Além do que se vê

Ensaiei tanto esse post que acabou que não consegui escrever. É que tenho andado tão sensível que não consigo, as palavras não alcançam. Então vou simplesmente publicar o que escrevi no meu diário pessoal há umas semanas atrás e que valem pra hoje do mesmo jeitinho que valiam naquela época:

“Junto com o baby que volta a habitar a minha barriga, uma coisa ainda maior voltou pra dentro de mim: a minha fé. Voltei a acreditar em Deus. Voltei a rezar. Voltei a achar que orações são bonitas e totalmente úteis e oportunas, tanto pra momentos bons quanto pra ruins.

Ainda estou meio perdida na coisa toda e não sei exatamente bem no que acredito. Mas nem me culpo. Eu simplesmente me deixo ser e fico feliz de poder estar falando com Deus de novo. Foram quase 5 anos longe e, admito, Ele me fez falta. Mas, o distanciamento é importante em alguns casos, eu precisava desse tempo.

E agora estou feliz de estar de volta. Independente do que aconteça na minha gravidez: minha fé não é moeda de jogo, do tipo “já que eu acredito em você, Deus, me dá o filho aí, vai?”. Não, nada disso. Eu me sinto mais forte e cada oração meio sem pé nem cabeça que faço me ajuda a segurar a onda das coisas que acontecem.

Antes do último ultrassom eu rezei. Claro que pedi pra tudo estar bem, é meu desejo mais forte, não posso mentir pra mim ou pra Deus. Mas também, com igual honestidade, eu admiti que fui feliz e agradeci pela gravidez até aquele momento. Agradeci pela vida que me foi confiada, pedi perdão pelas milhares de fraquezas e pedi ajuda e força pra encarar o que tivesse que ser. Disse também, ao meu filho, que ele já é muito amado e desejado e que eu estarei sempre aqui por ele, qualquer que seja o desafio. Mesmo que o desafio seja perdê-lo. Não quero perdê-lo, mas não sou burra e sei que corremos riscos.

Que seja.

Eu estou pronta pra fazer o meu melhor. Pra encarar esse momento como um aprendizado, um ensinamento. Pra fazer deste um tempo de fé. Eu creio que tudo será da melhor forma possível. Como tem que ser.

Estou imensamente feliz com tudo isso.

(que estranho!)”



É preciso força pra sonhar e perceber
Que a estrada vai além do que se vê


Ju e este post é pra você, viu?
Você, que sabe que essa música significa tanto pra mim e que me emprestou um dos livros mais importantes que eu já li na vida: OBRIGADA!
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Tá rindo de quê, Carolina?


quem olha até acha que você não vomita todo santo dia, não tem dores de cabeça, não está com as peitchas doendo, ou mesmo com um lado da bOnda incomodando, não tem bipolaridade gravidícia, nem nojinho de algumas comidas e muito menos enche o saco do marido 24x7.

Ah, mas e daí, é tão legal esperar o baby e ver a pancinha crescendo, né? Eu atóron!
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Uma barriga, um bebê e um trimestre pra trás

É povo. Acabou o primeiro trimestre. A-CA-BOU-Ô.

Hihihihih. Posso falar de novo? ACABOU!!!

Ai, ai, que sensação boa. Juro que tive medo de nunca chegar aqui, nesse segundo momento da gravidez. Mas, cheguei. COM EMOSSAUM, sempre.

A última emociolância foi a ultrassonografia com medição da TN. Pois é, eu nem falei dela, nem quis publicar foto de barriga nem de ultrassom antes disso. Porque eu até anuncio gravidez antes do segundo tri, mas putz, falar de TN e exibir pancinha antes da hora, não era comigo.

E a TN foi hoje. E minha médica, idolatrada que é, tinha mandado fazer a TN junto com um exame de sangue que analisa as células placentárias e tal, pro diagnóstico ficar completo. Coisa pheena. Loosho e ryqueza.

Pois bem, lá fui eu pro abate pros exames. A geneticista que me atendeu pra parte do exame de sangue era a chefa da equipe, outra fodona indicadíssima. E além disso, era uma pessoa simpática, fofa, querida, sabe? Me acalmou, falou de números, desenhou coisinhas (adoro desenhos!), falou de estatísticas e falou mal do Google. Que o Google só põe caraminhola na nossa cabeça, que só chega gente doidja lá no consultório dela falando bobagem baseado em porcaria lida em fórum (sidentifico, mas fiquei quieta). Pediu pra eu abrir os ouvidos pro que ela tava falando e mandou eu não me assustar com NADA do que visse no ultrassom. Olhou no meu zóio e disse: “não vai acontecer de novo, teu bebê está bem, tudo é diferente agora”. Ganhou meu corazón.

Fomos pro ultra. Gel na barriga e aparece quem? O baby! Todo lindo, mexendo levemente os bracinhos, botando a mão na cabeça, chupando dedinho e todos esses truques que só bebês de 6 cm sabem fazer e deixar a gente abestalhada de feliz. E a TN? Ah sim, normal. Osso nasal? Sim, temos. Batimentos cardíacos loucões? Sim, também temos.

Só que a minha vida não é simples, vocês sabem. Tava faltando emoção. Daí que aparece uma puta enorme linha de um lado a outro do saco gestacional. Parecia uma porra duma divisão. Era uma linha grossa, coisa doida. Nunca tinha visto aquilo na minha vida (e eu já vi muito ultrassom). No laudo, veio escrito “brida”. Maridón bobão falou que se tratava de um livro do Paulo Coelho. Ha-ha, um piadista.

Antes de voltar na geneticista (ela tinha que ver o laudo pra seguir com a consulta), eu saquei meu máster-blaster celular e fiz o quê? Adivinhem? Google. Google na sala de espera da médica fodástica que me explicaria que merda era aquela, que me mandou não procurar na internet, que me mandou acreditar nela. Erro, erro.

Agora, experimenta escrever "brida" no Google? Sai uma parada horripilante. Fala de deformações congênitas brabas, amputações de membros, dedos faltando e o caracola. Entrei no consultório pronta pra me jogar pela janela, de tão desesperada que tava. Ao que a médica ri (por que esses médicos tão sempre rindo de mim? Fica a dúvida.). E reitera: não dá Google nisso que vai sair uma coisa horrível que NÃO É o que você tem. Aí me explicou a diferença: o que tem no meu útero é uma cicatriz. Um tecido fibroso que se formou por tantos hematomas e traumas (como o aborto). Falou que é uma besteira, pra eu nem me preocupar meia hora com isso. Que o baby tá bem, com os membros em seus devidos lugares e bem formadinhos.

Ah tá, doutora.

Carolina ficou feliz com essa explicação?

Pensem. Adivinhem.




Claro que não.


A pessoa chegou em casa e fez o quê? GOOGLE.
Só que dessa vez, foi sério: além de não piscar os olhos, não comer (muito bom pro bebê, recomendo) e não dar atenção pra nada mais que existisse no mundo, eu resolvi ler artigos médicos. Em inglês. Eu precisava de fotos, de dados, de explicações. ALOKONA.

E bem, a médica tinha razão (jura, Carolina?) e comprovei depois de horas sem respirar diante do computador: o que tenho não é nada de mais. A tendência é desaparecer junto com o crescimento da coisa toda e, se não sumir, fica ali de amiguinha do baby. A amiguinha Brida. Que ele vai empurrar e chutar quando bem entender. E pronto, cabou.

Assim termina meu primeiro trimestre.

UFA.

Respirou? Eu também. Então agora mostro, com muito orgulho, minha preciosidade e sua morada pelos próximos 6 meses:



:D
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Aloka

Tem grávida que fica doidja, né.
Pois bem, eu até fiquei na minha primeira gestação. Choraaava, era muito dramática, tinha o humor alterado muito drasticamente em pouquinho espaço de tempo.

Só que dessa vez, juro juro, nem acho que to assim não. Eu sou muito critica comigo mesma e eu sei quando to mucho loca. Claro que tenho meus momentos: tipo o dia que eu chorei quando o Aragorn foi coroado como Rei no Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei, na reprise dublada de número 87 na Warner. Naquela hora que ele começar a cantar coisas na língua élfica, sabe qual? Eu choro supers, porque né, é um puta momento da vida, o Frodo finalmente destruiu o Anel, as forças do mal tinham sido derrotadas e todo mundo poderia finalmente sijogar na paz da Terra Média. Siemocionei.

Mas fora esse evento, eu to bem normalzinha.

Até que, hoje, ao chegar no trabalho... ai gente, é sério. Fiquei mega chateada com um causo. Nem posso contar qual foi, envolve pessoas que talvez leiam aqui. Mas é meio bobo, sabe? Não que meus sentimentos pelo Senhor dos Anéis ou pelos assuntos menores da vida devam ser subestimados, mas é que eu sei que poderia passar sem essa. Mas eu fiquei triste, orgulho ferido, magoadinha.

Se eu tivesse nas minhas CNTPs, acabaria aí. Mas não to. E embora pouquíssimo bipolar, a verdade é que a chateação invadiu fortemente o meu ser, eu não consigo pensar em outra coisa, quero chorar, quero sijogar no chão da cozinha, escorrer pela parede e dramatizar tudo que eu tenho direito.

Humpf.




* só um adendo: enquanto escrevia o post, me deu vontade de chorar de novo. Mas eu to no trabalho e prefiro não dar show aqui, então fui pegar uma aguinha na copa, pra espairecer. Aí a tia da copa falou assim: “sua barriga já tá aparecendo!”, eu FELIZONA (oi? tinha alguém com vontade de chorar aqui?) “é, né, um pouquinho”, aí ela “pouquinho não, já tá com barriga de grávida mesmo!”. NÃO É UMA EMOSSAUM?! Não é uma bipolaridade sem fim? To toda abestalhada agora, siachando a própria mãe-natureza barriguda. Eu hein.
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Sobre a vida internética

Hoje eu estava lendo o post da amada Mari, do Pequeno Guia e fiquei super pensativa. Porque ela fala sobre a decisão de dar uma parada no vício internético e focar um pouquinho mais na sua vida pessoal. Prioridades, meu povo, prioridades. E esse é um assunto que permeia muito os meus pensamentos, eu já tive muitos problemas pra priorizar as minhas coisas nesse meio da internet, sabe.

Parece meio absurdo pra quem é “de fora”, mas só quem já viveu isso “aqui dentro”, sabe o que é. A ânsia de ler todo mundo todo dia, a emoção quando acontece alguma coisa boa com alguém, a tristeza quando rola o oposto, a culpa de não responder um email, a emoção de bater recordes de comentários, de visitas, essas coisas. Só que, ao longo do caminho, fui vendo a minha vida se transformar numa coisa toda online, e, por outro lado, no offline, eu fiquei uma chatonilda.

Daí, bem, com a ajuda da terapia (sim, meu povo, o blog foi assunto de muita sessão de análise) e do Maridón, fui tomando algumas decisões, umas mais conscientes que outras, pra lidar melhor com a minha vida virtual. Queria compartilhar essas coisas com vocês, porque acho que posso passar de mal educada várias vezes pra quem não me conhece... então, a quem interessar possa:

- eu leio TODOS os comentários. Recebo uma cópia de todos eles por email e meu email fica aberto o dia inteiro. Fora isso, eu trabalho com blackberry, então, se não estou sentada na frente do computador, tô com o celular na bolsa apitando cada vez que chega uma coisa nova. Como toda blogueira que se preze, adoro os comentários, fico feliz demais com eles, então não tem como ignorar!

- E como eu não sei ignorar comentário, às vezes alguns me deixam triste. E recentemente, tomei a sábia decisão de apagá-los, se for o caso. Aqui é o espaço menos democrático do mundo: quem manda sou eu. Estou de ouvidos e coração abertos pro que vocês quiserem falar, mas já me afetei demais com coisa muito pequena, então eu censuro mesmo, é autoproteção.

- ainda sobre comentários: infelizmente, não consigo responder todos. Além do óbvio de não ter muito tempo, eu não consigo responder “sim”, “não”, “talvez”. Eu faço longos textos e procuro saber com quem tô falando, como a pessoa chegou ali e tal. Aí, como não consigo fazer isso com todo mundo, acho injusto fazer pra um e outro não. Aí fico me culpando. Aí sofro. O objetivo aqui não é esse, né gente?

- retribuição de visita: eu deveria estar fazendo. Tô indo aos poucos, mas tenho o mesmo problema acima, de não conseguir simplesmente chegar no blog alheio e agradecer pela visita. Eu gosto de ler, de saber quem é, de participar da história. Outra bola de neve se formando: não consigo me organizar pra fazer isso! Mas tô fazendo, aos pouquinhos. Se eu ainda não fui no teu blog e você já comentou meia dúzia de vezes aqui, por favor, não se sinta mal. Eu provavelmente já te visitei, sei quem você é e já até te linkei aqui do lado, mas ainda não arrumei tempo de comentar.

- e-mails: eu respondo, juro! Minha cabeça grávida atual tá super lenta, mas eu costumo responder sim. Não sou rápida na resposta, mas acho super carinhoso quem me manda mensagem, fico toda boba e o emailzinho da pessoa fica marcado com estrelinha na minha caixa até ser respondido.

- todos os blogs que estão aqui no blogroll são lidos por mim. Eu não coloco aqui pra exibir pra ninguém não, eu leio mesmo, TODOS. Já tentei ser seguidora, já tentei Google Reader, já tentei assinar feed. Não deu certo. O que funciona pra mim é olhar os mais recentemente atualizados e ir visitando a partir disso. Só que, são (atualmente) 130 blogs linkados, só de assuntos maternos (fora os de baixo, que não são maternos). Então, se eu não sou seguidora oficial do teu blog ou se já tem dois meses que eu não comento, juro que não é maldade! Eu tô sempre lendo!


Acho que era isso, gentem. Peço desculpas se alguém ficou chateado ou se sentindo ignorado em algum momento, não era a intenção! E, se eu estiver devendo uma visitinha, me grita aí nos comentários, por favor!

Tô realmente tentando atualizar a vida entre um vômito e outro um espaço de tempo e outro.
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7665 dias com ela, parte 2

E aí que, um mês depois da implantação do chip, mommy voltou a São Paulo pra ativar o aparelhinho (aliás gentes, quem quiser saber mais sobre essa operação que ela fez e como é possível voltar a ouvir depois disso, entra em Implante Coclear – lá tem tudo!).

E a história continuou...



Rio, 25 de novembro de 2004, publicado originalmente aqui

O dia em que o telefone mudou a vida

Liguei pra ele pela centésima vez. Estava muito nervosa. Lógico. É hoje o dia do chip. Esqueci do trabalho e de todas as pendências. Quando o telefone tocou, gelei. Ele ria muito, parecia entretido com o que estava acontecendo:

- Fala com ela!
- Mas já? Ela vai ouvir?

Fudeu. Chegou o grande momento. Não sei o que dizer, estou muito ocupada fingindo estar enrolada no trabalho. What the fuck am i going to say?

De repente, muda a voz no telefone. Não é mais ele, é ela:

- Filha?
- Mãe?

Belíssimo diálogo, um espetáculo. Tô ficando animada:

- Tá me ouvindo, mãe?
- Tô mais ou menos, filha. As coisas estão confusas, mas muito engraçadas! Onde você está?
- No trabalho. No meio da tarde, né?! E você?
- Quê?
- Onde você está?
- Ah, saindo do hospital. Voltando pro Rio. Sua voz tá feia, hein?
- hahahahah, mãe, é impressão sua... (impressão porra nenhuma, mas não vou desenganar a coitadinha logo agora)
- Mas a do seu pai está pior, não consigo parar de rir! (e não consegue mesmo, ela gargalhava o tempo inteiro).
- Você achou a voz do meu pai feia?
- É... parece voz de pato. Pato Viado.
- hahahahahahahahahahahahahahaha
- Bom, estou indo filha. A gente se fala em casa.
- Ok mãe, boa viagem.

Desligamos o telefone.
Eu desandei a rir. Não sei do que estava rindo, se era do Pato Viado, se era do telefone que faz a voz ficar engraçada, se era da vida mesmo, que é tão impressionante que faz conversas bobas assim ganharem o status de mais importantes de todos os tempos. Impressionante.

Depois disso, essa que vos fala, além de rir, começou a chorar pelos corredores da empresa. Porque a vida é muito foda e deu nova trilha sonora à existência da minha mãe.

E à minha também.


***

Falei com o Pato Viado meu pai agora há pouco no telefone e pude sentir que estou lidando realmente bem com tudo isso. Ele tava todo fúnebre, falando de exumação e esses papos brabos e eu não consegui entrar no clima.

Preferi contar da minha ida ao hospital, das dores na coluna e das gargalhadas sem fim (vocês acharam que eu tava brincando? Nanão, eu tô rindo disso tudo meeesmo). Contei que estou fazendo as pazes com o dia de hoje e com o acontecimento em si (muito bem sugerido pela Natália nos comentários, aliás) e que só consigo achar tudo bonito agora. Comentei desse causo do Pato Viado dela voltando a ouvir e finalmente consegui fazê-lo rir um pouco.

Pra mim, já valeu. Eu fiz meu pai rir num dia que ele só sabe chorar. Terminamos a ligação falando um monte de besteira, às gargalhadas, bem no estilo que ela tinha, de rir bem alto e com todos os dentes pra tudo.

Daí cheguei à conclusão que a melhor homenagem que posso fazer pra minha mãe hoje é sorrir e muito, sem medo de ser feliz.

:D
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Momento-lamento rápido

mãe, eu te amo, já vou continuar com a série de homenagens, tá? Só vou dar uma pausa rapidex pra contar um causo.

***

O próximo babaca que me disser que gravidez não é doença vai ganhar um socão. Ou um feto na barriga pra ver qual é. Porque eu tô pra ganhar a minha carteirinha GOLD-ADVANCED-VERY-FREQUENT-EVERY-DAY-CLIENT no ps do hospital, minha gente.

Dessa vez, não foi nada grave não. Mas é que desde que voltei a trabalhar, tenho sentido uma dor na lombar no final do dia. Não é bem na lombar, é no músculo da bOnda, do lado esquerdo. E não é bem no meião do bumbum, é tipo em cima... sei lá, não sei explicar. Mas dói, sempre no final do dia. Normalmente, eu tomava um banho quentinho, marido fazia massagem, eu dava uma meia dúzia de travadas, mas acabava rindo daquilo tudo e ok, passou.

Até que.

Ontem o bicho pegou. A dor cresceu e me incomodou de tal forma que eu simplesmente não conseguia deitar ou levantar da cama sozinha, nem mudar de posição, nem me abaixar, nem nada. As três vezes que eu levantei pra ir ao banheiro essa noite foram com a ajuda do Maridón (santo Maridón) e chorando por causa da dor. O horror, gente, o horror.

Daí, já com o dia raiando, decidimos acabar com esse sofrimento e ir ao hospital. Chegando lá, o seu doutor médico, rindo (filhodaputadesgraçado), me diz: "gravidez é assim mesmo, você deu algum jeito aí e não podemos te medicar não... posso te dar ibuprofeno e recomendar bolsa de água quente". E riu de novo. E completou "tenha paciência".

Eu, já alucicrazy de tanta dor, juntei o resto das minhas forças e dei uma voadora no meio das costas dele. Maridón o segurou e terminou o serviço, dando chutes e pontapés. Quando o médico já estava no chão, todo torto e sangrando, a gente riu e recomendou paciência. E ibuprofeno.

Mentira.

Só fiquei com raivinha e fui embora. Do mesmo jeito que entrei. Cheia de dor. Arfe.

Mas olha, gravidez não é doença, tá? É um estado de pura graça! Aliás, é tão engraçado que eu até dei um jeito nas costas de tanto rir. Ha-ha-ha.

prontodesabafei.
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7665 dias com ela

Amanhã completam 5 anos da morte da minha mãe. No dia seguinte, serão 5 anos da morte da minha irmã.

É lógico que uma data dessas me faz parar e pensar. Só que, recentemente, alguma coisa mudou. Já não consigo mais ver esse acontecimento como terrível, injusto, horroroso. Simplesmente fico com saudades e penso no quanto seria bom tê-las aqui comigo de novo. O que automaticamente me faz olhar pro lado e me faz perceber o quanto é bom ter quem tenho agora. E aí dou valor pra estes. E a vida ganha novo sentido: a de saber reconhecer o amor quando ele está bem do meu ladinho.

Não que eu já não soubesse um pouco disso. Tanto que me lembrei de um capítulo da história da minha mãe sobre o qual eu já tinha escrito (e agradeço dez milhões de vezes a Deus porque eu resolvi escrever tanto nessa vida, tudo ficou guardado pra eu visitar sempre que quiser).

E bem, quero compartilhar com vocês esse momento. São duas partes, publico a primeira hoje e a segunda amanhã, combinado?


Rio, 22 de outubro de 2004, publicado originalmente aqui

"Quantas saudades!" - ela disse.

Isso foi logo que chegou em casa, lá pelas dez da manhã. Chorou um pouco, mas não era tempo de tristeza, então ela acabou foi sorrindo mesmo. 

E, sorrindo, mostrou a cicatriz na cabeça. Grande, a deixou com orelhinha de abano. Em uma orelha só, porque a outra continuava normal. Ela comentou que não pode mais passar por detectores de metal. Nem de banco, nem de aeroporto. Por ter um chip na cabeça, ela ganhou uma carteirinha especial.

A filha achou engraçado alguém ter uma carteirinha por causa de um chip. Mais engraçado ainda é alguém ter um chip na cabeça. Parece coisa de filme, né? Se ela colocar um imã - desses de geladeira mesmo - na nuca, ele gruda. Deu ainda mais vontade de rir. A filha ficou imaginando a mãe com lembretes imantados grudados na testa. Filha meio doida essa. Com tanta coisa pra se pensar, ela fica imaginando loucuras acerca de um aparelhinho. "Chip... será que a minha mãe virou um robô? Será que eu posso transferir arquivos do meu HD pra cabeça dela?". Eu hein.

Mas logo o devaneio passou, a mãe começou a contar das expectativas, pra quando o tal chip for acionado. "Caraca, o chip ainda por cima vai ser acionado!! Será que são inúmeros e enormes computadores? ...". Então, tão logo o aparelhinho for ligado - o que deve acontecer no final do mês - ela vai voltar a ouvir.

Pára tudo! Não foi mencionado nesse pretensioso texto que ela era surda! Ela é surda! E agora tem um chip na cabeça para voltar a ouvir! Ai, que loucura. Contando assim ninguém acredita. Mas é verdade, eu juro. A surdez já tem quinze anos - idade da irmã mais nova. Ela ficou doente, entrou em coma e quando recobrou a lucidez, ficou surda. Logo depois, teve um filho. Peraí, a história está perdendo o rumo de novo. Voltemos às idades: hoje, ela tem 45 anos, fazendo contas simples, concluímos que a surdez veio aos 30. Puxa, quinze anos de silêncio. Silêncio forçado, que fez com que ela ficasse um pouco à margem, esquecida, ilhada. Sem música, sem a voz do marido, sem a voz da filha mais velha, nunca ouviu um sequer som emitido pela mais nova. Sentia falta do despertador, da televisão, do barulho da rua, das buzinas, da vida.

E indagando sobre isso tudo, a filha - completamente imersa em seus pensamentos enquanto a mãe contava detalhes nojentos da operação - pensou mais uma vez no chip. "E agora, uma porra dum chip vem mudar todo o rumo da prosa...o que eu vou dizer a ela? O que eu vou dizer quando ela puder ouvir a minha voz? O que vai ser da vida agora? Da minha vida?".

Ficou o resto do dia pensando em chips e vidas e concluiu que "luz no fim do túnel" é pouco, o que se acendeu foi um puta dum holofote na existência dessas pessoas. 

Pessoas como eu.

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A maníaca do post

Ah gente, perdoa eu, vai?

é que passei tanto tempo sem falaaar que agora vou ficar atualizando o tempo todo.

Nah, mentira. Eu sigo super cansada e enjoando e vomitando (é muita diversão!), mas é que foram tantas perguntas que, se eu deixar acumular, vou acabar escrevendo um livro pra responder!

Entao, vamos lá, em formato preguiçoso rápido:

• Carol, mas você não menstruou no final de agosto? Como pode estar de 12 semanas?
Gente, menstruei no final de agosto mesmo. Foi a primeira menstruação depois do aborto (e última, hohohoho), fiquei tão feliz na época que até escrevi um post. Mas então, foi uma treco estranho. Primeiro porque durou dias, muitos dias. Segundo porque tive uma cólica bizarra que parecia que tava abortando de novo (e agora a gente bate 3 vezes na madeira pra espantar, vamos lá, todas juntas). Terceiro porque, lá pelos 7 dias de menstruação non-stop, parou tudo e eu tive um mucão, tipo de período fértil, sabe? Aí dois dias depois, voltei a perder sangue. Esse papo todo durou uns 11 dias. E, de acordo com as minhas contas, foi aí que engravidei. Sendo assim, se você, leitor atento, for fazer continhas, vai ver que estou de 11 semanas e 5 dias e não de 12 semanas. Segundo a minha médica-guru, essa é a minha décima segunda semana de gestação, mas não completas ainda, entenderam? Sendo assim, o primeiro trimestre ainda tá rolando.

• Ah, então quer dizer que você engravidou no primeiro mês de tentativas? E quando decidiram voltar a tentar?
A GO tinha mandado esperar dois ciclos antes de voltar a tentar. Ela disse que o corpo precisava do tempo pra se recuperar, que provavelmente eu não engravidaria antes. Mesma coisa disse a minha homeopata, que eu não ia engravidar. E que o corpo é sábio: se eu engravidasse, é porque já estava tudo pronto, era pra ser. Daí eu raciocinei: se da primeira vez, eu demorei 7 meses pra conseguir, agora eu demoraria os 2 meses + outros 7, certo? (hahahaha, ERRADO). Mas enfim, eu não queria ficar NOVE meses esperando. Então, eu e Maridón conversamos e decidimos ligar o foda-se pra esse “resguardo” (pesquisei muito antes de tomar essa decisão). A gente ia viver a vida normalmente, sem tentar, mas também sem evitar.

• Ok, mas então você não esperou chegar o segundo trimestre pra contar pra todo mundo?
Não e, na verdade, isso não é importante pra mim. O que tinha combinado com o Pedro era que íamos contar quando estivéssemos seguros e prontos para tal. A primeira coisa que pensamos foi contar depois do primeiro US. Ou depois que o primeiro hematoma sumisse. Ou depois da TN. Mas o fato é que tudo nessa gravidez foi rolando naturalmente, nos seus devidos tempos – não decididos por nós, mas pelas circunstancias. E fomos respeitando os tempos e vivendo conforme o que nos parecia melhor, de acordo com a situação. Na segunda passada, depois de fazer o ultrassom e ver o bebê grandinho e praticamente sem riscos (minha médica que falou), achamos que já tinha chegado a hora de curtir o momento e compartilhar a nossa alegria com todo mundo!

• Então a fase de riscos ainda não acabou??
Não e eu acho que nunca vai acabar. Sério, gente. Durante esse tempo todo, eu li muitos fóruns e até cheguei a participar do e-family. E o que mais vi foi gente perdendo os babys com 13, 14, 15 e até 16 semanas. E também muitas outras perdendo no primeiro tri. E tenho uma amigona que é enfermeira obstétrica e sempre me diz que risco de aborto vai até as 20 semanas. VINTE. Mais que isso: minha mãe e minha irmã um dia foram atravessar uma rua e morreram, vocês sabem disso. De jeito nenhum quero ser fatalista, o que quero dizer é que basta estar vivo pra estar em risco. Eu, você, meu filho, meu marido, a fulaninha da esquina. Então gente, se eu for viver pensando que precisa chegar o amanhã pra eu ficar mais tranquila, sempre colocando prazos e condicoes, eu nunca vou viver o hoje, entendem? Não dá pra eu achar que meia hora a mais ou a menos de gravidez vai fazer tanta diferença. Eu vou viver um dia de cada vez e tentar ser feliz com o que é hoje. O amanhã não me pertence!

• Como foi contar pro marido?
Foi surreal! Porque eu “descobri” a minha gravidez antes mesmo de saber que estava grávida. Eu simplesmente sabia. Eu, a Jo e a Patrícia, duas queridas que me apoiaram o tempo todo, desde sempre. Elas, até mais do que eu, tinham certeza que eu engravidaria nesse primeiro ciclo. TARJA PRETA TOTAL, hehehe. A Jo, inclusive, já comemorava. Eu, animada com a animação delas e com uma voz interna que me gritava que tudo daria certo, simpolguei. Então, num belo dia no MEIO DO CICLO, eu avisei pro Maridón que tava grávida. Ele quis saber se eu já tinha feito teste e tal. “Não!”, eu respondi, “mas eu vou engravidar sim, não tenha dúvidas. Eu sinto, eu sei”. Aí, com 3 semanas e 3 dias de gravidez, o serumano mais confiante e ansioso da face da Terra (eu, no caso) fez um teste de farmácia. E viu isso, ó:



E aí? Isso é gravidez ou não? Sei lá. Ficamos eu e Pedro olhando pra esse palito xixizado com cara de abestalhados, sem saber se era hora de comemorar ou não. A dúvida seguiu atéééé sair o resultado do meu segundo beta, que deu mega alto (o primeiro deu baixinho e os testes de farmácia depois desse deram fraquinhos também). Mas, Patrícia e Jordana nunca tiveram dúvidas e comemoraram desde sempre, lá nos idos da terceira semana (hehehehe, é muito doido pensar que a gente descobriu isso com 3 semanas, hein? – obrigada por tudo, meninas!).

• Como foi contar pra família?
Ruim. Porque eu contei no susto, logo que cheguei no Rio e vi que tinha perdido sangue. Tive que pedir pra me levarem no hospital e, o que era pra ser uma notícia feliz, acabou virando um pesadelo generalizado.

• Como foi o primeiro US?
Foi bom e ruim. Foi nesse mesmo dia que contei pra família. Fiz o exame na Perinatal de Laranjeiras, no meio da madrugada boladona. Foi ruim porque foi nele que vimos o primeiro hematoma e meu mundo caiu de estar vivendo isso de novo. Mas foi lindo porque vimos a imagem mais inesquecível de todas: meu filho! Com 6 semanas, já tinha coração batendo forte e 0.2cm de comprimento! Aqueles dois milímetros de pessoa foram, desde sempre, a força pra continuar. Mesmo tão triste de ter tido hematoma de novo, eu fiquei abobalhada com essa imagem e mostrava pra todo mundo que sabia da gravidez (aí nossos pais já sabiam e as queridonas Alice e Ju também – também essenciais nesse tempo todo).

• Como foram os últimos meses?
Intensos. Porque depois que o primeiro hematoma sumiu, eu ainda tive outro. Porque fiquei imensamente cansada, dispersa e chata. Porque enjoei muito, vomitei quase todos os dias desde as 6 semanas (e ainda não acabou, ontem mesmo eu vomitei duas vezes). Emagreci 2 quilos, meu nível de ferro baixou (ainda não é uma anemia, mas tá caminhando pra isso) e meu exame de rubéola deu positivo (vou refazer na semana que vem). Mas, por outro lado, eu tive a oportunidade de fazer 4 ultras e, em todas elas, o baby sempre esteve bem, sempre apareceu rápido na tela, posou pra fotos, exibiu seu coração forte e ritmado, mostrou os truques de crescimento da semana. Eu guardei essas imagens com o maior carinho e sempre que me sentia triste ou preocupada demais, olhava pra elas e me enchia de força de novo.

• Quando nasce?
Quando o baby quiser, ué! Hehehee. Bom, completo 40 semanas em 03 de junho de 2011, mas a médica falou que já a partir do meio de maio estaremos a postos pra qualquer novidade. Do mesmo jeito, se meu útero tiver muito agradável e o baby quiser ficar mais tempo por lá, a coisa pode se estender até o meio de junho.

• E quando veremos fotos da barriguinha?
Não sei, gentes! Mas vocês acreditam que eu não tenho barriga ainda? Tenho a de sempre, a mesma que já tinha desde o ano passado: a de chope. A única coisa que aconteceu é que a barriga se espalhou toda. Antes parecia que eu tinha um caroço eterno embaixo do umbigo, agora parece que eu enrolei um colchonete na cintura. Assim de bonito. Claro que, se eu der uma relaxada na postura, aparece uma saliência. Se eu aliso a saliência, até consigo lugar pra sentar no metro, hohohoh. Mas, ainda não dá pra ver nada não. Assim que der, eu começo a tirar foto, prometo!


Ufa, acho que era isso! Obrigada de novo pelo carinho, amadas!

Vou colocar um contadorzinho da gravidez aqui do lado, aí voces acompanham a contagem comigo!
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Um trimestre em um post

ou não


Ai gente!

Que LINDO ver as manifestações de amor e carinho no último post! Até onde acompanhei, tinha mais de 120 comentários, muitos emails, recadinhos no facebook, gente pululando no meu msn, no meu gtalk... enfim, foi muito lindo! Amei, obrigada! E ainda por cima, teve mais um positivo na blogosfera e era um pro qual eu torcia TANTO (Angel, parabéns DEMAIS)!

Mas bem, já dancei, já bailei, já rodopiei, já fiz tudo que eu tinha direito. Daí decidi contar pra vocês como foi que tudo aconteceu. Escrevi, escrevi, escrevi. Uma hora e quatro páginas depois, eu ainda não tinha chegado na metade do causo. Comofas??

Deu não. Desisti e vou dar a versão resumida, pode ser? Aí se vocês quiserem saber mais, me gritem aí nos comentários que eu vou postando mais. Então lá vai:

Eu não descobri a gravidez ontem. O que descobri ontem é que a gravidez é viável, possível, real e - ai, ai - muito bonitinha. Já estou na 12ª semana da gestação, já vi o baby MEGA se mexendo e grandão, coração batendo a mil, tá tudo bem com ele (ou ela, ainda não sei). Até chegar aqui, eu fiz uns 7 testes de farmácia, dois betas, quatro ultras, tive dois hematomas no saco gestacional (com 6 e 10 semanas), uma quase-anemia, uma suspeita de rubéola, muito choro, muito enjôo, muito vômito, muito sono, muito xixi, mais de 20 dias de repouso, uma expectativa imensa e, agora, finalmente, a calmaria e um bebezinho que se desenvolve normalmente na barrigola.

UFA.

Desculpem não contar antes, gentes queridas do meu corazón. Mas é que Maridón e eu passamos por tanta coisa e a verdade é que não tínhamos emocional pra lidar com muitas opiniões e expectativas, sabe? Espero que entendam!

E não pensem que fiquei enganando vocês com mentirinha esse tempo todo não, tá?! Tudo que eu escrevi era a mais pura verdade, só não tinha algumas palavrinhas, como “eu”, “estou”, “grávida”.

Quer ver só? Confere aí:

descobri a gravidez: http://carolesuasbabybobeiras.blogspot.com/2010/09/o-segundo-sol.html

saiu o resultado do primeiro beta, com valor baixinho: http://carolesuasbabybobeiras.blogspot.com/2010/09/let-it-be.html

saiu o resultado do segundo beta, com valor muito altinho: http://carolesuasbabybobeiras.blogspot.com/2010/10/amor.html

felizinha pelo segundo beta altinho: http://carolesuasbabybobeiras.blogspot.com/2010/10/i-feel-good.html

primeiro hematoma e repouso no Rio, durante as férias: http://carolesuasbabybobeiras.blogspot.com/2010/10/humpf.html

fim do hematoma, sintomas bombando e volta pra argentina: http://carolesuasbabybobeiras.blogspot.com/2010/10/sobre-o-que-aconteceu.html

dia que apareceu a linha escura na minha barriga e eu me senti o ser mais grávido do mundo: http://carolesuasbabybobeiras.blogspot.com/2010/11/let-sunshine-in.html

segundo hematoma e a esperança de que tudo ficaria bem: http://carolesuasbabybobeiras.blogspot.com/2010/11/so-acaba-quando-termina.html

mais repouso, cansaço, enjôo, suspeita de rubéola e quase-anemia: http://carolesuasbabybobeiras.blogspot.com/2010/11/um-post-mequetrefe.html

fim do hematoma, baby grandão, gravidez sem tanto risco: http://carolesuasbabybobeiras.blogspot.com/2010/11/time-of-my-life.html


Viram só?
Não é uma emossaum essa minha vida?!
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The time of my life

Cês se lembram dessa música? Eu duvido que algum ser vivo habitante deste planeta não lembre, mas é sempre bom perguntar, né?

Pois bem. Escuta então comigo? Vambora entrar no clima:



Quem me acompanha há mais tempo sabe que eu tenho síndrome de Diva. Pois é. Quando eu fico felizinha, minha vontade é sair por aí peruando, cantando, bailando e jogando as cabelas ao vento. Aloka.

Mas hoje eu não tô “felizinha”. Eu tô FELIZ PRACARALHO, PORRA. Ai, ai.

E foi assim, feliz e dançante e confiante que eu saí da minha GO hoje. Sabe por que, povo? Adivinha????

TÔ GRÁVIDA!!!!!!!!!!!!!!
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAhhhh!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Now I've had the time of my life
No, I've never felt like this before
Yes I swear it's the truth
And I owe it all to you

'Cause I've had the time of my life
And I owe it all to you

I've been waiting for so long
Now I've finally found someone
To stand by me

We saw the writing on the wall
As we felt this magical fantasy

Now with passion in our eyes
There's no way we could diguise it secretly
So we take each others hand
'Cause we seem to understand the urgency

Just remember
You're the one thing
I can't get enough of
So I'll tell you something
This could be love, because

I've had the time of my life
No I've never felt this way before
Yes I swear it's the truth,
And I owe it all to you

Hey Baby

With my body and soul
I want you more than you'll ever know
So we'll just let it go,
don't be afraid to lose control, no
Yes I know it's on your mind,
when you say "Stay with me tonight"
(Stay with me)
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Vou ali bailar mais um pouquinho com o meu personal Patrick Swayze me recompor de tamanha emoção e já volto pra contar mais detalhes de tudo, tá?!
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Um post mequetrefe

Oi povo!

Este é um post muito do malandrinho só pra pedir desculpas a vocês pelo meu sumiço. Estou em casa há alguns dias me recuperando de umas coisinhas chatas de saúde, por isso tenho me sentido tão indisposta e cansada que só faço dormir! Tenho lido todas vocês nos raros momentos em que estou sã e acordada, mas me falta energia pra comentar, responder e-mails, retribuir visitas, postar selinhos... essas coisas mínimas que uma pessoa educadinha deveria fazer.

Assim que eu estiver 100% de novo, prometo colocar a vida internética em dia, ok? Não se chateiem comigo, plis! E não se preocupem que já já essa doencinha boba vai embora e eu volto à ativa.

Fiquem bem, pessoas bonitas, em breve a gente “se vê” de novo!

;)
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Só acaba quando termina

porque é isso que eu preciso escutar hoje e uma amiga muito querida me lembrou:




é tempo de renovar as esperanças.
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Let the Sunshine in

Uma vez minha psicóloga me falou que eu respondo muito ao clima, ou seja, se faz sol, eu fico mais felizinha, se chove, eu entristeço. Daí, o conselho dela pra evitar que eu me deprima é, sempre que possível, abrir as janelas, ficar na luz, olhar pras plantas, sentir o vento no rosto etc.

HAHHAHAHAHAHAHHAHA

Sinceramente, meu eu-cético gar-ga-lhou nessa hora e considerou este o conselho mais meia-tigela dos últimos tempos. Mas, meu eu-cético sempre acaba tomando umas porradas na cara e não foi diferente dessa vez. Porque é óbvio que eu amo o sol. Amo a primavera. E AMO o dia lindo que tá fazendo aqui em Buenos Aires hoje.

Eu sinto o ventinho, olho pras cores, acho tudo lindo, fresco, revigorante, natural. Mas não confundam isso que eu to falando de “natural”: gosto e me faz bem, mas nunca vou me enfiar no meio do mato pra sentir melhor essas coisas. Adoro também a minha vidinha na cidade, no meio dos prédios.

Mas enfim, voltando: esses dias assim me fazem TÃO bem, é incrível. Fico me sentindo uma hippie de cabelos soltos, vestidos largos e ervas na mente, correndo e bailando por aí, gritando “leeeet the sunshine iiiiiiin, the suuuuuunshine iiiiiiiin”. E hoje, particularmente, além de hippie, de cabelos soltos e saltitante, eu me imaginei barriguda (eta, olha a maternidade me atraindo de novo), conectada ao cosmos, ligada aos astros, me alimentando do Sol. Eu me senti PARTE de tudo. Eu me senti O TUDO.

E nem fumei, nem bebi nada, juro. Aqui nem é feriado. Isso tudo eu pensei enquanto voltava do almoço pro trabalho, com uma felicidade boba no corazón, a música abaixo tocando na cabeça e a primavera me dando inspiração pra gostar de tudo de novo.



Ai, ai.
O Sol está em mim!
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I wanna tell you how much I love you

Sumi, né?
Perdoa gente, é que os últimos tempos tem sido, digamos, cheios. Eu até leio vocês, mas não tenho conseguido comentar e não tenho tido muita inspiração pra escrever...

Enfim.

Hoje é o aniversário da minha irmã. Eu me preparei toda pra ficar triste, botei a minha mais bonita cara de depressão e... nada. Não fiquei jogada num canto chorando, não deu dor no coração, não deu aquele vazio esquisito. No começo, me senti culpada: será que estou esquecendo da minha irmã?? Mas depois, achei até bom, finalmente essa dor começa a virar saudade, dessas que a gente sabe conviver e até gosta de sentir.

Até porque, mais do que não sentir dor, eu senti foi uma puta vontade de contar sobre a vida pra ela. De tudo que aconteceu desde que ela se foi. Seria um longo e divertido papo, eu fico até imaginando: “menina, acredita que eu trabalho na Playboy? Que eu casei? Que eu engravidei? Que o papai também casou? Que ele também chegou a pensar em filhos? Que o Brasil tem uma mulher presidente? Que eu moro na Argentina? Que também tem uma mulher presidente? Que eu ainda escrevo blog? E que tem alguém que lê?! E que todas as vezes que eu ando de avião (e não são poucas) eu penso em você e na vontade que você tinha de voar? Você está voando, querida! Voa muito, muito alto, sem medo, sem barreiras...”

Hmmmm.

Que saudade! Que alegria por ter convivido com essa mocinha. Que vontade de dar uns cascudos nela! E chamá-la de pirralha! Ai, ai. A vida dá voltas por onde a gente não consegue prever e eu sempre fico admirada com uma coisica, só uminha: o amor. Que é imbatível, insubstituível, imortal. Como esse que eu sinto pela Fê, minha querida, saudosa e insuportável irmã mais nova.


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