fofildinho, né?
mas nada prático, descobri isso depois de ficar apenas uma horinha com ele no berçário.
tá, eu não sou uma completa sem Loção e já sabia que não era o modelo de vestimenta ideal pra creche, mas como era primeiro dia, eu quis levá-lo bem lindão.
só que:
- o macacão sobe e incomoda no bumbum
- a blusa sobe e a pancinha fica meio de fora
- a meia fica caindo
- não é a roupa mais fácil pra fazer troca de fralda
- o baby ficou se distraindo comendo as alças do macacão e acabou se babando todo
mas enfim, eu sou mãe de primeira viagem e adoro essas patetices de primeira vez, hihihih.
Sobre o primeiro dia nosso dele: foi bem tranquilinho. Ficamos apenas uma horinha na creche, a proposta da adaptação é ir fazendo a coisa bem devagar e nos tempos da criança. Eu tava ansiosa, mas chegando lá, tentei ficar na boa pra passar essa segurança pro baby. O ruim é que, como fiquei na salinha o tempo todo com ele, eu ficava falando pra cuidadora: ele vai se jogar daí (da cadeirinha), a meia tá caindo, dá a chupeta, agora ele quer isso, agora ele quer aquilo. Não consegui tirar os olhos dele, mal vi as outras crianças, mal me lembro das instruções (do que precisa levar e talz).
Mas, amanhã tem mais e será por pouco tempo de novo. Devo ficar duas ou três horinhas e, dessa vez, eu sairei da sala em alguns momentos e deixarei que as cuidadoras assumam algum momento crucial do dia - comer ou dormir. Elas me disseram que são preocupadas com a alimentação, já que, se a criança aceita ser alimentada por elas, tá tudo ok. Eu confesso que tô mais assim com o sono, conheço meu filho e sei que ele é complicado nesse quesito, mas também posso me surpreender.
Fato é que tomei um choque de realidade hoje. Porque ele não vai receber atenção exclusiva e é isso que ele tem em casa. Mas não pensem que eu achei ruim, não, muito pelo contrário, eu acho ótimo. Claro que quero o melhor pro meu filho e seguirei dando toda atenção do mundo pra ele, mas também acho legal ele ir convivendo com outros tipos de situação. Inclusive, as cuidadoras se assustaram um pouco quando eu comentei que ele nunca ficou com ninguém, que nunca o deixei pra fazer alguma coisa. Em cinco meses e meio, ele ficou 20 minutos com a empregada um dia e duas horinhas com a madrinha em outro (quando fui ao velório do avô do Pedro). E só. Não tem muita gente em volta, não tem reuniões de família, outras crianças, colos alheios. Somos eu e Marido. E ele.
Daí eu senti que, quando alguma cuidadora parava de olhar exclusivamente pro Lucas ou o tirava do colo, ele já começava a protestar. Não dá, gente. Ok, é pitico, tem menos de 6 meses, mas não dá, não acho legal. Então acho que a creche vai ser ótima pra ele.
E eu? Muita gente perguntou como eu tava. Sinceramente? Tô super tranquila. Acho que fiz a escolha certa e tô curtindo essa nova fase do meu bebezico!
Hoje eu te vesti de pijama novo. É um que a sua madrinha te deu, logo que soube que você era um menininho. Engraçado, ela sempre te amou. Sempre fez questão, sempre te presenteou, te cheirou, te quis. E olha que ela queria que você fosse uma menina, ela queria te encher de lacinhos e fitinhas e brincar de boneca com você. Mas é lógico que isso nunca foi um problema, ela logo arrumou um monte de roupinhas e mimos pra te embonecar de qualquer jeito. Boneco menino, por que não? É bonito ver o carinho que ela tem por você, o quanto ela faz questão de conviver, de saber, de estar, mesmo fisicamente longe.
Mas bem, voltando ao pijama. Quando ela nos deu o pijama, nós duas comentamos “nossa, que roupa gigante! É tamanho 6 meses, pra usar lááá pra frente!”.
E olha só, filho, o “lá pra frente” é hoje. Hoje você está de pijama de bebê grande, de bebê "lá pra frente". E hoje foi nosso último dia exclusivamente juntos. Amanhã já começa o final de semana e tem o papai o dia todo. E segunda, você vai pra creche.
Mas hoje, hoje era só nosso. Eu e você. Como sempre fomos desde que você era uma linha num teste de farmácia.
Hoje eu decidi que não ia ter horários. Não ia ter rotina, não ia ter cobrança, não ia ter nada. Se você chorasse, eu te acalentaria. Se sorrisse, eu riria junto. Se tivesse fome, mamaria. Pronto. Simples.
E, filho, dos muitos dias que tivemos, posso dizer que este foi um dos melhores. Logo que você acordou, papai te trouxe pra cama e ficamos juntinhos, rindo e fazendo carinho. Depois levantei, abri as cortinas, te beijei, te peguei no colo, te disse o quanto eu te amo e o quanto foi bom passar esses meses com você. Mas eu não sou mentirosa, te contei que foi difícil também. Que fraquejei, duvidei, sofri, chorei.
Só que isso não importava muito hoje, meu pequeno. Hoje escolhi músicas pra gente cantar, te dei o peito, te pus pra dormir quando você teve sono e curtimos muito nosso último dia. Hoje você gargalhou pra mim pela primeira vez (já tinha gargalhado pro papai, mas eu não tinha visto!). E ria alto, estava solto, feliz.
Eu também estou feliz, sabe. Porque acho que cumpri tudo que eu tinha nos proposto, estive com você nesses primeiros momentos e agora acho que estamos prontos pra seguir com as nossas vidas. Passaremos algumas horas do dia separados e isso me dói, mas, ao mesmo tempo, fico feliz de podermos ter a nossa individualidade.
Me sinto boba de falar de indivíduo para um bebê de 5 meses, mas, um dia acho que entenderá: você é uma pessoa, eu sou outra. E é isso que vamos viver a partir de agora. Sem medos, sem culpas, tá? Passei o dia te explicando sobre isso. E também te agradecendo por ter me escolhido, por te me ensinado tanto, por ter confiado em mim.
Quando você tinha menos de uma semana de vida, eu te ninei no colo pra dormir. Não tinha ninguém em casa e me lembro claramente de estar no quarto à meia luz, cantando uma música da Marisa Monte, bem baixinho. Hoje, de novo com a casa vazia e nós dois juntinhos, eu cantei.
E lembrei do que escrevi naquela época. Repito aqui, com toda força e amor no meu coração:
“Não dá pra não amar INTENSAMENTE. Não dá pra não querer ter outros 20. É uma função que não termina nunca e cansa e tudo mais, mas fico sempre com saudade dos dias que já passaram, saudade do parto, do hospital, das visitas que já visitaram, dos erros que cometi, do minuto que acabou de acabar. Fico com pena de não ter outro par de olhos que fiquem grudados nele o tempo todo. Duvido que possa existir amor maior, mas passa um tempo e eu amo mais ainda, daí eu tenho a certeza que só vai crescer. Não quero nada de volta, só quero ser o melhor que eu puder pra ele e que ele seja feliz nesse mundão.”
Não poderia fazer mais sentido.
Eu só quero que você saiba Que estou pensando em você Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça A canção que eu fiz pra dizer Que eu te adoro cada vez mais E que eu te quero sempre em paz
Tô com sintomas de saudade Tô pensando em você E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor Eu tomo conta de você Mas te quero livre também Como o tempo vai e o vento vem
Eu só quero que você caiba No meu colo Porque eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga Para onde quiser Que eu não vou ficar muito atrás / /
Levanta a mão quem já se sentiu o ser materno mais patético da face of the Earth? \o/
Porque eu já:
- escutei o bebê chorando na babá eletrônica de noite e pensei “vou esperar um minutinho pra ver se ele para sozinho” e aí eu pisquei e passaram três horas e eu nem faço idéia do que aconteceu com a criança, porque né, dormi de babar e sonhar e roncar;
- escutei o bebê chorando na babá eletrônica e rapidamente comecei a niná-lo e ele nunca parou de chorar, até eu perceber que tava ninando o travesseiro;
- escutei o bebê chorando na babá eletrônica e preferi não piscar o olho e me certifiquei que era ele e não o travesseiro e fui correndo pro quarto, mas, no meio do caminho, lembrei que tenho medo de escuro, então eu saí correndo pela casa, peguei a criança no colo e botei na minha frente pra ele me proteger dos seres do mal.
Mas daí ontem eu fiz uma muito boa (eu e a piranha da babá eletrônica):
Botei o pequeno pra dormir o sono noturno, que costuma ser mais profundo e longo (pra ele né, porque eu ainda tenho janta-marido-casa pra resolver). Pois bem. Fui tomar um banho e levei a piranha eletrônica junto. Marido ainda não tinha chegado do trabalho e eu tava sozinha e a casa tava escura (releia acima e lembre que eu tenho medo do escuro). Mas eu sou adulta, né? Vamos agir como tal.
Até que.
Escuto uma MULHER FALANDO. Na babá eletrônica.
MEDO, mermão, MUITO MEDO.
A mãe normal corre pro quarto do filho com medo dele estar sendo sequestrado ou algo, né? Mas a mãe-Carolina sabe o que fez? Saiu correndo pelada pela casa, acendeu todas as luzes (as luzes afastam os seres do mal, aprendam), ligou a TV (pra evitar que ela se ligue sozinha e a menina do poço saia de dentro dela), chamou os cachorros pra proteção adicional e só aí entrou no quarto do filho. Eu, luzes, cachorros, TV.
O bebê dormia plácido, do jeito que eu deixei.
E a voz feminina do além?
SEI LÁ. Quero pensar que foi interferência, mas tô com medo de anoitecer de novo e a voz maldita do quarto do bebê voltar...
Uma pequena reviravolta sacudiu o mundo de Luquinhas essa semana.
Decidimos que ele começará a adaptação na creche na segunda-feira! #todasgrita!
AAaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!
Mas então. Eu tinha comentado em algum post que não me lembro qual que ele só começaria por lá em dezembro, lembram? Eu volto a trabalhar no começo de novembro e, enquanto a creche não começasse, ele ficaria em casa com a empregada (que me quebraria esse galho fazendo as vezes de babá). Mas não fiquei feliz com isso. Nem tenho argumentos tão racionais, o que aconteceu foi que meu coração não estava conforme.
Não consegui treina-la, mal conseguia deixar Luqui-baby no colo dela. Foi me dando uma coisa esquisita. Simplesmente continuei fazendo tudo com ele sozinha, como se nem tivesse outra pessoa em casa. Sabe quando você sente que algo não está certo? Foi assim com a decisão de deixa-lo com a empregada. Não era o correto.
Até comentei com Maridón no final de semana que eu tava ficando louca, que nem tinha começado a treinar a empregada e não me via fazendo isso tão cedo. Mas, que eu tenho que voltar a trabalhar e não tinha vaga na escolinha, logo, sem-solução-solucionado-está, vamos começar a ensinar as coisas pra ajudante.
Daí que me deu um clique de ligar lá na creche e voltar a perguntar se não rolava uma vaga, sei lá, meio turno que fosse. De cara, a coordenadora falou: “ah!! Tem sim pro turno da tarde e, em pouco tempo, teremos turno completo, você quer?”.
Eu quis.
Ô se quis.
Mas dei uma sofrida. Porque foi muito rápido, porque ele já precisa começar a adaptação na semana que vem, porque eu já volto a trabalhar em 20 dias... sei lá. Não tinha me dado conta que essa mudança grande nas nossas vidas estava tão próxima.
Bobeira, né? Fui lá na escolinha acertar os detalhes e, no caminho de ida e volta, fui inundada por um mar de pensamentos, de saudades, de ânimo pelo novo, de tudo. Tenho medo pela amamentação, tenho medo de perder muito da vidinha dele, tenho medo dele amar mais a cuidadora do berçário que eu. Tudo bobeira, eu sei.
Então, fora as leves crises de sofrimentA, estou super focada em fazer um estoque mínimo de leite – que eu nem tinha começado! – e ajustá-lo nos horários certinhos da rotina, pra ele mamar fora de casa o mínimo possível. Fora isso, a pediatra tinha me indicado um leite artificial especial para alérgicos, pra ter uma opção caso dê algum problema com o meu estoque peitístico. Eu tinha que faze-lo provar o pózão antes de começar na creche e a tempo de verificar alguma reação. Ou sejE, ontem.
Fiz a mamadeira com o tal pózão e lá fui eu dar. #fail. Lucas fez a mais caprichada cara de coo possível, engasgou, fez ânsia de vômito, cuspiu, uma beleza, um charme. Daí lembrei que ele faz isso com qualquer mamadeira que eu tente dar, mesmo com o meu leite. Se ele tá no meu colo, ele quer é peito. Obrigada pela preferência, filho. Nosso lema é atender bem para atender sempre (oi?).
Então Maridón ficou com a função de tentar novamente a mamadeira. Quem sabe ele não aceitaria sem a mãe por perto? Ledo engano, seus pais bobões. Na segunda tentativa, ele deu ainda mais escândalo. Ai ai. Hoje vamos tentar a mamadeira com o meu leite mesmo, pra verificar se a questão é o envase ou o conteúdo.
Eu tenho quase certeza que é o conteúdo, ele já tomou meu leite na mamadeira algumas vezes e não tivemos grandes problemas. Claro, sempre se for dado por outros. Tanto acho que o problema é o leite, que fui provar o artificial pra tirar a dúvida (eu provo tu-do que ofereço pro Lucas). E gentes, que coisa braba da ruim. Tadinho, ele tem razão de dar escândalo. Leite especial pra alérgico, meodeos, tem gosto de mistura de chulé com pum, sabe como? Vou perguntar pra pediatra se não tem algo que eu posssa fazer pra melhorar esse desastre de leite, mas, enquanto isso, o que eu posso fazer pra melhorar é seguir tirando o meu leite e ir armazenando pra ele, né não?
Mas enfim, voltemos à creche: creche, né. Que coisa. Apesar da sofridinha que eu dei, meu coração diz que vai ser legal, eu já estou pronta pra voltar a trabalhar e pra começar a viver a vida que eu tinha imaginado pra gente quando decidimos ter um filho. Eu nunca me visualizei em casa full time, então a licença-maternidade foi um recorte na história, uma passagem que eu fiz pelo portal mágico e louco que é ser mãe. Sei que vou sentir saudades, sei que vou sofrer quando Lucas fizer algumas primeiras coisas na vidinha dele e eu não estiver por perto. Mas tudo bem, é o ônus da nossa decisão.
Agora, me restam só mais 5 dias ao lado do meu filhinho o dia todo, então vou lá aproveitar e beijar e amassar muitão!
E vocês, gentes que mandaram filhotes pra creches? Como foi? Sofreram muito? Tiveram que ordenhar mais que a vaca-mãe da Parmalat? .. .
Hoje Luquinhas completa 5 meses e é com muita alegria que venho anunciar que: ELE DORME NO BERÇO DELE! Uuuuuuuuuuuuuuh! Nada mais de carrinhos balançantes, colos incansáveis, cama compartilhada e demais prosopopéias que eu tenha inventado no auge do desespero. Sonecas e sono noturno: meu filho finalmente aprendeu onde é o lugarzinho dele dormir.
Obviamente nada foi florido, tive que escutar muito choro, quis desistir no meio do caminho, sofri e chorei também. Mas foi Lucas quem me mostrou que estava preparado: num belo dia, que voltamos da primeira viagem ao Brasil, fui desfazer mala e ele tava muito chatinho, daí resolvi por no berço com o móbile ligado, sem pressão. Pensei: “se chorar, eu volto lá e vejo o que faço”. Passa uma meia hora, móbile termina a musiquinha e... silêncio. Fui lá ver e quem tava dormindo? Quem? LUCAS! Sem chorar, sem sofrer. A partir desse dia, eu pensei YES, WE CAN.
Resolvi fazer a rotininha de sempre, mas terminando no berço. E que lá ele ficaria, faça chuva, sol, furacão, neve etc. E assim foi. Tem dia que ele vira pro lado e dorme, tem dia que tenho que escutar meia hora de chororô, tem dia que pego no colo e nino, tem dia que deixo chorando e volto uns minutinhos depois e o vejo dormindo sem a menor ajuda... enfim, é um aprendizado. Meu e dele. Deixei chorar sim, várias vezes. Não joguem pedras em mim, posso afirmar sem sombra de dúvidas: ele chorava MUITO MAIS antes, no meu colo, sendo balançado ou fazendo o que aparentemente era melhor pra ele. Jamais abandonei meu filho, mas foi a maneira que encontramos pra resolver esse tema, que me incomodava demais. Não faço a menor questão que ele durma a noite toda, não me importo de amamentar várias vezes, mas me matava isso dele precisar de tanta intervenção externa pra dormir e ser incapaz de manter o sono por mais de meia hora sem alguém ir balançar.
Uma coisa é a criança querer colinho de vez em quando, chorar de soninho e cansaço, precisar do peito pra ter aconchego. Outra coisa é ter um bebê histérico em casa, choroso, chato, extremamente dependente. Estávamos todos completamente mal humorados, chateados - Lucas inclusive. Ai, posso confessar? Era muito ruim.
E agora? Bem, agora temos um bebê calmo, risonho (tijuro que ele ri o dia todinho), que se desenvolve rápido e a olhos vistos. E pai e mãe mais felizes, mais seguros, menos neuróticos. A hora de dormir é prazerosa, incluímos várias coisas gostosas na rotina: banho longo e quentinho com brinquedos, leitura de um livrinho, música, colo, balancinho na cadeira de amamentação, mamá. Durante o dia, nas sonecas, a rotina é mais curta e um pouco mais dificil, as sonecas realmente são desafiantes. Mas, normalmente, ele dorme em menos de 10 minutos. Sem balançar, sem sacodir no carrinho, sem velocidade 5 do créu.
Outra novidade é o início da rotina com horários fixos. Desde que ele nasceu, eu namoro essa idéia. Fiz livre demanda porque achava que era o certo naquele momento, mas agora, pra um bebê de 5 meses que não será mais cuidado exclusivamente pela mãe, não acho. Não tenho como deixa-lo na creche ou com a babá (ele ficará com a babá por um mês antes de entrar na creche) e dizer: “ah, ele mama quando tem fome e dorme quando tem sono, tá? Decifre-o”. Não dá. Mesmo que eu diga pra ela quais são os sinais, não tem como, preciso que ele tenha alguuns horários. Então, depois de muito bater cabeça, cheguei num esquema de horários pra ele, tudo pensado no que ele mesmo foi me indicando. Ainda não posso dizer que ele é um reloginho, mas, por exemplo, ele acorda todo dia as 8h. Não tem nem 15 minutos de margem de erro. Às oito começamos a escutar ele conversando com o mobile.
E mesma coisa pra hora de dormir: deu oito da noite e ele já tá chato. Se ainda não começamos a rotina noturna, ufff, é choro certo. Então o dia é esquematizado pra começar e terminar no mesmo horário.
Claro que tem dias que nada funciona, que as sonecas são curtas demais ou longas demais, daí tenho que ir ajustando. Fora isso, ainda tenho algumas dúvidas, tipo o espaço de 4 horas entre algumas mamadas, será que dá? Será que não é muito? Ele mesmo definiu assim, mas prefiro perguntar pra pediatra se ela vê algum problema. Outra coisa: se dorme muito além do horário da próxima atividade, eu o acordo. CARACA, QUEM SOU EU? Tudo que eu queria era um bebê dormindo, comopode que eu vou acordar a criança? Mas é. Senão zoa toda a organização, ele fica chato e perdido no resto do dia. Acordo mesmo (tchella, lembrei de você!).
De forma geral, acho que essas definições, na verdade, são uma questão de hábito. Insistência e paciência, eu aprendi, eu procuro aplicar.
Deep inside, devo admitir que meu olhar sempre brilhou mais pra tchurma humanizada. Sempre amei (e li sobre) as idéias de cama compartilhada, livre demanda, bebê indicando suas necessidades, não deixar chorar de jeito nenhum. Mas, na minha casa, muitas dessas coisas não funcionaram. Acho que eu confundi esses preceitos com casa da mãe joana e tudo virou uma grande zona. Mas fato é que passei esses 5 meses amargando em mim um fracasso de não ter conseguido viver conforme o livro do autor humanizado sugere.
Daí parei pra pensar. Que eu curto essas idéias, mas essa não sou eu. E que, talvez, esse não seja o Lucas. Eu preciso do meu tempo, da minha cama. Ele precisa de estrutura. Eu preciso que meu filho durma um pouco, preciso saber que às 16h não dá pra marcar nada porque ele estará mamando ou dormindo. E ele precisa da segurança de que seus horários não serão ignorados por alguma outra atividade que ele, tão imaturo!, talvez decida. Ou talvez ele nem decida, talvez ele estivesse tão ou mais perdido que eu. Quando eu passei a aceitar isso e admitir que essa é a minha vida e que eu gosto desse tipo de planejamento, tudo fluiu melhor. Fiquei mais feliz e, por consequência óbvia, o Lucas também. Fui firme no que achei que precisava, relaxei em outras coisas.
Eu sou a educadora. Eu sou a mãe. Eu decido. Não a Tracy Hoggs ou o Carlos Gonzalez ou o blog da amiga Todo mundo tem regras na vida e, nossa, que libertador poder dizer que eu também tenho, minha casa funciona conforme eu quero. Ponto final.
Sabe, pensei muito se iria escrever isso aqui ou não. Porque tenho medo de ser julgada, de ser mal entendida, de não saber aceitar críticas. E pior: tenho medo disso tudo minar a confiança que eu finalmente adquiri depois de tanto tentar me conectar comigo mesma. Mas bem. O blog é meu, o filho é meu e estou muito segura de que estou fazendo o melhor pra todos nós. Pode ser que você pense diferente e eu acho ótimo: espero que, na sua casa, tudo funcione como vocês prefiram e se sintam mais felizes.
Ás vesperas de entrar no nosso sexto mês de amamentação exclusiva no peito, tenho que dizer aqui que sinto que a missão está quase cumprida.
Nããão, não tô pensando em desmamar, nada disso.
Mas é que a coisa da introdução das comidinhas é um tema que está em pauta aqui em casa e, fora isso, em menos de um mês eu retorno ao trabalho. A idéia é ordenhar pra que Lucas siga tomando do meu leite na mamadeira mesmo, já que não tenho condições de vir amamentá-lo em todos os horários, mas na hora do almoço estarei firme e forte no peitão! Acontece que sou realista e sei que a mamadeira e a distância entre nós tende a levar a um certo afastamento dessa função peitística... puxa.
Então tô assim num clima de despedida desse tempo em que eu fui o alimento dele, não só durante esses 5 meses, mas também os meses da gravidez. Ver esse milagre, esse filho crescendo direto de mim foi incrível e muito além do que eu poderia imaginar. Eu olho pra cada dobrinha dele e penso que tudo foi fruto de um esforço meu, principalmente quando tive que entrar em dieta pela APLV dele.
Nunca consegui escrever um relato de amamentação, tive medo de dar zica, sei lá. Mas, independente do que vá acontecer amanhã, hoje posso afirmar que nossa história é um sucesso, deu tudo mais que certo e dar o peito sempre foi um grande prazer. Lucas sempre engordou bem, eu sempre tive leite, nunca tive mastites, fissuras, sangramentos.
Lógico que doeu, lógico que tive peitão inchado, lógico que tive muitas dúvidas. Mas também tive muito apoio e algo dentro de mim gritando que o caminho era esse, sem nem cogitar nenhum outro.
Acho que vale salientar aqui que não me sinto mais mãe ou melhor que ninguém por conta disso. A coisa funciona num âmbito muito mais íntimo, só meu e do meu filho. Eu me sinto feliz, realizada, conectada com ele, sinto que a missão foi cumprida e estou pronta pra seguir em frente. Mesmo que tenhamos creche, mamadeiras e ordenhas pelo caminho, agora estou pronta pra seguir amamentando, com todas as nuances que essa nova fase propõe.
***
Isso tudo pra dizer que Lucas anda numa relação muito divertida com as peitas. Ele fica todo satisfeitão quando as vê, ri, faz carinha de envergonhado. É toda uma paquera. Depois, ele abre a boquinha de peixe pra abocanhar e se joga (mesmo se estiver longe, é até perigoso e tenho que redobrar a atenção). Daí se agarra e toma seus 5 clássicos minutos de leite. Ultimamente, vinha ficando incomodado depois que terminava um peito, daí resolvi oferecer o outro e pronto! Alegria, alegria. Lá vai ele se agarrar de novo e curtir mais 5 minutos de amor e alimento.
Nesse segundo peito, como ele já não está mais esfomeado, o entorno o distrai bastante (por entorno, leia-se eumerma). Se eu falo alguma coisa ou faço algum carinho diferente ou paro de olhar pra ele, o gracinha simplesmente para de mamar e fica me olhaaaando. Daí eu sorrio, ele sorri também e volta pro peito. E daqui a pouco levanta o olhar pra ver o que estou fazendo. Eu sorrio. Ele larga o peito e ri também. Volta ao peito. Mais olhares. Mais sorrisos. Mais peito.
Ele acaba e fica todo bobo no meu colo, achando graça de tudo, rindo, fazendo carinho. Eu o levanto pra arrotar, ele não curte muito, mas segue rindo e grudado em mim.
Sem dúvidas, é o nosso melhor momento.
***
Nem tem data pra acabar, mas eu já tô com saudades.
mês que vem, Luqui-baby começa sua aventura no mundo das comidinhas (mas jáááááá???!!! #todasgrita). Daí que, como meu dinheiro ainda não tá dando na árvore (aaaaaaaaaah, #todaslamenta), preciso me planejar com certa antecedência pra comprar os acessórios da nova fase de alimentação do meu filho, este quase adolescente do mundo bebezístico.
Cês ajuda eu?
Primeiro, o cadeirón: eu tinha pensado em comprar essa coisica-fofa aqui, ó:
mas, já me falaram que o bebê fica socado ali dentro e, pros que ainda não sabem sentar direito, pior ainda, não dá sustentação. Fora isso, minha mesa não tá lá essa brastemp, então eu teria que trocar a mesa também, olha que baratinho! Olha que econômico! Olha que prático! Não, brigada.
Neeeext.
Aí pensei em comprar isso aqui, ó:
Chama Booster Seat (coisa de gente phyna - cadeirão nada, meu filho come é na Booster Seat -, imprime loosho, concordam?). Mas aí também comecei a achar que cairia no mesmo problema da opção anterior. Nhé.
Então fiquei pensando nos cadeirões tradicionais, esses trambolhudos ocupadores de espaço. Como eu nunca pensei em ter um desses, faço a menor idéia do que preciso considerar. Quais marcas são mais legais? Alguma coisa em especial que preciso prestar atenção, moças sabidas?
Fora isso, pensei nos acessórios também: precisa prato, talher e copo, certchu? Daí, a ingenuidade que vos fala achou que era só ir lá e comprar o mais colorido, barato, amigável possível e tudo bem. Mas, de novo, já me mandaram comprar coisas térmicas (dessas que mudam de cor pra indicar se tá muito quente ou muito frio e evitar soprar na comida da criança) e também soube que existe todo tipo de copo: de transição, de treinamento, de 6-9 meses, de 9-12 meses... ai meus sais maternos compradores de enxoval, alguém me ajuda?
E vamos todas combinar que dar leite no peitão é o que há de mais simples, prático e barato?
(mas tudo bem, tô até animada pra ver Luquinhas fazendo zona com as comidas!) . .
Primeiro, queria avisar que o avô de Maridón realmente faleceu, mas agradeço muito pelas palavras de apoio e torcida de vocês.
A estadia no Rio foi tranquila, Lucas já é um habitué da coisa aeroporto-avião. Eu, que antes tinha medo do que poderia acontecer com ele durante uma viagem, hoje, depois de 7 vôos num espaço de um mês, já estou é acostumada.
Passamos praticamente todos os finais de semana do último mês viajando, estou muito cansada, tem mala e roupas por toda a casa, ainda não conseguimos voltar a viver a nossa vidinha tranquila aqui. Mas, mesmo com tudo isso, Luqui-baby evoluiu muito nas últimas semanas. Fora o dente, aprendeu a virar (ainda timidamente, mas vira), a pegar os pés, gargalhou pela primeira vez (e eu não viiiiii), ri muito (quase o tempo todo), fala na língua dele e interage bastante.
Tem mamado mais que o normal, mas não acho que esteja engordando muito. Acho que cresceu no comprimento e também acho que essa mamância toda é necessária pra repor a energia depois de tanta atividade que ele tem praticado.
No quesito sono, que é a grande briga da vida dele, tivemos melhoras notáveis: bebê dormindo no bercinho, tanto à noite, quanto nas sonecas diurnas, e adormecendo bem mais rápido. Ainda não dá pra soltar fogos luxuosos de comemoração, já que as tais sonecas ainda são mto picadinhas e o sono noturno também. Mas tudo bem, ao ver melhoras, minha paciência foi se renovando, fui ficando animada e vendo que era possível melhorar a situação. Só de ter parado de balançar carrinho e ele ter aprendido a dormir no quarto dele, já é um descanso e tanto pra mim (e sinceramente? acho que pra ele também).
Tenho muito pra contar e muito o que me atualizar nos blogs amigos, vou fazendo isso aos pouquinhos, ok?! Quero voltar pra contar mais da coisa sono, das viagens, dos aviões, encontros com a família e amigos, das perdas, dos ganhos, da vida que segue. Miagurdem!