O cocô.

Eu acho que tem três assuntos que são os tops na vida de uma mãe: o sono, a alimentação e o cocozão.

O bichinho nasce e faz aquele cocô-petróleo monstruoso e a gente tem nojinho, mas ah, não tem cheiro, então tudo bem.

Aí ele vira uma amebinha-tomadora-de-leite e o petróleo dá lugar a uma coisa bem líquida, amarelinha. Tem lá seu cheiro, mas ah, tudo bem. Essa gosminha fofa vaza por tudo que é lado e você se pergunta quando isso terá fim, ninguém merece trocar fralda de cocô o dia todo, esfregar roupinhas sujas o dia todo.

Aí o bebê, outrora tão inocente com suas duas mil caquinhas vazantes por dia, começa a comer alimentos sólidos e passa a sujar a fralda só uma vez por dia e você – tolinha – comemora.

Ah, amiga.

Nesse momento você para e repensa. NAONDE que eu achava ruim o cocô-petróleo ou o cocô-vazante?

Porque teu filho gordinho das bochechas rosadas agora faz cada obra de arte pior que as tuas. Pior que as do teu marido depois da feijoada (não, talvez não). Enfim. É o horror, minha gente.

Eu e Maridón ficamos brigando na hora da troca, pra ver quem vai ser o feliz premiado a sentir aquele aroma de flores silvestres que quase nos faz vomitar. Pelamor. E o bebê ainda por cima fica rindo.

***

Tá, mas não era nada disso que eu queria falar. Eu só tinha vindo contar que fiquei toda orgulhosa do Lucas outro dia.

Porque ele fez um cocô todo lindinho e bem sólido, quase não colou na fralda, sabe? Cheiroso que nem o filhote de deus-me-livre, mas era tão bem formadinho e adulto e maduro que resolvi: vou jogar no vaso sanitário e livrar a lixeira do prédio dessa bomba. Aí fui toda satisfeita jogar a obra do meu filho no esgoto, junto com as obras de todas as outras pessoas cagadoras do mundo. Ah, que lindo, que romance.

Fiquei toda boba e até levei o pequeno peladinho comigo pra dar tchau pro cocô.

– tchau, cocô! – anuncei satisfeita, rindo-me toda.

Ele obviamente não entendeu nada e fez cara de vou-mijar-em-você-em-breve (com todo aquele ar de safado, claro), então eu rapidamente corri de volta pro quarto e coloquei-lhe uma fraldinha nova.

E vivemos felizes e cheirosos pra sempre.

(ah, gente, achei super lindo, vai)

*
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26 respostas em “Sobre o terceiro pilar da maternidade

  1. Carol, Ri,identifiquei…
    Essa semana comemorei que nem uma tola o cocô do meu filhote que nao era uma obra de arte adulta, mas adolescente, (pastosa) hehehehe!
    Ele há tempos que não fazia totô,intestino preguicoso sabe? Mae
    é tudo igual… hehehehohohohihihi
    bjoocas

  2. QDO O GABRIEL COMEÇOU A COMER SÓLIDOS MEU MARIDO NEM QUERIA CHEGAR PERTO NA HORA DA TROCA, SOBRAVA ENTÃO PRA MAMÃE AQUI. MAS COM O TEMPO ELE FOI PEGANDO, AXO QUE A GENTE ACABA ACOSTUMANDO… BJUS

  3. Kkkkkkkk….. Shoreeeey!!!! Aqui em casa to nessa fase tbm. Hj de tanto eu e marido ficarmos empurrando um bebe lindo, cheiroso e de olhos azuis todo encocozado um pro outro, minha sogra veio e falou " ai, gente… Nem deve ser tão ruim assim, deixa que eu troco"…. Coitada, não esperou o pior… Voltou traumatizada!!!! Rsrs… Bjus

  4. Incrível o que um reles suco de laranja faz num cocô, não?
    Cansada de quase desmaiar a cada troca de fraldas, agora damos "tchau, cocô!" toda vez, antes de fazer a limpeza fina do bumbum no trocador… esse foi meu plano pra apresentar a privada e o cocô pra pequena, num start para o desfralde.
    Mãe é tudo boba mesmo, hahahaha!

  5. Gente, uma dúvida técnica de grávida: na fase do penico (sim, to bem adiantada haha), nao rola um plastico por cima, tipo um protetor de penico?? Se nao, vou inventar isso djá e patentear!!! Lavar coco nao rola! Tati

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