A Deusa do Trabalho Manual

Além de cantar super bem (só que não), eu sou muito boa em trabalhos manuais (só que pelamordedeus não). Eu sou tão boa em DIY que tenho até medo. Que preciso de instrução pra cortar um papel em linha reta. Que corto durex e consigo grudar as pontas. Que não sei combinar cores. Que tenho pânico só de pensar na festinha de um ano do Lucas. 

Mas bem. 

To trazendo esse assunto porque preciso da sua ajuda, mulher fazedora de coisas lindas (que nao sou eu, no caso). 

Filhotinho Lucas vai participar da peça de final de ano da escolinha (MORRI DE CHORAR E FILMAR E FAZER FOTOS). E veio na agenda qual será o “personagem” que ele vai “interpretar”: SAPO. 

Ah gente! Que amor! Que fofice! Que delícinha! 

Imaginem meu filho todo lindo assim: 

daqui

Agora não imaginem mais. Porque essa fantasia custa 189 dinheiros e eu acho ridículo pagar isso tudo pra criança ficar 5 minutos “atuando”. E também acho que perde o gostinho do “minha mãe que fez”. Poxa.

O pobrema é que, pra ter o gostinho “minha mãe que fez”, precisava nascer de novo. Eu, né. Ou ele em outra família.

Então gentes, vamos unir as forças artesãs que existem em nós (em vocês, no caso): COMOLIDAR? O QUE FAZER? 

Como vestir meu filho de sapinho e ele não pagar mico e sofrer pelo resto da vida que foi pra primeira festinha da vida vestido de mendiguinho verde?

Ajude uma mãe sem talento a fazer um filho ficar fofinho!
*

Dúvidas, dúvidas

Sexta-feira pré-feriadão (aqui nas Argentinas é feriado na segunda!). Segundo post do dia. Cá estou. Com muitas questões importantes na cabeça. 

Tais como: 

· Quando será que Lucas vai sentar sem cair pros lados? 


· Quando será que ele vai ter cabelo que justifique a quantidade de shampoo e escovação que o dito recebe?


· Qual será a cor dos olhos dele?


· Quando será que ele vai parar de achar graça no próprio pé?


· Quando será que ele vai acertar o lado certo da chupeta na boca?



· O que faço pro jantar?


· Vai demorar muito pra eu ir embora e apertar essas bochechas gordas até Rancar pedaço?



hein?
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Love of my life

Canto mal pracaraleo, já contei isso aqui oitocentas vezes, né (é, Carolina). Mas, meu premiado filho volta e meia é brindado com meus ataques de djivah. Aí ele precisa aturar a mãe dando espetáculo em casa.

Mas ele é educadinho e ri (PRA mim ou DE mim, Lucas?). E daí ele ri e eu fico siachando que tenho público cativo – coitada dessa criança.

Só me falta o palco, gentes. Porque eu solto a Marisa Monte que vive em mim, junto com a Mulata Globeleza que dança, rebola e acontece e pronto. Tá armado o show. Às vezes eu fico assim mais dançante, às vezes mais profunda e sentimental.

Esssa semana, eu tava profunda:




Mas ah, gente. Antes que me chamem de maluca: quem nunca?

Bring it baaaaaaaaack bring it baaaaaack,
Don't take it away from me,
Because
you don't knooooooooooooooooooooooow
What it means to meeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee


Não é lindo?
Não pede sentimento?
Não pede interpretação?
Não pede lágrimas?
Não pede uma criança de 6 meses assistindo?
*

E a banda diz: assim é que se faz

ou O Retorno ao trabalho

Deixei meu filho na creche e fui trabalhar. Pela primeira vez desde que ele existe, desde que eu existo como eu sou hoje, desde que o mundo começou a fazer sentido. Ele foi pro colo da cuidadora e se distraiu, eu dei tchau e voltei pro carro com um nó na garganta. Chorei. Não muito; eu não estava triste. Foi porque foi um rito de passagem, foi como crescer. E crescer, às vezes dói.

Passei o dia feliz e ansiosa pra vê-lo de novo. Quando nos reencontramos, eu me sentia uma adolescente apaixonada: o coração batia forte, me tremia inteira, não sabia como agir e tinha medo pela reação dele. Mas ele sorriu. Olhou bem fundo nos meus olhos e sorriu, como só ele sabe fazer, como ele faz só pra mim – “ufa, ele me ama”. “Eu te amo também, filho. E sempre voltarei. Não importa de onde, eu sempre virei te buscar”.

E assim os dias passaram e não teve mais choro no carro e teve muito mais sorriso no reencontro. E muitos eu te amos. E muitos dias felizes. Cansativos AS HELL, mas felizes.

Daí que o bebê passou a mamar melhor, dormir melhor, sorrir mais. E a mãe se sente produtiva, adora trabalhar, aproveita todos os minutinhos do dia e ama muito tudo isso. Um é o reflexo do outro, com certeza.

***

Assim foi meu retorno ao trabalho. Nada traumático, nada culpado.

***

Foi tão culpa-less que fiquei me sentindo culpada por não sentir culpa (oi?). Todo mundo falando que a volta ao trabalho é o pior dia da vida, que levaram séculos pra se estruturar, que choraram escondidas... Eu não. Eu achei ótimo.

Morro de saudades do baby, tenho a impressão que seria per-fei-to se puedesse trabalhar menos horas, mas tenho certeza que sou uma mãe muito melhor quando há espaço pra eu ser outras coisas. Em casa o tempo todo, eu não conseguia. Tem gente que consegue, mas eu não. E pronto.

E aí tá o ponto-chave, aí está o que eu tenho entalado na garganta desde que acabou a licença. EU SOU UMA MÃE FODA. Pronto, falei. E é verdade, ué.

Eu pari, eu amamentei, eu cuidei, jamais deleguei, me dei ao trabalho de conhecê-lo, de entretê-lo, de entende-lo, de educa-lo. Abracei, beijei, dormi junto, não dormi junto, não dormi. Fiz livre demanda, não fiz. Fiz muitas planilhas, estudei, li mil livros, mil blogs, mil publicações com ou sem relevância. Eu encarei uma dieta braba por ele, fui a mil médicos, gastei dinheiro que não tinha, tirei mais tempo de licença do que me pagaram pra tirar. Mudei minha vida, minhas ideologias, minhas amizades, meu corpo, meu casamento, meu tudo. Fiz tudo que tinha pra fazer e um pouco mais, sempre mais.

E tenho certeza que quem me lê e é mãe, fez também. Porque isso é ser mãe. Ser mãe é originalmente ser foda. Não é pra qualquer um e somos vencedoras. Cada uma com seu jeito, com seu limite, com a sua verdade, com seu trabalho, dentro ou fora de casa. Mas todas com um grande amor em comum.

***

Dito isso gente, eu fiquei pensando esse tempo todo antes de escrever o post, desde que acabou a licença. Que chega o dia que temos que nos livrar. Das opressões, das cobranças, das culpas. Permita-se. Veja. Admita. Que você é incrível, poderosa e NINGUÉM faz melhor que você. Ninguém é melhor pro seu filho do que você. O blog da amiga, o livro famoso, o pediatra sabidão. No final, o filho é teu e o instinto é uma voz que só você é capaz de ouvir.

Então ouça: você está certa e está no melhor caminho. Assim é que se faz.

***

E eu, como Mãe, Foda e Certa (três incríveis divindades que nunca são reconhecidas em sua totalidade pelo marido, hohoho), to muito feliz. E Luquinhas também.

A louca do desmame

Antes que comecem a gritar: tô querendo desmamar o Lucas não, gentem. É justamente o contrário.

Tô morrendo de medo dele desmamar EU!

Minha mente louca funciona assim, em diversas situações:

- ele toma mamadeira na creche – f**deu, não dou mais 3 dias pra preferir a plasticuda!

- eu tenho alguma dificuldade pra ordenhar leite - f**deu, não dou mais 3 dias pra preferir a plasticuda e ainda por cima com leite da lata!

- ele se distrai durante as mamadas com um inseto, um som, uma respiração diferente minha - f**deu, não dou mais 3 dias pra preferir admirar o mundo!

- começamos a introdução de sólidos na alimentação dele - f**deu, não dou mais 3 dias pra preferir o prato e a colher!


E daí eu vou vivendo em contagens regressivas de 3 dias pro mundo acabar. Sou dramáticas, cês acham?


Pois é.

Mas, pra ficar mais legal, além de dramática, eu sou COERENTE. Porque eu quero amamentar, quero amamentar pra sempre e talz, mas ai, cansei de acordar duas vezes por noite pra dar peito. Legal, normal enquanto ele era super-bebezico, mas Lucas meio que já cresceu, não?

Daí fui na pediatra toda-toda na definição do desmame noturno. Juntei lé com cré da introdução dos sólidos, da idade avançada do meu filho (oi, ele é um idoso), da necessidade do sono mais prolongado pra família. E cheguei lá toda cheia da propriedade e da argumentação pra convencer a pediatra – como se ela fosse minha mãe e pudesse me proibir de fazer algo, hoho.

E, ela disse que ok, ele pode ficar até 8 horas sem mamar, mas que duvida que ele aguente mais que isso. Sugeriu algo parecido com a mamada dos sonhos da Encantadora, de acorda-lo depois de três horas de sono e dar o peito. Tá.

Fomos pesar o bebê e péééééén. Cabou minha gracinha do desmame noturno. Luquinhas não engordou como vinha fazendo nos últimos meses e eu fiquei neUvosa. A ped achou super normal e, depois de um bate-papo rápido sobre as causas da pouca engorda, chegamos à conclusão que as mamadeiras da creche é que tavam pobrinhas. Eu tava mandando 125 ml em cada uma, sendo que nessa idade, ele precisaria de algo entre 150-180 ml. Poxa tia, perdoa eu, não tô acostumada a brincar de mamadeira!

Aí fui lá e aumentei a mamadeira. Primeiro dia: 3 bonitonas de 160 ml e recadinho na agenda “mamãe, ele tomou tudo! Pode mandar mais amanhã!”. Segundo dia: mais 3 lindonas de 170 ml e mais recadinho “mãe, manda mais!”. Terceiro dia: 3 bombas de 185 ml e o recado? “tomou tudo, que bom! Se quiser mandar mais, pode ser que ele tome!”. Daí fui conversar com a cuidadora da creche e ela ainda por cima diz “acho que pode mandar mais, ele tem ficado inquieto depois das mamadeiras”.

MERMÃO, meu filho toma duzentão por mamada?? E isso significa que eu tenho que tirar 600 ml por dia, fooora as vezes que ele toma diretão do peitão?!

Zezuis!

Eu sou uma máquina de leite, meodeos. Essa criança precisa começar a comer comidinhas djá. Arroz, feijão, filé e fritas, de preferência, que é pra dar sustança. E mamadeirões recheados de leite materno e peitão dia, noite e madrugada. E eu preciso de um clone.

***

Mas o que é que eu tava falando mesmo? Ah, desmame, né. AHAM.

Senta lá, Cláudia. 

De preferência com o peitão já pra fora e as papinhas já quentinhas esperando, porque Luqui-baby-mini-draga tá vindo aê.
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Estoque Limitado

Você mãe, você mulher.
Você que, como eu, tem uma admiração profunda pelo cartão de crédito, esse plastiquinho-pode-tudo.
Você que quer deixar de ter essa olheira-panda e tá fins do corretivo-milagre, que quer aquele produtinho pra dar um tchãns nas madeixas ou mesmo você que quer seguir sendo mãe-coerente e tá namorando aquele body leeeando do estrangeiro.

Então, seus probrema se acabaram!

Minha querida lindona amada irmã-prima e ilustre madrinha do Luqui-baby, a Alice, vai resolver aquele espaço vazio na sua prateleira. Ela tá indo pra NY em missão de compras e está disposta a trazer o que você quiser* dos EUA, olha que lindo!

COMOFAZ pra pedir? Simples: entra AQUI, dá uma olhada nas instruções de compra e sijoga com força!

* não estão incluídos eletrônicos ou itens muito volumosos


Este post não é um publieditorial, é uma indicação de corazón de um serviço ótemo e de extrema confiança oferecido por uma pessoa da minha família!

6 meses


(olha como ele tava no mês passado!)

ai gente, que emossaum.
6 meses. Metade de um ano.

Só tenho duas palavras pro dia de hoje: Amamentação Exclusiva.
mesmo com alergia, retorno ao trabalho, pressão social ("quando você vai desmamar?" - errr... nunca?)

tá, meu bem?

(tá, eu até confesso que tentei umas papinhas, um leite artificial... mas, pra meu orgulho louco de mãe, ele não aceitou nada.)

Então hoje vambora comemorar que essas dobrinhas, esse sorriso bestinha e essa boca torta de Luqui é tudo obra do leite de mamãe! Ai orgulho! Ai amor!

:D

Keep calm


Vocês são lindas, eu já disse isso alguma vez? Não? Então vai lá: vocês são LEANDAS! Obrigada pelos muitos comentários e emails e carinhos, viu?

Com os olhos mareadinhos de emossaum de tanto amor deixado por vocês, venho dizer que assim que eu conseguir dar uma respirada, venho aqui contar como foi o fim da licença-maternidade, o retorno ao trabalho e os seis meses de Luquinhas (amanhã!!!). E, mais importante: quero dizer como estou feliz e relaxada e realizada de ter voltado a trabalhar.

Tanto tanto que o próprio Luqui-luqui sentiu e virou outro bebê! Tranquilo, dorme bem, come bem, sorri muito e tudo está bom pra ele. É incrível como a resposta pra várias questões estava em mim! Estamos todos felizes, adaptados à nova rotina e finalmente parece que aquele turbilhão enlouquecido do começo passou.

Então, deixo esse recadinho rápido plagiando delicadamente a Artemis, que veio aqui e deixou essa frase ma-ra pra mim: mães neUvosas do meu Braséu, sempre que você achar que tá na merda total, que ninguém sofre mais que você, que sua vida nunca mais terá horas de sono/xixi/coco/sexo aceitáveis...


Eu estou calmíssima e... o blog continua ON!

beijão estalado em vocês, suaslindas.

Um ponto final


Hoje eu tinha me planejado pra falar do final da licença-maternidade, já que amanhã eu volto a trabalhar. Queria fazer uma reflexão acerca dos 6 meses que passei em casa maternando, do quanto mudei, do quanto me fortaleci, me entreguei e tudo mais.

Fiz um texto mentalmente e deixei pra escrever quando chegasse em casa.

No meio tempo, fui ao parque com a minha família, relaxar e comemorar esse longo capítulo que chega ao final hoje. Daí que meu celular apita e chega mais um – MAIS UM – comentário sobre o post dos cachorros. Esse último falava que eu não deveria ter o segundo filho, porque teoricamente, já que sou tão merda com meus cachorros, meu primeiro filho também teria tal tratamento. Tratamento merda. Já que sou uma pessoa merda.

Houve outros (muitos) comentários. Pessoas compartilhando que tiveram as mesmas dificuldades, pessoas me achando exagerada, já que cachorro é só um bicho e pronto e outras também me achando exagerada, já que cachorro é filho e eu sou má de tê-los deixado em segundo plano. Tive críticas construtivas, muita gente que “não concordou” com o post, mas que deixou palavras de apoio, sites com dicas etc.

Mas também tive críticas muito destrutivas. Gente que parece não ter lido o que eu escrevi, que resolveu destilar uma raiva que não sei de onde veio, que resolveu chutar o cachorro (oh!) que já tava morto. Afinal, será que não ficou claro no texto que eu o assunto era dificil pra mim, que eu não curti o que aconteceu na minha casa e estava disposta a fazer melhor? Parece que não. Porque aproveitaram pra enumerar o quão errada/má/fora de lugar/péssima mãe eu sou.

Eu estava deixando rolar, sabe. Porque blog é um lance público, porque fui eu que escolhi dividir minha intimidade, porque não sou a rainha da popularidade e, em algum momento, eu não seria mesmo tão bem aceita. Só que não consigo acreditar que as pessoas não tenham educação ou respeito pelo próximo. Não consigo acreditar que citaram as minhas perdas, citaram meu amor pelo Lucas, criticaram duramente coisas que nunca foram comentadas aqui, como se conhecem meu íntimo, meu lar, meus amados. COMO SE CONHECESSEM AS PORRAS DOS MEUS CACHORROS.

Ok, comentários são baseados no que eu escrevo e é daí que as pessoas formam o que seria o meu perfil. Entendo mesmo, acho natural ser assim.

Mas a verdade é que estou chateada, magoada e cheguei a ter dúvidas se continuava por aqui. É muita energia negativa e gente disposta a me derrubar. A porcaria do post tem mais de 100 comentários, marco que eu só atinjo quando nasce um filho ou quando morre alguém.

Fiquei tão de saco cheio que deixei de lado um dos post mais importantes que pretendia escrever, sobre o meu retorno ao trabalho. Coisa sobre a qual venho pensando e me preparando há meses.

Ah, gente, sei lá, viu. Eu amo vocês e a quantidade de energia positiva que eu já recebi ao longo do tempo é infinitamente maior que essa negativa do tal assunto polêmico. Mas é chato e não é de hoje que tenho a sensação de estar sendo assistida como uma novela. Ou de ter alguma obrigação com o blog; afinal, parece que eu estou sendo paga pra entreter.

Não estou. Eu escrevo porque gosto, porque o faço há anos, muito antes desse fenômeno enlouquecido que é a blogosfera materna. Desde 2003 eu registro a minha vida e tenho muito orgulho de ter este livro escrito. Não estou em concurso de popularidade e não tenho que provar nada pra ninguém. Eu sou a minha principal fã e leitora. Eu me emociono mais que todo mundo, fico rindo de besteiras que escrevo, leio meus arquivos e conheço cada vírgula do que publico e sua respectiva repercussão.

Enfim. Eu sou incapaz – no âmbito virtual ou real – de me portar ou colocar as minhas opiniões como fizeram aqui. Por isso, chego a uma conclusão óbvia: não vou admitir mais isso no meu espaço. Acabou. Que discordem, sim, claro, por favor. Mas que se mantenha um mínimo de respeito, educação e noção.

Não gostou? Olha pro lado direito da tela, lá em cima. Tem um X vermelho. É a serventia da casa.

Tchau.

Entre tapas e beijos: eu & vocês, eu & Maridón



Ao longo do dia e recebendo os comentários, eu fui me sentindo o lixo humano mais lixento do mundo. He-he. Mas já resolvi o assunto: Lucas teve sua introdução aos sólidos em grande estilo e jantou carne de cachorro junto com a gente. Pronto!



Briiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinks. (só pra dar uma relaxada, vai)



Voltando: ponderei, li tudo com calma (naonde que eu arrumo tempo pra ler tanto comentário? Celular com internet, amiga, é luz e vida) e tirei conclusões:

1)   precisamos nos acalmar, gatonas!!! Tá tudo bem aqui e não tem ninguém chutando cachorro, não precisamos destrambelhar nos comentários! Eu me afastei dos dogs, perdi a paciência, achei ruim estar assim e quero mudar! Olha que bom! O que me leva à segunda conclusão.

2)      Dicas ótimas recebidas já estão sendo muito bem aproveitadas! Ontem desencanei um pouco da limpeza e deixei Luquinhas pegar nos cachorros. Aproveitei o momento e fui dando biscoitinhos pro dog que se deixava pegar. O resultado foi legal! Chimi ainda meio ressabiado, mas relaxando. Diana sijogou, tanto que deu uma mordiscadinha leve na mão do Lucas (ai, deusu). Nem foi nada. Bebê ensaiou chorar, eu comecei a cantar, ele riu, cachorros se sacodiram achando divertido e fomos felizes assim. Daí logo depois enfiei o Lucas no banho, porque eu até tento, mas não sou de ferro.

3)      Outra dica aproveitada: aumentei um pouco a atenção que dou a eles, mesmo que seja verbalmente. Dou bom dia efusivamente (maginem a louca falando BOM DIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!), brinco um tiquinho quando chego em casa, tento fazer carinho com os pés quando estou com o bebê no colo (multi-tarefa, seu nome é Carolina) e eu tenho ficado responsável por servir a comidinha deles (e fazer carinho antes deles comerem e tal).

4)      Entre mortos e feridos, salvaram-se todos e eu achei o post proveitoso, afinal. Uma coisa é certa: sozinha, eu não estou! Porque o que teve de gente neUvosa querendo deixar opiniãããão. Nossa! Mas vambora, eu leio tudo, filtro e sigo em frente com o melhor que vocês deixam por aqui. No mais, agradeço pelo carinho e pela preocupação em me ajudar! Quando eu começar a ver resultados da nova fase Dogs, Lucas & eu, conto aqui!

***

Em outras notícias: tô de novo no Minha Mãe Que Disse!! Mais um videozinho ótemo, dessa vez com a participação de Maridón! E, claro, das queridas e Mari e seus corajosos respectivos! Passem lá!

Chimi, Diana, Lucas & eu


Já me pediram muitas vezes e eu fui deixando pra lá, deixando pra lá... mas hoje eu conto! Sobre os dogs e o baby: como foi?

Pra quem não sabe, eu tenho dois cachorros: o Chimi Churri, que é um beagle levadíssimo e simpático e a Diana, uma vira-latinha comportada e madura.

Mas voltando ao causo da adaptação entre os meus “filhos”. Gente, falando sério? Do fundo do meu coração? Se forem atirar pedras, atirem de levinho?

Não foi legal. Não é legal.

Muito mais por mim que pelo Lucas, com certeza.

Logo que chegamos com o bebê, Diana ignorou – tava mais carente que qualquer outra coisa – e Chimi ficou muito desconfiado. Lucas começou a chorar, Chimi começou a latir. Isso passou rapidinho, mas, aos poucos, fomos limitando o acesso deles a determinados cômodos, cortamos muitos privilégios (primeiro tirei de cima da minha cama, depois de dentro do meu quarto etc.), paramos de dar tanta atenção.

Não tínhamos mais tempo pra passear, esquecíamos de comprar ossinhos e brinquedos pros cães, o excesso de pelos e latidos fora de hora me deixavam bem puta. Isso virou uma bola de neve: quanto mais puta fui ficando, menos eu os queria por perto, menos eu brincava, menos eu ligava pra eles e mais eles faziam coisas irritantes. Embora cachorros, não são bobos, então foram muitas tentativas de chamar a minha atenção. A mais chata foi o xixi pela casa (coisa que não se fazia em nenhuma hipótese antes). Ah, também teve o acesso de loucura quando Pedro chegava em casa, os dois ficavam loucos, latiam, pulavam de um lado para o outro, faziam um puta barulho e, duh, acordavam o bebê que eu tinha ficado uma hora pra acalmar. Eu queria matar.

Com tudo isso, eu fui me afastando deles. Comecei a odiar os pelos, os latidos, os trejeitos, a carência constante. Não tenho mais saco, paciência, prazer. E eles, coitados, ficam implorando por um tiquinho de atenção. Chimi teve uma infecção no ouvido outro dia e parecia amar a hora de botar o remédio (que visivelmente doía nele), mas era o momento mais próximo que tínhamos. Tadinho.

Agora, antes que me odeiem: eu sou a bitch da história, eu sei. Tá tudo errado. São meus cachorros, minha responsabilidade e merecem um tratamento legal. Na verdade, eles são bem cuidados: tomam banho periodicamente, comem da melhor ração, tem água freca e disponível o tempo todo, tem acompanhamento médico constante, casa quentinha, cama macia, espaço pra fazer as necessidades. Não estão jogados ao léu. Não estou maltratando meus bichinhos.

A questão é que antes eram MEUS FILHOS. E agora são os meus cachorros. E só.

***

Desde que Lucas começou a perceber o mundo à sua volta, atentou pra existência de Chimi e Diana. E ele parece gostar, estende os bracinhos, tenta pegar, faz carinho quando consegue. Mas, depois da minha certa hostilidade, acabou que os dogs têm medo dele. Estou tentando reverter essa situação, sento no chão com o Lucas, chamo os dois pra perto. A Diana deixa, o Chimi morre-de-medo. Fica todo nervoso e sai fora rapidinho.

E eu confesso que também não curto muito, fico logo procurando o alcool gel pra lavar as mãos do Lucas e as minhas, acho tudo sujo, me dá neurose de infecções e bactérias e outras loucuras da minha cabeça.

Já pensei em doar os cachorros, mas sinceramente acho maldade. Fora que tenho certeza que Lucas ainda vai curtir muito essa convivência.

***

Foi difícil escrever isso aqui, viu. Nunca admiti essa situação pra ninguém, nem converso muito com o Maridón sobre o assunto. Me sinto a Bruxa Má do Oeste. A Egoísta, Sem Coração, Bitch das Bitches.

Não quero jogar água fria nos sonhos das gravidinhas que tem dogs, mas, querida amiga, se você tiver um filho demandante como o meu, te digo que será difícEL.

***

Enfim, essa foi a minha experiência. Chatinha, né? Mas já sei que a culpa é minha (a culpa é sempre da mãe) e tô tentando resolver. Alguém tem dicas? Alguém passou por algo parecido ou eu sou a única Lado-Negro-da-Força-Darth-Vader do pedaço?

(se bem que o Darth Vader não renegou o filho dele...)

Da sombra

Não sei se tem alguma coisa a ver, mas... quero comentar.

Laura Gutman diz que as crianças merecem saber a verdade. E que as sombras da mãe são refletidas pelo bebê (resumindo bem resumidamente, recomendo ler o livro “A Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra”).

Daí que, desde a semana passada, venho sofrendo com a data de ontem. E, desde que Lucas nasceu, nunca que tinha dormido sem acordar oitocentas vezes durante a noite. Uns dias bons, outros péssimos. Semana passada todinha acordando 8, 9, 10 vezes. Teve o começo na creche, teve um resfriadinho, teve a mãe cheia da sombra do medo da perda, da separação, do abandono.

Agora imaginem vocês, numa semana só aconteceu que: meu filho já não fica mais comigo o dia todo, fica resfriado e ainda por cima eu vivo morrendo de medo de acontecer algo com ele. Sombra, sombra, sombra, Laurita Gutman me gritaria.

Então, já cansada de não dormir e de ter medo, sentei pra conversar com ele. Sim, eu abri meu coração pra um bebê de menos de seis meses.

Falei das perdas, contei da minha mãe e da minha irmã (e das demais perdas familiares recentes), que tinha medo por ele, que tudo bem ter o nariz congestionado, mas que mamãe fica assustada e acha que tossiu-sufocou-morreu. Credo, mas é verdade. Que certamente tô projetando nele uma obrigação dele ficar o tempo todo me dizendo que sim, que tá vivo, que tá ali, que tá tudo bem. Daí não dorme. Daí chora. Daí fica nervoso.

Realmente considerei a possibilidade do meu filho estar nervoso porque eu vivo ando nervosa.

Então, combinei com ele que, se ele precisasse, eu estaria por perto, sempre. Mas que só me chamasse se realmente não conseguisse se resolver sozinho. Pedi desculpas, mas precisava descansar, precisava ter um mínimo de sono pra voltar a ser uma mãe legal pra ele. Também prometi que não ia ficar indo no quarto o tempo todo ver se ele tá respirando. Falei “eu confio em você que, se tiver algo errado, você vai me chamar. E você pode confiar em mim que sempre estarei quando você precisar”. 

Loucaça, né?
Mas bem.

Primeira noite: acordou 5 vezes.
Segunda noite: acordou 4 vezes.
Terceira noite: acordou 2 vezes. E dormiu quase 7 horas seguidas entre as duas acordadas.

Não estou comemorando nada, pode ser fruto do acaso. Segunda-feira volto a trabalhar e estou totalmente preparada pra ele desembestar de acordar loucamente tudo de novo.

Mas, uma parte de mim gosta de acreditar que ele entendeu o recado e a gente se conectou um pouco além do que é inteligível. Por mim e por ele.

***

E pra quem queria saber o que houve com a minha irmã, conto aqui.

***

Brigada pela força, chiquitas. Vocês não sabem o quanto é importante.

And I love her

Sempre me ressenti de não ter nenhum tipo de talento. Tá, escrevo coisa ou outra que ficam até bonitinhas, era boa aluna (talento pra pensar serve?), mas eu queria mesmo era ter talento de djivah, queria subir num palco e abrir a boca e cantar e emocionar.

Obviamente, quem me conhece sabe: só nascendo de novo, amiga. Sou tão desafinada e não tenho ritmo e sempre atravesso as canções (oi, eu realmente falei canções?), mesmo se estiver só batendo palmas.

A única pessoa que me curte cantando e performando ainda não sabe falar, porque, quando souber, certamente me dirá "cala a boca e para com isso, pelamordedeus". Lucas, no caso.

***

Pra meu desgosto profundo (na época), minha irmã era toda talentosinha. Fazia teatro, balé e, quando cantava, o fazia de um jeito todo afinadinho, toda bonitinha.

Ela era dessas pessoas que, quando sobe no palco se ilumina, sabe? Ou pelo menos me iluminava.

O mais curioso era que ela se ressentia de não escrever bem e de não ser inteligentinha (como eu).

***

Irmãos, né. A coisa funciona assim. A gente odeia e a gente ama.

***

Então hoje, no dia em que ela completaria 22 aninhos se ainda estivesse entre nós, eu fico imaginando coisinhas. A cena ideal é assim: pego meu banquinho e meu violão e sento na frente dela. Ela se contorce de vergonha e me pergunta se isso é mesmo necessário. É, Fernanda, é necessário. Eu começo a tocar, ela reconhece a música e cantamos as duas juntas, meio envergonhadas, meio abobalhadas - como só nós duas sabemos ser. A gente se reveza, eu faço a primeira voz, depois ela faz. Nosso encontro é, como sempre, muito bom.

Eu nunca desafino, ela nunca se sente burra.

Eu nunca me sinto sozinha, ela nunca morre.

***

I know this love of mine
Will never die
And I love her


up