Rapidinhas rápidas para registrar os momentos que merecem

• E eu achando que azamiga iam me achar doidona por causa do doppler, tsc tsc tsc. Até acharam, mas foram correndo ansiosas e emocioLadas ouvir Lucas e seu corazón fortão no meio da minha festa de aniversário (e também ouvimos os bebês da amiga Gina, que tá grávida de DOIS!).

• Festa essa que foi uma delícia: comemos feijão com arroz (pode parecer bobo pra você, caro leitor, mas experimenta morar fora do Brasil e NUNCA ver essa iguaria no seu prato), conversamos, pegamos sol na varanda. Foi muito muito legal. Pena que to num momento preguiçoso pra foto (só sei fotografar a minha barriga), então fiquei sem registro. Mas amay mesmo assim.

• No dia seguinte, fomos pra piscina, jogamos muita conversa fora, peguei muito sol de novo e fiquei bronzeada (a.k.a. ridiculamente rosa) e, pela primeira vez, ouvi a clássica “mas tem certeza que só tem um aí na barriga?”. Veio de um vizinho surpreendentemente sem noção - o dito cujo tem uma filhinha de dois anos, ele deveria saber sobre as regras básicas de conversação com uma grávida, mas ok, perdoei. Até porque eu adoro ficar na dúvida se a barriga cresceu mesmo, então meio que foi um elogio.

• Estamos organizando coisas pro quarto e pro enxoval e curtindo esse momento. A gente viaja imaginando coisas, cores, desenhos, brincadeiras, texturas. Mas, ao mesmo tempo, às vezes dá um desespero com tanta coisa que tem pra fazer e bate uma vontade de botar a criança pra dormir com os cachorros e, quando for passear, enrolar um lençol em volta de mim e fazer de sling (que mal tem?). Mas logo o Lucas dá uma mexida na barriga (obviamente discordando do lençol e de dormir com os dogs), a gente se derrete de novo e volta a curtir o assunto. Desconfio que meu cartão de crédito é quem não vai curtir NADA DISSO, mas deixa que eu me entendo com ele depois.

• Perceberam que eu falei oS cachorroS, assim na pluralidade da coisa? Pois é, temos mais um cachorro. Eu sei, eu sei. Cachorros, filhos, papagaio, periquito, baratas, mosquitos. É muita gente pra pouca casa (e pouco cartão de crédito, mas já disse que vou bater um papo com ele, não se preocupem). O causo é assim: a gente achava que Chimi, o baby dog original, primeiro filho, amor peludo do meu corazón, precisava de amiguinhos. O bicho fica sozinho em casa durante o dia, é muito carente, dependente, tal e coisa. Aí o Lucas vai chegar em uns meses e o circo se armou, fiquei imaginando um cachorro doido pegando no meu pé, latindo pela madrugada. Aí ficamos sabendo de uma cachorritcha fofa, moça mais velha, mais madura, castrada e vivida. Parece que foi abandonada na beira da estrada e tava super querendo uma família pra chamar de sua. Derretemos por ela e a trouxemos pra casa. Ela é doce, companheira, quietinha, um amor. Ótima pra ser irmã do Chimi. Mas ele, óbveo, está ULTRA BLASTER incomodado, resolveu fazer xixi pela casa (coisa que não faz jamé), pular em tudo e em todos (coisa que faz sempre), latir, causar. Mas ok, a gente acha que faz parte da adaptação, estamos bancando. Dona mocinha cachorra nova ainda não tem nome, mas assim que tiver, eu conto pra vocês (sugestões? alguém?). Óia aí uma foto da família (e reparem na postura calma e relaxada do meu filho mais velho no meu colo):



• Amanhã vai ser um dia complicadinho. Na verdade, acho que ando meio irritadiça (contei pra vocês que ando irritada as hell? Pois então, ando) por conta desse acontecido. Já dei uma sofrida por antecedência, mas ok, acho normal, to deixando rolar. Mas amanhã eu falo disso, pode ser? Não quero estragar o dia de hoje não.

E voces, tudo bem?
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A balada da louca

Muito bem, gente, esse é o tipo de post que eu imagino azamiga lendo e pensando “pronto, a Carol ficou doida de vez”.

(liga o som aí pra compor o post:)



Ah gente. Mas quem é normal, me diz?

Então. Que desde a primeira vez que fiquei grávida, tinha ouvido falar num aparelhinho chamado Angel Sounds. Trata-se de um Doppler Fetal – what the fuck is Doppler, Carolina? É um aparelhinho que serve pra escutar as batidas do coração do bebê, povo, é isso!

Daí que já tinham até me sugerido comprar esse treco logo, que tinha “efeito calmante” na mãe, que, sabendo que o bebê tá bem, ela fica tranquilinha também, coisa e tal.

E eu, em duas gestações, uma que acabou prematuramente às doze semanas e a atual, que segue muito bem, obrigada, às quase 22 (ou sejE, em praticamente 34 semanas grávida), sempre achei Angel Sounds coisa de doido. Admito que sou neurótica com a saúde do Lucas, duvido do tamanho da minha barriga, tenho medo de tudo, tenho tendências hipocondríacas. Mas, fora isso, gosto de fazer a linha descolada, sabe como? Não saio por aí comprando tudo relacionado a bebês, penso no enxoval com muito senso crítico, não to com a menor vontade de pintar o quarto do meu filho de azulzinho (aliás, nem curto essas cores clichês), fico rindo de palavras como cueiro, mijão, pagão, moisés.

E também, pelo exato hecho de que soy loca, fiquei pensando que, no dia que eu não conseguir achar os batimentos do bebê (se minha médica às vezes não consegue, magina eu!), o que era pra me fazer bem, vai me fazer ficar PIOR. Me imaginava correndo pro hospital a cada vez que o aparelhinho não funcionasse direito. Ninguém merece.

Fim da cena 1. Visualizaram tudo até aqui? Carolina com cara de blasé desprezando a loucura-freak das mães de primeira-viagem.

Então tá.

Cena 2: fiz aniversário.

E meu marido, embora tenhamos brigado feio por milhões de motivos que não vem ao caso = estou ficando cada vez mais louca-freak-grávida, veio me dizer que tinha pensado em me dar de presente o tal do aparatinho. Mas que não sabia onde encontrar e que tava com medo de me incentivar a ficar mais doidona.

Magina a minha reação. MAGINA.

Abri o sorriso mais imbecil e ansioso possível, encaminhei o link da loja pra ele no mesmo segundo, já sabia a cor que eu queria, o preço e que meu cartão de crédito ainda dava desconto de 10% e que eu não me incomodava de ir junto comprar e que podíamos aproveitar e testar na loja mesmo e que eu poderia comprar também uma super-bonder e colar definitivamente o treco na minha barriga e costurar o fone nos meus ouvidos e ficar pro resto da vida da gravidez ouvindo o sonzinho mais legal do mundo.

Né? Joguei pela janela toda e qualquer filosofia metida à besta de que eu não precisava de um Angel Sounds na minha vida. EU PRECISAVA.

Só tive que assinar com sangue um contrato em 3 vias prometendo que que fazer a promessa que não vou ficar desesperada no dia em que não ouvirmos o coração do Lucas. E ganhei o treco de presente!

Ó EMOSSAUM.

Gentes grávidas. Cês não sabem o que tão perdendoooo! Chega de esperar ansiosamente pelo ultrassom. Chega de ficar rezando pra médica calar a boca logo e tentar escutar o corazón na consulta mensal. Posso ficar louca no conforto do meu lar e ainda gravar o áudio em mp3 e mandar pros familiares!

É a melhor coisa desnecessária que já adquiri nessa vidinha!




Agradecimentos:
- a todas as fofas que já tinham me indicado o aparelho e tiveram paciência de esperar meu bobeirol passar pra eu, finalmente, concordar que é o máximo
- ao Maridón, que bancou o risco de me fazer ainda mais doida, mas que acabou foi me fazendo muito feliz
- ao meu filho, que deixou que eu escutasse seu coração e ainda deu uns chutes no aparelhinho só pra confirmar que sim, tá tudo bem.
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Blogagem coletiva: pré-natal na Argentina

No dia 15 de janeiro, eu tinha visto uma movimentação muito legal na blogosfera. Várias mommys que moram fora do Brasil postaram juntas sobre como é o pré-natal nos países que estão atualmente. Logo depois, fui convidada pra participar pela Dani, do blog Mamães na Itália e amei o convite, topei na hora. Na verdade, a blogagem não é só sobre pré-natal, a idéia é falar dos mais variados temas da maternidade e como é viver isso ao redor do mundo e, óbvio, de acordo com as nossas experiências e pontos de vista.

Mas, como procrastinação é meu nome do meio, acabei me atrasando vergonhosamente um pouco pra publicar o meu primeiro relato.

Vou organizar um pouco a minha própria zona e me apresentar, do começo pra quem tá chegando agora: meu nome é Carolina (duh), tenho 27 verões acumulados nessa vida, sou brasileira, carioca e casada com um brasileiro igualmente carioca (brancão da cor do pecado que nem eu, mas abafa essa informação). Estamos juntos há quase nove anos e moramos na Argentina há dois anos e meio. Viemos por uma proposta de trabalho que recebi, tínhamos o sonho de morar fora e foi uma oportunidade de realizá-lo.

Gostamos muito de viver aqui e chegamos à conclusão de que era um lugar ótimo pra ter nosso primeiro rebentinho. Pois bem. Engravidei da primeira vez e a gestação não foi pra frente, o que me rendeu um relato magoadíssimo com relação ao sistema de saúde daqui. Fiquei muito triste e perdida, me senti desamparada e quis loucamente voltar pro Brasil, achando que lá sim é que o sistema de saúde seria a “mãe” que eu precisei nesse período ruim de aborto.

Mas, pra minha sorte e felicidade, um mês depois do ocorrido, engravidei de novo e, apesar de tido vários problemas (hematoma, brida no saco gestacional, várias idas ao hospital), só tive experiências boas com relação ao sistema de saúde. Claro que escutei informações desencontradas (e quem nesse mundo não escuta?) e fui atendida por profissionais ruins em alguns lugares, mas tive um ponto positivo que foi chave: encontrei uma médica em quem confio, que me tranqüiliza e me passa a melhor das impressões, sempre.

Como ainda estou com apenas 5 meses de gravidez (completando hoje, olha que bunito!), ainda não vivi a coisa do parto (que, pra mim, define muito como é a filosofia médica do lugar). Mas, já pesquisei bastante e aí está o que concluí:

O sistema de saúde aqui na Argentina (e falo mais de Buenos Aires, porque no resto da Argentina tem diferenças muito gritantes) é muito parecido com o do Brasil: se você tem sorte de trabalhar num lugar legal, ou dinheiro pra gastar num plano de saúde, muito bem, é atendido por plano. Senão, fica na mão do serviço público, que é sucateado e incerto.

Como já contei, eu vim por trabalho e obviamente um dos benefícios era plano de saúde. Como estou num cargo de chefia, meu plano é do tipo Gold, ou seja, é o melhor que o plano tem a oferecer. Mas o serviço em si não é lá essas cocas-colas não, então to no mesmo nível que qualquer gravidinha argentina de classe-média, que tem direito a: consultas periódicas com o obstetra (geralmente a cada 3 ou 4 semanas), cobertura para análises comuns e ultras prescritos pelo médico (o que não incluiu a translucência nucal nem a morfológica de 20 semanas – tive que pagar a parte por esses exames. A justificativa do plano é que eles cobrem somente pro “grupo de risco”, mulheres grávidas acima de 35 anos ou com histórico familiar – não é o meu caso), atendimento de urgência no hospital ou em casa (caso eu queria, posso pedir que venha uma ambulância na minha residença), internações em suíte individual, parto no melhor hospital possível, que tem o melhor centro de neonatologia do país.

Além disso, existe um sistema chamado Plan Materno-Infantil, que obriga todos os planos de saúde a cobrir os gastos de farmácia da gestante e do bebê até que ele complete seu primeiro ano de vida. Traduzindo: ácido fólico, vitaminas pré-natais, Luftal (não me zoem, eu já precisei) e todo e qualquer remédio que eu compre com receita da minha médica (até creme pra estria, meu povo), sai DIGRÁTIS. E pro baby, o mesmo acontece: remedinhos, leite artificial (receitado pelo pediatra, atentem pra isso) e demais compritchas na farmácia (pode blush e batom, doutor?) também são gratuitos.

Sobre humanização nos atendimentos e parto: é um assunto que vem crescendo aqui, mas não com a mesma força que vejo acontecendo no Brasil. Talvez por uma coisa óbvia de que parto normal ainda é, de fato, o normal. Cesáreas acontecem e são maioria (nos atendimentos particulares), mas não ainda em níveis tão alarmantes. E é aquilo que eu já tinha comentado aqui: parto normal é parto normal hospitalar, com intervenções (episiotomia, soro com ocitocina pra ajudar nas contrações, gestante sentada de barriga pra cima – e não escolhendo a posição que prefere –, médico mandando fazer força na hora “certa” e anestesia).

O ponto que me atrai e me faz feliz disso tudo é a presença da parteira (que também comentei aqui). Ela faz parte da equipe do médico, ela é a primeira a ser acionada quando as contrações começam (ou quando a bolsa rompe), só leva a gestante pro hospital num momento mais avançado do trabalho de parto, trata de burocracias de internação e cuida pra ajudar e orientar a família ao longo do processo. Acho que isso tudo é fundamental pra todos os envolvidos (mãe, pai, médico, bebê) ficarem calminhos e agirem da melhor forma. Sendo assim, “complicações” que acontecem por aí acabam não rolando aqui: não tem ninguém over-neurótico pra acabar logo com o que tá acontecendo.

Mas, claro: tem médicos que mandam fazer cesárea por qualquer coisa, o repasse dos planos de saúde é uma vergonha (o que faz com que alguns médicos prefiram mesmo acompanhar 5 cesáreas numa sexta de manhã que ser acordados no meio da madrugada da véspera do feriado pra fazer um parto com uma louca gritando no hospital), rola uma moda de se maquiar e ficar bonita pra foto durante uma cesárea ”mais segura e indolor”, muitas mulheres acabam preferindo essa conveniência e tudo mais que vocês já sabem pela realidade no Brasil.

O hospital onde terei o Lucas, por exemplo, anda numa linha tênue entre a humanização e a “besteiralização”: não tem sala de parto humanizado com banheira e bola de pilates, mas eles incentivam contato total entre mamãe-bebê (berçário só se a mãe pedir, se não, o baby fica no colo/quarto dela desde que nasce, o tempo todo. Se tiver icterícia, por exemplo, os banhos de luz são feitos dentro da suíte de mãe, no colo dela). É incentivada a presença do pai e da parteira em todos os momentos, mas tem serviço de manicure e cabeleireiro pra mãe e enfermeiras especializadas pra furar a orelhinha, caso for menina. Não se dá complementos (água glicosada ou leite artificial) pro bebê sem expressa autorização do médico e concordância da mãe. Mas também não dão café da manhã pro pai se ele não pagar por fora.

Enfim. A coisa tá caminhando, mas ainda meio tortinha, entendem?

Nada disso me incomoda, pra falar a verdade. Eu curto o hospital ter serviços bestas (ah, por que não posso me arrumar pra tirar fotos depois do parto? Que mal tem dar uma secada nas cabelas e passar um rímel dramático nas pestanas?) e também acho o máximo saber que tudo que meu filho vai viver nos seus primeiros momentos será do meu prévio conhecimento e autorização. Ou seja, tá bom de humanização pra mim, sabe. E mais: tive complicações ao longo dessa gravidez que sugeriram (e ainda sugerem) que eu venha a ter que fazer uma cesárea. Cada vez que essa possibilidade vem à tona (e nunca pela boca da minha médica, porque por ela o parto normal é primordial e possível, SEMPRE), eu pesquiso, me informo e repenso minhas decisões. Minha escolha número 1 (e acredito que a de qualquer outra mãe) é trazer meu filho ao mundo com segurança, amor, carinho e respeito. Tudo que incluir isso – inclusive uma cesárea agendada pela possibilidade de um cordão umbilical prolapsado, coisa que vivo atualmente – está ótimo pra mim.

Ufa gente, era isso! Espero que tenham gostado! Se tiver alguma leitora da Argentina (Oi Neda! Grita aí nos comentários pra gente!), ficarei feliz se puder contribuir e trocar experiências.

Pra ler mais histórias de pré-natal ao redor do mundo, visitem:

Espanha: O Astronauta
Irlanda: Que seja doce
Italia: Mix dos 30
Italia: Mamaes na Italia
Inglaterra: Mother Love Database
Monaco: Na casa da Beta
New York: Ny with kids
Suécia: Minha aquarela
França: Journal de Beatrice
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Birthday

Achei essa palavra melhor que “aniversário”, até pra explicar uma coisa que venho sentindo e só ficou clara hoje.

Pois bem, hoje é meu birthday. Aeeeeeeeeee.
Eu sempre achei este O evento do ano, sempre que passava o Natal, eu ficava só pensando que faltava menos de um mês e contava os dias e já dizia pra todo mundo não esquecer do meu dia. Hmmm.

Aí chegou o aniversário de 2011, este em que eu completo 27 aninhos. Para o qual estou CAGANDO. Não tenho falado nisso, não fiz planos, nem to fazendo questão que meu telefone toque o dia inteiro. Claro que vou ficar feliz com qualquer tipo de mensagem, mas sabe quando a coisa perde o foco? Pois é.

Porque, pra mim, o BIRTHDAY mais importante e incrível desta vida acontecerá no começo de junho. É por este dia que espero, é com ele que sonho, é isso que tem movido a minha vida, enchendo tudo de esperança e renovação. Lucas, meu filhote, viu como você já mudou a vida da sua mãe? Desbancou o dia mais importante de todos antes mesmo de ter nascido!

Ai ai.

Mas, como ainda falta coisa de 4 meses pro nosso encontro e pro real BIRTHDAY, vamos comemorar este de hoje que é o melhor a se fazer, não?

E com musiquinha sugerida pelo Maridón, que diz que se sente assim comigo (e eu assim com ele e com o Lucas e todo mundo tá in love, reparem):



(falta muito sol pra eu ou alguém na minha casa ficar “moreno”, mas a gente foi pra piscina no domingo e tamu siachando NO BRONZE do verão porteño, então deixa nóis cantando “presença morena” um pro outro? Grata.)

(ah, e quero deixar registrado um ENORME BEIJÃO pra Alice, minha amada prima-irmã que também faz aniversária hoje. Love u, querida!)
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21 semanas


















e, em vez de comer na hora do almoço, eu venho em casa brincar de tirar foto da barriga (mas não se preocupem: enquanto eu fazia essa palhaçada, o macarrão tava cozinhando).

ah, mas grávida pode, néam?
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Força Estranha



Penei pra decidir uma música pra este post. Porque não havia mais nada em mim senão um amor imenso, que não dá lugar a mais coisa alguma. Amor que visualmente só tem 25 centímetros e pesa meio quilinho. Mas, pra mim, tem o tamanho do infinito, o peso do mundo todo. Como é forte, como dá tanto sentido pra tudo. E como é bonito!

Como é bonita a imagem meio abstrata do ultrassom. Bonito também foi poder ouvir as palavras da médica “a brida sumiu, o cordão umbilical está mesmo ligado à margem da placenta, mas isso não implica em nada pro seu bebê. Ele é totalmente normal.”

Vimos as mexidinhas, o coração batendo (com todas as válvulas que tem direito), órgãos no lugar, todos os membros de aparência normal (inclusive O membro, aquele que nos diz que o bebê é mesmo um Lucas e não uma Ana – ufa).

Foi, de longe, nosso encontro mais bonito, mais completo, mais tranquilo. Tanto que fiquei inebriada, sem saber direito que música ouvir, que nomes dar ao que meu coraçãozinho pululante sentia. As palavras não alcançavam.

Aí me lembrei da Luíza, que uma vez disse que, enquanto grávida, se sentia brega e forte ao mesmo tempo. E é isso mesmo. Cafona, mas intenso. É uma força estranha.


Por isso é que eu canto, não posso parar.
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20 semanas e o sol que brilha mais forte

ou A bright sunshiny day



Sempre via as mocinhas amigas de blog comemorando marcos da gravidez e confesso que não entendia muito não. Nem quando saí do primeiro trimestre achei assim tão incrível, afinal, eu continuei doida, meus medos continuavam ali, minha barriga continuava aquela de chope.

Mas hoje, ah hoje. Revirou minha mente essa data! Agora é “do meio pro final”, entendem? O “começo” já passou! Os riscos diminuíram, minha confiança cresceu, ficou mais gostoso fazer planos, imaginar coisas. Tudo está mais concreto, mais claro, mais bonito. Parece que eu fiz xixi no palitinho de novo e: olha lá a segunda listra! TÔ GRÁVIDA!!

Look all around, there's nothing but blue skies
Look straight ahead, there's nothing but blue skies

E aí todo mundo fica dizendo que estou bonita, que a barriga tá fofildinha, que a gravidez me fez bem. Não consigo ver tudo isso não, mas, por dentro, me sinto tão incrível! Aí hoje me livrei da neura besta da barriga-mini e tirei uma foto de frente, pra vocês verem uma coisa que eu sinto: meus olhos brilhando. Isso sim eu consigo ver, ozóio cheinhos de vida, mesmo assim de manhã antes de ir pro trabalho, na sombra e ainda com soninho.



Mas e o medo? Sim, ainda tenho, um montão. Medo das complicações que eu já sei que existem e das que não existem também. Tenho medo do inesperado, do improvável. Essas coisas são como um vício na minha cabeça, eu tenho que ficar constantemente me policiando e evitando (tipo os fóruns, que mais me derrubam que ajudam). Claro que alguns feelings são instintos e é bom estar atenta a eles e ouvi-los, mas a verdade é que estou acompanhando essa gravidez tão de perto e com tanto cuidado, que nada vai passar batido. E se der merda, realmente será algo que fugiu ao meu controle, à minha vontade. Mas assim é a vida, não?

E bem, é vida que eu quero, com tudo que tem direito. E a vida agora me preenche como nunca, me arrebata, me completa, me faz tão feliz.

É dia de comemorar!
:D
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Conversando com uma grávida, inspirado na Luíza

Pegando carona no ótimo post da Luíza, fiquei lembrando dos absurdos que já ouvi enquanto serumano grávido. E, olha, por sorte, ainda não fui obrigada a escutar muita loucura não. Uma das mais marcantes aconteceu essa semana mesmo:

“Olha, já aparece a barriga! De quanto tempo você tá?”
“Ah, quase cinco meses” (porque falar em semanas pro povo é o mesmo que falar russo)
“JÁÁÁ?! SÓ COM ESSA BARRIGA? MAS ISSO PARECE BARRIGA DE DOIS MESES, TÁ MUITO PEQUENA! VOCÊ TÁ COMENDO DIREITINHO?” (em maiúsculas porque a pessoa gritou mesmo e todo mundo que estava a até 4 km de distância automaticamente começou a avaliar minha estrutura abdominal junto com o sem Loção)

Mas olha, Deus é bom. Porque se eu tivesse ouvido isso há poucos dias atrás, correria pro banheiro e entraria em lágrimas depressivas e depois iria pro hospital inventar qualquer coisa pra fazer um ultrassom e ver o Lucas. Só que eu fiz as pazes comigo, com meu corpo e com a minha barriga, o pequeno tá crescendo numa boa e no tamanho certo. Então foda-se se tô com barrigão ou não, né?

Muito bem.

Mas, se você caro leitor, é só um plácido observador da prenhez alheia e não faz idéia do que comentar com uma grávida (mas quer falar no assunto e ser simpático), aí vão algumas dicas:

- Evita falar de tamanho de barriga: “tá pequena”, “tá grande”, “tá explodindo”, “tem certeza que não são dois?” e afins quase sempre serão bola-fora pra alguém. EU, particularmente, AMO o “tá enorme”, mas isso é agora com 19 semanas e 6 dias, em momento de auto-afirmação da pança. Mas tem muita mocinha que ODEIA. Então, barriga de grávida ou é bonita ou não é nada, concordam?

- Se você tiver louco pra saber de quanto tempo a pessoa está barrigudinha, não vejo mal em perguntar, mas tente não fazer cara de IMBECIL caso a grávida te responder em semanas – é assim que ela pensa agora. Também não acho ruim perguntar “mas isso é quantos meses?”, só não siga com aquela cara de imbecil que estava antes, como se a coitada morasse em Marte, onde a vida só acontece em semanas. EU, particularmente e num momento de pouca paciência, já mandei ironicamente pegar uma calculadora e pensar sozinho.

- E se achar a barriga muito grande ou muito pequena pra idade gestacional e sicoçar de curiosidade pra saber se aquilo é normal... ai, não sei. Procura no Google, fofoca com os colegas, mas evitar verbalizar isso pra grávida (que, acredite: é muito mais cheia de neurose e preocupação que você). Se voce tá realmente interessado no tema, experimenta perguntar pra ela sobre tamanho de bebês nessa época, provavelmente ela vai te dizer o tamanho do dela e vai completar com o comentário que ela acha mais apropriado “tem 30 cm, nem parece, né?” ou “tem 15 cm, mas é porque eu e meu marido somos baixinhos, daí é normal ele ser pequeno também”. Acho mais digno.

- “vocês planejaram o bebê?” (nunca ouvi, mas ouvi “nossa, mas você engravidou muito rápido, sua danada/sua safada/sua coelha”): acho essa uó. Eu mesma comento que foi muito rápido engravidar de novo, é até divertido, mas acompanhado do comentário “danada/safada/coelha” é ridículo e eu cheguei a ouvir em ambiente de trabalho. Esse comentário e o do planejamento significam abrir a sua vida sexual/íntima assim, do nada, pra qualquer um. Que porra é essa? “Eu dou pro meu marido, olha que coisa inédita entre seres humanos”! Ou ainda: “não, planejei não e saio falando pra geral que sou irresponsável mesmo, he-he”. Acho que comentários desse tipo devem partir da grávida e não do resto.

- Mão na barriga, barriga na mão: essa é muito polêmica. Tem moça que ama, tem moça que odeia. EU, particularmente, não ligo, acho bonitinha a atração que as pessoas tem pelo voluminho, acho demonstração de carinho. Mas que é meio estranho, ah é. Ninguém pega em barriga de ninguém à toa, só na das grávidas. Então é meio doido aquele rapazinho que só te dava “bom dia” no trabalho chegar chegando com o mãozão pra cima de você. Tenho uma amiga gravidinha que odeia com tanta força que chegou a pensar em fazer uma camisa com os dizeres “don’t touch this”. Então, povo, bota a mão se você sentir intimidade ou sentir abertura da grávida pra isso. Mas se é colega do corredor da firma, eu diria que melhor não.

- Escolha de nome do filho alheio: mesma coisa da barriga, ou é bonito ou não é nada. Se a pessoa perguntar a sua opinião, seja sincero, mas sem ofender: “ah, curto mais nomes pequenos/duplos/americanizados/abrasileirados”. Evitar fazer cara de espanto, dar risadas, essas coisas chatas.

No geral, gentem, eu acho que, se você tá realmente interessado em bater papo com a grávida sobre a gravidez, escute o que ela tem a dizer (tá, eu sei, ás vezes é demais) que ela certamente vai te dar o tom da conversa (até mesmo se ela não tiver afim de falar do assunto – porque pasmem: ela pode ter outros interesses além do filho!).

Moças gravidinhas e mamães do meu braséu, concordam?

(ah, uma última: eu trabalho dividindo sala com um monte de homem e eles vivem falando de cocôs e peidos e paus e outras coisas aleatórias. E rindo. E eu aturando na boa. Aí, outro dia, eu fui mostrar meu umbigo saltadinho e eles fizeram cara de nojinho, tipo “too much information”. O que se diz numa hora dessas? Vaitománocúseumontedeviadonojento, foi o que pensei. Né?)
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Sobre médicos e o parto, um adendo e uma pergunta

Ainda no tema parto: a amadinha Patrícia escreveu um texto muito bom sobre o assunto que vale a reflexão, passem lá!

Pras que conseguiram seus partos normais e tão gentilmente comentaram (aqui e lá na Patrícia), eu queria saber: vocês fizeram algum tipo de preparação? Hidroginástica, ioga, meditação, alongamento, exercícios pro perínio, reza braba? Adoraria se pudessem compartilhar!

Brigada mocinhas lindas!

Sobre médicos e o parto

Eu já falei que eu amo a minha médica? Não? Então: eu amo a minha médica!

Foi indicação de uma mocinha aqui do trabalho que teve filho com ela e amou. Tinha me dito que era uma pessoa super calma, amável, tranqüila. Mas que essa tranqüilidade não a fazia ser esses médicos que acham tudo “normal”, ela simplesmente sabe não deixar as mommys preocupadas. O ponto negativo, ainda segundo minha amiga, é que a sala de espera era lotada e que ela só teria horário com um mês de antecedência. Quando eu estava com 10 semanas da primeira gravidez, marquei com ela e realmente só consegui espaço na agenda pra quando estivesse 14 semanas... too late. No dia da nossa primeira consulta, eu já tinha perdido o baby, estava totalmente desacreditada dos médicos (em geral, e principalmente os daqui da Argentina), estava muito perdida e triste.

A Dra., calmíssima, repassou comigo tudo que tinha sido feito até então, pediu ultra pra se certificar da expulsão total do feto e ficou me acompanhando muito de perto até eu terminar o tratamento pós-aborto e ter alta pra voltar a vida normal. Foi a tranqüilidade que me faltava naquele momento. Ela era tão calma e confiante do que estava fazendo que, mesmo desconfiadíssima, me deixei levar... E bem, nunca mais larguei, sigo com ela desde então. E, hoje, finalmente, estou seguríssima pra dizer que não me arrependo e que é com essa médica que terei meu filhote.

Isso tudo porque ontem tive consulta, dessas normais de pré-natal. Conversamos sobre a questão do cordão umbilical implantando de forma diferente e ela me tranqüilizou bastante. Falou que vamos simplesmente acompanhar, já que pode acontecer do feto ficar com baixo peso ao longo da gestação (o que não é o caso agora). Mas me relaxou quanto ao parto: falou que, acompanhando direitinho, é lógico que dá pra fazer parto normal. Me pediu mais um ultrassom (o morfológico do segundo trimestre), indicou com quem fazer, sobre o que falar e pro que devo fechar meus ouvidos. E, a partir daí, e com acompanhamento constante, é que vamos ir decidindo o que fazer. Nada de nervosismo de marcar cesárea agora ou coisa parecida.

Fiquei feliz porque ela é meu ponto de apoio, entendem? Eu reclamo da barriga (grande, pequena, torta, redonda, quadrada...) e ela escuta e me explica porque não devo me preocupar. Eu reclamava do meu peso (perdi quatro quilos nos quatro primeiros meses da gravidez) e ela segurou a minha onda. Escuta nossas perguntas, responde todas, não tem pressa e até ri das piadas do Maridón! E ontem ainda me zoou pelos 3 quilos ganhos na ultimas 4 semanas (OI? E aqueles 4 perdidos?), mediu a barrigola e falou que tá ótemo o tamanho, totalmente compatível com o tempo de gravidez, e (melhor momento) escutou o coração do baby de primeira no aparelhinho mágico.

Saí de lá tão leve, tão felizinha, tão satisfeita. Porque era isso que eu sempre quis de um médico. Que me diga o que precisa dizer, que me acalme, me contenha, me tranqüilize, mas que seja profissional e preocupado quando tiver que ser.

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Com tudo isso, praticamente considero concluída uma discussão que eu sempre tive com o Pedro e com os mais próximos: o parto.

É que chega um ponto em que não adianta eu ficar lendo e falando e discutindo sobre a realidade do Brasil. Eu não moro no Brasil, meu parto não será no Brasil. Aqui a banda toca de um jeito um pouco diferente, pelo menos pelo que pude averiguar ao longo desses dois anos e meio indo a médicos aqui (e se alguém que me lê mora na Argentina e discorda, manifeste-se, só tem a enriquecer a discussão).

A proposta da maioria dos médicos é a seguinte: consultas a cada 3 ou 4 semanas, controle de peso, pressão, coração do baby, altura uterina. Ultrassom no comecinho (7 semanas, mais ou menos), TN nas 12 semanas, morfológica com 20, e mais uma ou duas ecografias lá pelas 28 e 34 semanas. Exames de sangue no primeiro e terceiro tri e controles mais específicos conforme o caso. Parto? Normal, a não ser que seja necessária uma intervenção cirúrgica. Óbvio que existem médicos cesaristas e óbvio que cesárea tem sido maioria. A última porcentagem que eu li – se não me engano – dava uma média de 60% de cesárea e 40% de parto normal. Ok, ruim, fora do aconselhado pela OMS, mas melhor que no Brasil, acho eu.

E mais: conversei com as meninas aqui do trabalho e de 6, apenas 2 fizeram cesárea. Uma porque o médico (cesarista, que tem aparelho de ultrassom no consultório e mandou a menina analisar até o último fio de cabelo durante a gravidez) falou que o cordão tava enrolado no pescoço do baby e que isso era perigoso. A outra fez eletiva, ela não queria parto normal e pronto. Esperou começar o trabalho de parto e foi pra faca (acho digno admitir isso e esperar o TP começar). E bem, as outras meninas me olharam com cara de interrogação, não entenderam a minha preocupação com parto. Afinal, pra elas, é óbvio que a mocinha vai parir o baby sem cirurgia.

Mas nem tudo são flores belas da humanização: parto normal é parto normal hospitalar. Tem sorinho com ocitocina, episio, epidural, mocinha sentada na cadeira de parto. A minha médica, por exemplo, só faz parto em um hospital (o que eu já tenho carteirinha de cliente freqüente) e lá não tem esse papo de salas lindas com luz baixa, música e banheira de relaxamento.

Até aqui, eu ainda brigava com a idéia de ter esse parto. Achava que era muita intervenção demais.

Só que fui conversar com as amigas do Brasil e... surpresa: tem médico vendendo exatamente o pacote descrito acima como “humanizado”. E vendendo caro: preços que variam entre 3 até 15 mil realidades. QUINZE MIL REAIS pra rebolar na bola de pilates e tomar banho quente? Porque o resto seria igual: sorinho, episio, anestesia! E ainda tem médico que põe limite no tempo de duração do parto “se passar de oito horas de TP, já vai pra faca” – uma amiga escutou de um que se dizia “meio humanizado”. Que porra é essa, meu povo?? Isso não é humanização coisa nenhuma! Entendo e respeito quem paga - até porque, pelo que tenho lido, se não for assim, é cesariana certa. Então compreendo perfeitamente a decisão de pagar pra ter um mínimo de respeito e confiança e conforto ao longo do processo.

Só que, de novo: eu não moro no Brasil... aqui ainda há alguma esperança pra quem (como eu, que fique claro) quer parir normalmente e não tá muito afim de pagar a mais por isso.

Pensei muito no assunto e entendi porque aqui na Argentina a coisa ainda funciona um tico melhor: a parteira! Esqueci desse detalhe, né?! Aqui, parteira faz parte da equipe médica. Infelizmente, ela não acompanha todo o pré-natal, você só a conhece no final da gestação, o que pode atrapalhar um pouco a sua ambientação com ela. Mas, pelo que ouvi dizer, normalmente são mocinhas fofas, que te ajudam mesmo. Quando você entra em trabalho de parto, é a parteira a primeira a saber, não o médico. Ela te orienta ao longo do processo: vai pra sua casa, te ajuda a relaxar e passar pelas contrações. Te leva pro hospital na hora certa, avisa ao médico no momento mais adequado, cuida de detalhes de internação e demais burocracias. Acalma teu marido e segura na tua mão na hora do parto. O GO só fica no hospital com você por poucas horinhas: segundo o relato de uma amiga (a que me indicou minha atual GO), a médica só foi chamada as 4h da manhã e a neném dela nasceu as 6h30. Molezinha, né? Não tem médico com pressa pra você parir logo, tem parteira ajudando... o parto normal pode dar certo! A parteira faz parte da equipe do GO e é escolhida por ele. Alguns cobram esse serviço por fora, mas já ouvi dizer que é anti-ético, os planos de saúde cobrem esse custo.

Sendo assim, depois de mais de um ano pensando e tentando entender a realidade daqui, eu decidi que sim, vou ter meu parto normal. No hospital, com a minha médica, com a parteira dela, e com o que as complicações da minha gravidez permitir. E nunca estive tão feliz e confiante das minhas decisões.

E vocês, como decidiram sobre seus partos?
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Pai também é gente!

Outro dia, eu falei assim “amor, ganhei absorvente de peitos” e ele entendeu “amor, ganhei absorvente de peiDos”. E ele riu. E riu. E riu. E inventou mil piadinhas abestalhadas sobre o tema. E seguiu rindo (também, eu falo sobre pum pra quem quiser ouvir, não posso reclamar do sugestionamento alheio).

Esse é meu marido, meu povo. Um piadista nato, cantor nas horas vagas (e não vagas, porque vai cantar assim o tempo todo lá na putaquilpa), companheiro por demais, amado, querido. Cuida de mim, reclama, cuida de mim de novo, reclama mais um pouco, volta a cuidar. Me ama a qualquer hora do dia, com qualquer penteado, com qualquer roupa (e sem roupa também). Escreve blog de contos pra crianças e agora está escrevendo sobre ser pai e a vontade louca de ter barriga junto comigo e a sensação que ele tem de ser excluído do grande evento. Ele fala disso no blog dele Chiquito Migraña, com o label “Pai também é gente!”.

Claro que eu sou fã numero 1, mas meio que discordo dessa sensação dele. Porque ele é um pai tão participativo: vai a todas as consultas, todos os ultras, sabe quanto eu peso, sabe o que eu como, o que eu deveria comer, sabe tudo sobre brida, inserção marginal, posição do Lucas na barriga, quase fez xixi no teste de farmácia comigo e me escuta falando o quanto for do assunto maternidade – HAJA paciência (e amor e interesse e tudo mais). Acho inclusive que minha médica gosta muito mais dele que de mim, visto que ele pergunta muito mais e segue mais as ordens dela (vou sair por aí gritando “mãe também é gente!”, o que acham?).

Mas bem. Diz ele que precisa de força, então vamos dar um apoio moral? Até porque, se não fosse por ele, esse shape não existiria:

- Pedro, a culpa é sua!
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O dia que eu fui pro hospital por causa de um pum

E voltei com um diagnóstico doidjo.

Mas, comecemos do começo: anteontem, eu caí no erro de almoçar no Mc Donalds. Aí umas horinhas depois, me senti um balão inflando, barriga redonda, dura e toda dolorida. Ok, gases. Eu sei, você sabe. Todos já tivemos isso na vida, estando grávidos ou não.

Só que a dor irradiou pra coluna. E me fez perder um pouco da mobilidade (abaixar, mudar de posição na cama e afins eram tortura chinesa). Tinha combinado de conhecer a , que tava na cidade, mas no final do dia já tava com tanta dor e mal estar que desisti de ir (perdoa, Rô!). Fui deitar mais cedo na esperança que uns punzinhos de madrugada me fizessem acordar mais bem disposta (e leve).

Mas que nada. Parece que inflei mais ainda. Não dormi direito, não encontrei posição sem dor e ainda por cima desenvolvi uma bonita enxaqueca. Não fui trabalhar (perdoa, chefe!) e passei o dia de ontem nessa, até que a coisa começou a doer de verdade no baixo ventre. Será que eram contrações? Será que estava entrando em trabalho de parto? Será que eu deveria ter tomado aquele copinho de coca-cola de tarde? Será que meu filho estava em sofrimento? – dúvidas muito coerentes de uma grávida perdida.

Eu sabia que não era nada de mais, mas resolvi ir pro hospital pra médica avaliar e rir da minha cara (já contei que adoro um médico rindo de mim?). Pois bem. A doutora examinou, apertou aqui, acolá e concordou com o meu diagnóstico. Mas aí tentou ouvir o coração do bebê. Pra que, meu deus. Cês acham que ela conseguiu ouvir algo? Claro que não. Fez aquela carinha de sem gracinha e falou que o aparelho era uma merda, que o Lucas que ainda é pitico, que a vida é assim mesmo e mais um monte de blá blá blá whiskas sachê que eu não ouvi. E me mandou pro ultrassom, só por via das dúvidas. Ai meus sais dourados da neurose materna, mais um ultrassom.

Gel gelado na barriga, corazón de Luquinhas batendo forte, medidas boas, tudo certo. UFA. Nem se viu a amiga brida (por mais que eu tenha avisado trinta vezes pro médico que ela mora lá com o meu filho). O que se viu foi uma novidade (já contei também que eu adoro sair da emergência do hospital com uma novidade?): inserção marginal do cordão umbilical.

Mas que merda é essa? E por que caralhos eu adoro colecionar problemas que só afetam tipos 1% da população mundial? WHAT THE FUCK????

Pois bem, a inserção marginal é simplesmente a posição em que o cordão está implantado na placenta. Parece que não tá na meiuca dela, mas sim, mais pra ponta. Segundo o seu doutor ultrassonografista, não quer dizer quase nada, a não ser que temos que acompanhar como o baby tá crescendo (como em qualquer gestação de gente normal) e que isso pode influenciar na decisão da minha médica com relação ao parto (oi? Mas essa decisão não era minha??). E que nada disso tinha a ver com a dor que me fez parar lá no hospital. Pra isso, me receitaram um remédio pró-peidos, tipo Luftal (ai que vergonha) e um outro remédio pra cólica, caso fique muito forte (que eu acho que não vou tomar não).

Mas daí, óbveo que cheguei em casa e dei uma olhadela no Google sobre a tal inserção marginal. Sem grandes nervosos dessas vez, só por curiosidade mesmo. Aí o Google me disse que isso é indicação de cesárea, coisa que ainda não confirmei com a minha GO (que eu vou ver só na segunda). Mas que parto normal pode ser perigoso pro bebê, coisa e tal.

Olha, confesso que fazer uma cirurgia pra ter meu baby tá loonge dos meus planos, mas depois de tudo que já passei nessa vida e de mais uma rave de 3 horas numa emergência de hospital, relaxei, sabe. O fato de existir a possibilidade deu não ter o parto que acho o mais legal já não me causa mais aflição. Eu já estou cansada e nem cheguei na metade da gravidez ainda, gentes. Esse não é um discurso conformista não, vejam bem, é só uma mocinha que tá cansada e precisa relaxar (e soltar uns punzinhos também seria ótimo!).

É que chega no final de um dia desses e eu esqueço todas essas chateações do caminho e só sei ficar feliz que Lucas está bem (e orgulhosa que esse menino desbrava qualquer coisa e sempre aparece bonitão nos ultras). O resto, é resto.

(mas o capítulo "parto" só começou. Na segunda-feira, vou conversar com a médica e aí terei um pouco mais de noção do que pode acontecer ou não).
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A batalha de barrigas

Quem me tem no feicibuqui já viu, mas gerou tanto comentário que resolvi trazer aqui pro blog. É a batalha de barrigas, brincadeirinha besta que tenho com Maridón pra saber quando é que a minha barriga vai ultrapassar a dele.

Ele não é gordo, só adquiriu uma barrigolinha simpática ao longo do tempo, fruto de muitos chopes e escorregadelas gastronômicas. Só que, até hoje, às 18 semanas e 3 dias de Lucas na minha pança, eu ainda não consegui igualar (muito menos ultrapassar) tamanha formosura abdominal com meu maridinho (o que me dá certa neura, mas enfim, o que é que não me dá neura? tô pra descobrir).

Daí que nos momentinhos mais abobalhados, a gente fica comparando nossos recheios barrigais (que horror, parece que tô comparando cocô com ele, deusmilivre) e, quando realmente perdemos a vergonha na cara, a gente tira fota:



Mas Maridón manda avisar que o recheio dele tá com os dias contados, já que ele entrou no projeto do Zé Magrão (Oi Daniel, como foi o dia de ontem?!), que consiste em ficar 365 dias sem cerveja, cachaça, refrigerantes e demais líquidos engordativos.

Acho digno, mas meu projeto ainda é o Zé Barrigão mesmo. Cês acham que eu consigo?

 tô na luta!
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Lucas,

As minhas primeiras palavras de 2011 não poderiam ser pra outra pessoa se não para você, meu filho. Este é o seu ano. Passei a virada pensando em você e no quanto acho que minha vida vai mudar com a sua chegada. E pensar nisso me fez tão feliz. Olhei em volta, olhei pros fogos que estouravam no céu, a festa que fazíamos na nossa casa. Tudo era muito lindo, mas a verdade é que a maior festa está dentro de mim, está em você, amorzinho.

Logo que descobri que você é um machinho, fiquei pensando em como te chamaria. Putz, filho, é uma responsabilidade enorme colocar um nome em alguém! Você vai carregar essa marca pro resto da vida! E eu e teu pai pensamos em tudo: que ninguém zombe de você por ter nome estranho, que fosse curto, bonito, forte, com algum sentido legal, que combinasse com os nossos sobrenomes. Sei lá, a gente foi adotando uns critérios que achamos importantes, mas o mais forte pra decisão era a gente falar o nome e ele combinar com o que sentimos com relação a você.

E sabe o que sentimos? Um amorzão enormão! Que não cabe na gente, tanto que transborda em você e nos teus 18 centímetros (que ao longo do tempo serão muitos mais - amores e centímetros -, eu juro!). Mas é verdade, é tanto amor, tanto amor, que se fossemos assim meio hippies, esse seria o seu nome, AMOR.

Mas, como não é o caso, fizemos uma lista de alguns que gostamos e ficamos trocando idéia com a família (que estava TODINHA com a gente no ultrassom, te dando tchau, rindo dos seus movimentos e, depois, te alisando - espero que você tenha sentido!). Foi divertido curtir isso, essa expectativa, a família com brilhinho nos olhos, todo mundo imaginando como você será e com que nome você combinará. Saiu uma lista de preferidos:

JULIO - esse a gente já estava até testando mesmo antes de saber o teu sexo, mas todo mundo achava que era o mês que você vai nascer (e eu explicando “não, ele deve nascer em junho, Julio é a sugestão de nome”). Chato, né, filhote? Aí desistimos.
RODRIGO - soou bonito em algum momento, a família gostou, mas teu pai implicou com o DR (que ele também tem no nome) e achamos comprido demais.
BRENO - não sei em que momento achamos isso bonito, mas pensando bem agora, eu acho feíssimo. Filho meu não se chama Breno e pronto, acabou.
DIOGO - mais uma do teu pai: ele acha que confunde com Diego e Diego aqui na Argentina é fogo, é o nome do Maradona (depois te explico quem é essa figura) e nós somos brasileiros e escutaríamos mil piadinhas idiotas, ninguééém merece. Muito menos você, filhotinho.
HEITOR - meio Tróia essa nome, né? Eu AMO, mas não funciona aqui na Argentina (aqui seria Hector) e teu pai (sempre ele, hehehe) achou que é nome de velho. E ainda por cima me acusou de estar sugestionada pela figura do Eric Bana no filme:


Você achou uma sugestão ruim? Eu não. Mas bem, sigamos:

LUCAS - simpatizei com esse depois que teu pai sugeriu. Até que ele me mandou o significado do nome: LUMINOSO, BRILHANTE. Filhoooo! É você! Desde que engravidei, sempre que penso no Sol, luz, essas coisas, penso em você! De fato, tua chegada ilumina as nossas vidas, de um jeito inexplicável. E o nome é bonito, combina com os sobrenomes, não tem duplo sentido, encaixa perfeitamente com tudo que tínhamos pensado! Começamos a falar com você te chamando assim e, olha só: comecei a te sentir mexendo na barriga! Ainda é uma sensação curiosa, nem tenho muita certeza do que tá acontecendo, mas as tias todas te sentiram também, então confiei que era você gostando do nome, hehehe.

Então é isso, filho. Você não é mais “o baby”. Desde os últimos dias de dezembro de 2010, você é o Lucas (será que devo mudar o nome do blog pra Carol e suas Lucas-bobeiras??)!

Espero que goste, assim como nós amamos escolher e ficar repetindo teu nome por aí.

Um beijão,
Mommy (que também tem nome, é Carolina, como muitas outras mocinhas da minha geração, mas é bonito também - acho eu)
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