Já que estive sumidinha tantos tempos, deixa eu contar para vocês como tá Luqui-baby.

Tinha comentando aqui que desistimos de fazer cirurgia nele e, junto com um novo pediatra, embarcamos num tratamento prolongado e diferente do que já tínhamos feito antes. Tudo muito bom, tudo muito bem, tratamento caminhando. Até que chega um belo dia e Lucas decide que não quer comer. Isso segue por uns 3 dias e, a este sintoma, somam-se uma bela duma catarreira, tosse, febre. Pronto, nova otite, eu pensei. Fiquei nervosa, faltei trabalho, levei no médico com urgência. E o que o bebê tinha? Nada! Uma gripe, só. Congestão nas vias superiores, pulmão limpo e, mais importante, ouvidos normais! Uuuuuh! Pela primeira vez, saímos de um consultório sem nenhuma receita, apenas com orientação pra dar muito amor, carinho e peito. Delícia!

A chatice pra comer que começou com a gripe ainda não terminou e andamos tendo alguns embates na hora das refeições. Ele está seletivo com a comida e cismado de que consegue fazer tudo sozinho, inclusive comer com garfo. Eu deixo, claro, não vou desestimular o menino, mas tem dia que ele não come nada, só arremessa comida pelos ares. E eu não tenho paciência, gente, me dá coisa, fico pra mórrer. Daí a gente briga, ai ai.

Além de comer sozinho, ele também tá metido a fazer várias coisas sem a nossa ajuda. A mais lindinha de todas é se lavar no banho. Ele próprio lava a cabeça e a barriga, é tão fofo! O menino nasceu outro dia e já tá se ensaboando, um amor! Óbvio que eu ajudo (a contragosto dele), mas dá pra ver que ele se sente todo importante quando eu deixo fazer sozinho e ainda por cima elogio “nossa, que barriga mais limpa, filho!”, daí ele estufa o barrigón e se ri todo, satisfeitão.

Ainda não fala muita coisa que dê pra entender, principalmente se comparo com a evolução de outras crianças da mesma idade, mas está sempre tagarelando qualquer coisa em seu idioma particular. Das palavrinhas que ele fala – e que a gente entende – temos “ôia” (hola), tu-tá “(¿donde está?, com direito a mãozinha viradinha pra cima e cara de interrogação), papô ou apapô (“acabou”, seguido de aplausos – ele é bastante comemorativo), “tau” (tchau), “água”, “dá?”, pra pedir alguma coisa, “papá” pra comidas, e, finalmente, “PAPAI”, assim bem corretinho e lindo, dedicado ao Maridón. Pra mãe dele, essa qualquer que lhe dedica a vida e mais um pouco, ele diz “a-ól”. CAROL.

Ingrato.

Mas essa não é sua única forma de mostrar o quanto me ama: ele também tem me dado altos tapões no meio da cara. Este comportamento lymdro, que antes era dedicado somente aos coleguinhas da creche, agora virou o ultimo grito da moda lá em casa. O menino me senta a mão na fuça, amigas. Eu falo, eu peço, eu explico, eu tento a manter a mesma linha de raciocínio sempre (consistência, né?), mas ele segue me batendo. Já me irritei tanto com o assunto que algumas vezes perdi o controle e dei tapinhas na mao dele. Mas gente, quedê a coerência? NAONDE que ensina a não bater batendo? Me arrependi, pedi desculpas a ele (acho importante admitir o erro, mesmo que ele não entenda muito a intenção), estou trabalhando no meu auto-controle. Sigo com o mesmo discurso de sempre “não pode bater, machuca, faz dodói, o certo é carinho, vem fazer carinho filho”. Ele reage normalmente, para de bater, abraça, faz carinho. E volta à porradaria no minuto seguinte, hehe.

A coisa cresceu de tal forma que achei que tinha algo errado e fui conversar na creche, pra trocar uma idéia, saber como ele estava se comportando por lá e tudo mais. Elas me disseram que ele tá batendo sim, mas que todos estão mais ou menos nessa fase. Contei de como ele tem estado em casa e elas comentaram que já tinham analisado o caso dele e acham que ele precisa mudar de sala. Não porque bate, mas porque acham que ele tá com energia acumulada demais, precisa ir pra sala dos maiores, de DOIS ANOS (pausa pra SHORAR que meu BEBEZINHO tá indo pra salinha dos ADULTOS MADUROS DE DOIS ANOS). A questao é que, assim como eu já tinha percebido e as meninas da creche concordam, ele não bate de maneira agressiva. Ele simplesmente fica extasiado demais e aquilo explode e plaft, ele sai dando tapas em quem tiver pela frente. É muito intenso esse meu filho, sabe? Vejo outras crianças fazendo birra e acho fofo: elas fazem nhé, as mães repreendem, elas param. Meu filho não. Meu filho grita, chora, corre, se joga no chão, rola, faz todo uma expressão facial digna de concorrer ao oscar, grita mais um pouco, se levanta, bate, joga no chão o que tiver por perto. E não escorre uma lagrima, vejam vocês. Quando está feliz, mais uma explosão de emoções: ele grita, gargalha, corre, levanta os bracinhos, bate em quem estiver por perto. É muita vida, minha gente.

É tanta vida que, além de mudar de salinha, elas me recomendaram inscrever o doidinho numa aula de natação e levar ele no parque sempre que possível, pra ele correeeer sem fim. No parque eu já levo quase todo dia, agora estou dando uma olhada em clubes com aulinhas pra bebês pro meu pequeno filhote EMOSSAUM dar uma gastada aquática.

Mas olha gente, isso de viver intensamente tem seu lado bonito, sabe. Porque estar com ele é tão bom. Ele admira tudo em volta, comemora cada folhinha que cai da arvore, sorri pras pessoas, fica extasiado com qualquer tipo de estímulo visual, tenta escutar qualquer barulhinho diferente (e coloca o dedinho no ouvido e dá um gritinho, meio que chamando a nossa atenção pra gente escutar também), dá tchau pro sol e pra lua, aponta pros bichinhos, gargalha pros cachorros. Aí, aos poucos, Lucas vai nos ensinando que não precisa de muito pra ser feliz. E eu vou aprendendo que também não preciso. Basta que ele esteja com aquelas bochechas gordas do meu lado que tudo sempre fica bem.

😉

21 respostas em “Ele

  1. owwwnnnnn aquele lindo…..
    sabe que a laura mudou de classe (pra dos adultos de 2 anos) com 1 ano e meio? Não era nem um ano e meio, era um ano e cinco! rá.

    =)

    deu tudo certo, eles adoram.

    quanto a comer… não posso ajudar, aqui em casa tem sido uma lástima (espero melhorar após a cirurgia).

    bom saber de vcs, estava com saudades.

    beijos!

  2. AAAAAAAAAAAHHH que LINDOOOOOOOOOO!!!!!! que maravilhoso!! matou um tiquinho da saudade que sentia de vcs!!! Carol linda, continue assim, postando essas fofuras para nossa alegria!!! Igual o Luquinhas não existe!! Igual a vc tbm não!! "porque estar com vcs é tão bom"!!!

  3. êee!!!!! A Carol está de volta!!!! Que fofo esse Lucas, hein?? Sobre não comer receba o conselho de uma mãe experiente no assunto: não adianta se estressar!!! Só piora a situação. Dizem que nessa idade é assim mesmo e depois volta ao normal. Eu não posso garantir porque a minha nunca foi de comer mesmo, então…. Já que ele sempre se alimentou bem, daqui a pouco tá tudo nos eixos……beijosss

  4. Fofinho! Cheio de energia como deve ser toda criança! Sobre os tapinhas, sei bem como é! É uma fase ruinzinha essa, mas passa, e olha, a consistência no discurso e exemplo do não pode bater vai fazer diferença lá na frente. Porque ele vai crescer (parece que não, mas vai) e um dia ele vai entender o que é bater e o que não é. É difícil seguir a coerência do discurso, mas é importante dar o exemplo. Quando ele tiver uns 4 anos e a professora te disser que ele bateu/empurrou um coleguinha vc vai ter moral para explicar que ninguém bate nele, então, ele não tem o direito de bater em ninguém (isso aconteceu comigo quando minha mais velha foi para a escola este ano). É difícil, mas ninguém disse que seria assim, um mar turquesa do mediterrâneo, né?
    Beijão prá vcs!
    Nine

  5. Carol, tenho um bebê de 1 ano e seis meses e ele tava com a mesma mania de bater qdo ficava muito emocionado. Eu sempre repreendia e avisava que se ele fizesse aquilo novamente, ele ficaria de castigo. Se ele fizesse novamente, tirava ele da brincadeira, colocava ele sentado no berço ou em outro lugar um minutinho e conversava com ele dizendo que não podia fazer aquilo e que ele precisava pedir desculpa! Funcionou que foi uma beleza! Hj ele quase não bate! Ele tb vai pra escola como o Lukinhas! Só sugestão do que funcionou por aqui! Deus abençoe vcs! Que o Lucas continue Lindao e cheio de energia assim… Pq é bom demais!
    Beijos

  6. Luqui baby é um sucesso!
    Eu amo ele…rs
    Mas falando sério, olha vejo MUITAS, pra não dizer TODAS as mamães de bebes da idade dos nossos reclamando da alimentação! Acho q é geral, vide a Dani mãe da Laurinha não me deixando mentir!
    Eu não posso reclamar (muito) pq a minha filha é uma draga, mas né, ilha pra mim…rs…enfim!
    Sobre bater, aaaaaaaah Caroles, normal! Anna me senta cada porrada de matar meu coração de infelicidade! Mas ela pede desculpa e depois bate denovo, é um ciclo!
    Me acostumei!
    Morro de dar bronca, mas acho q não ajuda muito não!
    Tava com saudade de vcs!
    Leio sempre, mas nem sempre comento, as vezes não tenho muita coisa a acrescentar, entao prefiro o meu silêncio, ele é mais produtivo…rs

    Beijos em vcs!

  7. cheio de energia que nem sabe o que fazer na hora, sai explodindo de tanta emoção uhahuauahua

    eu ainda nao peguei fase assim do liam, ele so tem 5 meses ainda, mas faz uma birrinha por que quer levantar, ve se pode?
    O MENINO NEM SENTA E JA QUER LEVANTAR???

    nunguento uhahuahu

  8. Sala dos adultos de dois anos? MÓRRY! hahaha =P
    Tenho medo de quando ter um filho e chegar nessa fase birrenta.não.sabemos.oque.fazer.com.br

    Olha Carol, tá rolando um "meme" na blogosfera aí, não sei se você tem tempo, paciência pra coisa mássssss enfim, como musa inspiradora te escolhi pra participar. Adoraria saber um pouco mais sobre você. Então se quiser participar dá uma olhadinha lá no blog. beijos

  9. Carol,

    Parece que estamos falando do Bê também… Não tem jeito, todos passam pela fase MMA, depois diminui, daqui a polco volta mais um tempo e vamos caminhando. Bê também entrou nessas de não comer, ontem por exemplo nosso cardápio foi leite de manhã, banana na hora do almoço e leite à noite. Só! Mas não estresso, se tá com energia e brincando, ok. Só uma dica: antes de colocar Luqui-luqui na natação, cheque com o pediatra novo, pois com a questão das otites o acumulo de agua no ouvido pode ser um problema! Bjs

  10. Aiii, adoro como vc conta sobre seu filhote! kkk eh mto engraçado!
    aqui em casa a Ísis está exattamente igual, na intensidade e na pancadaria!
    me bate, puxa cabelo, grita se joga, bate a cabeça etc etc..
    mas acho que é fase, né! assim espero!
    também aprendi essa coisa de precisar de pouco pra ser feliz, sempre digo isso, quando vejo minha filha alegre de ver um minusculo bixinho que seja perto dela.. alegria total, #mãesbaba!
    beijos!
    coisasdegravidas.blogspot.com

  11. Eu sempre li seu blog na moita, comentei pouquíssimo, mas é tão interessante como ele e minha filha são parecidos – não fisicamente, mas no comportamento. Minha filha Júlia nasceu um dia depois do Lucas.
    E está exatamente assim: fala pouco, e se expressa com muita intensidade pelas atitudes e gestos. Se ela tá feliz, tabefe na minha cara. Tá triste, tabefe na cara. Tá frustrada, tabefe na cara. Eu fico séria (e digo: "Olha bem a cara da Mamãe bem séria!"), digo que não pode bater, que eu não bato nela, que eu gosto só de carinho… Igualzinho você faz. E igual ao Lucas, Júlia vem, me alisa, me abraça, me beija… E PLAFT, outro tabefão na cara…
    Ela também ensaboa a barriga sozinha, e o suvaco (e fala "aco!").
    E assim como você, eu também me contento (TANTO) em estar ao lado dela 🙂

    Abraços de Brasília!

  12. Mariana ainda não está nessa fase de bater mas mesmo quando escapa uns tabefes por aqui eu ensino que só pode fazer carinho porque bater doi. E ela já entendeu isso porque quando escapa ela mesmo já corre e passa a mão aonde bateu e fala carin carin rs…(carinho). Agora a minha pequena é uma matraca trica, porque com 1 ano e 5 meses ela fala muita coisa, até mais que o esperado eu acho. Se a gente repete a palavra pausadamente com as silabas bem separadas ela repete na hora. E ela é do tipo que não fala au au e sim cachorro já rs…….Mas isso é da criança Carol, dizem que meninas falam muito mais cedo que os meninos, eu como tive duas não posso comprovar essa teoria rs….
    Beijos

  13. Caraca, ele e joão são irmãos siameses, só pode.
    João dá bronca em mim, no Guilherme, na Malu, na babá…. fala: ai, ai, ai, hammm! Com cara de bravo! As vezes dá um tapinha. Quem mais apanha dele é a Malu, mas botamos de castigo e as vezes ele vai pro castigo sozinho! hahahahaha!
    Tb se ensaboa e tb quer comer sozinho! Odeio a parte do comer sozinho porque é uma lambança só. Então dou uma colher pra ele e eu fico com outra. Ele come quase nada com a dele, mas abre o bocão pra minha.
    É fase, tudo na vida desses pequenos é fase e passa, acredite! beijos

  14. Rá, Davi tb tem me dado umas trauletadas! Mas pior do q isso, ele tem se mordido muito. Fica excitado ou contrariado, se morde. Tô tentando não dar muita bola, pra não dar atenção pra coisas negativas e ele achar q se mordendo ganha a minha atenção.

    E mudou de sala já. Está no último estágio do berçário e ano q vem vai ao maternal (MATERNAL, com uniforme e tudo!). Eles disseram q um dos critérios é mostrar o interesse ou sinais de desfralde. E, realmente, ele já fala titi e totô, mas está a milhas de distância de desfraldar. Mas semana passada fez xixi e cocô no penico (emoção pra mamãe aqui, q ficou toda boba). Só q não quero antecipar isso de jeito nenhum (posso admitir aqui q tenho preguiça só de pensar nisso e que, apesar de gastar os tubos, a fralda é muuuuito prática?).

    bju

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