Blogagem coletiva: nós, os pais

por Pedro

Tentar descrever o que é a paternidade é muito complicado. Seria como tentar descrever como é a cor azul sem poder compará-la com ou associá-la a nada.

As primeiras vezes que tentei entender tudo isso, foi quando meu pai ficou grávido de novo, há 3 anos. Durante a gravidez, foi aniversário dele e eu decidi dar um presente que celebrasse a sua paternidade. Meu primeiro impulso foi comprar um carrinho de bebê desses de 3 rodas, pra pais que correm (que é o caso do meu). Acabei sendo di$$uadido deste presente e precisei procurar outro.

Tentei, então, imaginar o que poderia ser usado pelo meu pai que seria dele – e apenas dele – com sua nova filha. E foi nesta busca que comecei a pensar sobre a paternidade em si. Os produtos para bebês são para as mães e/ou para o casal, não há muita opção exclusiva para o pai e sua relação com o filho.

Minha escolha foi algo que, depois me dei conta, simulava para o pai a relação dos bebês com suas mães: uma mochila para carregar o bebê ou canguru. Até hoje ainda acho o melhor presente para um pai. Mas, tive um insucesso na minha reflexão: definitivamente a mochila que simula a relação mamãe-bebê não faz um bom paralelo com o que é a paternidade.

Porque não se trata de substituir ou simular o que é a mãe. Trata-se de encontrar seu próprio eu dentro do filho, seu espaço, seu carinho, sua atenção. Mas, acima de tudo, acho que é necessário encontrar isso dentro de si mesmo, na forma do filho.

Pras mães, isso deve ser mais fácil. Afinal de contas, desde a concepção, os filhos já ocupam um lugar de destaques pra elas, dentro delas. Literalmente. E não acho que seja uma questão de dificuldade que o pai teria em amar imediatamente o filho que cresce no ventre da mãe. Isso não passa pela lógica ou pela vontade. É algo que acontece antes mesmo do pai perceber que aconteceu.

Só que é difícil se relacionar com um ser ainda dentro da barriga de outro. Assim, quando ele nasce, acho que é quando a paternidade pode finalmente ser definida. Ao ver, ao tocar, ao sentir o cheiro do filho pela primeira vez. O amor já existia. A responsabilidade também. Todos os questionamentos e certezas já estavam no pai.

Acontece que quando a gente toca alguma coisa, essa coisa toca a gente de volta. Quando mudamos alguma coisa, essa mesma coisa muda a gente. Então, quando o bebê nasce, nós pais confirmamos o que já sabíamos: mudamos a vida dessa criança. E ela mudou a nossa.

Essa relação intrínseca e inexorável é o que nos define, é o que define a paternidade.



***

Pedro é publicitário, tradutor, blogueiro, dublador, roteirista, maridinho mais que amado da humilde autora deste blog, dono de dois lindos dogs e está prestes a adquirir a mais incrível função da vida: pai do Lucas!

Mais de Pedrinho em:
Respostas Fantásticas Para Perguntas Intrigantes
e
Chiquito Migraña
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Here Comes The Sun



Eu tinha essa música pensada pro nascimento dele. Quando finalmente o sol chegaria. Ah, mas tenho me sentido tão “here comes the sun”, tão felizinha e tranquila com a expectativa do que se aproxima, que resolvi publicá-la agora mesmo.

Here comes the sun
And I say
It's all right

Tenho mil conclusões, todas super clichê, mas não me importo de ser óbvia: o segundo trimestre foi o melhooor momento da gravidez. Principalmente depois das 20 semanas. Depois que eu me acertei com a vida, aceitei o que veio e soube ficar bem com as coisas. Sentir o pequeno mexendo, assistir a barriga crescendo, começar a preparar a chegada dele... ai, são partes de um puta sonho sendo realizado.

Sou uma pessoa melhor, vejo o Pedro amadurecendo também e minha família e amigos, mesmo a maioria de longe, se envolvendo. Faço mil planos, penso nas grandes e nas pequenas coisas. Tudo parece mais colorido, mais bonito, mais completo.

Acho que passei a vida toda procurando uma coisa e a encontrei várias vezes. Dificil foi percebê-la e entender que o momento era aquele. Mas eu cresci e aprendi. Aprendi a reconhecer quando está acontecendo e não mais depois que já passou. Então, hoje, eu quero escrever aqui e registrar pra sempre: estou feliz. Muito!

***

E depois da história toda de ontem de como se conta gravidez, o melhor conselho que ouvi foi “larga esse papo pra lá e mostra logo uma foto da barrigona!”. O povo quer realidade, Braséu!!

Então, vambora pagar bastante mico? Digno de comemoração pelo terceiro trimestre (que eu já decidi que tô, dá licença, brigada):

Pra quem gosta de pensar em trimestres, temos aqui um comparativo primeiro-pro-segundo-tri e segundo-pro-terceiro:


(divertidíssimo lembrar que, na época que eu fiz essa primeira foto, eu ficava PUTA que não me davam lugar preferencial no ônibus, afinal, eu tava MEGA barriguda! HA-HA-HA)


Temos também a opção pra quem gosta de pensar em meses:


3 x 4 x 5 x 6
(notem que eu cansei de mostrar os dentes já no sexto mês – como estarei na foto do nono?)


Contamos, ainda, com a versão foto da semana, pra você, malandro, que sabe que gravidez não se conta em meses porra nenhuma:

26 semanas

E, finalmente, temos a opção pro pobre leitor que cansou de ver foto minha com a câmera na cara e agora pode ver meu rosto torto inteiro e o umbigo saltado pra fora:



Ah! Tem, de brinde, o cachorro mongol que queria muito saber o que tava rolando:



:D
Sun, sun, sun, here it comes!
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Sobre as contas gravidícias

Eu falei outro dia que já estava chegando no terceiro trimestre e isso gerou muitos comentários. Algumas comemorando que já tá no final, outras ficaram surpresas que passou muito rápido, outras disseram ainda que tá no final porra nenhuma, que terceiro tri demora pacas. Também me pediram ajuda pra contabilizar suas próprias gravidezes e teve ainda quem dissesse que eu não to no terceiro trimestre não.

Muito bem, dito isso, vamos brincar de contar? Tão afins? Tão com a calculadora? Com paciência? Com saco? Com falta do que fazer?

Então sijoga comigo e discorde se quiser/se puder/ se for capaz (hohohohoh):

Informação inicial pros desavisados: uma gravidez tem MAIS que nove meses. São 280 dias – 40 semanas – contados a partir da data da última menstruação.

Ah, mas eu não tava grávida quando menstruei, como pode isso?
Ah, mas eu sei exatamente o dia em que ovulei! E foi duas semanas depois de menstruar!
Ah, então essas contas são uma mentiraaaa!

Ok, cara amiga, mas os médicos contam assim. Pra evitar erros, tipo em casos de ovulação tardia e outros (não sou médica, não sei quais são os “outros”. Mas pergunta pro Google que ele deve saber). E, se os médicos contam assim, assim a gente compreende a gravidez - ou não, veja a seguir.

E como transforma isso em meses?
De quantos tempo estou grávida, afinal??

Só Deus sabe.

Eu também tenho essa dúvida. Tem várias teorias por aí e eu gosto muito de duas: se tua última menstruação foi num dia 27 (como a minha, rá), tu completa mês todo dia 27, né nega? Mas, a gente bem sabe que os meses tem 30, 31, 28 ou 29 dias. Aí, pra contar meses como espaços bonitos de tempo de 30 dias (HAJA saco pra contar isso na mão), tem um programinha circulando por aí chamado gravidometro.
Olha o meu, por exemplio:

Aniversários da barriguinha:
1 mês: 26/09/2010 - 4 semanas e 2 dias.
2 meses: 27/10/2010 - 8 semanas e 4 dias.
3 meses: 26/11/2010 - 13 semanas
4 meses: 27/12/2010 - 17 semanas e 2 dias.
5 meses: 26/01/2011 - 21 semanas e 5 dias.
6 meses: 25/02/2011 - 26 semanas
7 meses: 28/03/2011 - 30 semanas e 2 dias.
8 meses: 27/04/2011 - 34 semanas e 5 dias.
9 meses: 28/05/2011 - 39 semanas
Data Provável do Nascimento: 03/06/2011


De acordo com este programinha, então, eu completo 6 meses de gravidez amanhã, dia 25/02 e não no dia 27/02, como eu tinha imaginado. Passados os primeiros 6 meses, estaria entrando no terceiro tri, certo? Se só faltam os meses 7, 8 e 9, entendi que seria assim.

Mas, segundo alguns, tá errado. Porque se eu entrar no terceiro tri amanhã, terei um trimestre de gravidez que vai durar 98 dias – e não 90, como um TRIMESTRE deveria ter.

AI MEU CARALEO TRIPLO.

Mas, se a gravidez tem 280 dias, ela não é divisível em trimestres, concordam? São 3 trimestres + 7 dias. Ou cada trimestre deveria ter 93,333333 dias.

Ah, que ótimo.

Então, seguindo esse raciocínio, eu entrarei no terceiro tri somente na quarta que vem, dia 02/03, quando estiver com 186,6666667 dias de gravidez. E não apenas na quarta que vem, mas na a partir do segundo terço desse dia (pra contemplar os 0,6666667). E claro, o segundo terço vai depender de que horas eu entendo que esse dia começa: meia-noite, na hora que eu acordar ou a partir do horário que eu acho que engravidei.

Ei, mas peraê, eu não sei quando engravidei! Eu só sei quando menstruei da ultima vez!!

FUDEU!

Pra melhorar mais um pouco, minha querida amiga Paula veio toda delicada dizer que eu não to no terceiro tri não, que é só a partir da semana 28. Que o primeiro vai até a semana 16 e o segundo a partir das tais 28. Hahahahaahha. E eu me lembrei que o livro “O Que Esperar Quando Você Está Esperando” fala de números parecidos com esses que ela comentou (não me lembro se são exatamente esses).

E pra terminar a confusão: eu completo semana toda sexta, looogo completarei as 40 também numa sexta (não é?). Segundo o gravidometro e todos os outros sites que olhei, a DPP é dia 03/06 - olha que surpresa, uma sexta-feira. Aí, minha médica, com suas contas mágicas, decidiu que eu vou parir no dia 05/06, um domingo. Como ela chegou nessa conclusão? Não sei. Só sei que foi assim.

E que, na ultima consulta, quando ela me perguntou de quantas semanas eu tava, eu respondi: NÃO SEI. Porque né? Quem há de saber?

Dito isso, eu e minha falta de lógica interna decidimos que: cada trimestre da minha gravidez dura 13 semanas. A cada 13 (ou 91 dias, como queiram), eu saio de um tri e vou pra outro. Os dias que sobrarem no final, SOBRARAM. Ca-guei. Ficam de presente pra minha ansiedade se divertir.

Dito isso, matematicamente correto ou não (e benzadeus que decidi fazer Jornalismo pra viver), amanhã completo seis meses de gravidez, 182 dias percorridos, 98 days to go, 26 semanas, 14 to go e um, SÓ UM, trimestre pela frente.

Hoje é o ultimo dia do label “segundo trimestre”.


E isso é muito importante porque... er...er... não é.



beijo, brigada por ter lido!
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E quem não quer?

Você, mocinha pré-parideira, gasta dias e noites de leitura, reflexão e discussão, sempre focada no seu parto. Normal, cesárea, humanizado, domiciliar, na banheira, pendurada no lustre... como será melhor pra mim e pro bebê? Acaba que não são só as gravidinhas, todo mundo pensa nisso, confessem.

Até mesmo quem ainda não tá grávida. Até mesmo quem já teve filho e não pensa em ter outros.

Daí o sonho dourado é parir rapidinho, né? Assim, quase do bebê nascer na porta do hospital, sem dar tempo de fazer a ficha da internação, né não? Hein?

Pois é, essa mocinha aqui conseguiu.

(por favor, não apenas leiam a noticia, VEJAM O VÍDEO TAMBÉM)


meu vocabulário carioca só sabe comentar: CARACAAAAAAA!!!


(Pat, brigada pela dica! To torcendo pro seu parto ser rapidex assim, mas sem a Alice dando rasante no chão, pelamor)
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Rapidinhas rápidas para registrar os momentos que merecem – parte 4 de infinitas

• Sempre que eu vou resolver alguma burocracia, me preparo logo pra escrever posts gigantescos modo-desespero. Aí hoje eu fui no "INSS" daqui, tramitar a minha licença maternidade. Durou 7 minutos o processo todo, incluindo a minha ida ao banheiro (que deve ter durado uns 3 minutos e meio – o local tava todo sujo, xixizado, pior que banheiro de bar. E eu tinha uma bolsa, uma pasta e uma barriga pra coordenar. Tive que estudar as possibilidades).

• Quer um post de tramite-desespero que eu fiz uma vez? Óia aqui. Tenho talento pras burocracias complicadas.

• Ainda no mesmo assunto: quando cheguei no tal do “INSS” daqui, tinha esquecido que tava grávida e entrei na fila das pessoas comuns (como alguém esquece que tá buchuda no dia que vai desenrolar licença MATERNIDADE, miconta?). Aí de repente todo mundo começou a falar assertivamente comigo. Achei que tinha feito algo errado e mincolhi no cantinho. He-he. Eram só pessoas fofas preocupadas, me mandando ir pra frente da fila. Ah tá. Tres vivas pra barriga de grávida que abre portas (e fura filas).

• Ontem chegaram o carrinho e o bebê-conforto do Lucas. Tão fofoléééticos! Maridón simpolgou (homens e apetrechos difíceis, um caso de amor). Montou, desmontou, apertou botão, leu manuais. Um fofo. Enquanto ele se divertia com o primeiro possante de Lucas, eu entrava e saía compulsivamente do quarto do baby, só pra ficar cheirando roupinhas. To loka?


• Descobri que completo 6 meses de gravidez na sexta agora (Pat querida, brigada pela ajuda com as contas!). E que, nesse mesmo dia, começa o terceiro trimestre da gravidez. TERCEIRO TRIMESTRE. Tipos, tá acabando. Tipos, fiquei neuvosa. Mas foi um nervosinho bom. Muito bom.

• Pra brindar tudo isso, Luquitchus tava todo-todo ontem. Normalmente, ele é quieto, dá umas mexidinhas básicas só pra mostrar que tá tudo ok, mas não fica pululando que nem louco não. Mas aí ontem ele se animou e vimos coisas divertidas, tipo montinhos em um lado só da barriga, chutes fortes que dava pra notar sem ter que por a mão, partes do corpo dele passando devagarinho de um lado pro outro, fazendo voluminho. Se não fosse LINDO, seria assustador digno de um Alien prestes a sair (A falou uma vez disso aqui).

• Resposta correta pra mini-enquete de ontem: letra d, óbvio. Mais pateta, impossível.


E vocês, tudo bem?
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Dos prazeres de estar grávida

Eu adiei esse momento. Eu fingi que não era comigo. Eu ri das colegas que relatavam o problema, achando que era tudo um grande exagero.

Pois bem. Já sabia que a maternidade era uma sequência de cuspes dados pro alto caindo na testa. Então.

Só pra explicar: odeio depilação com cera. E é estranho, porque minha relação com dor é tranquila. Já quebrei partes do meu corpo 5 vezes, já tive 3 piercings, tenho duas tatuagens, não dou chilique quando me machuco, não tenho medo da dor do parto, nada disso. Maaaas. Aproxime de mim um papelzinho com cera quente. Fico NEUVOSA. Sinto dores no âmago do meu ser. NÃO DÁ. Já tentei, já insisti. O que consegui foi um sofrimento sem fim e um resultado que, putz, não valeu a pena.

Daí que meu lance é o giletão mermo. Rápido, prático, indolor. Cria uma certa dependência, eu sei, mas é o que funciona pra mim, dá licença, brigada.

Mas voltemos ao cuspe na cara: eu ouvia as meninas dizendo que, a partir de dado momento da gravidez, não enxergavam mais a amiga láááá embaixo, por conta da barriga que cresce. Ah gente. Sério? Tem espelho não? Não tem o poder do toque (*ui)? Não dá pra abaixar um pouco mais pra estabelecer o contato visual? E que importancia tem não ver a amiga?

Rá.

Fui pro meu banho pronta pra dar aquela organizada boa na depilação já há muito vencida (marido sortudo devia estar morrendo de tanta SENSUALIDADE exalada do meu ser até então). Pernas, ok. Axilas, ok (essas são tratadas todo dia, tá?, acho mais digno). Amiga lá embaixo... cadê você?

Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar.

Simplesmente não tem posição pra achar visualmente a dita-cuja. Olho de um lado, olho de outro... e NÃO CONSIGO VER a amiga que tanto me fez cia., que me ajudou no processo reprodutivo, que sofre a cada investida dos médicos sem cerimônia que insistem em examiná-la sem me oferecer um vinhozinho antes.

Tchau, querida. Foi super legal a nossa convivência. Nos vemos em uns... 3 meses?



Agora, opinem. Como vocês acham que resolvi o assunto?
a) encarei na cara e na coragem e fiz o serviço sem apoio visual;
b) saí correndo pelada e ensaboada pra frente do espelho e dei um jeitinho por ali mesmo;
c) gritei vergonhosamente pro meu marido me ajudar (e depois fiz a dança da sensual - fail - pro rapaz não traumatizar);
d) todas as anteriores.

E ainda tem gente que tem a coragem, cara-de-pau, disparate, audácia de dizer que gravidez é um momento GLAMOUR da mulher.

Taí o GLAMOUR.

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Blogagem coletiva: licença maternidade na Argentina

Oi povo!

O assunto de hoje da Blogagem Coletiva das Mães Internacionais é Licença Maternidade (não sabe do que eu tô falando? Entenda!).

Assim como a Nívea, esse tema veio bem a calhar pra mim, já que essa semana estou fazendo meu trâmite de licença e tive que ler bastante sobre o tema, pra entender como funciona aqui na Argentina.

Olha, como brasileira que não desiste nunca (ouvindo as mocinhas falando de licenças de 6 meses) e acostumada a ficar sabendo de maravilhas da Europa (licenças de 2, 3 anos), confesso que achei tudo aqui muito injusto (e chato e complexo de resolver). Não fosse o mínimo de flexibilidade que tenho no meu trabalho, acho que estaria mais preocupada com a minha situação.

Toda mulher empregada tem direito a licença-maternidade, sem importar cargo, salário ou tempo de empresa. Ela é obrigada a sair pelo menos 30 dias antes da data prevista para o parto e só pode voltar 60 dias depois. Ela também pode optar por sair 45 dias antes e passar os outros 45 com o baby. Ou seja, são 3 meses de licença no total. Ou seja, largue seu bebezinho de dois meses sabe lá com quem. Ou seja, mantenha a amamentação sabe lá como. Gostei não.

Primeiro que esse papo de sair 30 (ou 45) dias antes é desnecessário, vamos combinar. Mas, todo mundo burla isso (e pra quê serve a lei se ela será quase que necessariamente burlada, me conta?). Tanto é que, quando levei a minha papelada pra médica assinar, fui ver com ela se não dava pra dar uma mentidinha na minha data prevista de parto, assim eu não seria obrigada a ficar um mês em casa sem fazer nada, perdendo tempo que eu poderia ter com meu filho. Ela naturalmente aceitou e eu entendi que é de praxe fazer isso. Atrasou minha data duas semanas e, pro governo, atualmente estou grávida de 23 e não de 25 semanas. Isso porque ela foi cautelosa, eu já soube que tem médico que atrasa em 30 dias mesmo, pra mocinha poder trabalhar até o final, coincidir sua saída com a DPP e não perder os preciosos dias dessa parca licença. A coisa é tão declarada que até a mocinha do RH da minha empresa me facilitou a vida e me pediu outro certificado de gravidez (que deve ser apresentado até a grávida estar de 12 semanas, garantindo assim a estabilidade no emprego), pra não dar ruído na coisa das datas.

Pois bem, depois disso, retorno ao trabalho e, durante o primeiro ano do bebê, a mulher pode tomar dois descansos de meia hora ao longo do dia, pra amamentar (rá, nem eu que moro a 5 minutos do trabalho conseguiria aproveitar esse tempo pra amamentar direito, magina as que não moram no quintal do trabalho?).

Se a grávida estiver no emprego há mais de um ano, ela adquire outro benefício, que é pedir extensão não-remunerada da licença. Pode ser de 3 ou 6 meses (e não 2 ou 4 ou 5 – TRÊS ou SEIS além dos outros 3 obrigatórios, garantidos por lei). De acordo com o que li, ela não precisa de autorização da chefia pra gozar deste benefício, basta avisar até 48 horas antes do término da licença obrigatória. MAAAS, a gente bem sabe que não é assim que a banda toca. Tem que conversar com chefe SIM e ele precisa autorizar SIM. Como eu já sabia disso há muito tempo, meu chefe já estava preparado (e meu cartão de crédito também), então optei por tirar 6 meses de licença. Nos três primeiros, como qualquer outra argentina (ou pseudo-argentina, tipo eu), meu salário será integralmente pago pelo governo (isso é ótimo, porque não terá nenhum tipo de desconto, ele entra limpinho na conta). Nos outros três, quem estará limpinho não é o salário, mas meu extrato no banco. Não vou receber NADA.

Eu posso arcar com essa decisão, mas, por exemplo, as outras duas mocinhas grávidas lá da minha empresa não podem, então voltarão pra labuta bem rapidinho e deixarão seus bebezicos piticos em casa pra outro cuidar.

Além disso, eu vou colar as férias na licença (são pouquíssimos dias, mas tá valendo), então a previsão é que eu pare de trabalhar em 19/05 e só volte em 28/11. Pra mim, que não tenho família por perto, nem grandes indicações de babá ou amigos disponíveis que possam ficar com meu filho, tirar esse tempo foi o MÍNIMO que eu quis garantir pra que tudo funcione bem. Eu e Maridón estamos nos preparando pra esse momento, porque obviamente meu salário vai fazer falta. Mas, prefiro diminuir um pouco o status de vida e ficar mais tempo coladinha na minha cria do que deixa-lo por aí e seguir podendo pagar superfluos por 3 meses. É uma questão de escolha e prioridade (e um mínimo de apoio do marido: sempre penso nas minhas colegas de trabalho, que, por mais que escolham e priorizem seus filhos e tenham apoio em casa, simplesmente não podem arcar com 3 meses sem ganhar din-din).

Quando a mommy volta a trabalhar, a lei garante que ela tenha seu cargo e salário como eram antes. Alguns benefícios extras são dados por sindicatos de cada área: presentes quando o bebê nasce, uns dias a mais pra ficar em casa, bônus de ajuda de custo. O meu sindicato manda um beijo e um abraço, nada mais. He-he. Minha empresa dá vale-compras numa loja de bebês e é muito compreensiva quando a mocinha precisa se ausentar por quaisquer problemas com o filho. Mas tudo isso é muito informal, depende do chefe e do tipo de relacionamento que voce tem, não dá pra se pautar nessas coisinhas pra planejar uma gravidez.

E o papai?

Rá, esse sim sofre. A licença-paternidade na Argentina é de INCRÍVEIS, IMENSOS, INCOMPARÁVEIS dois dias. SEGUIDOS. Nasceu na sexta à noite? Ferrou, porque papai volta a trabalhar na segunda (se der azar, a mãe ainda está no hospital, veja bem). Maneiro mesmo é nascer na quarta, aí o papai fica quinta e sexta em casa e emenda num final de semana, olha que bom.

Existem projetos de lei pra mudar isso. Vários, aliás. Um deles fala de 3 dias (uau), outro de 5, tem outro que prevê 15 e mais um que tá falando de 30 dias de licença (se aumentar muito, a mulherada vai começar a ter ciúme desses pais sortudos!). Nenhum deles foi aprovado ainda, então, pro futuro papai, resta rezar (pra Deus, pro chefe e pro filho nascer numa quarta-feira) e tentar colar suas férias na licença. Como eu tinha comentado antes, alguns sindicatos tem acordos que dão benefícios extras aos rapazes, mas ainda não conseguimos descobrir o que o sindicato do Maridón dá. Já ouvimos falar de presentinhos, já ouvimos falar de dias a mais.

O que temos relativamante garantido até agora é que ele vai tirar uns dias de férias quando o Lucas nascer e pronto.


Ufa! Complexo, né? Mas enfim, vamos lutando e fazendo o que está ao nosso alcance.

Quer saber mais sobre licença-maternidade ao redor do mundo? É só passear pelos links abaixo:

Áustria: Adeus quilinhos
Canadá: Colorida Vida
Espanha: Coisas Minhas
Estados Unidos: NY With Kids
França: Carrego no Pano
França: Journal de Beatrice
Holanda: Family Around
Inglaterra: Mother Love Database
Inglaterra: Filhos Bilíngues
Irlanda: Que Seja Doce
Irlanda: Ká Entre Nós
Itália: Mamães na Itália
Itália: A Vida da Grávida
Mônaco: Na Casa da Beta
Suiça – Who'd say?
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25 semanas e a professora de espanhol

Uma vez, há uns poucos meses atrás, eu – já me sabendo grávida – escrevi assim:

Fico pensando sobre os bons tempos em que eu escrevia aqui sem pensar muito. Em quem ia ler, no que iam dizer. Os tempos mudaram e agora eu penso.

Eu penso muito, eu penso em tudo.

E os tempos mudaram.

Trouxe coisas que precisam ser olhadas com calma. De perto, sem pressa. Então, estou assim. Olhando, no seu devido tempo. Pra tudo tem tempo. Hoje, é tempo de prestar muita atenção no que há de mais incrível. O meu amor.

daqui

Nesse dia, eu me despedi da minha professora de espanhol amada e ela era das poucas pessoas que sabiam da nova gravidez.

Ela foi embora, teve seu filho (Joaquim, um menino lindo nascido de parto natural – um assunto que tanto discutimos e idealizamos durante as aulas) e nunca mais nos falamos. Ficava sabendo dela por terceiros. Às vezes, ninguém me contava nada, eu só sentia que ela estava bem. E que de repente estaria pensando em mim.

Estranhas essas conexões entre as pessoas. Não somos melhores amigas, nem mesmo próximas. Não conheço a família dela, ela não conhece a minha.

Mas não importa muito. Quando determinados encontros precisam acontecer, eles acontecem.

***

Esses dias, eu tava me sentindo de novo assim como no textinho acima. Olhando pra dentro. Com calma. Estava embasbacada de novo pela coisa mais incrível do mundo acontecendo: meu filho crescendo na barriga.

Lembrei da minha professora de espanhol. E ela entrou em contato comigo (que coisa, né?). Pela primeira vez desde então.

***

Talvez nada disso tenha muito sentido pra vocês. Mas eu queria registrar aqui que tenho vivido dias de muita reflexão. De pensamentos que só fazem sentido pra mim. De acontecimentos tão grandiosos que são proporcionalmente inversos ao que se vê: uma barriga que pula levemente, empurrada por um bebêzinho que se movimenta do lado de dentro. E só vê quem tem paciência pra olhar. Não só a barriga, mas a mágica das coisas.

***

Mas, como de fora só se vê barriga mesmo, taí ela, ó:



Na foto, é só uma coisa redonda. Pra mim, é o mundo todo.
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Papai do Céu,

me perdoa?

Por ter pedido Mc Donalds pra comer no almoço de hoje?
Por não ter conseguido abandonar o vício de Coca-Cola mesmo grávida?
Por ter comprado os móveis que achei mais BUNITOS pro meu filho (e não os mais baratos/práticos/inteligentes/modernos/falantes/coloridos/famosos/sedosos)?
Por viver a ilusão de que vou ler livros e assistir a filmes durante a licença-maternidade?
Por viver, aliás, a doce ilusão de que tudo tudo tudo vai dar certo?

Ai, ai.

To curtindo tanto essa vida gravidinha (mesmo com as inseguranças, refrigerantes e comidas erradas e viagens de mãe sem experiência) que até me distraí de vir postar, eitcha. Mas tá tudo bem, viu?

Já já eu volto com algum texto mais relevante, prometo.
(ou não, nunca se sabe)
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As 24 semanas e o berço

Eta povo! A gravidez vai passando e a gente vai virando um clichê ambulante, não? Às vezes me sinto tão única nos meus sentimentos, mas basta olhar pro lado e ver que todas as mocinhas gravidinhas vivem tudo muito parecido. E também muito diferente. Vai entender.

Isso pra dizer que, essa semana, embora muito feliz com a chegada do bercinho (sim, chegou ontem!) e com a barriguinha que só cresce, tenho tomado muitos choques de realidade. Não é nada preocupante ou que esteja me deixando triste (pelo contrário, acho que estou vivendo um dos melhores momentos da gravidez agora), mas são inquietações que vão ficando cada vez mais presentes à medida que o projeto filho vai se tornando realidade.

Vamos falando dessas inquietações com o tempo, aposto que vocês vão concordar comigo. Mas, agora, o que tenho tentado fortemente é não me apegar tanto a essas dúvidas. É saber que elas são normais, parte do meu crescimento, da construção da futura mãe que eu serei.

Querem um exemplo? Então, eu sou muito preocupada com sintomas, certo? Daí que, no começo da gravidez, não senti nada com relação ao olfato. Não enjoei com cheiros fortes, não me senti invadida por perfumes diferentes. E ficava bolada com isso, cada vez que entrava no blog dazamiga e as via reclamando disso com 7, 8 semanas. Mas aí, olha só o que aconteceu esses dias: comecei a sentir cheiros a quilômetros de distancia. Qualquer perfuminho mais forte já me incomodava e eu passei a sidentificar cada vez mais com meus cachorros na arte de fuçar tudo.

Então, a mudança no olfato aconteceu. Bem no tempo dela, quando eu não esperava, quando eu tava pensando em berço, dinheiro, enxoval. E aí fui avaliar todas as outras mil coisas que rolaram ao longo desse tempo de gravidez e concluí que aconteceram sempre da mesma forma: em seus devidos tempos. Não o tempo que eu queria, não o dos boletins do Baby Center, não o descrito pela amiga de blog. Foi no tempo das próprias coisas, o tempo da vida.

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Foi assim, no tempo da vida, que o berço chegou lá em casa. Fora do horário combinado, lógico. Mas não me estressei e liguei pra transportadora apenas pra saber se precisava ficar esperando um pouco mais ou se agendava outro dia. O mocinho pediu pra eu esperar mais e ali fiquei, na boa, sem surtos.

Uma meia hora depois, chegaram os montadores. Dois rapazes enormes, meio gordos. Um deles tinha a voz muito parecida com a do Javier Bardem (pena que não era tão lindo quanto). O outro, de tão grande, precisou se abaixar pra passar pelas portas da minha casa. Os dois tinham uma doçura no falar, amavam cachorros, fizeram festinha com os meus, contaram histórias de seus próprios. Montaram o berço com a maior calma (mas nem demorou), cuidando pra não sujar ou arranhar, não marcar a parede. Me explicaram como abaixa o estrado, como limpa, como sobe e desce a grade.

Eu tinha idealizado tanto esse momento, o dia da chegada do primeiro móvel do meu filho. Achei que seria intenso e cheio de chororô emocionado. Acabou que não foi nada disso, mas felizmente, consegui parar e enxergar: foi melhor. Leve, tranquilo, pessoas rindo, cachorros circulando em volta.

E, olha que coisa: essa é a vida que eu quero pra mim, pra minha família. Exatamente como foi o causo do primeiro móvel do Lucas.


Assim que eu deixei, o bobão do meu cachorro resolveu inspecionar TODO o berço.


daí aproveitei que tava com a câmera na mão e fiz uma foto do panção.

;)
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Rapidinhas rápidas para registrar os momentos que merecem – parte III de infinitas

óia eu aí causando na night da amiga (que contei outro dia, lembram?):


comentários possíveis para esta foto:

1) super poderia ter aquelas logos terríveis no canto inferior, tipo "Náitchi Bombantchi" ou "Na Balada Cos Colega Tudo". Sabe como?
2) Não me lembro o nome da mocinha de preto do lado esquerdo (mas ela é muito fofa e simpática - pena que não entendi metade do que ela falava num castellano enroladérremo)
3) A mocinha de preto do lado direito é a aniversariante, Isa (é bom lembrar, não fica bonito esquecer o nome dazamiga - e ela falava português, benzadeus)
3) O mocinho de branco eu lembro o nome, é Maridón (e ele fala português também, benzadeus 2)
4) A mocinha de azul sou eumerma. E nessa posição, todo meu glamour grávido se foi, fiquei foi gorda, confessem (ok, melhor não).
5) Cês viram como minha cabela cresceu?

E acabou o post.
(é que sigo na emossaum do berço e não tô conseguindo dormir, então vim aqui jogar uma conversinha fora)
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TEMÇA

Tava eu almoçando, plácida e tranquila, quando, entre uma garfada e outra, toca o telefone:

- Dona Carolina, aqui é da loja de bebês Pesadelo do Cartão de Crédito, queria agendar a entrega do berço que a senhora comprou, pode ser pra amanhã?

ai.

ai.

AI.

Pensei em responder:

- Não pode ser agora?
- Não pode ser ontem?
- Não pode ter meu filho de brinde dentro?
- Posso dormir nele até meu filho chegar?
- O senhor sabe o quão emocionante é esta ligação, uma vez que a presença do berço em minha casa vai deixar cada vez mais claro que estou esperando um filho? Aliás, o senhor tem filhos? Sabe como é a emoção desse tipo de momentinho? O senhor acha que eu tô exagerando? Hein? Miabraça?

Mas, eu disse:

- Claro!

Então, é isso gente. Amanhã chega o berço do Lucas. Agora deixa eu voltar pro meu almoço e pro meu esforço de fingir que receber um berço em casa é coisa muito da normal.

TÔ TEMÇA.
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Rapidinhas rápidas para registrar os momentos que merecem – parte II de infinitas

• Esse final de semana, esvaziamos o quarto que antes era “escritório” e agora é o “quarto do Lucas”. Deu bastante trabalho e eu fiquei mega cansada de ficar olhando, porque quem pegou no pesado de verdade foi o Maridón. Impossível não ficar impactada pelo quarto vazio, as caixas com as coisinhas dele num canto, luminária noutro canto. Tudo vai ficando mais real e a gente vai se enchendo de alegria por montar a vidinha de uma pessoa que está por vir (Maridón falou mais bunito disso aqui ó).

• Compramos carrinho, bebê-conforto e berço. Compras grandes, deu nervosinho também (cartão de crédito ficou nervosão, aliás). Mas acho que fizemos escolhas acertadas. O berço é aquele mesmo que eu tinha comentado. Já carrinho e bebê-conforto, escolhemos da Peg-perego, modelo Aria. Não é guarda-chuva como queríamos, mas fica bem compacto quando fechado, tem bandejinha na frente (removível) e mais um monte de coisas que achamos que se adaptam bem ao nosso estilo de vida. Também não foi dos mais baratos, mas acho que valeu muito a pena!

• Fomos no aniversário de uma amiga do Maridón e foi a primeira vez em muito tempo que eu saí pra uma nightzinha (não era boate, mas era tipo bar com música ao vivo). Por mais que eu esteja bem com a minha barriguinha e me sinta disposta, bateu uma coisa esquisita. Uma sensação que de, à meia noite, eu deveria era estar dormindo e não saindo pra uma festa. Fora isso, tive que experimentar milhares de roupas até chegar numa em que eu ficasse confortável (e já aposentei mais da metade do meu armário, afe). Magina você que mocinha barriguda já chama atenção em qualquer lugar, mais ainda adentrando num bar cheio de Xóvens (oi, e eu tenho 75 anos). Causei. Todo mundo se espantava com a minha presença, ria pra mim, de mim, falava com a barriga, fazia “nhóóó”. Tá, por um lado é fofo. Mas por outro, dá vontade de pedir uma cachaça, cheirar uma carreirinha de cocaína e fazer abdominais pra ver se o povo fica chocado por algo chocante de verdade. Ou sumir, simplesmente. Ou mudar de assunto, mais simplesmente ainda. Mas, ok, é fofo, é fofo.

• Tivemos consulta com a GO ontem. Ai que prazer que é essa consulta. Sempre saio de lá calmíssima, felizinha. Tinha todo um papo (e um post) preparado pra questão do cordão mal inserido na placenta, mas ela me acalmou taaaanto, que nem post mais vai rolar. É que o importante é que, apesar dessa questão, não há a menor indicação de cesárea pra agora, Lucas tá crescendo super bem, a barriga idem, coração dele tá ótimo, minha pressão também tá perfeita. Se eu quero brincar de me preocupar com cesárea, que me preocupe porque o rapazinho está sentado, nada mais. Maaas, eu, vocês e a médica já sabemos que com 23 semanas, bebê sentado não é indicativo de coisa nenhuma, ele tem bastante tempo pra virar ainda. Entããão, não tem preocupação nenhuma rolando. E aí eu fiquei com um vazio no peito, não tenho preocupação nenhuma pra chamar de minha, o que vou fazer da vida agora??

• Ainda na GO: não engordei nada esse mês! Quer dizer, engordei 800g e finalmente recuperei o peso que tinha antes de engravidar. Ou sejE: durante a gravidez emagreci 4 quilos e engordei 4 de volta. A médica pareceu satisfeita com isso e não comentou nada. Uma vez que a pancinha e o baby crescem normalmente e eu não tenho anemia, ela diz que tá tudo bem. Ok, né? Preciso sijogar na comilança? Eu nem sinto essas fomes todas, sei lá. Carolina, pare de inventar preocupação onde não tem!

• Fora isso tudo, minha sogra chega de visita essa semana e eu vou aproveitar a ajuda dela pra ver mais questões de enxoval, comer uma comidinha de mãe, ser mimada um pouco. Se minha mãe não habita mais esse mundo, tenho que aproveitar as mães alheias, não? Especialmente esta que tá toda bobinha com o papo de ser avó, será que ela vai se importar deu dar uma abusadinha leve? Aliás, vocês vão se importar se eu der outra abusadinha pesada e seguir falando de enxoval? To precisada, gente, miapoiem, miamem?

No mais, tudo bem com vocês?
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Oh, happy day - mais um pouco

e pra coroar o dia de ontem, eu recebi duas notícias muito felizes do mundo internético:

* Apareci lá no blog da querida Ana Manfree, o Nos Ares, da TPM! Olha que loosho, que ryqueza, que sophisticação! O texto fala sobre a blogagem coletiva que eu participo e um pouquitcho sobre o projeto das Mães Internacionais. Amay!

* Ganhei um sorteio de blog pela primeira vez! UUUUUUUUhhhh! Foi o do excelente Testado Pela Mamãe, que eu leio sempre e adoro dar um pitaco e salvar posts nos favoritos. Aliás, vocês já conhecem esse blog? Tijuro que é muito legal, elas testam os produtinhos e fazem várias resenhas super úteis pros papys e mommys não errarem nas compras (e, em tempos de enxoval, isso muito me interessa). Passem !

beju-beju e sijoguem no final de semana (enquanto isso eu vou sijogar forte na loja de bebês pra tomar uma decisão sobre o carrinho do Lucas - wish me luck!)
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Oh, happy day

hoje eu recebi o boletim semanal do Baby Center e veio escrito, mais ou menos, assim:

23 semanas - Emoções à solta
Nesta semana, o bebê atinge o status de "viável". Isso significa que já terá chance de sobrevivência se nascer antes do tempo.

DEUSDOCÉU.
Comecei a chorar compulsivamente. Meus cachorros chegaram perto pra ver o que tava rolando e abracei eles e tive a certeza que meu coraçãozinho ainda não está preparado pra tamanha felicidade.

CLARO que não quero que Lucas nasça agora (nem antes do tempo dele) e claro que sei que a sobrevivência nesses casos é muito complicada e depende de muitos fatores. Eu sei, eu sei.

Mas, a vida ensina. Ensina a ler esse tipo de frase e a perceber que se tratam de bênçãos. Eu li que meu filho é “viável” na mesma semana que me lembrei tanto que meu outro não era. Vocês tem noção disso? Do quanto é incrível, poderoso, fantástico? É, gente, é.

Não quero parecer a evangelizadora ou carola (looonge de mim), mas, pra mim, isso é Deus. Que me diz que, se um dia eu tomo uma porrada, no outro eu ganho um abraço apertado.

He taught me how
To watch, fight and pray
And live rejoicing everyday




E assim, sigo. EVERY DAY.
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Consultando as universitárias, parte 2 de muitas

Gentes, to besta com a participação de vocês no post anterior! Foram muitos comentários e alguns emails ótimos, cheios de carinho, fotos, links, marcas e experiências pra compartilhar. QUE DEMAIS! Acho que é o post mais útil ever deste blog! Acho que vou por um link especial aqui do lado pra ele, porque é pra consultar sempre! Brigada mesmo, nem tenho palavras pra agradecer.

Na verdade, tenho sim, muitas palavras. Pra contar pra vocês quais foram as decisões que tomamos a partir das opiniões que recebemos. Confirmamos algumas coisas e mudamos drasticamente outras.

É lógico que o que eu pedi foram apenas dicas, abri o espaço pra gente bater papo e se ajudar. E também é óbvio que a decisão final é minha (e da Nossa Senhora do Cartão de Crédito, muito bem citada pela Amanda). A gente erra nas compras a vida toda, né não? Quem nunca comprou uma blusinha liiiinda e só usou uma vez ou ficou no armário pra sempre com etiqueta? Imagina comprar pra um bebê que ainda nem existe no mundão aqui fora, que eu nem sei como será, que preferências terá, se vai dormir no berço ou não? Doideira mesmo.

Estou partindo de uns pressupostos meus, de como quero que o Lucas viva e como acho que será a nossa dinâmica em família. Mas sei que vou errar, que vou correr pra uma loja em algum momento pra comprar uma coisa de ultima hora e tal. E tudo bem, to preocupada com isso não.

Uma última coisa a ser considerada: ok, eu moro na Argentina. Mas sou meio nômade. Não só de país, mas também de bairro, de rua, de apê. Minha graça é fazer uma mudança, gente. ADORO. Mudei de bairro/casa/cidade/país por 5 vezes nos últimos 5 anos. Entonces, comprar essas coisas ultra-duráveis (tipo berço que vira cama, que vira beliche, que fala e sai andando depois de 8 anos) me dá um certo nervosinho. Porque a qualquer hora posso querer vender tudo e me mudar, então fico com coceira quando vejo que to acumulando trambolhos demais, planejando muito longe demais. Não funciona, simples assim.

Mas bem, vamos aos itens:

Berço
Decidido neste modelo abaixo (essa é a foto do exato que vou comprar):



Comentaram da proibição das grades que abaixam nos EUA, mas nunca ouvi falar desse problema aqui na Argentina (nem no Brasil) e, por enquanto, a questão conforto ganhou. É um berço bem simples (também os móveis serão simples) porque o quarto em si já vai ter um rococó-master nas paredes (e isso é assunto pra oooutro post e já adianto que é idéia do imaginativo Maridón), então ficaremos no basicão mesmo. Não é caro, posso doar depois ou deixar sem culpa pro segundinho. Quando o Lucas enjoar desse treco, a gente troca por uma cama de solteiro mesmo (com grades) e aí adaptamos. E depois, muito bem lembrado pela Paula: quando o Lucas der uma crescida, pode ser da gente querer dar uma renovada no quarto e aí pensando na cama já seria uma coisa mais com cara de menininho e menos cara de bebê.


Roupeiro de duas portas + cômoda + mesinha pra por do lado da poltrona
Também mostro as escolhidas definitivamente:



(ignorem os puxadores coloridos dos móveis abaixo, será tudo no estilo da foto acima, branquinho e redondinho – seguro, clássico e mais fácil de limpar)


ou
(ainda nao fechamos se terá portas de vidro ou nao - o que acham?)

No quarto do Lucas já existe um armário embutido. Porém, o dito-cujo está todo ocupado pelo Maridón. Pra coisas maiores, até dá pra usar o espaço, mas pensamos no roupeiro de duas portas pra não misturar as coisas (principalmente no começo). Sobre a mesinha lateral, vou ver na loja se dá pra trocar as duas gavetas debaixo por prateleirinhas, aí boto os livrinhos do pequeno mais pra frente (sugestão que vocês deram nos comentários, gostei!).


Poltrona de amamentação
Vou comprar, tenho espaço, todo mundo apoiou, ótimo. Fogo tá sendo encontrar o modelo. a única que gostei até hoje é essa, ó:


Mas essa criança custa dois mil pesos. Gentes. MIL realidades. Ok, nem é a coisa mais cara do mundo (não sei quanto custam no Brasil, mas ouvi falar que na Abracadabra tem umas honestíssimas saindo por 300 reais – muito mais digno). Fora que essa tem o sistema de balanço embaixo, que me disseram aqui que dificulta pra sair com o bebê no colo. Ai, não sei o que fazer. Acho que vou levar um saco de 5 quilos de arroz pra loja, botar no colo e ficar sentando e levantando pra ver qual é. Ou pelo menos ver se posso tirar esse item depois de um tempo (quando a minha paciência acabar, hohoh).


Pra ficar em casa: bebê-conforto, carrinho ou berço-desmontável?
Vou falar de segurança pra carro e carrinho mais adiante no post. Por agora, comento que decidi MESMO comprar o berço-desmontável. Pra ficar no meu quarto enquanto o baby for pitico e eu tiver insegura de por no bercinho dele, pra ter mobilidade pela casa, pra levar nas viagens e pra servir de cercadinho quando ele for maior. Como tenho dogs, não dá pra contar com cadeirinhas ou colchões que fiquem diretamente no chão o tempo todo, preciso de uma opção que isole os seres que vivem comigo. Claro que pretendo estimular meu filho a ficar no chão, mas, com cachorro em casa, isso requer supervisão e o cercadinho seria exatamente pros momentos de supervisão mais “de longe”, digamos. Gostei muito das cadeirinhas de atividade que me sugeriram (e dos tapetinhos também), mas acho que não são prioridades, então vou deixar escolhidos, mas não vou correr pra comprar isso agora (dica ótima da Paloma, aliás: vou escolher um monte de coisa e só vou comprando conforme for sentindo que preciso! Tranqueiras-free é meu lema).


Banheira
Tava totalmente sem idéias pra esse item e vocês iluminaram muito a minha mente. Maridón tá doido por essas altas e com trocador, mas eu tenho a sensação (confirmada por muitas) de que isso fica inseguro muito rápido e nada como uma boa cama grande pra jogar o baby em cima e trocar em segurança quando ele começar a querer sijogar do trocador. Eu penso assim: como minha casa tem calefação central, no inverno tudo estará quentinho mesmo, nem tenho motivo pra levar a banheira pro quarto por causa de frio, essas coisas. Meu banheiro é grandão, dá pra ter uma banheira simples e com suporte fora do box, sem atrapalhar ou atravancar nada. Sendo assim, to inclinada a comprar uma simples e um suporte desmontável. Quando eu achar que não tá mais seguro deixar a banheira no alto, adeus pro suporte e fico com a banheira encaixada dentro do box (ou dando banho de chuveiro mesmo, vamos ver o que rola). Muitas sugeriram a Tummy Tub e eu e Maridón AMAMOS a idéia desde sempre, já super faz parte dos planos ter uma dessas (e também super parte dos planos todo e qualquer tipo de molhadeira: piscininha, banho no chuveiro com a família toda junta, banho de chuva, de mangueira... amamos uma aguinha, hohoho).


Carrinho e segurança pro carro
Essa é uma discussão SEM FIM. Acho que é como comprar celular ou computador: sempre vai ter alguém pra te dizer que existe outra opção mais moderna, rápida, compacta, segura, econômica. Ai ai. Chega uma hora que você precisa fechar os olhos e sijogar e confiar. Porém, uma coisa importante mudou: vamos ter o bebê-conforto sim. Muitos motivos e relatos a favor e muitos motivos e relatos contra a cadeira 0-18 kg. E um argumento da Mari que me ganhou: do dia que você vai ao restaurante, bebezico tá dormindo no carro e você tem a possibilidade de levá-lo ainda dormindo pra mesa e não acordá-lo. Quem não quer isso? Bebê no soninho gostoso e jantar tranqüilo? Eu quero!

Pois bem, ainda não tomamos uma decisão com relação à marca. E isso influencia um pouco na decisão do carrinho, porque aquele da Chicco que eu queria não tem encaixe pra bebê-conforto e eu não to segura do quanto isso é primordial ou não... Muitas dizem que é, outras dizem que não. Daí combinei com o Maridón de ir na loja e testar alguns (ainda na idéia de ser o mais leve e compacto possível, tipo guarda-chuva). Sigo querendo da marca Chicco (tem um da linha Simplicity que pode ser legal), mas também quero olhar o super indicado Pliko P3, da Peg-Pérego. A única coisa meio chata é que esse Pilko é papo de 3 vezes mais caro que o da Chicco... ai ai Nossa Senhora do Cartao de Crédito, miajuda nessa hora. Tem também um da Peg-Pérego que chama Ariah Oh, parece que é o mais leve EVER (pesa 5 quilos!), que também quero olhar e ver se tem bb-conforto compatível (alguém já ouviu falar desse?). Se for caro demais ou não-prático demais, seguimos com a decisão do carrinho que já tínhamos e compramos um bebê-conforto que más nos guste. De qualquer forma, o carrinho já foi oferecido pelo meu sogro de presente, então to um pouco menos apegada a preço (mas também não consigo sair gastando o dinheiro alheio sem discernimento só porque não é o meu, não acho legal).


Mas... e o carro?
Ah é, não contei isso, né? Ou já contei há muito tempo e as mocinhas novas não sabem: eu não tenho carro! Nunca tive, sempre me dei muito bem com transportes públicos, táxis, caronas e carros velhos herdados de pappy/mommy. Mas, depois de muito pensar (e orar pra Nossa Senhora do Cartão de Crédito), decidimos ter o nosso primeiro carrinho! Aeeeeee! Então tá, pensa na minha vida: país diferente, filho na barriga, enxoval pra montar, cachorro novo em casa e carro pra ser pensado, escolhido e comprado! Olha que delícia! E eu sofrendo por cadeirinha pra carro SEM TER carro ainda! Aí você vê como a prioridade muda com a chegada dos filhos, né, heheheheh. Mas bem, muito em breve, ainda ao longo desses próximos dois meses, eu serei uma pessoa motorizada e com o quarto do meu filho prontinho!


E também serei uma pessoa com mais perguntas, tá? Vocês me aturam? Porque ainda nem começamos a falar de roupinhas, mala de maternidade, enxoval da mamãe... mas tem é assunto, meu povo!
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Consultando as universitárias, parte 1 de muitas

Meninas bonitas do meu coração: brigada pelo apoio no dia de ontem, viu? Vocês são demais, como sempre. Não se preocupem que nem sofri muito mais que o necessário não. Dei minha choradinha, fiz uma oração legal, escutei musiquinhas deprê. Mas, de tarde, Luquinhas começou o festival de chutes e nado amniótico nas modalidades crawl-peito-costas-borboleta e não parou mais. Tava tão animado que até fui acordada de madrugada com tanta movimentação e aí é impossível ficar triste por alguma coisa.

Filho mexendo na barriga é um lance tão gostosinho! To ficando cada dia mais boba com isso.

Ai ai.

Mas aí, ao tema de hoje: enxoval. Eu e Maridón passamos todo o mês de janeiro pesquisando, indo a mil lojas, fazendo mil perguntas. Todo final de semana tinha umas listinha de lugares novos pra visitar e encheções de saco pra fazer pros vendedores.

Acho que a coisa aqui na Argentina consegue ser pior que no Brasil: a lista de MUST HAVES é gigaaaante! Por exemplo: eles aqui compram berço, catre e moisés. OI?

isso


isso


e isso


Além desse exagero, compram também: cadeirinha pra carro pra recém-nascido (que até onde entendo, só serve pra no máximo babys até um ano), cadeirinha pra quando for mais crescidinho e o berço mais famosão (e mais comum nas lojas) é esse com medidas americanas, que vira caminha depois e tem cômoda acoplada. Tipo assim, ó:



Posso falar que acho isso tudo um exagero? ACHO.
Respeito quem se jogou nas compras, quem acha que precisa de tudo isso, cada um cada um.

Mas, afirmo categoricamente que eu não sou assim, cheia do acessório pra viver. Logo, até onde eu decidir, meu filho tampouco será. Só que haja culhão segurança pra bancar essa decisão, né? Principalmente porque todo mundo te fala que você PRECISA disso tudo e mais um pouco. E nem é zurice minha não, sabe, é meu primeiro filho, eu to afim de fazer a papagaiada capitalista toda. Só fico com peninha de gastar dinheiro com tanto equipamento quando, do fundo do meu coração, acho que o que ele mais vai querer sou eu, meu peitão e o pai. Por isso, conversei muito com o dito-cujo (o pai, não o Lucas) e decidimos algumas coisas.

Só que queria saber o que vocês, mamães experientes, modernas, vividas e sábias acham. Será que tá pouco? Será que to doida?

Vejamos a seguir:

O berço

Será simples, branquinho, laqueado. Grade lateral que desce, duas posições pro estrado, bordas arredondadas. Não vira mini-cama e não é dos mais caros. Não é exatamente esse da foto o que escolhemos, mas é quase, pra vcs terem uma idéia:



O que acham?


Roupeiro de duas portas + cômoda 
Não tenho fotos, mas a idéia é essa, ter os dois elementos. Será que é muito? Pouco? Vocês trocaram seus bebês em cima da cômoda ou nem? E depois, pra botar brinquedos e livrinhos, serviu ou tiveram que comprar mais móveis?


Poltrona de amamentação + mesinha de apoio
Ainda não escolhi e tudo que vejo por aí é caro demais só porque tem “amamentação” na descrição. Só que eu andei vendo poltronas “comuns” e elas não parecem tão confortáveis pra amamentar: os braços são mais baixos, o material não é de fácil limpeza, pareciam difíceis de sentar e levantar com agilidade (e fiquei pensando em fazer isso com baby dormindo no colo, sei lá...). Este é um item essencial da minha lista porque não tenho outros lugares bons em casa pra amamentação, então preciso mesmo criar um espaço só pra isso. Voces compraram as específicas, em loja de baby mesmo ou compraram qualquer uma? E a mesinha, precisa ter gavetas? Ou alguma outra coisa específica?


Carrinho
Taí uma super discussão. O-DE-I-O esses carrinhos tipo berço. Acho que são trambolhentos, pesados, ocupam muito espaço (além de feios, hohohoho). Principalmente esses que vem com travel system, sabe? Não me vejo usando esse monte de coisa ao mesmo tempo + bebê.

Aí optamos por esse, da Chicco:


Ele reclina todo pra recém-nascido, mas não vira pra eu ficar de frente pra ele. É tipo guarda-chuva e dá pra armar ou desarmar com uma mão só. É leve, tem capa de chuva e saco pra frio (importante pro inverno daqui) e parece que cabe em qualquer porta-mala. Até aí, tudo ok, mas fiquei insegura do bebê ficar desconfortável nele, de não ter espaço suficiente ou de faltar aquela bandeja na frente – aquilo é importante mesmo? Fora isso, ele tem apenas 6 rodas e os carrinhos mais badalados que vejo por aqui tem 8 – qual é a importância disso?


Cadeirinha pra carro

Ainda não escolhemos, mas estamos quase fechando numa da Chicco também, que serve de recém-nascido até o bichinho ter 18 kg. Não me conformo de comprar uma tipo bebê-conforto pra ele usar pouco e logo depois ter que comprar outro. Maaaas, já me disseram que esse estilo bebê-conforto é mais adequado pros pequenos enquanto eles não firmam bem o pescocinho e também serve pra ficar perambulando com a criança em casa. Só que, gente, até que idade essas crianças ficam sem firmar o pescoço? Não posso resolver com uma almofadinha especifica não?


Pra ficar em casa: bebê-conforto, carrinho ou berço-desmontável?

Então aí temos um problema: se não tamos afim da cadeirinha pra carro que reclina mais ou que seja mais legal pra dentro de casa e se o carrinho é tipo guarda-chuva, onde largar o bebê enquanto ele não estiver dormindo (e eu precisar dos meus braços)?? Pensei no sling, mas acho que ninguém fica o tempo todo slingando. Pensei em me render ao moisés, mas aos 3 meses, a criança já se mexe demais e já não cabe no treco. Aí pensei em comprar um berço desses desmontáveis, que pode ficar no meu quarto caso eu tenha insegurança de deixar o Lucas dormindo sozinho nos primeiros momentos e depois pode servir de cercadinho, quando ele tiver mais velho. E posso deixar ele quietinho lá, acordado mesmo, enquanto faço alguma outra coisa. Largar no meio do chão, não dá, tenho dois cachorros. Fora que minha família mora longe, eu estarei sempre viajando (mas alguém leva esse trambolho no avião?), daí já teria um bercinho pra ele dormir fora de casa. Preciso de uma opção e essa, atualmente, me parece a melhor. O que vocês acham? Existem outras opções?

Banheira
Vai ficar no meu banheiro, que tem bastante espaço. Precisa de trocador? Precisa de suporte embaixo? Porta-trecos é melhor ser na frente ou do lado? Dar banho abaixada é uó, né? Precisa ter suporte pra recém-nascido?? Já deu pra ver que, de banheira e de todo o resto, to viajando na maionese, né?



Ainda tenho muitas outras questões, mas vou ficando por aqui e amanhã publico mais uma parte, pode ser? Desde já, eternamente agradecida a quem se dispuser a dar uma boa digitada aí na caixa dos comentários.

;)
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Meu primeiro filho

tinha data prevista pra nascer hoje.

Ai.

Eu já sabia que todo mundo esqueceria. Mas eu não. Tava com um aperto no peito esses dias, chorando a toa. Chorando triste, doído, aparentemente sem motivo.

Só quem já perdeu um filho sabe o que é. Sabe que um não substitui o outro. Sabe que a mente dá voltas e reaprende a ser feliz, mas nunca esquece. Sabe que foi um pedaço seu que morreu antes da hora. Sabe que a natureza é sábia, mas também é muito dura. Sabe dos medos que perduram depois disso. Da sensação de que tudo pode se perder de novo a qualquer piscar de olhos.

E sabe que dói. Dói demais. Dói de um jeito que eu não desejo pra ninguém.

***

Tentei separar alguns versos dessa música pra ilustrar o post, mas fato é que cada frase parece ter sido escrita pra se encaixar nessa nossa história. E parece que a voz do Caetano é só pra mim e ecoa forte, me arranca lágrimas bonitas.

Fica com Deus, meu filhinho. Um dia a gente ainda se encontra.



Drão


Drão, o amor da gente é como um grão
Uma semente de ilusão
Tem que morrer pra germinar
Plantar n'algum lugar
Ressucitar no chão nossa semeadura
Quem poderá fazer, aquele amor morrer
Nossa caminha dura
Dura caminhada, pela estrada escura


Drão, não pense na separação
Não despedace o coração
O verdadeiro amor é vão
Entende-se infinito, imenso monolito
Nossa arquitetura
Quem poderá fazer, aquele amor morrer
Nossa caminha dura, cama de tatame
Pela vida afora


Drão, os meninos são todos sãos
Os pecados são todos meus
Deus sabe a minha confissão
Não há o que perdoar
Por isso mesmo é que há
De haver mais compaixão
Quem poderá fazer, aquele amor morrer
Se o amor é como um grão
Morre nasce trigo
Vive morre pão
Drão, Drão
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