Evolução

taí um dos posts que eu queria ter escrito enquanto grávida, mas, pensando bem, até que ficou bonitinho fazer agora.

Cês que me acompanham sabem que eu entrei numa ego-trip doidja e fotografei-me a gravidez inteirinha, né? Pois é. Tudo isso eu fiz pensando em chegar no final e publicar isto, óia:



evolução mês a mês: 3 x 4 x 5 x 6 x 7 x 8 x (eu queria escrever nove, mas não tive tal número) 8,5 x 1


Isso posto, tenho comentários:

- NAONDE que eu achava essa barriga pequena? hein? hein? hein? Olha essa última foto antes dele nascer, gente! Mimatem, por favor. Aliás, fica aqui um enorme agradecimento a você, paciente leitora, que me aturou  ao longo de meses e mais meses reclamando da barriga pequena e não quis me dar uma porrada cada vez que eu falava dessa ladainha sem fundamento (ou quis e ficou quietinha, entendendo que grávida é tudo doida mermo)

- Três vivas à gravidez enquanto tratamento de beleza. Todo mundo me falou, eu senti, mas hoje que acabou é que eu processei: eu fiquei BUNITA. Cabelo cresceu viçoso, pele lisa, bochechas rosadas, vendendo saúde em forma de barriga. Engordei pouco, melhorei a alimentação, fiquei com a auto-estima lá no alto. Valeu.

- Três vivas à amamentação enquanto tratamento de emagrecimento. Dos 7 quilos que ganhei na gravidez, já perdi 12 só dando as peitchas. Isso mesmo, você leu direitinho: DOUZE (oi, sou carioca e falo assim). E olha que tô dando altas escorregadas na minha alimentação, como sucrilhos todo dia, chocolatinhos aqui e acolá, friturinhas aqui e acolá. A barriga, essa outrora tão contemplada, agora está escondida porque ficou meio molenguinha, coitada. Mas tudo bem, eu compenso exibindo meus braços magros e roupas folgadas. Valeu (2).

- É lógico que essa sequência de fotos é uma viagem braba de primeira vez, né. Quero só ver nos próximos filhos/gravidezes se eu vou ter tempo-saco-inspiração de ficar tirando foto toda santa semana da pança. Du-vi-de-ô.

- Vocês tão abstraindo minhas notáveis qualidades de edição de fotos, né? Porque, se for reparar, vai ver que a coisa ficou toda mal feita, serrilhada, toda trabalhada no paint brush (oi, eu vivo em 1999 e não conheço photoshop, e você?). Amiguens com prática na edição de fotos, quem quer ser voluntário de fazer essa montagem decentemente pra mim? Hein?

- E uma última coisa, essa é pra me dar um tiro (eu mereço, eu mereço): olhando pras fotos, me deu saudade... AI MEU DEUS QUE EU FALEI QUE NUNCA NESSA VIDA QUE IA TER SAUDADE DE ESTAR GRÁVIDA. Mas, tive. Não que eu tenha amado a coisa barriguda do meu ser, mas é que essa inocência, essa expectativa, essa auto-contemplação, esse não-saber que só uma grávida de primeira viagem tem, é tão bonito, né? É de olhar e pensar: "ai, ai, mal eu sabia...". Daí dá saudade porque nunca que eu vou viver isso de novo, posso ficar grávida quantas vezes quiser, nunca será como da primeira vez. Ai, ai.
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Hoje, no pediatra, descobrimos que...

Lucas já está pesando 4.7kg, e eu tenho quase certeza que 4 destes estão concentrados nas bochechas.



Concordam?

(juro que vou parar com isso de foto e vou escrever um post decente, mas estou moooorta de cansaço, perdoem)
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M.O.R.R.I., de novo


é muito amor, minha gente!
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M.O.R.R.I.



tá?

todo esforço, cansaço, dúvidas, inquietaçoes, tudinho mórreu e deu lugar a um sorrisao banguela escancarado.
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Consultando as universitárias, um feedback

Eu tinha vários posts pensados pro finalzão da gravidez, mas, vocês já sabem a história, Lucas nasceu antes e pluft, ficou tudo no plano da ideia. Alguns até perderam o sentido, mas ainda tem outros temas que valem a pena.

Tipo o quarto do baby.

Enchi tanto a saca de vocês com o assunto enxoval-quarto-compras que é questão de honra mostrar e comentar o resultado final!

Topam? Então sijoguem comigo que o post é longo e demorou séculos pra ficar pronto!



Na porta do quarto...



... tem o enfeite de porta que estava na maternidade. Não fui eu que comprei, foi meu pai. Explico: eu tinha encomendando lembrancinhas e o enfeite de porta numa moça e mandei entregar pra quando tivesse 37 semanas e uns dias. Rá! Lucas nasceu com 36s6d, os trecos não chegaram a tempo! Daí não tinha enfeite, não tinha lembrança, não tinha nada. Quando meu pai chegou, no dia seguinte ao nascimento do baby, ficou com peninha daquela pobreza e comprou esse e ele mesmo escreveu o nome do baby! E não foi só isso: minhas amigas queridas, vendo que eu não teria lembrancinha pra dar, foram no quiosco e compraram chocolatinhos e decoraram na mesinha de canto, óia que amor:



E não pensem que acabou! Elas também compraram um caderninho de visitas, onde as pessoas foram deixando recadinhos e depois eu fui colando as cartinhas que ganhamos, ficou tão fofo!



Depois entrei em contato com a tal moça das lembrancinhas e mandei cancelar o enfeite de porta, mas mantive os presentinhos. Eram chocolatinhos personalizados que vieram dentro de um potinho fofo, eu fui distribuindo pra quem veio visitar em casa e comi outros tantos:



Pois bem, agora a visão geral do quarto:



Reparem que não colocamos cortina ou tapete. Eu tenho cachorros em casa e acho que esses itens acabam simplesmente sendo um acumulador de pó e pelo, decidimos não usar. Fora que a vista do quarto é tão legal, achei melhor deixar bem livre e bem cheio de luz. Caso eu precise escurecer o quarto, uso o blackout que já é do apartamento:



Não é tão bonito, mas cumpre bem sua função, tô satisfeita.

Outro detalhe sobre o quarto, de forma geral: não tem tema, nem cor específica. Uma das paredes é azul (baphônica, vejam a história dela aqui), o resto é branquinho. A gente queria que a decoração do quarto fosse bem colorida (odeio a imposição do rosa-enjôo/azul-tristeza) e acabou ficando assim naturalmente. Às vezes eu olho pra essa cor toda e acho o samba-do-crioulo-doido, mas a verdade é que gosto que seja assim. Essa decoração é bastante acidental, quase tudo foi presente e, o que não foi, acabou sendo comprado sem grandes objetivos de “combinar” com o resto.

Agora, vamos por partes:

Cômoda-trocador + prateleiras



Nesta cômoda, guardo toda a roupinha do Lucas + fraldas. Ele tem MUITA roupa, então algumas coisas acabaram ficando lá no armário. Sempre troco ele nesse móvel e acho muito prático e de altura boa. Não quis comprar esses kits higiene que já vem prontos, acho meio bregas pra minha pessoa metida a modernosa. Daí comprei essa cestinha de plástico e taquei as coisas dentro, só que agora tem muito mais item que eu não tinha imaginado, entao tô pensando em comprar outra cestinha iNgual e pronto. A luminária é super antiga, compramos numa liquidação de uma lojinha, logo que chegamos aqui em Buenos Aires. Maridón falou que serviria pro quarto do nosso filho e eu pensei “oi? Filho?” e três anos depois taí, cuspe na cara da Carolina. Essa luminária é um dos meus itens preferidos, peguei amor nela. A gente colocou dimer nela e foi a melhor coisa, eu controlo a intensidade da luz e isso é muito útil.

Já as prateleiras foram compras de últissima hora (instalamos no final de semana antes do Lucas nascer) e são mais decorativas que qualquer outra coisa. O cesto listradinho ganhamos de presente e serve como porta-treco, tem fraldas, coisas pro banho, alguns remedinhos que não estamos usando etc. Os bichinhos de pelúcia foram presentes e cada um tem sua história, nenhum está aí por acaso. Também estão os livrinhos e os DVDs que ganhamos (estão aí em cima porque ainda são poucos e atualmente não estamos usando, mas pretendo botar isso embaixo, na altura do Lucas, pra ele mesmo escolher e brincar mais pra frente).


Poltrona de Amamentação + Puff




Amor, amor, amor. A melhor compra de todo o enxoval, sem dúvidas. Acho que passo metade da minha vida aí. Se nela tivesse acoplados meu laptop, uma TV, um frigobar e um microondas, eu acho que passava a outra metade da vida nela, fácil, fácil. Mas, falando sério, a poltrona é muito ótima mesmo. Ela é específica pra amamentação, então não é tão larga quanto as poltronas comuns, o que permite que meus braços fiquem confortavelmente apoiados nos braços da poltrona, enquanto sustento o bebê pra dar o peito. Fora isso, ela tem um desenho legal pro encaixe da coluna, então não fico com dor nas costas ao amamentar nela. E ela ainda balança, faço Lucas (e eumesma) dormir em 5 segundos depois de arrotar. Deixo sempre uma fraldinha de boca pendurada do lado, pra eventuais dejetos que o baby queira lançar no momento amamentação (e são muitos, acreditem, essa fraldinha é trocada 47 vezes ao dia).


Armário



Nele guardo o estoque de fraldas, os jogos de cama e banho, as roupinhas que precisam ser penduradas, a bolsa de passeio do Lucas e mais outros trecos que ficam sem lugar no quarto. Muita coisa que não sabemos onde guardar acaba enfiada aí, então semanalmente, eu dou uma geral nesse armário, senão vira cemitério de loucuras. Ah, também com frequência eu checo as roupas do baby, porque ele cresce rápido demais e eu tenho medo de perder coisa sem usar. Então a cômoda também está sempre sendo rearrumada de acordo com a necessidade. Essa girafinha de plástico é pra pendurar a toalha, muito útil e fofildinha, presente de uma amiga. Em cima do armário mora esse bicho esquisito que o Maridón ama. Eu acho esquisito. Mas ele ama. Ai, ai. Que bom que gosto não se discute, né?


Berço




Aí mora uma das grandes polemicas do enxoval: a porra do kit berço. Por que essa agressividade com porra e tudo? Eu te respondo, cara amiga: porque foi totalmente desnecessário. Não foi por falta de aviso, eu sei. E pode ser que o kit venha a ser útil, mas a verdade é que agora é puramente decorativo. Do kit que eu tinha comprado primeiro (que estragou na máquina de lavar), só tinha sobrado o trocador, que igual aos seus companheiros, se mostrou uma grande merda e já foi devidamente substituído pelo amarelo simpático que vocês viram na foto. O anterior sujou de cocô e xixi e manchou e a mancha não sai por nada nesse mundo. E olha que eu já estou doutorada em tirar mancha de merda das coisas do meu filho (preparem-se gravidinhas, é merda pra tudo que é lado!). Caceta de kit caro inútil da porra. Aí comprei outro (comentei disso ainda grávida aqui), esse que está no berço e não fede nem cheira, que veio com um edredom ótimo, que ganhou outra utilidade (mostro em breve).


Mas aí vocês se perguntam: Lucas dorme nesse berço? Sim, garotchas, ele dorme. Mas não à noite, rá! Ele dorme aí durante o dia, principalmente quando preciso fazer coisas e não estar por perto, ligo a babá eletrônica (essa laranjinha aí do canto) e vou tranquila. Também fica por lá quando tem gente em casa, porque fecho a porta e ele fica numa boa no quietinho do quarto dele.


 
A última novidade desse berço é o móbile, item pro qual eu não tinha dado bola na época do enxoval. Achava caro e inútil. Ainda acho caro, mas logo que percebi que o baby tava fixando o olhar nas coisas e se divertindo com isso, fui correndinho comprar um. Óbvio que não comprei do mais caro, dar 500, 600 pesos num treco desses é demais pra mim. Esse foi 200 e eu achei simpático e o Lucas adora. Faz parte da nossa rotininha do banho: coloco ele dentro do berço, ligo o móbile e ele fica todo amando as coisinhas rodando e a música, enquanto eu preparo a banheira e fico bobona comentando do banho com ele (nota: a gente fica meio doida abobalhada quando convive a maior parte do tempo com uma pessoa de pouco mais de um mês “olha filho, enchi a banheira! Que legal o sabonete! Agora vou pegar a sua toalhona deliciosa! Eba!”).

Esse quadrinho aí dentro com o nome dele também foi um presente que acabamos de ganhar, falta ser pendurado (we love girafinhas, reparem). Certamente vai ficar aí perto do berço, pra fazer contraste com a parede azul.


Elementos Anexos

Algumas coisas importantes pra comentar, mas que não estão no quarto dele: o carrinho, o berço portátil e o tapetinho de atividades.



Carrinho (e Bebê-conforto)


É o Aria, da Peg-perego e eu tô super feliz com a minha escolha. Logo que ele chegou, eu achei complicadíssimo abrir e fechar, montar e desmontar a coisa toda. Mas, mommys-to-be, saibam uma máxima da maternidade: quando da necessidade, aprende-se tudo. No dia que eu realmente precisei, parecia que eu tinha passado a vida manuseando carrinho e bb-conforto. Hoje em dia, eu abro e fecho com uma mão só, de olhos fechados, fazendo malabares e ninando o bebê ao mesmo tempo. Fora essa facilidade que tenho pra levá-lo pra passear, em tempos de narizinho congestionado, é a melhor opção pra ele dormir, já que o bebê fica um pouco inclinadinho e alivia a sensação chata do nariz entupido.


Berço portátil



Fica montado no meu quarto, do ladinho da minha cama. Não acho o carrinho a melhor opção pra ele dormir sempre, então esse bercinho foi uma ótima compra. Ele dorme super bem aí durante a noite e, quando acorda, está ao alcance do meu olhar, o que me economiza a andança de um quarto pro outro e algumas lágrimas pra ele de ficar me esperando chegar. Como o colchão desse berço é muito duro, coloquei o edredom do kit (aqueeeele que eu comprei depois que estraguei o meu) pra dar uma amaciada, ficou perfeito.


Tapetinho de atividades


Ganhamos do pessoal que trabalha com o Maridón, achei super ótimo, uma boa opção pro Lucas brincar (o adequado pra idade dele, claro). Não comprei porque não achei primordial e já estava gastando demais, mas fica a dica pra quem quiser presentear. Como ganhamos recentemente, ainda não sei qual rotininha de brincadeira vou fazer, nem quanto tempo ele atura ficar no tapete. Veremos!



Depois vou fazer mais um post cheio de foto sobre o resto do enxoval, roupinhas e acessórios, ok?!

Brigada pela paciência de quem chegou até o final! Ufa!



E aí, curtiram?
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Murphy nao me ama mais, mas Lucas sim!

obrigada pela torcida e pelas palavras de apoio, gentes! Ontem recebemos um pediatra em casa (os planos de saúde daqui possuem esse serviço - muuuuito melhor que ficar na Urgência do hospital esperando algum virus ou bactéria pegar no baby) e ele avaliou Luquinhas: tá tudo bem! Nem chega a ser um resfriado, ele respira bem, tá mamando direitinho e só tá mesmo com o nariz entupido, nada mais.

Às vezes dá uma tossidinha, mas muito pouco. Daí que estou cuidando do nariz com sorinho e vapor d'água e pronto, sem mais remédios. UFA! Ah, alguém comentou sobre nebulizador (perdao nao creditar! to na correria) e eu tenho sim, só que nao consegui usar e, na pressa, fui de vapor do chuveiro mesmo. Mas assim que Maridón chegar, vou pedir ajuda com esse aparato e dar uma nebulizada no baby.

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Precisa de post à parte, mas nao posso deixar de comentar: acho que meu baby blues foi super embora. To AMANDO ser mae, gentes. Amando dicumforça mesmo. Me encontrei nessa história toda, já temos uma rotininha e isso fez tudo ficar melhor. Dorme-se pouco, é verdade, mas, com a rotina, dá pra descansar e aproveitar a coisa toda. E, em paralelo, Lucas já está mais "espertinho", interagindo um pouco, demonstrando que tá ligado nessa vida.

Ainda fico na dúvida se as açoes dele sao reflexo ou algo desse tipo, mas isso nao invalida os momentos: ontem, por exemplo, eu tava dando o mamá sentada na cama, vendo um filme, distraída. Daí sinto a maozinha dele passando de um lado pro outro na minha pele. Fazendo carinho, genteeee! Juro que fiquei emocionada! Sinceramente acho que ele nem faz ideia do que estava fazendo, mas a sensaçao foi tao incrível pra mim que nem me importa se ele sabe ou nao. 

Ai ai, to in love!
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Murphy miama

Maridón teve que fazer uma viagem de urgência e eu já estava temça. Iria passar minhas primeiras 24 horas completamente sozinha com o baby.

Tomei todas as medidas pra ficar mais segura: deixei telefones de emergência a mão, avisei a algumas amigas pro caso deu precisar de apoio, fiz comida pra mim com antecedência, arrumei a casa pra não ter pendencias olhando pra mim.

Daí fomos levar o Maridón no aeroporto, aquele climinha de despedida, lágrimas nos olhos (até parece que iríamos ficar um ano sem ver). Enquanto isso, o bebê dormia plácido no carrinho.

Maridón foi-se, Lucas e eu fomos pegar o carro no estacionamento pra ir embora. Ele começa a chorar, eu deduzo que é fome e dou o mamá dentro do carro mesmo. Ele mama pouco e tosse no final. Ok.

No caminho, ele tosse mais um pouco.

Chegando em casa, ele tosse mais um pouco, mais vezes, mais forte.

Acorda assustado com aquilo e chora a plenos pulmões. Eu acalmo, dou mais peito, ele não quer. Escuto um chiadinho.

Ele começa a fungar. E a espirrar.

Ô gente. Ô dó. Meu filho de pouco mais de um mês ficou doentinho! Logo no dia que eu estava SUZINHA em casa! Brigadona, hein senhor Murphy!

No começo, fiquei assustada e comecei a imaginar coisas. Que ele ia sufocar com o catarro, que ele não ia mais querer mamar no peito, que eu ia ter que dar fórmula, que ia ter que internar, que ele ia ficar desnutrido... LOKA de primeira viagem.

Até que caí na realidade: a adulta da casa era eu, eu tinha que manter a calma, observar e resolver. Resfriado tem jeito.

Medi a temperatura e tava normal – ótimo. Limpei o nariz, dei colo, incentivei que ele descansasse bastante. No livro do Dr. Carlos Gonzalez diz que os bebês doentinhos perdem o apetite, então não forcei peito. Esperei ele pedir e não enchi o saco pra mamar mais não. Pra minha alegria, ele mamou até que direitinho, só que por menos tempo. Tudo bem.

Pensei em ligar pra pediatra de madrugada, mas achei melhor seguir observando e ligar de manhã. Ele dormiu direitinho, mas seguiu tossindo e com catarrinho e precisando de um pouco mais de colinho.

Liguei pra médica agora cedo e ela me orientou como seguir: ligar a água bem quente do chuveiro e ficar com o baby lá dentro do banheiro pra ele respirar o vaporzinho, por uns cinco minutos. O vapor da água daria uma desobstruída nas vias respiratórias. Depois, aplicar um spray nasal, pra descongestionar e ele mamar numa boa. Acompanhar se tem febre ou outros sintomas e levar ele no consultório amanha (hoje é feriado aqui), pra ela auscultar e ver como evoluiu.

Ok, doutora.

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Confesso que me deu uma tristeza ele ter ficado doentinho tão rápido. Imaginei que, com o aleitamento materno exclusivo e os cuidados que tenho, ele duraria mais tempo sem essas chateações. Mas, depois me lembrei que o Maridón andou gripado na semana passada e a gente meio que ignorou o assunto. Ele continuou cuidando do baby sem grandes restrições. Acho que foi aí que Lucas pegou o resfriadinho.

Por outro lado, ficar idealizando demais as coisas me faz sofrer sem necessidade. Ficou doente, é chato, poderia passar sem essa, ok. Mas aconteceu, então vamos cuidar e seguir em frente.

Nao é?

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E finalmente entendi mais uma máxima da maternidade: preferia CINCO MILHOES DE VEZES ficar doente no lugar dele. Ver o filho sofrendo (mesmo que só um tiquinho) é horríveO.


pelo menos, continuo fofildo!
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Duh

Um belo dia, experimente desacoplar o bebê-conforto do carrinho. Jogue o bebê dentro (do bb-conforto, não do carrinho). Coloque o conjunto no chão. Deixe o cachorro lamber o bebê. Sente-se confortavalmente no sofá, munida de laptop para entretenimento. Perceba que o bebê-conforto funciona como um balancinho. Posicione seu pé em algum ponto do bebê-conforto e balance sem fim.

Parabéns! Você acaba de ganhar um bebê capotado por três horas infinitas.


(é, a mongol aqui não sabia que bebê-conforto balançava. DUH)

Todo amor que houver nessa vida



Outro dia, depois que o Lucas nasceu, Maridón me perguntou se eu não o amava mais. Porque quase não o respondia, não fazia carinho, não dava atenção.

Não tinha olhos pra ele.

Fiquei surpresa e um pouco triste com essa pergunta, mas rapidamente entendi. Normal, assim como meu baby blues, assim como as cólicas do bebê. Todo mundo está se adaptando.

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E, amor, é claro que eu tenho olhos pra você. Olhos, corpo, alma. Hoje e sempre.
Vamos envelhecer juntos na casinha que você sonha em comprar, rodeados de filhos e cachorros, te prometo.

Obrigada pelo maior e mais incrível presente que já me deu: nossa família. Espero e quero que ela cresça como já é hoje, forte, saudável e cheia de amor.

E parabéns pelos 4 anos de casamento (e 9 juntos!).
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Ainda na tentativa de estar conectada com o mundo

resolvi dar uma segunda chance ao twitter (cês sabiam que eu tinha dado uma primeira chance? não né, mas eu tinha, juro). Enfins,  é que tô sempre com o celular na mão na madrugada boladona e dá pra postar dele numa boa.

Eu bóio em como funciona o tuí, não sei seguir pessoas e não sei comofaz pra me seguirem, mas eu sou brasileira e não desisto nunca, então aprenderei ou esperarei meu filho crescer e me chamar de velha e me ensinar.

Quer seguir nóis? @carolinaogp
Quer me indicar gente legal pra seguir? Sijoga ai nos comentários que eu sigo!
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Então

que estou oficialmente desistindo de escrever post grande ou com alguma revisão. Se não for assim, simplesmente não consigo escrever lhufas e o tempo passa e eu perDo as oportunidades de registrar as coisas.

Rapidex, porque o bebê já resmunga no berço: levamos Luquinhas pra consulta de um mês e tudo lindju! Tá pesando 4,150 Kg (engordou cerca de 40g/dia desde que nasceu!), mede 51,5 cm e tá ótimo de saúde. Já melhorou da conjutivite que teve na semana passada (e eu esqueci de contar esse causo... mas foi breve e quase não doeu), podemos suspender o remedinho. Fora isso, segue com os gases e a médica afirmou que nada tem a ver com a minha alimentação, que é imaturidade do sistema dele, que é papo de ter paciência e esperar passarem os 3 primeiros meses (#senhor, dai-me a tal da paciência, fazfavô). De qualquer forma, tô evitando algumas comidas mais polêmicas, por via das dúvidas.

Comentei com ela sobre a livre demanda e ela aconselhou começar a dar uma regulada nisso daí, tentar colocar um pouquinho de horário, não oferecer o peito logo de primeira quando ele chorar. Mas que, se eu sentir que é peito que ele quer, que se danem os horários, é peito que ele vai ter. Falou de picos de crescimento e crises de carência, que eu tenho que ter paciência pra isso e aí sim, deixar ele mamar bastante.

Não sei se o conheço o suficiente pra determinar isso, então vou seguir dando as peitas sem muito controle de relógio, Dr. Carlos Gonzalez me convenceu mais no seu livro "Mi Niño No Me Come" (suuuper recomendo a leitura, é maravilhoso). Mesmo assim, eu confiei bastante na pediatra, ela foi muito calma, explicou tudo com carinho e paciência, teve cuidado com meu filho. E elogiou a coisa da amamentação exclusiva, falou que é um "caso de sucesso" (orgulho nas alturas nessa hora).

Mas, esse caso de sucesso tem seu ônus: hoje, por exemplo, ele pediu pra mamar de hora-em-hora, desde às seis da matina e ainda não dormiu. Não sei o que tá rolando, mas tô fazendo o possível pra atendê-lo, o que vai me deixando cada vez mais cansada. Um conselho que ela (e o mundo inteiro) me deu e vou tentar seguir a partir de hoje: tentar dormir mais. Tenho dormido muito pouco e estou beirando à exaustão, chegou a hora de parar um pouco. Vamos ver se consigo.

E bem, este post já demorou mais de uma hora pra ser escrito e se estendeu mais do que eu havia planejado, he-he. Assim que der, eu volto com mais news!

Saudades de vocês, amigas bloguísticas... só tenho lido pelo celular na madrugada boladona, perdão pela ausência nos comentários e pela falta de resposta aos emails. Um dia daqui uns 3 anos, tudo volta ao normal!
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1 mês e uma oração ao tempo





Papai do Céu,
permita que eu nunca nunca nunca esqueça o quanto este mês foi profundo, marcante, cansativo, especial, pleno. O mês que eu descobri o que significa amar, de verdade. Que eu faça as pazes com o tempo, que não passe rápido nem devagar demais. Que eu me lembre de registrar, de curtir, de chorar, de sorrir.

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E hoje é tempo de prestar atenção nele, o meu Luquitchous. Que cresce rapidão e eu quase não tive tempo de ver!

Tempo, tempo, tempo, tempo.
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Um dia como outro qualquer

Imaginem a cena:

Bebê com gases. Se contorce todo, geme, chora. Mãe já fez de tudo: deu banho, cantou música, mudou de posição, pressionou as perninhas contra a barriga, fez massagem com óleo, shantala, do-in, reza braba. Não adiantou muito. Resolve por cinco minutos, depois volta o calvário. Mãe apela pra chupeta. Bebê cospe longe a chupeta (o que dá um orgulho bobo na Mãe, que não curte essas “intervenções”), sacode as perninhas, curva a coluna pra trás, dá gritinhos. Mãe-contra-intervenções resolve apelar pra funchicórea. “Funchicórea é açucar, você vai dopar o seu bebê”, ela pensa. Mãe sente culpa. Mas Mãe também sente sono e cansaço e pensa que, se pudesse, se dopava um pouco também.

Funchicórea parece o pó do diabo, bebê cospe a chupeta ainda mais longe e faz cara de vômito. Mãe fica ainda mais orgulhosa. E mais cansada, já que precisa lavar e esterelizar a chupeta de novo. E sacudir o bebê no colo. Já que berço e carrinho tem espinhos, o negócio é colo mesmo.

Toca o telefone.

Da veterinária, pra marcar o banho dos cachorros, falar das vacinas e demais assuntos dos filhos caninos. Mãe no telefone, bebê resmungando no colo, chupetas na panela.

“posso te ligar de volta?” – a Mãe pergunta ao moço da veterinária, ao ver que o filho tá chupando seu braço “ele quer mamar”, ela pensa. Seca as chupetas, confere se estão quentes demais, tasca na boca do filho. “pronto, agora, além do açúcar, ele vai provar o gosto de boca queimada pela chupeta”.

Ela desliga o telefone. Bebê pega a chupeta, mas não dura nada: ele quer peito!

Tá bom, peito. Bebê suga suga, escorre tanto leite, o peito tava cheio, Bebê não dá conta, molha a Mãe toda.

“Tudo bem, quando marido chegar, eu tomo banho”.

Já que o bebê tá no peito, ela aproveita pra ligar de volta pra veterinária. Enquanto termina o assunto, sente o Bebê soltando um pumzão, “que bom, liberou esses gases malditos”, ela pensa (ela pensa ou fala no telefone pro veterinário? Não se sabe).

Bebê termina um peito e começa a chorar querendo o outro. Mãe desliga o telefone rápido, meio que sem se despedir do moço da veterinária (será que ela se despediu? Teria desligado na cara dele? Não se sabe). Bebê no outro peito. Mais pum: “oba, depois disso ele vai dormir”.

Peitos terminados, Mãe faz o procedimento troca de fraldas. Bebê faz cara de sapeca. A Mãe já conhece essa carinha. Ele não controla essa expressão, mas é expressão de Fiz Merdinha (era merdão no caso, vejam a seguir).

Tem cocô nas pernas do bebê e subindo pelas costas. Impossível limpar com algodãozinho ou lenços umedecidos. Mãe leva o Bebê pra limpar a bunda na pia mesmo. Bebê sente frio por estar sem a roupinha, começa a chorar. “Cadê aquela chupeta esterelizada que tava aqui agorinha?”. Caiu no chão, o cachorro tá lambendo. Vai pra água fervendo de novo. Mãe pega o Bebê peladinho no colo, vai até a cozinha, taca a chupeta na água (a mesma que ferveu a chupeta há cinco minutos atrás – será que ela deveria ter trocado essa água? Não se sabe). O Bebê peladinho se acalma. Tanto que faz outro cocô. Agora em cima da Mãe. Que já tinha tomado um banho de leite.

Corre pro banheiro, Mãe lava o Bebê, se lava um pouco. “Merda, esqueci a caralha da toalha do Bebê. Seco ele com a porra da toalha de rosto?” A Mãe pensou ou falou? E aquela idéia de não falar palavrão perto do Bebê? “Idéia de cu é rola” – a Mãe falou (ou pensou. Não se sabe) – “Melhor não secar com a toalha de rosto”. Corre com o bebê peladinho pro quarto. Ele chora com o frio. “Puta merda, esqueci a chupeta na panela”. Mãe larga o Bebê dentro do berço, pega a chupeta, pega a toalha adequada, acalma o Bebê, percebe que ele aproveitou pra fazer xixi no lençol do berço (“foda-se, troco essa merda mais tarde”), veste, faz carinho, dá mais um pouco de peito pra ele acalmar, o cara da veterinária liga de novo “esse puto tá afim de mim, só pode. Por que me liga tantas vezes?”, Bebê termina de mamar, arrota, dorme.

Fim (ou não).

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Essa cena é real, aconteceu comigo agorinha e serve pra explicar meu sumiço: assim tem sido meus dias. Mas ó: nem fico mais chorando tanto não (só um pouquinho!), eu acho é graça disso tudo.

Ah, uma última coisa: o Bebê não dormiu no final. Ele me enganou, fechou os olhos por dois minutinhos, abriu de novo e segue me olhando com cara de “o que vamos fazer agora, mãe?”.

He-he.

(volto em breve, se assim o Bebê permitir!)
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Da solidão de ser mãe

De todo o caos que eu esperei pra esse primeiro momento da maternidade, não tinha incluído na lista o quanto eu poderia me sentir só. Estive processando este sentimento ao longo dos últimos dias e, foi num blog qualquer que afirmava exatamente isso que me dei conta. Parece que sou a única mãe do mundo, a única ínsone-amamentadora-acalentadora-trocadora de fraldas. E quanto mais eu me vejo assim, mais meu filho concorda: só se acalma no meu colo, só dorme com o meu cheiro, só quer o meu peito, só gosta do banho que eu dou. Sinto que estou viva só pra que outro alguém esteja. Que não tenho mais o direito de não querer. De não estar. De não ser. E fico achando que todo mundo tem essa carta na manga, essa que te permite desistir, só por um tempinho. Dormir uma noite toda, tomar um chope, usar roupas e lingeries de gente normal. Todo mundo pode, menos eu. Aliás, eu não sou eu, sou a mãe do Lucas. E só. É horrível pensar que dá uma vontade de sair correndo. Mas dá. Queria pausar o relógio, dormir oito horas e sair um pouco desse estado de constante alerta e preocupação.

Outro dia, numa das raras vezes que saí de casa, fiquei olhando pras pessoas na rua, tentando adivinhar se elas tinham filhos. Invejando o andar aparentemente despreocupado de algumas, que pareciam ter a vida só pra si. Não sei se vou conseguir caminhar desse jeito de novo na vida.

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Na noite passada, Lucas teve muitos gases. Pela primeira vez, chorou desesperado e ficou algumas horas acordado. Depois de tentar tudo (muito peito, chupeta, mudança de posição, bolsa de água quente...), me lembrei do balde de dar banho e enfiei a criança na água quentinha. Isso foi às três e meia da manhã. Ele relaxou tanto que dormiu profundamente. E eu, na penumbra do quarto, chorei. Fiquei aliviada, triste, sozinha, feliz, confusa. Ele tava tão lindinho dormindo dentro do balde, eu esperei tanto pelo momento de ter meu filho comigo, eu o amo tanto tanto, mas, ao mesmo tempo, só queria largá-lo ali de molho e voltar correndo pra minha cama e dormir.

Deixei as lágrimas virem enquanto segurava o bebê, tão quietinho no ofurô dele. Quando me acalmei, sorri, tirei do banho, sequei, pus fralda, vesti, dei beijos, dei peito, me dei – como sempre e como só eu sei e posso e quero fazer. Coloquei no berço ao lado da minha cama e, em vez de dormir, fiquei ali velando o soninho dele.

De manhã, quando o marido acordou, me elogiou, disse que eu sou uma “super mãe”. E eu fiquei com raiva desse comentário. Estou exausta, maltratada, cheirando a leite, vivendo em ciclos de duas ou três horas. Isso não é super nada.

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Maternidade não é apenas entrega. É abnegação. É esforço. É amor maior.

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Mesmo sabendo que essa tristezinha besta passa, que esses sentimentos conflitantes são normais, não deixo de me sentir culpada por tudo isso.

Mas passa, eu sei que passa.
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Três semanas!!

Hoje Luquinhas faz três semanas e este é o último post de atualização semanal. Na próxima, já farei o mensal e seguirei assim (ai emossaum, meu bebê tá crescendo!).

Nesta última semana:

- Lucas começou a ter desconfortos intestinais. Não sei se posso dizer que são cólicas, mas ele se contorce todo, fica vermelho, faz força. Às vezes, sai um pum depois disso tudo, às vezes nada. Não tem hora pra acontecer e, na verdade, eu tenho a impressão de que rola o dia todo, piorando muito na madrugada. Além disso atrapalhar o meu sono, atrapalha também o dele, sinto que ele fica incomodado e cansado. Confesso que estou meio perdida quanto à cortar ou não coisas na minha alimentação, ainda não consegui ler os comentários e dicas do post anterior com calma pra formar uma opinião.

- Cresceu nitidamente e já perdeu a primeira roupinha! Eu nem deveria estar comemorando o fato de ter perdido uma roupa depois de apenas 3 usos, mas é muito legal ver que ele tá se desenvolvendo direitinho, fico orgulhosa.

- Tá ficando cada vez mais tempo acordado e é muito fofo percebê-lo tentando entender algo desse mundão. Ontem, ele ficou fascinado com uns adesivos de parede que ficam na cabeceira da minha cama. São pretos e a parede é branca, dizem que recém-nascido presta mesmo atenção a coisas que tenham muito contraste, tipo esses adesivos. Ele olhava bem fixamente e fazia caras e bocas, até fiz um vídeo pra nunca esquecer dessa carinha engraçada dele.

- Gosta de dormir sendo balançado, mas nada muito forte, só um balancinho de leve já o deixa revirando o olhinho. Também curte quando eu faço carinho na cabeça dele, passando a mão desde a testa em direção aos olhos. Ele vai se entregando e relaxando as feições, até que dorme bem pesado.

- Odeia banho, ainda. Chora de escorrer lágrimas profundas de desgosto.

- Já não odeia tanto a troca de fraldas, mas tem que ficar conversando com ele, senão chora. Uma coisa que percebi que funciona é ficar dando beijos nele ao longo do processo, ele faz uma carinha de envergonhado/surpreso, é super fofo (mas haja AMOR pra fazer todo esse romance numa troca às quatro da matina: eu fico repetindo “filho, eu te amo / filho, eu te amo”; como quem diz “só amando pra conversar e beijar e curtir trocar uma fralda de cocô no meio da madrugada boladona” – maternidade real, a gente se vê por aqui).

- Foi finalmente registrado e agora tem o DNI (Documento Nacional de Identidad, é o RG argentino). O trâmite foi sacal, demorado e ainda por cima tivemos que colocar mais sobrenomes nele, por causa da regra daqui. Maridón ficou puto, comprou briga na repartição e tudo. Eu não me envolvi tanto, afinal, se moro aqui, tenho que seguir a regra daqui, vou fazer o quê? Preciso que meu filho tenha seus documentos e pronto. Enquanto cumpríamos com a bur(r)ocracia, Lucas dormia plácido no carrinho, a calma em forma de bebê. Quando chegamos em casa e ele finalmente acordou, mostrei pra ele o documento e acho que ele gostou:


(mas filho, não comemore: o próximo passo é te registrar no consulado brasileiro e aí você vai parar de graça com esse documento azul).
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Rapidinhas rápidas para registrar os momentos que merecem – parte não sei qual de infinitas

Daí que Sogrona foi embora pro Brasil e como a sorte anda do meu lado...

... Lucas passou A NOITE acordado, com cólicas. Tô desconfiada que pode ser mesmo o leite que tomo, como algumas meninas sugeriram nos comentários do post anterior. Chato é que eu tinha perguntado sobre isso pra pediatra e ela não só falou que não tinha problema eu ingerir leite de vaca, como também achou bom eu gostar e tomar tanto, meio que apoiou... vou fazer um teste e cortar o leite por 48 horas, vamos ver se ele melhora.

... Depois de dormir um soninho dos justos pela manhã (leia-se: ele, não eu), mamou um montão e... vomitou tudo. Um vômito em jato, tipo Exorcista, sabe? Sujou toda a roupa que eu tinha acabado de trocar, a poltrona de amamentação e eumerma. Uma gracinha. Não cheguei a ficar preocupada porque, na mamada seguinte, mamou bem de novo e só deu a regurgitadela habitual, aquelas 3 gotinhas inocentes de leite que escapam na hora de arrotar. Tudo certo (né?).

Mas, tudo bem, essas coisas acontecem nas melhores famílias.


Claro que Sogrona tá fazendo falta, mas até que estamos nos ajustando numa boa (fora a noite em claro e o vômito em jato). Instaurei uma cama compartilhada diurna e tô curtindo, baby fica pertinho sempre e eu aproveito melhor o tempo, acho que descanso mais. De noite eu bem que queria, mas não rola: durmo pesado demais, Maridón também, temos medo de amassar o Luquitchous. Vocês, mocinhas da cama compartilhada, não tiveram esse medo não? Como resolve?


 - não sei, mamãe, mas a sua cama é ótima!
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