Ser pai é... ver que nada mudou

por Pedro

A Carol andou escrevendo/fazendo vídeo/polemizando a respeito dos nossos cães e da ida deles para a casa da minha mãe. Apesar de sentir muita falta deles – de verdade sinto – acho que foi muito bom para o nosso filhote se desenvolver e fazer as coisas que está fazendo hoje.

Mas a verdade das verdades é que, para a nossa casa, pouco mudou. Quem tem um animal doméstico sabe que é preciso uma série de cuidados com sua casa pois, apesar de serem os melhores amigos, eles ainda são bichos. Lá em casa, por exemplo, nós fechávamos as privadas para eles não entrarem, fechávamos as portas dos banheiros para não puxarem o papel higiênico pela casa, protegemos todas as quinas de móveis para não roerem, ficávamos chutando seus brinquedos para os cantos na sala para podermos passar, ficávamos atentos para não mexerem na lixeira da cozinha, nos preocupávamos sempre que víamos algo não identificado nas suas bocas e tínhamos que ficar limpando xixi e cocô. E ainda nos mordiam, mesmo sabendo que nos amavam e nós a eles.

Sinceramente, não sei o que mudou pra gente. O Lucas insiste em tentar entrar na privada como o Ewan McGregor em Trainspotting. Decidimos que o melhor era manter a porta dos banheiros fechados por segurança. Se damos mole e a porta fica aberta, é batata que ele vai direto no papel higiênico redecorar a casa. Ele adora afiar os dentinhos no braço do meu sofá, um lindo. Depois do aniversário, mais do que nunca, tem pouco chão da sala nos brinquedos dele. Lixeira da cozinha = cofre de tesouro mágico que os pais chatos não deixam ele conferir. Se o moleque tá mastigando algo sozinho, significa que pode ser qualquer coisa, desde uma moeda até o que você menos imaginar [pensou alguma coisa bizarra? É pior]. Tudo bem, não precisamos mais nos preocupar com cocô e xixi pela casa, mas nossas roupas estão parecendo de hippies manchadas de água sanitária – só que de vocês sabem o quê. E ainda somos mordidos como forma de carinho tough love.

Recentemente, ele tem achado divertido roçar os dentes de cima com os de baixo, criando um som delicioso [#sóquenão]. Combinado com as bochechas abundantes, veja só uma foto recente de como ele fica quando faz isso [não reparem que esquecemos de cortar o cabelo dele este finde].




Sempre disse que criança era igual cachorro...

Pedro é o Maridón, Papaizón do bulldog acima, digo, do Lucas, escreve lindos contos infantis e também é papai de dois queridos caninos que hoje em dia moram no Brasil.

E como foram as festas? , parte II

Tava devendo a última parte do relato (primeira parte aqui), né gents? Então sijoga:


Festa no Rio

Essa festa foi a primeira de todas a ser pensada: quando Lucas tinha 7 meses e meu pai veio visitar a gente em Buenos Aires, começamos a imaginar essa comemoração. Era uma oportunidade de rever a família, reunir todo mundo, celebrar em grande estilo mesmo. Organizar uma festa de longe seria um desafio e eu tinha muitas regras imaginadas: não queria que fosse de noite de jeito algum (meu filho dorme às 20h, magina uma festa começando nesse horário??), não queria salgadinhos fritos, não queria bebidas alcoólicas, não queria excesso de refrigerante, não queria convidar gente que só vai pela boca-livre, não queria animadores infantis gritando, não queria videogames, queria decoração feita à mão, de preferência pela família, queria uma celebração espontânea, simples e natural.

AHAM CLAUDIA, SENTA LÁ.

Senta lá e organiza isso nos seguintes termos: você não pagará pela festa (meu pai deu de presente) e você mora em outro país. Ah e você trabalha e cuida do filho e da casa e ainda por cima inventou de organizar uma festa no seu país de residência. Essa era eu.

Não aconteceu, gente. Até enrolei meu pai por algum tempo pra tentar decidir alguma coisa, mas ele tomou as rédeas da situação, ou melhor, da festa, e escolheu um Buffet e respeitou minhas regras até onde deu: comemoramos na hora do almoço, teve refri, mas também suco, teve salgadinhos fritos, mas também cozidos, tinha tema do Mickey que o Lucas ama (e ficou DOIDO quando viu a mesa toda decorada), não teve família botando a mão na massa, mas teve família comparecendo em peso, teve animador e videogame, mas a criançada gostou mesmo foi de ficar correndo e pulando no pula-pula e na piscina de bolas, não teve lembrancinha com doces calóricos e vazios, mas tinha brigadeiro e beijinho, tinha cerveja, mas tava tão geladinha que até eu tomei e, finalmente, fomos todos felizes naquele sábado de tarde.

O bom do Buffet infantil é que você chega tipo convidada, né? Arrumadinha pra festa e tal. Só que a mãe enlouquecida que vos fala se enrolou toda e chegou atrasada, sem maquiagem, descabelada. O filho tava lindo e loiro, como sempre, benzadeus. Os amigos todos foram (menção especial pra Pat Boudakian que se despencou lááá de SP pra prestigiar a gente!), a família também, Lucas aproveitou, comeu, mamou, dormiu, fez tudo que lhe cabia.

E, pra emossaum total minha e de todos que estavam ali babando nele junto com a gente, Luquinhas BATEU PALMAS NA HORA PARABÉNS. Cantamos e ele ficou olhando pra vela, pra variar. Daí, quando tava no finalzinho, tcharan: ele começa a rir e bater palminhas todo empolgado! Foi um festival de “óóóóo”, flashes e aplausos de todos. Até ouvi falar de gente que chorou tamanha fofurice do momento.

A festa foi o que eu tinha sonhado? Não.

Foi melhor.



E que venham os dois aninhos!!


Fotos de Mari Hart:


com o padrinho Daniel


vovô babao
beijo na mamae

brincando
sonho máximo realizado: mamando na festa


Eu gosto duma polêmica!

Mentira, nem gosto não.

Mas Maridón me acusou de gostar quando eu comentei com ele que ia publicar algo sobre cachorros, de novo. Quem me acompanha aqui sabe que já fui muito criticada pela minha postura com os bichinhos, mas ah, acho importante falar sobre esse tipo de assunto, principalmente quando a coisa não dá tão certo – que foi o nosso caso. Assim a gente percebe que a vida nao é um mar perfumado de rosinhas.

Sendo assim, quando fui convidada pelas meninas do Mamatraca pra falar de cachorros, de novo, topei na hora!

Dá um pulinho pra ver o vídeo em que eu conto um pouco mais sobre como foi a experiência com os dogs aqui em casa.

Ser pai é… nãodormir

por Pedro

É engraçado dizer isso, mas a verdade é que ser pai abre um mundo completamente novo para a pessoa. Sim, isso é todo um clichê de ser dito, na verdade, mas não me refiro a quanto você aprende a amar e se dedicar a uma pessoa, ou como se descobre capaz de parar uma bala ou levantar um carro com as próprias mãos se necessário. Isso tudo é legal e fantástico e surpreendente - embora todos te digam que é assim -, mas não é isso.

Eu estava me referindo a outra coisa que todo mundo também disse que seria assim, mas que eu também não acreditei. Ou não quis acreditar. As noites sem dormir.

Claro, claro, é óbvio que ter um filho pequeno e que acorda a cada 4, 3, 2 horas significa não dormir muito. E sim, a Carol dorme menos que eu. Mas acontece que mesmo que se o filhote dormisse uma noite inteira sem acordar desde que nasceu, ainda assim as noites continuariam semi-insônes.

É que as crianças insistem em acordar cedo. Como um relógio, elas despertam praticamente com a aurora. E o dia é bastante agitado, intenso, demandante de atenção. O que significa que, mais do que as noites perdidas, os dias foram mais “perdidos” ainda.

É por isso que as noites são semi-insônes, independente do quanto dorme o bebê. É a hora dos pais. Muitas vezes, com uma esposa que dorme menos do que eu, a noite acaba sendo a hora do pai. A hora de assistir TV, de usar o computador, de escrever, de ler, de se preocupar e de simplesmente não fazer nada. A noite é a hora do nãodormir.

Sim, meu verbo preferido há um ano. Nãodormir. Também achei que ele não existisse, mas como disse antes, um mundo completamente novo se abre com a paternidade. Eu nãodurmo, tu não dormes, ela nãodorme. Também se conjuga no plural, embora seja mais raro ser usado em conjunto: nós nãodormimos, vós nãodormis, eles nãodormem.

Então é isso, eu sou um praticante do novo verbo no meu vocabulário, o nãodormir. Enquanto escrevo este texto, estou praticando-o. E, segundo a minha mãe, será assim pelo resto da vida. Logo, decidi aceitar minha condição e afirmar com orgulho: #eupratico o nãodormir. Afinal, praticar nãodormir é sinônimo de paternidade. E não há nada melhor no mundo.

Pedro é o Maridón, Papaizón de Lucas, escreve lindos contos infantis e obviamente nãodormiu de ontem pra hoje.

E como foram as festas?

Tava devendo contar pra vocês como foram as festinhas de aniversário do Lucas. Pois bem, ainda falta uma, a do Rio de Janeiro, mas daí eu conto depois.

Tá com saco? Com paciência? Então siagarra nimim e vambora:


Festa na creche

Como eu já previa, foi bem rapidinha. Foi na hora do lanche das quiança, tipo 15h. Cheguei lá e as tias tinham enfeitado a sala com bolas e já estavam os pequenos todos sentadinhos na mesa esperando. Lucas siemocionou todo de me ver fora de hora e veio pro meu colo enlouquecido, daí meio que custou pra convencê-lo de que era legal sentar na mesa com os amiguinhos.

Levei meu bolo feito em casa, sabor nada com coisa nenhuma, porque não podia leite, não podia ovo, não podia gosto, cheiro, cor ou emossaum. E pra melhorar, o bolinho ficou feioso e ainda queimou um tico na base. Você está fazendo isso errado, Carolina.

Mas bem, criança é um bicho que não liga pra essas coisas, todo mundo comeu feliz (aka esfomeado) e Lucas desprezou o bolo, a água e o peito que eu ofereci. Ficou vidradão olhando pra vela, acho que nunca tinha visto fogo nessa vida, ô que dó do meu filho bicho-do-mato.

boladão na vela









geral devorando essa delícia da culinária bolística

Vinte minutos depois e todas as crianças com cara de “num entendi nada”, me dei por satisfeita, distribuí as lembrancinhas e voltei pra casa (com meu filhote debaixo do braço, claro). Vale dizer que siemocionei no parabéns, mas não chorei pra mor de não dar idéia errada pra colegagem do meu filho – já pensou geral chorando junto?

Foi bom, curti. Pruma próxima vez, espero fazer um bolo mais bunitim.



Festa em Buenos Aires

Ah gente. Essa foi super boa. Como eu já esperava, me enrolei loucamente no dia e não consegui decorar nem a metade do que eu queria (nem decorei a minha própria pessoa: não maquiei, não me vesti bonitinha). Daí que acabou tudo ficando meio atrasado e quando os convidados começaram a chegar, não tinha bola cheia, não tinha os badulaques na parede, só tinha uns brigadeiros perdidos e uma mãe enlouquecida. Não tinha nem aniversariante ainda, que este resolveu cochilar mais que o normal e chegou depois de todo mundo (ele gosta de fazer grandes entradas).

Só que os amigos são lindos e o amor é grande: todo mundo me ajudou e saiu algo melhor do que eu tinha imaginado. Visto que minha capacidade imaginativa pra essas coisas é primária, qualquer porcaria eu ia achar linda (sem querer desmerecer o trabalho dos amigos, mas já desmerecendo o meu próprio, hohoh). Analisando com calma as fotos, notei que está tudo meio mambembe. Tanta gente talentosa-festeira-professional nessa blogosfera, até fico com vergonha, mas tudo bem, eu mostro:

mesa principal
detalhe dos brigadeiros que eu mesma fiz, das tags que eu imprimi, recortei, colei etc.
na hora do parabéns. Reparem que os brigadeiros de copinho já tinham sumido - comeram tudo e não sobrou unzinho pra contar história



Mesmo assim feito em cima da hora, gostei, gostei muito. Principalmente porque o clima na festa tava ótimo, foi todo mundo que eu convidei, Lucas ganhou presentes lindos, as comidinhas tavam enchendo bem a pança e a bebida deixou todo mundo bêbado. Como deveria ser. Tava marcado pra acabar às 17h e ficamos lá até quase 21h, papeando, curtindo, rindo, amando.

Deu uma trabalheira danada, mas valeu.

Mais alguns cliques:

enfeites da mesa dos convidados: balinhas coloridas em potes de papinha (inventei, gents, me deixa)
docinhos
detalhe do bolo
as carinhas!
Papai e Mamãe felizes - e um bebê que olha pra todos os lados possíveis, menAs pra câmera




depois que rolar a festa no Rio, eu volto pra contar como foi!

Fofice de sexta-feira

Tava eu no banheiro me arrumando pro trabalho, Luquinhas saracoteando em volta. Não curto muito que ele fiquei no banheiro, mas prefiro ele lá comigo que gritando do lado de fora. Pois bem. Me distraio passando batom e percebo um silêncio. Qualquer mãe sabe que silencio é igual a merda rolando.

Olhei pro Lucas e ele tava desenrolando tooodo o papel higiênico.

Espantada e querendo que ele parasse, soltei:

- LÚ-CÁÁÁÁÁS!

Ele olha bem fundo no meu zóio, sorri com todos os seus 6 dentes e responde:

- Ú-CÁÁÁÁÁ! 




CATAPLOFT. Morri com batatinhas.

Meu filho falou o próprio nome!!!! Gents! É um gênio da ciência, admitam. Vai ser físico, astronautra, auto-didata, super-foda, prêmio Nobel de alguma coisa. Porque, com um aninho de idade, numa sexta-feira qualquer, ele falou o próprio nome.

***

Enquanto não consigo filmar essa façanha, deixo vocês com um vídeo feito no dia do aniversário dele, quando ele cismou de ficar rindo loucamente:

Sobre médicos

Quase nunca faço posts exclusivos de consultas médicas aqui, mas me deu vontade pra registrar esse marco do primeiro ano. Pois então, deixo registros da ida ao pediatra de ontem:

· Lucas está pesando 10,9 kg, percentil 85, mais que bom. Engordou 300g do mês anterior pra cá e a pediatra não para de elogiar essa gordice

· Mediu 74 cm, percentil 15, hahaha. Concluímos que é um tampinha esse meu filho: baixinho e gordinho. Mas tá ok, tudo dentro da normalidade, segundo a médica.

· Medida do cabezón, pra variar, esqueci, mas ela comentou que também estava normal, aceitei.

· Comentei da absurda ansiedade da separação em que ele se encontra: só quer ficar grudado – literalmente – em mim, não tem ido bem com outras pessoas, quer mamar o tempo todo. Ela disse que é fase, que temos que ter paciência e ir mostrando pra ele, aos poucos, que mamãe está por perto e está tudo bem. Falou que, se eu estiver incomodada, posso desmamá-lo completamente, que não teria prejuízo pra alimentação dele. Eu ri, né. Desmamar NOT, doutora! Ela concordou que nao era a melhor opçao.

· O que nos leva ao tema da creche: ele tem boicotado a mamadeira da tarde (de leite ordenhado da mamãe) e fica a tarde toda sem comer nada, só me esperando. Quando eu chego, ele dá um escândalo e quer mamar imediatamente e segue mamando de hora em hora até dormir (mesmo jantando no meio, ele fica pedindo e já nem sei mais se essas peitas tem leite, acho que não, às vezes vejo ele bem nervoso puxando os mamilos). Daí eu queria saber se posso cortar essa mamadeira da tarde e trocar por algum outro lanche, acho muito ruim o bichinho ficar das 11h (horário que almoça) até as 17h (horário que eu chego) só tomando água ou alguns parcos mls que as professoras conseguem empurrar. Ela sugeriu lanches calóricos, se dermos só frutinha também não vai sustentar. A solução seria frutas com leite ou biscoitinhos com leite ou iogurtes ou sobremesinhas (que já falei que não vou dar, muito açúcar!). Fiquei meio perdida. Ele ainda não pode leite de vaca, demos um iogurte outro dia e ele ficou cheio de bolinhas pelo corpo todo, uns 3 dias. Quando damos leite cozido, em bolos, biscoitos, pães e outras preparações, ele aceita numa boa e não tem reações. Tampouco reage ao leite de vaca que consumo e passa pra ele pelo leite materno. Maaas, leite cru ainda não rola. Então, nada de queijos, nada de iogurte, nada de Todynhos e afins. Sendo assim, como faz lanche da tarde pra esse menino? Alguém tem alguma luz?

· Sobre o sono do Lucas – que acorda a cada 3 horas (ou menos) pra mamar – ela sugeriu o desmame nortuno. AI CÉUS. E quedê a coragem de fazer isso?

· Sobre Lucas ainda não andar nem dar o menor sinal de que está afim: normal, é o tempo dele. Fato é que ele demora mais que as outras crianças pra chegar nesses marcos de desenvolvimento, mas temos que ter paciência e dar estímulos, sem forçar a barra. Humpf. Eu fico logo achando que tem algo errado – aloka.

· E, finalmente, sobre as constantes otites (este mês tivemos mais uma, que derrubou ele uma semana antes do aniversário): decidimos, finalmente, acompanhar com um otorrino e ver se é o caso de tratamentos mais específicos. Já marquei consulta e depois que for lá, volto aqui pra contar.

Aliás, falando em consultar especialistas, eu esqueci de comentar aqui que procurei uma homeopata. Queria uma solução mais amena pro sono do Lucas, pra APLV (já ta curando, mas ainda segue) e pra essas doencinhas constantes que ele tem. Daí que estive numa e acho que não curti: primeiro que ela me deu logo um esporro porque eu não tinha ligado pra confirmar que iria (eu nem sabia que era obrigada a confirmar nada, mas ok...), depois porque ia esquecendo as coisas que eu tava falando durante a consulta, me perguntou umas 3 vezes se ele era de tomar água, perguntou outras 4 porque ele não toma leite de vaca, me mandou desmamar... pra completar, passou remédios pra ele em bolinhas, desses que a gente tem que deixar derreter na boca, sabe? Como faz pra uma criança de um ano deixar 10 bolinhas derretendo na boca sem que ela cuspa imediatamente? Pô, peguei bode total... não pode dar remédio lìquido, muito mais simples de administrar? Não pode respeitar que eu não to afim de desmamar? Não pode prestar atenção no que eu to falando? HUMPF.

Decidi ir em outra, até porque essas bolinhas não deram nada certo. Eu tentei dar, ele cuspiu, vomitou, traumatizou, foi um horror.

E vocês, já foram em homeopata? Como foi? Quanto tempo até ver algum resultado?

Ser pai é... O Marido da Mãe da Criança

por Pedro

Nunca me esqueço de que, logo que soubemos que estávamos grávidos [sim, sou desses homens mUdernos que engravida junto com a mulher], contamos para um grupo de amigos meus que, por acaso, vinham nos visitar em casa. Eu contei a novidade e todos, imediatamente, foram abraçar e beijar a Carol. Homens e mulheres, de diversas idades, MEUS amigos, depois do MEU anúncio foram beijar a patroa. Fizeram fila enquanto esperavam sua vez.

Eu fiquei esperando terminar para ver se sobrava um pouco de abraço pra mim também.

Um amigo, solidário pai e experiente neste momento, veio e me contou que é assim: nós, pais da criança, somos apenas o doador. A glória fica só com a mãe e com a cria.

Eu pensei com os meus botões: “quando o pimpolho nascer, a coisa vai mudar”. Mas a verdade é que não. No aniversário de 1 ano do guri, recebo o seguinte e-mail do mesmo grupo de amigos:

“Olá, Carol. Tudo bem? Como andam os preparativos para a festa?

Escrevo diretamente para você porque, nestas coisas, conta a opinião da mãe, digo por experiência própria... Sou a encarregada do presente grupal para Lucas; o que está precisando? Roupa? Brinquedos? Outra coisa??

Beijos
Fulana

P.S.: Pedro, não encontro o e-mail da Carol. Repassa para ela, por favor?”



E então, troco de amigos ou assumo o papel de marido da mãe do aniversariante?

Pedro é o Maridón, Papaizón de Lucas, escreve lindos contos infantis e tem um espaço enorme no meu corazón neste blog toda semana!

Relato de amamentação

Acho que este é o texto mais demorado (estou pensando nele há um ano!) e importante que já escrevi. Talvez mais importante que o relato de parto em si.

Mas, antes de começar, acho que se faz necessário um disclaimer:

1. O texto é longo e fala de aleitamento materno, basicamente. Tá sem tempo ou de saco cheio do assunto? Tudo bem, nos vemos num próximo post.
2. Toda a experiência relatada é exclusiva e pessoal: consulte com seu médico antes de tomar qualquer decisão parecida, ok?
3. Eu não sou contra nem acho erradas as mães que não puderem/não conseguiram/não quiseram amamentar ou que, ainda, desmamaram seus filhos com 1, 2, 10 meses. Falo aqui sobre o que acredito ser o melhor pra mim e minha família, então não vista carapuças, viu? Não to criticando ninguém aqui.


Dito isso, vamos ao que importa de verdade: eu dou peito pro meu filho. Ainda. Muito. Sem data pra acabar. Embora já tenha falado diversas vezes sobre a nossa experiência de amamentação, eu nunca tinha amarrado tudo num post só porque tinha medo de dar zica na meta que tinha, que era de alcançar 1 ano dando peitA, sem leite artificial, sem complementar, sem cair nos clássicos medos da falta de engorda do bebê ou do leite fraco.

Quando estava grávida, diferente da certeza que eu tinha que queria parto normal, amamentar era uma incógnita. Só fui saber o que eu pensava sobre isso depois que fui mãe e hoje afirmo, sem medo: amamentar meus filhos é fundamental, é vital e eu não medirei esforços pra que isso aconteça. Cansaço, sono, falta de liberdade, nada disso é tão importante pra mim quanto viver a magia que é produzir alimento pro meu filho.

Pois bem, Lucas nasceu de parto normal, que acho que foi o primeiro grande incentivo pra amamentação começar a acontecer. O segundo foi tê-lo grudado no meu peito antes dele completar a primeira hora de vida - eu ainda tava loucona da ocitocina, ainda na sala de parto, ainda suja de sangue e ele ainda sujo de vernix. Eu não tinha a menor idéia do que estava fazendo, ele sim, ele sabia. Veio pro peito e grudou e ficou meia hora ali pendurado. E foi ali, naquele momentinho. Quando aquela boquinha minúscula e forte grudou em mim. Foi como se eu tivesse botado meu dedo na tomada, fez tzzzzzzz em mim, tomei um choque, um choque de vida pulsante. Que demais aquele momento.

Os dias no hospital foram bastante importantes, porque lá o aleitamento era muito incentivado. Recebia visitas constantes de consultoras de amamentação e enfermeiras muito carinhosas que explicavam sobre a importância do nosso primeiro contato – o leite em si (na verdade, colostro!) não era tão importante porque todos os babys nascem com reserva pra esperar o leite descer. O fundamental era o nosso toque, o pele-a-pele, isso sim incentivaria o bebê a sugar e “ativaria” a minha produção. Também nesses encontros com as profissionais de lá, ganhei pomadas de lanolina, que cicatrizam as feridas do começo e conchas pra proteger a pele do mamilo da roupa e demais atritos. Tivemos alta e, antes de ir pra casa, duas surpresas felizes: o leite tinha descido com força total e o baby tinha perdido pouco peso de nascimento. Isso me deu confiança de que estávamos no caminho certo.

Em casa, virei a doidja da peita: o bebê abriu a boca? Peito nele. E acho que passei os primeiros muitos dias amamentando de hora em hora, dia e noite. Quase não dormia, não fazia outra coisa senão dar peito. E aí fiquei doente. E aí veio a primeira grande derrota: a chupeta. Eu dei. Pra poder dormir um pouco, admito. Nesse momento eu não sabia, mas a verdade é que a chupeta depois veio a ser minha grande aliada quando tive minha primeira seca de leite.

Bebezinho engordou bem, mamãe ficou feliz da vida. Neste momento, o que me ajudava: muita atenção à pega correta pra evitar feridas, baby mamando em diversas posições, pra machucar partes diferentes do mamilo, gotinhas do meu próprio leite no mamilo pra ajudar a cicatrizar depois das mamadas, pomada de lanolina depois que as gotinhas secassem, conchas de amamentação o tempo todo nas peitas, pra evitar atrito com a roupa, estimular a produção e conter o leite que vazava. Evitava ao máximo esses absorventes de seio (hoje são meus grandes companheiros porque o leite ainda vaza), que machucavam e não deixavam o mamilo respirar e também evitei esse bicos de silicone porque tive medo do bebê acostumar e não querer mamar sem isso. Meu peito ficou mais de um mês doendo de tão duro, de tanto leite, e os mamilos super sensíveis, mas não era insuportável. Então encarei.

Depois que a coisa se estabeleceu, Lucas tinha mais ou menos um mês, eu tinha outra neura: vivia morrendo de medo de ter pouco leite ou dele mamar muito pouco (ele sempre foi muito rapidinho nas mamadas). Por isso, Lucas só mamava um peito por mamada, assim eu garantia que ele chegaria no leite mais gordo, o que está no final da mamada. Até oferecia o segundo peito, mas ele raramente (ou nunca) aceitava. Além disso, virei a neurótica da água, bebia pelo menos 500ml entre cada mamada, era meu mínimo proposto. E também às vezes ordenhava com a bomba manual pra ver quanto ia sair (e cronometrava o tempo, pra ver se os 5 minutos que Lucas passava ali lhe garantiam um mínimo aceitável de leite).

Só que, embora engordasse bem, foi também nessa época que Lucas virou um bebê muito irritável. Além das cólicas comuns pro período, ele passava o tempo todo chorando, dormia mal, se contorcia, era ansioso ao mamar. Primeiro pensamento? Esse bebê tá com fome. Mas, antes de complementar qualquer coisa, fui a vários médicos. Primeiro achamos que era refluxo, depois chegamos no diagnóstico da APLV.

O problema era justo o leite! Justo o meu leitinho tão querido e amado e pensado pro Lucas, tava contaminado!

Me senti culpada, fiquei triste. Mas ainda porque a solução era eu fazer uma dieta quase impossível: restritiva, limitada, me deixaria ainda mais anti-social do que eu já estava, mais sozinha do que nunca. Foi a primeira vez que pensei em desmamar.

Mas as opções eram tão ruins ou ainda piores – o leite sem a proteína do leite de vaca custava os olhos da cara, o gosto era péssimo (eu provei) e me senti totalmente egoísta de não ser querer ajudar meu filho “poxa, um ano de dieta, qual é o problema? Um ano em tantos já vividos e outros tantos pela frente? Vou acovardar agora? NÃO. E NÃO”.

Enxuguei as lágrimas, levantei a cabeça e fui. Me joguei como quem se joga na piscina gelada – é ruim e até chega a doer na pele, mas você se esforça pra pensar que tá bom aquilo. Não só fiz a dieta, mas também entrei em grupos de ajuda pela internet, me informei, li, corri atrás, paguei médicos caros pra me ajudar, revi meus hábitos, meus conceitos, me refiz ali. Fui tão forte e tão fraca. Nunca tinha me sentido tão importante pra alguém e, ao mesmo tempo, tão sozinha.

Assim foi até Lucas completar 6 meses – 6 de aleitamento exclusivo! – começar suas papinhas, entrar na creche e tomar mamadeira – de leite ordenhado da mamãe! – e eu voltar a trabalhar. Já estava até voltando a consumir leite de vaca e derivados, aos poucos, tudo estava mais leve e feliz.

Até que, não sei o que aconteceu primeiro, mas aconteceu: ele não queria mais mamar. E eu notei que estava com pouquíssimo leite. Que pesadelo aquilo. Chorei e chorei como se alguém tivesse morrido. Juro. Tive que dar mamadeira – sorte que era meu leite, eu tinha litros e mais litros congelados. Com ajuda de muitas queridas (Pat e Perola Boudakian, Paloma, Lia), novamente tive que enxugar as lágrimas e levantar a cabeça: meu esforço não iria por água abaixo justo naquele momento, o baby com 7 meses! NÃO. E NÃO.

Contra muitas opiniões, botei na minha cabeça que bebês de 7 meses em sã consciência não desmamam coisíssima nenhuma. E bolei o mais louco plano:

· Beber 4 litros de água por dia
· Oferecer os dois seios atééé não ter mais nada, mesmo com Lucas gritando, me batendo, dando escândalo
· Dar mamadeira depois disso só se ele seguir gritando e a chupeta (olha ela aí!) não resolver (mas ela resolveu a maioria!)
· Ordenhar depois das mamadas (todas, madrugada inclusive) pra estimular ainda mais
· Ordenhar a cada 3 horas quando tiver separada do Lucas (no trabalho, no caso)
· Dormir com ele pra estimular o contato pele-a-pele (lembram do que as enfermeiras no hospital falavam?)
· Tomar banho de água quentinha e deixar cair nos seios. Nessa hora, eu rezava, chorava, sei lá, tentava me conectar com meus sentimentos e meu mais profundo desejo de seguir amamentando.
· Tomar levedura de cerveja (tentei plasil, mas não adiantou nada e ainda me deixou com muito sono)

Foi uma semana assim, depois outra semana sem as ordenhas na madrugada. O leite voltou, o interesse do bebê também. YEAAAAAHHH! Eu agradecia por cada mamada que conseguia dar e voltava a vislumbrar o objetivo de amamentar por, pelo menos, um ano.

O que não esperava era que essa seca se repetiria. Sempre que ele ficava doente e perdia o interesse no peito ou eu tinha muito trabalho e pulava alguma ordenha ou ainda se bebesse pouca água. Então que eu tive que repetir esse esquemão doido aí de cima pelo menos umas 3 vezes mais.

Só que na última vez, quando ele já tinha quase 10 meses, não estava mais dando certo. Eu estava cansada demais, o pensamento do desmame estava voltando. Aí vinha uma mamada e eu me apaixonava de novo. Aí voltava ao desmame quando ordenhava e só saiam 50ml.

Então tomei a decisão: tomar remédio. Não vou dizer o nome dele porque não quero estimular automedicação, mas qualquer Google te responde isso em 3 segundos. E bem, tomei e o leite voltou fantasticamente, só que, se eu ficar sem ordenhar durante o dia ou sem beber muita água, não há remédio que salve. Então o esquema foi remédio + ordenha + litros de água.

Daí chegamos – finalmente, Carolina! – ao que é hoje em dia: estou saindo do remédio (não pode parar de uma hora pra outra, tem que ser aos poucos), amamentando muito (Lucas está numas de mamar iNgual RN), ordenhando duas vezes por dia no horário de trabalho e, como sempre, mergulhada em litros e mais litros de água.

mamando com um ano

Penso na nossa história de amamentação e acho impossível não me indagar: tem que ser difícil pra ter mais valor? Será que eu adoro porque é um desafio?

E eu mesma concluo que: NÃO. O maravilhoso de amamentar passa longe dessas dificuldades todas que tive. É incrível o contato, a conexão, a minha sensação de estar ligada a algo superior e divino e natural e transcendental, sabe? Me sinto mãe, mulher, a que nutre, quem constrói, quem alimenta. Amamentar é poder, pra mim.

Teria ou seria menos poder se parasse? NÃO. Mas atualmente é assim que me sei como mãe. E tenho certeza que é assim que Lucas se sabe como filho. Quando acabar, a gente vai encontrar outras formas, eu sei que vai.

Mas, por enquanto, é com esse leite que materializa nosso amor que vamos seguir.

1 ano e a última montagem das carinhas


(veja como ele estava no mês passado!)
(veja também como ele evoluiu esse ano todo!)

E Luqui-luqui finalmente fez um ano!! Todasgrita, todascomemora, todaschora, todassijogadeemossaum!

O aniversário foi no sábado e, quem passou por aqui pelo blog no final de semana, viu o vídeo que eu fiz, coisa leamda. Quem não viu ainda, corre lá!

Eu tenho muito o que falar sobre este primeiro ano, mas a primeira coisa que me vem à mente é: AMAMENTAÇAO. Eu quis, eu lutei, eu consegui. Um ano amamentando e numa livre demanda que nos faz feliz, grazadeus. Mas, sobre isso, vou falar melhor num post específico, então vambora sijogar nos marcos deste primeiro ano de Luquêncio?

Esse gordelícia que tanto amamos:

· Nasceu às 9h em ponto, com 2,8kg, 48cm. Hoje em dia pesa cerca de 10,5kg e mede 73cm.

· Às 9h em ponto do sábado passado, exatamente um ano depois que nasceu, tomou banho com a mamãe, coladinho. Ele ria muito e estava muito bem humorado.

· Falando em sorrir: ele sorriu pela primeira vez com um mês

· Com 3 meses, descobriu as mãos.

· Com 5 meses, falou ma-mãe.

· Com 6 meses, começou a comer papas doces.

· Com 6 meses e meio, começou com as salgadas – e de longe as prefere.

· Odeia banana. Eu amo banana.

· Adora feijão. Eu adoro feijão.

· Com 7 meses, nasceu o primeiro dente, ele começou a rolar e a sentar sem apoio.

· Com 8 meses, firmou-se e já não caía quando sentado.

· Com 9 meses, resolveu ficar em pé se apoiando nos móveis e aprendeu a dar tchau.

· Com 10 meses, engatinhou e bateu palmas.

· Com 11 meses, falou pa-pai e ama falar isso, o tempo todo, toda hora.

· Com um ano, arrisca ficar em pé sem apoio, mas parece que ainda vai demorar pra andar.

· Está na mais profunda fase de angústia da separação. Pra que ele fique bem com outras pessoas, eu preciso me esconder, literalmente. Senão é choro certo, escândalo enlouquecido.

· Ainda na angústia: me ama enlouquecidamente, me procura, me beija, me quer. Mama muito, quase como um RN. Mas também come bem suas comidinhas.

· Está com 6 dentes nascidos, 2 rasgando e comecei a ver os molares querendo dar o ar da graça, a gengiva tá super inchada e brancona.

· O que nos rende noites péssimas, mal humor, nariz entupido non-stop.

· Quando está de bom humor, fala muitas coisas que não entendemos, presta atenção em tudo e, de vez em quando, dança. Imita a vaca, o leão e o índio (batendo a mãozinha na boca e rindo muito). Ensinei ele a gargalhar quando eu o faço, daí é muito engraçado quando estou conversando com outras pessoas e rio, ele logo imita e super parece que entendeu a piada. Figurinha.

· Também ensinamos ele a cuspir e a rir quando dizemos “não”. É, um tiro no pé, mas confesso que é muito engraçado.

· Enquanto ficamos assim sem ensinar nada que preste (#paisdemerda), ele, por outro lado, nos ensina muito. A ter paciência, compaixão, compreensão. A amar. Muito, apesar de tudo, acima de tudo. Ele é uma luz brilhante que se acendeu nas nossas vidas; ilumina, ofusca, aquece, satura todas as cores, deixa os dias mais bonitos (e por isso a festa teve tema Sol). E, comemorar um ano podendo presenciar tudo isso é, no mínimo, uma honra.

· E, falando em festa, deixo uma foto da festinha de sábado. Orgulho máximo de ter saído tudo melhor do que eu tinha planejado e emossaum besta na hora do “parabéns pra você”:


1 ano

"O mundo ficou fora de foco, as vozes todas se misturaram. Consegui pescar alguém falando pra eu fazer a maior força da minha vida.

Foi fazendo a maior força da minha vida que vi que a maior força de todas já estava ali.
Meu filho. Nasceu."

Há um ano.




Especial Lucas 1 ano: nostálgica

Me digam se eu tô lokaça ou se mãe é tudo a mesma coisa, faz favô: tenho estado tão nostálgica e saudosa que passo meus dias pensando "há um ano, eu acabava de fazer tal coisa" ou "eu nem imaginava que estava tão perto há um ano"...fico revivendo os detalhes que precederam a chegada do Lucas, relendo o que escrevi, vendo fotos, vídeos...

tô numa emociolância, numa lacrimância. Comento com Maridón e ele diz "é. legal.". O que me leva a pensar: estarei doidja? Poxa, eu acho que não, todas as mães que eu conheço são normaizinhas assim que nem eu.


então, mideixa curtir essa loucurinha pré-primeiro-aniversário do filho:

o que eu pensava, há um ano aqui.

e o que eu era, há um ano:



<3

Especial Lucas 1 ano: ser pai é...

Aqui em casa a vida sempre funcionou assim: as coisas acontecem e eu e Pedro – o Maridón – olhamos um pra cara do outro e rimos. E depois comentamos sem parar. E ficamos rindo dos nossos comentários (nível Beavis and Butt-head de maturidade nesse momento). Daí rola um silêncio e, quando vimos, tá cada um no seu computador (a gente divide a vida, o banheiro e o filho, mas computador JAMAIS). Escrevendo e rindo.

Eu publico minhas bobeirinhas aqui no blog, Pedro vai em diversas frentes: twitter, facebook, blog de contos. Mas uma dessas tantas publicações me chamou muita atenção: as frasezinhas do #serpaieh, sempre muito fofinhas e engraçadas. Daí eu falava pra ele “amooor, isso daria um belo post!”. E ele ria e seguia seu tec-tec no tecladinho do pc. Até que ele começou a me mandar uns textos ótimos nascidos das idéias do #serpaieh e eu fiz o convite irrecusável (cof, cof): quer ter uma coluna semanal fixa no blog? E ele aceitou! Eeeeeee!!!

Então hoje é com muito prazer que apresento pra vocês o Pedro, o Maridón, o Pai do Luqui-luqui:


Tudo começou...


...quando fomos visitar um casal de amigos com uma filha mais ou menos da mesma idade do nosso pimpolho. Na verdade, ela é amiga da minha metade-cara e eu tinha conversado poucas vezes. Ele, acho que nunca. 


Mas, chegando lá, percebemos que tínhamos muito em comum. A começar pelo fato de sermos casados e termos filhos com mulheres que escrevem sobre tudo isso no blog. Exposição mode ON. 


Mas era um pouco além disso. Sendo as duas muito parecidas em termos de ideias, conceitos e desejos, nos percebemos tendo as mesmas críticas em relação a essas questões das duas. Até que ele tirou a frase que definiu esse espacinho aqui: “É bom saber que tem um cara que também pensa que nem eu e que vê além das doideras dessas duas". 


Perfeito. Concordo plenamente. Por trás de todos esses blogs de maternidade e tentantes e grávidas, tem os maridos. Tem a galera que aguenta essa loucura toda das mulheres, que discorda, que se sente meio violado de sua privacidade e que adora ler os relatos das parceiras. E seria legal bater um papo com essa galera também – além das mães – e percebermos juntos que nós temos nossas próprias maluquices e neuras e ciúmes e ataques de bobeira. Vocês não estão sós! 


Então é isso aí. Espero que cada um possa dar sua opinião e acrescentar alguma coisa a cada texto e que, talvez, a mulherada possa entender um pouco o que se passa na nossa cabeça e dar uma folga [duvidoooo!]. Tamos na área!


Pedro, Maridón, Papaizón

Especial Lucas 1 ano: as festas

Antes de ser mãe a gente é cheia da verdade, né não? Pois bem. A minha era assim:
Festa de um ano pra quê? A criança não curte, obviamente isso é a mãe querendo soltar confete pra si mesma, querendo mostrar o troféu pra todo mundo. Louca. Egoísta. Affe. 
Daí eu virei mãe. Daí meu filho vai fazer aniversário. E eu faço o quê, adivinhem? Festa, todas as possíveis.

Gente, mas é claro que vou festejar! Foi o ano mais intenso e profundo e incrível das nossas vidas, jamais que vou deixar isso passar em branco!

Então teremos: festa na creche, festa em Buenos Aires, festa no Rio de Janeiro.


A festa na creche 

Será na sexta, dia 11, bem simples, na hora do lanche das crianças. Vou levar bolo (e foram muitas recomendações pra esse bolo: sem recheio, sem cobertura, evitar leite, manteiga e afins), eles vão acompanhar com suco ou seus leites na mamadeira e também tô levando lembrancinhas não-comestíveis pros amiguinhos (comprei uns chocalhinhos que eu sei que eles amam). A idéia é cantar parabéns, assoprar velinha, tirar foto e pronto. Quase zero trabalho – se não fosse por esse bolo não-bolo que eu vou ter que resolver, praticamente era só aparecer lá e ser feliz rodeada de gordinhos bochechudos. Tô meio tristonha porque o Maridón não poderá ir e não tem ninguém da família por perto pra curtir esse momento junto, mas ok, vou tirar muitas fotos e contar pra todo mundo como foi depois.


A festa em Buenos Aires

Será estilo Faça-Você-Mesma. Também conhecido como O-Terror-da-Carolina. Na teoria, é muito lindo isso de festa caseira, de mamãe faz tudo, de decoração feita à mão. Mas, na prática, amiguens... essa pobre mãe que vos fala nasceu com duas mãos esquerdas, pelamor. Me manda cortar um papel em linha reta, eu erro e corto torto. Me manda colar badulaques, eu colo no meu próprio dedo e borro tudo. Me manda encher bola, eu fico com a bochecha doendo depois das 3 primeiras. Toda errada na festa estilo caseiro, meodeos. Mesmo assim, tô encarando, afinal eu queria muito ter a experiência do eumesma que fiz e – motivo menos nobre – a grana tá muito curta pra mandar fazer (porque se não tivesse, certamente eu tava terceirizando tudo).

Então, eu tô responsável pelo planejamento e produção geral, farei os docinhos quase todos (ó Nossa Senhora do Brigadeiro Enrolado, miajuda), decorarei de acordo com o tema (o tema é Sol, entenderam? Nem eu), encherei bolas, receberei os convidados e darei o peito pro pequeno nas horas vagas. Já comprei as bebidas, o material de apoio (copinhos, pratinhos, muita cachaça pra geral ficar bêbado e não reparar no desastre organizador de festas que eu sou etc), algumas coisicas de decoração. Maridón tá resolvendo as comidas salgadas, amiga Nadja cedeu o espaço pra festa e fará brigadeiros comigo, amiga Mari tá dando apoio moral e ajudando no que pode, prima Gabi tá fazendo as artes das tags, convitinhos e tudo mais. Terceirizei mesmo só a torta e os cupcakes.

Mas, mesmo com ajuda e mesmo sendo uma festa pitica pra 30 pessoas, o trabalho é tanto que eu tirei a semana de férias, então tô em casa toda trabalhada em cortar papel errado, encher bola e enrolar brigadeiro. Deusmiajude. Essa bonita festa vai acontecer no sábado, que é de fato o dia que Lucas cumple seu primeiro aninho e vai contar com a presença ilustre dos nossos amigos do núcleo portenho da novela.


A festa no Rio

Essa vai ser a coisa mais out do mundo materno-descolado-blogueiro. Sabe por quê? Porque vai ser em buffet infantil. Prum montão de gente. Regada de arranjos de bolas, brilhos, porcarias fritas e doces do mal e demais alimentícios preparados pelo Demo. E ainda por cima com tema americanão capitalista selvagem, Mickey Mouse. E sabe o que eu tô achando? ÓTEMO. Porque foi presente do meu pai e ele tá felizão e orgulhosão (e eu também!), porque a família e os amigos estarão todos lá, porque seria impossível organizar uma festa de longe assim, então vou chegar já linda e loira e arrumadinha pras fotos. Acho que vai ser o máximo tanto quanto a comemoração dos pequenos na creche, tanto quanto a festa DIY aqui de Buenos.



E com esse tanto de festa planejada, além de concluir que eu era mesmo muito boba de achar que não valia pena comemorar, eu também concluí que qualquer tipo de comemoração tá valendo. Porque o sentimento incrível que toma conta de mim, de ver meu primeiro filho comemorando seu primeiro ano, não tem cupcake-orgânico feito em casa ou mini-fritura de buffet que paguem. É maravilhoso poder estar vivendo isso e aproveito pra fechar o post com uma diquinha pra você mamãe que tá de cabelo em pé com o assunto: comemore sim, comemore muito. Em casa, na creche ou no buffet, na rua, na chuva ou na fazenda, vai ser inesquecível!


Especial Lucas 1 ano: a roupa nova e o concurso cultural

Pra festa importante tem que se vestir bem, num acham? Então que nesse momento super especial das nossas vidas, resolvi que o blog precisava de roupa nova pra festcha!

Taí.

Tá lindo, tá moderno, tá amor, tá emossaum ingual eu. Espero que gostem, que se sintam em casa como sempre, que aproveitem!

E deixo aqui um agradecimento especialíssimo pra Flávia, mãe do Astronauta, mãe do Minha Mãe que Disse, pessoa pheena e de bom gosto que carinhosamente preparou e pensou isso aqui comigo. Amei, viu? E recomendo o trabalho pra quem quiser, ela é ótchema!

Eu estou totalmente emocionada de finalmente ter mudado a carinha desse espaço, achei que tá tão lindão, cês concordam? (é gentileza concordar)

***

Ainda no clima emossaum, também queria comentar com vocês da parceria que eu fiz com a Zura!. É que, pra esse Dia das Mães, eles resolveram presentear você mãe, você moderna e chique, com um presente que eu tô invenaju fortemente.

Além de te ajudar a encontrar o melhor preço em diversos produtos, você pode GANHAR um Smartphone Samsung Galaxy Note! Emossaum!! Para concorrer basta se cadastrar no site do Concurso Cultural de Dia das Mães e completar a frase "Ser mãe moderna é...".

Só tenho a dizer que: JÁ GANHEI! JÁ GANHEI! Tá fácel, gents!

A frase mais criativa leva para casa esse super prêmio! Não perca tempo, o concurso vai até o dia 14/05/2012!






Pra saber mais sobre as melhores ofertas e ainda se informar sobre os próximos Concursos, é só curtir o Zura! no Facebook e seguir no Twitter!

Não fique de fora dessa!


* Este post é um publieditorial

Especial 1 ano do Luqui-baby

tô monoassunto, tá? Meu filho vai fazer um ano daqui uma semana e só sei falar pensar comer respirar isso. Mas bem, eu mereço, né gents?

Até porque, pra isso:

chegar a isso:
  
tivemos um loooongo caminho!


Entao guenta aí que na segunda vou começar uma série de posts especiais, falando de todos os assuntos que vocês pediram e mais um pouco! E vamos começar a semana com uma novidade super especial aqui pro blog (nao, eu nao estou grávida).

Tao animadas? Tao ansiosas? Tao com saco?

Entao sijoga comigo e repita: "mas ele JÁ vai fazer um ano???!!!!"


Tá chegando!

Em 10 dias, filhotinho vai completar um ano! U-M A-N-O!!! GENTSSS!

Tô emocioLada, tô abestalhada.

Daí que, como já tinha adiantado em algum post, vou fazer uma semana especial aqui no blog: vamos ter fotos, vídeos, relatos, lágrimas, fogos de artifício e tudo mais que a data pede.

Pra começar, queria saber: tem algum tema que vocês gostariam de sugerir? Querem que eu fale de algo específico ou de alguma polêmica? Posso sempre falar de cachorros, aborto, religião, política, futebol, parto, peito, mais mãe-menos mãe etc. Sugiram aí nos comentários que eu incluo na semana comemorativa!

Enquanto eu falo falo e não digo nada, deixo vocês com um vídeo do pequeno tagarelinha falando coisas tão profundas que... ninguém entendeu nada:


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