Pra relaxar um tico

Amadas do meu Braséu (e do mundo!), obrigada pelas palavras de carinho ontem, viu? Hoje, depois de muitos mimos e fortes recomendações pra voltar pra análise, já me sinto melhorzinha.

É que, dentre outras muitas coisas, Luquinhas resolveu que comer não é legal. Pensei “ah, implicou com a comida, ok, vamos pro peito”. Não quis. Pensei “ah, peito é difícil de sugar, vou ordenhar e oferecer na mamadeira”. Não quis. Pensei “ah, cansou do gosto do meu leite, vou dar Nan”. Não quis com força. E isso não foi ontem. Isso tá sendo há dias. Ele faz uma refeição boa por dia e o resto são coisas soltas por aí, umas colheradas meio forçadas, uns mls sem consistência, rotina ou qualquer outro padrão.

Já levei até no médico de tão preocupada e - duh - foi constatado que ele não tem nada. Cabou a otite, garganta ok, pulmões ok, pele ok, funções fisiológicas ok (embora eu tenha notado que faz muito menos xixi e o cheiro é mais forte, mas super justificado pelo fato de não estar mamando quase nada e não aceitar muita água). Pra não dizer que não tem nada: tem dois dentes rasgando. Fora isso, rola uma ansiedade da separação estranha, ele fica nervosíssimo e chorosíssimo se eu saio de perto. Mas é perto tipo colado que ele aceita. Quer grudar nimim e nem se arrisca a fazer nada que saia do raio de 5cm de distancia do meu corpitcho. Daí que engatinhar ou afins tá totalmente fora dos planos dele.

Só que eu não entendo essa vontade de grudar nimim, mas não querer mamar nimim.

Já chorei, já fiquei com raiva, já fiquei triste. Não pelo peito em si, mas por ver a criança recusar terminantemente comida e eu não poder fazer nada pra resolver. Dá uma gastura forte, meu povo, só uma mãe entende o sentimento.

***

Mas, o post nao era pra falar nada disso (to mestra em começar um assunto e ir pra outro sem eira nem beira). Era só pra mostrar um vídeo fofo da mais nova mania do Luquinhas: brincar de esconder. Minha sogra ensinou isso pra ele no final do ano e pronto, o bichinho viciou. Viciou do verbo querer fazer all over the fucking time. Mas ok, é extremamente fofo e divertido e rende vídeos patetinhas como este, olha só:



Ele ju-ra que tava escondido, reparem, hahahaha.

***

No mais, alguma tática pra fazer o bichinho voltar a comer regularmente conforme um bebê normal e constante e previsível de quase 9 meses?

(e daí eu penso normal + constante + previsível não orna a mesma frase que “bebê de 9 meses”, mas, né. Deixa eu sonhar.)


You Know I'm No Good

Sabe quando você acorda num dia cinza e chove e a grana acabou e a vontade de tudo também e você se sente péssima profissional péssima mãe péssima esposa péssima pessoa e o mundo está cheio de gente mas ninguém te entende, só Amy Winehouse (e ela morreu, olha que animador)?



Então.

O lado bom da coisa é que anos de experiência e uma maternidade nas costas não tão aí à toa: eu aprendi que passa.

***

Enquanto isso, vamos de Amy, vamos de barra de chocolate, vamos de cheque especial, vamos de deixar a chuvinha molhar um pouco e lavar a alma.

***

Vai passar.


Jogando confete em sipÓpria

Acordei com meu filho conversando do meu lado. Tínhamos dormido juntos por um motivo nobre: resgatar a amamentação que, se eu deixar, vai se perdendo aos poucos. Tivemos uma noite difícil, ele lutou contra o peito, eu lutei para amamenta-lo. No meio da madrugada, um pouco perdida e achando que estava sem forças praquilo tudo, resolvi encontrar um pouco com a minha sombra e peguei o livro da Laura Gutman pra ler. Ela me disse palavras de apoio e eu fiquei mais feliz. Lucas foi mamando melhor ao longo da noite.

Sorri ao lembrar que, quando deu meia-noite, o celular do Pedro despertou e eu briguei “por que a porra do teu celular tá tocando agora?” e ele sorriu e disse “feliz aniversário!”. E eu me desarmei e sorri de volta – não sei se mereço tamanha fofurice.

Mas sabe? Mereço. Mereço sim. Estou longe de ser a esposa (a mãe, a profissional, a filha, a amiga) que eu queria ser, distante do ideal que imaginei.

SO WHAT?

Hoje tá decidido que vou celebrar isso tudo que eu sou, porque, embora aquém do que acho que posso ser, mesmo assim, é um tudo muito foda.

28 aninhos. Diz aí se não tenho carinha de 27 e meio, no máximo?

E quem disse que eu consegui achar uma foto minha sozinha? Só tem assim na câmera: Lucas sorrindo, Lucas brincando, Lucas rolando, Lucas comendo, Lucas com o pai, Lucas com a tia, Lucas com a prima... opa! achei eu! Ah, nao serve, tá fora de foco. Mais Lucas brincando, Lucas na piscina, Lucas na banheira, Lucas trocando de roupa... opa! achei eu! Mas é com o marido. Ok, vai essa mermo.


Uma doencinha e uma resolução

Lembram do dente maldito?
Então.

Luquinhas ficou febril e chatinho por dois dias e não o mandamos pra creche. Num dia eu fiquei, no outro, Maridón assumiu. No terceiro, o bebê acordou ainda com um começo de febrinha, mas dei antitérmico e levei pra escolinha assim mesmo, com o pedido que me ligassem caso ele tivesse febre de verdade ou parecesse ter muita dor. Me senti culpada, mas precisava ir trabalhar.

Algumas horas depois, me ligam avisando que ele tava com febrão e muito choroso. Ai que ruim que é isso da creche ligar, o coração vai na boca por uns momentinhos. Até eu chegar lá, tava super tensa, queria vê-lo logo, aconchega-lo. Quando cheguei, ele tava tão abatido que resolvi leva-lo no PS do hospital, não era possível 3 dias de febre ser um simples nascimento de dente.

E realmente não era.

O dente estava nascendo sim, mas, ao mesmo tempo, ele tá com uma otite forte, nos dois ouvidos. DE NOVO. Saco saco. Antibiótico de novo, noites mal dormidas, bebê mamando quase nada, peito vazio por falta de estímulo.

Que saco, viu. Pela primeira vez pensei em tirar da creche, pensei em parar de trabalhar, pensei em cuidar do meu filho o dia todo. Utopias, na verdade. Porque ele vai ficar doente, eu preciso trabalhar e cuidar dele o tempo todo não vai evitar que essas coisas chatas aconteçam.

Mas enfim, pensei muito e resolvi deixar esse mau humor de lado e fazer o melhor que eu posso. Estou dando os remédios como manda o figurino, tentando atende-lo bem rapidinho sempre que ele chora ou demonstra incomodo, mas também estou tentando curtir a vida.

Então que desde sexta, quando ele teve o diagnóstico da nova otite, já fizemos de um tudo: assistimos desenhos animados juntos, cantamos muitas músicas, cochilamos agarradinhos, fizemos zona com a comida, comemos sobremesa antes do prato principal, pegamos sol, brincamos na piscina (cuidando muito o ouvidinho, claaaaro), brincamos de voar, de dançar, de se arrastar no chão, de rolar na cama, rimos, demos muitos beijos, dei muito peito e também dei mamadeira com o meu leite quando sentia que ele tava com dores pra sugar o seio. Enfim, relaxei.

Quando terminar o tratamento com o antibiótico, vou consultar um otorrino, por indicação da própria pediatra – Lucas tá apresentando otite de repetição, é bom já ir acompanhando com um especialista pra evitar novos casos. Mas, até lá, decidi que vou fazer da vida do meu filho (e da minha) uma delícia!

E amanhã é meu aniversário, alguma dica deliciosa de comemoração com o meu pequeno?


Sobre o terceiro pilar da maternidade

O cocô.

Eu acho que tem três assuntos que são os tops na vida de uma mãe: o sono, a alimentação e o cocozão.

O bichinho nasce e faz aquele cocô-petróleo monstruoso e a gente tem nojinho, mas ah, não tem cheiro, então tudo bem.

Aí ele vira uma amebinha-tomadora-de-leite e o petróleo dá lugar a uma coisa bem líquida, amarelinha. Tem lá seu cheiro, mas ah, tudo bem. Essa gosminha fofa vaza por tudo que é lado e você se pergunta quando isso terá fim, ninguém merece trocar fralda de cocô o dia todo, esfregar roupinhas sujas o dia todo.

Aí o bebê, outrora tão inocente com suas duas mil caquinhas vazantes por dia, começa a comer alimentos sólidos e passa a sujar a fralda só uma vez por dia e você – tolinha – comemora.

Ah, amiga.

Nesse momento você para e repensa. NAONDE que eu achava ruim o cocô-petróleo ou o cocô-vazante?

Porque teu filho gordinho das bochechas rosadas agora faz cada obra de arte pior que as tuas. Pior que as do teu marido depois da feijoada (não, talvez não). Enfim. É o horror, minha gente.

Eu e Maridón ficamos brigando na hora da troca, pra ver quem vai ser o feliz premiado a sentir aquele aroma de flores silvestres que quase nos faz vomitar. Pelamor. E o bebê ainda por cima fica rindo.

***

Tá, mas não era nada disso que eu queria falar. Eu só tinha vindo contar que fiquei toda orgulhosa do Lucas outro dia.

Porque ele fez um cocô todo lindinho e bem sólido, quase não colou na fralda, sabe? Cheiroso que nem o filhote de deus-me-livre, mas era tão bem formadinho e adulto e maduro que resolvi: vou jogar no vaso sanitário e livrar a lixeira do prédio dessa bomba. Aí fui toda satisfeita jogar a obra do meu filho no esgoto, junto com as obras de todas as outras pessoas cagadoras do mundo. Ah, que lindo, que romance.

Fiquei toda boba e até levei o pequeno peladinho comigo pra dar tchau pro cocô.

- tchau, cocô! – anuncei satisfeita, rindo-me toda.

Ele obviamente não entendeu nada e fez cara de vou-mijar-em-você-em-breve (com todo aquele ar de safado, claro), então eu rapidamente corri de volta pro quarto e coloquei-lhe uma fraldinha nova.

E vivemos felizes e cheirosos pra sempre.


(ah, gente, achei super lindo, vai)
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*

Dentão do terrorzão

Bebezico acorda às duas da manhã chorando. Dou peito, ele mama e dorme. Meia hora depois, mais choro. Ofereço peito, ele não quer. Mais choro. Mais choro. Tento andar com ele no colo, tento cadeira de balanço, tento rede, tento cama compartilhada, tento orar pra deus e pro marido me ajudarem. Deus e o marido me ajudam e o bebê finalmente dorme. Mas só meia horinha. E chora tudo de novo.

Tentamos ligar os pontos pra entender o motivo do escândalo. Bebê quentinho (febre) + nariz entupido + muita babação + pouco apetite = DENTE! Passei o dedo na gengiva e tava lá a serrinha apontando, bem do ladinho do outro já existente.

Mas e aí? Saber o motivo não ajudou muito nesse caso: o dia já raiando e bebê ainda muito nervoso. Daí veio a luz e decidimos dar paracetamol e uma chupeta congelada pra ele chupar e ver se anestesiava o local. Perfeito! Lucas dormiu uma hora inteira e conseguimos todos descansar um tico. Acordou, mamou, ficou chatinho e choroso de novo, mais chupetão geladão e mais soninho.

Como ele ainda estava com febre, decidi ficar em casa e dar todo o colo necessário.

E, nossa, haja colo. Ele só quer ficar pele-a-pele, chora por qualquer mínima coisinha e tá caindo pelas tabelas de sono, bem amuadinho mesmo. Mas, embora muito cansada, fiquei feliz de poder estar por perto, dá pra ver que faz muita diferença pra ele a minha presença. Só que nem tudo são flores: embora em casa, tô online resolvendo mil pendengas do trabalho. Ok, não se pode ter tudo.

Daí surgem algumas questões:

- Esse negózdi dente é isso daê mermo? Sofrimentão? O primeiro dele foi até chatinho, mas esse, nossa, tá O terror. Olhei na internet e vi que as crianças tem 20 dentes de leite. TEMÇO. Num guento mais 18 disso não, gentes.

- Eu dei paracetamol, mas existe alguma outra coisa pra dar pra acalmar esse desconforto? Nem sou fã dos remédios, mas tampouco sou fã do meu filho berrando de dor a madrugada inteira (e ninguém dormindo por conta disso).

- Algum dia, nessa vida de mãe, eu vou voltar a dormir?
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8 meses


(olha só como ele estava no mês passado!)

Esse ultimo mês foi agitado pra Luquinhas. Vamos aos reSistros? Siatira comigo!

· Muita mudança de rotina: visita da família + festas de fim de ano. Bebezinho indo dormir às dez da noite (altíssima madrugada pra ele, que costuma ir pra cama as 19h30), mamando e comendo quando dava ou quando queria, passeando muito, rindo muito, brincando muito, tudo era muito. Devo admitir que ele foi ótimo com tudo isso: chorou poucas vezes (sempre de cansaço), estava sempre rindo, sempre brincando. Um fofo companheiro.

· Logo que virou o ano, tivemos o nascimento de um dentinho e ele deu uma sofrida. Teve nariz muito congestionado, muita tosse, perdeu a fome por vários dias e ficou bastante irritadiço. Depois que o dente rasgou de fato, ele foi voltando ao normal aos poquinhos.

· Mesmo com dente e com tanta mudança de rotina, Lucas engordou inacreditáveis 900g e agora pesa 9.3 kg (um baleio!). Cresceu também um tico e mede 69.5cm (um baleio baixinho!).

· Esse ganho de peso me “autorizou” a seguir com uma decisão que vinha rolando meio que naturalmente: estou cortando uma das mamadas da madrugada. É assim: ele dorme as 19h30, acorda pra mamar as 22h30, 23h e depois acorda de novo lá pras 2h, 3h. E acorda definitivamente entre 6h e 7h. Bem. Nessa primeira mamada noturna, ele mama super bem, os dois peitos. Na segunda, ele fica enrolado, chupetando. E aí chega de manha e não tem fome pra mamar. Então, fui, aos poucos e respeitando o tempinho dele, tirando esse hábito. Quando ele chorava, pegava no colo e dava a chupeta, às vezes pedia pro Maridón ir no meu lugar e ontem, finalmente, deixei ele resmungar sem ir correndo atender. Percebi que ele seguia reclamando, então fui ao quarto dele e entrei bem quietinha, pra ele não me ver e despertar totalmente. Daí pude ver que ele reclamou mais um tico, se revirou, encontrou uma chupeta perdida, colocou na boca e voltou a dormir, sem a minha intervenção. E acordou as 6h30, mamou muito melhor. Penso em fazer esse “desmame” bem devagar e sem ansiedade, se ele precisar realmente mamar (2, 3, 10 vezes), vai ter o peito.

· Sentou e aprendeu a ficar sentadinho! A ped falou que tá ótimo, que ele senta super direitinho e que nao precisamos nos preocupar com “atraso” no desenvolvimento dele.

· Está quase curado da alergia. Digo quase porque, na verdade, ainda nao vamos testar dar leite de vaca pra ele. Eu nem precisei falar pra médica que nao queria, ela mesma sugeriu segurarmos um pouco esse teste. Nao tem necessidade nutricional pra ele agora comer queijos ou leite, entao tudo bem. Eu sigo comendo normalmente e seguimos cozinhando algumas comidinhas com leite artificial Nan HA.

· Continua um tagarela. Agora percebemos que ele relaciona algumas coisas do que fala com determinados significados. É bem rudimentar ainda, mas, por exemplo: ele fala "mamama" só quando quer o peito, algum brinquedo ou eu (necessidades básicas pra um baby, né nao?). É fofo poder acompanhar uma pessoinha se desenvolvendo assim, parece um milagre ver como saiu de uma amebinha come-mama-dorme pra uma coisa fofa, gorducha e falante!

· Segue apaixonado por mim e eu por ele. Tá cada dia mais simpático, gostoso, risonho, arteiro, interessado, curioso... ai ai. Posso ficar o dia todo aqui enumerando elogios pra esse pequeno lindao!

Eta amor enorme!
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Amor bruto



e é por essas e outras que eu ando por aí cheia de hematomas e feridas.
A gente se ama violentamente!
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E o pai também disse



Maridón hoje tá todo papai e poético lá na pracinha, confiram!
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Ele senta!

e fica surpreso com a nova habilidade


e ri pra amiga girafa


e socializa com o cachorro na piscina


e brinca com os amigos do banho



acho que já posso comemorar que tenho um sentante em casa, não?!
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Sobre leites

Hoje faz uma semana que voltei a consumir leite de vaca. Isso faz parte do plano de testes da pediatra pra verificar a aceitação do Lucas, que parece estar melhorando da alergia. A ideia era assim: primeiro, testaríamos com o leite artificial que ele tomou durante a seca do meu leite. Como eu quero seguir dando peito e não topei trocar por mamadeiras, o leite artificial foi incluído em algumas receitas pra ele, molhos brancos etc. Passei por outra seca na semana passada e ele acabou tomando duas mamadeiras do leite da lata também. Fizemos isso por 10 dias e, como não houve reação alguma, seguimos pro passo 2: eu poderia voltar a minha dieta normal. Aí verificaríamos a reação dele e, se não acontecer nada, passo 3: ele vai consumir algum derivado lácteo.

Pois bem. Estamos no meio da fase 2 e eu já tenho muitos pensamentos a respeito. Primeiro é que não quero ir pra fase 3, independente da reação dele. Não acho necessário que ele tome leite de vaca ou derivados, pelo menos não tão novinho. Isso é bastante intuitivo e não tem base cientifica alguma, mas algo me diz que não faz falta na alimentação dele agora (assim como acho que não faz falta açúcar ou sal).

A outra questão é que eu mesma não quero voltar a consumir tudo que consumia antes. Logo que voltei a liberar a dieta, me empolguei: tomei sorvetes, comi queijos, chocolates e tudo mais. E sabe o que achei? Desnecessário. A vida é possível sem isso tudo. Passei mal, me senti inchada e não foi assim tããão gostoso quanto eu achava que era antes. Tanto que, nem a minha maior paixão da vida – copo de leite com Toddy – eu tive coragem de tomar. Tive nojo e não consigo simplesmente servir um copão de leite de vaca pra mim.

E entrei num questionamento ainda mais profundo. Pra quê tanto leite, alguém me diz? Somos os únicos animais que consomem leite de outros animais! E, se você for entrar na mesma que eu entrei, que era ler todos os rótulos dos produtos do mercado pra catar os derivados, vai ver que muito mais coisa do que imaginamos leva leite de vaca. De novo, é intuitivo: não consigo achar isso totalmente saudável. Ainda não sou forte o suficiente pra abandonar totalmente os lácteos, mas já sei que posso diminuí-los muito. Não tem porque jogar um quilo de queijo parmesão na massa. Não tem porque tomar litros de sorvete ao leite quando posso trocar pelo picolé de frutas. Não tem porque tomar copo de leite com Toddy quando posso tomar um bom suco.

Matei a saudade das coisas que tinha excluído e agora já estou pronta pra seguir com muito menos leite na minha vida.

Quem ainda vai seguir com muito leite é o Lucas – o MEU leite. Embora isso requeira muito esforço meu, já que notei que meu leite tem secado super fácil. Se eu passo um ou dois dias sem ordenhar direitinho ou se o bebê, por algum motivo, mama menos, a coisa fica braba. Pra voltar ao patamar anterior, toca eu ordenhando de madrugada, tomando levedura de cerveja e rezando pra todos os santos me ajudarem.

É super cansativo. Tanto que andei flertando com o desmame, confesso. Já chorei, já me questionei, já pensei. E decidi que não vou desmamar, eu e ele ainda curtimos demais esse momento e ainda acho fundamental que ele tome do meu leite (e não do da vaca). Só que, nossa, acho que to precisando de estímulo. Tá difícil esse tranco sozinha.

Quanto mais o tempo passa, mais sozinha eu fico nessa luta. Apoio pra amamentar RN se encontra em qualquer esquina. Mas pra dar peito pra um bebezão de quase oito meses... tem muito não. Nem o Google tá me ajudando muito nessa. Eu cato cato cato e o que encontro é história de desmame. Na verdade, o que encontro muito é torcida contra: “ele AINDA mama?” ou “ai, não sei como você aguenta essa trabalheira de ordenhar/acordar de madrugada” ou “ele ainda acorda de madrugada porque mama no peito” ou, o pior: “é nojento amamentar bebês grandes/com dentes/velhos”.

Agora, beber leite DA VACA não é nojento não, né? Gente, sério, me dá uma gastura quando vejo que as pessoas me olham estranho quando eu saio do banheiro do trabalho com meus potinhos de leite materno ordenhado (e todos dentro do saquinho, eu nem chego a sair por aí mostrando meu leite não). Como se eu tivesse ordenhando PORRA.

Enfim, desabafos a parte, que responsa que é isso de alimentar uma pessoa, hein? Nossa, dá uma cansaço. Será que demora muito pra ele aprender a fazer o próprio sanduba? Cozinhar o próprio feijão? Abrir a geladeira e resolver o que quer comer?
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Sobre o Natal

No Natal eu fiz (fiz meu filho fazer, leia-se) todas as papagaiadas possíveis e próprias para o momento (menos tirar foto com Papai Noel, ai arrependimento). Comprei presente mesmo ele não entendendo nada e curtindo mais a embalagem, mostrei todas as árvores de Natal que víamos por aí, vesti roupinha especial na Noite Feliz, fiquei emocioLadinha e chorei.

Mesmo assim, tava apavorada com a quebra de rotina, Lucas jamais fica acordado depois de 20h, magina ficar até meia-noite? Mas, tentei com muitas forças relaxar, deixa rolar e não forçar nada. Ele abriu presentes de tarde, fizemos fotos com gorrinho e pus pra dormir quando ele quis. E sabe quando foi isso? DEZ DA NOITE. Tipo alta madrugada pra ele. O bichinho só queria saber de festa e de pulular de colo em colo.

Depois dormiu, acordou meia-noite com o barulho, mas logo pegou no soninho de novo depois de mamar feliz no peito.

Como Murphy é meu amigo, Luquinhas resolveu acordar no dia seguinte as seis da matinaaaaa. Ai coisa. Mas ok, era a manhã dia 25 e ele tava com uma carinha de Natal tão ótima, nao dava pra resistir! Ficamos todos brincando na cama e curtindo o maior presente de todos os tempos já entregue pelo Papai Noel: 



Mais registros do primeiro Natal do baby:

papagaiando com gorrinhos
abrindo (e amando) o presente que a tia Mari deu
as 22h, já com cara de cansadinho
as seis da matina, já com cara de ACORDEEEEEEEI

E o Natal de vcs, foi bão?
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Segundinho,

(inspirado por este)

O primeiro post desse ano não poderia deixar de ser seu. Não cheguei a passar a virada pensando em você, desculpe, mas você há de concordar que, com um bebê lindão no colo, é difícil pensar em outro que ainda vive no plano da ideia.

Quando eu comentei sobre você pras pessoas, ficou todo mundo assustado: “mas já outro filho? Como você é corajosa!”. Mas sabe, filho, eu te quero sim. Em breve. Só que não tão em breve quanto estão pensando, é verdade. Tinha imaginado você lá pra 2013 e, portanto, engravidar só lá no final desse ano que apenas começa. Preciso curtir um pouco mais o seu irmão, preciso que ele comece a andar, a falar, a depender um tiquinho menos de mim. Aí sim eu poderei ser pra você um pouco do que fui pra ele. Inteira, sabe?

Mas, fique tranquilo que, ao longo deste ano, estaremos pensando em você, planejando a vida pra sua chegada, imaginando o quanto será legal transformar tudo numa bagunça completa, uma bagunça boa, dessas que fazem a gente sorrir só de olhar.

Ainda preciso tomar um pouco de coragem pra te receber, eu agora já sou mãe e já sei o tamanho da entrega que é ter um filho. Imagina dois?! O que me anima é a certeza de que você vai curtir muito estar entre nós. E que terá um elemento na sua vidinha, unzinho, que me faz a maior falta: um irmão. Filho, que legal que é ter um irmão. Você já vai chegar tendo um, olha que demais! Te garanto que é diversão e porrada pura!

Não sei se você é apenas uma ideia distante, um plano só meu, um sonho compartilhado com teu pai. Se virá de surpresa ou se virá no mês que te planejo. Não sei se será um menino ou uma menina. Se terá alergia como seu irmão, se dormirá muito ou pouco, se mamará bem. Não sei. Eu só sei que já te quero e já te espero.

Vem sem pressa, vem no momento certo. Mamãe já te ama.
*
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