ou Um post enorme
ou Leia se tiver saco

Eu gosto desse assunto. Gosto desde muito antes de engravidar ou mesmo antes de pensar que tinha chegado a minha hora de tentar o filho. Já li muito sobre o tema, tanto que acho que já até esqueci algumas informações importantes!

Mas enfim, depois de muito mudar de opinião, ouvir opinião, estudar, discutir e pensar, hoje estava lendo o ótimo post da Carol e isso me inspirou a falar sobre alguns detalhes da minha decisão sobre o parto do Lucas. Sim, a decisão está tomada, é consciente e só será modificada caso seja necessário.

Lucas nascerá de parto normal. Não chamo esse parto de “natural” porque não será na minha casa, nem tampouco com equipe humanizada acompanhando. Cheguei a cogitar o parto domiciliar, mas meu marido não quer nem ouvir falar no assunto. Ele tem medo. Medo esse que eu acho que é mais desinformação do que qualquer outra coisa, mas já tentei fazê-lo mudar de idéia e ele é bem rígido com isso. Aceitei. E eu escuto sua opinião porque ele não é desses que não se envolve, muito pelo contrário: às vezes acho que se envolve mais do que eu. Sabe tudo de tudo com relação à gravidez e aos bebês, não se recusa a discutir nenhum tema, me atura, me cuida, me apóia. Inclusive, a onda naturebis é muito mais dele do que minha; desde que o conheço ele é um cara mais da homeopatia, da não-medicação, da observação do corpo e tudo mais. Raramente o vejo medicando uma febre ou tomando comprimidos no primeiro sinal de dor de cabeça. Ele prefere tentar alívios naturais antes de se encher de químicos. Sendo assim, se o limite deste homem incrível que me acompanha é ter o filho em ambiente hospitalar, eu estou com ele: vamos ter o filho no hospital.

Sobre a equipe humanizada: já briguei muito com esse assunto. Não entra na minha cabeça fazer parte de um dos melhores planos de saúde da Argentina e ainda ter que pagar médicos por fora. Não é por falta de dinheiro (nem excesso, hihi), é mais porque não vejo sentido mesmo e ainda por cima descobri que muitos profissionais que se dizem “humanizados” usam as mesmas práticas que os do plano, esses simples e mortais médicos. Então por que pagar mais por uma coisa que já pago? Vamos catar alguém legal no plano mesmo.

Até chegar na obstetra que me acompanha, eu passei por uns que detestava. Foi difícil, mas conseguimos chegar numa opção que amamos. Ela me convence por uma coisa incrivelmente humana que tem (olha, que coisa): ela tem uma capacidade natural de me deixar calma. Sempre saio da consulta com ela flutuando nas nuvens, confiante, sinto que ela sabe fazer a contenção que eu preciso. Falou a palavra “cesárea” uma vez ao longo desses oito meses: quando eu perguntei se existia essa possibilidade. Só existiu uma vez, que foi quando o Lucas tava ainda sentadinho na barriga. Isso já mudou e, pronto, o assunto morreu. Ela não faz exames desnecessários: me pediu apenas 4 ultras ao longo de toda a gestação (um deles só porque eu tive hematoma no comecinho, senão seriam só 3, um por trimestre), duas análises de sangue, duas vacinas e nunca me receitou remédio algum. Só se eu pedisse – aí teve um contra enjôo e um contra gases, hihihhi. Fora isso, ela sempre receita: repouso, descanso, banho morninho e tentar ter calma. Sempre elogia minha pressão, o tamanho da barriga, responde tranquilamente as minhas perguntas repetidas, faz até desenho. Atende o telefone celular a qualquer hora do dia e da noite e nunca parece irritada ou incomodada com nada. Meu único porém com ela foi o diagnóstico da diabetes gestacional, mas não acho que comprometeu a ponto deu querer mudar de médico.

Ela também me indicou a parteira, minha nova paixão. Estou tendo encontros semanais com ela, no curso pré-natal, e gosto muito da forma dela de pensar. Não é nada radical ou xiita, é simplesmente uma pessoa com a voz boa, expressão doce, interessada no bom nascimento, de acordo com o que nós – as famílias – quisermos. Não se fala em cesárea nesse curso, mas muito em contração, em puxos (ela evita citar “dor” ou “sofrimento”), na importância da respiração e de deixar o corpo fazer o que precisa. Na semana passada, pra meu deleite total, foi dito “não vamos ensinar vocês a fazerem o que já sabem. Vocês já sabem parir, o corpo feminino foi feito pra isso. Estamos aqui pra dizer como vai acontecer o entorno, pra que tudo as deixe mais seguras”. Juro gente, quase chorei. Precisava que alguém verbalizasse o que eu já sabia: eu vou parir meu filho. EU.

Pelamordedeos, não to falando que quem teve cesárea não pariu ou algo do tipo: só estou contando pra vocês de um grande amor que está crescendo em mim, esse de sentir tudo que envolve o nascimento do meu filho. Não vejo mal em idealizar o parto, pelo contrário, acho que dessa forma eu conseguirei lutar pelo que acho melhor pra gente (se é que alguma luta será necessária). Se eu tiver que passar por uma cirurgia, ficarei triste SIM. Entenderei e aceitarei, mas não será motivo de alegria. E pronto, falei. Ufa. Mas daí, não confundam, por favor: o nascimento do meu filho será motivo de alegria mesmo que ele saia pela minha boca, não importa. A cirurgia, não.

E não pensem vocês que essa decisão é fácil. Pra deixar meu filho vir quando ele quiser, eu terei que excluir os avôs dele do processo. Óbvio que eles virão pra acompanhar os primeiros momentos do Lucas, mas, pra quando marcam passagem? Alguém sabe quando o bebê vai nascer? Pois é, não se sabe. Se eu marcasse a cesárea, tudo seria mais simples: os teríamos aqui na hora certa, eles poderiam ver o netinho nascendo, depois de devidamente acomodados no hotel e liberados de suas obrigações de trabalho/vida lá no Brasil. Sem essa data, hmmm, a gente vive de apostas. Os dois (avô e avó) marcaram pra época das 40 semanas, mas já avisei que a minha médica espera até 41 e meia pra induzir o parto (o que eu achei bem legal, aliás). Só que meu pai, por exemplo, só pode ficar 5 dias. O que significa que se o bebê não nascer até 40 semanas e 5 dias, tchau vovô, a gente se vê em dezembro, tá? Difícil, gente.

Mas enfim, conversei com os envolvidos, falei das minhas crenças e escolhas e, ok, vamos ver quando chegar mais pra frente. Embora seja chato e custoso, passagens se remarcam, compromissos se resolvem de outras formas, hotéis com vaga existem. O foco é o melhor pro Lucas, então sigamos nisso.

Então que o parto será no hospital, estarei acompanhada de parteira e, no final, chega a obstetra (já falei aqui no blog algumas vezes que a médica não fica o trabalho de parto todo do meu lado, ela só é chamada no final). A idéia é que eu passe o começo do TP em casa, encontre com a parteira no hospital (enquanto isso, ela vai monitorando por telefone) e seja internada a partir dos 3 cm de dilatação. Diz ela que a maioria das primíparas chega com uns 5 cm. Daí, dependendo da dilatação, vou pro quarto. Se já estiver mais avançada, vou pra sala de parto diretamente. Não se permite ter o bebê no tal quarto, precisa ir prum ambiente mais estéril possível (meio que discordei, mas enfim). Quando da internação, eu usarei uma camisola própria do hospital e me farão um acesso de soro na veia. O pai trocará de roupa apenas quando a gestante for pra sala de parto (porque precisa estar todo mundo esterelizado, ai meu deus).

Fiquei preocupada com esse “sorinho”, mas a parteira garantiu que não tem nada de ocitocina aí (aí a gente dá as mãos e acredita, porque o tal do soro é inegociável: internou, tem que ter furo no braço). Só vão me dar o hormônio caso exista indicação pra isso. Ok. Porém, ela nos garantiu que o soro é colocado de uma forma pensada pra ser menos incômoda possível, ou seja, que me permita movimentos, trocas de posição, andanças, banhos. Nada disso será proibido, inclusive eu poderei parir na posição que me sentir melhor. Como comentei no post anterior, também não se faz tricotomia (brigada Lia!), nem enema (brigada Lia!). Ela disse que faz quem quer e fora do ambiente do hospital, ou seja, se eu quiser chegar lá de virilha cavada e com a pancinha sem cocô (êta papo bom), posso providenciar. Eu penso seriamente em dar uma boa depilada, mas não sei o quanto isso influencia ou não no caso de levar pontos lááá na amiga. Fico na dúvida. Sobre o cocô, nem ligo. Tô cagando, ha-ha (meu deus, que infame). Ainda mais que a parteira disse que mulher que faz cocô na hora do parto não é avisada do assunto, o ocorrido vira “segredo médico”. A equipe tá acostumada, limpa rapidinho e todo mundo faz cara de paisagem. Então ótimo, o que os (meus) olhos não vêem, o (meu) coração não sente.

Sobre anestesia, também já falei no post anterior: só tomo se quiser. A parteira dá força pra seguir sem, mas também sugere caso eu chegue no hospital com 1 cm de dilatação e já arrancando os cabelos. O que ela recomenda, na verdade, é que a eu espere pra ver como funciona a minha resistência. Se eu quiser, é só falar com ela que ela chama o anestesista e cuida da burocracia do assunto (magina eu cheia de dor tendo que pensar em chamar alguém?). Mas, particularmente, não tenho medo da dor do parto não (deveria?). Sei que estarei no hospital e com a opção de acabar com a dor quando quiser, então fico ainda mais tranquila.

O que mais me preocupa nesse processo, na verdade, é a tal da episiotomia. Eu realmente ainda não sei sobre esse assunto, se é de praxe da minha médica fazer ou não. Eu prefiro terminantemente que não, mas muita gente já me disse que não é nada de mais. Confesso que preciso me informar e tomar uma decisão. Tenho pra mim que, se conseguir me mexer durante as contrações, puder escolher as melhores posições pra ficar, se tiver o apoio psicológico necessário e, com tudo isso, não precisar de anestesia, minhas chances da expulsão em si ser feita com calma são maiores. E com isso, diminuo a chance de ter laceração. Ou do bebe não descer direito. Ou sei lá mais o quê que seria indicação de episio. Também li (nos comentários e numa indicação da Pat) pra fazer exercícios pra preparar o períneo, então to nessa também. Ainda não comecei com as massagens em si, mas já comecei com aquela coisa de segurar/soltar o xixi, parece que ajuda.

Ainda terei aulas de parto com fórceps (deusmelivre) e cesárea (deusmelivre de novo). Vou prestar atenção e preparar a mente pra entender que nem tudo está sob meu controle. Porém, sigo na luta pra realizar meu sonho e, por enquanto, esse é meu objetivo, meu foco e meu objeto de estudo, leitura e desejo.

Enfim. Nossa, quanta coisa precisa pensar pra simplesmente fazer o que meu corpo já sabe, não? Mas tudo bem, eu to animada e confiante. E certa da minha decisão.

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24 respostas em “O parto e eu

  1. Essa ansiedade é muito difícil, né, Carol. Mais fácil falar depois, porque já passou. Eu, que gosto de ter o controle sobre tudo, me sentia uma ameba nessa fase, porque a gente não pode controlar nada quando o assunto é parto. Pode apenas fazer algumas escolhas, mas nada é garantido, né.
    Torço muuuuuito pra que seu parto seja super bacana e, mais importante (chavão, mas é verdade), que o Luquinhas sobrinho da titia venha com muita saúde.
    Beijocas, sualynda barriguda.

  2. Mais uma vez eu tenho que dizer que fico feliz de ler um post desse! Confesso que fico espantada quando leio que alguém prefere ser cortada a não sentir dor (oi?). E pensar no corte nas partes baixas também me assusta…
    Depilação completa com cera é uma boa, sabe, o pós-parto com sangue, absorvente e tals e pelos é meio chato rs
    Enema não, nunca serão! No dos outros é refresco!

    Você já sabe de tudo, seu corpo sabe de tudo. E terá muita gente pra te passar calma, tranquilidade. Eu sei que vai acontecer tudo como você quer!

    Beijosss

  3. Carol,
    Eu tenho lido vc há algum tempo, na categoria de leitora fantasma. Que vergonha, eu sei… É uma coisa egoísta essa de ler, concordar, discordar, rir e ir embora. desculpa tá???
    É que hoje eu tive de falar.
    Falar que me identifico muito com você e que a maneira como estamos nos preparando para o parto é muito parecida. Nao sou nenhuma natureba xiita, mas acredito no poder e na força do meu corpo de fazer aquilo que foi projetado pra fazer.
    Estamos de 37 semanas. Vamos pro hospital pq meu marido tem medo. Vamos decidir sobre a anestesia depois de conhecer a minha resistencia pra dor.
    Vou depilar amanhã. Se ele nascer de 40 semanas e já tiver uma penugem, azar. Parei de pensar no cocô. A episio tbm vai ser decisão do médico.

    Bom. É isso. Só queria me apresentar.

    Bjs e boa sorte por aí!

  4. Essa história de parto é um parto, né não? rsrsrs

    O importante é vc tomar as suas decisões com base em muita informação, e isso já está sendo feito.

    Sobre a episio e o enema, eu fiz os dois e te digo que tudo isso a gente pensa antes, na hora do vamos ver se o médico disser que precisa fazer a gente faz e pronto, hahaha, foi assim com a episio, eu não queria desde sempre, mas depois de tanto empurrar e nada (na verdade acho que não empurrei nem 5 minutos, mas sabe como é, tem médico que não espera mesmo) a médica me disse que o meu perineo não era elástico e que a cabeça da minha filha estava acíclica, teria que fazer a episio para virar e ela sair. E eu disse, faz logo o que precisa para ela sair, hahaha, e assim se fez.

    O problema da episio é depois, na recuperação, porque é um baita corte, né? Pode infeccionar, é ruim de sentar, fazer coco, essas coisas, mas passa tudo em poucos dias e vc só vai lembrar dela na próxima depilação.

    Se puder evitar, aconselho.

    O enema é ruim porque fica com duas cólicas por um tempo: a da contração e a da c…um horror. Aconselho não fazer mesmo!

    Beijos e espero ter ajudado!
    Nine

  5. Poxa Carol, às vezes essa decisão se torna difícil por questões externas né? Eu tô morando em Moçambique e decidi, por questões de confiança, ter o parto no Brasil, então eu vou voar pra lá no 7o mês (depois disso não é aconselhavel). Acontece que meu marido tem que ficar, e vai tirar um mês de férias para qdo o bebê nascer. Então tenho aquela mesma questão que vc tem com os avós, mas no meu caso é com o pai da criança. Não queremos que ele seja privado do parto (Deus me livre parir sem ele ao meu lado), e nem privar ele de 1 diazinho que seja desse mês de férias do lado do bebê. A solução: cesária, né?! Mas ainda não tô conformada, e quando penso nisso me dá agonia. Tô ainda na 17a semana então tenho bastante tempo ainda pra pensar/sofrer com isso!!!! :-/
    Tenho certeza que seu parto vai ser um sucesso, você está se preparando bem pra isso!!!!
    Bjs, Re

    http://meubabyabordo.blogspot.com/

  6. Gostei do post. Durante minha gravidez tinha certeza que meu parto ia ser normal e que daria tudo certo. E assim foi, meu parto foi facin facin.

    Eu tive que tomar ocitocina e foi super tranquilo, Luca nasceu em 2 horas!! E pra mim a anestesia foi uma maravilha! Mas eu tambem pensava como voce, ir pro hospital e ver como consegue controlar a dor, se quiser a anestesia esta la!

    E quanto a episiotomia, eu evitaria. Eu pari deitada de costas (porque quis) e tive um corte minimo, eu levei ponto porque minha parteira falou que se ela costurasse sarava mais rapido, mas eu nao precisava. E eu nunca nem vi nem senti os pontos, eles dissolveram sozinhos. Minha midwife tambem usou oleos pra evitar o corte.

    E quando ao cocô, eu morria de medo de cagar na mesa hihi. Mas um dos sinais que você está entrando em TP é a diarréia (não tem como tornar o assunto menos escatológico, eu tentei). É o seu corpo se "limpando" por si só. Eu tive diarréia logo antes de ir pro hospital e no hospital quando as contrações começaram a ficar fortes, e eu não evacuei durante o parto. E eu ligaria sim se tivesse evacuado, não vou mentir.

    Ah, uma coisa que ninguem me contou sobre PN, é como LÁ fica inchado, eu levei um susto quando fui no banheiro!! Mas em menos de uma semana já tinha tudo voltado ao normal.

    PN é uma maravilha, meu neném não tem nem dois meses e eu já quero parir denovo! A barriga secou depois do parto, e eu não tive dor nenhuma durante o pós parto.

    Fica tranquila que vai dar tudo certo.
    Beijos e vamos parir!!

  7. Carol,

    Lindaaaaaaa amooo ler o que escreve,
    e como já disse tenho todas essas duvidas, estou falando muito com o meu médico aqui no Brasil sobre o parto natural sem anestesia mas ele é contra, e eu confio tanto nele que ate ache que ele esteja certo em partes mas estou negociando só me dar anestesia se eu relamente nao estiver aguentando, vamos ver né e aqui o costume de parteiras não é como ai aqui tudo é cesarea coisa que eu menos quero, mas estou estudando tudo que pode acontecer e o que será melhor para o bebê e eu.
    beijos que vc tenha um otimo parto sme muitas dores rs e com uma dilatação rapida sem sofrimentos

    beijos

  8. Carol,
    estou gravida de 3 meses, e não sei porque cargas d'gua fui assistir um parto normal no youtube, fiquei horrizada na boa, e eu sempre falei que queria normal, não sei se encaro não…E agora Deus?

    Mas boa sorte! vai dar tudo certo…

  9. Adorei o post, Carol! Muito bom e esclarecedor. Fui lendo e me vendo todinha nele. Somos muito parecidas mesmo.
    Eu fiz uma depilação básica com a ajuda do marido e do gilete. Ficou meia boca, mas foi só pq quis, a minha médica disse que não precisava.
    Eu fiz cocô na fase de expulsão. Eu vi e nem liguei. A gente entra numa vibe de parir que esquece de detalhes. E olha que eu achava foda cagar parindo. rs
    Hoje nem ligo. Não tomaria laxante nem faria lavagem. Melhor assim!
    E sobre a episio, melhor lacerar do que cortar com bisturi. Isso de rasgar errado e tal é balela. O bisturi é potente e cirúrgico… pense nisso!
    E pode ter parto natural em hospital SIM. Não tem regra Carolzita, o que vale é seu coração, se aqui no Brasil fosse metade do que é aí certeza que seria mais fácil. Só de ter parteira é um avanço enorme.
    Tô mega ansiosa pelo seu parto.
    Depois do meu é o mais esperado do ano, por mim!
    Beijo-beijo!

  10. Carol,

    Meu depoimento é de quem já pariu há 18 dias e ainda está com os pontos lá embaixo. Dói. Incomoda. É um saco! Eu não conseguia nem sentar direito nos primeiros dias. Levantar do sofá e da cama era um Deus nos acuda. Drama? Talvez… mas te digo que a recuperação do parto normal é tão maravilhosa que se puder evitar a episio vai ser muito melhor.
    Eu sei que às vezes não temos escolha, mas conversa direitinho com a tua médica. Eu conversei com a minha e ela tentou não fazer a episio, mas como o bebê ia e voltava ela teve que usar o fórceps e o corte era inevitável.
    Outra coisa que te digo: na hora do parto a gente diz sim pra qualquer coisa que nos digam que é o melhor. Por isso é bom estar amparada por profissionais de confiança, o que pelo jeito não é o teu problema! Já tens os profissionais certos!

    Beijos, Ananda.

    http://projetodemae.wordpress.com/

  11. Ok, a tal episiotomia me dá muito, muito, muito medo! pra mim é quase uma cesárea… juro, eu tenho medo delevar ponto, de cortes essas coisas… ai fico me perguntando se realmente já me sinto preparada para engravidar!
    #fearfeelings

  12. Carol, esse seu papo do cocô me lembrou do filme plano B, vc já viu? É com a Jenifer Lopes e uma moça que vai ter parto natural faz… rs.. é um filme bem engraçado =) Pergunta: o que é episiotomia? (a leiga..)

  13. Carol, a Stella nasceu de uma cesárea de emergência e concordo em gênero, número e grau com você: o nascimento de um filho é a maior alegria das nossas vidas, mas isso não significa que fiquei feliz com o tópico "faca na barriga".

    Quando soube que seria necessário, procurei isolar o problema e fui que fui. Só que nunca vou deixar de pensar como teria sido se não tivesse com os braços moles e corpo anestesiado.

    Também acho que meu corpo estaria mais preparado, assim como a Stella e não teriamos sofrido tanto com o inicio da amamentação.

    O que me deixa triste é que ter tido uma cesárea reduz muito as minhas chances de vir a ter um parto normal algum dia, mas não vou desistir.

    Então, continue firme e forte na decisão.

    Agora, se por acaso precisar (que eu duvido por conta da postura excelente da sua médica), saiba: vai ser lindo e emocionante anyway e depois desse dia você nunca mais será a mesma. Não importa se com ou sem cicatriz (e o lugar dela).

    beijos

  14. Minha amiga primípara

    adorei o post. adorei te ver assim tão cheia de confiança, embora à flor da pele.

    Vai dar tudo certo sim, vai ser tudo lindo sim.
    Eu nem acredito que já tá chegando a hora! Tô LOUCA pra ver a carinha do Lucas.

    beijo beijo

  15. Oi carol, q bom q ai na Argentina eles nao sao tao sanguinarios qto no Brasil! Olha, mto legal vc querer parto normal, eu tbem quis e consegui, mas MUITO as duras penas, nao sei se vc leu o meu relato, mas NO MEU CASO, eu hoje em dia vejo a cesarea como menos monstra, sabia? E nao pela dor (somente), mas pela preocupacao com o Uri. Os batimentos estavam mto baixos e eu acredito q exageraram aqui na espera pra conseguir um PN (o oposto do Brasil), deveriam ter feito cesarea, pq ele correu mto risco. mas isso eu digo hj, dps do parto, ja conseguindo raciocinar, pq la na hora, eu nao queria nem saber da cesarea nao! Te digo isso, nao pra te assustar nao, mas pra te dizer pra ficar aberta a tudo… Mas eu sei q vc ta, entao td bem! 🙂

    Qto a lavagem, uma historia engracadinha: To eu la na sala de parto, logo depois da epidural, e o Ariel, sentado do lado, me diz "Nossa, como ta saindo xixi pelo cateter, amor!". Eu respondi q sim, q era pelo soro (aqui tbem td mundo tem). E ele "E coco tbem!". Eu so nao pulei na cama pq tava anestesiada, mas ele ficou me zoando q tinham me colocado cateter pra coco tbem, q tava enchendo o saquinho de coco (claro q era mentira!)! E eu DESESPERADA de vergonha, sem poder nem me mexer pra conferir. E ele se matando de rir da minha cara (unico momento engracado desse parto!).. hahaha

  16. Oi Carol! Leio seu blog desde q eu descobri que estava gravida e como sempre fui viciada em leitura, acabou se tornando parte dos meus dias. Estou na metade da gravidez e ainda não fiz o curso de gestante da maternidade onde terei meu filho, mas mesmo assim, eu nunca sonhei com um parto normal. Difícil mesmo eh se basear nas experiências de outras mulheres para "decidir" sobre o tipo de parto que ira fazer, ate pq podemos nos preparar muito para um tipo de parto e em determinado momento ser necessário ou desejado mudar. Por isso pra falar bem a verdade estou me preparando psicologicamente para os dois, mas talvez eu opte pela cesárea por motivos maiores. Eu sempre tive uma relação muito estreita com meu pai, que desejou ardentemente ter um neto, mas faleceu de câncer aos 47 anos. Ou seja, eu não tive tempo de realizar esse sonho do meu pai. Desde então minha família acabou se desunindo, cada um foi morar de um lado, e por ironia (boa) do destino percebi que meu filho acabou se tornando uma maneira de trazer felicidade e unir minha família de novo. Claro que o parto eh apenas o ponto de partida para isso, mas desejo ter minha mãe e minha irma ao meu lado no momento mais especial da minha vida, apenas elas duas sabem a vitoria que esse nascimento (de mãe e filho) representam. Minha mãe teve três cesáreas mega arriscadas, onde houve ate parada cardíaca em um deles e foi uma forma muito corajosa de trazer três filhos ao mundo. Com certeza ela não desejou esse tipo de intercorrencia, mas saber o que ela enfrentou pra nos dar a vida, me faz ter mais orgulho ainda da minha mãe. Pra falar a verdade, isso não me desanimou para ter uma cesárea pq eu sei que cada mulher eh uma pessoa única em seus desejos, histórico médico e sonhos. E que no final das contas o que importa eh a felicidade desse momento, e principalmente, o que vira depois.
    Bjoooos

  17. Que ótima escolha. De todas as pessoas da minha família que tem filhos nenhuma foi parto cesária, pode parecer mentira mais ninguém da minha família nunca fez. Tenho uma amiga que teve nenê há 1 mês de parto normal e ela me disse muitas coisas boas sobre o parto. Disse que faria tudo de novo se fosse preciso, ela teve episiotomia por indicação do médico mais foi só um corte pequeno que tomou 2 pontos, nada de mais. A anestesia no plano de parto não tinha, mais quando ela estava c/ dilatação total ela pediu pois o TP dela já tinha várias horas e ela ficou com medo de não conseguir aguentar a dor da expulsão por estar muito cansada, enfim. Com certeza quando eu tiver meus filhos será de parto normal, cesária só se não tiver como mesmo fazer o PN. Parabéns pela decisão, eu não acho errado quem faz cesaria ou nem é menos mãe por isso só acho uma falta de, sei lá. Pense ai vc ta lá no seu cantinho e do nada te tiram de lá? No PN é diferente foi o seu filho que escolheu a hora certa de nascer.
    Mais uma vez, parabéns.

    Beijos

  18. Carol, eu penso exatamente como vc. Vou ficar chateada sim se tiver que passar por uma cirurgia para trazer minha filha ao mundo, mas serei eternamente feliz por tê-la nos meus braços.
    Amei o post.
    Super beijos

  19. Carol, se quer lutar contra a episio, vc precisa arranjar uma aliada no sistema e acho que a parteira é a mais indicada. Diga que não quer um corte cirúrgico, que teme que isso te atrapalhe no pós-parto e na amamentação (quem sofreu episio diz que atrapalha, sim, assim como o corte da cesárea atrapalha em tudo). Na minha opinião, a beleza do parto normal é justamente a mulher ficar inteira assim que o bebê sai. Pronta para ele. Para cuidar, nutrir, amar, fazer o que for preciso para que ele se desenvolva. Daí estragar isso com um corte cirúrgico (que muitas vezes inflama e até infecciona), que causa dores, te impede de sentar etc. Perde um pouco a magia. Mas isso é minha opinião, vc sabe.
    Enquanto a hora não chega, capricha na massagem no períneo com óleo vegetal (qualquer um) e mentaliza que vai dar tudo certo.
    Beijos

  20. Oi Carol!
    Que legal essa sua decisão! Ainda que fosse cesarea seria legal! É legal sabermos antes sobre o tipo de parto que queremos, mas ainda assim ter a mente aberta e aceitar que pode não dar certo, que o mais importante é a saúde de vcs, não importando como o bebê vem ao mundo!
    Eu tive parto normal, quase natural, mas não humanizado, te confesso que não foi o que eu esperava, por muitos momentos quase perdi a sanidade tamanha dor, a gente tem mania de romancear tudo nessa vida, e desde cedo eu aprendi que:
    A FRUSTAÇÃO DA MATERNIDADE É DO TAMANHO DA SUA EXPECTATIVA!
    Tbm tive problemas com a amamentação, e eu achava que seria uma vaca leiteira, queria doar leite…
    Enfim, hoje eu procuro não criar muitas expectativas, sei que nem tudo é perfeito e procuro ser mais compreensiva comigo mesma e com as minhas falhas.
    Ah, escrevi um relato sobre meu parto, dá uma lida:
    http://coisinhasdafamilia.blogspot.com/2010/12/nascimento-do-octavio-parto-normal.html
    Apesar da dor e do stress eu acho que faria tudo igual novamente!! Ah, vale tanto a pena ter meu Octávio nos braços, ele é mais do que eu sonhava!!! Superou as expectativas rsrsrsrs
    Beijocas,
    Patricia

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