Lucas gosta muito de bichinhos. Entre os preferidos estão cachorros e gatos, mas não sei se ele já assimilou que estes são diferentes de todos os outros, então acaba falando au-au e mau (mais conhecido como miau) pra tudo que não é serumano (minto: uma vez, no zoologico, ele falou muuu pro elefante, vai entender esse raciocínio).

Daí dia desses, estávamos saindo da creche e, como sempre, eu parei na frente da grade da casa que tem bem ao lado. Ali sempre tem uns gatinhos perambulando e ele gosta de dar tchau e falar “tau mau” (tchau miau). Só que os gatinhos não estavam. No lugar, tinha um cachorro. Bem grande, bem preto, bem peludo. Cachorrão grande, mas tinha cara de bobão. Lucas ficou estupefato com aquele enorme au-au e começou a apontar e a se sacudir enlouquecido. Au-au-au-au-au-au-au-au-au-au – ele anunciava pro caso deu não estar vendo.

Então que o cachorro grandão, pretão e peludão viu aquela cena, ficou doido também e veio em nossa direção, latindo. E ele não latia au-au como todos os outros cães, ele latia ou-ou, bem rouco e grave e presente, impondo o devido respeito pelo tamanho que tinha.

Visualizem a cena: lá vinha ele, o cachorro grande, preto, peludo, ou-ou. Imponente. Do outro lado, Lucas, 79cm, braquelo e bochechudinho, escandalizado, falando “au-au” em loopings eternos.

Ni qui se encontram (com grades no meio, calma gente) e o cachorrão desanda a latir ainda mais, Lucas arregala muito os olhos e eu penso “pronto, acabou o encanto, lá vem o choro”. A dona do cachorro fez que ia chamar o bicho de volta e eu fiz que ia tirar meu filho dali, algumas pessoas em volta pararam pra olhar, todo mundo esperando o pior. Mas não deu tempo. Coisa de 3 segundos depois, Lucas começa a gargalhar. Mas ele gar-ga-lha-va, do verbo ria demais da conta.

A cada ou-ou do cachorro, se ouvia uma risada solta do meu filho. Mas sabe dessas bem cadenciadas e fortes, quando a pessoa ri com vontade, como se tivessem contado a melhor piada do mundo todo? Então, era assim que Lucas ria. E a gargalhada em volta foi geral: eu, a dona do cachorro, os transeuntes, todo mundo se acabando de rir com o menino que gargalhava do cachorro grande.

ai, que divertido!

*

Para ver Luquinhas se acabando em outros momentinhos com dogs, assista:

e

15 respostas em “O engraçadão

  1. Carol, é mto engraçado quando eles riem espontaneamente, né? Eu morro de gargalhar junto. Uma coisa é vc, como mãe, adulta, responsável, fazer uma gracinha sabendo que vem uma boa risada…. e é ótimo isso. Outra coisa é a gargalhada inesperada, aquela que te dá um susto, que arrepia os pêlos do corpo. Isso é fantástico, é delicioso!

    Beijos grandes, Lucas está cada dia mais gostoso!!!!

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