O tempo voa

tem meia hora que estou atacando o Lucas com beijos e apertos.

ele parece irritado.

pronto, sinto a adolescência do meu filho chegando. Logo que ele conseguir formular uma frase, será: "ai, que saco, mãe" ou "para com isso, mãe" ou ainda "não me deixa na porta da escola, mãe".

ai, ai.

Dois minutos de puro nada



mas pelo menos serve pra vocês verem senhor Luqui-luqui em ação!

Dismagrecendo com Carolina

na aula passada, aprendemos que gravidez + complicações + amamentação podem ajudar no dismagrecimento da figura humana materna, certo?

pois bem, hoje falaremos de exercícios:

almoçar balançando carrinho com os pés - nível Básico para Iniciantes
sacudir bebê conforto enquanto fica na internet e resolve coisas pelo telefone - nível Intermediário para as Comuns
amamentar segurando bebê num braço, tuítar do celular com a mão que sobra, fazer carinho no cachorro com um pé, fazer carinho no outro cachorro com o outro pé e balançar a poltrona de amamentação jogando o corpo pra frente e pra trás - nível Advanced Masters Selo Carolina de Dismagrecimento.

Tente você também!

Alguma outra sugestão? Sijoga nos comentários!

Mais da série "perguntas que me fazem"

- Nossa, como você fez pra ficar tão magra?

- Simples! Engravidei, vomitei por 4 meses seguidos, depois tive diabetes gestacional, entrei em dieta, depois amamentei exclusivo dia e noite um menininho que gosta da coisa, mama às vezes de hora em hora, depois ele começou a encrencar pra dormir e eu ando quilômetros com ele no colo pela casa, depois desconfiamos que ele tava com alergia à proteína do leite da vaca e entrei em dieta de novo e ele ainda é chato pra dormir, então sigo andando e, às vezes, quando os astros estão alinhados e a lua faz eclipse total (e o bebê está dormindo), eu também faço sexo.

15 quilos menos.

tsá?
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Pra relaxar um pouco

Sempre me perguntam se eu aperto o bochechón do meu filho.

Ao que respondo:

- Claro que não. Eu respeito o espaço dele, sua bolha social, sua integridade física, seu direito nato de não ser violenta e surpreendentemente apertado, sem prévia autorização.


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Aham.

Ainda sobre o nem tanto

Muita gente me perguntou que porra que tem a ver o leite de vaca com o Lucas, já que ele é amamentado exclusivamente no peito da vaca que vos fala e não das vacas do pasto (ou do supermercado).

É que o leite que eu tomo passa pra ele através da amamentação, gentes.

Vou escrever um post sobre isso em breve, mas, enquanto ainda não está confirmado que ele tem a Alergia, só queria comentar o meu espanto-desespero-riso quando recebi o email da pediatra com as instruções pra dieta lacteos-free. Gente, é MUITO MAIS do que simplesmente não comer leite, queijos, massas. MUITO MAIS. Basicamente, é não comer quase nada de industrializados, quase nada que não for preparado em casa, quase nada at all. Fora que tem um papo de contaminação cruzada que é assim: não posso comer o presunto da padaria se ele tiver sido fatiado na mesma máquina que o queijo. Os traços de leite (do queijo) que ficam na máquina podem contaminar o meu presuntinho. E gente, isso não é frescura. É muito sério, tanto que tem esse nome feio de CONTAMINAÇÃO.

Agora, como faz pra confiar? Como faz pra comer na rua? Como faz pra viver? Como faz?

Acho que era mais fácil a pediatra ter me mandado o que eu posso comer. Eu resumiria assim:

- Frango grelhado em frigideira virgem, preparado com utensílios virgens, degustado com pratos e talheres igualmente virgens (jamais usar esses utensílios, pratos e talheres para preparo de outros alimentos)
- Arroz (sobre utensílios, pratos e talheres, observar regra acima)
- Saladas (sem molho, pelamordedeus)
- Legumes (cozidos no vapor)
- Frutas (lavadas à exaustão)
- Água
- Oxigênio
- Luz do Sol

tá?

Não tô desesperada não, gente. Tô é achando GRAÇA. Rindo muito. Rindo tudo.
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Uma coisa feliz e outra nem tanto

A feliz: Claro que eu estou participando do sorteio de lançamento do Minha Mãe que Disse! Elas são lindas, ótimas e o site tá o máximo, apareçam por lá!

A nem tanto: Luqui-luqui tá com uma suspeita chata de ter alergia à proteína do leite de vaca. Hoje fez cocô com sangue e seu chororô não acaba nunca, ele parece sempre incomodado, com dor. Não dorme profundamente nunca e essa noite não dormiu quase nada. Além disso, os remédios pra refluxo que estávamos usando não estão adiantando, o que reforça um pouco a suspeita. De qualquer forma, hoje mesmo vamos fazer exames e amanhã temos uma consulta de urgência com a pediatra. Mesmo assim - e aqui a coisa complica - a partir de hoje, estou em dieta de lacteos. TODOS OS LÁCTEOS. Todas as coisas que podem ter um pézinho no leite da vaca má não entram no que posso comer. Vamos dar as mãos e fazer um minuto de silêncio pela vaca que não mais estará na minha vida.




(ainda em silêncio)






Eu que achava que diabetes gestacional tinha sido o PIOR da minha restrição alimentar ever. Ai ai.

Mas enfim, pelo meu filho, eu sigo em frente sem medo.

Medinho

nunca entendi esse papo que eu lia por aí de mãe com medo de dar vacina no filho e das reações que poderiam dar em seguida. Achava ba-le-la.

Mas, como todas sabemos, a maternidade é um eterno cuspe pro alto que cai bonito no meio da testa, então vamo lá: tô aqui sentada na frente do laptop ENROLANDO pra pegar o carro e ir lá dar as vacinas dos dois meses. MEDO MEDO MEDO.

Gente, não me preparei psicologicamente pra isso não! Tô com um medo tão besta que já até pedi pra moça que trabalha aqui em casa ir comigo (e cai outro cuspe na testa: a pessoa que jurou que NUNQUINHA que ia levar empregada ou babá junto nessas coisas, achava feio, burguês demais, etc etc.).

Enfins, wish me luck, gatinhas! Força no paracetamol, no colinho e na paciência endless!

Quem kurt? - explicando umas coisicas

cabou que ficou mal explicado no post anterior qual era o problema de Luqui-luqui. Ele tem dificuldades enormes pra dormir de dia, de noite até dorme razoavelmente bem, mas, com o passar dos dias, vinha chorando cada vez mais, me deixando quieta cada vez menAs.

Pois bem, quando escrevi aquele post, eu não sabia exatamente o que ele tinha que atrapalhava tanto, mas agora sei: o pobrema dele é amor demais. Ele só quer ficar grudado em mim!

Rá.

Explico: no auge do cansaço e do desespero, resolvi que ia fazer o que ele queria e ficar colada. Dr. Karp não diz que a gestação dele ainda num cabou? Que ele ainda quer sentir o útero? Pois bem, Senhor Lucas, se é útero que você quer, é útero que você terá - ameacei. E cumpri.

Durante o dia, Lucas tem dormido no sling. Colado na minha figura humana enquanto serviva. De noite, cama compartilhada. O resultado é que tem chorado bem menos, dormido bem mais, mamado melhor (de noite, acontece deu tirar a peita pra dar, esquecer de guardar de volta e dormirmos os dois ali, grudadíssimos. Daí acordo horas depois com ele já mamando de novo. Loosho, poder e ryqueza).

Claro que não é perfeito: às cinco da tarde começa um chororô desesperê que só termina quando enfiamos o rapazinho no banho, lá pelas sete da noite. Ele se contorce, grita, nada agrada, é um terror. Fora isso, nem era meu sonho de maternidade ficar grudada na criança o.t.e.m.p.o.t.o.d.o., mas tudo bem. Até Maridón tem gostado da tal cama compartilhada, então vamos em frente, por enquanto (até porque sexo é bom e meu casamento agradece se eu conseguir tempo para pratica-lo).

Dizem os teóricos da crianza con apego que, respeitando os tempos do meu filho, estarei contribuindo pra sua formação independente, segura e feliz - eu acreditei. Com o tempo e, principalmente, quando acabar a gestação de Luquinhas (meodeos que essa gravidez não acaba!), vou, aos poucos, voltando a investir na permanência dele no berço e afins longes de mins.

Li os comentários de vocês e curti a sugestão do livro e da comunidade do Soluções Para Noites Sem Choro  Mas, queria saber: alguma de vocês já leu o livro? Curtiram, aplicaram, deu certo?
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Quem kurt?

dormir?
hein?

Porque Lucas não curte muito não, viu. Tamos, há duas semanas, brigando: ele pra não dormir e eu pra dormir um tiquito que seja.

Fato é que o rapazinho fica cansado, choooora, coça os olhos, boceja, puxa os cabelos, pega as orelhinhas. Dá todos os sinais clássicos do soninho. Mas, basta botar no berço ou no carrinho ou até mesmo na cama com a mamãe e pluft: olhão aberto. Se fosse só isso, eu deixava ele de olho aberto até cansar. Mas, quando ele cansa, é chororô. E chora como se não houvesse amanhã (ou ouvidos na mãe). E eu me compadeço e fico nervosa e depressiva e frustrada.

Desde que notei a luta que meu pequeno vem travando contra o sono, me conscientizei de que ele é muito pitico ainda e não sabe dormir. Não relaciona que o incômodo do sono vai se resolver se ele finalmente se entregar. E tampouco acha legal perder o que o mundão tem pra ele olhar pra uma atividade tão bestinha como dormir.

Pois bem, mãe que sou, resolvi: vou ensinar essa criança a dormir. Né? É minha responsabilidade.

Rá.

Já tentei:
- Encantadora e o método EASY (que infelizmente é DIFFICULT);
- Cama compartilhada;
- Colo non-stop;
- Pano no rosto pra ele parar de olhar pra tudo em volta;
- Enrolar tipo charutinho pros movimentos descordenados não o acordarem;
- Ruídos brancos (água caindo, secador de cabelo, aspirador de pó, fazer shhhhhhhh);
- Sling, canguru e afins;
- Colocar pra dormir de ladinho;
- Balançar na rede ou na cadeira de balanço;
- Sentar e chorar porque nada disso deu certo.

Mentira. Alguma coisa acaba funcionando. Tipos agora, ele dormiu depois de: charutinho + balanço na cadeira com velocidade 5 do créu + colo por 30 minutos + fraldinha no rosto + reza braba da mãe. Mesmo assim, tá resmungando lá no berço e jájá acorda.

Não tentei:
- Deixar chorando.

É contra meus princípios, acho falta de respeito com meu filhotito. Compreendo quem fez, mas realmente não consigo e nem quero tentar.

Sendo assim, tenho tentado seguir uma rotininha, pra ele já poder prever o que vai acontecer e relaxar mais na hora do soninho. E também estou consciente de que se trata de um bebê de dois meses, PREVISIBILIDADE não é o forte do comportamento dele.

Mas gente, puxa, será possível? A pessoa que inventou a máxima "descansa junto com ele" não tinha um filho como o meu, só pode. Porque se eu não tô por perto pra acalmar a cada 20 minutos (quando menos) ou se não estou diretamente com ele no colo, é escândalo certo.

Tô cansada, gente. E não tô falando isso porque "não tenho tempo pra mim" ou algo do tipo. É porque não tenho como fazer xixi (cocô então é loosho), não como, não durmo... necessidades básicas do serumano, sabe? Hoje, por exemplo, eu tava imaginando como deve estar a minha cara, já que não me olho no espelho tem uns dias!

Ai, ai.

Então, blogosfera materna sábia de meodeus: alguém ajuda? Histórias de sucesso? Compartilhem com a amiga que tá precisada, fazfavô.
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Dois meses e o sangue que ferve por ele


(olha como ele tava no mês passado!)

hoje Luqui-baby faz dois meses e eu acordei ao lado dele cantarolando essa bonita e singela canção:



Lembro, ainda grávida, de ter postado essa música e, nossa!, não poderia fazer mais sentido hoje em dia (oi, sou brega).


Mas, chega de cafonice, vamos fofocar sobre esse segundo mês de Luqui-luqui. Ele:

- aprendeu a gritar

- teve seu primeiro nariz congestionado

- mudou de pediatra (a atual conhece e recomenda Carlos Gonzalez e Laura Gutman - não é pra amar?!)

- foi diagnosticado com refluxo e está sendo medicado

- começou a seguir uma rotininha à noite (vamos dar as mãos e repetir juntas: "que deus conserve")

- tomou mamadeira duas vezes

- tomou peito cerca de 240 vezes

- sujou cerca de 200 fraldas

- fez xixi no trocador umas 30 vezes

- fez uns 10 cocôs explosivos até o pescoço

- fez xixi na mamãe 2 vezes

- fez xixi mirando na boca da mamãe uma vez (enquanto tu vai com a farinha, eu volto com o bolo, meu filho – desviei rapidinho quando vi o jato mijón)

- conheceu parentes, amigos do trabalho da mamãe e do papai, restaurantes, ruas e quase viajou de avião (benzadeus que não rolou, hoje acho que não seria boa idéia)

- viu seu primeiro vídeo no youtube (“O Sapo Não Lava o Pé”, hit da hora do banho com papai)

- reconhece a gente

- foi cheirado diversas vezes pelos cachorros

- chorou muito, principalmente durante o dia

- sorriu muito, principalmente de madrugada

- fez a mamãe sorrir muito, o tempo todo.
..
..

Não sei se já tinha contado isso, mas...

Logo que perdi meu primeiro baby, estava no hospital com Maridón, esperando pra pegar o laudo de um ultrassom pós-aborto. Ele segurava na minha mão e estávamos meio calados, ainda baqueados pelo que tinha acontecido.

Do nada, ele me olhou com uns olhinhos brilhantes, sorriu e me perguntou: “quando você pensa em voltar a tentar?”.

Achei a pergunta engraçada, afinal Maridón é, de nós dois, o mais cauteloso, é quem estuda as opções com calma e demora um pouco mais pra decidir as coisas. Mas deu pra ver que não era a razão falando, era o coração, nada mais.

Ao que respondi, também com o coração - ainda despedaçadinho, mas sempre esparançoso: “quero voltar a tentar já!”.

E não falamos mais nada, ficamos ali juntos de mãos dadas, sonhando com um futuro que não podíamos controlar, respirando aquela esperança boba, vendo uma luzinha que começava a se acender no fim do túnel daquela história triste.

***

Pouco menos de um ano depois, a esperança boba tem nome, bochechas gordinhas e dorme tranquilo aqui do meu lado.

***

Isso é pra você que perdeu um bebê e/ou tenta engravidar: acredite. Sua hora vai chegar.

;)

Quem nunca?, parte 2

achou a boquinha do filho chorando tão lindinha que deixou a criança se esgoelando só um minutinho pra pegar a câmera e fazer uma foto?

hein?


(é gentileza não me denunciar pro Conselho Tutelar Argentino - este órgão que eu insisto em não saber qual é o nome de verdade)

Quem nunca?

provou seu próprio leite?

hein?

(é gentileza dizer que já provou)



querem saber o mais estranho de tudo? achei gostoso.


(ok, tô pronta pra internação na ala psiquiátrica)

Sobre rotina (ou a falta de)

Meu filho é um rapazinho sensível. Depois de quase dois meses observando (também né, que outra coisa vou fazer?), notei que, se mexermos na rotininha dele, é escândalo certo. E mexer na rotina significa qualquer mínima alteração: alguém que venha em casa na hora de alguma atividade dele, um atraso no banho, um nariz congestionado, uma cama diferente.

Daí vocês já podem imaginar como foi o jantar de ontem com o Maridón, né? TREVAS.

Antes de ir, dei o peito, fiz dormir na rede, embalei no colinho. Vesti uma roupinha bem quentinha pro frio e ele capotou. Me arrumei toda, maquiei, pus salto (primeira vez deeeeeesde sei lá quando, até tirei foto deumerma no espelho, dessa vez sem barriga e sem filho – cês querem ver?). Bebezico dormia tranquilamente já todo devidamente atado ao bebê-conforto.

Maridón chegou, entramos no carro, Lucas seguiu no mundo dos sonhos. Demos uma parada no meio do caminho, eu tinha que resolver uma coisa super rápida. Os rapazes ficaram no carro, enquanto eu ia, coisa de 5 minutos, máximo. No minuto 3 e meio, recebo a seguinte mensagem no celular “Lucas quer mamar”.

Putamerda. Já vi tudo.

Voltei correndo pro carro e encontro Lucas gritando, mas gritando do verbo BERRAR ATÉ ESTOURAR OS TÍMPANOS DO POBRE PAI ANIVERSARIANTE. Tento dar peito, nada. Ele briga e chora ainda mais. Tento cantar, tento “shhh”, tenho sacudir, tento devolver pro pai, tento mais peito, tento chupeta, tento funchicórea (daí vocês notam que eu já tava desesperada). Decidimos cancelar o programa e voltar pra casa. Mas antes: que tal passear com o bebê no colo no meio da rua mesmo, no frio de 3 graus? Fui. E ele acalmou.

Voltei pro carro, consegui dar 7 minutos de mamá (o que é muito em tempos de briga com o peito, falo disso mais adiante). Ele não dormiu, mas ficou quietinho, então retomamos a idéia de ir pro restaurante.

Até que comemos bem e foi legal sair. Mas, a sensação que eu tinha era de estar jantando às 4 da manhã, tamanho cansaço que eu sentia e medo do baby abrir o berreiro no meio da comida. E falando em baby: seguiu de olhos bem abertos, mas sem dar um pio. Eu já sabia que aquilo era prenúncio da merda, afinal, bebê que não dorme é bebê POSSUÍDO.

Terminamos, voltamos pra casa, jogamos o filho diretamente no banho. Meio fora do horári oe da rotina dele, mas tentamos fingir que não, que tudo estava normal. Lucas entrou na onda do fingimento e fez o esperado: ficou simpático durante o banho, curtiu as musiquinhas cantadas, mamou delícia.

Maaaas, lembra que ele é apegado na rotina? Lembra que ele é bebê, mas não é burro? Pois bem. Acabou de mamar e...? CHORO. AOS BERROS. Gritos de desespero digno de vizinho ligando pro Conselho Tutelar Argentino (que eu não sei como se chama).

Como ele tem mamado pouco, achei que era fome e forcei peito. Ha-ha. Mais gritos. Tá bom, é sono. E toca nóis tentando tudo pra ele pelo menos se acalmar (dormir seria luxo). Ai ai. Ele gritou tanto que chegou uma hora que eu desisti de ser simpática com o aniversariante e pedi pra ele assumir, eu precisava cochilar dez minutos que fosse. Ele assumiu, sei lá como acalmou e Lucas dormiu meio mal, mas dormiu.

Passou a madrugada acordando regularmente, como sempre. Mamou, soltou seus terríveis 3 puns, riu (porque né, quem solta puns terríveis sempre fica rindo), dormiu. Como se nada tivesse acontecido.


***

Isso tudo pra dizer que meu filho está começando a entrar numa rotina, o que é ótimo. Mas não quer sair dela de jeito nenhuuum.

A coisa ainda é meio confusa, mas é assim (começo pela noite, que é mais regular): acorda entre meia-noite e uma da manhã pra mamar. Não chora, não reclama, só mama, troca fralda e dorme de novo. Vai por umas 3 horas e acorda de novo no meio da madrugada, faz a mesma coisa de antes, sem chorar. Daí volta a dormir e o sono é mais leve, ele se contorce de gases, reclama. Se eu não faço nada, ele acorda meio desesperado. Então, eu tiro do berço e ponho na cama comigo, aí já é tipo 6h da matina. Ele dorme bem até mais ou menos a hora do Maridón ir trabalhar, às oito. Daí começa a briga: ele luta com o peito e mama, no máximo, cinco minutos (contados no relógio). Chora. Mama mais um ou dois minutos. Se acalma e relaxa. Levo pra trocar fralda, ele fica na boa. Volto, ofereço mais peito, daí ele se revolta de novo, chora chora chora. Desisto e tento fazer dormir. Aí acontece de tudo: tem dias que dorme numa boa, tem dias que fica me olhando, tem dias que fica chorando. A partir disso, o dia é meio louco, ele mama em horários variadíssimos (sempre os tais 5 minutos), às vezes dorme muito, às vezes não dorme nada. Ao meio-dia, mais ou menos, eu dou um banho mais pra lavar (o banho da noite é só pra relaxar). Depois disso, quase sempre ele mama e dorme melhor. Fora esses dois momentinhos de banho, o bichinho é complexo.

Eu encararia tudo numa boa, se não fosse a briga com o peito. Isso me deixa triste, preocupada, exausta. Conversei sobre a questão com a pediatra e ela disse que é uma junção de coisas: o nariz dele que segue congestionado (e incomoda muito os babies), as cólicas e o fato dele ser realmente muito pitico ainda. Disse que vai passar perto dos três meses, que tudo ficará melhor. E, finalmente, o ganho de peso está excelente, então eu não preciso me preocupar se ele mama 5, 15 ou 25 minutos. Se em 5 ele tá resolvendo, ótimo.

Ah gente, mas sei lá, né? Ontem de tarde ele mamou tão pouco que, depois de uma mamada, tirei leite e dei pra ele na mamadeira. Ele mamou 70ml. Depois me arrependi e chorei e me culpei de dar mamadeira pra uma criança que mama exclusivamente no peito. Não fiz mais e não pretendo fazer, mas fiquei cheia de caraminhola na cabeça.

Liguei pra pediatra, ela me acalmou e se colocou à disposição pra eu ligar quando quiser e, se quiser levá-lo lá antes da consulta dos dois meses, tudo ok também.

Eu não sei o que fazer. Espero? Insisto com o peito? Tiro leite pra dar na mamadeira? Sento e choro? Faço horários mais rígidos pra ele ter uma rotina estruturada durante o dia? Deixo chorando?

Como foi com vocês? Tô perdida...

From Lucas to Daddy

Papai,

a Mamãe me contou que hoje você faz 30 anos! Iei!



Apesar de não entender muito bem o que isso significa, fiquei brabo de você não passar o dia todo com a gente.



Mas aí a Mamãe me explicou que vamos sair pra jantar de noite. Eu não entendi de novo, já que meu jantar vive acoplado nela. Mas aí pensei que vamos ficar juntinhos de novo e você vai me encher de beijos


Oba! Também quero dar um monte de beijos em você, papai, já tô até treinando!


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Feliz aniversário, meu amor! We love U!
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