Juro que, por mais que eu tenha aprendido e me fortalecido nos últimos meses, meu coração dói e eu me calo e simplesmente choro diante de coisas como essa. O menino Theo, muito conhecido por nós que frequentamos a blogosfera materna, foi embora hoje.
Eu acompanho essa história há meses, mas sempre calada. Achei que meus palpites pouco experientes incomodariam essa mãe já tão cheia de coisas mais importantes pra pensar. Mas acompanhava. E torcia. E pensava positivo, quase sempre embalada e incentivada pela inabalável fé da própria mãe, a Aline.
E que fé, que lição, que força.
De tudo, pra mim, uma simples leitora calada, fica o vazio pela família que perdeu um filho e uma profunda admiração por essa mãe.
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Bem, experiência de perda, eu tenho. Mas o que dizer? Me vem um silêncio esquisito, uma sensação de inutilidade diante da coisa toda.
Mas bem, pra Aline: que o tempo seja seu melhor amigo e te cure um pouco da dor. Que você se sinta cercada de amor e carinho pelos que te amam (e são muitos mais do que você imagina). E que o Theo esteja muito bem agora, ao lado do papai do céu, sendo seu mais novo e especial anjinho da guarda.
Eu to meio sem idéias, sabe.
Sabe esses momentos da vida que fica tipo um vácuo, é uma coisa assim between seasons? Não tem nada ruim rolando, mas também não tem nada AI MEU DEUS QUE INCRIVEL/RUIM/ESCROTO/MARAVILHOSO.
Eu tinha me comprometido a escrever na blogagem coletiva sobre a ética entre os blogs, mas as queridas falaram tão tão bem que não me restou muito o que acrescentar. Vou botar o selinho aqui, pra constar que eu apóio o movimento e sou super contra o ctrl c + crtl v:
Mas aí, voltando ao assunto: eu fiquei perambulando pelos blogs no final de semana, pra ver se me surgia alguma idéia (pra me inspirar, não pra colar!). Aí cheguei no da querida Ana Manfree, moradora aqui de Buenos (e aniversariante de amanhã – parabéns, querida!). Aí ela conta do show que assistiu da Bethania aqui em Buenos, super lindo, achei mó inspiração. Inspiração pra quê, Carolina? – vocês se perguntam. Pra ouvir música de novo, povo!
Essa música não é o máximo? Diz aí, diz aí. É DJIVAH! Eu quero maquilar, quero um espelho, quero pegar o shampoo e fazer de microfone, quero cantar totalmente desafinada e gritando (já contei pra vocês que eu sou a NEGAÇÃO em pessoa na bela arte do cantar? Então, eu sou. Mas nao importa, eu grito.). Quero sentir a canção, quero sofreeer. hehehehehe.
“É tão difíciUU olhar o mundo e ver
O que ainda existe
Pois sem vocéééééé meu mundo éé diferente
Minha aligria é triste”
Não é drama? Tristeza? Depressão? Rivotril? Suicídio?
Não é lindo?!
Minha veia dramática aflorada me manda ir cantar essa música berrando bem alto, com o som ligado no repeat e no surround-pesadelo-da-vizinha.
E não venham me dizer que eu sou louca não, tá. Aposto que vocês também brincavam de diva em casa. Hein? Tudo bem que não era prestes a completar 27 anos, casada, formando família e pagando as contas, mas e daí? Eu tenho quase 27 anos, sou casada, to formando família e pago as minhas contas! Eu posso, ué!
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Isso tudo pra dizer que tá tudo bem por aqui.
E com vocês, tudo certinho?
que saudade de vocês!
queria agradecer pelo carinho recebido no meu último post, brigadíssima! e pedir desculpas, porque eu fiz o maior alarde de ver vocês, mas acabou que não vi ninguém.
aconteceram duas coisas e eu só vou falar de uma delas, pode ser? é que uma das questões envolve a minha família, são assuntos muito pessoais de outras pessoas, não me sinto a vontade de sair divulgando.
mas vamos ao que aconteceu comigo e sobre o que é tranqüilo de falar: sei lá. Passei mal algumas vezes. Sentia fraqueza e dores de cabeça. Um dia, tive uma enxaqueca tão braba que fui parar no hospital, porque os remédios que eu costumo tomar não estavam fazendo nem cosquinha. Não tinha ânimo pra nada, só pensava em deitar na minha cama, na minha casa, ligar pra minha médica e, ainda por cima, morri de saudades do meu cachorro (não me chamem de louca, mas ele faz falta mesmo!).
aí acabei deixando alguns chateados, porque não fiz metade das coisas que tinha prometido, nem falei com metade das pessoas com quem queria falar. E ainda por cima ficava falando que estava com saudades de casa. “Casa?”, dizia meu pai, “mas aqui é sua casa”. Putz. Como faz pra explicar pro pai que não, que a casa dele não é mais a minha casa? Doeu em mim e óbvio que deve ter doído nele. Eu nunca fui de muita frescura, fico na casa das pessoas sem problemas, abro geladeiras sem cerimônia, tudo na maior cara de pau mesmo. Mas dessa vez, foi diferente, eu não estava à vontade. Queria voltar, só pensava nisso.
Até cogitamos adiantar a passagem, mas o aniversário do meu pai era no penúltimo dia, ele ia ficar muito chateado se eu fosse embora, então não fui (depois concluí que foi bom ter ficado, o aniversário foi ótimo, nos divertimos muito). E fiquei lá assim: meio cansadinha, envolvida em questões familiares e doida pela minha caminha argentina.
Então, eu voltei, já fui ao médico e já estou fazendo alguns exames pra saber qual é a desse cansaço todo. E estou super bem humorada de novo! Eba!
(e cheguei à conclusão que sou uma velha mesmo: saudade da cama, do cachorro, do médico e do controle remoto da televisão? Assinei meu atestado de terceira idade, eu sei)
Uma pessoa normal sai de férias e pensa que está tudo na mais perfeita paz. Mas, como eu não sou normal, as coisas não acontecem assim comigo: é tudo cheio de imprevistos.
E assim foi. Mal cheguei aqui no Rio e tomamos um susto na família. Prefiro não entrar em detalhes agora, mas posso garantir que fiquei GELADA de medo. CALMA não é uma palavra freqüente na minha vida (a não ser que seja quando as pessoas cismam de fazer recomendações pra mim: “fica calma, Carolina”. Mas fora isso, não há muita calma na minha agitada vida não).
E aí, gentes, cabou toda a onda e a programação que eu tinha feito pras férias. Por mais que as coisas estejam encaminhadas pra uma solução, eu não tenho mais nenhum clima. A minha vontade mais profunda era sair correndo pra minha casinha. Que é na Argentina.
Mas, tomar decisões no calor do momento nunca resulta ser muito inteligente, então estamos aqui, quietinhos e agarrados nos familiares. E assim ficaremos. Então amigos, me perdoem, mas eu preciso suspender o chope que tínhamos combinado e preciso que vocês saibam que, assim que der, vamos nos ver. Ok?
Sinceramente, não é – nem de longe – a viagem que eu queria e que tinha planejado. Mas, fazer o quê? É rezar e esperar pra que tudo não passe de um susto besta mesmo. / /
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades
Rio, teu mar
Praia sem fim
Rio, você que foi feito pra mim
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Rio de sol, de céu, de mar
Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão
***
Por mais que existam mil motivos pras minhas viagens ao Rio serem estressantes e corridas (pra vocês terem noção, eu ainda não consegui marcar o nosso chope, tá fogo), chegar é SEMPRE muito emocionante.
Ver as pessoas naquele clima que só tem no Rio, aquela ginga, sorriso no rosto, sotaque, calor já conhecido, família ansiosa esperando do lado de fora... ai, é muito bom. Só entende essa música e essa sensação quem realmente já sentiu saudades do Rio.
Fico pensando sobre os bons tempos em que eu escrevia aqui sem pensar muito. Em quem ia ler, no que iam dizer. Os tempos mudaram e agora eu penso.
Eu penso muito, eu penso em tudo.
E os tempos mudaram.
Trouxe coisas que precisam ser olhadas com calma. De perto, sem pressa. Então, estou assim. Olhando, no seu devido tempo. Pra tudo tem tempo. Hoje, é tempo de prestar muita atenção no que há de mais incrível. O meu amor.
Eu o vejo crescendo e ele nunca parou de crescer na minha casa. Mesmo quando se pensou perdido, o amor continuou.
Deu uma volta, mudou de jeito, de rosto, de mês, de semana, de dia. Mas esteve ali, sempre. O meu amor.
Está.
É.
***
Hoje tive minha última aula com a professora de espanhol. Porque eu já sei falar espanhol. Porque eu ainda tenho muito que aprender, mas nosso ciclo ali terminou. Porque ele está preste a ter seu filho e vai sair de licença.
Hmmm.
Tantas coisas aconteceram entre a gente que foram tão além da gramática e das pronúncias que aprendi. Rimos, choramos, engravidamos, perdemos. As duas viveram isso. E as duas recomeçaram. E agora as duas seguirão seus caminhos.
Essa última aula foi como qualquer outra, mas a gente ria de um jeito nervoso, como quem tenta aproveitar o que está por terminar, como quem finge que aquilo não está acontecendo. Tentei contar pra ela um pouco mais de mim. Ela também. Me disse que estou na lista das pessoas que devem ser avisadas quando o filho dela nascer. Eu fiquei feliz e disfarcei uma lagriminha. Ela disse que quer me ver de barrigão. Vai ver.
Tentamos minimizar a tristezinha e a saudade. Com frases do tipo “a gente vai se ver”, “que trabalho que os bebês devem dar”, “coma direitinho”, “até semana que vem”. Levei um presentinho pro filho dela. Ela ficou vermelha, um pouco sem graça. Acho que gostou. Eu queria escrever um cartão, com coisinhas em espanhol que sei que a fariam feliz. Mas eu sou envergonhada. Eu sinto e corro pro blog, mas não falo na cara da pessoa. De qualquer forma, falei da minha intenção e ela já gostou. Eu também gostei.
De tudo.
Valeu a pena.
***
Que foda poder olhar pra trás e ver e sentir e acreditar que valeu a pena mesmo.
Uhuuuuuuulll! To animadíssima com as férias e com o nosso encontrinho!
Mas, como nem tudo é pura alegria, tem a parte da produção deste evento. Me ajudem, gente!
Tenho disponíveis os dias 09 ou 10 de outubro (sábado ou domingo). Podemos fazer um almocinho, um lanche da tarde, uma night (duvideo-dó que role night, mas enfim, não custa sugerir), vocês decidem.
Eu, particularmente, acho legal fazer no sábado, dia 09, tipo um almocinho. Porque dá pra esticar um pouquinho se for o caso, porque dá pra dar o almocinho dos pequenos e fugir pra ver a mulherada em seguida, porque normalmente não tem super programação familiar aos sábados... enfim, é a minha opinião.
E acho que rola de ir quem quiser, se quiser levar o marido tá ótimo, o filho também (afinal, somos baby-friendly, né gentes?), a amiga, a prima... inclusive, muitas mocinhas me falaram “ah, mas eu não sou mãe, nem grávida, nem treinante, posso ir?”, gentes! OBVEO que pode, né? Eu vou e não sou nada disso!
Então, quero pedir um favor pra quem se interessou no evento: que deixe um comentário com seu email de contato OU me mande diretamente um email, dizendo que vai e qual dia prefere. Aí eu coloco todo mundo numa bonita lista de discussão e a gente fica pra sempre pensando no que fazer a gente resolve os detalhes.