Emoções

No melhor clima de final de ano Roberto Carlos, muitas emoções, cercada de família, amigos e surpresas, é um prazer imenso anunciar que o serumaninho que habita a minha barrigola mostrou a que veio pra quem quisesse ver e...

é um menino!


Estou completamente abestalhada, nem dormi direito de tanta emoção!
é como descobrir a gravidez de novo, meu povo!


Com essa mensagem que faz meu ano terminar da melhor maneira possível, desejo a vocês um 2011 cheio de EMOSSAUM, afinal, é isso que faz tudo valer a pena, não?


Em paz com a vida
E o que ela me trás
Na fé que me faz
Otimista demais
Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi


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FELIZ Ano-Novo!
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Diquinha imperdível

gentes!

eu já tinha desejado Feliz Natal e já tava sissintindo de férias, maaaas, to voltando rapidinho por um motivo especial: amada prima Alice (lembram dela?) tá começando um negocio super legal, é o Estoque Limitado, uma lojinha virtual de produtinhos de beleza a preços incríveis!

Passem lá pra conhecer o site, os preços tão MOINTO BONS, os produtinhos sao ótimos e a Alice é moça de família e correta, podem negociar com tranquilidade. E melhor: ela tá vindo pra Buenos Aires agora e já tá aceitando encomendas de produtos específicos!

Sijoguem, gentes!

e, pra não perder o embalo, Feliz Natal!
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O Sol nascerá

“A sorrir, eu pretendo levar a vida”



É uma luta diária, queridos. Já tomei foi porrada nessa vida. Vocês sabem.

Mas, é hora de sorrir. É hora de acreditar, de ser feliz.

***

Minha família tá vindo passar as festas aqui em Buenos Aires e eu to muito emocionada e ansiosa com isso. Meu marido é um lindo, meu cachorro é um fofo peludo, meu trabalho é ótimo e me paga o suficiente pra eu viver uma vida tranquila. Tenho amigos, muitos. Tenho esse espaço aqui pra conversar com vocês que eu amo. E o mais-mais, mais foda, incrível, maravilhoso de tudo: tenho o meu sonho morando na barriga. Só eu sei o quanto sonhei com isso. O quanto eu quis gerar amor, ter de novo uma família, ver alegria, nascimento, vida.

Eu consegui, nem consigo acreditar. Será que eu mereço tamanha benção?

Não sei.

***

Mas vou sorrir. É o que eu quero e preciso. É o meu presente de Natal.

E também é o meu desejo de Natal pra vocês, queridos que estiveram aqui durante o ano. Que tenham sempre um sonho pra realizar, um motivo pra esquecer das lágrimas, um sorriso no rosto.

“Fim da tempestade, o Sol nascerá”


Feliz Natal, amados e amadas! 
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Fotos

Eu prometi post sobre a festa do trabalho e nada, né? Foi mal gentes, mas a coisa tá corrida, não to tendo tempo.

Pra não ficar em dívida, deixo umas fotenhas que olhei rapidinho aqui na pasta de fotos do RH e me achei (o foda de não beber e, consequentemente, não causar, faz com que você fique sumida das fotos oficiais da festa, humpf).


de vestido preto e sandalinha vermelha na pista, tentando fazer fazendo a performance d’A Brasileira, enquanto a barriga ficava dura

 com as meninas, Maca, eu, Dani e Nati



com os queridos, Fran e Guido

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e pra não dizer que não falei de gravidez: hoje vi que meu umbigo deu uma saltadinha! Que sensação engraçada. Meu umbigo é desses bem fundos – tanto que eu jurava que não acabava nunca – e pela primeira vez na vida, eu vi o final dele! Se forço um pouco a barriga, ele quase pula pra fora! Freak show!

Mas como grávida é, definitivamente, um bicho muito estranho, eu fiquei felizinha!
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Preguiça

e uma barriga crescendinho

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Então

dei uma sumidinha, vocês notaram? Desculpem, bonitas, mas sacomé final de ano, né? A gente sinrola toda e inventa um mooonte de pendência impossivel (a minha mais divertida, por exemplo, é cozinhar SOZINHA a ceia de Natal pros familiares - ah coitados). Pra melhorar, eu arrumei uma enxaqueca da braba e passei um dia variando entre sofrer e vomitar (ué e tem variação nisso?), não consegui ir trabalhar e a internet de casa não funcionava nem com reza forte. Mais legal ainda foi que resolvemos fazer uma obrinha em casa antes do Natal, só pra complicar ainda mais a vida. Ou sejE, tô fudida e mal paga.

E aí vem as festchas, então não sei se vou conseguir voltar aqui direito. Vou deixar o bloguinho quieto e decretar umas semi-férias por aqui, ok? Mas ainda volto pra desejar Feliz Natal e afins, prometo!

Algumas notícias rapidenhas só pra não perder o embalo do post:
- continuo vomitando, mas agora a cada dois ou três dias (alguns chamam isso de sorte - tipo eu)
- tá começando a me dar mais fome (finalmente!) e passo boas horas do meu dia pensando no que vou comer em seguida.
- a barriguinha segue crescendo timidamente, mas acho que em breve já não vai dar mais pra esconder que tô grávida (como se eu tivesse tentando, he-he)
- ainda não sabemos o sexo do serumano que me habita e a médica falou que sóóó no ultrassom de 20 semanas. Tudo bem. No mais tardar, quando nascer, a gente vai saber o sexo do bichinho.
- tô lendo um livro excelente (indicação da Lia e da Lara, prima do Maridón), chamado "Quando o Corpo Consente". É tão bom, tão bom que larguei todos os outros besteróis gravidícios que tavam na minha mesa de cabeceira e acho que vou ler esse umas duas vezes, só pra absorver bem cada lindo ensinamento.
- tomei um choque elétrico fortinho outro dia quando tava acendendo a iluminação de Natal da minha casa, fiquei com o maior medo e liguei pra médica pra saber se tinha problema pro bebê. E ela riu. Quando o médico ri, a gente acha que além de estar tudo bem, a gente é idiota-exagerada-mucho loca, né?!
- tenho sentido uns movimentos na barriga, uns 4 dedos embaixo do umbigo. Será que é o bebê? Será que é um pum? Só Deus sabe. Na dúvida, chamo o marido pra sentir também (e o máximo que vai acontecer é rolar um cheiro desagradável logo em seguida, mas ok, intimidade é falta de higiene mermo).

e vocês, tão boas?

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Remando juntos chegamos lá

Que bom saber que vocês estão todas remando comigo! Alguns comentários foram tão lindos e sinceros e compreensivos que eu tive que me segurar pra não chorar. Lindo demais, obrigada!

Com certeza, tamanha energia positiva foi crucial pra minha melhora. Ontem, na sala de espera da médica, eu tava tão bem humorada e risonha, que nem parecia que estava com um fantasmão na cabeça. Mas, vamos voltar um pouquinho na historia pra vocês entenderem: no sábado passado, eu estava sentindo umas cólicas e um desconforto pra fazer xixi. Liguei pra GO e ela me mandou ir pro hospital fazer exame de urina e ver isso direitinho, pra descartar infecção urinária. Fui. Por conta das tais dores, fomos fazer um ultrassom. E aí a médica viu – além do bebe fofo, grande e nadador de aguinhas amnióticas – a amiga brida. Lembram dela? Pois bem. E me disse que não era brida não, que era indicativo de anomalia congênita no útero. Que precisaria acompanhar de perto e talvez repousar durante toda a gravidez e lidar com risco de parto prematurou ou aborto tardio. ARFE. Eu respondi que a pseudo-brida já tinha sido vista na TN e a geneticista tinha dito que ok, não era nada. E ela disse “ok, são eles que sabem então, né? Vamos confirar”. E fora isso, eu não tinha infecção urinária, então fui liberada pra ir pra casa.

Voltei numa boa, recebemos uns amigos pra jantar, rimos, nos divertimos. Mas aquilo ficou martelando na minha cabeça e eu fui ler o laudo e catar na internet sobre aquilo tudo. E não acho que foi um erro, sabem. Claro que saiu bastante coisa feia no Google, mas também, dessa vez, eu tinha ouvido coisas feias. De repente, me vi de novo com medo dos médicos aqui da Argentina e não queria voltar a sentir isso, realmente estava segura de ter achado um acompanhamento obstétrico legal. Mas não me senti nada bem de ter dois laudos falando da mesma coisa com nomes diferentes.

O que me matou não foi simplesmente imaginar coisas ruins. Foi não poder ter a beleza de uma vida sem preocupações, sabe. Tudo bem que, quando você decide ser mãe e engravida, viver despreocupada é quase impossível. E, além disso, tampouco posso ficar chorando as mágoas da minha vida pra sempre, cada vez que surgir uma possibilidade de problema.

Só que eu fraquejei. Eu caí, eu chorei, eu fiquei puta. Pelas muitas mortes que tive que assistir ao longo desses anos, pelo aborto anterior, pelas doenças que vi na família, pela minha mãe que passou parte da vida surda, pela minha casa que pegou fogo há muitos anos atrás, pelo carro que uma vez foi roubado, pelas pequenas tristezas. E pela ameaça à casinha do meu filho, meu não conhecido mas tão amado e esperado filho.

E aí eu senti que eu amo demais esse pequeno ser que eu nem conheço. Eu amo tanto que, tamanho da barriga, enjôos ou quaisquer bobeiras relacionadas à gravidez já não me importam, eu quero que ele viva bem, feliz e saudável e só. O resto, eu aturo, to pronta. Nada mais alcança isso que eu sinto e mexeu demais comigo saber que tinham 5mm (é a espessura atual da brida) de ameaça a todo esse amor.

Mas aí, na sala de espera da GO e depois do post, tudo estava magicamente bem. Eu ainda não sabia que estava tudo realmente bem, mas estava num clima bom com o Maridón, a gente brincava tanto e ria tão alto que chamava atenção dos outros casais que esperavam. As grávidas alisavam a barriga e faziam cara de Virgem Maria, enquanto eu escandalizava e fazia cara de Like a Virgin.

E, finalmente na sala da médica, tudo ficou bem: ela explicou a questão, me assegurou de que está tudo muito bem e que simplesmente vamos acompanhar a dona brida por ultrassom (mas nem preciso fazer mais vezes do que o normal, é só um ponto a ser controlado). Aproveitamos pra falar de tamanho de barriga, enjôos, perda de peso, alimentação, sexo, tudo. E falamos de parto. E foi muito bom, ela tratou com a maior seriedade e falou que a indicação é parto normal, SIM, LÓGICO. Brida nenhuma atrapalhará meu sonho de parir naturalmente. E ela parecia muito séria sobre o que estava falando, me senti segura.

Saí de lá muito bem. Sempre estarei de olhos abertos pra essa brida ou quaisquer outras coisas que eu achar que são um problema pro meu baby. SEMPRE.

Mas, chegou a hora (finalmente) de curtir a mini-pancinha!




E eu siachei tão no direito de curtir que, logo depois que saí da consulta, lembrei que era o dia da festa da empresa! UUuuuuuuuuuh! ATÓRON uma boca livre patrocinada pelo empregador!

Botei um vestido colado (toda no clima de simostrar barriguda), fiz a beleza maquilada e fui!

(e os causos da festa ficam pro post de amanhã, mas já adianto que foi MOITO divertido. Pra ir esquentando, quem quiser, pode ler os posts das festas dos anos anteriores: Argentinando em 2008 e Cariocando em 2009 – recomendo!)
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Aponta pra fé e rema

Então que tá acontecendo uma coisa no plano do “quase” que eu não quero comentar com ninguém até que de fato seja real. Porque, desde um belo dia de 2003, em que eu tomei a decisão de escrever (um pouco da) minha vida pra quem queira ler, muita gente acha que me conhece por acompanhar meu blog. E não de uma maneira legal: é muita gente que, mesmo achando que tá brincando ou ajudando ou algo parecido, solta umas verdades sobre mim que me incomodam pacas.

Claro que eu me dou a liberdade de escrever coisas aqui que de repente não vou falar pras pessoas no gtalk ou no msn ou se encontrar na rua. Aqui, eu olho pra página em branco, coloco uma música, penso e me deixo escrever o que tiver que ser. Então, em um determinado nível, sim, se você está aqui, está lendo coisas intimas e sinceras minhas. O que leva alguns a pensar que: “já que ela tá abrindo a vida na internet, eu posso falar o que eu quiser”. Né?

Só que meu ouvido não é pinico. Chega, chega, não quero mais. Pensem bem antes de comentar qualquer coisa que lhes vier à cabeça, por favor. Do lado de cá, tem uma pessoa que gosta de fazer piada, ri da própria desgraça e é intensa a ponto de rir até chorar. Mas também a ponto de chorar até cair.

Não aconteceu nada especifico, nem com alguém especifico. É que são anos e anos ouvindo piadinhas e comentários tão bestas e tão fora de lugar que, ontem, quando eu realmente achei que tinha motivo sério pra chorar, a minha reação foi me esconder e dormir. Porque não quero mais ouvir pessoas me julgando do tipo “ah, mas não aconteceu nada ainda, para de ser doida”, “ah, mas Carolina é tão ansiosa”, “ah, mas você precisa se acalmar pra que tudo dê certo”. E ainda por cima as coisas dão errado por minha culpa, olha só isso! MINHA CULPA! Não posso e não quero mais carregar o fardo de viver a vida (e escrever no blog) como os outros acham que devo.

Estou cansada.

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Esse excelente humor é porque tá acontecendo uma coisinha. Preocupante. Que pode vir a não ser nada – motivo de gargalhada pra amanhã – ou ser uma coisa bastante séria – e aí eu não sei o que será de mim amanhã.

Estou tensa pra entender logo o que pode estar acontecendo. Já dei Google, já pensei no pior. Mas, ao mesmo tempo (porque, pode até parecer, mas eu não sou maluca), pensei no melhor, no bom e fiquei feliz. E essas duas sensações convivem. E tornam meu dia complicado.

Por agora, o que posso pedir, é que torçam por mim. E também preciso agradecer pelo carinho e apoio do post anterior. É o que faz valer a pena, sabe.

E pra mim, resta rezar: “aponta pra fé e rema”.

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Eu tava no facebook fazendo esses testes bobinhos, quando entrei num quiz de “Sabedoria Hermana”, de trechos músicas dos Los Hermanos que você estaria precisando ouvir. Bobeeeeira.

Mas hoje saiu uma música tão tão foda e um trecho que era tão feito pra mim:

“Quem bater primeira dobra do mar
Dá de lá bandeira qualquer
Aponta pra fé e rema”




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Dança da Solidão

não tem nada mais solitário triste, cruel, deprimente que ter um monte de gente em volta e, ainda assim, se sentir sozinho.

 

desculpa gente, desculpa filhote: mas tem dias que são foda.
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Noiada - a coxinha e eu

gentes, precisa dizer que vocês sao um loosho, um ahazo, um poder e uma ryqueza?

Amei os comentários do post anterior (Maridón, menção honrosa pra você, hein?), fiquei mais tranquilinha, brigada mesmo. Acho que tô é com Tensão Pré-Consulta, mal que me acomete junto com a TPU (Tensão Pré-Ultrassom). Na segunda, eu vou lá na médica e choramingo mais um pouco nos ouvidos dela.

Mas bem, relaxei. E comecei a inventar besteiras.

Tipo essa, ó:

12 semanas de gravidez, 14 semanas de gravidez, 10 minutos de frigideira

Diz aí se minha pancinha não é INGUAL a uma coxinha?

(ironicamente Coxinha é meu único grande desejo da gravidez. Aquela profecia do filho que nasce com cara do desejo não-realizado durante a prenhez se realiza antes mesmo do bichinho estrear no mundo. Que coisa.)
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Noiada

Eu não deveria, eu não deveria.
Mas tem dias que eu fico na paranóia mesmo, gente. Tipo hoje.

Veio uma mocinha aqui do trabalho anunciar a gravidez. Bonitinha, 8 semanas. COM BARRIGA. Sério, ela deve ter a mesma barriga que eu tenho hoje. Aí que surge logo depois a mocinha que tá de duas semanas mais que eu (17), com a barriga toda redondinha.

E eu não acho que tenho essa barriga, gentes! Não acho!

Até acho que cresceu, até acho que não é uma barriga lisa. Mas – duh – eu não tenho barriga lisa desde os 19 anos. Às vezes acho que to forçando. Às vezes acho que to imaginando. Até porque minha balança diz que, desde que engravidei, já perdi 4 quilos. E a minha pança é meio esquisita, tem uma linha horizontal embaixo, não vem diretona lá do começo da região pélvica, sabe como? Parece uma gordura localizada. Barriga de coxinha, como a Dani costuma dizer. Quando eu como alguma comida mais pesada, ela incha. Mas, logo que eu acordo, normalmente muito enjoada e sem comer nada, é uma coxinha tal e qual.

Fui comentar isso com as meninas daqui e a terrível resposta veio “é, a barriga cresceu, mas não tanto”. ARFE. Ok, elas estavam sendo sinceras e eu tinha pedido sinceridade mesmo.

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Gente, eu to cagando se a barriga tá bonita pra tirar foto ou não, pra ser reconhecida na rua como de grávida ou não. Eu quero que o baby esteja bem, é só isso. E não é necessário que comentem dizendo que isso é “bobeira” porque eu tenho meus motivos pra cultivar minha nóia de vez em quando, viu.

Sei que cada gravidez é uma, cada pessoa é uma. Sei que a última ultra que fiz foi normal, que o baby está crescendo como deve. Mas putz, só eu sei o arrepio frio na espinha que dá só de imaginar que algo não está bem.

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Quando a gente tá naquela fase de tentar engravidar, acha que o positivo no teste de farmácia será a grande benção, o respiro profundo de alívio, o fim de todas as preocupações. Né?

Desculpe desenganar vocês, meninas que estão nessa fase, mas não é não.

É só o começo.
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Nada não, mais um pouco

Meu marido chegou em casa ontem e, ao som de Backstreet Boys no último subwoofer master blaster volume (que segundo ele dava para escutar lá da portaria – e eu moro no oitavo andar), me vê gargalhando sozinha (e quase surda), sentada no chão da sala.

Óbvio que ele quis saber o que a palhaça aqui tava aprontando.

Aí eu falei: “ah, é que eu consegui falar, num mesmo post, do cú, das compras de Natal, da minha família, de cartões de crédito, dos vômitos e dos Backstreet Boys! Ha-ha-ha”

Ele ficou com a mesma cara de interrogação que tinha entrado em casa. E eu rindo. Sozinha. Do post. Que eu relia cada vez que chegava um comentário novo.

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O que me leva a crer que realmente o segundo trimestre da gravidez é super mais legal que o primeiro. Há três semanas atrás eu estaria xingando a minha quinta geração de tanto ódio por tanto sintoma e tanta descordenação emocional.

Agora eu acho engraçado. Acho legal. Acho tão intensamente divertido que não guento de emoção e começo a chorar.

HEIN?

Pois é. É minha nova mania. Chorar. Heheheeh. E achar engraçado.

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Alguém liga pra minha psicóloga, faz favor?

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Mais BSB e só fã sabe cantar essa:



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Nada não

Ih gente, mas que preguiça louca de escrever um post grande. Pode mudar o formato e escrever frases soltas, à medida que aparecem na minha mente? “Sim, Carolina, inclusive essa é a idéia básica do Twitter”, vocês modernas e conectadas pensaram. Mas, ai gente, tenho preguiça do Twitter também, pode brincar de tuítar no blógui?

Também nem sei o motivo de pedir autorização, essa zona aqui é minha, né? Então vambora.

- contei pra vocês que arrumei uma dor na outra bOnda? Sim, porque eu tenho duas: a esquerda e a direita, vocês não? Pois bem, a esquerda já dói faz tempo, até fui parar no hospital por causa dela, como contei aqui. Aí agora, voltando pra casa, eu senti o lado direito doer. “Era só o que me faltava”, pensei. Ou não, né, não se pode pensar esse tipo de coisa. Porque é batata de qualquer outra parte do corpo começar a doer, só pra eu parar de ser besta e me lembrar que sim, sempre pode ficar pior. Magina se começa a doer a bOnda do meio? Não, não, senhor, livrai-me disso. BOnda do meio doendo só se eu resolver divertir o meu marido e cedê-la a ele de presente de Natal, coisa que só acontecerá caso ele me dê de volta um cartão de crédito sem limites. Prontofalei.

- Mas nada disso é reclamação não, tá, povo? Eu tenho me divertido com essas coisas. Claro que incomodam e tal, mas fazem parte, né? Tipo o vômito, esse que eu vomitei hoje de manhã. “Mas não tinha passado, Carolina?”. He-he, NÃO. Acordei, o mundo girou e puft, vômito de barriga vazia, esse azedo e amarelo que não diz muito a que veio. Mas olha: pra quem já vomitou toda qualidade de coisa possível (tá bom esse papo, hein?), afirmo que o vômito amarelo da manhã me parece o mais digno. Vem em pouca quantidade, não desperdiça toda uma refeição, não dá nervoso de ver a comida semi-digerida. Cabou, faz um buchecho gostoso com o seu Listerine e pronto, tá novo. Eu fiz o meu, em seguida tomei um copão de leite com Nescau (sim, eu tenho 9 anos), escovei os dentes pra dar aquele arremate na higiene bucal e fim. Não enjoei mais, não senti mais nada. Só a dor na bOnda. Direita e esquerda apenas, suas maldosas. A do meio tá ótima.

- voltando pra bOnda: eu acho que sei de onde vem essa dor. É do desgaste do meu cartão de crédito. Explico: Natal, né. Minha família linda e fofa tá vindo passar as festas aqui com a gente e eu tô morrendo de alegria e ansiedade (“e o cartão de crédito com isso?” – calma, já vou chegar lá). Aí que decidi embelezar a casa, comprar presente pra todo mundo (até o cachorro vai ganhar presente), dar uma melhorada no meu armário e tudo mais que tenho direito. Ok, só falta relacionar isso com a bOnda, né? Bem, é que eu bati perna pra caramba no final de semana. Andei, andei, andei. Passei cartão, passei cartão, passei cartão. Aí, preguiçosa e sedentária que sou, fiquei assim, cheia da dor. E botando a culpa na gravidez, olha que feio (mas não se enganem que grávida é assim mesmo: coça a cabeça, passa um avião no céu, cai uma folha da árvore e a pessoa logo afirma que tem a ver com a gravidez).


E tem mais uma meia dúzia de bobeirinhas pra contar, mas bateu preguiça de novo (gente, que horror essa preguiça constante). Amanhã eu continuo, pode ser?

Ah, vou botar uma musiquinha, faz tempo que não faço isso!
É o hit do meu dia, em que descobri que os Backstreet Boys vão fazer show no Brasil e eu sianimei LOUCAMENTE de ir.

Cês acham que eu fiquei completamente louca? Hein?


Ah gente, em minha defesa: há 10 anos atrás eu era adolescente ainda, eu curti essas coisas. Perdoa eu, vai. Conta pra ninguém que escorreu uma lagriminha no canto do olho só de pensar em vê-los de novo (sim, sim, eu fui ao show que teve no Maracanã).



(e a ideia do Twitter lá do primeiro parágrafo foi pra cucuia, né? Porque 140 caracteres tem na primeira linha das minhas frases. Modo concisão fail.)
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Tá rindo de quê, Carolina? - parte II

eu nem ia ficar publicando foto aqui toda semana não, mas também não é todo dia que consigo convencer o Maridón a fazer mais que uma foto minha, então aproveitemos:


é gentileza não reparar: na barriga que começa a pular do bonito short de grávida, no bronze estilo "não saio de casa há meses", na minha total falta de jeito pra posar, no cenário repetido. Grata.


Ahhhh, eu não vomito desde sexta! Obrigada meninas, pelas preces e desejos pra que isso passe logo. Tá funcionando!
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14 semanas

e eu sigo vomitando.


sem mais para o momento, despeço-me avisando aos queridos leitores-turistas: se você estiver passeando por Buenos Aires neste ensolarado dezembro e vir uma mocinha toda trabalhada na magreza estilo pele-e-osso, cabelão e barriguinha sem vergonha saliente, pode dar “oi”; trata-se da minha pessoa humana mermo.
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