Gentes, to besta com a participação de vocês no post anterior! Foram muitos comentários e alguns emails ótimos, cheios de carinho, fotos, links, marcas e experiências pra compartilhar. QUE DEMAIS! Acho que é o post mais útil ever deste blog! Acho que vou por um link especial aqui do lado pra ele, porque é pra consultar sempre! Brigada mesmo, nem tenho palavras pra agradecer.
Na verdade, tenho sim, muitas palavras. Pra contar pra vocês quais foram as decisões que tomamos a partir das opiniões que recebemos. Confirmamos algumas coisas e mudamos drasticamente outras.
É lógico que o que eu pedi foram apenas dicas, abri o espaço pra gente bater papo e se ajudar. E também é óbvio que a decisão final é minha (e da Nossa Senhora do Cartão de Crédito, muito bem citada pela
Amanda). A gente erra nas compras a vida toda, né não? Quem nunca comprou uma blusinha liiiinda e só usou uma vez ou ficou no armário pra sempre com etiqueta? Imagina comprar pra um bebê que ainda nem existe no mundão aqui fora, que eu nem sei como será, que preferências terá, se vai dormir no berço ou não? Doideira mesmo.
Estou partindo de uns pressupostos meus, de como quero que o Lucas viva e como acho que será a nossa dinâmica em família. Mas sei que vou errar, que vou correr pra uma loja em algum momento pra comprar uma coisa de ultima hora e tal. E tudo bem, to preocupada com isso não.
Uma última coisa a ser considerada: ok, eu moro na Argentina. Mas sou meio nômade. Não só de país, mas também de bairro, de rua, de apê. Minha graça é fazer uma mudança, gente. ADORO. Mudei de bairro/casa/cidade/país por 5 vezes nos últimos 5 anos. Entonces, comprar essas coisas ultra-duráveis (tipo berço que vira cama, que vira beliche, que fala e sai andando depois de 8 anos) me dá um certo nervosinho. Porque a qualquer hora posso querer vender tudo e me mudar, então fico com coceira quando vejo que to acumulando trambolhos demais, planejando muito longe demais. Não funciona, simples assim.
Mas bem, vamos aos itens:
Berço
Decidido neste modelo abaixo (essa é a foto do exato que vou comprar):
Comentaram da proibição das grades que abaixam nos EUA, mas nunca ouvi falar desse problema aqui na Argentina (nem no Brasil) e, por enquanto, a questão conforto ganhou. É um berço bem simples (também os móveis serão simples) porque o quarto em si já vai ter um rococó-master nas paredes (e isso é assunto pra oooutro post e já adianto que é idéia do imaginativo Maridón), então ficaremos no basicão mesmo. Não é caro, posso doar depois ou deixar sem culpa pro segundinho. Quando o Lucas enjoar desse treco, a gente troca por uma cama de solteiro mesmo (com grades) e aí adaptamos. E depois, muito bem lembrado pela
Paula: quando o Lucas der uma crescida, pode ser da gente querer dar uma renovada no quarto e aí pensando na cama já seria uma coisa mais com cara de menininho e menos cara de bebê.
Roupeiro de duas portas + cômoda + mesinha pra por do lado da poltrona
Também mostro as escolhidas definitivamente:
(ignorem os puxadores coloridos dos móveis abaixo, será tudo no estilo da foto acima, branquinho e redondinho – seguro, clássico e mais fácil de limpar)
ou
(ainda nao fechamos se terá portas de vidro ou nao - o que acham?)
No quarto do Lucas já existe um armário embutido. Porém, o dito-cujo está todo ocupado pelo Maridón. Pra coisas maiores, até dá pra usar o espaço, mas pensamos no roupeiro de duas portas pra não misturar as coisas (principalmente no começo). Sobre a mesinha lateral, vou ver na loja se dá pra trocar as duas gavetas debaixo por prateleirinhas, aí boto os livrinhos do pequeno mais pra frente (sugestão que vocês deram nos comentários, gostei!).
Poltrona de amamentação
Vou comprar, tenho espaço, todo mundo apoiou, ótimo. Fogo tá sendo encontrar o modelo. a única que gostei até hoje é essa, ó:
Mas essa criança custa dois mil pesos. Gentes. MIL realidades. Ok, nem é a coisa mais cara do mundo (não sei quanto custam no Brasil, mas ouvi falar que na Abracadabra tem umas honestíssimas saindo por 300 reais – muito mais digno). Fora que essa tem o sistema de balanço embaixo, que me disseram aqui que dificulta pra sair com o bebê no colo. Ai, não sei o que fazer. Acho que vou levar um saco de 5 quilos de arroz pra loja, botar no colo e ficar sentando e levantando pra ver qual é. Ou pelo menos ver se posso tirar esse item depois de um tempo (quando a minha paciência acabar, hohoh).
Pra ficar em casa: bebê-conforto, carrinho ou berço-desmontável?
Vou falar de segurança pra carro e carrinho mais adiante no post. Por agora, comento que decidi MESMO comprar o berço-desmontável. Pra ficar no meu quarto enquanto o baby for pitico e eu tiver insegura de por no bercinho dele, pra ter mobilidade pela casa, pra levar nas viagens e pra servir de cercadinho quando ele for maior. Como tenho dogs, não dá pra contar com cadeirinhas ou colchões que fiquem diretamente no chão o tempo todo, preciso de uma opção que isole os seres que vivem comigo. Claro que pretendo estimular meu filho a ficar no chão, mas, com cachorro em casa, isso requer supervisão e o cercadinho seria exatamente pros momentos de supervisão mais “de longe”, digamos. Gostei muito das cadeirinhas de atividade que me sugeriram (e dos tapetinhos também), mas acho que não são prioridades, então vou deixar escolhidos, mas não vou correr pra comprar isso agora (dica ótima da
Paloma, aliás: vou escolher um monte de coisa e só vou comprando conforme for sentindo que preciso! Tranqueiras-free é meu lema).
Banheira
Tava totalmente sem idéias pra esse item e vocês iluminaram muito a minha mente. Maridón tá doido por essas altas e com trocador, mas eu tenho a sensação (confirmada por muitas) de que isso fica inseguro muito rápido e nada como uma boa cama grande pra jogar o baby em cima e trocar em segurança quando ele começar a querer sijogar do trocador. Eu penso assim: como minha casa tem calefação central, no inverno tudo estará quentinho mesmo, nem tenho motivo pra levar a banheira pro quarto por causa de frio, essas coisas. Meu banheiro é grandão, dá pra ter uma banheira simples e com suporte fora do box, sem atrapalhar ou atravancar nada. Sendo assim, to inclinada a comprar uma simples e um suporte desmontável. Quando eu achar que não tá mais seguro deixar a banheira no alto, adeus pro suporte e fico com a banheira encaixada dentro do box (ou dando banho de chuveiro mesmo, vamos ver o que rola). Muitas sugeriram a Tummy Tub e eu e Maridón AMAMOS a idéia desde sempre, já super faz parte dos planos ter uma dessas (e também super parte dos planos todo e qualquer tipo de molhadeira: piscininha, banho no chuveiro com a família toda junta, banho de chuva, de mangueira... amamos uma aguinha, hohoho).
Carrinho e segurança pro carro
Essa é uma discussão SEM FIM. Acho que é como comprar celular ou computador: sempre vai ter alguém pra te dizer que existe outra opção mais moderna, rápida, compacta, segura, econômica. Ai ai. Chega uma hora que você precisa fechar os olhos e sijogar e confiar. Porém, uma coisa importante mudou: vamos ter o bebê-conforto sim. Muitos motivos e relatos a favor e muitos motivos e relatos contra a cadeira 0-18 kg. E um argumento da
Mari que me ganhou: do dia que você vai ao restaurante, bebezico tá dormindo no carro e você tem a possibilidade de levá-lo ainda dormindo pra mesa e não acordá-lo. Quem não quer isso? Bebê no soninho gostoso e jantar tranqüilo? Eu quero!
Pois bem, ainda não tomamos uma decisão com relação à marca. E isso influencia um pouco na decisão do carrinho, porque aquele da Chicco que eu queria não tem encaixe pra bebê-conforto e eu não to segura do quanto isso é primordial ou não... Muitas dizem que é, outras dizem que não. Daí combinei com o Maridón de ir na loja e testar alguns (ainda na idéia de ser o mais leve e compacto possível, tipo guarda-chuva). Sigo querendo da marca Chicco (tem um da linha Simplicity que pode ser legal), mas também quero olhar o super indicado Pliko P3, da Peg-Pérego. A única coisa meio chata é que esse Pilko é papo de 3 vezes mais caro que o da Chicco... ai ai Nossa Senhora do Cartao de Crédito, miajuda nessa hora. Tem também um da Peg-Pérego que chama
Ariah Oh, parece que é o mais leve EVER (pesa 5 quilos!), que também quero olhar e ver se tem bb-conforto compatível (alguém já ouviu falar desse?). Se for caro demais ou não-prático demais, seguimos com a decisão do carrinho que já tínhamos e compramos um bebê-conforto que más nos guste. De qualquer forma, o carrinho já foi oferecido pelo meu sogro de presente, então to um pouco menos apegada a preço (mas também não consigo sair gastando o dinheiro alheio sem discernimento só porque não é o meu, não acho legal).
Mas... e o carro?
Ah é, não contei isso, né? Ou já contei há muito tempo e as mocinhas novas não sabem: eu não tenho carro! Nunca tive, sempre me dei muito bem com transportes públicos, táxis, caronas e carros velhos herdados de pappy/mommy. Mas, depois de muito pensar (e orar pra Nossa Senhora do Cartão de Crédito), decidimos ter o nosso primeiro carrinho! Aeeeeee! Então tá, pensa na minha vida: país diferente, filho na barriga, enxoval pra montar, cachorro novo em casa e carro pra ser pensado, escolhido e comprado! Olha que delícia! E eu sofrendo por cadeirinha pra carro SEM TER carro ainda! Aí você vê como a prioridade muda com a chegada dos filhos, né, heheheheh. Mas bem, muito em breve, ainda ao longo desses próximos dois meses, eu serei uma pessoa motorizada e com o quarto do meu filho prontinho!
E também serei uma pessoa com mais perguntas, tá? Vocês me aturam? Porque ainda nem começamos a falar de roupinhas, mala de maternidade, enxoval da mamãe... mas tem é assunto, meu povo!
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