• Não sei se é o excesso de coisas pra fazer ou os incômodos de final de gravidez ou tudo junto: comecei a me cansar bastante. Já não agüento mais andar longas distâncias, ficar em pé por muito tempo, sentar e levantar se tornaram atividades chatinhas, essas coisas. Mudar de lado na cama é uma atividade que tem me feito acordar, precisa de um certo planejamento. Já não consigo dar impulsos com o tronco, então tenho sempre que apoiar com os braços, mãos ou cotovelos (o que me rendeu duas feridinhas bobas nos cotovelos de tanto que tenho me arrastado pra trocar de posição na cama). Nada disso me deixa com raiva ou ansiosa pra acabar logo, são só novos limites aos quais preciso me adaptar. E respeitar, né. Só gostaria de ter resolvido mais coisas do enxoval antes, agora acho que estaria mais tranqüila de não conseguir bater perna pra achar melhores marcas e preços.
• Sobre enxoval e mais especificamente o kit berço: ai gente, que chatura. Não resolvi ainda, odeio tudo que vejo. Já considero impossível a possibilidade de achar numa loja qualquer com um bom preço, então (com a ajuda de vocês), cheguei a três opções finais: mandar fazer (já vi preços e uma costureira e é tudo muito honesto), comprar de uma loja fofa indicada pela Neda ou comprar um simplérremo que eu vi no WallMart outro dia e custava 90 pesos (tipo uns 40 real). Ah, se vou cair numa coisa que não AMO, prefiro nem me descabelar por ela, né não?
• Fora isso, o quarto do Lucas tá caminhando e em breve ficará pronto. Talvez no final do mês. Faltam muitas pequenas coisas, mas vamos aos poucos, tudo bem. Eu sonhava em ter tudo pronto até o mês de março, mas pffff, não rolou. Amanhã já é abril e estou aqui ainda pensando nesse assunto.
• Pra completar, o mês de março foi o que mais gastei na minha vida. Desde obra no quarto do Lucas, passando por renovação de passaporte e muitos outros documentos até a compra do nosso carro, foi um tal de assinar fatura de cartão e sacar dinheiro... ui, doeu. Eu e Maridón somos muito organizados com grana, nos preocupamos muito com isso e NUNCA tínhamos terminado um mês no vermelho – exceto este março de 2011. Sei que isso não é nada de mais, meus pais passaram a vida no vermelho e nunca faltou nada, foram super felizes, coisa e tal. Mas eu me preocupo, gente. Agora a salária já entrou e estamos no azulzinho de novo, mas me deu um aperto no coração, estou botando uma pessoa no mundo, que tenho que vestir, alimentar, educar, dar teto. Já faço isso por mim, pelo meu marido, pelos meus cachorros. Mas putz, a sensação que tenho é que, com filho, a responsa aumenta duzentas vezes e eu fico de olhão arregalado pensando em todas as possibilidades pra tudo dar certo. Vai dar, lógico que vai.
• É que tudo são escolhas, fáceis de fazer, mas difíceis de bancar. Não tem dinheiro sobrando, mas muito porque decidi comprar um carro, pra dar conforto pra minha família. Decidi montar um quarto minimamente fofo pro Lucas, onde eu goste de estar, que tenha coisas legais pra olhar. Decidi ter um filho antes de ter um apartamento próprio. Decidi não fazer pós-graduação e engravidar primeiro. Decidi casar aos 23 anos. Decidi viajar em anos anteriores e nos próximos, não neste. Decidi morar longe da família e viver uma experiência internacional. Sou feliz com essas decisões e todas as outras, mas é de tirar o fôlego olhar pra trás (e pra frente, onde há uma barriga que só faz crescer) e pensar: essa é a minha vida. Não tem volta, é agora, é a minha história. Hmmm.
• Sabe, nada disso me faz sofrer não. Sei que parece um pouco preocupado demais e tal, mas é só porque eu sou assim. Intensa. Não sei viver sem me importar, sem pensar, sem participar. Não curto ficar assistindo as coisas acontecerem, eu quero estar nelas, eu quero ser as tais coisas.
• Então, eu vivo assim, acontecendo (meu marido que o diga, tadinho, é tanto ACONTICIDO que ele já num gueeenta). He-he.
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