Acordei hoje às cinco da manhã para mais uma das minhas idas ao banheiro. Quando fui limpar o xixi, apareceu o mais temido: sangue. Não sei como consegui me segurar em pé, meu nervoso foi tanto que eu queria desmaiar e só acordar no ano que vem.
Mas, não só me mantive firme, como também botei um absorvente pra poder acompanhar melhor a coisa toda, acordei o Maridón e fomos correndo pro hospital. Não falei uma palavra durante o caminho todo, estava dura e gelada de medo.
Lá, fui atendida por uma simpática mocinha ginecologista que me perguntou “é muito sangue?” e eu me embananei pra responder, porque a verdade é que não sabia. Aí ela me mandou vestir o avental da vergonha (aquele que deixa a bunda de fora), que ela ia ver o que tava rolando, já que eu estava visivelmente alterada.
No exame íntimo, ela diz que não tem nada de sangue e que o colo do útero tá fechadinho. Sinto uma certa ironia na voz dela e a questiono “nada mesmo?” e ela faz questão de mostrar o bico de pato recém tirado de dentro de mim, limpinho. Depois ainda faz uma checagem com o dedo, e de novo, limpinho.
Não entendo. Eu não imaginei tudo isso, realmente vi sangue. Mas ela falou que, como não era muito e como não tinha resíduo, não tinha muito o que fazer. Era voltar pro repouso e continuar a medicação. E fazer a minha ultra já marcada pro sábado, pra checar.
Voltei pra casa ainda atordoada. No tal do absorvente, ficou um corrimento marrozinho, em pouca quantidade. Mas, de fato, nada de sangue. Maridón faltou o trabalho e passou o dia me mimando e tentando me fazer comer algo. E aqui começa o capítulo 2 da saga.
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Eu não consigo comer quase nada. Fico enjoada dia e noite. Hoje, por exemplo, vomitei 4 vezes. QUATRO. Eu juro que tento, que me esforço. Mas é FODA. Foda comer com ânsia de vomito. Foda vomitar o pouco que se conseguiu ingerir 5 minutos depois do esforço. Foda ficar com fome e nojo o tempo inteiro.
Não gosto muito de remédios, mas ontem, por ex., eu me rendi. Tomei um plasil em gotas (mais conhecido como tortura medieval pra mim, ODEIO remédio em gotas) e consegui ficar uma (eu disse UMA) refeição sem sentir tanto nojo. Não sei se valeu a pena.
Já larguei pra lá todo e qualquer planejamento de boa alimentação, eu só quero (PRECISO) comer qualquer coisa que permaneça dentro de mim. Já tentei todos os truques que me ensinaram e NADA funcionou. Sigo vomitando e comendo muito pouco. Ontem subi na balança e vi que emagreci mais de dois quilos já.
O resultado é que eu fico muito mal humorada, não consigo falar com ninguém (cada vez que eu falo, o ar fica entrando e saindo pela minha boca e vai me dando mais nojo ainda) e me sinto fraca.
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E esse post invocadinho foi só pra contar pra vocês como estou (na merda, gatas). E que tenho achado isso tudo muito complicado. Talvez seja ingenuidade minha, talvez seja só a primeira desventura materna de muitas que virão. Não sei. Sei que tenho usado o mantra número 1 da maternidade “vai passar, vai passar” o tempo todo, mas é difícil quando se está com a cara enfiada no vaso pela décima vez ou quando sai sangue e você tem que ir correndo pro PS (e a médica fala pra você que “não foi nada não” e você fica afim de arrancar a unha dela fora e repetir que “não foi nada não” quando ela vir o próprio sangue escorrendo quando não deveria).
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Enfim, ladies. No sábado terei mais novidades. Se Deus quiser, volto aqui bem feliz pra contar (porque eu ainda pretendo rir muito dessa história toda).