De todo o caos que eu esperei pra esse primeiro momento da maternidade, não tinha incluído na lista o quanto eu poderia me sentir só. Estive processando este sentimento ao longo dos últimos dias e, foi num blog qualquer que afirmava exatamente isso que me dei conta. Parece que sou a única mãe do mundo, a única ínsone-amamentadora-acalentadora-trocadora de fraldas. E quanto mais eu me vejo assim, mais meu filho concorda: só se acalma no meu colo, só dorme com o meu cheiro, só quer o meu peito, só gosta do banho que eu dou. Sinto que estou viva só pra que outro alguém esteja. Que não tenho mais o direito de não querer. De não estar. De não ser. E fico achando que todo mundo tem essa carta na manga, essa que te permite desistir, só por um tempinho. Dormir uma noite toda, tomar um chope, usar roupas e lingeries de gente normal. Todo mundo pode, menos eu. Aliás, eu não sou eu, sou a mãe do Lucas. E só. É horrível pensar que dá uma vontade de sair correndo. Mas dá. Queria pausar o relógio, dormir oito horas e sair um pouco desse estado de constante alerta e preocupação.

Outro dia, numa das raras vezes que saí de casa, fiquei olhando pras pessoas na rua, tentando adivinhar se elas tinham filhos. Invejando o andar aparentemente despreocupado de algumas, que pareciam ter a vida só pra si. Não sei se vou conseguir caminhar desse jeito de novo na vida.

***

Na noite passada, Lucas teve muitos gases. Pela primeira vez, chorou desesperado e ficou algumas horas acordado. Depois de tentar tudo (muito peito, chupeta, mudança de posição, bolsa de água quente…), me lembrei do balde de dar banho e enfiei a criança na água quentinha. Isso foi às três e meia da manhã. Ele relaxou tanto que dormiu profundamente. E eu, na penumbra do quarto, chorei. Fiquei aliviada, triste, sozinha, feliz, confusa. Ele tava tão lindinho dormindo dentro do balde, eu esperei tanto pelo momento de ter meu filho comigo, eu o amo tanto tanto, mas, ao mesmo tempo, só queria largá-lo ali de molho e voltar correndo pra minha cama e dormir.

Deixei as lágrimas virem enquanto segurava o bebê, tão quietinho no ofurô dele. Quando me acalmei, sorri, tirei do banho, sequei, pus fralda, vesti, dei beijos, dei peito, me dei – como sempre e como só eu sei e posso e quero fazer. Coloquei no berço ao lado da minha cama e, em vez de dormir, fiquei ali velando o soninho dele.

De manhã, quando o marido acordou, me elogiou, disse que eu sou uma “super mãe”. E eu fiquei com raiva desse comentário. Estou exausta, maltratada, cheirando a leite, vivendo em ciclos de duas ou três horas. Isso não é super nada.

***

Maternidade não é apenas entrega. É abnegação. É esforço. É amor maior.

***

Mesmo sabendo que essa tristezinha besta passa, que esses sentimentos conflitantes são normais, não deixo de me sentir culpada por tudo isso.

Mas passa, eu sei que passa.
/
/

93 respostas em “Da solidão de ser mãe

  1. Carol querida, não sei a palavra exata para te confortar. Mas tenho um conselho que me ajudou muito: ore! Eu batia muito papo com o Papai do Céu quando me sentia agoniada. E eu acho que ele me escutava, porque eu sempre me sentia melhor. Beijos

  2. Eu, com 21 semanas de gestação, já não sei mais o que ser somente eu, mulher, pessoa. Sou mãe e só.
    Dizem sim que tudo isso passa, então desejo que com você passe logo, tá?

    Beijosss

  3. Carol, eu tb passei por isso. Acho que só quem é mãe e passou por essa situação sabe como a gente se sente. Tb queria minha vida de volta, uma bela noite de sono, queria me sentir a mesma de antes de engravidar. Mas acho que a gravidez vem com pacote plus. Tem dessas coisas mesmo. Eu chorava, chorava… Estava exausta. Como você, quis ver a rua, ver gente, sair um pouco do mundinho que se resumiu a minha casa. E sabe, com o tempo, esse sentimento foi saindo de mim. No meu caso, esse período foi crítico, mas foi importante pra entender a escolha que eu tinha feito: ser mãe. Colocar uma pessoa no mundo é uma coisa extraordinária. Comigo, com o tempo isso passou. Não durou muito. Espero que com você, tb passe logo. E daqui a pouco, você vai perceber que é maravilhoso ter essa pessoinha dependente somente de você… Descobrir-se mãe é isso! Uma vivência nova a cada dia, um sentimento novo a cada dia, uma surpresa a cada dia. É descobrir um amor que você jamais imaginaria que poderia sentir. Estamos aqui pro que precisar. Beijocas, Carol e Davi 🙂

  4. Carol, quando dizem que a maternidade nos transforma, pode parecer chiclé, mas não é. Permita-se ser transformada por esta experiência, que também tem o seu lado B, o lado obscuro, "o encontro com a própria sombra" nas sábias palavras de Laura Gutman. Vc está frente a frente com a sua sombra e acho que se permitir é o melhor a fazer agora.
    É difícil mesmo, para todas nós, encarar este nosso outro lado. Existem as que o negam, mas não se pode fugir dele eternamente.
    Beijos

  5. Ai querida acompanho seu blog a tempos e raras vezes comento, mas hoje não podia passar por aqui e ficar no anonimato. Minha pequena está com 17 dias hoje, pouquinha diferença do Lucas e por aí dá para eu saber exatamente por tudo que você está passando. No meu caso também estou exausta, é duro saber que você tinha uma vida antes da maternidade e agora nos ultimos dias estou enfurnada dentro de casa sem ver a cara das pessoas que passam na rua, e não por falta de vontade e sim por falta de tempo mesmo. Meu marido também me elogia mas nunca acorda na madrugada na hora punk, durante as horas que ele está em casa até colabora mas na penumbra da noite e a gente mesmo não tem jeito. E querida posso te garantir que tudo isso passa pois sou mãe de uma gatinha de 7 anos e como passou com ela vai passar com essa também, só que agora tenho outro agravante rs…. ela para cuidar também huauaua!!!!! Então já vai se preparando psicologicamente que quando resolver ter outro filho a carga fica um pouquinho mais pesada ainda, e não é para te desanimar e nem falar em outros filhos agora mas é realidade e não custa dar uns pitaquinhos rs…
    Se quizer trocar figurinhas já que nossos filhotes são praticamente da mesma idade me escreva: marabrunetta@hotmail.com
    Beijão

    Mara Raquel mãe da Ana Beatriz e da Mariana

  6. Isso que vc está sentindo é muito normal no início, só que poucas pessoas falam sobre esses sentimentos, até pq, existe toda uma reputação a ser mantida, a de que a maternidade é a melhor coisa do mundo e blablabla, mas a gente sabe que até chegar nesse nirvana todo, existe toda uma fase de adaptação e muitas pedras pelo caminho.
    Não se sinta culpada de se sentir assim não, Carol! Acho muito corajoso vc tocar nesse assunto de maneira tão aberta e honesta.
    Qdo o bebê for ficando maiorzinho e menos dependente de vc, vc vai ver que a sua personalidade "vai voltar" e vc vai se sentir mais Carol de novo e isso vai acontecer sim, mesmo que agora vc ache que esse dia não vai chegar, pode acreditar que ele chega e vc vai ser a Carol-mulher individual e a Carol-mãe e essas duas personagens vão se juntar numa só.
    O início é bem difícil, ainda mais sem família por perto para dar um suporte, então acho que vc está sendo sim muito guerreira em estar levando tudo sozinha.
    Olha, pq vc não pede ao seu marido para ficar com o bebê por 1 dia ou por uma noite e vc vai sair com suas amigas e fazer um programa com elas? Ficar longe do filhote por algumas horas vai te fazer muito bem, pode acreditar. E se ele tiver q mamar na mamadeira por uma noite, que seja, uma vez ou outra não faz mal algum e assim vc pode ter uns momentos só pra vc e deixar o paizão cuidar da cria.
    Não ache q vc está sozinha nesses sentimentos e nem se sinta culpada. A maioria das mulheres tb se sentem assim, a diferença é q nem todas tem a coragem q vc tem de falar sobre essas dúvidas.
    Vc é normal e é a melhor mãe q o Lucas poderia ter, esteja certa disso.
    Tudo de bom pra vc!
    Bjs,
    Renata

  7. Queridona
    tu é uma super pessoa de verdade, tão super que se permite sentir o que vem lá de dentro, intensamente.

    não tenho experiência nenhuma pra compartilhar contigo, nenhum conselho sábio. mas quero te dizer que te admiro muito pela sinceridade contigo mesma.

    sorte do luqinhas ter um mãe assim, tão amorosa e tão gente.

    fica bem. e olha, um dia tu vai poder fazer o que quiser (meus pais por exemplo tão do outro lado do oceano e deixaram a bebezona aqui hehehehe)

    beijão

  8. Oi Carol
    Também é a primeira vez que comento, apesar de acompanhar seu blog há muito tempo e ter torcido muito pelo Lucas e por você. Quis comentar pra que você saiba que não está nem um pouco sozinha. Todas nós, mães, passamos por isso. E sentimos culpa por nos sentirmos assim. Não se preocupe, é totalmente normal. E vai melhorar! Lembre-se sempre de que tudo vai passar muito rápido!
    Minha bebezinha também teve muita cólica, gases e refluxo, e teve problemas para ganhar peso. Hoje está magrinha, mas linda de morrer e muito feliz. Dê uma olhadinha: http://mamaemimada.blogspot.com
    Tudo vai valer a pena! Um beijo!

  9. É CAROLINA, MATERNIDADE NÃO É SÓ GLAMOUR, CRIANÇA BONITINHA E FOFA, ELES NÃO VEM COM BOTÃO ON E OFF, E QUANDO O CANSAÇO APERTA NÃO HÁ MÃE NENHUMA, QUE NÃO DESEJE ESTAR EM OUTRO LUGAR, E ESTÁ A MENTIR OU A ENGANAR-SE QUEM DIZ QUE NÃO. POR ISSO NÃO SE CULPE, DAQUI A NADA O LUCINHAS JÁ VAI DORMIR A NOITE TODA, EU COM A MINHA HELENA COM 2 ANOS E MEIO, ACORDO PELO MENOS 2 VEZES POR NOITE E QUER SABER DORMIR PRA QUÊ, EU NUNCA FUI TÃO FELIZ, COMO AGORA COM A MINHA MENINA, E ISSO VAI ACONTECER CONTIGO E COM O TEU FILHO. ( AMOR,SORRISO E ALEGRIA DE FILHO SÃO O MELHOR ANTIDEPRESSIVO DO MUNDO)
    FORÇA AÍ, NÓS AQUI EM PORTUGAL TORCEMOS MUITO POR VOÇÊS.
    BEIJOS
    MARTA SANTOS

  10. Tudo absolutamente normal,igual e sufocante – ás vezes.

    É assim mesmo Carol, só quando eles nascem entendemos. Na gravidez não temos dimensão. O mundo vende a imagem da mãe de uma forma tão romântica,tão plena, tão absoluta…Quando bate o cansaço, o desespero…parece que está errado.
    Mas não está.
    O amor de mãe é uma construção.
    Em cada sacrifício, em cada lágrima, em cada preocupação, cada noite, cada sorriso…Uma construção contínua. Não tem livro que ensine, não tem conselho que solucione.
    Vivendo, aprendendo, construindo.Uma marcha incansável.
    Isso é ser mãe. É poder ser qualquer uma, mas querer ser a melhor..é sentir a limitação humana, mas superá-la pelo outro, pelo seu, só seu – filho.
    Dúvidas, tomada de decisão, culpa..cadê nossa individualidade?
    Cadê a leveza do ar? As horas de sono, as saídas, as escolhas.
    Elas se vão porque estamos ocupadas, construindo algo maior,construindo o bem estar de alguém, construindo a eternidade.

    Vale a pena Carol. Melhora, piora, melhora, piora mais e não passa nunca.

    Viva essa construção com sabedoria, tomando as melhores decisões,abrindo mão, chorando e sorrindo.Isso é ser mãe.

    Beijos da sua xará, emocionada com 2 anos de amamentação da sua cria.

  11. Vi minha vida escrita no seu blog pois às vezes tenho os mesmos sentimentos principalmente quanto ao sono.
    Nas madrugadas, que às vezes parecem não acabar, é quando mais tenho saudade de quando ninguém dependia de mim pra tudo.
    Mas a manhã chega e olho para o sorriso do meu bebê, tudo parece valer a pena!

  12. Posso te garantir q passa. Passei por isso a bem pouco tempo.Meu bb tem apenas 2 meses. Acho q no meu caso passou rapido pq não me emtreguei, chorei 2 vezes e decidi ser feliz.Não se entregue, lembre de tudo q vc passou pra chegar até aki e veja a grande vitória q é ser mae.
    bjs

  13. Bah que emocionante! Me vi nas tuas palavras… Como quando meu filho com umas 3semanas teve prisão de ventre, gritava e não conseguia fazer cocozinho. Coloquei um supositório, ele gritando, até que fez um monte de côco e dormiu ali mesmo peladinho. E eu chorei, chorei… e percebi que isso era só o começo

    E eu que achava que só eu me sentia assim…
    Não vou entrar no mérito de ser mãe que é maravilhoso, inebriante e sim do fato de que quando estava grávida só me falavam do lado bom. Mas com o perdão da palavra, não me leve a mal, mas ás vezes é desesperador. Dá vontade de gritar, sair correndo… ai eu fecho os olhos e agradeço a DEUS que me Deu um filho perfeito e saudável e o medo vai passando.
    CORAGEM amiga! Sinta-se acalentada!
    Tu não imagina como foi reconfortante ler o teu relato. Obrigada!
    Vai dar tuuudo certo pra nós.
    Bjs e fiquem com Deus
    Simone

  14. Carol te entendo, pois eu passei por isso tudo!!! Desde o queria pausar tudo, até sair na rua e sentir saudades da minha vida antiga, quando era eu que passeava sem preocupação, sem pensar em outro alguem, quando eramos só nós dois: eu e meu esposo,saindo para tudo que é lado sem se preocupar com a hora de mamar ou outra coisa, mas isso passa.
    Passei muitos dias chorando no banheiro, desejando que Bryan crescesse logo, que ele já tivesse 10 anos, passava semanas me achando a pior mãe do mundo, chorava ao ver meu filho, achava que não merecia ter um filho e muitas outras coisas, e quando o Bryan completou 2 meses eu venci o baby blues, as coisas se ajeitaram, a rotina melhorou, eu já amamentava sem dor, ele já não sofria com cólicas e tudo foi se ajeitando, e hoje sinto saudades daqueles momentos que eu jurei nunca mais querer passar na vida!!!

    O que me ajudou foi chorar muito na hora do banho, colocar pra fora o que eu estava sentindo, meu marido e minha mãe tmb foram super compreensivos, eu encontrei outras mães que tmb estavam passando o mesmo (no forum do e-family), lá trocavamos ideias, riamos das noites punks, da falta de dormir, e vi que não era só eu que estava naquela situação!!

    Bjo

  15. Carol, esta é a maior verdade sobre a maternidade e que ninguém conta. O baby blues piora a sensação, mas ela estará presente pelo resto de nossas vidas, penso eu. Vai e vem.
    É preciso paz e tranquilidade, refletir sobre o que se está sentindo e conversar, sempre conversar, sobre os sentimentos envolvidos com o companheiro, o terapeuta, um amigo, escrever cartas ou falar com entidades divinas, vai de cada um, mas tudo ajuda.
    Apesar a sensação de solidão, você não está só, todas passamos por isso. O que mais me ajudou foi interagir com outras mães de forma presencial, gente parecida comigo ou não. Apesar do clima, saia de casa, quando der tome sol, se estiver ok leve o Lucas de astronauta pra passear, nem que seja ir até a esquina tomar algo e comer uma "torta".
    Sempre que precisar estaremos todas aqui.
    BJS

  16. Nossa…lendo esse seu relato, me vi nas suas linhas!
    Incrível como tb vivi essas sensações nos primeiros dias de Arthur comigo.
    Aquelas horas a fio sentada na cadeira de amamentação me faziam imaginar que todos viviam suas vidas felizes e descompromissadas e que só eu estava ali presa a horários, presa a um RN, presa a uma rotina louca!
    Eu tinha a louca sensação de achar que as mães de RN "não eram felizes". Via mães de RN nas ruas e pensava: "Coitada, aquela tb nao dorme!". Ou se sabia de alguem que teve filho por cesarea (meu pos operatorio nao foi legal, achei pessimo!) pensava: "Coitada, vai passar por tudo aquilo que passei!".

    E mal sabia eu (só fui me dar conta meses depois) que mães de RN são felizes sim, mesmo vivendo essa loucura de sentimentos, sensações, metamorfoses!

    Beijos grandes. Vc nao tá sozinha. E sim, isso passa!
    Flavia

  17. Carol, como te entendo! Durante minha licença maternidade eu me sentia a criatura mais sozinha da face da terra. Ao mesmo tempo que estava super feliz por poder cuidar da minha filha, sentia falta da minha vida, dos meus amigos, que aliás desapareceram durante esse período. Eu descia pra passear com minha filha e não encontrava nenhuma mãe com seus filhos, parecia que eu era a unica a ter filhos na região toda, e isso me deixava ainda mais infeliz. Só mais pra frente com ela maior foi que comecei a encontrar vizinhas com filhos, e me perguntava por elas andavam até então. É uma fase dificil mesmo, mas depois dá até saudade…
    Beijos

  18. Carol, eu não sou mãe mas quero ser e seu blog é inspirador. Já me sinto fazendo um cursinho pré-maternidade só de vir aqui, ouvir suas confissões delicadas e reais. Beijo grande e obrigada por dividir com a gente a sua experiência.

  19. Carol, amiga querida, parei o que tava fazendo pra ler seu post e comentar.Tudo isso pra dizer que SIM, PASSA! E espero que te dê esperança com o que estou escrevendo por que eu sou uma mãe fresca, Alice tem apenas 3 meses e eu já não me sinto mais como você se sente hoje.
    Posso afirmar seguramente que me senti como você. Igualzinho. Sem tirar nem por. Meu baby blues durou muito mais que uma semana. Eu queria largar tudo e voltar a trabalhar. Não queria mais ser aquela Patrícia-Mãe. Queria voltar a ser a outra Patrícia. Mais leve, mais solta, cheirando a cigarro e álcool.
    Sofri muito. Chorei litros e mais litros. Foi difícil. Mas passou.
    Eu entendo que com você esta sendo um tiquinho pior. Eu tinha o Gu aqui por perto pra qualquer coisa. Mas durante a noite eu me sentia a pessoa mais solitária do mundo.
    A maternidade é arrebatadora em nossa vida. Muda tudo, de uma vez. Mas fique tranquila que daqui a uns dias tudo vai entrar nos eixos e você vai perceber que nasceu pra ser mãe. Tenho certeza.
    Hoje sinto que não nasci pra outra coisa… a não ser cuidar da pequena Alice, acredita?
    Gata, vc sabe que sou loucona mas vai achar ainda mais depois do que eu vou te dizer: curte essa exclusividade toda por que passa. E passa rápido demais, viu? Eu estou curtindo muito a Alice que já interage e tudo mais, mas sinto saudade da pequena recém-nascida!
    Quando der me chame no msn que eu quero "falar" com vc. Beijo!

  20. Xará, relato perfeito. Tem dias que eu chorava muito pensando que mesmo amando demais meu filhote, eu tava cansada, precisando de tempo prá não fazer absolutamente nada. Só queria deitar, quietinha, curtir nada saca?Chorava de emoção, de cansaço, de alegria, de medo, de tudo. E soube que isso é absolutamente normal e acontece com todo mundo. Sabe, esse lado difícil e trabalhoso de ser mãe ninguém te conta, e seria muito melhor se falassem, acho que nos sentiríamos menos sozinhas. E penso que vai ser sempre assim, ser mãe é prá sempre, graças a Deus. Porque já não sei mais como vivi até hoje sem tudo isso. 🙂
    Fica bem, eu fico com vc desse lado tá?

  21. Carol!Normal esses pensamentos, concordo em genero,número e grau!!!
    Não se cobre tanto!!!!Podemos ser mães maravilhosas e ainda sim nos sentir tristes as vezes! se dê esse direito!bjo

  22. Assim mesmo, querida. A maternidade é tão idealizada que qualquer sentimento contraditório em relação a ela é guardado a 7 chaves… Muito importante suas colocações. Maternidade real é isso aí.
    Sabe que uma vez, durante uma madrugada desesperadora, eu tive vontade de tacar minha filha na parede. E quando me lembro desse sentimento horrível que senti durante uma noite cheia de choro, desespero e cansaço, quase morro de culpa. Até hoje, 5 anos depois.
    Abraço.

  23. Carol, todas nós passamos por isso, mais ou menos intensamente. No primeiro mês eu chorei muito, de medo, de amor, de susto. Parecia que eu não era mais eu. Senti raiva de mim por ter vontade de desistir, do meu marido por não ser o pai que eu esperava naquele momento. Ao mesmo tempo que é a melhor coisa do mundo a chegada de um filho, é também um tsunami naquela vida calma e organizada de antes. Conte no calendário, três meses depois do nascimento do Lucas as coisas já terão clareado muito e tudo vai tomar um novo sentido. Força aí.

  24. Carol, você não está sozinha nessa não!
    Acho que toda mãe sente isso e, como li em um comentário, isso passa, mas volta e passa de novo como algo cíclico sabe? Mas essa angústia mais forte do baby blues é o que piora tudo, e isso sim, passa com o tempo.

    Eu tive baby blues tardio e foi BEM ruim.

    Mas assim, o cansaço, essa desgaste todo diminui. O baby vai dormindo direitinho com o tempo, ele vai criar hábitos de sono, você vai saber todos os horários e com isso a vida fica mais organizada e tudo fica mais fácil de levar.
    Porém, essa sensação de não ser mais você mesma, eu não sei se passa. Eu me sinto assim até hoje.

    Eles vão crescendo, vão se tornando independentes e você vai tendo mais tempo pra ser você mesma, embora nunca mais da mesma forma.

    Esses dias até fizemos uma blogagem coletiva sobre isso. Foi bom saber que não era só eu que tinha passado por tudo isso, e que algumas coisas que eu sinto até hoje, muitas mães também sentem.

    Beijinhos e que as coisas melhorem aí!

  25. Ai Carol! Bate aqui, suspira e miabraça! Estamos na mesma. Tem dias que coloco o baby no sling só para dar uma caminhada, ver gente, aproveitar o sol e respirar um pouco. Sim, a maternidade é tão intensa que chega a sufocar a gente. Também já chorei sozinha na madrugada e quis voltar pra cama quentinha e dormir sem pensar em nada.

    Beijos, Ananda.

    http://projetodemae.wordpress.com/

  26. dizer que "é assim mesmo" ajuda ou atrapalha? eu entrava no banheiro e chorava, chorava, chorava, chorava, e eu que nunca pensei em suicídio só pensava que eu tinha perdido o direito de me matar, imagine… mas passou!

    quero te dizer mais uma coisa: sinta tudo, menos culpa!

    beijoca

    ah, e você é uma super mãe mesmo –> atitude da porra essa de botar o menino no balde de madrugada – só de pensar deu preguiça.

  27. Me lembro das longas madrugadas e eu não tirava a hora do relógio, queria que a hora passasse o mais rápido possível, que a mamada da madrugada acabasse logo, que a troca de fraldas tbem, para enfim, voltar a dormir. Te entendo muito, me vi no seu relato, como tantas outras mães. Mas, ó, é isso aí, passa e vc vai sentir falta. É inacreditável, mas dá uma saudade…
    Bjos, querida!!
    Camila
    http://www.mamaetaocupada.com.br

  28. Carol, acho que uma das mudanças mais profundas que passamos quando viramos mães, é essa que você está vivenciando. Aquela sensação de #fudeu, de nunca mais vou poder ser eu e dormir tranquila, todo mundo é livre e despreocupado menos eu e etc.
    É por isso que os 3 primeiros meses da vida do bebê são os mais difíceis! É muita coisa pra se adaptar, muita mudança, muita responsabilidade. Mas ó, passa mesmo viu? E o mais incrível: dá uma saudade dessa época!
    Olívia está com 10 meses e eu morro de saudades de quanto ela era bebezica! Morro de vontade de ter outro baby! #aloka
    Quando se sentir assim, deixa vir… chore tudo o que tem que chorar que passa! Logo logo vai ser você sentindo saudade! hehe

  29. Carol,
    acabei de ler seu relato e me identifiquei totalmente!!! Tb me sinto sozinha na madrugada, tb sinto saudades de mim mesma… Ser mae é muito louco mesmo, nao sei nem o que te dizer pq eu tb to esperando que isso passe.
    Um beijo no coracao.

  30. Carolinda, eu venho ler seus posts sempre, só qe como agora o papo virou de mommys e como eu ainda não sou, não deixo mtos coments, mais nesse post sei lá, eu acho qe tenho, rs.. Acho qe toda mulher depois qe se torna mãe passa por um momento desses, não to falando por experiencia própria mais pq vi amigas, tias passando pelo mesmo qe vc, lembro qe qdo morava na minha tia ela desesperada chorando com minha prima de madrugada, e te entendo, é um amor maior qe vc, um amor dependente de vc.. Mais vc vai ver, daqui a poukin ele tah crescido, e não sera mais tão dependente assim, mas assim mesmo vc NUNCA mais sera a mesma Carolina, será pra SEMPRE a mommys do Lucas.. Sua nova identidade de agr em diante! Achei lindo da sua parte compartilhar esse momento, a maioria das mommys não fala mto sobre o baby-blues, preferem ficar sozinhas, mais pode dividir com a gnt tah! =)
    Precisando estamos aqui, com palavrinhas de carinho, e qdo quizer chorar, choore mesmo! Logo logo tdo passa!! Bjinhus em vcs!
    Fiquem com Deus

  31. Carol,
    Não tinha mais vindo te visitar…
    Quando o Lorenlindo nasceu, no primeiro mês, minha vida virou um caos. Eu queria que Lorenzo tivesse uma chave pra desligar um pouquinho pra eu poder dormir de forma decente. Uma noite escrevi uma msg pro marido perguntando se dava pra colocar um bebê de 20 dias numa creche. Era uma brincadeira, claro, mas baseada num desespero real.

    Tudo que eu queria era ter coragem de deixar o Lorenzo e uma lata de Nan pro marido e dormir! A falta de sono acaba conosco!

    Eu tb me sentia culpada!

    Um dia uma amiga escreveu o e-mail mais importante que recebi, dizendo simplesmente que os 3 primeiros meses eram os piores, mas o primeiro era pior ainda.

    Era tudo o que eu queria: quantificar, saber quanto já tinha andado, quanto faltava andar!

    Se eu pudesse eu patenteava essa frase! É muito verdadeira!

    Meu filho tem 3 meses e meio e nem parece que há tão pouco tempo minha vida era esse caos.

  32. Ah! Duas coisas me ajudaram muito: Carlos González e cama compartilhada!
    Minha vida melhorou muito depois delas!
    Eu publiquei o link do besame mucho pra download no blog. Não sei se tens, se conhecesse, se leu, mas se quiseres me diz que te passo.

  33. CULPA TRISTEZA SOLIDÂO… e INVEJA da minha mãe e do meu marido que estavam lá dormindo, enquanto eu alimentava Rafael. Era isso que eu sentia. Minha mãe veio passar um mês comigo e dormia no quarto dele. E eu lá no trocador, com areia nos olhos, enquanto ela dormia placidamente e o homem roncava no outro quarto. Depois que ela foi embora, eu culpava o Rodrigo pela "vida boa" que ele tinha, sem peito, sem colo, sem cheiro de mãe.
    A verdade é que no começo é difícil administrar os sentimentos, a gente sai da sala de parto sentindo todo amor, mas a vida real é diferente das flores, das visitas, das enfermeiras que aparecem ao toque da campanhia. No comercial da margarina a mãe aparece linda no quarto do baby de madrugada (de escova no cabelo e unha feita), sempre sorrindo, sem olheiras…
    Mas olha, console-se gata. Como vc viu, são muitas as mães que passam por isso. Mas a gente vence. E um dia vc vai olhar pra trás e apenas lembrar dessa época. E acredite, um dia vai sentir saudade de quando ele era recém nascido rsrsrs

    Beijos

  34. É o tal do baby blues falando né?
    Eu aprendi nessa fase que se eu não me deixasse morrer, não nasceria de novo. E que se eu quisesse caminhar como os outros, não experimentaria o que é caminhar pela primeira vez.
    Acho q nesse momento, essas palavras não te ajudam. Mas sinta-se abraçada e com a certeza que todas passamos e passaremos pela mesma solidão. Algumas mais corajosas para enfrentar e se entregar, outras menos. E outras mais corajosas ainda de enfiar a criança no balde na madruga! Isso foi incrível, eu chorava junto, mas não saia do quarto…
    Bjo bjo bjo de montão!

  35. carol…
    concordo com todas e c/ vc em td q escreveu…acho toda mãe(ou pelo menos as q corajosamente assumem) passa por isso…a maternidade é algo pintado como um mar de rosas e o "lado B" fica escondidinho, e a gente fica cheia de culpa qdo percebe q ele existe(e pensando q é só com a gente)…
    tinha vezes q eu pensava: "então ISSO q é a maravilha de ser mãe??!!" (e depois quase me matava de culpa por pensar assim…)…desenvolvi depressão nessa fase, foi bem difícil…
    mas ó, sinto muito, rs…pelo menos comigo foi assim…essa sensação de ñ ser mais vc, de ñ ter tempo, etc, etc, etc…ñ passou ñ! (minha filha tem 1 ano e 5 meses), continua sendo doação TOTAL…filhos é isso, essa é a grande verdade…culpa e preocupação viram nosso sobrenome…nosso tempo torna-se algo muito escasso…
    mas a boa noticia é q as coisas vão se encaixando melhor dia após dia(no meio do "olho do furacão" pode parecer mentira…mas é verdade, acredite!)…e a gente se acostuma, aprende…sem falar q o lado bom de ter um filho compensa essas outras coisas…(e qta coisa deliciosa tem!)

    bjs, fique bem…
    renata

  36. Carol, eu sempre digo que o nenem deveria nascer de 8 meses j'a com dois meses de idade… porque sao 3 meses ( o ultimo de gravidez, e os dois primeiros) realmente muito dificeis…

    Mas como todas as maes acima disseram… ISSO PASSA, vai melhorando cada dia. Confie…

    Vai ficar tudo bem…

  37. Carol querida,
    sempre venho aqui, leio, dou risada, as vezes comento, outras não dá tempo, sou mãe em tempo integral há 11 meses!
    Querida, te entendo, já tive esses pensamentos, e odiava quando alguém me dizia que passaria, eu sei que passa, mas aquele momento estava sendo bem difícil!
    Então, conselho que eu dou, pensa na posibilidade de tirar teu leite, e pedir para o marido dar a ele na madrugada, para você poder dormir a noite inteira!Esse início, é complicado, adaptação de ambos os lados! Não quero te dizer que vai passar,mas essa é a única certeza…vai passar, e torço para que logo…
    beijos querida

  38. Carol,

    A soloidão materna assola a todas nós, tenha certeza. Eu tenho uma bb de 5 meses e ainda me sinto muito só nos afazeres diários, na responsabilidade e na rotina da Laura. Temos dias excelentes e maravilhosos e tenho dias muito cansativos, em que entro total no "mommy blues". Eu tenho um blog (viagens de primeira viagem.blogspot.com) em que relato as aventuras e desventuras da maternidade e o penúltimo post foi o "mommy blues", por que estava muuuuuuuuuuito cansada e sozinha. Se vc tiver um tempinho, passe por lá e veja que não está sozinha, não se culpe por esse sentimento e curta mesmo cada minuto com o Lucas, por que tudo isso faz parte das aventuras de ser mãe.
    Beijos grandes e forçca, que já-já passa. Dias mais calmos virão, assim como os conturbados, mas sempre poderemos nos apoiar no sorriso dos nossos filhos.

    Beijos!!!
    Dani.

    http://viagensdeprimeiraviagem.blogspot.com

    Mais beijos para vocês!!

  39. Carol,
    Sei exatamente e sinto a mesma coisa.
    Cheguei ate a sentir inveja da minha propria empregada que saia de casa p. ir embora e pegava o onibus e metro numa boa, independente!! Imagina!!!
    O bom disso tudo eh a recompensa de olhar esses olhinhos maravilhosos olhando p. gente eles mamam nossas inchadas tetas!! rs rs!!!
    Sou mamae da Sophia de 3 meses!

    Comecei meu blog essa semana! Quando puder da uma bisbiolhada.
    Um bjo

  40. Eu estou na 27º semana de gestação e já me sinto um pouco assim! Já não durmo mais uma noite inteira, já não penso mais em mim, já não faço as coisas que eu quero, tenho mil restrições por causa desse serzinho que nem ao menos conheço. Minha vida sentimental está largada as traças…enfim estou me tornando mãe!
    Força ai!
    Bjs
    Dani

  41. Se nós soubéssemos da missa a metade antes de engravidarmos… Uma amiga minha, que está com uma filhota de dois meses, passou por vários dramas e não conseguiu amamentar, me confessou ontem que não há um dia em que ela não pense "o que foi que eu fiz com a minha vida?".
    Nada romântico. Nada politicamente correto. Nada belo. Nada cristão.
    Mas nós somos indivíduos. Há muito tempo que nós mulheres nos tornamos mais que mães-esposas-donas-de-casa. Vejo este movimento de revalorização da maternidade, dos dotes culinários e decorativos, do casamento (e das festas de casamento) na comunidade virtual refletindo que as mulheres estão repensando seu lugar mas não o "seu lugar na sociedade, ó". Seu lugar, ponto. Redefinindo suas escolhas, permitindo-se mais, autorizando-se a serem mais que isso ou aquilo, sejam o isso e aquilo coxas malhadas, amantes, gerentonas de empresas ou o que a propaganda quiser inventar. A mulher está, finalmente, expandindo e entendendo que não precisa deixar de ser isso ou aquilo para ser aquilo ou isso outro. Bonito. Mas o efeito colateral é o vasto número de papeis. Nós temos talento pra desempenhar mil e uma funções ao mesmo tempo mas para uma coisa não temos a menor vocação: assumir nossos limites e limitações. Podemos não ser modelos mas ambicionamos ser modelos em tudo que fazemos. Mãe-modelo, esposa-modelo, amante-modelo, filha-modelo, baladeira-modelo, profissional-modelo. Por isso, quando chega esta primeira etapa da maternidade, que é tão absorvente, ficamos oprimidas (e deprimidas, muitas vezes) por termos que ser apenas uma e uma que ainda não conhecemos. Sem contar que despencam sobre nós todas as auto-cobranças possíveis.

  42. Atente para isso, atente para os nossos mecanismos de sabotagem, atente para o fato de que é impossível que estejamos soltando rojões a esta altura se estamos sem comer tudo que gostamos por causa da amamentação, sem fumar e beber, sem transar, sem fazer exercícios, sem tempo para nossa vaidade, sem espaço para nossa identidade, sem nossos velhos hábitos cultivados para nosso bem estar, sem nossa auto-proteção e numa transição hormonal violenta, ou seja, privadas de endorfinas e dopaminas, submetidas a uma alteração química enlouquecedora. Química e comportamento. Vamos analisando o quanto estamos nas mãos de muitas substâncias invisíveis e vamos dando tempo ao tempo.
    Já parou pra pensar em quanto nosso mundinho pós-moderno não combina com a maternidade? O bombardeio de mensagens de felicidade permanente na TV que ligamos enquanto amamentamos, as convocações da society na nossa web, o barulho lá fora que indica que as pessoas continuam correndo de um lado pro outro atrás de alguma coisa, a embalagem da cinta pós-parto que traz a foto de uma manequim 36 impossível. São muitos estímulos e toda uma lógica que precisamos deixar, temporariamente, para viver este tempo parado no tempo, como diz a Laura Gutman. O tempo da mãe e da cria. É muito trabalho, trabalho árduo. O quanto não idealizamos a maternidade, o ser mãe, o estar mãe de um RN? Não é esse romantismo proposto pelo Dia das Mães, não é uma condição sagrada tempo integral pela qual não podemos nutrir qualquer deprezo em hora alguma. Não é o lindo quarto que fazemos, o kit berço, o diabo do enxoval caríssimo. Não são as lembrancinhas da maternidade e as mensagens calorosas dos amigos que começam a desaparecer depois de uma, duas semanas e nos abandonam ao nosso novo status. É visceral. É coisa que vem das vísceras mesmo e pela qual somos estritamente responsáveis com toda a confusão que ainda precisamos destrinchar entre intuição e (excesso de) informação.
    Pense que ainda temos um ponto desfavorável. Perdemos nossas mães. Em vários textos sobre depressão pós-parto, encontrei psiquiatras relatando que as novas mães elaboram muito sobre seu próprio trauma do nascimento e sua relação com suas mães falecidas neste momento.
    Dentro de todo este liquidificador improvável em que se misturam culpa, angústia, tristeza, uma grande dose de insanidade maternal e também muita alegria, muito excitamento, muito aprendizado e descobertas diárias, tente manter o FOCO. O foco na sua habilidade para enfrentar estes primeiros três meses tão conturbados em que seu filho também está sendo apresentado ao mundo e à sua nova família. Tente recitar o mantra "eu sou capaz, isso tudo vai passar e eu não sou só isso". Tente tranquilizar o seu espírito e aos poucos, em todas as brechas possíveis, fazer coisas de que você goste… folhear uma boa revista, ouvir música, ver um bom filme, escrever algumas linhas, tirar fotos. Vá recuperando a SUA vida e não ligue pro que o marido diz. Ele, a figura-marido, tem uma percepção bastante fantasiosa do que é ser mãe. Ele quer te agradar, te fortalecer. Quase sempre esses comentários "minha mamãe" são irritantes e acabam nos deixando ainda mais pra baixo. Mas pense, "coitado, ele é só um homem", hahaha.
    E tente rir. Rir do quanto nos desesperamos, rir do quanto nos esforçamos, rir do quanto estamos fudidas sem estarmos necessariamente fudidas.

    Beijos.

  43. Bem vinda ao seleto grupo das mamães! Acredito que 1 entre 10 passem por isso, ainda que muitas mostrem uma coisa colorida que não é. O importante é vc notar isso, e lutar contra, senão a depressão te pega. O blues puerperal pode ser leve ou muito forte… eu precisei de tratamento ortomolecular pra conseguir espantar a depressão que me cercava há dois anos, sem sossego. Hoje posso dizer que estou feliz, mas já passei por muitos momentos difíceis, desesperadores e de muita solidão. Mas passa, querida, lembre-se sempre que pode contar com suas amigas virtuais, viu?
    Um beijo enorme no seu coração!

  44. Olá Carol.
    Também passei por isso que estás passando. Nos primeiros 10 dias do Davi tive minha mãe aqui pra ajudar. Mas e depois que ela voltou pra casa dela (há 600 km da minha), o bicho pegou, começei a ter crises de choro, achava que não ía dar conta de bebê/casa/marido/faxina/comida sozinha. Meu médico me disse que era normal e logo passaria. Me encorajou, disse que era tudo novo, mas que eu logo ía me adaptar. E é isso, a gente leva um tempo até se adaptar com tudo, é tudo muito novo, antes éramos só nós, o marido, podíamos sair, ir em festas, shows, jantar fora. Agora temos um serzinho que depende de nós pra tudo. Mas isso passa, Davi agora tem 5 meses, ainda acorda de madrugada para mamar, nem reclamo pq só de ver a carinha dele de satisfeito já me alegra demais. Chore, desabafe mesmo, é tudo muito novo, e tendo que fazer tudo sozinha complica mais ainda, te entendo e muito bem. Mas passa. Aproveita cada dia do Lucas, pq eles crescem rápido demais, e logo vc vai sentir falta de quando ele era assim petitico. Mas vai amar mais ainda quando ele começar a crescer e tentar sentar, dar gargalhadas, começar a por a mãozinha no seu rosto e querer brincar contigo. Maternidade é isso, o lado bom e o lado ruim, digamos assim, mas tem mais lado bom nisso tudo.
    Beijões meus e do Davi.

  45. Oi Carol,

    Eu acompanho teu blog há um tempo e nunca comentei. Mas torci bastante para tudo dar certo no dia em que li que seu filhote estava chegando. E hoje, lendo teu texto, fiquei aqui filosofando sobre esse mundo virtual. Como é estranho você pensar tão positivo e torcer tando por alguém que não se conhece, não é?
    Enfim… sou mãe de um menininho lindo. O Igor acabou de completar 8 meses e está no auge da fofura. Mas nós já passamos por isso que você está passando. E parece que não vai acabar nunca. As noites em claro são agoniantes. Mas passa. Nós tiramos forças não sei de onde, vamos nos adaptando, amando cada vez mais, nos dando cada vez mais e quando nos damos conta estamos tirando tudo de letra e prontas pra mais.

    Muita força aí e saúde para o seu filhote. E olha, dorme quando ele dormir. Todo mundo me falava isso e eu não conseguia, claro. O Igor dormia eu ia lavar roupinhas, cuidar das coisinhas dele ou só ficar babando a cria. Mas quando comecei a conseguir dormir quando ele dormia minha vida melhorou 50%. 🙂

    Beijo!
    DanielaP

  46. Carol,
    Eu costumo pensar e dizer que esse é o lado real da maternidade. Sim, porque antes e qdo estamos grávidas existe toda uma magia, uma fantasia de que ter filhos não tem trabalho, cansaço, coisa e tal. Claro que existe o lado bom, mas atrás dele tem a obscuridade. Aquele momento em que (quase) nenhuma mulher assume assim tão descaradamente. Só tendo a experiência pra saber como são as coisas.
    No nascimento do Enzo eu sofri horrores, não contei com a ajuda de ninguém pois morava longe de familiares. Chorei muito, quase me acabei em rios de lágrimas…mas passou.
    Hj com a Gabriela, já pelo fato de ser a segundinha, as coisas fluem mais tranquilamente, embora um bb seja diferente do outro a experiência conta bastante.
    Tenha calma, cuidado com a depressão pós parto, qdo surgir a oportunidade de dar um passeio o faça, mesmo que seja uma volta no quarteirão com o Lucas no carrinho….embora seja algo tão simples faz com que vc se distraia um pouco.
    Espero que essa fase trash passe logo, nós mães sabemos muito bem o que é isso!!
    Bjão

  47. Eita, mas escreve bem! Obrigada por descrever de forma tão sincera esses sentimentos que se passam com (acho) toda mãe. Às vezes, quando o Martin começa a chorar, dá vontade de fingir que não é comigo também. Nunca me senti tão 100% responsável em toda a minha vida.Parece que só agora completei minha entrada na vida adulta.

  48. Olá! Sabe que somos colegas de MI e eu ainda não tinha passado por aqui? Gostei muito de ter vindo conhece-la mais de perto e quero dizer que vc não tá só, não. Apesar de não parecer, estamos todas aí do ladinho. E a gente sabe que essa reclamação é legítima e que não tem nada a ver com falta de amor. Somos mães também! Beijão

  49. ah, e como passa! =) uma das coisas que mais me aterrorizou no comeco da gravidez foi a perda da minha solidao!! acredita? so em pensar: nunca mais vou estar sozinha, nunca mais vou decidir só por mim mesma…isso tudo me assusta muito ate hj. Tb o fato de nao poder mais falar: nao quero, cansei! Mas sao fases…com o tempo vou aprendendo que é normal. Qdo a nenem nao se mexe na barriga ja me vem um desespero imenso e retiro tudo o que disse e perco todos as minhas neuras 😉 bjs!

  50. Carol, vai passar, enquanto isso estamos todas aqui torcendo por você, viu? Força na paçoca!

    E pensa pelo lado bom, o Lucas é um só. Imagina ser mãe de gêmeos ou trigêmeos… :o)

  51. Carol, quando passei por esta fase, li uma frase de uma amiga (que também estava passando por isto), que me ajudou muito:

    "Cada madrugada de silêncio que estou amamentando me sinto unida a todas as mães. Fico imaginando quantas não estariam na mesma posição naquele mesmo instante. E sinto que minha filha Maria está unida a todas as filhas e filhos do seu tamanho."

    Outra coisa bacana, foi que comecei a participar de um grupo de mães, quase todas com bebês recém nascidos. Podíamos desabafar, chorar, nos consolar umas as outras. E além de tudo, nós saíamos do isolamento, da solidão.
    Um beijo e boa sorte!

  52. Oi Carol, acho que todas as "rescém-mães" se sentem assim, comigo tbm aconteceu, a gente quer a vida de volta, mas coloquei na minha cabeça que a vida mudou e para melhor. Essas primeiras semanas são cansativas sim, mas passa, claro que depois tbm vão ter dias que vc quer sai correndo, minha filha está com 1 ano e 7 meses e ainda tenho essa vontade às vezes. É normal. Mas o ponto que quero chegar é que o marido tbm tem que perceber que a vida mudou. Conversei com o meu marido e resolvemos ter regras e rotinas tbm para a organização da casa e cuidados com o bebê, inclusive à noite. Mesmo ele trabalhando durante o dia e eu de licença fiz ele entender que eu não estava de "férias" e passou a me ajudar na noite tbm. Cuidando quando a neném estava com cólicas, por exemplo, claro que a mamada não tem como ser ele, mas no resto pode ajudar sim. Acho válido vcs conversarem para ter um melhor relacionamento até como casal, pq com certeza isso vai mudar também. E te ajudar a descansar mais, mesmo a gente querendo ter tudo sobre controle. A chave é a gente tentar tirar um pouco toda a responsabilidade da gente e "tentar" passar para o marido que é o pai né??? Ele tbm tem responsabilidade. E ocupar este tempo para você. Nem que seja para um banho demorado, passar um creme, se arrumar, ir no mercado, padaria,… pelo menos saiu um pouco SOZINHA!!! Você é você e não mãe. Mas só com o tempo a gente aprende isso.
    Abraços e isso passa.

  53. Passa sim.
    E logo vc vai chegar a conclusão de que mesmo com toda essa carga, essa responsabilidade, vale a pena. Vc vai olhar pra sua vida de antes e pensar que ela não tinha a menor graça, que agora sim as coisas fazem sentido.
    Pelo menos foi assim comigo. Tô aqui, prestes a encarar o processo todo pela segunda vez, e não tem outra coisa no mundo que eu queira mais…
    Beijos!

  54. Oi Carol.

    Como vc mesmo disse, vai passar!

    Hoje, eu me arrependo de não ter vencido meus dias de melancolia e ter dado mais carinho ao meu filho recém nascido (não é o seu caso, pelo o que eu entendo dos seus textos). Sabe? Ficava chateada de acordar pela terceira vez na noite e ficar no quarto quase 1 hora até ele adormecer.

    Eu queria cozinhar, arrumar a casa, mas tinha que parar tudo na metade pra atendê-lo, isso me irritava. Se eu vivesse nessa época, com o pensamento de hoje, eu deixava tudo de lado, chamava uma empregada, pedia ajuda mesmo e ía cuidar da cria!

    Se vc me permitir te dar uma dica, vou te dizer que é muito importante parar tudo o que há e ir descansar assim que o baby dormir.

    Espero que essa agonia passe o quanto antes, pois vc é uma alegria de pessoa!!!

    Beijos querida!

  55. acalme-se voce é humana, sente dores e necessidades como qualquer outra, pense que daqui a pouco ele estara andando e falando, imagina só ele dizendo mamae? tudo na vida né, é só uma fase querida logo passa

  56. oieeeeeeeeeeeeeeee… me senti muito assim, e no meio das minhsa amigas eu fui a primeira mãe,sentia que não faria parte do mundo nunca mais huahauhaua mas isso passa, logo seu bebê começa a interagir com tudo, e aí vc vai pensar " ele não precisa de mim", e vem outro momento depre huahauhau de verdade o Davi está com 11 meses, me sinto parte de tudo hoje, mesmo com muitas restrições, como não ficar na friagem, me cuiidar pra não pegar gripe e passar pra ele, mas ele tem o mundinho dele agora, eu tenho o meu e juntamos isso sempre que possivel.

    bjussssssssssss e amei seu texto, quando puder me visitar esse é meu cantinho

    naoefacilmaseminha.blogspot.com

  57. Sabe Carol, acho que toda mãe se sente assim, como a única a não poder isto ou aquilo..Eu me senti assim quando eu queria jantar e a Anna resolvia chorar bem na hora. Me irritei muito com o cheiro de coalhada, com o fato de tantas vezes ter que deixar de fazer algo por mim pra fazer oir ela..
    Ser mãe é isto..é se anular, por muitas vezes, completamente. Eu deixei de fazer muitas coisas que eu AMAVA, pra fazer pela Anna..Já chorei muito, já tive vontade de sair correndo e largar a Anna pro pai dela, já achei que ia surtar, que eu ia ter um ataque cardíaco. Também já chorei muito no banho, já chorei de cansaço, de dor de cabeça depois de ouvir tanto choro.
    Já perdi a paciência e larguei ela chorando pq simplesmente não conseguia achar o morivo do choro.
    Isto, não vou ser hipócrita de dizer que não sinto mais..Eu ainda sinto e muito!
    Ainda tenho vontade de sair correndo mas, as coisas vão se acalmando, vc vai se acostumando e no final das contas, vc vê que abrir mão de tantas coisas valeu a pena!
    Tudo tem seu momento, tudo tem seu motivo de ser!
    Com o tempo tudo isto dentro de vc ameniza, vc se acostuma..o primeiro mês do bebê é muito, muito difícil mesmo! Mas passa e acredite, um dia vc vai sentir saudade,especialmente quando seu filho não parar de querer enfiar o dedo na tomada e vc já estiver cansada de tentar tirar ele de lá! hehehe
    Força gata..vai passar!!

  58. Carol querida, palavra de mãe: essa fase passa! Eu sei que quando estamos no olho do furacão, é horrível ouvir isso. Mas acredite, aos poucos, a gente vai se sentindo novamente um indivíduo.
    Força querida! Você superou tanta coisa, tenho certeza que vai passar por isso, e como de costume, sair mais forte e risonha.
    Beijo

  59. Oi Carol, sempre visito seu blog e hj é a primeira vez que comento. Tb passei por isso. Tive dificuldades com a amamentaçao e por isso sentia que as coisas nao iam nunca melhorar. Aguentei madrugadas tirando leite na bomba para poder amamentar minha filha com o leite materno. Foram 38 dias de muita luta ate que ela finalmente pegou o peito. Chorei muito, queria fugir, nao me reconhecia quando olhava no espelho apos o banho. Hj, ela tem 4 meses e as coisas ja melhoraram. Tem dias que fico um pouco irritada por nao ter tempo pra mim como tinha antes mas nunca fui tao feliz como sou agora. Nunca amei como amo agora… minha filha é tudo pra mim!
    Força , tá!
    Bjs
    Luciana

  60. Carol, ainda não posso te dizer nada em relação a isso, mas seu post foi lindo! De uma sinceridade única e feito de coração! O Lucas vai se orgulhar da pasciência, que mesmo com lágrimas está ali!

    Vcs estão se conhecendo, aos poucos tudo se ajusta!

    Beijossss no seu Coração!

  61. Carol,

    Pedi a Deus por você.

    Não posso dizer nada para ajudá-la, não sou mãe, não posso e sofro muito com isso.

    Mas sei rezar. Espero que vc aceite minhas orações e ore também.

    Tenha paciência e fé.

    bj

    Silvana

  62. Oi Carol!
    Você já deve ter percebido que todas as mães passam por isso, né? E não é legal, não é bonito, ninguém te diz que isso acontece e se vc tenta falar sobre o assunto com qualquer um os pseudopesicólogo já te dizem que é depressão pós parto, que vc tá renegando a maternidade, que se arrependeu, afe!
    Guria, nada, nada vai te fazer sentir melhor, ainda que saber que outras mães passem por isso ajude um bocado, mas eu encarei essa fase, depois de alguns meses, como uma morte, sabe? Foi dolorido demais, foi solitário demais, foi incompreensível demais, e um dia, tão logo eu assumi meu novo papel e me senti a vontade nele, passou. Foi meu renascimento.
    As vezes volta, andar despreodupado por aí, nunca mais na vida, mas é mais ameno.
    Força, Carol! Receça meu abraço solidário! Um beijão no Luquinhas!
    Beijos,
    Nine

  63. A Liza escreveu sobre isso no primeiro post do blog dela, como vc deixa de ser você para ser outra pessoa. É como se vc perdesse sua identidade e criasse outra… É triste, é bonito, é tudo isso e muito mais coisas… é AMOOR!

  64. Realmente, a solidão é grande, seria bom você encontrar na sua vizinhança outra mãe assim, de RN, pra trocar experiências… E para acalmar o choro, dica preciosa: O Bebe Mais Feliz do Pedaco, de Harvey Karp. Existe o livro e existe o DVD. Arranje urgentemente! é um metodo de embrulhar fantastico, usei com meus dois filhos e funcionou maravilha! Muito mais rápido que ofurôs da madrugada!!

  65. Passa sim Cá, mas esta fase inicial é foda mesmo… bem foda e ninguém pode negar. E tem o blues que vem com a nossa queda brusca hormonal pós parto, que nos faz amar mais que tudo a criaturinha mas ao mesmo tempo sentir uma tristeza profunda e uma vontade de ser só vc mesma de novo.. é o peso da responsa que nunca vai embora, mas depois vc se adapta, ele também e conforme ele vai crescendo vai precisando menos de vc, sempre vai precisar muito, mas nunca igual agora que é o top da necessidade, por isso quando a gente para de amamentar dá uma sensação de liberdade incrível, agora seu filho sobrevive sem vc.. é demais, eu assim que desmamei o david fui viajar com uma amiga, precisava ser eu mesma de novo, mesmo que por uma semana, chorei que nem uma doida, a cada baby loirinho que via me debulhava, mesmo assim, precisava daquelas noites inteiras, daquele tempo pra mim, falar bobagem e não pensar em horários. REcomendo… vai passar querida, fiquem bem, tá tudo bem

  66. Oi Carol,
    Você me fez lembrar muito o que eu sentia quando minha filha nasceu, há 2 anos. Me sentia muito sozinha. Somos mães, (todas nós) cada uma com sua peculiaridade, mas com sentimentos muito parecidos.
    Obrigada por escrever e dividir conosco o que vc sente, pois nos identificamos nas nossas "humanidades".
    Bjs,

  67. Lendo o seu artigo me identifiquei muito, pois passei por isso tb. O que tenho a dizer é que essa fase passa, tenha paciência…vai passar.
    Minha filha hoje esta com 7meses e confesso que pra mim é muito mais prazeroso agora que quando ela nasceu. Minha vida voltou ao normal, graças à Deus.

  68. Carol, passa essa angústia, mas você nunca mais vai ser só vc. Hoje fui viajar e deixei minha filha de 3 anos doente em casa. Bate e volta, coisa rápida, mas não parava de pensar, olhando as motoristas no trânsito de SP, se havia alguma outra mãe com doente em casa e com o coração partido de estar longe. Nunca mais fui a mesma. Não conheço nenhuma mãe, de bb de 1 mês ou marmanjo de 35 anos, que tenha sido a mesma antes e depois da cria. É melhor aceitarmos isso logo.
    Permita-se sentir esse turbilhão de emoções. Fique bem.

  69. Claro q passa Carol, e o que mais gosto em vc é a sinceridade em dizer como se sente, acho o maximo!!! Os primeiros meses são assim, depois tudo melhora, e vc vai ser A Mãe do Lucas, a esposa do Pedro, a grande amiga, profissional e mulher denovo!

    Agora ele precisa de você, mais que tudo, logo vai estar independente feito meu sobrinho Vinny de dois aninhos, que não quer saber de colo, já escolhe a roupa q vai por..rsrsrs Bjus

  70. Oi, Carol

    Tanto já foi dito que acredito não ter nada a acrescentar.

    Só queria que soubesse que vc não está sozinha… eu também passei por isso. Lendo seu post, me vi em cada linha, com aquela sensação de ser "a única mãe do mundo, a única ínsone-amamentadora-acalentadora-trocadora de fraldas".

    A raiva dos comentários sem noção do maridão, que acreditava estar ajudando, me motivando… #santainocência

    Mas passa, sim. o/
    Aí vai ser aproveitar, aproveitar e aproveitar.

    Beijo

  71. Carol,

    Espero que isso passe logo. Já estou me sentindo assim na gestação, como disse a Talita. 🙁 Mas logo penso no baby que está por vir e tudo passa! rs

    Já já vc melhora!

    Beijoconas nos dois!

  72. "Maternidade não é apenas entrega. É abnegação. É esforço. É amor maior."
    Ameeii a frase. Verdadeira. E, sabe Carol, essa abnegação é pra sempre. Hoje meus filhos tem 15 e 04 anos. E às vezes gostaria de,um dia pelo menos, ser só eu. Chegar em casa, tomar um banho, assistir minhas séries… só eu. Mas eles não escolheram vir ao mundo. Eu pedi a Deus que me desse esse presente. Ele me atendeu. Então volto atrás, respiro, e lá vou eu desempenhar o meu papel mais importante de todos, que é ser mãe. Porque por mais estressante que hoje possa parecer, sei que quando eles forem adultos, sentirei falta de tudo isso. Mas as preocupações e cuidados serão por toda vida. Não se culpe. Todas passam por isso. Sentiu vontade de chorar, chore mesmo. As lágrimas lavam a alma. Faz bem. E daqui a pouco passa.
    Bjssssss pra vc e pro Luquinhas.

  73. Carol,
    Em primeiro lugar, parabéns pelo pequenino. Muita força nesse comecinho porque não é fácil mesmo. Também senti essa sensação de solidão que você descreveu. Tornar-se mãe é maravilhoso, mas ao mesmo tempo doloroso. A gente se sente sem chão, perdemos algumas referências, construímos outras,sofremos transformações profundas em nossa essência. Ao final, nos livramos da velha casca e retornamos exuberantes, como uma borboleta. Eu ainda não me sinto borboleta (

  74. Carol,
    Em primeiro lugar, parabéns pelo pequenino. Muita força nesse comecinho porque não é fácil mesmo. Também senti essa sensação de solidão que você descreveu. Tornar-se mãe é maravilhoso, mas ao mesmo tempo doloroso. A gente se sente sem chão, perdemos algumas referências, construímos outras,sofremos transformações profundas em nossa essência. Ao final, nos livramos da velha casca e retornamos exuberantes, como uma borboleta. Eu ainda não me sinto borboleta (

  75. Oi, Carol. Acho que, no fundo, toda mãe passa por isso. É que não é fácil passar de uma hora para outra a ser REALMENTE indispensável pela vida de alguém. Mas essa aflição logo passa e a gente se acostuma, afinal, os filhos crescem, a preocupação nunca acaba, mas o amor é sempre maior que tudo isso.
    Bjs

  76. Querida,

    saiba que todas nós passamos isso. A maternidade é linda, é deliciosa, é um viver constante no amor. Mas também é solidão.

    É muita carga pra uma pessoa só, não é? Às vezes nos sentimos sobrecarregadas, exaustas, injustiçadas até, mas esse período inicial, que é mais punk, vai passar logo e em breve você vai retomando sua vida aos poucos.

    Mas não se iluda porque nunca mais será a Carol de antes. Você mudou e sua vida mudou. Você, volta e meia, vai sentir saudades da Carol de antes, mas também tenho certeza de que se surpreenderá com as novas nuances da sua personalidade.

    E outra coisa: você vai sim voltar a andar despreocupada pelas ruas. Vai até poder tomar um porre de novo. Só que isso vai ter que esperar um pouquinho e requerer um pouco mais de planejamento…

    Quanto à solidão: porque acha que essa rede de mãe blogueira/interneteira é tão porreta? É que os amigos que não estão na mesma situação acabam se afastando. E aqui estamos nós, falando a mesma língua.

    Grande beijo pra você, pro maridón e pro Luquinhas.

  77. carol.. o q postou foi tão… é como se eu estivesse escrito essas palavras, me sinto exatamente igual… peço permissão para colocar em meu blog as suas palavras mas na minha realidade… lágrimas rolaram, de angustia, pq estou como vc. mas com 3 filhos.

    bj

  78. Me sentia exatamente assim. A minha filha ainda por cima só dormia intervalos de 45 minutos pra acordar berrando de cólicas. Me lembro demais de pensar como vc. Me lembro que tentava prolongar o meu banho o máximo possível pq ali era o meu momento, só meu. Sim, porque até ir ao banheiro com ela no colo eu já fui… E tb tive muito que sair correndo do banho pq ela queria mamar. Ainda bem que passa. E ainda deixa saudade, acredite! 😀
    Ione

  79. oi carol eu passei por isso tbm além da solidão eu achei que nao ia dar conta de tudo e chorei muito no ombro do meu marido ele me conforto muito nos unimos como casal e consegui me sentir mulher apesar de mãe tenta chorar no colo de algém e desabafa pq nessas horas nao existe formula mágica nem receita só externar as emoções mesmo bjusss e fica com Deus

  80. Carol, nao deixo comentários sempre, mas sempre leio o seu blog. VOCÊ TRADUZIU EM PALAVRAS o que eu senti no primeiro mês da Alissa. Achei até que eu pudesse estar com depressão pós parto por sentir tudo isso, e minha mãe seguia dizendo, "Toda a mulher passa por isso, toda mulher sente isso…" e até eu te ler agora, continuava achando que eu era a única mãe horrorosa que sentiu isso no primeiro mês do seu bebê. Que bom saber que é normal. E agora eu tô aqui pra te dizer que PASSA SIIIM! Hoje minha Alissa é que nem farinha de feira, fica com todo mundo, vai com todo mundo, sai com qualquer um, come com qualquer um, dorme jogada no colo de qualqur um, e pasme, tudo o que eu queria era a minha exclusividade de ser só eu pra ela de novo! rs Mãe é bicho complicado mesmo, mas a gente se acostuma com tanta ambiguidade. Beijoos

  81. Nossa Carol! To me sentindo assim!!! Eu me sinto culpada por pensar assim ja que eu quis muito ter um filho praticamente a vida toda… Aí lembrei do seu blog, que além de me fazer rir tem informações utilíssimas e pensei: o que a Carol escreveu sobre o primeiro mês?? Fiquei feliz em saber q eu não sou a única! Lucas esta cada vez mais lindo, parabéns!

  82. Perai…. quem e essa pessoa que tem um nome igual ao meu, um filho Lucas como eu, e jornalista e quase fotografa (eu sou fotografa e quase jornalista, kkk) e escreveu ali naquele post a minha historia?!?!?! Menina, estou aqui arrepiada da cabeca ate o dedo do pe ao ler esse seu post…. quantas semelhancas!!! Esse inicio e mesmo muito duro para nos mulheres. Nao conheco muitas (com ou sem ajuda de baba, mae, empregada) que nao fique sobrecarregada, exausta, se sentindo um caco… Posso te dizer com sinceridade que essa fase passa. Nao siginifica que voce dormira melhor, mas que vai se acostumar a dormir menos; nao significa que suas unhas estarao sempre feitas e o cabelo penteado, mas que voce vai simplesmente passar a dar mais importancia a outras coisas, mudanca de prioridades… acho que a vida de mae com filho pequeno e essa mesmo, se dar, se estressar, chorar, mas se encher de alegria ao ver cada conquista do pequeno, cada silaba que ele aprender a falar, cada careta engracada que ele fizer…. assim vamos seguindo… ate que els crescam e sigam suas vidas e ai nos vamos morrer de saudades dessa epoca em que eles queriam e precisavam da mamae para tudo… nem Freud explica, querida!!! Boa sorte pra vc e seu Lucas!!!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *