dois posts no mesmo dia porque a situação tá brabeira.
o texto a seguir foi escrito antes deu viajar pro Rio. Algumas coisas já mudaram, todas pra pior. Leiam, leiam. E opinem, por favor!
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Você palpiteira do bem, você que não consegue manter a língua na boca ou deixar os dedinhos quietos longe do teclado, este post é pra você. Quero saber a sua opinião, seu testemunho; critique, bote inveja nazamiga, chore suas pitangas. A caixa de comentários nunca esteve tão receptiva.
O assunto faz parte da tríade materna básica: sono (a tríade? Sono-comida-cocô).
Vocês sabem, eu já cansei de comentar: Lucas é chatildo pra dormir. Quero contar um pouco como está a situação atualmente e depois queria muito saber como é na casinha de vocês. Porque todo mundo diz “meu filho dorme ótimo”, aí depois de cinco minutos de conversação, eu descubro que o “ótimo” quer dizer “ótimo na minha cama, acordando a cada hora pedindo a chupeta, a cada duas pedindo peito, brincando no meio da madrugada”. Então vamos combinar que ÓTIMO é um conceito altamente relativo e subjetivo.
Luqui-luqui é assim: de noite, pega no sono lá pras 21h, 22h. Isso depende do horário que toma banho. Normalmente mama antes ou durante o banho, canta com o pai, brinca e troca de roupa (e aí já tá chorando). Chora até que eu termine meu banho e deite do lado dele (ah sim, ele dorme na minha cama). Eu deito e dou mais um peito, normalmente não dura muito, é só pra ajudá-lo a dar aquela capotada boa. Eu rezo pra que ele esteja inspirado e mame bem (embora tenha mamado no máximo uma hora antes). É que, mamando bem, ele fica mais horinhas dormindo. Daí são 20 minutos de enrolação: ele vira pra todos os lados, arranca a chupeta um trilhão de vezes, se debate, luta. Eu não faço muita coisa pra não agita-lo ainda mais, apenas carinho, reposição infinita de chupeta e paciência.
Daí dorme direto entre 4 e 6 horas seguidas. Muitas vezes, no meio dessa história, ele acorda sei lá por qual motivo, mas basta fazer carinho e ele volta a dormir (nesse momento, ele já não liga mais muito pra chupeta, só se tiver acordado muito nervoso eu insisto nela). Como ele dorme comigo, eu resolvo essa mini-acordada praticamente dormindo, sem acender luz de abajur nem nada.
Depois, quando acorda pela primeira vez (entre 2h e 5h da matina), mama deitado mesmo. Eu não ponho pra arrotar, nem troco fralda (só se tiver feito cocô explosivo, se for um cocô simples, NOT). Tudo pra não mexer muito com ele e evitar despertá-lo. Milagrosamente, desde que comecei a não troca-lo, ele parou de fazer cocô durante a noite. É raríssimo acontecer.
Volta a dormir numa boa e acorda pra mamar 2 ou 3 horas depois. Repito o procedimento e ele volta a dormir, só que dessa vez mais levinho e já com incentivo da chupeta. Acorda definitivamente às oito e mama de novo (mesmo se tiver mamado uma hora antes, ele pede, eu dou). Nessa hora já começa a rir, faz cocô, enfim, o dia começa. Se eu dou muita sorte, depois de trocado, ele volta pra cama e faz mais uma sonequinha curta, até as 9h.
Daí brinca, ri, essas coisas. Começa a sentir sono cerca de uma hora, uma hora e meia depois de acordado. Seus sinais de sono: bocejos, olhos vermelhos, esfregação de rosto, gritos. Se estiver brincando, para de prestar atenção ao brinquedo e vira o rosto, claramente tentando dizer que já deu pra ele.
Aí amiga, começa o martírio de verdade. Se eu coloco no berço ou na minha cama, ele GRITA como se estivessemos ateando fogo nele. É assustador. Mesmo com chupeta, funchicórea, fraldinha no rosto, musiquinha, carinho, tapinha leve no bumbum, mãos dadas. Quanto mais o tempo passa, mais irritado, daí começa a dar solavancos com o corpo, chutar, ficar vermelho.
Se eu ponho no colo, mais gritos, chutes, solavancos. Se eu tento fazer carinho ou dar beijos, parece que to espetando agulhinhas. Até consigo fazê-lo dormir no colo, mas é necessário balançá-lo bem rápido, de preferência andando ao mesmo tempo. Ou se o puser no colo antes dele dar qualquer sinal de sono. Aí, se eu ficar no colo com ele (balançando e andando) por cerca de meia hora, quarenta minutos, ele até dorme (mas se ponho no berço depois, obviamente, acorda).
Se eu ponho no carrinho, aí é a glória. Mas, não se engane, amiga, não é por no carrinho e tchau. É por no carrinho, com fraldinha no rosto, chupetinha e... balanço. MUITO balanço. Aí sim, ele pega no sono rapidinho, é uma beleza.
Aí você pensa: ué Carol, por que o drama? Balança o menino no carrinho por 5 minutos e tudo ótimo! E eu te respondo: mas não acaba por aí, amigamm! Tem que balançar o carrinho for ever! Senão, baby acorda!
Agora: imagina você viver A VIDA balançando um carrinho? Ken curt? Eu até balançaria pra todo o sempre, se não fosse pelo detalhe de que voltarei a trabalhar em dois meses. Eu sei, dá tempo de corrigir, mas putz... como faz? Quem nesse mundo terá paciência de balançar essa criança sem parar?
Fato é que, independente do local onde ele pega no sono (sim, ele também acaba pegando no sono na minha cama ou no berço, basta eu ter estômago pra aguentar 20 minutos de gritos desesperados), ele não consegue MANTER o sono. Dorme por 30, 40 minutos e acorda chorando tudo de novo. Se estiver no berço, simplesmente nada o faz dormir de novo. Se estiver no carrinho, aí é mais fácil, porque ele mal percebe que acordou e já está sendo embalado de novo, daí dorme. O carrinho é o único lugar onde ele consegue fazer uma soneca realmente restauradora.
Já tentei ignorar essa ânsia de fazê-lo dormir uma hora e meia ou duas horas nas sonecas, mas descobri que a ânsia não é minha, é dele! Ele precisa, pede, fica cansado, choroso e chatíssimo se não dorme legal.
E o que estive fazendo pra ajuda-lo? Até agora: empurrando o carrinho. Não fico em pé andando pela casa, simplesmente empurro pra frente e pra trás com um dos braços, um dos pés. Desenvolvi técnicas avançadas de empurrar carrinho e me cansar o mínimo possível. Empurrar carrinho e comer. Empurrar carrinho e fazer a comida. Empurrar carrinho e fazer xixi.
Na tentativa de resolver o assunto, comprei até uma cadeirinha que balança sozinha, mas ele não se adaptou. Nos últimos 10 dias, tentei acostuma-lo ao berço. Alguns dias foram ok, outros péssimos. Não houve nenhum dia bom. Nenhuma soneca realmente boa pra ele. E eu mais cansada ainda, porque sim, tive que ouvir MUITO choro. Lucas não é um bebê que resmunga. Ele grita como se não houvesse amanhã.
Meninas, não pensem que estou tentando impor rotina militar pra ele. Nem é isso. Não fecho horários, respeito os sinais dele, faço cama compartilhada, dou colo. Não me importo em absoluto de acordar durante a noite. Realmente acho que cada bebê tem sua necessidade e o meu ainda precisa acordar durante a madrugada, tudo bem! O problema é que ele está habituado a uma forma de dormir e não consegue aceitar nenhuma outra!
Já me culpei enormemente por deixar chorar no berço. Eu não deixo chorando e vou embora, eu fico do lado, canto danço e sapateio. Já fiz pu/pd (oi, Encantadora!) e parece que só piora. Mas, deixei essa culpa de lado, porque descobri que não é colinho que ele quer, é BALANCINHO. Na verdade, é BALANÇÃO. Em momento algum eu deixo de dar amor, pele, contato, atenção, contenção.
Só que, oi, vida real: precisarei voltar a trabalhar. E Lucas ficará numa creche. E visitei inúmeras creches e posso dar o coo na esquina e pagar a mais cara, que nem essa terá uma tia à disposição pra balançar meu filho durante as 3 ou 4 sonecas de hora e meia que ele precisa fazer durante o dia.
E nunca ouvi ou li nenhuma história parecida a esta.
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E aí, amiga mãe? Não precisa me dar uma solução não, mas me conta a sua história? De sucesso ou não, não me importa. Solte seu dedinho aí nos comentários.
Brigada!