Foi assim: ele tava em pé apoiadinho no rack, se segurava com uma mão só. Eu estava do outro lado da sala, no sofá. A distância é super curtinha, talvez um passo de adulto ou uns 5 de bebê. Ele olhou pra mim, sorriu. Como eu amo esse sorriso dele. Sorri de volta. Ele soltou a mãozinha. Deu passinho pra frente. Me contive pra não gritar, pra não me emocionar demais e atrapalhar, então me limitei a sorrir de volta, incentivando “vem, filho!”. E ele deu outro passinho em minha direção. E outro. E outro. Cruzou a sala sozinho. ANDANDO. Quando chegou em mim, ficou tão feliz pela façanha que resolveu voltar.
Deu 3 passinhos, mas desequilibrou e caiu, de cara no rack. Deve ter doído e deve ter assustado. Ele tava tão feliz, poxa. E eu, embora tenha presenciado um tombo, seguia besta de ter visto meu filho andando, então peguei no colo, abracei, falei te amo, to orgulhosa, que lindo que foi você andando, você me mata de alegria, você é lindo, que orgulho, filho!, você me faz tão feliz, ai meu deus, precisamos ligar pro seu pai, precisamos ligar pro seu avô, precisamos postar no blog, precisamos que o mundo saiba agora que você ta pronto pra ele, que você levantou e andou, ai que lindo, meu filho, meu amor, que emoção.
Ou seja.
Não parei de tagarelar loucamente no ouvido da criança e, quando ele resolveu parar de chorar pelo tombo, começou a gargalhar da mãe doida que tem.
E se soltou de novo e seguiu dando alguns passinhos, poucos, acho que ficou com medo de cair. Ainda prefere engatinhar e o andar ainda é muito primário, muito calculado e estudado, mas tudo bem, acho que o começo é assim mesmo.
***
Amor, gente, muito amor.
Com 1 ano, 1 mês, 2 semanas e 2 dias, Luquilicious deu seus primeiros - de muitos - passinhos por esse mundão afora.
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Vocês sabiam que um atleta que corre 100 metros rasos não respira do início ao fim da prova? É uma inspirada antes e uma expirada depois de cruzar a linha de chegada.
Lá em casa era assim na hora de comer. Se você perdia tempo respirando, perdia comida do seu prato. Especialmente se fosse dia de batatas fritas.
Dito isso, hoje em dia, depois de muito adestramento por parte da patroa [sim, eu acho que maridos devem ser adestrados, mas depois explico bem por que], eu já aprendi a comer sem tanta, digamos, voracidade.
Mas ainda como com vontade e o que é meu é meu e de mais ninguém. Joey doesn’t share food.
Por isso, hoje em dia eu ainda estou me acostumando com o processo de comer em família com meu filho à mesa – e comendo do mesmo prato o que eu como. Não está dando muito certo, eu esqueço de dar pra ele e como tudo; me distraio comendo. A metade-cara é muito melhor nisso que eu: seu prato é dividido ao meio e metade vai pro pimpolho, metade pra ela.
Pra me ajudar [quero acreditar que seja pra isso mesmo], no café da manhã ela tem pego pedaços do meu pão de forma e dado pro filhote comer. Desta forma, me acostumo com a ideia de que minha comida é dele também. Mas devo admitir que comer meus pães com a “mordidinha do monstrinho” ainda é algo estranho pra mim.
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| A partir do momento em que se é pai, todas as suas refeições são um eterno biscoito do monstrinho. |
Pedro é o Maridón, Papaizón de Lucas, escreve lindos contos infantis e hoje mesmo ouviu de mim "Peeeedro, vou tirar um pedaço do seu pão pra dar pro Lucas, tá?".
Lá se vão 22 meses sem menstruar (gravidez + Lucão mamão), em agosto serão dois anos! Nem me lembro mais qual marca de absorvente usava. Nem sei o que é ter cólica, roupa que de vez em quando manchava, absorvente interno, TPM, essas delícias todas.
E você tai pensando “ah, sua filadapoota, veio aqui esfregar sua falta de absorvente na nossa cara, né mesmo?”. E eu respondo “não. Eu sinto saudade de menstruar”.
É bom tatuar na minha testa essa frase, porque eu não pretendo repetir (meu orgulho de anos e mais anos reclamando de menstruação não me deixa). Mas é isso mesmo, gents. Menstruar é bom, é saudável, é o que nos equilibra na vida, nos faz mulher, nos faz ovular, nos faz ter tesao. Sério mesmo.
Porque olha, super bom não me preocupar com a marca do absorvente, mas eu tô boa não, sabe. Acho que fico em TPM constante, vivo uma zumbizice sem fim, meus peitos não são mais meus (do meu marido então, noooossa, não mesmo), eu não sei se ovulo ou não, não sei se um dia vou aparecer grávida ou se (mais provável) vou aparecer louca. Meus níveis de prolactina devem estar lá no céu e ok isso pruma mocinha que cabou de ter neném, mas o nenénzão da minha casa já tem quase 14 meses (e não dorme ainda, mas isso fica prum próximo post).
Então acho que já deu, né, corpo? Vambora voltar ao normal? Vambora ovular, produzir um endométrio e desfazer-se dele a cada 28 dias? Grata.
Como bem falou Pedro aqui outro dia, Lucas aprendeu a falar “água”. É muito divertido acompanhar as associações de raciocínio que ele faz pra entender que determinada coisa é água e outra não é. Então tudo que está em copos, xícaras, taças, garrafas, jarras etc é água. Ele vê e aponta e dispara “ÁGUA ÁGUA ÁGUA ÁGUA ÁGUA ÁGUA” numa ânsia tão fofa que parece que a água vai deixar de ser água se ele não disser o que ela é. Mas o mais divertido veio ontem. Ele pediu pra mamar como sempre: botou a mãozinha no meu peito, puxando de leve a minha blusa e cuspiu a chupeta pra bem longe. E apontando pras peitchas, anunciou, certo do que tava falando: “ÁGUA ÁGUA ÁGUA ÁGUA ÁGUA ÁGUA”.
***
Já sobre o assunto “estar no topo”, recentemente as fofas do Recanto das Maes Blogueiras premiaram um texto aqui do blog, fiquei muito feliz. O texto em questão não é meu, é do Maridón, mas tá tudo em casa, né não? Fiquei felizinha!
***
Eu não era popular no colégio. Também acho que não era na faculdade, mas pelo menos de lá pude guardar queridos amigos. Mas sinto que tenho certa popularidade por aqui, tanto que este blog tem bastante seguidor e meu texto que tá concorrendo ao Melhor do Mundo tem um tanto de voto.
Não sei se isso vai me levar pra algum lugar (eu bem queria que me levasse pra NY, posso sonhar?), mas da experiência, já concluo: que estranho estar no topo. Que estranha a sensação de ter muitos olhos em cima. O que será que andam pensando de mim, do meu textinho, do meu filhote? Me dá um certo medo mas, ao mesmo tempo, me deixa feliz que tanta gente compartilhe pensamentos comigo.
Compartilhemos, então (e votemos, se possível!)
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tô famosinha
Eu nem sinto meus pés no chão
Olho e não vejo nada
Eu só penso se você me quer
Em meio a concursos pra escolher o melhor post do mundo, marchas do parto e outras polêmicas, eu fico olhando tudo acontecendo e me sinto assim, meio desligada, meio sonolenta, meio à parte.
Acho que tenho dormido menos do que deveria, trabalhado mais do que gostaria, mas menos do que meu chefe precisa, tenho sido muito menos do que acho que seria bom. Hmmm.
Amanha é feriado aqui na Argentina e eu já decidi: dormir, descansar, comemorar o aniversário de uma querida amiga, desligar a mente e, acima de tudo, desligar o computador.
Nos vemos na quinta, entao? Fiquem bem e juízo, viu.
Bem, explico:
Vai no meu post link aqui, título "Para Sempre". E clicar em VOTE!
Pronto! simples, fácil, rapidão!
Obrigada pela ajuda, vambora pra NY, gents!
(post participante originalmente publicado aqui)
Então eu decidi que precisava registrar também. E achei a oportunidade perfeita: tinha ganhado um diário de presente, desses que tem uma pequena fechadura e uma chavinha pra trancar os segredos seríssimos que eu tinha aos 12 anos. Escrevia nele sempre, com datas, detalhes, emoções.
Daí que um dia minha mãe achou o tal diário e leu. E leu que eu tinha dado um beijo na boca de boca aberta e de língua num menino de quem eu gostava na época. Ela ficou possessa, veio brigar comigo, dizer que aquilo era coisa de menina fácil, que eu deveria me proteger, me cuidar, me amar. Poxa, mas eu me amava tanto por ter conseguido o beijo, por ter escrito todos os detalhes e coisas que eu senti, cada gostinho, cada sensação, tava tudo ali registrado. Me envergonhei, mas não me arrependi.
Temos um salto no tempo: um incêndio levou o diário e os álbuns do bebê embora, um acidente de trânsito levou a mãe.
E em mim ficou apenas um desejo: o de registrar. De nunca mais perder. De ter sempre por perto. Os primeiros sorrisos, os cabelinhos, os dentes de leite, os beijos de boca aberta, a mãe.
***
Então veio a vontade incontrolável de ter um filho, as tentativas, a alegria de engravidar, o aborto espontâneo devastador, a esperança renovada, a barriga e, finalmente, o bebê.
E eu virei a minha mãe! Guardadora compulsiva de papeizinhos, catadora de cabelinhos de recém-nascido, louca da anotação, do blogar, do postar, do fotografar, do subir videozinho, do mostrar, compartilhar e, do nunca, jamais, em hipótese alguma, esquecer.
Quero poder estar em todos os momentinhos, mas também quero não estar só pra poder escrever sobre eles. Quero que o tempo pare, que as cenas se congelem só pra eu olhar pra elas e apreciar como deve ser. Quero viver cada minuto com seus sessenta segundos de direito. Quero sorrir e chorar e guardar num vidrinho todas as lágrimas caídas, quero minhas bochechas doendo de todos os sorrisos. Quero escutar a gargalhada solta do meu filho e quero que ele saiba o quanto esse sorrir dele me faz feliz. Quero fazer um perfume do cheiro dele, só pra sair borrifando por aí. Não quero que acabe. Nada. Nem eu, nem ele, nem essa delícia sofrida que é ser mãe, nem essa beleza ofuscante de filho que ele é.
Por isso estou aqui. Por isso guardo, por isso escrevo. E aqui nunca vai acabar. Esse espacinho, esse minutinho, essas linhas. Estaremos aqui, para sempre.
PARA VOTAR NESTE POST, CLIQUE AQUI
É uma adaptaçao de um post já publicado que eu gosto muito. Votem, gentem! PRE-CI-SO ir pra NY!
Volta e meia reaparece a polêmica do preconceito. De todas as formas e cores, contra mulheres, contra negros, contra pobres, contra gays, contra os “diferentes” (entre aspas porque eu acho ridículo caracterizar como diferença uma coisa que é unânime: somos TODOS diferentes). Mas bem. Eu tenho particular apreço pela causa gay, não sei bem por quê. Talvez porque seja a causa do amor e de amor eu entendo (sou mãe, né? – que mãe não sabe de amor?).
Lendo blogs e matérias por aí e os comentários deixados, uma frase me chamou atenção, era mais ou menos assim: “muita gente aqui é hipócrita. quero ver qual a mulher que vai querer ter um filho gay. duvido.”
Pois bem, senhor comentarista, encontrou. Na verdade, você encontrou a mulher que vai querer ver seu filho feliz.
Se Lucas for gay: quero que encontre um homem que o ame muito, que o faça feliz, que incentive viagens, que o respeite, que transe muito bem e o leve à loucura, que beije bem, que curta estar em família, mas que saiba estar sozinho com ele e também estar sozinho sem ele. Quero que os dois tenham amigos mil, gays ou não, pretos ou não, mulheres ou não, deficientes ou não, religiosos ou não, estrangeiros ou não, mas sim, todos diferentes, porque NINGUÉM é igual neste mundo e não quero que eles achem que só é legal ser gay. Legal é SER. E ter a liberdade pra isso.
Quero que tomem decisões juntos, que aprendam com o cotidiano, que se casem. Que eu tenha a alegria de levar meu filho ao “altar”, de ver o brilho nos olhos de outro homem ao esperá-lo, ver que alguém o ama e o quer assim como eu (tá bom, talvez um pouco menos que eu). Que tenham filhos, que tenham netos. Que andem de mãos dadas e beijem na boca, com respeito e delicadeza e discrição, como TODO MUNDO DEVERIA FAZER, não só gays.
Não quero: que matem, que roubem, que estuprem, que faltem com o respeito, que não entendam a diferença.
E, da mesma forma, esses são sonhos meus, caso Lucas queira ser um gay solteirão, viver na gandaia (se protegendo, hein filho, cuidado!), não se amarrar a alguém... ok também. Eu estarei feliz sempre que meu filho estiver.
O que me preocupa disso tudo foi o que me incentivou a escrever o post, aliás: o preconceito. A falta de informação. A intolerância. Que sei que Lucas sofrerá caso decida sair um pouquinho que seja do bobo padrão pré-estabelecido.
Mas, como mãe, estou aqui para apoiar, dar colo, dar as mãos, sacodir a poeira, levantar e seguir em frente, junto.
***
Terei sorte se meu filho puder ler isso um dia: filho, no país em que você nasceu, o casamento homossexual é permitido por lei, os direitos são iguais aos de um casamento heterossexual.
Quando essa lei foi aprovada, eu já estava grávida. Lembro bem de ver a notícia na TV de manhã, antes de sair pra trabalhar. E lembro de chorar. De alegria por estar aqui, de estar grávida neste lugar, onde um primeiro passo foi dado rumo à tão sonhada igualdade. Fiquei feliz por você, pois você terá o direito de casar com quem quiser no país em que nasceu. Fui chorando até chegar ao trabalho, tamanha era a minha felicidade.
Não era só felicidade. Era ORGULHO.
Lendo blogs e matérias por aí e os comentários deixados, uma frase me chamou atenção, era mais ou menos assim: “muita gente aqui é hipócrita. quero ver qual a mulher que vai querer ter um filho gay. duvido.”
Pois bem, senhor comentarista, encontrou. Na verdade, você encontrou a mulher que vai querer ver seu filho feliz.
Se Lucas for gay: quero que encontre um homem que o ame muito, que o faça feliz, que incentive viagens, que o respeite, que transe muito bem e o leve à loucura, que beije bem, que curta estar em família, mas que saiba estar sozinho com ele e também estar sozinho sem ele. Quero que os dois tenham amigos mil, gays ou não, pretos ou não, mulheres ou não, deficientes ou não, religiosos ou não, estrangeiros ou não, mas sim, todos diferentes, porque NINGUÉM é igual neste mundo e não quero que eles achem que só é legal ser gay. Legal é SER. E ter a liberdade pra isso.
Quero que tomem decisões juntos, que aprendam com o cotidiano, que se casem. Que eu tenha a alegria de levar meu filho ao “altar”, de ver o brilho nos olhos de outro homem ao esperá-lo, ver que alguém o ama e o quer assim como eu (tá bom, talvez um pouco menos que eu). Que tenham filhos, que tenham netos. Que andem de mãos dadas e beijem na boca, com respeito e delicadeza e discrição, como TODO MUNDO DEVERIA FAZER, não só gays.
Não quero: que matem, que roubem, que estuprem, que faltem com o respeito, que não entendam a diferença.
E, da mesma forma, esses são sonhos meus, caso Lucas queira ser um gay solteirão, viver na gandaia (se protegendo, hein filho, cuidado!), não se amarrar a alguém... ok também. Eu estarei feliz sempre que meu filho estiver.
O que me preocupa disso tudo foi o que me incentivou a escrever o post, aliás: o preconceito. A falta de informação. A intolerância. Que sei que Lucas sofrerá caso decida sair um pouquinho que seja do bobo padrão pré-estabelecido.
Mas, como mãe, estou aqui para apoiar, dar colo, dar as mãos, sacodir a poeira, levantar e seguir em frente, junto.
***
Terei sorte se meu filho puder ler isso um dia: filho, no país em que você nasceu, o casamento homossexual é permitido por lei, os direitos são iguais aos de um casamento heterossexual.
Quando essa lei foi aprovada, eu já estava grávida. Lembro bem de ver a notícia na TV de manhã, antes de sair pra trabalhar. E lembro de chorar. De alegria por estar aqui, de estar grávida neste lugar, onde um primeiro passo foi dado rumo à tão sonhada igualdade. Fiquei feliz por você, pois você terá o direito de casar com quem quiser no país em que nasceu. Fui chorando até chegar ao trabalho, tamanha era a minha felicidade.
Não era só felicidade. Era ORGULHO.
Quando ele já come e bebe sem ajuda
Quando ele faz toda uma expressão adulta (“ó meu deus, o que será da economia mundial agora?”)
Quando ele parece um mini-homem posando todo arrumadinho pro frio que faz lá fora
Quando ele atende as ligações sozinho (mas alguém avisa pra ele que isso daí é um mouse e não um telefone?)
Um post em homenagem aos 13 meses de Luqui-licious (completados hoje!)
Quando o Lucas tinha poucos meses de vida, eu costumava deitar com ele na cama e ficar olhando pra ele. Só observando o que ele era e o que ele poderia vir a ser.
Ele, como todo bebê, se mexia descoordenadamente e balbuciava coisas incompreensíveis. Isso me deixava meio desconfortável porque dava a impressão de que ele queria se comunicar mas não conseguia.
Era como se ele fosse um ser inteligente e racional que estava preso dentro de um corpo subdesenvolvido que limitava sua comunicação e movimentos e o aprisionava. Nossa, como eu fiquei maluco pensando nisso!
Recentemente, Lucas aprendeu a falar “água”. Sua primeira palavra com sentido completo e intenção clara ao ser dita. Ele já vinha falando “mamãe” e “papai” há um tempinho e não parava de “falar” o dia inteiro – e, por vezes, a noite inteira também. Além disso, já se comunicava por gestos e expressões corporais bem claras. Mas “água” é a sua descoberta da palavra, sua “get out of jail card”.
Para uma pessoa que tem as palavras como ferramentas de trabalho, como bolas nas mãos de um malabarista que dançam no ar ao seu bel prazer [ok, me deixei levar pela metáfora, mas eu achei bunitu, não deu pra deixar de fora], ver meu filho finalmente saindo de seu casulo comunicacional e usando estas mesmas ferramentas que fazem a minha vida como se fossem suas – e são –, não podia estar mais feliz.
Meu filho descobriu o Verbo. E dele, tudo mais se criou.
Pedro é o Maridón, Papaizón de Lucas, escreve lindos contos infantis e adoooora falar - assim como o pequeno Luqui-luqui!
Mas, antes que eu começasse a pensar que tava grávida, já sabia do que se tratava.
Tive – de novo – um virose chaterésema que atende por Gastroenterite. Fiquei largada, maltratada, jogada num cantinho vomitado. Que horror. Não conseguia viver, comer, beber, ser. Dois dias de cama, Maridón também doente, empregada também doente, sobra pra quem cuidar do bebê? Todos, né. Nos revezamos, tiramos forças sei lá de onde, conseguimos.
Ainda estou bem ruinzinha, ainda jogada na cama, mas já me sinto melhor, pelo menos pra escrever essas parcas linhas.
***
E se antes eu ficava sofrendo porque estava vomitando e emagrecendo, agora eu fico sofrendo porque estou vomitando e emagrecendo e meu filho ficando sem mãe que preste. Que maldade que é uma mãe doente, isso deveria ser proibido por lei.
A sorte é que ele não pegou essa virose, prefiro mil vezes ficar doente e pela metade eu do que ele.
Porque se mãe não deveria ficar doente, o filho deveria ficar menos ainda. Concordam?
A pessoa
ter um filho de quase 13 meses e ainda não ter menstruado depois do parto?
(essa
pessoa ovula? #roletarussadosegundinho)
Primeiro que Lucas tá um crime de tão lindao: bate palmas pra tudo e se auto-comemora a cada coisinha, dança com qualquer música, balança os bracinhos lá no alto quando a música ta muito boa (quase todas), dá beijos, abraços e carinhos, tá se equilibrando sozinho sem segurar (será que vai andar em breves momentos?). É tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, as novidades surgem tão rápido que tenho medo de piscar os olhos e perder alguma coisa.
Por outro lado, pra minha profunda tristeza, tô numa seca de leite absurda, fazendo tudo pra resolver, mas tá bem difícil. Não desisti (loonge de mim), mas estou realmente cansada. Vamos ver. Espero que o desmame ainda esteja muito longe, pensem positivo por mim!
E, finalmente, virei um hit do facebook. Tudo porque alguém teve a brilhante idéia de publicar (sem créditos, sem autorização, sem nada) a minha foto de evolução da gravidez. Daí foi um tal de comentários e compartilhamentos (até onde vi, eram mais de 4 mil), gente revoltada que me roubaram a foto, gente querendo processar... sei lá. Num primeiro momento, fiquei putíssima, achei um absurdo, uma invasão. Mas, depois, diante da magnitude da coisa, deixei pra lá e estou me limitando a pedir que me dêem os devidos créditos. Vamos ver o que rola.
Por último, muito trabalho, pouco sono, muita coisa pra fazer... enfim. Daí é isso, minha inspiração foi pra cucuia e eu fiquei aqui perdidinha entre tanto acontecimento, sem conseguir blogar (e uma parte de mim não existe sem blog!).
Sendo assim, tiro da manga a minha carta de blogueira-enrolation e deixo vocês com um vídeo de Lucas fazendo gracinhas no meu colo e prometo que volto logo!
***
Ah e alguns pedidos (sou abusada ou não?)
· Torçam pelo sucesso do meu leitinho? Não quero desmamar...
· Se forem compartilhar algum texto ou foto minha, por favor: me avisem E me dêem os créditos?
· Se forem me adicionar no facebook, identifiquem-se antes?
Gradicida.
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