por Pedro

Conversando como pessoal no trabalho novo, a maioria mulheres casadas ou morando junto, mas sem filhos, percebi que este tema – filhos – era um tema regularmente discutido. Há um medo generalizado de que os pimpolhos tomem conta de suas vidas e não deixem espaço para nada. Tipo um Invasores de Corpos com bochechas rosadas e fraldas.

Parei para pensar se isso estava acontecendo comigo, se o filhote tinha ocupado todo o espaço na minha vida e não deixado nenhum respiro para uma vida minha. A Carol já falou que, da parte dela, sim. Mas eu acho que eu consigo ter momentos meus. Nem da patroa, nem do moleque, mas meus. Por enquanto.

Eles são muito mais escassos do que já foram e geralmente bem rapidinhos, mas eu ainda tenho um tempinho para fazer coisas minhas e pensar projetos [e, é claro, jogar vídeo-game]. Não digo que todas as minhas conversas envolvam o gordinho – embora haja uma grande percentagem em que ele está bem presente, sim.

E quando eu me sentia o homem mais moderno do mundo, ao mesmo tempo pai e preocupado com a criatura, um ser humano a parte e capaz de pensar e ser além do papel de pai, eu abro o meu Facebook. E o meu twitter. E o meu Gtalk e o meu MSN e o meu celular. E percebo que eu estou vivendo sim numa produção de Invasores de Corpos com bochechas rosadas e doloridos dentes que insistem em nascer no meio da madrugada. Não tenho mais fotos minhas em nenhum dos meus perfis sociais, só da versão mini-me.

Então, se alguém me pergunta se perdi minha identidade com a paternidade, eu digo que sim. Mas não. Mas sim. Mas não. Mas… Ah, sei lá! Só sei que gosto muito!

Pedro é o Maridón, Papaizón de Lucas, escreve lindos contos infantis e adoooora falar do filho o tempo todo, embora jure que não.

16 respostas em “Ser pai é… perder a identidade #ounão

  1. Que legal ouvir o Pedro!
    Meu marido não fala muito dos medos dele, acho que tem medo de "me dar corda" falando do assunto. Mas tenho certeza que ele tem pânico de se anular. Vou guardar esse texto como uma arma secreta a ser usada na hora certa. 🙂
    Beijos pra família linda.

  2. puxaa! muito legal essa participação viiu!
    Sinta-se Parabanizado por essa declaração de "mistura de identidade" pois quando esses pequenos nascem, a identidade deles acabaram virando a nossa tbm..
    abraços e ja seguindo
    perolasdealanis.blogspot.com

  3. Muito boa mesmo a participação! É, aliás, um bom tema para eu pensar quando tiver momentos só meus… Ops… É isso… até nos momentos só nossos, pensamos nos pequenos! Estou vivendo a maternidade há 8 meses e, apesar de me esforçar para não viver SÓ (como se fosse pouco… rs) a maternidade, acabo vivendo, sim. Mas não acho que perdi minha identidade… continuo sendo a amiga dos meus amigos, a jornalista do meu trabalho, a filha da minha mãe, a esposa do meu marido. 😉 Acho que herdei isso da minha mãe. Ela sempre foi TUDO, além de ser mãe. 🙂 E deu certo assim. Beijos para vcs!

    http://www.lulueeu.blogspot.com

  4. Eu sinto que respiro maternidade!!! Mas tb gosto.. E depois eles cresem e acho que isso passa!!!
    Até minhas leituras sao sobre bbs… Acho que depois destes primwiros anos… Vou cinseguir ler algo fora do genero!!! Bjos

  5. Eu não perdi minha identidade, eu achei ela!!! Ser mãe é o máximo e fui mãe integral até os 8 meses quando coloquei meio período na creche. Estou estudando pra um concurso e dá pra fazer inúmeras outras coisas. Milha filha adora a creche (hoje com 11 meses). Agora, quanto à presença do pai, lógico que é intensa (eles normalmente estão disponíveis pra ajudar, como conseguem tempo pra jogar video-game??) mas o quanto é eficaz (fazer dormir muitas vees, trocar a fralda sem ter que pedir)? hahahaha.

    Carol, amo amo amo seu blog. Tb gosto dos escritos de seu Maridon.

  6. Mega legal essa participação…eu comprei um livrinho pro Dam de lembranças e lá tem um espaço, o que o papai sentiu quando nasci…o Dam ja ta com 1 ano e nem aqueles míseras linhinhas meu marido conseguiu escrever….hunf !!! Muito legal mesmo ter uma participação tão ativa de pai =)

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