Ás vesperas de entrar no nosso sexto mês de amamentação exclusiva no peito, tenho que dizer aqui que sinto que a missão está quase cumprida.

Nããão, não tô pensando em desmamar, nada disso.

Mas é que a coisa da introdução das comidinhas é um tema que está em pauta aqui em casa e, fora isso, em menos de um mês eu retorno ao trabalho. A idéia é ordenhar pra que Lucas siga tomando do meu leite na mamadeira mesmo, já que não tenho condições de vir amamentá-lo em todos os horários, mas na hora do almoço estarei firme e forte no peitão! Acontece que sou realista e sei que a mamadeira e a distância entre nós tende a levar a um certo afastamento dessa função peitística… puxa.

Então tô assim num clima de despedida desse tempo em que eu fui o alimento dele, não só durante esses 5 meses, mas também os meses da gravidez. Ver esse milagre, esse filho crescendo direto de mim foi incrível e muito além do que eu poderia imaginar. Eu olho pra cada dobrinha dele e penso que tudo foi fruto de um esforço meu, principalmente quando tive que entrar em dieta pela APLV dele.

Nunca consegui escrever um relato de amamentação, tive medo de dar zica, sei lá. Mas, independente do que vá acontecer amanhã, hoje posso afirmar que nossa história é um sucesso, deu tudo mais que certo e dar o peito sempre foi um grande prazer. Lucas sempre engordou bem, eu sempre tive leite, nunca tive mastites, fissuras, sangramentos.

Lógico que doeu, lógico que tive peitão inchado, lógico que tive muitas dúvidas. Mas também tive muito apoio e algo dentro de mim gritando que o caminho era esse, sem nem cogitar nenhum outro.

Acho que vale salientar aqui que não me sinto mais mãe ou melhor que ninguém por conta disso. A coisa funciona num âmbito muito mais íntimo, só meu e do meu filho. Eu me sinto feliz, realizada, conectada com ele, sinto que a missão foi cumprida e estou pronta pra seguir em frente. Mesmo que tenhamos creche, mamadeiras e ordenhas pelo caminho, agora estou pronta pra seguir amamentando, com todas as nuances que essa nova fase propõe.

***

Isso tudo pra dizer que Lucas anda numa relação muito divertida com as peitas. Ele fica todo satisfeitão quando as vê, ri, faz carinha de envergonhado. É toda uma paquera. Depois, ele abre a boquinha de peixe pra abocanhar e se joga (mesmo se estiver longe, é até perigoso e tenho que redobrar a atenção). Daí se agarra e toma seus 5 clássicos minutos de leite. Ultimamente, vinha ficando incomodado depois que terminava um peito, daí resolvi oferecer o outro e pronto! Alegria, alegria. Lá vai ele se agarrar de novo e curtir mais 5 minutos de amor e alimento.

Nesse segundo peito, como ele já não está mais esfomeado, o entorno o distrai bastante (por entorno, leia-se eumerma). Se eu falo alguma coisa ou faço algum carinho diferente ou paro de olhar pra ele, o gracinha simplesmente para de mamar e fica me olhaaaando. Daí eu sorrio, ele sorri também e volta pro peito. E daqui a pouco levanta o olhar pra ver o que estou fazendo. Eu sorrio. Ele larga o peito e ri também. Volta ao peito. Mais olhares. Mais sorrisos. Mais peito.

Ele acaba e fica todo bobo no meu colo, achando graça de tudo, rindo, fazendo carinho. Eu o levanto pra arrotar, ele não curte muito, mas segue rindo e grudado em mim.

Sem dúvidas, é o nosso melhor momento.

***

Nem tem data pra acabar, mas eu já tô com saudades.

19 respostas em “Pensamentos rápidos sobre peito e amor

  1. Sabe que é uma das coisas que mais sinto falta? Cada fase do Dudu é mais gostosa que a anterior… mas a amamentação não tem volta.
    O desmame do Dudu foi super natural. Mamou exclusivamente até os 6 meses. Depois voltei a trabalhar, entrou a mamadeira na história e ele perdeu o interesse, e meu leite diminuiu. Aí ele começou a morder (com seus 4 poderosos dentinhos) e eu decidi que era hora de parar. Instantaneamente meu leite secou e ele nunca pediu…
    Mas sinto falta desse carinho, e desse momento tão mãe-filho, que só tendo para saber o quão mágico é!
    Beijinhos,
    Fer

  2. Ai, que delícia! Morri de saudades de meus momentos com a Ísis. Achei bem legal o que vc escreveu no final, que não se trata de se sentir mais ou melhor em relação às outras mães, mas sim em relação ao seu filho, ao vínculo criado e ao carinho estabelecido! Muito bem descrito!
    Em janeiro recomeço nessa função deliciosa que é amamentar e espero ter sucesso como da primeira vez!
    Beijos,
    Nine

  3. É Carol, dará saudades mesmo, mas essa sensação de dever cumprido é muito boa, te dá respaldo para tentar a mamadeira, para voltar ao trabalho sem culpa, avaliar que tudo o que vc fez até hoje foi excepcionalmente bom, ele engordou, é saudável e tudo isso veio de você!

    Beijos em você e no modelo Luqui-luqui mais lindo do mercado!!!!!!!!!!!!

    Dani

    http://viagensdeprimeiraviagem.blogspot.com

  4. Carol. sinto que se meu filho tivesse sido diagnosticado tão cedo como o seu..eu tb esatria amaentando..é uma delícia neh..mas consegui, mesmo sem dormir, mesmo ele urrando de dor e cólicas e muito cansada, por quase cinco meses..mas não tenha dúvida que morro de saudades e se pudesse tb amaentaria até……
    tb não tive nada ..foi puro instinto…!!!
    Parabéns..ele tá lindão!!!

  5. É mesmo maravilhoso amamentar.
    Nós aqui fomos até aos 2 anos e 1 mês é foi lindo lindo… acabou a semana passada, agora estou num misto de felicidade (o meu menino está grande saudável e eu consegui atingir os meus objectivos) e saudade… era tão bom

    Aproveita muito
    🙂 Amamentar é amor

  6. Parabéns Carol! Parabéns por amamentar e principalmente por entender e conseguir externar esse sentimento.
    Meu filho foi desmamado total há 1semana com 1 ano e 3meses, totalmente tranquilo sem trauma e com sensação de missão cumprida. Se tiver um tempinho, passa lá pra vc ler meu relato.

    Beijos e muitos beijinhos no luqui-luqui!

    experienciadecadadia.blogspot.com

  7. Ah, Carol, que legal! Dá uma sensação boa, essa de dever cumprido, né? Pois eu tive mastite quando o Nicholas estava com duas semanas e, por conta dos medicamentos, tive de parar de amamentá-lo. Como todo mundo dizia que depois que pegasse a mamadeira ele não iria querer voltar pro peito, me deu uma tristeza… 🙁 Ter amamentado tão pouco tempo. Só que o que aconteceu foi o contrário: assim que pude voltar a amamentá-lo e pulou no meu peito e não largou mais. Cada mês era uma vitória pra mim. Mal sabia eu que iria amamentá-lo até os 2 anos e 7 meses…rs… Ele agora está com 3 anos e 5 meses. Claro que no final era só para a sonequinha da tarde e para dormir à noite. Mas foi mais do que eu esperava (minha meta inicial ideal era 2 anos) e isso me deu muito alegria. E, no final das contas, Nicholas nunca gostou muito de mamadeira, reclamava quando tinha de tomar que eu estava trabalhando, então se deu muito bem com as comidinhas. Beijocas e boa sorte.
    Ronize Aline
    odonodalua.ronizealine.eti.br

  8. Dá saudades mesmo! Eu super vivi a crise dos 5 meses, vislumbrando o fim do aleitamento exclusivo. Vai ver foi por isso que Emília boicotou a introdução de alimentos! 😉
    Daí eu resolvi boicotar o desmame e amamentar grávida. Agora Emília "Té mamá junto" (leia-se: quer mamar junto com a Margarida…). Ó, céus…

  9. Já pensei sobre o desmame muitas vezes…acho que quando acontecer vou chorar! Amamentar é sem dúvida um dos melhores e mais íntimos momentos entre eu e o Elias..!!

    Escreve sim seu relato, com certeza vai dar uma força para muitas mamães que vivem a mesma situação!

    Beijos e parabéns pra vocês!!

  10. Ah…não tem coisa melhor que amamentar, é sim gratificante/emocionante e tudo "ante" do mundo ver as dobrinhas, ver o sorriso banguelo, no seu caso monodente…
    Força ai, que a volta ao trabalho deve doer, mas é só mais uma fase, e como todas elas, vai ter seu lado ruim, mas também seu lado bom.
    bjoca

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