Rapidinhas rápidas para registrar os momentos que merecem – parte 6 de infinitas

• Quero fazer um pedido oficial de desculpas a quem me lê por aqui e aos amigos que ainda tentam: não to conseguindo responder emails, nem interagir muito interneticamente. Tenho estado muito ocupada (com coisas pro Lucas, burocracias que preciso resolver antes de sair de licença e com as férias do meu assistente). Leio tudo que vocês me mandam ou escrevem em seus blogs e facebooks, mas basicamente por celular, o que me dá uma canseira de comentar... quando estou diante de um computador, ou estou trabalhando ou resolvendo pobremas ou mesmo goiabando cansada lendo um textinho de alguém. Assim que as coisas se normalizarem um pouco (ano que vem?), eu vou respondendo, ok? Não pensem que foram esquecidos!

• Não sei se é o excesso de coisas pra fazer ou os incômodos de final de gravidez ou tudo junto: comecei a me cansar bastante. Já não agüento mais andar longas distâncias, ficar em pé por muito tempo, sentar e levantar se tornaram atividades chatinhas, essas coisas. Mudar de lado na cama é uma atividade que tem me feito acordar, precisa de um certo planejamento. Já não consigo dar impulsos com o tronco, então tenho sempre que apoiar com os braços, mãos ou cotovelos (o que me rendeu duas feridinhas bobas nos cotovelos de tanto que tenho me arrastado pra trocar de posição na cama). Nada disso me deixa com raiva ou ansiosa pra acabar logo, são só novos limites aos quais preciso me adaptar. E respeitar, né. Só gostaria de ter resolvido mais coisas do enxoval antes, agora acho que estaria mais tranqüila de não conseguir bater perna pra achar melhores marcas e preços.

• Sobre enxoval e mais especificamente o kit berço: ai gente, que chatura. Não resolvi ainda, odeio tudo que vejo. Já considero impossível a possibilidade de achar numa loja qualquer com um bom preço, então (com a ajuda de vocês), cheguei a três opções finais: mandar fazer (já vi preços e uma costureira e é tudo muito honesto), comprar de uma loja fofa indicada pela Neda ou comprar um simplérremo que eu vi no WallMart outro dia e custava 90 pesos (tipo uns 40 real). Ah, se vou cair numa coisa que não AMO, prefiro nem me descabelar por ela, né não?

• Fora isso, o quarto do Lucas tá caminhando e em breve ficará pronto. Talvez no final do mês. Faltam muitas pequenas coisas, mas vamos aos poucos, tudo bem. Eu sonhava em ter tudo pronto até o mês de março, mas pffff, não rolou. Amanhã já é abril e estou aqui ainda pensando nesse assunto.

• Pra completar, o mês de março foi o que mais gastei na minha vida. Desde obra no quarto do Lucas, passando por renovação de passaporte e muitos outros documentos até a compra do nosso carro, foi um tal de assinar fatura de cartão e sacar dinheiro... ui, doeu. Eu e Maridón somos muito organizados com grana, nos preocupamos muito com isso e NUNCA tínhamos terminado um mês no vermelho – exceto este março de 2011. Sei que isso não é nada de mais, meus pais passaram a vida no vermelho e nunca faltou nada, foram super felizes, coisa e tal. Mas eu me preocupo, gente. Agora a salária já entrou e estamos no azulzinho de novo, mas me deu um aperto no coração, estou botando uma pessoa no mundo, que tenho que vestir, alimentar, educar, dar teto. Já faço isso por mim, pelo meu marido, pelos meus cachorros. Mas putz, a sensação que tenho é que, com filho, a responsa aumenta duzentas vezes e eu fico de olhão arregalado pensando em todas as possibilidades pra tudo dar certo. Vai dar, lógico que vai.

• É que tudo são escolhas, fáceis de fazer, mas difíceis de bancar. Não tem dinheiro sobrando, mas muito porque decidi comprar um carro, pra dar conforto pra minha família. Decidi montar um quarto minimamente fofo pro Lucas, onde eu goste de estar, que tenha coisas legais pra olhar. Decidi ter um filho antes de ter um apartamento próprio. Decidi não fazer pós-graduação e engravidar primeiro. Decidi casar aos 23 anos. Decidi viajar em anos anteriores e nos próximos, não neste. Decidi morar longe da família e viver uma experiência internacional. Sou feliz com essas decisões e todas as outras, mas é de tirar o fôlego olhar pra trás (e pra frente, onde há uma barriga que só faz crescer) e pensar: essa é a minha vida. Não tem volta, é agora, é a minha história. Hmmm.

• Sabe, nada disso me faz sofrer não. Sei que parece um pouco preocupado demais e tal, mas é só porque eu sou assim. Intensa. Não sei viver sem me importar, sem pensar, sem participar. Não curto ficar assistindo as coisas acontecerem, eu quero estar nelas, eu quero ser as tais coisas.

• Então, eu vivo assim, acontecendo (meu marido que o diga, tadinho, é tanto ACONTICIDO que ele já num gueeenta). He-he.
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In love

Esse post não quer dizer muita coisa e não vai a nenhum lugar muito específico.
Mas eu quero registrar.

Hoje, eu vi o meu amorzinho. Era o dia do ultrassom pedido pela médica, aquele que tinha sentido e indicações sérias pra ser feito (e não loucura de um dia qualquer). Enfim, sem querer dar méritos as coisas, simplesmente era um exame que estava marcado e pronto, fui.

Segundo a minha GO, a partir das 30 semanas, se o bebê tiver algum problema de crescimento, é mais fácil de diagnosticar. Antes disso, não é tanto. Luquinhas tinha dois riscos: o de ser pequeno demais, pela inserção marginal do cordão umbilical na placenta ou, o exato oposto, de ser grande demais, pela mommy estar com diabetes gestacional. A médica até brincou, falou que, talvez, com essas duas condições, ele encontre um equilíbrio e cresça direitinho. Eu ri e confiei.

Porque né, a vida acaba dando um jeito nas coisas.

E deu.

Meu filhote está perfeitamente bem. Pesa 1.6 kg, mede 40 cm, tem as estruturas formadas como deveriam estar, se movimenta bastante, seu coração é forte, ritmado e constante. Tem percentil 50-75 e, de acordo com o que entendo, isso é perfeitamente normal. E, mesmo com todos os limites de um ultrassom 2d, conseguimos diagnosticar uma coisinha mais: ele é lindo! Bochechudinho, arrebatador de corações. Na verdade, de um só coração: o meu.

Além da alegria de ter saído de lá com um laudo normal, sem nada escrito na parte de “observações” ou “sugestões de controle”, me senti como se tivesse apaixonada de novo, por outro homem. Sabe quando você fica com brilhinho nos olhos, sorriso besta no rosto e coração batendo mais fortinho só de pensar no assunto? Sabe frio na barriga, vontade de estar perto e aquela sensação de que o mundo é colorido e perfeito?

Pois é.

Acho que tudo que esse homenzinho tinha pra me arrebatar até agora, ele completou hoje. To num amoooor, numa gastura de paixão de lembrar de todos os momentinhos do nosso encontro... Ai, ai.

A médica que fez o exame também merece menção honrosa. Calma, cuidadosa, falava num tom baixo, mas seguro. Não teve a menor pressa e, quando cheguei lá, ela estava estudando meu histórico (faço tudo na mesma clínica, daí a ficha fica online pros médicos consultarem, mas nunca tinha visto um ESTUDAR caso com tanto afinco e carinho). Me mostrou o bebê todinho antes de medir qualquer coisa, só pra eu já respirar aliviada e saber que, no geral, tava tudo bem. Mas eu nem cheguei a ficar nervosa não. Depois ela fez as medidas, checou tudo com calma, riu do Lucas chutando o aparelhinho de ultrassom. Chegou à conclusão que a inserção do cordão umbilical está normal, que o bebê se nutre perfeitamente bem e está com a cabecinha pra baixo – o que, além de me dar a certeza de que está tudo certo, me abre completamente as portas pro parto normal. Na saída, encontrei com a minha GO, que me cumprimentou e ficou feliz de que tava tudo bem.

Tudo isso, como muitas experiências felizes e espontâneas são, não teve testemunhas. Maridón não pôde ir, eu esqueci de levar DVD pra gravar, as fotos são apenas de laudo médico, não tem nenhuma “inteligível” aos olhos leigos, o laudo é simples e direto.

***

Lucas, não sei o que houve. Não sei como é possível um gostar tanto de um calombão que tenho na barriga.

Só sei que é tanto amor, tanto, tanto, que, no dia que você decidir vir pro lado de fora de mim, meu coração vai junto com você. Pro resto da vida.
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7 meses

De acordo com o gravidômetro, hoje eu completo 7 meses de gestação. De acordo com o Carolinômetro, foi ontem. De acordo com a contagem normal de semanas, faltam 9 e alguns dias. De acordo com a minha médica, faltam 10 semanas.

Engraçado como a gente se apega a esses números, mas eles não querem dizer muita coisa, né? O bebê nascerá quando tiver pronto, é isso.

Mas, dizia a vovó que, a partir dos sete meses, pode vir a qualquer momento. Eu não acredito muito nisso não, mas sei lá, né? Todo mundo nessa fase já pelo menos deu uma arrumadinha na mala da maternidade, por via das dúvidas.

Eu não. Porque, embora já tenha passado muito tempo, sinto que falta taaanto. Tenho muita coisa pra comprar, muita leitura por fazer, muito trabalho e organização antes de deixar o escritório por seis meses.

Às vezes fico olhando pras minhas planilhas (são muitas e eu as amo) e me dá um certo nervoso, tem muitos “oks” faltando nelas ainda. Até que Maridón falou a bendita frase “Carol, tá, falta bastante coisa, mas se ele nascer hoje, tá tudo bem, já estamos prontos”. Verdade, Maridón, estamos.

Estamos?

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Faz tempo que não sei o que é uma noite inteirona de sono. Sempre tive vários xixis na madrugada, que me fazem levantar a cada duas ou três horas pra ir ao banheiro. Agora, além dessas constantes interrupções, o Lucas deu pra me acordar. Ele mexe forte, sacode minha barriga, dá uns solavancos e eu acordo. Acho bonitinho, fico sentindo um pouco, mas logo quero voltar pro soninho. Ele não deixa.

Hoje ele descobriu as minhas costelas. As da direita, pra falar a verdade. Acho que enfiou o pé ali e assim ficou. E tortinha fiquei eu. Não dá pra apoiar o corpo pro lado direito, parece que vou me quebrar (ou pior: quebrar o pé dele que tá por ali). Daí fico pendendo pro lado esquerdo, olha que coisa.

Ah, isso sem contar no tambor interno que eu tenho, chamado bexiga. A criança dá umas porradas ali e eu sinto que vou fazer xixi na mesma hora. Outro dia, no meio da rua, tomei uma tão forte que tive que fechar as pernas, porque tive a sensação de que o xixi, a bexiga e o bebê iam despencar de mim.

Então, somem todos esses elementos e imaginem a bonita cena: a pessoa anda tipo pata, quebrando pra esquerda e, de vez em quando, fecha as pernocas no meio da rua. Sensualizei, né não? Pelo menos vou batendo os bonitos cabelos que a gravidez me deu, faço um carão e saio fingindo que tô no auge da minha delícia.

***

Mas tudo pode ficar pior: tem uma mocinha que trabalha comigo, que tá duas semanas mais que eu na gravidez dela. Daí semana passada, ela sumiu. Hoje, já estava de volta e com uma carinha terrível, ni qui fui perguntar se ela tava bem, o baby bem, essas coisas.

HEMORRÓIDAS, ela me disse. Que não conseguia andar, sentar, cagar, viver. Coitada, cara. Ela tava pálida e com ares de sofrida. Parece que o médico disse que só o parto salva. E ela tá de 32 semanas, quem quer parto com 32 semanas só pro cu voltar pro lugar? (se bem que cada um com o seu, né, não sei o quanto isso dói no âmago do serumano). E eu reclamando da minha diabetes. Pô, pelo menos a dieta fez a minha vida intestinal ficar perfeita e ordenada, iNgual as minhas planilhas. Que ainda precisam de “oks”.

Nossa Senhora do Ânus no Lugar, obrigada pela graça alcançada - eu pensei.

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Tudo isso – dizem – é preparação pra chegada do bebê. Aprender a viver com um pouco menos de controle, um pouco menos de sono, um pouco menos de conforto, um pouco menos de sensualização, um pouco menos de comidas trash, um pouco menos de cocô, um pouco menos de dignidade.

Daí me lembro de uma amiga querida, que ontem questionava: “mas se a vida muda tanto e o caos é tão completo, porque as pessoas dizem que é BOM ter filhos?”.

Olha, querida, sei lá. Mas sei que eu acreditei nesse papo. E, até agora e mesmo sem o pacotinho nos braços ainda, tô achando o máximo!

***

E que venham os dois meses finais!
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30 semanas e a foto (com participação especial)

esse post comemorativo tá ruim de sair.
é que, entre dormir, comer e bater perna pra procurar kit-berço (não, essa novela ainda não acabou), eu acabo ficando sem tempo!

Mas, pra fazer foto eu tenho tempo, olha só a pancinha com 30 semanas:


Daí, o Maridón quis investigar porque eu estava sorrindo-me toda pro espelho (e apertar meu umbigo, mania abestalhada dele):



Num engordei nada ainda, gentes... mas meu cabelo cresceu, será que conta?
:P
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30 semanas e o não-post

(êta proposta mequetrefe)

É assim, ó: eu tinha mil reflexões pra fazer hoje, afinal são triiiinta semanas, é marco na gravidez das mocinhas, né não?

Mas, tô caindo de soninho, aproveitando um feriado delícia em terras argentinas, um comecinho de frio, a pizza gostosinha cheia de trecos em cima que comi no almoço, os cachorros enroladinhos em mim, o bebê mexendo pra lá e pra cá... hmmmmmm. Que preguiça deliciosa.

Vou ali dar uma cochilada e volto em breve pra gente bater mais papinho, pode ser?

;)

Rá!

Para vocês verem como é a vida.

Tem pouco menos de um mês que descobri que estou com diabetes gestacional. Fiz todo aquele drama que me cabia, chorei, fiquei arrasada. Depois, respirei fundo, tomei coragem e me joguei na dieta.

Tive controles com os médicos depois disso e, ok, tinha engordado um quilinho, glicose controlada. Relaxei um pouco. E tive “picos” de glicose (já já explico essas aspas). Fiquei nervosa, fiz drama de novo e cortei geral. Meu nome virou SALADA + proteína + fruta + um cheirinho de carboidrato ao longe. Glicose novamente controlada, baby com peso normal, Carolina feliz.

Nesse meio tempo, venho ouvindo, de quase todo mundo “mas você tá tão magrinha, só tem barriga!”, “nossa, mas você tá ótima!”. E isso foi me dando orgulho e incentivo, afinal, eu sei porque estou magra: to de dieta, né? A mais saudável que já consegui fazer na vida, um desafio pessoal enorme que vai sendo vencido a cada dia.

Muito bem.

Daí, novo controle no endócrino. Subo na balança e... emagreci. To com o mesmo peso que tinha quando engravidei, há quase sete meses. Médico faz cara desconfiado e me pede a planilha de controle da glicose pra checar (eu vou medindo em alguns momentos ao longo do dia e, nos dias de consulta, mostro tudo pra ele). Anota dados no computador e me olha de novo. Pergunta sobre o peso do baby. Ok. E começa o seguinte inesquecível e maravilhoso diálogo:

- olha, você está sendo muito rígida. Esses números que você anotou como "picos" não são nada demais, todos são controles pós-refeição e estão absolutamente normais. Aliás, todos os seus controles depois da comida poderiam ser como esses que não teria problema. Tá magra demais, tem bastante margem pra engordar ao longo desses dois meses que faltam.

- JURA, DOUTOR? Mas nesse dia aqui, eu comi dois pedaços de pizza, morri de culpa. E nesse outro aqui, ó, eu comi macarrão!

- Ok, então coma mais pizza e macarrão. Não quero você passando vontade, muito menos fome. Tem certeza que tá comendo mesmo? Come, minha filha. Come macarrão, come pizza, come arroz branco, come pão. Vai medindo e vai vendo o que funciona ou não, mas não me volte aqui magra, ok? É hora de aumentar essa dieta.

- ... (aqui eu tava fazendo carão de “oooooh”)

Me despeço do médico e ele repete: é hora de comer, hein?!

Gente.

Gente.

GENTE.

Quando na vida alguém te mandou ENGORDAR? Eu NUNCA tinha ouvido.

Claro que eu preferia não ter emagrecido. E claro que eu sei que isso que o médico falou não foi uma carta branca pra sair por aí comendo sorvete e chocolate (embora tenha pensado em fazê-lo logo que saí do consultório, hohoho). Mas PUTZ, que LINDO ter espaço pra engordar, pra relaxar um pouco.

Ai, ai, tranquilidade. Enfim.

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Hoje almocei macarraozão com queijao raladão e saladão. Diliça.
Depois dessa festa, a glicose ficou de boa.

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Dieta de engorda, miaguarde.
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O meu sangue ferve por você

Antes de começar o relato, queria deixar uma coisa clara: eu sou uma pessoa de verdade. Dou uns passos pra frente, outros pra trás e, às vezes, não vou pra lugar nenhum. E isso, pra mim, é real, as pessoas tem defeitos, qualidades, vontades, recaídas, enfim. São só pessoas.

Essa introdução só pra explicar porque a serumana que vos fala, que até outro dia estava se gabando das mais de 9 semanas sem fazer ultrassom, acordou um belo dia e resolveu marcar um 4d pra ver o filho.

Eu tenho um ultrassom obstétrico normal marcado pra daqui uns dias, na clínica onde sempre faço e que conta com profissionais excelentes. O bebê mexe direitinho na barriga. Não tenho sangramentos, cólicas, mal estares. Tenho uma barriga de tamanho ok, um cansaço comum pra essa fase da gravidez e muitos xixis na madrugada. Nada mais.

Mas, num dias desses da semana passada, eu caí por acaso num blog de mães que perderam seus filhos. E não to falando só de aborto não – aliás, histórias de aborto eram fichinha perto do que li naquelas tristes páginas. Sabe quando você cai no erro mórbido de ficar acompanhando coisas ruins dos outros? Foi o que eu fiz.

E daí, gente, eu enlouqueci. De verdade. Fiquei cega, surda e burra. Ignorei os sinais de que estava tudo bem e fiquei imaginando mil merdas e que todas aconteceriam comigo. E, putz, já aconteceram mil merdas comigo, é totalmente possível que aconteçam mais. Não quero e não estou esperando por elas, mas eu dou minhas fraquejadas.

Resolvi que precisava fazer um ultrassom, no mesmo dia. Assim, doidona. Sem pedido médico, sem motivo (e ainda por cima achando que era um “aviso da natureza” esse nervoso todo, que eu precisava ir checar o que tava rolando). Marido não concordou, ficou brabo que eu catei sarna pra me coçar e decidiu não ir junto. Liguei pra duas queridas e elas, embora também não fossem muito a favor do meu freak out, foram segurar a minha mão.

E já que eu estava na chuva, por que ter medo de me molhar? Marquei logo um exame em 4d, pra ver a carinha do baby. FODA-SE. Eu era super contra esse exame, achava uma invasão, uma ansiedade fora de hora (minha opinião, hein? entendo quem faz – mais que nunca agora, hahaha).

Daqui pra frente, vocês meio que já sabem: o Lucas tá ótimo. Crescendo, com peso adequado, tudo no lugar, coração fortinho, já tá com a cabecinha pra baixo. Está nadando tranquilo em sua piscina amniótica, parece estar sempre solenemente cagando pras minhas angústias e nunca se afetou muito com os problemitchas que tivemos ao longo da gravidez. AMO.

Foi emocionante e reconfortante vê-lo tão bem. E é por isso que não me culpo de ter ido fazer o ultrassom, sabe. Tem coisas que só a pessoa que carrega o filho na barriga sabe. Só eu sei o quanto amo, o quanto meu filho é primordial e está ligado a mim muito além do que se possa imaginar. Por ele, eu fico louca e não tenho a menor vergonha.

Aí lembrei dessa música e, como eu sou louca MERMO E DAÍ?, caguei pro apelo sexual (e pra breguice eu não liguei, porque afinal, o amor é brega). Lucas, te dedico:




Toda minha vida
Eu te procurei
Hoje sou feliz
Com você que é tudo que sonhei


Oooohhhh eu te amo
Oooohhhh eu te amo, meu amor
Oooohhhh eu te amo
E o meu sangue ferve por você
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Consultando as universitárias, parte 5 de muitas

Muita gente mega me ajudou no post do enxoval, amei as dicas e li todas com muita atenção (BRIGADA!!!). Daí quis voltar pra contar pra vocês sobre as coisas que decidi e já comprei, olha só:

• Almofada de amamentação – Ok, definida a compra, ainda não sei qual exatamente, mas já decidi que será dessas que me envolvem toda, tem espuma rígida (não dura, mas também não molenga, tipo meio termo)

• Babá-eletrônica – comprei uma que estava na promoção. É uma simples, da Chicco (Easy Listening). Adorei a cor (eta motivo besta), ela funcionou bem de acordo com nossos avançados testes de qualidade (marido falando baixinho da sala e eu trancada no quarto) e o preço estava ótimo. Funciona com pilha ou ligada na tomada – achamos isso suficiente. Ah e acende luzinha dependendo da intensidade do ruído e avisa quando a pilha tá fraca.

• Roupinhas – seguindo os conselhos de vocês, comprei pra vestir em camadas: bodies, calças (a maioria sem é, pra não perder tão rápido), macacões, casaquinhos. Comprei algumas coisas RN (o mínimo pro comecinho) e outras tamanho P. Fui numas lojas baratinhas e catei promoções. Ainda tão faltando alguns poucos itens, mas acho que o começo já tá coberto. Peças M e G preferi ir comprando com o tempo, vou vendo qual é a demanda e decido. Tenho várias coisas básicas pro baby não ficar peladinho quando crescer pra M, mas ainda tá faltando bastante coisa. Não to com pressa. Quero deixar uma reclamação oficial contra essa palhaçada de azul x rosa. Parece que não existem mais cores no mundo e os babies só podem se vestir assim. SACO. Aqui em Buenos Aires tem mil opções divertidas e, pra vocês que ganham em reais ou euros, parece tudo baratinho. Mas não é, meninas. Eu ganho em pesos e fazer todo um enxoval de RN ou P na linha “cool” ou “divertido” sai desnecessariamente caro. ÓDIO.

• Edredom x cobertor – Aqui a coisa ficou numa discussão sem fim. Muita gente a favor de cobrir o baby pra dormir, muita gente contra. Decidi testar as opções e comprar: dois edredons (um deles já faria parte do kit berço). Até porque teria outros usos além o de cobrir pro pequeno dormir de noite. Aí, fui lá e comprei um kit berço, amarelinho, pra contrastar com o azul bapho do quarto (que vinha com edredom). Cheguei em casa, montei no berço e, óbvio, ODIEI. Queria um amarelo vivo, mas só achei num canto duma loja um amarelo morto. FEIO. Além de feio, foi caro. Troquei por outra coisa e sigo sem o kit. Sei lá, esse lance do kit berço tá me dando uma raiva INGUAL a das roupinhas, essa meleca de tradição de cores e estampas imbecilizadas bebezísticas me dá nos nervos. Quero deixar bem claro que respeito quem goste e até acho bonitinho, mas não me vejo decorando o quarto do meu filho assim. Que problemático que é ser minimamente diferente, viu. Mas bem, a saga continua, em breve eu terei uma decisão.

• Fraldas RN – vou comprar uns 2 ou 3 pacotinhos de RN, pelo menos pra garantir a estadia na maternidade. Depois, vamos vendo como o bumbum do meu filhote se comporta. Ia comprar esse final de semana mesmo, mas nenhum dos lugares que eu fui tinha! Eu tava catando da marca Pampers, mas só tinha a partir de P (babies maiores que 5kg), não rolava. Então comprei dois lencinhos umedecidos só pra constar, um da J&J pra recém-nascidos e outro da Pampers. Sempre bom testar essas coisas antes de comprar milhares pra não cair no problema da alergia, né? Pois bem.

• Lençol de berço – Fechei nos 4 mesmo. Comprei 2 conjuntos esse final de semana, mas, de novo, o problema da cor: só tem branquinho com barra bordada de alguma cor. Queria algo mais divertido, não tem. Queria comprar avulso só o lençol com elástico, só tem branco. To entrando em depressão, gente. Enfim, já tenho 2 conjuntos: direto no colchão, Lucas não fica.

• Lixeira – como a grana tá ficando curta, vou comprar uma lixeirinha básica, pras coisas menos heavy que coco. Fralda problemática vai direto pra lixeira do prédio, pronto.

• Luva – muita gente achou que eu tava falando de luva pra mim, mas não gente, era pro baby mesmo! É que muita gente fala disso pra que os pequenos não se arranhem e tal. Eu tenho um par e acho que vou comprar mais um, por via das dúvidas. É baratinho, não tem problema se não usar.

• Manta x cueiro – sigo sem saber diferenciar. Mas sei que tenho dos dois e não vou comprar mais por agora não. Se precisar, eu já sei onde tem!

• Móbile – quero comprar e acho legal, mas não tá nas prioridades.

• Nebulizador – já sei onde tem, caso precise, mando Maridón ir lá comprar correndo.

• Umidificador de ar – igual ao anterior.

• Saco de dormir – vou comprar uma unidade pra ver qual é.

• Travesseiro – não comprarei!


Outras coisinhas:

• Tenho uma amiga querida que tá vindo do Brasil e tá trazendo duas coisas preciosas pra mim: Bepantol Baby e Lansinoh. Brigada querida! Tava ficando doidja que não via essas coisas pra comprar por aqui!

• Dei uma dividida na coisa das compras, porque tava ficando pesado demais em termos de grana. Até o final do mês, quero terminar de comprar tudo que ainda precisa ser lavado: roupas, toalhas, lençóis, bichinhos, demais paninhos. Em abril, faço compras de farmácia e compro outras coisas que tão faltando (tipo as coisinhas pra mim! Sutiens sensualíssimos de amamentação, absorvente de seios, concha, essas tralhas interessantes). Espero que aí esteja terminado. O que não tiver, compro em maio, dane-se. O problema é que, antes mesmo de completar 30 semanas, eu já me sinto bem pesadinha, é chato ficar batendo perna. Magina com 36? Melhor evitar, né? Mas, de qualquer forma, imagino que seja normalíssimo perceber que faltaram coisas ou que erramos ao comprar outras, mesmo depois do nascimento dos pequenos. Então, ok, to fazendo o que posso.

• Por outro lado, todo mundo me pergunta: “já tá tudo pronto?” e isso me dá uma nervosura. Fico tentando abstrair, acho que cada uma tem seus tempos, mas dizem que é bom ter tudo ok aos 7 meses, né? Eu ainda não completei os 7 (falta uma semana!), menos mal. Enfim, tudo vai dar certo! (é meu mantra, repito diversas vezes ao longo do dia!)
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Domingão do barrigão

porque faz tempo que não dou uma alisada na pança aqui no blog, né?


aí dentro mora um baby de um quilo e meio, creditam? Eu só acredito porque ele mexe, senão ia achar que tava cum verme (#piadaamareladaépocadaminhavó).
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Blogagem coletiva: o parto na Argentina


Oi gente,

Quero agradecer demais a participação de todas no post do enxoval e pelo master apoio nos últimos tempos (ainda vou falar disso com mais calma), mas hoje é dia de blogagem coletiva! O assunto é parto e eu já falei sobre esse tema aqui no blog algumas vezes (pra quem quiser: foi aqui e aqui).

Mas, como a causa é justa, vou dar uma relembrada em como é a realidade da Argentina no que diz respeito a parto. Ah e, como sempre, quero dizer que tudo isso é a minha visão, viu? Buenos Aires é muito diferente do resto do país e a rede pública é muito diferente da rede privada! Se alguém for da Argentina também e quiser dar pitacos, por favor, não se acanhe, será muito legal trocar idéias.

Então, pelas últimas pesquisas que eu fiz, a taxa de cesáreas na rede particular é bem alta, chega a 70% dos casos. Na rede pública, a coisa tá melhor: 30% dos partos são cirurgicos, mas isso ainda é fora do recomendado pela OMS (entre 10 a 15%, se não me engano). Isso acontece pelos mesmíssimos motivos que no Brasil: interesses econômicos prevalecendo sobre os interesses da saúde e da mulher, planos de saúde que pagam pouquíssimo aos médicos, médicos que acham que cesárea é a coisa mais limpinha e cheirosa e prática do mundo, mulheres que compram esses discurso e colocam sua conveniência como fator determinante para a decisão de como será o parto.

Ainda de acordo com essa mesma pesquisa que eu li (amplamente divulgada nos meios de comunicação e com repercussão em blogs sobre o assunto), bebês nascidos de parto normal tiveram muito menos ocorrência de insuficiências respiratórias que os nascidos de cesárea. Além disso, os paridos naturalmente tiveram contato mais rápido com suas mães, facilitando assim a adaptação daquele primeiro momento – crucial para a amamentação de sucesso, por exemplo. Isso acontece também devido a pressa dos médicos, que marcam as cirurgias pra mulheres com 37, 38 semanas de gestação, aumentando muito a possibilidade da “conta gestacional” estar mal feita – vocês sabem que ultrassom é legal mas não é Deus, né? As medidas ali podem estar erradas sim!

Ou seja: parece mais legal que no Brasil, mas não é muito não.

Pois bem, o que nos salva aqui na Argentina é a presença da parteira. Descobri que é uma prática muito comum ela participar do momento-parto, mas não é obrigatória – tenho uma amiga que está grávida de gêmeos univitelinos e o médico nem indicou a parteira (normalmente ela já faz parte da equipe do médico e é indicada por ele), já anunciou que é gravidez de risco, que será cesárea e que a gestação será interrompida às 36 semanas. Ou seja, varia dependendo do profissional que te atenda e do seu caso.

E, olha, eu não julgo ela nem ninguém não, viu. Qual mãe que escuta “sua gravidez é de risco e seus filhos precisam nascer de qualquer jeito com 36 semanas” banca ignorar a indicação? É muito difícil. Fora isso, estive conversando com várias colegas argentinas (muitas grávidas) que me disseram categoricamente que só fazem a coisa natural porque “é o que se deve fazer”, mas que, se dependesse delas, prefeririam “tomar algo pra dormir e acordar com o filho no colo”. Sem dor, sem medos, sem se envolver muito com o assunto. Quando eu comentei que meu sonho dourado era passar por tudo naturalmente, fui chamada de LOUCA pra baixo. Todo mundo começou a dizer que não sei do que estou falando, que não vou aguentar, que meu marido nunca vai deixar eu passar por esse “sofrimento”.

Enfim. Sei que é fácil falar quando não se tem vivência – eu nunca pari, não sei qual é a dor, qual é a minha resistência. Sou bastante insegura e impressionável: se a médica fizer cara feia pra mim e anunciar uma cesárea, eu precisarei ser forte pra questionar e dizer que NÃO.

Mas, para minha sorte, a palavra cesárea só saiu da boca da minha GO uma vez: quando ela viu que meu filho estava sentando, lá pras 23 semanas. Disse que era a única indicação de cesárea que ela conseguia ver até então, porque, pelas outras coisas que tive (brida, inserção marginal do cordão na placenta, diabetes), o parto normal ainda era indicadíssimo e sem restrições. Nem o peso do bebê – que é um tema discutido entre a gente, já que os problemitchas que tive podem influenciar no crescimento dele – influenciaria muito.

Só que aí, Carolzinha que vos fala foi premiada: a brida sumiu, a inserção do cordão virou normal (parece que a placenta cresceu pro outro lado, mágica divina!) e minha diabetes está controlada. E querem saber do melhor? O bebê virou. Juro! Descobri ontem! Virou, tá com a cabeça lá pra baixo, pés entre as minhas costelas, peso NORMAL, lindo, bochechudo, um amado. Ainda não falei com a minha médica sobre esse laudo, mas TODOS os problemas que eu tive até hoje su-mi-ram. Fizeram pluft e abriram o caminho pro que eu mais quis esse tempo todo: o parto normal.

Eu já tinha comentado antes: parto normal, pelo que entendi é parto normal hospitalar, aquele com intervenções (soro com ocitocina, mãe deitadinha sem escolher posição, anestesia, médico “no comando”, episiotomia). Mas, eu tenho esperanças. Com a presença da parteira, poderemos adiar bastante a ida pro hospital e tentar evitar o sorinho. Com a médica e as convicções que eu tenho, posso negociar coisas (já me sugeriram isso nos comentários uma vez e eu achei uma excelente idéia), quem sabe uma anestesia bem fraquinha só pra me dar uma fortalecida? Acho que, comendo pelas beiradas, a gente chega lá.

Esse post vai ficar meio incompletinho, porque ainda não conheci minha parteira e nem fiz o tal do curso pré-parto (de praxe aqui e que acho que vai me ajudar muito a apurar essas impressões). Mas isso tudo tá marcado pra semana 30 (semana que vem!), então eu prometo que volto pra contar como foi, ok?





Quer saber mais sobre o parto em outros países? Acesse o Mães Internacionais e veja mais da blogagem coletiva de hoje!
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Consultando as universitárias, parte 4 de muitas

Bem gente, já são quase 29 semanas, acho que tá na hora deu sijogar cum força na coisa enxoval propriamente dita, né? Fico lendo os fóruns e blogs amigos e todo mundo tá mega mais avançado, lavando roupinhas e tudo, me dá um neuvooooso! Mas ok, cada uma com seu tempo.

To precisada da ajuda de vocês de novo, simbora brincar de opinar nas compras alheias?

Mas antes, pra vocês entenderem o meu contexto: decidi não fazer chá de bebê. Uma amiga fofa queria organizar, mas eu nunca curti muito a possibilidade por mil motivos e, agora, diabética, curto menos ainda. Por mais que o foco não seja comer, mas sim comemorar a chegada do Luquitchous, tem que ter comida, né gente. E eu sou mega limitada pra comer, cheia da especificação. Por isso, não é uma curtição muito grande ficar assistindo outras pessoas comendo o que querem, sem restrição. Pode parecer bobeira, mas enfim, isso pega forte pra mim. Foi a gota d'água, acabei não topando mesmo.

Então, não dá pra ficar contando com a ajuda das pessoas a partir deste evento.

Outra coisa pra considerar: minha família e grande parte dos amigos estão longe. Um ou outro até manda algo pra gente (brigada queridos!), mas, de novo, não dá pra eu deixar de comprar algo agora esperando o dia que alguém no Brasil resolva mandar um Sedex pra mim. Não tem esse papo de “deixa pra depois porque você ainda vai ganhar muito disso”. Vamos perder o medo e dar asas ao cartão de crédito, ele merece voar (pra bem longe de mim, mas ok, vamos fingir que não).

Dito isso, vamos aos pobremas? (não vou botar a lista toda aqui, só os pontos complexos):

• Almofada de amamentação – vou comprar, acho válido, mas alguma dica de formato? Tamanho? Tipo de tecido?

• Babá-eletrônica – meu apê é pequeno e as paredes são duma qualidade ímpar, tanto que se escuta tudo que acontece na casa toda. Mas achei por bem comprar esse aparelhinho, pra eu poder tomar um banho enquanto o baby dorme, por exemplo, e não ficar imaginando choro que não existe (já ouvi muuuito esse relato de outras mommys). Mas, nesse item, to viajando. O que preciso considerar? Alcance? Com ou sem fio? Alguma sugestão de marca/modelo?

• Roupinhas – precisa de quantas por tamanho? Sei que vai depender muito do tamanho do filhote, mas RN é preciso, né? Perde muito rápido? Pode comprar baratex essas menores? Ele vai nascer no inverno (frio de verdade, não é Rio de Janeiro Feelings), daí queria saber o que é que esquenta mesmo um baby: vestir em mil camadas? Comprar coisas mais pesadas? Casacos mil? Muitas meias ou melhor calças com pé? Ok que vai estar frio, mas minha casa tem calefação (central) e o pesado mesmo seria pra sair, mas se sai muito com baby pitico? Será que vou ficar doida de ficar em casa por muito tempo? Vamos discutir maternidade no meio da discussão de roupinhas?

• Edredom x cobertor – se tem uma coisa que eu tenho alergia nessa vida, é a cobertor. ODEIO. Mas já ouvi falar que precisa comprar cobertor E edredom pros pequenos. Jura, gente? Edredom não resolve não?

• Fraldas RN – mesma questão das roupinhas: usa mesmo? Compro quantas pacotas? Vale ir comprando já tamanho P ou espero pra ver a qual marca a bundinha do meu filho se adapta melhor?

• Lençol de berço – 4 conjuntos tá bom? Suja muito isso? Vocês trocavam todo dia? Toda semana? Todo mês? Já trocaram alguma vez?

• Lixeira – aí tá uma super dúvida. Muitas vieram me falar que essas comuns não seguram o cheiro gostoso do cocozinho dos pequenos. Que empesteiam todo o quarto cada vez que estão abertas. E aí? Invisto nessas lixeiras master-blaster modernosas? Se não investir, vou ficar dez mil vezes trocando o saco do lixo?

• Luva – precisa?? Tem em tudo que é lista de enxoval e eu até já tenho uns 1 par que ganhei... compro muitas mais?

• Manta x cueiro – qual é a diferença entre essas coisas, meodeos? Alguém me explica com desenhos e curso prático? Eu tenho 8 desses, agora, daí a diferenciar qual é qual... fica faltando o curso mesmo.

• Móbile – eu fico tendendo a comprar algo que EU curta mais, que ache mais bonito, mais decorativo... erro. Eu sei. Porque todo mundo fala que os babies mega amam seus móbiles coloridos e modernosos (e caros). Invisto nesses? Vale a pena? Me indicam marca/modelo? Miabraçam?

• Nebulizador – jura?

• Umidificador de ar – jura? (2)

• Saco de dormir – já ouvi falar que pode substituir o edredom/cobertor e que é seguro porque o baby não sufocaria. É?

• Travesseiro – bebê precisa de travesseiro? Achei que tinha que ficar com a coluna retinha logo no começo... a partir de quando precisa?


Até agora, era isso, gentes. Vocês miajudam? Alguma outra dica supers que só vocês sabem dar?

Gradicida pra todo o sempre!
;)
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Duracell

Fui acometida por uma modalidade de loucura nova em minha vidinha.
Nem sei dar nome pra ela – é tão nova e tão esquisita que ainda to tentando entender.

Foi assim: enfiei o dedo na tomada imaginária da energia que não tem fim. Não entendeu? Eu te conto:

acordo cedo, cuido dos cachorros, dou comida, lavo louça, cozinho, organizo, cuido do mercado, do verdureiro, das pendências, das finanças, da faxineira, do enxoval do filho, do marido, da alimentação, meço a glicose, varro, passo pano, tiro pó, lavo a varanda, pago contas, trabalho, vejo TV, leio um capítulo de livro, escrevo no blog, acompanho meus mais de 150 blogs amigos, converso com alguns queridos, aliso a barriga, durmo.

VEJABEM. Eu simplesmente não paro um minuto, eu sou o coelhinho da Duracell tocando meu tamborzinho non-stop (pode parecer pouco pra você, mamãe-polvo ou pessoa focada na atividade, mas eu sou uma preguiçosa-mor).

Não sei direito quando começou. Sei que passei a gravidez toda jogada num canto, cochilando, comendo qualquer coisa, achando que eu passaria os nove meses naquele cansaço e sono sem fim. E ouvia por aí que o terceiro trimestre era pior, que a barriga pesava, que tudo tinha ares de primeiro tri.

Primeiro tri é o caraleo. Tudo bem que às vezes eu dou uma sucumbida e fico bastante mal humorada (vide post de ontem) e que a barriga realmente pesa, mas PRÓ-ATIVIDADE é meu nome do meio.

Dizem por aí que pode se tratar de uma vontade instintiva de arrumar o ninho pra chegada do bebê, que todas as gravidinhas acabam passando por isso, mas eu achava que era uma coisa mais pro final da gestação, não? Ainda falta tanto... vai ver meus instintos já sabem que estarei hecha mierda no finalzão e me mandaram agilizar a vida agora. Pode ser.

Vocês, gravidinhas e mommys mais experientes, também padeceram desta grave enfermidade?
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Depende do ponto de vista

Já vi esse tipo de post em vários blogs (perdão gente, não me lembro quais – me avisem por favor que eu ponho os devidos créditos, no blog da Lia, por exemplo!). Vou repetir o exercício, porque se faz necessário:

Ontem, o bebê mexeu demais. Estava fazendo algum movimento dramático e me empurrava muito, por todos os lados, inclusive apertando a minha bexiga, o que me fez ter vontade de ir ao banheiro a cada 3 minutos. Não consegui dormir e comecei a implicar com toda e qualquer coisa que me incomodasse além daquilo. A diabetes é um saco. Tenho cada vez mais fome e cada vez mais culpa – não posso engordar muito, não posso comer nada doce, não posso comer demais em cada refeição. Se almoço e tenho vontade de comer uma sobremesa, melhor é esperar duas horas pro meu corpo absorver bem a refeição e, aí sim, adoçar a boca: com uma maçã. É triste sonhar com brigadeiros, como aconteceu comigo outro dia. Ou ir a vários mercados e não ter opção nenhuma. Entro numa onda de ter pena de mim mesma e achar que é muito cruel uma grávida não poder comer sem neura. Pior ainda é ouvir do saudável: "ah, mas fica tranqüila que logo passa". NO TEU CU que logo passa, isso sim. Pra completar: problemas no trabalho. Nada grave, mas coisas que se arrastam erradas, se repetem erradas e que eu odeio desde sempre. Nada parece fazer mais muito sentido, dá vontade de sair correndo, mandar todo mundo se fuder e ir pra casa ficar cheirando os paninhos do meu filhote. Nada mais importa, minha energia acabou.

Repensemos.

Ontem, o bebê mexeu demais. Ele nunca tinha se agitado tanto assim e foi lindo sentir que ele está vivo e ativo dentro de mim. Deu pra perceber o quanto ele tá grande, pois ele se mexia por toda a minha barriga, até a minha bexiga sentiu, de tão apertada que foi! Fui ao banheiro várias vezes, rindo e agradecendo a Deus pela dádiva de tê-lo fazendo estripulias dentro de mim. Foi tão intenso que nem dormi, não queria perder nenhum minuto daquela farra toda. A diabetes é um aprendizado diário. Tenho aprendido a lidar com a fome e é bom ver que podemos controlar melhor nosso corpo. Me sinto mais saudável, mais ativa e tenho aprendido a saborear outros doces, até mesmo uma maçã bem geladinha. Sinto bastante fome, mas como estou sempre comendo, tenho controlado tudo muito bem. É triste ver o quanto somos todos tão dependentes de alimentação ruim pra viver, espero levar essa experiência pra vida toda e aprender a cuidar melhor do meu corpo. A experiência alheia ajuda, principalmente quando sinto que não agüento mais e preciso comer um chocolate, lembro de quem me disse “ah, mas fica tranqüila que logo passa”. Verdade, logo passa mesmo e eu verei que tudo isso valeu a pena. Pra terminar: meu trabalho sempre tem desafios. Estou constantemente envolvida com as questões apresentadas, meus dias não são chatos ou repetitivos. Isso me ajuda a ver que a vida é mais que a gravidez e faz o tempo passar rápido – logo estarei em casa cheirando os paninhos do meu filhote. Tudo isso me importa, estou cheia de energia pro que der e vier.

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O causo do azul

Daí que a gente passou meses olhando idéias pro quarto do Lucas. Tínhamos mil boas intenções e muito pouco talento pra coisa decorativa na prática. Tínhamos pensado em contratar uma pessoa pra ajudar. Mas aí compramos um carro. Daí o dinheiro cabou (não é que tenha acabado, mas né, foi passear na concessionária e já volta).

Dito isso, decidimos contratar só um pintor e pronto. Afinal, qual bebê morre porque o quarto não foi pensado por um arquiteto? Nenhum, gente.

Daí, dotados de puro talento e destreza e noção do que tão fazendo, fomos eu e Maridón comprar o material. Tintas, lixas e demais líquidos e objetos que eu não sei pra quê servem.

E aí que a idéia era manter tudo em branco mesmo e uma das paredes num azul baphônico.

Fomos nós escolher o tal do “azul baphônico” numa paletinha de cores com duzentas opções, cada uma num quadradinho de 2x2cm. Amiga, boa sorte, tá? Porque escolher a cor de toda uma parede olhando pra um quadrado tão pitico é tipo jogo de azar.

Escolhemos, compramos, pintor veio, fez uma sujeirada do caraleo pra simplesmente pintar um quarto e pronto: lá estava o azul baphônico na parede.

“Gostou?”, ele me pergunta.
“Não”, eu respondo.

hehehehehe.
Não era o que eu tinha imaginado. Aliás, sei lá que porra que eu tinha imaginado. Benzadeus que jornalismo é o meu negócio e não escolha de tintas no quadradinho da loja de construção.

Fiquei um dia inteiro olhando praquela sujeira, praquela escada e seus materiais de obra, praquele azul louco:



Fui dormir contrariada.

No dia seguinte, achei mais inteligente limpar o quarto e me conformar, já que não ia mais gastar nem um centavo com a parede e dar uma mini-decorada com as poucas coisas que temos. Trouxemos o berço de volta pro lugar, joguei umas mantinhas por cima pra brincar de combinar cor... fui curtindo aquilo, desdobrei todos os paninhos, fiz o marido olhar e olhar e opinar vinte mil vezes.

E voilá, temos uma paletinha de cores! Olha que amorzinho, que cuti-cuti, que nhó-nhó, que vontade de apertar e morder e comer refogadinho com batatas:

 
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Rapidinhas rápidas para registrar os momentos que merecem – parte 5 de infinitas

• Tem uma semana e meia que convivo com a diabetes e, olha só!, é mais simples do que eu pensava! Tá, eu sei que vai chover gente falando as variáveis “viu?/eu já sabia!/eu bem que te avisei!”, mas dessas, duvido que surja UMINHA pra dizer “ok, então me dá a tua diabetes aí, é facinho, eu posso muito bem ter isso por você” ou ainda “ah, furar o dedo todo dia é ótimo, mimpresta a tua agulha pra eu controlar a minha glicose também?”. Não gente, pode até ser mais fácil do que a gente pensa, mas ninguém quer, né? Pois bem, eu também não queria. Mas tudo bem, eu tomo as porradinhas, eu choro, eu levanto e eu sorrio de novo!

• Ainda no mesmo assunto: estou em dieta e ela funciona! Ainda nem tive tempo de decidir qual exercício quero fazer e já estou com os níveis de glicose controladinhos (no dia que eu começar a me exercitar, a coisa vai ficar tão linda que até vou tomar um sorvete – esperançafeelings).

• Ontem tive consulta de rotina na GO e é sempre um prazer ir lá: ela é muito calma, sempre sorrindo, não tem pressa... uma fofis. E me acalma taaaanto. Estou com o peso super controlado – só engordei um quilinho do mês passado pra cá –, pressão arterial ótima, coração do baby perfeito, altura uterina na normalidade e movimentos ok (eu adoro reclamar que ele mexe pouco – lógico que cheguei lá falando disso – daí a gracinha do meu filho mega chutou o sonar da médica na hora de ouvir o corazón. Ha-ha, muito bem, Lucas, envergonhe e desminta a sua mãe desde cedo). Mas é aquele papo: ela comentou que cada baby é diferente do outro, que basta ele mexer todo dia pra estar tudo bem, ele não precisa brincar de Alien Rasgador de Panças.

• Tenho ultrassom marcado pra metade da trigésima semana. Não sei se isso é bom ou ruim. É bom ver o baby e saber que tá tudo bem, mas morro de medo de descobrir coisas novas. E, vou confessar: eu era a Rainha do Ultrassom. Desde que descobri a gravidez até a vigésima semana, eu fiz 11. Isso mesmo, ONZE ultras. Mas calma, antes que me atirem pedras da falta de dignidade materna: apenas uma foi completamente eletiva (pra descobrir o sexo!). Das outras 10, três foram pedidas pela minha médica (controle de hematoma, TN e morfológica) e, finalmente, sete foram em emergência de hospital. Daí eu ganhei o Angel Sounds E comecei a sentir o baby mexer. E, além disso, eu fiz as pazes com a gravidez. Dito isso, já são dois meses sem ir pro hospital e sem forçar a barra pra fazer ultrassom. Sou ou não sou a calma em pessoa? Um poço de paz e espiritualidade e confiança na natureza? Hein? Confessa aí. Ai, que orgulho dimim.

• Daí que encho a boca pra dizer pras pessoas que NÃO SEI como está o Lucas: “tá bem, ué, tá mexendo e a barriga crescendo!”. Né não? Porque, amigas queridas da gravidez neurótica: a ignorância, às vezes, é uma dádiva. Tanto que não procurei quase nada no Google sobre diabetes gestacional (quase = dei uma olhada em dicas de dietas e sobremesas). Tanto que não sei qual é a medida da minha altura uterina. Nem a quantos bpms está o coração do baby. Nem sei a minha pressão. Só sei que, quando minha médica mede esses trecos e anuncia “normal, lindo, perfecto”, eu acredito.

• CLARO que eu sou mega a favor da informação consciente. De saber o que está rolando, até pra poder ter uma opinião formada e discutir os temas importantes que me cercam. Mas saber deixar a vida te guiar um pouco também é muito benéfico – eu to curtindo!

• Nesse sentido, resolvi voltar minhas energias pras coisas que posso controlar: estamos quase fechando a compra do carro (eta alegria da classe média dividida em leves prestações mensais) e já agendamos a obra no quarto do pequeno (começa amanhã!). Semana que vem, devem chegar os móveis que faltam e daí vou sijogar de novo no assunto enxoval, decoração, essas coisas. Fiquei sabendo que parece que vai rolar um chá de bebê pras minhas amigas aqui e, embora eu não seja a maior fã do evento, fiquei feliz com a idéia de passar uma tarde com elas falando do assunto que eu mais curto atualmente.

E vocês, bonecas e bonecos? Tudo bem? Sijogaram na festividade carnavalesca?
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Blogagem coletiva: dia internacional da mulher

Oi gentes! Hoje tem mais blogagem coletiva!

O tema era Dia Internacional da Mulher e eu queimei a mufa pensando no que falar sobre isso... e putz, não veio nada. Fora que semana passada foi bastante complicada por todo o tema da diabetes e tudo mais, então a verdade é que aproveitei o feriado do Carnaval (sim, aqui na Argentina este ano também é feriado!) pra descansar e fazer as pazes com a nova vida.

Mas, não posso deixar de indicar as outras mocinhas que toparam o desafio e escreveram em seus blogs sobre esse tema tão complexo. É só passear pelos links aqui embaixo!






E outra coisa muito importante: hoje, aproveitando a data tão significativa, estamos lançando o site do projeto Mães Internacionais. Passem lá e conheçam as 23 lindas guerreiras que toparam o desafio de sijogar na maternidade fora do nosso país de origem e ainda escrevem sobre isso!

Feliz Dia da Mulher, mocinhas!
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Nasceu Alice!

Eu já tinha (quase) anunciado ontem que duas amigas queridas estavam prestes a ter seus babys mais que desejados nos braços. Então hoje, falo de uma delas: nasceu Alice, filha da amadíssima Pat Boudakian.

Alice nasceu hoje, às nove, depois de um incrível e rápido parto natural domiciliar.

Ontem, por volta de uma da manhã, a Pat me mandou uma mensagem contando que a bolsa tinha estourado e que a "festa" ia começar (ela já estava há uma semana mais ou menos em pródomos). Fiquei tensa, mal dormi, rezei à beça (que nervoso que é esperar pelo nascimento do filho dos queridos! Quase morri de ansiedade!).

E, graças a Deus, tudo deu certo: Pat conseguiu o parto natural tão desejado e já está com a linda Alice no colo. Ela me contou que foi tudo muito rápido e cansativo, mas que está muito feliz!

EEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!

Bem-vinda, pequena Alice!
E parabéns, Pat! Eu sabia que você ia conseguir!
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27 semanas, versão carnavalesca diet

ou Sonhar não custa nada


Hoje é um dia especial.

Primeiro que são 27 semaninhas de gravidez e eu ADORO completar semana – sempre penso “ufa, menos uma!” (a.k.a.: não curto muito gravidez não, mas abapha o caso). E depois que tenho duas amigas muito lindas e muito queridas prestes a terem seus sonhos nos braços. Não vou falar quem são, porque sei lá se elas querem que isso seja divulgado agora, mas basta juntar A + B pra vocês descobrirem. É muita emoção, gentes! Nem sei descrever o quanto fico bobinha com isso que está acontecendo. Ai ai. Quando eu puder, divulgo mais, prometo.

E, por último que, em dois dias de medição de glicose (sim, eu to usando o aparelhinho chatonildo de furar dedo várias vezes por dia), não tive nenhum pico! Fiquei pensando que está cedo demais pra comemorar, mas depois repensei e acho que não: porque vou adiar a felicidade? Se estou fazendo a dieta mais séria que fiz na minha vida e ela já dá resultado, eu tenho mais é que SOLTAR FOGOS! To errada?



Então, a coisa dá certo mesmo. O esforço não é em vão. Ainda to meio perdida e confusa quando ao que comer, ainda tenho muita dor de cabeça e cansaço, mas to acreditando que é só meu corpo e minha mente se adaptando, que logo tudo vai estar mais calminho. Ainda acho que preciso acertar alguns pontos da alimentação, mas o básicão já está feito: zero refrigerantes, zero açúcar, menos carboidrato, mais fruta, mais água, mais suco adoçado com Stevia, mais verduras e legumes. Preciso aprender a cozinhar melhor essas coisas e tapear a minha mente com docinhos dietéticos, vou aproveitar o feriadão pra isso. Já teve gente me contando que dá pra comer bolo de chocolate com calda e tudo, basta eu procurar os ingredientes certos! Então vambora.

Vou pegar esse limão e fazer uma caipirinha (diet, faz favor), meu povo ! Miaguardem.

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E bem, por último, deixo um beijão pra vocês, que tenham um lindo feriado, viu? Eu tirei fotos da pança hoje, mas a internet de casa não tá funcionando, então fica pra outro dia, miperdoam? Vou aproveitar também pra dar uma desconectada, descansar e recuperar as energias que essa semana foi BRABA.

Já que não tem foto, deixo um samba (eu deixo o mesmo todo ano, foi mal leitoras mais antigas), mas é que ele me dá um super animo, fico toda siachando A passista emocioLada da Sapucaí quando escuto isso (e pra montar a maquilagi e brincar de djivah, não tem falta de açúcar que me segure):



beju-beju
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Continue a nadar

Vou admitir: ontem dei uma sucumbida. Me achei a última das últimas e choreeei de soluçar.

Mas, nesse meio tempo, o Lucas mexia tanto e tão fortinho, como que dizendo “ai, mãe, tá booom, tá tudo bem!”. Aí pedi pro Maridón ouvir o coração do baby com o aparelhinho, ele mal encostou o treco na minha barriga e tava lá o tum-tum-tum animadão do rapazinho.

Sendo assim, Dori (uma das minhas personagens favoritas ever) e Lucas nos ensinam:



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Hoje comi uma banana tão docinha que parecia que eu tinha enfiado a língua diretamente num pote de açúcar branco.

O que a mudança de perspectiva não faz com a pessoa, né não?

:P
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:D

Pessoas queridas! Estou impressionada com a corrente de força que se formou depois que anunciei a questão da diabetes. Que demais!

Passei o dia segurando as lagriminhas de emoção com cada comentário que chegava, cada email, cada um que se mexeu um pouquinho pra deixar um pouco de carinho pra mim. Que lindo! Obrigada, do fundo do meu coração!

Preciso agradecer, especialmente, às amigas do núcleo porteño da novela: Ciana, Mari, Ana, Gina. Que me mandaram mil links de referências legais, dicas de lojinhas daqui, palavrinhas de força. E mais que isso: se dispuseram a fazer as coisas comigo, segurar na minha mão e adoçar o suco com adoçante junto!

Ah e também às amigas do núcleo virtual-real: Pat, Fernanda, , Paula e Milla (sao todas bem mais reais que virtuais, mas enfim, vcs entenderam, né?). Essas doidas ligam seus MSNs a qualquer hora do dia e da noite pra escutar meus mimimis. Lindas.

Ai, meleca, que to lembrando de mais gente: obrigada às queridas que mandaram emails cheios de dicas e amor - Lia, Malu, Angel, Jordana... perdão se to esquecendo de alguém, com certeza estou!

Enfim, tudo pra dizer que já estou beeeem melhor e devo isso a vocês. Super valeu a pena ter aberto o coração aqui.


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Este post ia continuar e eu ia contar pra vocês como foi que descobri a diabetes, o que a GO falou e o que o endócrino recomendou.

Mas, primeiro que to cheia de trabalho acumulado (perdão, chefe), resultado de um dia e meio só pensando nos níveis de açúcar no meu sangue e deixando o resto todo de lado. E depois que, com o começo da dieta, to enfrentando 3 coisas bem chatas: irritação pela falta do açúcar, dor de cabeça constante (a isso eu atribuo ao corte da Coca-Cola, meu vício número 1 da vida, que não é consumido desde segunda) e, por ultimo, um cansaço mortal, digno dos meus piores dias de primeiro trimestre. Sou capaz de dormir a qualquer momento, estou caindo de sono e sem energia pra nadinha. Mas vamos em frente, que logo tudo melhora!

Então é isso, pessoas amadas, brigada por tudo e vamos nos falando mais muito em breve, prometo!
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O vento que entortou a flor

A culpa é minha.

Pode acontecer com qualquer uma.

Estou com fome e não tem nada adequado em casa pra eu comer.

A culpa é minha.

Será que esse inchaço no pulso quer dizer algo?

Estarei começando a imaginar sintomas?

Gravidez não é doença.

Mas eu estou doente.

A culpa é minha.



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As frases acima estiveram na minha cabeça durante a noite toda, inclusive nas duas parcas horas em que eu consegui dormir. Estavam em posts mentais que escrevi e não vou publicar. Nas mil formas que pensei em me esconder, mas acho que tenho mais é que falar. Nas outras tantas vezes que me fiz de vítima. E nas outras tantas que me senti a vilã.

***

Perdoa, meu filho, que mamãe descobriu que tá com diabetes gestacional.

Fiquei muito tempo pensando que meu corpo era perigoso pra você, depois de hematomas, bridas, cordões umbilicais no lugar errado... era difícil pensar diferente.

Até que me convenci do contrário e comecei a curtir muito viver contigo aqui dentro.

Agora... agora não sei. Me dá a sensação de que o mundo aqui fora é mais seguro pra você. Mas, termino de escrever essa frase e te sinto mexer dentro da barriga e, puxa, de repente é só uma sensação errada. De repente, aí tá muito bom, o mundo é que deve estar perigoso pra mamãe mesmo (posso entrar aí contigo e me esconder por uns tempos?).

Me perdoa por chorar. Eu preciso deixar as lágrimas virem, pra levantar daqui a pouco e começar a viver a vida que precisarei viver a partir de agora, filho.

“Juntos, podemos tudo” – seu pai disse pra mim na noite de ontem, logo depois que falei com a médica no telefone. Tão bom saber que não tô sozinha. E, olha filho, repito isso pra você: enquanto estivermos juntos, tudo é possível.

Vamos em frente.

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para quem me lê: ainda não processei direito nada disso. Dispenso críticas, julgamentos e histórias ruins, ok? Relatos positivos, palavras de força, coragem e incentivo são extremamente necessários e bem-vindos.

;)
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