhozinho, ri ha-ha-ha, toda adulta cheia dos assuntos interessantes do mundo não-baby.

Essa era eu.

Até que.

As três taças de vinho começaram a parecer três dúzias, fiquei logo bêuba e ridiculamente mãe. Comecei a mostrar fotos do meu filho no celular pras pessoas. A contar causos do menino que anda, do peito que vaza, do cocô que enche a fralda. Bateu um sono louco, me deu vontade de chorar de cansaço, o salto machucou o pé, tive saudade, quis ir pra casa abraçar meu filho e dizer que o amo (eu fiquei bêbada, lembra? E os bêbados são assim, eles amam). Tava tão erradinha que achei que podia dirigir pra casa (mas não conseguia nem andar em linha reta), Maridón sóbrio que tava achou melhor não e me levou em segurança pra casa. E só pra constar: fomos os últimos a chegar e os primeiros a sair da festcha: “a babá precisa ir embora, desculpe!”.

Cheguei em casa e dormi de babar até às 5h, quando filhote acordou, mamou seu leite meio temperado a vinho tinto e dormiu na cama com a gente atééé às 9h30 da manhã (e eu comemorando: "NOVE E MEIA, DORMI PACAS!" – 9h30 is the new 12h30, só digo isso).

Conclusão? Foi ótimo fazer um programinha de adulto.

Mas. Eu definitivamente sou mãe e num tem força que me faça largar esse papel.


(e nem quero, né?)

Start spreading the news

Ontem fazia bastante frio aqui em Buenos Aires e eu estava cansada de ficar dentro de casa com o Lucas. Então, pesquisando, decidimos sair e levá-lo no Museo de Los Niños, que é tipo um parque de diversões e fica dentro de um shopping. Não sou muito fã de levar criança pra shopping, mas sou menos fã ainda de ficar enfurnada em casa, dando f5 na página da Limetree (eu sabia que o resultado do concurso sairia ontem e queria me desligar disso).

Então fomos. Deixei o celular em casa e realmente me desconectei. Brinquei com meu filho até dizer chega, até ele desmaiar de cansaço no carrinho (e se tivesse um carrinho pra mim, eu desmaiava também).

Sinceramente? Eu tava nervosa com a coisa do resultado, ainda mais por estar sem celular e totalmente sem notícias de nada. Falava no assunto e logo me policiava pra pensar em outra coisa. Achava que tinha chances, afinal estava entre as finalistas, mas, não queria criar expectativas irreais.

Até que Maridón sugeriu “vamos fingir que ganhamos? Vamos fazer planos, pensar em datas, pensar em passeios. Hoje a gente curte, só hoje”. Aceitei. Então passamos a tarde tagarelando sobre NY, sobre o que seria a alegria de ver um texto premiado, sobre como os familiares reagiriam, todas essas bobagens. Rimos, nosso filho brincou muito e fomos felizes. Ali, no meio de um shopping lotado, mas ao mesmo tempo, isolados do mundo, sem notícia alguma.

Voltamos pra casa e... mil emails, mensagens no facebook, chamadas perdidas no celular. GANHEI! Ganhei o concurso do melhor post do mundo! Ganhei uma viagem pra NY!

DEUSUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!

EMOSSAUUUUUUUUUUMMMMMMM

Saí correndo pela casa, gritando e falando coisas sem sentido. Lucas gargalhava de mim como se estivesse entendendo. Peguei ele no colo e dançamos New York, New York juntos, rodopiando, felizes.



Ai, ai.

***

Agora, colocando os pés no chão novamente, preciso dizer algumas coisas. Primeiro que é óbvio que não acho que meu post é o “melhor do mundo”. Acho ele bonito, foi escrito com carinho e pus minha alma nele. É parte do que sou e, acima de tudo, é uma descrição do que este blog é. A alegria de registrar está em mim pelo menos desde 2002, quando comecei a escrever num blog com amigos, depois tive um sozinha e, finalmente escrevo este que tem um assunto mais específico.

São dez anos registrando, dez anos em que o que vivi ficou ali esperando ser visitado, lido, comentado. Então ganhar alguma coisa com o blog significa receber um lindo presente pelo “conjunto da obra”, entendem? Por mais que só um post meu tenha sido avaliado, gosto de pensar que foi um reconhecimento e, nossa, é lindo ver um texto tão íntimo e pessoal ser premiado dessa forma.

Por outro lado, havia outros 14 íntimos e pessoais relatos, alguns que eu tinha certeza que iam ganhar, de tão lindos e bem escritos. Então pra estas autoras, eu quero dizer: foi uma honra e um prazer, viu? Estar ao lado de vocês e poder me emocionar com várias. Obrigada por isso, meninas (e por muito mais do que vocês imaginam, vocês mudam minha vida diariamente, independente de concurso ou afins).

***

E finalmente, obrigada a vocês que votaram! Sem vocês, não seria possível!

***

Feliz, feliz!

14 meses

Todo mundo falava e eu (bobona) não acreditava: que fase LYMDRA ao redor do primeiro aninho. Lucão completa hoje 14 meses e tá numa fofice que só ele. Entende o que dizemos, responde a comandos simples, se comunica do seu jeito e ANDA. Anda, anda, anda. Parece um patinho desengonçado, um mini-bebum perdido por aí. A vida mudou depois que ele começou a andar, ele se anima a passear mais pela casa, brinca muito mais quando levamos no parquinho e está sempre disposto a dar mais algumas voltinhas.



Ele faz coisas engraçadas, como falar “alô” em todos os telefones, celulares, controles remotos e qualquer outra coisa que lembre remotamente um telefone. Ele pega e imediatamente leva ao ouvido e fala “alô”. Na falta de telefone ou afins, serve qualquer coisa: já chegou a botar uma chupeta no ouvido pra soltar o seu já clássico “alô”.



Ri quando estamos rindo, tenta copiar o que fazemos. Adora estar junto e quer olhar bem de perto pra tudo que mexemos, parece que ta fiscalizando. E ai da gente se não deixarmos, ele grita NEUVOSO.

Fora isso, segue mamando no peito, mas cada vez menos, parece que está se desinteressando pela coisa. Acho ok e fico feliz pelos já 14 meses de amamentação sem nenhum tipo de complemento artificial. Quando ele quiser parar, ok, paramos, não tem problema.

Estivemos no pediatra ontem e ele tá pesando 11.6kg e medindo 77cm, um fofuchinho gostoso. Come relativamente bem, mas recentemente se desinteressou pela comida, tá comendo bem menos. Eu meio que já esperava que isso fosse acontecer, parece que nessa idade os bebês acabam comendo menos mesmo, então tento manter a paciência e não forçar. E também tão nascendo os molares, dá pra ver que ele fica logo incomodado e perde a paciência pra se alimentar. Ofereço um montão de água e peito e vamos mantendo assim. Um pouquinho de cada, devagar e sempre.

Segue dormindo picadinho, mas quando acorda já não quer mais mamar. Mama uma vez na madrugada, o resto das vezes quer só ficar no colo de olhao aberto. Algumas vezes dou uma ignorada e ele chora dois minutos (contados no relógio) e volta a dormir de novo. O foda de deixá-lo chorando esses dois minutinhos é que ele berra escandalosamente, dá uma puta pena. Mas, quando vou atendê-lo, os dois minutinhos se estendem pra 40 min, uma hora e, putz, infelizmente não tenho saúde pra ficar uma hora com a criança no colo, duas, três vezes por noite, dormir super picado e ainda trabalhar no dia seguinte. Pior é que ele não aceita o pai, tem que ser eu. Então, às vezes, admito: largo lá os dois minutinhos e durmo – dormimos todos na verdade, que eu não consigo largar o bichinho acordado e pegar no sono, então escuto ele dar o espetáculo de 120 segundos e pronto. Me sinto culpada, mas mais descansada, com certeza. Acho que o desmame noturno tá se desenhando aí, mas ainda não tô segura. Vamos ver.

Pensei em adotar algum método pra dar essa desconectada durante a noite, mas a verdade é que não me identifico totalmente com nenhum. Então estou desenhando o meu próprio e vamos vendo se funciona ou não. Realmente me sinto culpada de não querer mais atendê-lo na madrugada, mas cheguei no meu limite de cansaço e já cheguei no absurdo de dormir E sonhar com ele no colo. Não estou rendendo direito no trabalho, vivo cansada, só penso em deitar e fechar os olhinhos mais um pouquinho. Acho que já deu disso. Foram 14 meses de total dedicação, sem restrições, sem limites. Mas, agora preciso de um tempo pra mim, pelo menos pra dormir. E, embora o ache ainda bastante imaturo, a verdade é que ele não é mais um bebezico que precisa comer a cada 2, 3 ou 4 horas.

Fico na dúvida se essas acordadas noturnas são saudade e carência dele por passarmos o dia longe ou se é apenas ele que não sabe dormir a noite toda, nunca foi ensinado a isso. E sono se ensina? Ou vem com a maturidade? Não sei, não sei mesmo. Atualmente acredito que ambos. Então tenho tentado suprir toda necessidade de atenção que ele tem durante o dia, brincando junto, conversando, dedicando o tempo a ele. E de noite, vamos nos separando, aos poucos.

Acho que o fato dele ter aprendido a caminhar me sinaliza que ele já está realmente pronto a andar sozinho. Aos poucos, devagar, vamos (re)descobrindo que somos duas pessoas diferentes.

Ai, ai.

O tribunal do correto (e a incorreta que vos fala)

É como eu tenho visto esse meio internético por onde transito, a blogosfera materna. Chega a me dar uma certa nostalgia da época que comecei, quando simplesmente escrevíamos sobre os filhos (que eu ainda nem tinha!), contávamos das tentativas, dos medos, dos erros, dos acertos. Era uma coisa meio ingênua, todo mundo se dava as mãos e se apoiava, sem grandes juízos de valor agregados.

Hoje não. Se você quer contar que usou o método Nana Nenê pra criança dormir ou a deixou assistindo TV um tico pra poder respirar ou mesmo confessar que pensou em uma meia dúzia de palavrão pra descarregar um pouco a mente, amiiiga. Sai de baixo que você vai tomar é JULGAMENTO na cabeça. Vejam: não estou defendendo Nana Nenê ou televisão ou palavrões. E nem fui tão julgada assim pelo post anterior.

Mas é que venho sendo julgada por tudo, tudinho que faço. Melhor: sou julgada pelo que escrevo. Porque eu (como muita gente que eu conheço) não escrevo no blog nem a metade do que realmente sou. Acho que ninguém o faz, mas a verdade é que, embora me ache super sincera, tenho me visto numa auto-censura com relação ao que vou publicar, com medo de atrair um monte de troll sem noção.

Outro dia mesmo, na festa de aniversário do Lucas: eu tava dando o almoço dele. Era uma bela duma papinha Nestlé. INDUSTRIALIZAAAADAAAA. Daí veio a Mari fazer umas fotos e eu falei pra ela: “só não fotografa o pote senão a juízas maternas da boa alimentação vão me matar!”. E rimos, claro.

Mas depois fiquei pensando: gente, na boa, dá licença pra eu dar uma papinha pronta pro meu filho? Dá licença pra eu pensar e fazer o que acho melhor pra ele? Dá licença pra eu ter opinião, mudar de opinião, xingar e amar, tudo junto, tudo misturado, como boa ser humana que sou?

Respeito e admiro quem levanta bandeiras, acho fundamental pra que determinadas causas toquem as pessoas e sigam adiante, ganhando força. Mas não é o caso aqui. Aqui eu vou dar papinha nestlé e aqui eu vou cozinhar com alimentos orgânicos. Tudojunto.

Eu sou normal, tá? Atrás dessa telinha está apenas uma mocinha como outra qualquer. Tem dia que ganho, tem dia que perco. Tem dia que amo, tem dia que odeio. Tem dia que sou fofa, tem dia que sou escrota. Não esperem deste blog exemplos de nada ou grandes lições. Não sou médica, não sou educadora, não tenho a menor intenção de orientar ninguém ou definir CERTO e ERRADO. Ajudo quando eu posso, bato papo e estou de coração aberto, disposta a conhecer gente nova, a compartilhar, a trocar. Mas é só isso.

E anônimo que perder a noção vai ser sumariamente deletado. Que eu não tô aqui pra escutar desaforo de gentinha que nem sei quem é, que não tem educação, não sabe discutir de boa ou que nem tem o mínimo de senso crítico pra ler um texto.

Sobre o que gostaria de dizer ao meu filho

Lucas,
Putaqueopariu, sabe.

A porra do cadeirão serve pra sentar a bunda, calar a caceta da boca e comer a comida que tá no fucking prato.
A porra do prato e a porra do copo não são objetos voadores, são pra ficar apoiados na porcaria da merda da bandeja da caceta do cadeirão.
A porra do berço serve pra deitar.
E a porra da noite serve pra dormir inteira.


Então, putaqueopariu: 

Senta aí, merda.
Come, porra.
E dorme, caralho.


(Se eu tivesse inscrito esse post no melhor do mundo, certeza que era JÁ GANHOU e eu já tava passeando a minha beleza lá em NY)

:D

E ontem finalmente terminou a etapa de votações do concurso Limetree/Minha Mãe Que Disse.

Até onde acompanhei, consegui ficar entre os primeiros e este post é justamente para agradecer: isso só foi possível graças a vocês. Que votaram, que me aturaram quase que diariamente no facebook pedindo, que torceram.

Tive um retorno incrível desse texto, muitas pessoas emocionadas, inclusive familiares, alguns inclusive com quem eu não tinha contato há muito tempo. Formou-se uma rede de apoio e energia positiva que me surpreendeu, me deixou muito orgulhosa. Não pelo texto em si – que é bonito e obviamente acredito nele, senão não o teria inscrito -, mas pelo amor e carinho que as pessoas desmontraram pela minha família, a disposição em ajudar, o prazer em compartilhar. Cheguei a brincar com uma prima: “prometo que trago lembrancinhas de NY!” e ela me respondeu: “não se preocupe com isso, o que importa é que você consiga a viagem e seja muito feliz lá”. AH GENTE. Não é pra morrer de amor?

Fiz campanha? Fiz, claro, por que não? Fui hipócrita, joguei sujo, burlei regrinha, criei inimizades? Cuidei pra que não. E espero sinceramente que não tenha feito nada disso mesmo, que ninguém tenha essa dúvida a meu respeito. Mas já ouvi: “ah, mas você tem blog ‘grande’, assim é fácil ficar entre os primeiros colocados”. E tenho três argumentos contra isso: 1) não foi NADA fácil, passei o tempo todo das votações pedindo e pedindo; 2) tem um monte de blog “grande” que não ficou entre os primeiros porque preferiu não fazer campanha; 3) se meu blog é “grande” é porque aquele texto lá não é o único legal que eu tenho, né gente? Se tenho muitos e bons leitores é porque algo de bom sai daqui, a votação bombando é reflexo disso, apenas. Mas, espero que pela minha quantidade de aspas tenha dado pra ver que acho uma bobagem isso de blog “grande”, né não?

Mas bem, sigamos.

Quero ir pra NY com tudo pago? Quero. Muito? Sim, muito. Mas tenho total noção de que há outros lindos textos concorrendo e que, por trás deles, há pessoas como eu: loucas pra dar uma viajada, pra curtirem um reconhecimento legal de ver um texto premiado, autoras, blogueiras, mães. Apaixonadas.

Agradeço de novo pelo imenso apoio que recebi, felicito as demais moças cujos textos ficaram entre os primeiros e agora confio totalmente que o júri vai fazer escolhas acertadas, conforme o que acharem mais legal pro site da Limetree, pra proposta do concurso etc. Se não for o meu o escolhido, ué gente, não foi. Não tenho nada a perder.

Pelo contrário, eu só ganhei.

***

OBRIGADA!


(e um agradecimento especial para: meu pai que mobilizou Deus e o Mundo e alguns Extraterrestres para votar e que sempre sempre acreditou em mim, no meu potencial; Ju, que causou no facebook e conseguiu muitos votos; Pat, que me aturou todos os dias falando do assunto, que também conseguiu votos embora também estivesse em campanha e, finalmente, Maridón, que pediu e pediu e pediu e pediu, sem descanso. Amadinhos!)

Última vez

que peço isso, prometo, mas vamos lá: você seguidor, você seguidora. Você que vem aqui sempre, que gosta do que escrevo, que me acompanha, que me manda e-mails, que faz comentários, que ensina, que aprende. Estou precisando de você. 

Meu texto, “Para Sempre” está participando do concurso da Limetree/Minha Mãe Que Disse e tá precisando por demais do seu voto pra ter chance a uma viagem a NY!

Votar é fácil e não vai tomar mais que um minuto do seu dia, prometo:

1) entra no link: http://bit.ly/LHynFR,

2) curta a página da Limetree (no canto superior direito),

3) leia o texto "Para Sempre" e clique no VOTE em azul do lado direito. Pode ser que apareça uma janela de validaçao do voto, daí é só clicar en Log In with Facebook e pronto!



Me ajudão?

Fico muito feliz e PARA SEMPRE agradecida!

(e óbvio: MUITO OBRIGADA a quem já ajudou!)


Ser pai é: fazer aniversário e ganhar post supresa!

Pro cara mais legal do mundo:

Se você demora um minutinho a mais pra chegar do trabalho, eu sinto sua falta e tenho vontade de te ligar. Se a casa fica muito silenciosa, Lucas começa a olhar pra porta ansioso (eu também). Hoje, quando você foi embora antes da gente, ele ficou na porta batendo, esperando você voltar. Eu também espero você voltar. Quando alguma coisa acontece com a gente, você é o primeiro em que penso, o primeiro pra quem quero ligar, a única pessoa que importa saber. É pra você que olho procurando aprovação, apoio, amizade, amor. É você que me abraça carinhosamente nas muitas vezes que volto pra cama de madrugada – acho que você nunca se deu conta de que faz isso. Mas acho que se dá conta de que está sempre disposto: a me dar suporte, uma bronquinha quando eu mereço ou simplesmente umas horinhas a mais de sono. Você faz o jantar e você faz a vida ficar mais leve.

Voce faz tudo ficar mais legal e fez comigo a coisa mais linda do mundo: o Lucas (que por sinal, é A TUA CARA, ó céus!). 


Pro meu amor, pro homem que me deu o maior presente de todos, pro companheiro, amigo, amante, namorado. Pro Maridón: feliz aniversário!

Terrível

Ontem, ao buscar Lucas na creche, a professora vem me contar: “Lucas está terríííível!!”. Assim, com ênfase no “i”. Como ele veio com uma marcona de mordida nos braços na semana passada, imaginei que tivesse mordendo os amiguinhos também (mentira, eu imaginei o terror sobre a Terra: imaginei ele pendurado nos lustres, cuspindo na cara das tias, fazendo cocô nos colegas, jogando comida nas paredes e fazendo xixi dentro da mamadeira de leite materno. Enfim, quem nunca?).

Mas ela segue: parece que o “problema” é que ele abraça demais os amiguinhos. Abraça, beija, fica em cima, se joga. E como ele é parrudinho (leia-se gordão pesadão), acaba sufocando as crianças. Outro dia mesmo, terminou o almoço dele antes de todo mundo, então resolveu ir abraçando e beijando um por um os coleguinhas que ainda comiam, sempre aproveitando pra dar uma checada no prato alheio pra ver se não descolava uma comidinha a mais pra ele.

Minha primeira reação foi rir, juro. Não falei nada pra professora e fui pra casa com aquilo na cabeça, no quão terrível deve ser um bebê que quer abraçar. AHAM. Tá, eu sei que a creche precisa ensinar a conviver em grupo e, grande parte disso é aprender a respeitar o espaço alheio, a individualidade, o não querer ser abraçado pelo amigo parrudinho. Mas, pra mim, a resposta é óbvia: ele ta carente, ué. Ele sente falta de contato humano. Ele quer chamar a atenção, quer carinho, quer beijo, quer abraço (e uma comidinha alheia, se possível, ele também quer).

Não vejo mal nisso, de forma alguma. Até ensaiei sentir culpa por não poder estar disponível pra todos os beijos e abraços que ele precisa no dia dele. E, de alguma forma, essa quase-culpa que senti e essa naturalidade com a qual encarei o problema terrível do meu filho me fez colocar a última parte num quebra-cabeças que venho montando há um tempo.

Meu filho precisa de contato. Precisa de pele, precisa de voz, precisa de gente. Mas não qualquer um, ele precisa ser cuidado (quem não?). E é por isso, por saber disso e conhecer meu bebê, que eu materno do jeito que materno. Por apego? Attachment? Não sei, sinceramente às vezes não gosto de dar nome. Simplesmente dou. Me dou.

Dou meu tempo livre, minha madrugada, meus peitos. É pra ele, por saber que ele é assim, por saber que é um momento e passa, logo passa. Quero nutri-lo o máximo que puder, pelo tempo que for necessário. Quero respeitá-lo e ajudá-lo a atravessar essa fase, que logo ele vai parar de gostar de abraçar, logo vai querer correr por aí sem fim, sem limites. E também logo vai querer dormir a noite toda direto e logo não vai nem lembrar que tanto amava o seio da mamãe.

Não é nada fácil e às vezes eu me vejo inclusive me auto-sabotando, fazendo coisas contra. Tipo rolar a página do facebook olhando pro nada enquanto ele choraminga do meu lado por atenção ou brigar por ter que levantar de novo no meio da madrugada só pra ele sentir meu cheiro e mamar um pouquinho. Se fosse só acordar e dar peito e beijos e abraços, ok. Mas tem todo um resto de vida pra viver, um trabalho pra trabalhar, amigos, marido, família. Realmente estou cansada.

Mas, fico feliz de finalmente conseguir entender o motivo de estar fazendo tudo isso. É porque meu filho é terrível, sabe.





;)

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