YEAP

Nada como poder ter um dia após o outro nessa vida, não?

Ontem, além do causo com meu subordinado e da menstruação, ainda tive que trabalhar até as 22h da noite e ainda tive crises catastróficas de cólicas. Aaarfe. Tava mesmo um dia bom pra acabar logo. E acabou. E começou hoje.

Hoje, eu fui na minha consulta com a endócrina e foi ótima. Hoje, eu recebi a minha participação de lucros da empresa e logo de manhã minha conta bancária tinha números tão bonitos. Hoje, eu resolvi ser OVER simpática com meu subordinado-problema e, como sabemos, gentileza gera gentileza. Ele ficou todo bobo e vivemos um dia proveitoso de trabalho tranquilo.

Ó felicidade!

Sobre a ida ao médico: foi super bom. Ela fez uma consulta detalhada e conversou comigo com calma, sem pensar na sala de espera. Repassamos os detalhes do que tenho vivido até agora, ela fez meu histórico (inclusive familiar), fez mil perguntas, me examinou, toda calminha e explicativa. Nem preciso dizer que AMAY, né? Falou que, de fato, faz pouco tempo que estou tentando ter filho, então não é pra ficar tão preocupada. Mas achou ótimo eu estar lá e disse que íamos investigar a situação da prolactina. Falou que o exame que acusou a prolactina alta não foi feito nas condições ideais (sim, eu estava de repouso e em jejum, mas ninguém tinha me falado que tinha que ser em determinado dia do ciclo, nem muito menos que não podia ter relações sexuais ou não podia ter nenhum estresse 48 horas antes). Disse que refaremos os exames e que traçaremos um perfil do meu funcionamento metabólico, pra nos certificarmos que está tudo certinho e afastar quaisquer preocupações. Não tirou nenhuma conclusão precipitada, só conversou e quis me conhecer. E não achou nada demais eu ser brasileira e muito menos riu do meu sotaque. LINDJA! Daí agora tenho mais uma bateria de exames de sangue (que só tenho até o quinto dia do ciclo pra fazer) e uma ecografia da tireóide.

Sobre os números bonitos na minha conta bancária: são uma mentira, hehehe. O dinheiro já tá todo comprometido e, na verdade, nem é tão relevante assim. Ah, mas e daí, né? Me deu uma alegria vê-los ali, tão efêmeros e descomprometidos. Não é todo dia que minha conta fica com números felizes assim. Então resolvi curtir e fingir que não sei do amanhã deles.

Sobre meu subordinado: sei lá, vou deixá-lo pra lá um pouco. O feriado de Páscoa aqui na Argentina inclui a quinta-feira, então acho que já vou entrar no ritmo, vou me entregar ao sentimento feriadístico do nada-fazer e sijogar com força nos chocolates.

Pras meninas que comentaram sobre a minha não-gravidez deste mês: eu não fiquei triste com a menstruação não. Meio que já sabia, então já tinha sofrido antes (olha que prática que eu sou). Foi só chato ficar menstruada porque simplesmente ficar menstruada é chato e pronto, to pra conhecer alguém nesse mundo que ache MANEIRO menstruação.

Então, com essa sensação gostosa que estou, de quase-riqueza e pré-feriado e início de um novo ciclo de tentativas, deixo vocês com uma música que escutei bastante esses dias e me acalmou o coração:



Que aliás, na minha opinião, pode ser eleita a Melô das Treinantes.
Né não?

NOT

Hoje acordei, às 6 da manhã, com muita dor de cabeça e cólicas.

Resolvi dormir profundamente pra ver se as dores passavam e enrolei na cama até as 10h. Cheguei atrasada no trabalho – lógico –, tonta de sono, anestesiada de cansaço. Nem bem terminei de abrir o computador, recebo uma ligação de um dos editores que eu coordeno. Putíssimo. Porque eu tinha mandado um email com críticas pra ele no dia anterior (às nove da noite, que é a hora que tenho ficado trabalhando e trabalhando o tempo todo sem parar pra SOLTAR UM PUM). Ele não aceitava as críticas, não aceitava minha forma de chefiar, gritava no telefone. Me dizia que eu não somo nada pra ele, só jogo ele pra baixo.

Eu, que sempre observei meus chefes e ansiava pela hora que chegasse a minha vez, em que eu ia fazer tudo diferente. Ia fazer melhor. Eu, que me acho incapaz de fazer mal pra uma mosca. Que SEMPRE penso nos outros, SEMPRE me preocupo com o bem estar deles. Eu sou uma chefe que bota o funcionário pra baixo, vejam bem. Eu não sei fazer uma critica construtiva.

Tive vontade de chorar de nervoso enquanto ouvia ele me massacrando. E ainda por cima tendo que falar em espanhol. E ainda por cima o cara quer me ensinar como fazer o meu trabalho. E ainda por cima...

Ainda por cima fiquei menstruada.

Enquete - atualizado

Estou num dia agitadíssimo no trabalho, mas estive pensando numa coisa. Queria saber, das mocinhas treinantes que passam por aqui, há quanto tempo estão tentando ter o baby. Vou botar uma barrinha na lateral do blog e quero ver quanto tempo vai passar até que TODAS consigam engravidar. Vamos provar a teoria do 1 ano.

QUERO VER.

Então, quem topar participar do meu tubo de ensaio, comenta aí deixando nome e há quanto tempo está nas tentativas!

Eu, Carolinem, to na luta desde 6 de novembro de 2009 e lá se vão 4 meses, 3 semanas e 2 dias (eu sei, eu sei, colocado assim, é pouco).

E vocês?


:: meninas, já coloquei aqui do lado, tá bem embaixo dos links, vejam lá! Conforme for recebendo mais respostas, vou atualizando! ::

Mais sobre a prolactina e segundas opiniões

Acho que esse é o pior período do mês pra mim. Dois ou três dias antes da menstruação. É aí que eu abandono qualquer tipo de bom senso e calma e, apesar de não sentir nada senão uma menstruação a caminho, acredito que qualquer coisa é possível. Que pode ter rolado o baby, against all odds, sabe? Dou uma sofrida.

Resolvi procurar segundas opiniões com relação ao caso da prolactina. Tais, minha amiga querida, por acaso está em tratamento com um endocrinologista super conceituado no Rio, daí tinha consulta por esses dias e aproveitou pra perguntar pra ele sobre meu caso, só pra ver o que ele aconselharia.

O cara foi enfático: essa prolactina alta atrapalha muito a gravidez SIM, tem que tratar. Tem que procurar um endócrino e, de preferência, outro ginecologista. Ele acha que eu tenho que me sentir plenamente confortável e confiante no meu médico, senão não vai rolar de ficar calma, ninguém mais vai saber me dar essa segurança que eu preciso. E ainda completou que acha que Maridón também tem que procurar ajuda, fazer espermograma, essas coisas. Ele não falou nada de ser “cedo” ou “tarde” pra esse tipo de exame, mas sim que tirar da frente todas as coisas que nos impediriam de engravidar vai nos deixar mais tranquilos. E eu acho que concordo com ele. Já pensou se o Maridón tem algum problema e vamos ficar tomando negativos na cara por mais um tempão? Não há sanidade mental que ature, gente. Não há. E se os exames dele voltarem 100%, melhor ainda, menos uma coisa pra nos preocuparmos.

Bom, não vou dizer que a opinião desse médico me animou, mas a verdade é que ele colocou meus pés no chão. Já marquei dois endócrinos, por via das dúvidas se eu não gostar de algum, tem o outro. Já separei alguns GOs pra ligar e marcar consulta, mas acho que vou fazer isso depois dos endócrinos, vamos ver o que eles vão me falar. Finalmente, conversei com o Maridón sobre ele ir ao médico e já separamos alguns nomes possíveis pra ele. E de Maridón, não posso reclamar, ele é um cara super tranquilo com essas coisas e não tem o menor problema de fazer espermograma ou qualquer outro exame do tipo.

Maaas, mesmo com tudo isso claro e organizado na cabeça, mesmo estando bastante racional e já conformada que ainda há um caminho a seguir... ainda tenho esperanças. Hoje eu quase fiz um teste de farmácia, mas me segurei e me mantive fiel à minha promessa interna de só fazer esses testes quando tiver atraso de verdade. Vamos esperar até terça e ver o que acontece.

Não, não era isso

Lembram que eu tava com a prolactina alta? E que o GO ia demorar 3 séculos pra me atender? Pois bem, depois de muito esperar (e a secretária dele ainda me ligar desmarcando a consulta e remarcando pra outro dia), ontem fui lá.

Quem me acompanha há mais tempo sabe que minhas idas ao médico são sempre dramáticas. Acho que jogo toda expectativa da vida lá, no que ele vai me falar. E fico viajando na maionese enquanto estou na sala de espera (e bota aí pá base de uma hora). Mas vou começar a contar logo: que decepção, girls. Sabe médico de convenio que atende na correria? Foi assim. Acho que fiquei 3 minutos na sala dele, se muito. Ele perguntou como eu estava, se estava treinando direitinho, se eu estava feliz (oi? Achei que isso era problema da minha psicologa). Viu meu exame, falou que está tudo lindo, que eu não tenho anemia, glicose alta, que minha tireóide tá linda e meus hormônios idem. Que estou ovulando e bem direitinho. E a prolactina, doutor? Ah, pra isso você vai ter que ir num endocrinologista. Arfe. Sério, doutor? Sério. Porém, me mandou ficar tranquila que o nível da minha não é tão alto, não me impede de nada e quase certo foi algum estresse momentâneo. Que o endócrino vai me mandar repetir o exame e é bem capaz de não dar alteração nenhuma. Se der novamente, o cara vai me dar um remedinho e tudo certo.

Ok, ele me mandar no endócrino, eu sabia que existia essa possibilidade. Mas sei lá, tava na esperança que ele mesmo pudesse tratar. Ou de fato considerar a prolactina alta um problema. Mas não. Ele disse que meu maior problema é a tensão (isso porque falou comigo por 3 minutos, ele não SABE se estou tensa mesmo ou não – fora que eu sempre fico meio abestalhada lá, ele fica rindo do meu espanhol e eu meio que tenho preguiça pra essa babaquice).

Ele me mandou ver o endócrino, tratar a prolactina, mas se possível, dar um tempo de médicos. Falou pra eu esperar mais 3 meses e, se não rolar nada, voltar lá pra gente conversar de começar a examinar o Maridón.

Voltei atordoada de lá. Porque achei que tava vivendo um ciclo perdido e ele disse que não. Porque posso estar grávida sim. Porque não me senti bem lá e fiquei pensando em procurar outro médico. Porque tenho medo disso tudo ser invenção de moda minha, de repente o cara é legal e eu, na ânsia de ter belas respostas, não consigo ver.

Mas sinto que voltei à estaca zero. Antes, eu tinha uma figura feia pra culpar, a prolactina. Agora, nada. E, como achava que era um ciclo perdido, tava relaxada sem prestar atenção aos dias férteis, essas coisas.

Voltei pra casa e comecei a chorar sem parar em cima do prato de macarronada que o Maridón tinha feito pra janta. Ele me perguntava o que tinha acontecido e eu simplesmente não sabia responder. Eu de fato ainda não sei, talvez não tenha mesmo acontecido nada de mais. Só que me deu uma sensação chata de que todo mundo ganha na mega sena, menos eu, sabe? Que to imaginando coisas, que esse papo de baby nunca vai acontecer comigo, é só mais um assunto legal pra escrever no blog.

Humpf.

Vai passar, eu sei que vai.

***

Enquanto isso, eu fico aqui torcendo pelas meninas (combinaram ciclo, só pode) que estão todas esperando resultados positivos pra essa semana (inclusive eu, senhoras!).
Tamojuntomisturado, gatas!

10 mil - resultado da promoção

Finalmente fiz o sorteio!! Eeeee!

Resolvi, de última hora, fazer pelo site Random.org, achei mais justo e, além disso, minha timidez (qual?) não me deixou fazer um vídeo na escola Xuxa Meneghel de qualidade.

Enfim, chega de blábláblá whiskas sachê e vamos à felizarda:

Separei as participantes (eram 58, que foram numeradas na ordem) e mandei escolher um número entre essas:

E o número 36 foi o comentário da... Anna, do Colinho de Mãe! Eeeeeeeeeeeeeeeee!!

Anna, além de achar o teu nome leeeando, te comento que você vai se afogar em doce de leite, porque eu, na empolgação, fui lá e comprei o pote grande, olha só:

Entra em contato comigo por e-mail pra combinarmos o envio?

Meninas, obrigada pela participação na brincadeira e pelo carinho! Quem sabe nos 50 mil não fazemos outra promoção?

;)

Milagres acontecem

Aliás, você responsável pelo envio de milagres, tá afim de mandar um pra mim não? Grata.

Bom, ao post em si: ninguém me contou, não é papo, não é lenda urbana. Uma amiga minha (serumana que passou ano-novo comigo aqui em Buenos) veio contar esses dias que tá grávida. Até aí, ok, certo? Errado.

Ela tomava pílula e, depois da dita festa de Reveillon (que, aliás, foi um ahazo alcoólico lá em casa e vai ter versão 2010-2011, tão convidadas, viu), passou mal. E vomitou.

Os dias seguiram, ela tava de férias com o marido em Buenos, alegria no ar, o séquisso esteve presente entre eles diversas vezes. Voltou pro Rio, mas a menstruação, ah essa daí nunca mais voltou. E ela seguia com a pílula, siachando protegida. Até que foi tirar a dúvida do atraso menstrual e... grávida!

Ou sejE, raciocinemos juntas: naquele vomitinho after-party devia estar a pílula, recém-tomada e ainda não digerida. Ou sejE, ela jogou fora a dose hormonal que deveria ter tomado aquele dia. E naquela bonita semana posterior, o peixinho MacGyver do marido encontrou o Óvulo Jack Bouer dela e a magia se fez. Olha que bonito.

A pessoa ficou UM DIA sem tomar pílula e engravidou.

A pessoa aqui fica TROCENTOS DIAS sem tomar pílula e...

... ganha a medalhinha da experiência vivida. Parabéns, Carolina!





Pausa pra pensar sobre o assunto.






***

OK, despausa. Quer se sentir bem e ter a certeza que seu momento vai chegar? Entra aqui, Débora te ensina.

***

Agooooora, quer ganhar um delicioso doce de leite e um lindo caderninho? É tudo importado da Argentina e vai te fazer imprimir o loosho internacional na sua pessoa! Clica aqui e participa da promoção dos 10 mil! Amanhã é o sorteio, ainda dá tempo!

10 mil - agora sim!

ôôô meu povo!

Tava aqui perambulando na internet sem muito o que fazer, quando abro o blog e fico navegando pelos amigos dos amigos. Meu blog ficou aberto por horas e eu nem olhei muito pra ele, só pros links.

Encontrei uma amigona online, que me perguntou da promoção, batemos um papo e tal. Aí, me atentei pra possibilidade e resolvi ir ver o contador de visitas:

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

Passamos dos 10 mil sei lá quando e eu nem tinha visto! Eu fiquei a semana toda imaginando a minha emoção quando esse momento chegasse, ficava toda boba, pensando no que ia escrever. Aí acontece quando eu menos esperava!

Maridón perguntou "ué, mas você não tinha preparado um texto pra esse momento não?". É, Maridón, não, eu não tinha preparado.

Então, vai de improviso e susto: obrigadão, viu gente? De verdade. Isso aqui é um prazer, uma alegria, acho o máximo. Acho que toda blogueira sabe do que estou falando, de ficar feliz a cada comentário, de ficar roteirizando mentalmente a vida pra poder publicar, de preocupar-se quando o blog não tem muita atualização. Comecei tímida, comemorei 35 visitas, mil e agora dez mil. Juro que não esperava tanto carinho.

Espero que a gente continue se vendo por aqui, trocando informações, rindo e chorando juntas.

Que venham os próximos 10 mil!

bejão grandão

De onde vem a calma

Pelo que tenho entendido depois de passar 7 meses escrevendo um blog sobre quase-maternidade, o melhor pró-concepcional que alguém pode tomar se chama CALMA.

Só que, diferente da pílula que me salvou da gravidez indesejada por longos 11 anos, CALMA não vende na farmácia. E sempre que falo pra alguém que tô tentando engravidar a alguns meses e que to meio frustrada que ainda não rolou, a primeira coisa que a maioria dos interlocutores responde é isso:
Fica calma que vai rolar!
Esquece o assunto!
Pensa em outra coisa!
Aguarda que a natureza é sábia!
O baby vai rolar na hora certa!
Daqui a pouco você esquece tudo isso!

Ok, entendi.

Só que fico pensando: como faz pra não ficar ansiosa? Teve uma época que eu tava ansiosa porque não podia mais ficar ansiosa. Tendeu? Eu não! E endoideci! Mas nunca ninguém deixou de me aconselhar isso, então não é possível que o mundo esteja louco e eu seja a única normal. O povo tem razão, amigas treinantes. Eu nem engravidei ainda, mas já sei que eles tão é certos. Fico até me vendo num futuro próximo, dizendo pras calouras: “ah minha filha, eu também era assim, mas olha, ficar calma é a chave de tudo!”. E me vejo rindo por dentro de satisfação de finalmente poder repetir o conselho que eu tanto ouvi e não quis acreditar.

Mas aí, voltemos à questão: como faz pra relaxar mesmo? Sei não. Mas já tentei vários métodos e compartilho alguns em formato de conselhos (aqueles que se fossem bons, a gente vendia):

• Viaje – marque uma bela e cara viagem. Sijoga como sifosse a última viagem da vida.
• Compre um bichinho de estimação (e brinque de sling com ele, dica da Natalia)
• Faça um curso – de preferência um que você goste de verdade, não esses pra botar no currículo. Artes, manualidades, fotografia, sei lá.
• Fale de outros assuntos
• Pense em outros assuntos
• Faça novos amigos – mas não vale fazer novos amigos no blog de maternidade, eles são que nem você e só sabem falar do tema proibido (ooooops)
• Matricule-se na ginástica
• Matricule-se na yoga
• Mude o corte de cabelo
• Compre roupas novas
• Faça uma lista de tudo que está por fazer em casa e faça de verdade
• Viva vida de casalzinho com seu marido
• Transe em todos os lugares da casa, mas não fique pensando em fecundação acontecendo logo depois que ele gozar
• Bagunce a casa
• Olhe a casa bagunçada e refaça a lista de coisas por fazer
• Passe longe de lojas de bebê
• Longe dos próprios bebês
• Longe de mulheres grávidas
• Ande por aí de olhos fechados, melhor, mais eficaz.


Ou sejE, né gente: tem um quê de absurdo nisso tudo. Sim, muuitas coisas dessa lista eu já fiz e outras tô tentando, de verdade. Outras, não.

E finalmente, tenho uma opinião sobre o assunto: realmente acho absurdo isso de “só fica grávida quem fica calma”. Acho uma violência ficar tentando ser uma coisa que não sou. Oi, muito prazer, meu nome é Carolina e eu sou ansiosa! E sempre fui com tudo que envolvia grandes mudanças na minha vida, é muito difícil pensar que agora seria diferente. Acho perfeitamente natural estar tensa.

Tenho lido um monte de blog de companheiras de luta (amei essa expressão, vou incorporar) e todas se culpando por estarem sofrendo. Não gente, não façam isso. Sofram, pô. Tava querendo engravidar e não engravidou, vai fazer o que? Comemorar? “Oba, mais um mês que eu posso encher a cara e viver minha vida de casalzinho com o marido!!”.

Eu hein.

Cadê o estudo comprovando que só mulheres zen engravidam? As ansiosas não engravidam não? Concordo que talvez o processo fique menos sofrido e mais prazeroso uma vez que você consegue relaxar. Então é isso que estou buscando pra mim. Aproveitar essa fase da minha vida com tudo que ela tem direito: decepcionada quando vem a menstruação, animada pelo período fértil, ansiosa pra menstruação não chegar. Pensando muito em baby-assuntos e as vésperas de receber uma noticia que vai mudar a minha vida completamente!

E esse post é pra vocês, gatas, minhas amigas tentantes. Sijoguem na ansiedade, se sentirem vontade. E fiquem tranquilas que, assim que virem as duas listrinhas no teste de farmácia, o primeiro hormônio que o corpo deve produzir chama Desmemoriol e te fará esquecer de tudo isso, tá?



E juro, só de pensar que eu POSSO SIM ficar nervosa, já me acalmei.


***

E você, bonita leitora ou bonito leitor desse blog?
Ainda não participou da promoção dos 10 mil?
Nããããããão!

Participa logo, clica aqui.

Vou pintar um arco-íris de energia

Tava pensando em como fazer o sorteio da promoção dos 10 mil (Lia, sobre o envio eu já chequei: pelas determinações legais no site do correio argentino, eu posso mandar o doce de leite sim! Eba!).

Primeiro pensei em fazer pelo random.org, super bonito e justo, mas graça ZERO.

Aí pensei em fazer um vídeo (eu já tava mesmo toda siquerendo de aparecer aqui, lembram?) e Maridón apoiou. Ok, vídeo. Mas como sorteamos? A-há, já sei. Vou pintar o cabelo de louuuuro platina, vou vestir uma jaqueta branca com ombreiras e usar botas de cano alto. Aí vou pedir pros meus assistentes (quem, o cachorro?) jogarem as cartas (que cartas?) pro alto e eu pego uma no ar e esse será o vencedor do presentinho.

Tipo assim, ó:



Ai ai, só na minha mente mesmo.

Pior que, ao buscar esse vídeo pra publicar aqui, vi vários outros da Xuxa, todos da minha época. E concluí: que terror! Que mal feito, que programa cheio de valores duvidosos! Será que a minha mãe achava que isso era LEGAL pra mim? Acho que sim, porque ela me deixava assistir todos os dias e ainda por cima teve a coragem de me levar numa gravação do Xou da Xuxa (o que faz com que eu me procure compulsivamente em todos os vídeos que vejo desse programa).

Eu me lembro do quão emocionada estava nesse dia. Da espera do lado de fora, da sensação embasbacante de entrar no cenário do show. Lembro de ter entrado na nave da Xuxa (e ter sido devidamente expulsa abruptamente por algum assistente de palco) e de ter sido selecionada pra participar de uma brincadeira. Quando isso acontecia, a Paquita escrevia seu nome e colava na camisa (lembram?). Ok, nome escrito e colado, eu tava me sentindo A vencedora. Até que fui brincar um pouco pra esperar a minha vez e a etiqueta cai e não a encontrei mais. ARFE. Chamei a Paquita, contei o causo. Sabe o que ela me falou? “Bobeou, dançou”. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAh (e isso ainda por cima era refrão de uma música, lembram??). Queria matar. Chorei, esperneei. E ela cagou quilos pra mim. Fiquei sem brincar e odiando aquela mulher pro resto da vida. Aí, de raiva, fui fazendo merda pelo cenário, colando chiclete nas coisas e ignorando a gravação do programa.

Enquanto isso, minha mãe (coitada), sorria pra mim e mandava beijinho lá daquela platéia de longe, onde ficavam os adultos e as pessoas com faixa de caravana. Mae é mãe, né. Se orgulha até de filho fazendo merda.

Mas foi bom tudo isso, a partir dali comecei a absorver a verdade universal: que horror que é a Xuxa. Na boa. Quando a minha afilhada começou a viciar em Xuxa Só pra Baixinhos, com aquela pseudo-mensagem educativa, eu fazia campanha contra. Confesso que não conheço bem os programas e desenhos pros babys atualmente, mas pelo que leio nos mommy blogs por aí, tem muita coisa boa e realmente educativa e realmente LEGAL à disposição.


***

Você ainda não participou da promoção dos 10 mil??
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Baby Hitler

A Tais – minha amiga bunita e conselheira e primeira a comentar no post anterior – tá pra virar colaboradora desse blog. Ela fica ligadíssima nos babados que rolam por aí e me manda todos. Textos, músicas, noticias, fotos, indicações de blogs legais, é com ela mesmo. Daí, como não poderia deixar de ser, hoje o clipping Tais chega pra mim com a seguinte noticia:

Baby Hitler? Exibiçao de fotos mostra bebê vestido como ditadores do século 20

07:00 Uma artista européia vestiu sua filha de poucos meses de idade com os trajes de alguns dos piores ditadores do século 20 – entre eles Hitler, Mussolini, Stalin e Pinochet. O resultado virou uma exibiçao de fotos chamada 'Potency'. Segundo a artista, a obra pretende provocar reflexao e se justifica porque, afinal, "até crianças pequenas sao más umas com as outras". Saiu no Blue Bus




Olha, se fosse levar meu filho pra uma festa a fantasia, juro que vestia uma dessas nele, só pra causar um impacto. Adoro idéias modernetes e essa me pareceu uma delas. Mas aí, ao ler a proposta da autora do trabalho: “até crianças pequenas são más umas com as outras”, achei raaaso. Sim, crianças podem ser más e adultos podem ser piores ainda, mas daí vestir seu babytchinho de Hitler e outros pra causar tal reflexão... sei não. Na festinha de Halloween reflete muito melhor, gata! Fica a dica.

***

E gente, que beleza a repercussão da promoção dos 10 mil, hein? Fiquei toda boba, lendo os comentários em voz alta pro Maridón que – desconfio levemente – já não me aguenta mais com essa história. Brincadeiras a parte (ele me aguenta SIM, né Maridón?), estou muito feliz com a participação de vocês e animada pra sortear logo!!

Se quiserem divulgar em seus blogs, feicibuquis, orkutis, vizinhança e afins, fiquem a vontade, viu?

Você ainda não participou? Clica aqui, boba!

10 mil + Promoção

Mocinhas e mocinhos queridos,

Este humilde blog que vos fala está perto de completar 10 mil visitas! Siemocionei!! Tudo bem que dessas 10 mil, cinco mil foram feitas pela minha pessoa humana própria, mas a gente ignora esse fato e acredita que, em 10 mil ocasiões, alguém quis vir aqui dar uma conferida nas bobeiras! Ainda falta um pouco (estamos em 9200, aproximadamente), mas, pelos meus cálculos, em torno de uma semana, chegamos lá!

Aí fiquei bobinha e quis fazer um mimo pra você, leitor ou leitora fiel. Vou sortear dois presentinhos (pra um mesmo serumano)!

Pensei, pensei, pensei (e saiu fumacinha): o que eu posso presentear que agrade mommys, treinantes, grávidas, pais, filhos e anexos?

Pedi ajuda aos universitários. Daí, com o apoio de Tais (querida amiga que me ouve todo dia reclamando no Gtalk) e de Maridón (querido marido que me ouve todo dia reclamando em todos os lugares possíveis), resolvemos regalar:

Um livrinho fofo da Papelaria Palermo

Eu amo essa Papelaria, sempre levo minhas visitas lá. E sempre olhei esses caderninhos costurados, com folhas bonitas em branco, imaginando que histórias lindas precisavam ser escritas naquelas páginas. E agora vocês também podem! Escrevam a história de como engravidaram (ou de como ficaram meses tentando, tipo que nem eu), as gracinhas dos babys, colem fotos, recordações, o que quiserem! E ainda tem as bolinhas, que eu amo (dá pra ver pela lateral aqui do blog) e acho que tem um toque bebezístico modernete. Cês num acham também? A unidade a ser presenteada é a vermelha, desenvolvi mais apego por ela, ok?

+


Um pote de doce de leite do Freddo

Isso não tem muita explicação, gente. O Freddo é uma das melhores sorveterias aqui de Buenos, o doce de leite deles é MARA e eu sou uma gordinha de corpo e pensamento. Então, tenho que dar algo pro pessoal comer (sem duplo sentido, por favor), senão não me sinto completa. Você treinante pode espalhar no corpo e oferecer pro Maridão (ui!), você grávida pode comer sem ter que inventar desculpas, você mommy pode devorar escondida dos filhos, você que tá dieta pode... pode... sei lá (não sei qual é a alegria que pessoas em dieta possuem).

Então é isso, povo!

Sijoga aí nos comentários! Vou encerrar no dia 24/03 (feriado aqui nas Argentinas, iupi), as 20h (horário local) e só vou aceitar comentários feitos nesse post. Como eu tô longe de todo mundo mesmo e já terei que pagar o envio internacional, pode participar de qualquer lugar do mundo! Eu mando! (ai deus, vai surgir gente do Japão - meda)

E, last but not least: dez mil vezes obrigada a vocês por me acompanharem!

;)

Taí a solução

Olha, minha religião editorial é contra postar duas vezes no mesmo dia, mas eu não podia perder essa.

Tava passando ozôio pelo jornal brasileiro ni qui me deparo com essa maravilhosa notícia:

Não era isso que você, treinante-guerreira, precisava pra acalmar essa nervosura que toma conta do seu ser? Hein? Confessa!

Você fica meses e mais meses nessa sofrimenta, achando que qualquer mulamba pode engravidar, menos vocêprópria! Não desespera! Chegou a solução: o baby Yotaro. Ele chora e sorri de acordo com estímulos. E quem não quer?

Alôu Universidade de Tsukuba (quem?), vamos comercializar?

Documentário + Segundona Mara

Ontem, passeando como quem não quer nada pela internet, vi uma indicação de documentário que achei interessante: The Great Sperm Race (está em inglês, parte 1, pra ver o resto é só ir seguindo nos links relacionados).

Basicamente é um filme sobre a aventura da fecundação. Eles fazem uma reprodução da corrida dos espermatozóides, como se cada um fosse uma pessoa e aumentam todo o trajeto a ser percorrido pro tamanho dos humaninhos. E aí vemos como engravidar é um processo de sorte e timming. O esperminha tem que ser bom, saudável, estar no lugar certo, na hora certa, o corpo da mulher tem que estar todo preparado, o homem tem que estar a X dias sem ejacular, blá blá blá whiskas sachê.

Achei uma produção legal, bem feita e interessante. Serviu pra envolver o Maridón na coisa da produção bebezísitica (aquela linguagem Discovery Channel é atrativa pros rapazes, ficadica) e pra confirmar umas coisas que eu já sabia. Que, por exemplo, apesar de engravidar ser a coisa mais natural do mundo, não significa que seja simples. É fenomenal e único.

Olha, pensando melhor, acho que serviu mais pra Maridón que pra mim. Ele ficou animado, acreditou piamente na coisa de transar a cada dois ou três dias durante o mês todo, acho que ajudou a organizar melhor o pensamento dele. Eu, que já sabia de tudo aquilo (mas é interessante ver, anyways), fiquei meio desanimada.

Acho que é porque eu já estava desanimada. Sei que estou vivendo mais um ciclo perdido (por causa da prolactina alta) e já to meio de saco cheio dessa vida de ficar esperando algo grandioso acontecer. Não consigo me planejar direito, de mil formas: não entro em curso, porque não sei se estarei lá pra terminar. Não marco férias, porque quero aproveitar os dias pra ficar mais com o baby. Não mudo nada no quarto-escritório porque ele pode virar o quarto do baby a qualquer momento. Não compro o vestido pra um casamento que terei em junho porque não sei se estarei já de barriguinha ou não. Até parei de comentar muito nos blogs porque acho que não tenho nada pra acrescentar.

Duh, é óbvio que quero engravidar por motivos muito superiores a essas bobeiras que to relatando. Tudo isso se resolve, eu sei. E a vida de ninguém deveria ficar mais complicada por nada disso. Mas a minha fica. Essas coisas todas juntas vão ficando chatinhas. Vão fazendo tudo ser uma grande espera.

...

Bem, já que não to fazendo nada mesmo e to achando sacal ficar esperando, no final de semana resolvi ser adolescente. Vi um monte de televisão, ignorei o mercado, a louça, a vida de adulta. Eu e Maridón fizemos uma zona em casa (ui!) e não nos preocupamos com nada. Tomamos vinho e ficamos altinhos cantando alto na varanda. E dormimos tarde e esquecemos de comer.

...

Mas aíííí. O dia amanheceu. A bebedeira passou. E além de não-grávida, não-bêbada e não-adolescente, eu tinha hora pra acordar, tinha que lavar um copo pra não ter que beber água no gargalo da garrafa (porque a louça toda tava suja na pia), tinha que inventar algo pra comer, tinha que procurar uma roupa passada pra vestir pra vir trabalhar. E tinha que trabalhar (essa foi, sem dúvida, a pior constatação).

...

Então é isso, tá? Sijoga na semana que começa.

Beyoncé - como foi

Esqueci de contar um causo para vocês. Aconteceu em fevereiro – o mês que não foi. Lembram que eu ia levar as sobrinhas do Maridón pra ver a djivah Beyoncé? Então, nós fomos.

Eu e as duas mocinhas no alto de seus 11 e 12 anos. Pegamos o trem pra San Isidro (cidade aqui do lado onde foi o show), chegamos tranquilamente (nós e meia Buenos Aires no mesmo vagão) e eu tava disposta a ser a tia legal. Como eu já tava preparada pra qualquer imprevisto, relaxei e liberei geral pra elas. Se quisessem gastar dinheiro com besteira, eu ia deixar, se quisessem se pegar com o adolescente argentinho gostoso, eu ia deixar, se quisessem rolar no chão, eu ia deixar. Era a noite pra curtir sem a chateação dos adultos – ignorando o fato de que eu já cresci.

Encontramos um lugar legal na pista e ali ficamos esperando o show começar. Tiramos fotos imbecis (dando língua pra câmera, fazendo carão, essas coisas) e tomamos refrigerantes. Aí apagam as luzes e o show começa...



Gente, sijoguei. Pegou uma no meu braço e a outra foi pros meus ombros (era muita adrenalina e falta de Loção minha, eu poderia ter me machucado sério, mas who cares, né?). Pulamos as três assim, meio agarradas, meio ensandecidas. Queria muito que elas vivessem essa energia de um showzão, acho que super faz parte a gente viver isso em algum momento da vida. Eu acho que é pra se entregar e chorar e berrar e foda-se o resto. E assim foi.

Eu, que tinha passado a tarde (produtiva) no trabalho decorando as principais músicas, dei show, cantei tudo, foi ótimo. Acho que elas ficaram muito felizes com a minha cia., eu realmente fiz aloka (inclusive performei a dança da sensual quando ela tocou Naughty Girl - esquecendo tudo que eu penso sobre erotização precoce, hohohoh).

Mas a alegria e a adolescência (minhas, claro) acabam aí.

Porque o encosto incomodo da responsabilidade falou mais alto e eu tive que voltar pro planeta Terra. No meio do show, uma delas resolveu que estava insatisfeita com a visão do palco e começou a se afastar da gente, sem avisar nada. Magina que eu ao deixar isso. Tentei convencê-la a voltar, mas ela não queria de jeito nenhum. Queria porque queria ver pelo telão, atrás daquelas enormes caixas de som que ficam no meio do palco. Ah porra. Pagar pra ver telão é foda. E eu falei isso pra ela “se você queria ver no telão, porque não viu em casa? Show é assim mesmo, é perrengue”. Aí falei que não íamos ficar ali e voltamos pra onde estávamos. Dois segundos depois (aí foda-se o show, eu tava mais preocupada em tomar conta delas), a garota tá em lágrimas.

Puuuutz.

Eu fiquei com um ódio. Mas um ódio. Deu sangue no olho de raiva. Engoli seco, respirei fundo e, madura (arfe), falei: “Olha só, Sobrinha, estamos aqui para ter um momento legal, de curtição. Não quero que você fique triste, mas também não quero prejudicar a diversão da tua irmã Sobrinha 2 por isso. Vamos procurar um lugar em que AS DUAS queiram ficar pra ver o show, ok?”. Ok. Ela engoliu o choro e aceitou a proposta. Mas ficou fazendo bico por um tempo ainda.

E assim rolou. Só que eu, que já tinha performado o esporro, fiquei me sentindo meio bruxa. Não foi mais a mesma coisa, sabe? Fiquei pensando nelas, colocando a diversão e o bem-estar delas antes de qualquer outra coisa. Acho que faz parte da (rápida) experiência materna, né?

Saímos do show numa boa, mas ainda tive que administrar outra crise entre as duas, que cismaram de comprar camisas da Beyoncé na saída do show, mas ficaram com inveja uma da blusa da outra, ai que saco. Resolvi propondo um lanche no Mc Donald’s, aí ficou tudo bem. Arranjei um taxi pra ir embora e elas voltaram dormindo cada uma em um ombro meu, exaustas e felizes. Eu também.

Um pouco mais sobre a vida virtual

Já que o assunto deu pano pra manga e que queremos tudo siconhecermus melhor, conto pra vocês: eu não trabalho mais escolhendo título de filme adulto não, infelizmente... desde que aceitei o cargo fora do Brasil (ainda estou na Playboy, trabalhando com o Sexy Hot), minha função acabou virando mais de coordenação dos canais (sim, tem mais de um!) e mais ligada à produção de chamadas (saca os comerciais que anunciam a programação do canal? Então, é isso). Daí que muito disso envolve tomar decisões e definir coisas, digamos assim, mais importantes. Continuo na putaria (ui), só que em cargo mais avantajado (ui).

Mas avantajado é uma ova, eu queria mesmo era continuar exercendo a minha loucura criando título pornô, era tããão divertido! Amava! Foi uma época muito feliz e doidinha na minha vida, eu falava besteira e todo mundo adorava e ainda era paga pra isso, olha que ótimo!

Mas enfim, enquanto estive lá trabalhado nessa função, saímos em várias matérias no jornal, foi bem divertido. Eu achei graça dos meus 15 minutos de fama, é uma mudança de perspectiva bem interessante. Se quiserem ler algumas matérias que saíram, vejam aqui.

Agora, selecionei uma bobeirinha pra vocês, que eu mesma escrevi e saiu na Revista Nova na época (até parece que fazem 20 anos, só tem um e meio, mas enfim, às vezes é legal falar que nem a minha vó, ué). Foi logo depois que me mudei pra Buenos Aires e tive a oportunidade de escrever um pouquiiiinho das minhas baboseiras num veículo impresso. Pena que não pude descaralhar na linguagem. Mas a piada amarela dos peixinhos saiu e eu amay, clica em cima que aumenta:

Porque o meu sonho era emplacar piada ruim na revista
pros pessoal tudo ler na sala de espera do dentista!



Ok, prometo que acabei com o momento egotrip, no próximo post, voltaremos à programação baby-normal desse blog.

Beijomechamapraserentrevistada!

Ai, ai, essa vida virtual

Participei de um chá de baby online pela primeira vez na vida (aqui, ó, que orgulho!).

E amei estar lá no blog dela e participei de coração aberto, porque a considero amiga mesmo. E me perdi imaginando que legal seria ver a carinha dela ao abrir a caixa de presentinhos que eu mandei.

Pensando nisso, tinha me proposto a mandar, além dos presentes, um vídeo: “Oi Débora, eu sou a Carolina, essa é a minha cara, essa é a minha voz! To te mandando aí umas besteirinhas pro teu baby, espero que goste!”. Mas não mandei, tive vergonha.

Essa é a primeira vez que vivo o mundão virtual tão de perto. Nunca tinha feito amigos pela internet, muito menos namorado, muito menos qualquer outra coisa. E achava engraçado, na época que lia os blogs em silêncio, sem comentar nada (fiquei nessa por dois anos), quando as meninas falavam diretamente umas com as outras, agradeciam apoio, diziam que sentiram saudade. Achava lou-cu-ra. E agora tão entendo.

Como é importante saber que tem um monte de doidas que te entendam. Falar mil vezes sobre a mesma coisa e não ser criticada. Acompanhar a vida das queridas. Sentir a tal saudade quando alguma some. Comentar com o marido: “olha amore, mais uma grávida de segundinho!”, “olha Maridón, o filho da Fulaninha começou na creche essa semana!”. E o marido não entender picas. Essa vida “paralela” que levamos aqui é apaixonante mesmo.

Mas eu sinto falta de ver vocês. Por isso tinha pensado em fazer o vídeo pra Débora, talvez ela tenha a mesma curiosidade sobre mim (se não tiver, Débora, não me diz, tá? Deixa eu achar que tem). Sempre que vejo uma foto nova de alguma, fico montando na cabeça a fisionomia completa da pessoa, pensando como é que ela fala, se ela fala como escreve, como se movimenta, qual gracinha faz (e eu penso em gracinha, pq né, adoro uma piada amarela). Enfim. Tudo isso pra dizer que eu queria conhecer vocês!

Aí, o final lógico desse post seria... um vídeo meu, né? É. Mas “lógica” não é uma palavra que permeia muito essa minha vida, então tem vídeo não, tá? Fiquei com vergonha de novo e me achando meio stalker da vida alheia de pedir vídeo de voces...

Então gente, me fala aí, vocês também tem essa viagem de ver como é a carinha de cada uma? E as que já se conhecem, como foi?



(e pra quem estiver simorrendo de curiosidade de ver a minha figura humana enquanto ser viva em ação, pode conferir o maior mico que eu já paguei na vida: parte 1 e parte 2)

I'm yours

ou Pollyannando


Faz assim, ó: dá um play no vídeo aqui embaixo. Não precisa ficar olhando para ele, não. Só ouve a música.



Hoje eu acordei meio tarde, dei “oi” pra faxineira, que hoje precisou levar o filhinho pra trabalhar com ela, porque não tinha com quem deixar. Isso poderia ser triste, mas nem. O menino era um fofo, simpático e comportadinho. Falei meia dúzia de bobeiras pra ele, ele riu. Eu ri de volta. Dei um cheiro no meu baby-dog, tomei um banho gostoso e saí. Fui pagar o aluguel. A moça da imobiliária foi simpática, perguntou como estava o cachorro. “Tá bem, vai fazer um aninho amanhã e vai ganhar bolo de frango!”. Rimos. Eu saí de lá feliz que tenho dinheiro pra pagar o aluguel. Como estava meio atrasada pro trabalho, entrei num taxi. No rádio do carro, tocava essa música que estamos ouvindo agora aqui no blog. Não sei direito o que ela diz, ainda não me dei ao trabalho de escutar com calma. Porém, a voz do cantor, o refrão, o ritmo, não sei, algo me fez tão feliz de ouvi-la.

Olhei em volta, as pessoas andando pela rua, o sol lindo que faz, a temperatura gostosa de verão.

Quando cheguei no trabalho, falei com meu amado Maridón, em seguida meu pai ligou. Sorri, sorri. Uma borboleta entrou pela janela e pousou no meu computador.

Aí eu quis vir aqui dividir isso com vocês. Que não aconteceu nada de diferente no meu dia hoje. Mas que tá sendo tão bom.

É bom ver que não precisamos de tanto pra ter momentos muito felizes. É só olhar em volta: um dia bonito, uma ligação de longe, uma borboleta, contas pagas, um amor pra chamar de seu.

Então sijoga, gente! Que vocês tenham um final de semana bem lindao, esqueçam as neuras um pouquinho, percebam que a vida é boa e sorriam!


So I won't hesitate no more, no more
It cannot wait I'm sure
There's no need to complicate
Our time is short
This is our fate, I'm yours

Ah, então era isso?

Chegaram os resultados dos exames que eu fiz, dos hormônios e seus amiguinhos. Aí que deu tudo dentro dos parâmetros normais (de acordo com os números do próprio exame), menos... a prolactina. Que tá alta.

Se fosse em qualquer outra época, eu teria me jogado no chão diante disso, tamanha seria a preocupação e o horror e o drama e a quantidade de lágrimas. Mas, agora que eu sou uma pessoa tranquila e conectada com meu eu interior, apenas pensei “hmmm, vai ver que foi por isso que não rolou nada de baby até agora”.

Fui ao Mestre Google perguntá-lo se a prolactina estava tão alta assim. O numero de corte do laboratório é 28 (não me pergunte a unidade de medida, nunca me lembraria desse detalhe) e o meu deu quase 40. O consenso googliano é que não é tão alta. Mas, que sim, poderia estar impedindo a gravidez.

Aí entrei em contato com uma amigona que teve o mesmo problema recentemente (mas não tá tentando ter filhos) e ela me disse que tratou com medicação e pronto. Por acaso, hoje ela tinha consulta com a ginecologista dela e ia perguntar. A médica acabou falando a mesma coisa que o Mestre: o valor não é tão alto, trata com remedinho, mas possivelmente estaria me atrapalhando no objetivo baby.

Falou ainda pra eu ficar calma (mas doutora, eu sou O Poço Ameno da Tranquilidade) e conversar com meu médico. Então tá. Liguei pro médico e ele só tem horário pro dia 22. Vinte-e-dois. Longe pacas. Que pena, vou perder outro ciclo.

Mas, como eu sou um serumano calmo, decidi apenas esperar e curtir então. Nada de contas, nada de período fértil, vou deixar rolar.

Fevereiro

Que venha então a menstruação! Como uma chuva forte vermelhuda a regar e a fortalecer os largos campos da minha fertilidade (oi?).

Pra não ficar triste de bobeira (até pq né, em mês que a pessoa não transa, a pessoa não engravida, o raciocínio é simples), fiquei me consolando positivamente, imaginando esse momento menstrual como uma afirmação da minha feminilidade, da minha capacidade de gerar, procriar, reproduzir. Que venha o novo ciclo! Me entrego ao pensamento animal e me mentalizo entrando em contato com a mãe Natureza, com a Pacha Mama e fico me sentindo A mulher. A fêmea. A mãe. A louca.

Bobeiras a parte, estou diante de uma decisão, já que Maridón falou a seguinte frase pra mim, depois que o avisei que eu tinha menstruado: “vamos nos esforçar agora esse mês”. Ah, gente, sei lá. Esforçar? Pra ter um baby? Sei não. Gosto de pensar que a “produção” do baby deveria ser romântica, cheia de amor e naturalidade (tá. Eu sei que mudo de idéia sobre isso todo mês, eu sei, mas gosto de ficar sempre questionando as coisas, acho saudável – e cri-cri também, mas enfim). Por outro lado, será que não é a hora de testar fazer tudo certinho, acompanhando datas e temperaturas basais e mucos, só pra ver no que dá? Dúvida, dúvida.

De forma geral, agora que o mês de fevereiro já acabou, acho que não importa muito mais pra mim.

Deixa eu fazer um parêntesis aqui pra explicar minha cisma com o fevereiro: lá nos idos do meio do ano passado, quando eu ainda debatia com Maridón sobre a melhor data pro filho nascer (hehehe, engraçado como dá uma coisa control freak na gente quando não sabe do que tá falando, né. Até parece que alguém define data pra filho nascer), nós tínhamos combinado que não queríamos ter filho nos meses de: dezembro, janeiro, fevereiro, junho e julho. Isso pq esses são meses de férias escolares e nós dois nascemos nessas datas e sempre odiamos não poder comemorar com os coleguinhas. Não riam, isso é sério (tá, pode rir). Engraçado ou não, eu sei o que é marcar uma festa e não poder contar com metade dos convidados, pq estariam viajando com os pais. Traumatizei. Fora que não quero ter filho no auge do verão, nem no auge do inverno. Fora que eu gosto mais de alguns meses que de outros. Acho mais legal primavera e outono. Aí fiz umas contas dos meses que poderia engravidar, pra que o bichinho nascesse nos tais meses que eu queria. He-he. Então, desde que começamos a tentar, em novembro, eu só tava autorizada a engravidar até fevereiro. E já que eu queria ter o baby ainda em 2010, era só até fevereiro mesmo, não ia dar pra tentar mais.

Ao contar isso pra minha psicóloga, ela gar-ga-lhou. Tipos, tu não quer escolher cor de olho e senso de humor do herdeiro também não? Aproveita! E aí “fevereiro” virou nossa piada interna, ela sempre ficava falando que eu tenho tanta vontade de controlar tudo, que certamente calcularia engravidar exatamente no dia 27/02/2010, às 21 horas.

Pois bem, dia 27 de fevereiro foi sábado passado e, às 21 horas, eu não engravidei, vocês sabem. Aliás, às 21 horas nem fiz sexo (e isso vocês também já sabem – o que vocês não sabem, afinal?).

Daí que acabou fevereiro e acabaram as minhas chances de programar a vi(n)da do meu baby (e também de brincar de deusa do universo). Sendo assim, se engravido agora em março e minha gestação tiver em média umas 40 semanas, vou parir em dezembro. Certo?

Pééééénn. Errado. Carolina Control Freak quer ter filho, mas não em dezembro.

Tá, eu ainda não perdi o senso do ridículo (não, é?) e sei que esse papo todo é absurdo.

Então, sabe o que aconteceu? Relaxei. Não completamente, senão não seria eu. Mas já que a coisa não vai acontecer feliz e perfeita tipo o comercial de margarina que eu tava imaginando, eu finalmente percebi que ficarei feliz de simplesmente engravidar, não importa muito a data. Não queria que demorasse anos, mas é tranquilo esperar um pouco mais.

Então, voltando, fica a dúvida lá do terceiro parágrafo: controlo o ciclo ou deixo rolar? Tenho vontade de controlar total, só pra ver como é. Ao mesmo tempo, também queria esquecer tudo, escuto mil relatos de gente que finalmente engravida quando não pensa mais no tema. Se bem que agora que eu lancei o assunto, fica meio sem clima “relaxar”, né não? Meio auto-enganação.

Mas também, nem adianta eu pensar em nada disso, não quero ter filho em dezembro mesmo...

:P

Rir pra não chorar

Pior do que ficar menstruada é ficar menstruada um dia antes do que se esperava.

Poxa, nem deu tempo deu me enganar!

Quanto custa ter um filho? - parte 2

É gente. Tô aqui em casa no meu Top Top (isso é como uma amiga fala Laptop, achei ótimo, incorporei – ela também gosta de chamar Black Berry de Berry Berry, atóron), esperando uns móveis chegarem da loja (sou pheena e adquiro furniture, licença). Fiz um par ou impar com Maridón pra ver quem ia ficar em casa esperando o interfone tocar e perdi (ou ganhei, né, depende do ponto de vista).

Daí que fiquei e estou trabalhando daqui mesmo e felizinha de estar na minha cama às dez e pouca da manhã, cheia de acento pra usar no meu querido teclado em português.

Mas essa introdução não serve pra nada, é apenas um quebra-gelo pra dizer que (pra variar) vocês são ótimas e sempre me dão força e ficam rindo comigo das minhas loucuras. Obrigada!

***

Uma das grandes preocupações que eu tive durante O surto foi financeira. Não só pelo baby, mas por nós dois mesmo. Fico sempre na corda bamba, dividida entre me planejar financeiramente e poupar algo pra ter um futuro mais garantido ou viver bem e plenamente a vida agora (até pq sei lá quanto ela vai durar).

Daí, pensando nisso, um dia comprei o livro “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”. É auto-ajuda e parece meio bobo, mas gente, não é não. Já li duas vezes e, pra mim, serve como uma força (duh, auto-ajuda) que sempre me lembra que, enquanto eu quiser, tudo vai dar certo financeiramente. Ele é bem pé no chão e ensina a controlar o orçamento doméstico de um jeito que funciona pra mim. Eu já tinha algum controle (adoro uma planilha), mas tudo ficou mais claro depois desse livro.

Porém, com o objetivo babystico apontando no horizonte, medrei de novo, resolvi rever as contas. E, claro, dei uma desesperada (já falei disso aqui). Fui catar bibliografia mais específica na Internet, pra como se planejar financeiramente pra ter um filho. E qual não foi a minha surpresa ao ver que não tem muito sobre o tema não (ou pelo menos Mestre Google não quis me mostrar). As pessoas pensam na alimentação, na saúde, na parte psicológica. Mas muito pouco na parte financeira e a maioria fala vagamente um “vai dar tudo certo”. Ok, tudo bem, cada um na sua. A onda do “vai dar tudo certo” é ótima e eu gosto de acreditar nela também, mas me planejar não quer dizer que sou pessimista, muito pelo contrário. É meu esforço pra que realmente dê tudo muito certo. Pra afastar as preocupações ao máximo e simplesmente viver plenamente o momento baby.

Bem. Aí encontrei uma entrevista com o mesmo autor do “Casais”, que achei interessante compartilhar. Gosto do pensamento dele, de forma geral. Claro que discordo de alguns pontos, tipo incentivar a criança a ter uma postura empreendedora (essa palavra "empreendedora", aliás, me dá uns arrepios. "Pró-atividade" também. Uia.). Sigo buscando bibliografia sobre o tema, se alguém tiver pra indicar, me avisa!



Como ter filhos e não perder dinheiro
matéria do site Bebê.com.br
Por Ana Holanda
Foto Raul Junior

Boa parte dos casais costuma se questionar como manter o estilo de vida diante dos gastos extras que pipocam quando a família cresce. Para buscar alívio para essa aflição, conversamos com o mestre em administração Gustavo Cerbasi, 35 anos. Cerbasi (www.maisdinheiro.com.br ) é especialista em finanças dos negócios, planejamento familiar e economia doméstica. É também autor de obras como Casais Inteligentes Enriquecem Junto e Filhos Inteligentes Enriquecem Sozinhos (ambos da editora Gente). Pai de Guilherme, 2 anos, e Gabrielle, 5 meses, Gustavo costuma dizer que “enriquecer é uma escolha” e defende o ato de poupar desde que isso não sacrifique demais o prazer do casal.

1. É possível ter filhos e não perder dinheiro?
Sim. É comum lermos matérias sobre o custo de ter um filho. Na verdade, não podemos entender um filho como um custo, mas como uma fase da vida. Quando se está com a vida financeira equilibrada e a família cresce, o impacto é pequeno. Agora, se o casal já vive no limite (tem carro e casa financiados e poucas sobras para o lazer), esse desequilíbrio aparece quando o filho nasce. Para quem tem um dia a dia compatível com o que ganha, a chegada da criança tem o efeito de substituição do lazer. Isso porque, com um bebê em casa, as pessoas jantam menos fora, recebem menos amigos para encontros sociais, viajam menos. A atenção – e o tempo livre – se voltam para os cuidados com a criança. Para evitar um orçamento apertado antes de o bebê chegar, o que eu aconselho é que o casal sente para pensar na sua qualidade de vida. Talvez não seja necessário ter um carro tão caro ou um imóvel tão dispendioso. Por exemplo, é comum a esposa ficar grávida e o homem comprar um carro maior e também mais caro. Sempre se pensa naquela possível viagem e na necessidade de ter um bagageiro grande. Ninguém pensa que, nessas ocasiões, pode-se alugar um carro. O brasileiro ainda não tem esse hábito. Mas vale começar a pensar nisso.

2. Como cortar gastos com inteligência?
Analisar o que é supérfluo e preservar o que lhe faz bem. Você pode trocar o carro por outro com parcela mais barata, evitar o desperdício com água, alimentos. De dez em dez reais, você economiza de maneira criativa. Criatividade é fazer programas com amigos e com a família: em vez de ir ao restaurante, que tal convidar os amigos para um jantar em casa? É saber economizar sem cortar sua felicidade. Pense, então, naquilo de que você não abriria mão. Para uma mulher, pode ser ir a manicure. É melhor que ela economize, então, com as compras do supermercado do que com a vaidade.

3. Mas quando se tem filhos é importante poupar, certo?
Quando um bebê nasce, os pais costumam pensar em como garantir um futuro para a criança, seja por meio de um plano de previdência, seja por um seguro de vida. Aí vem a frustração porque não dá para fazer tudo. Então, de novo, vale a pena cortar gastos desde que se preserve o consumo daquilo que faz bem. Se isso não for feito, lá na frente, a pessoa correrá o risco de se tornar alguém amargo.

4. O relacionamento do casal influencia as finanças?
Sim. Um relacionamento em que cada um pensa no seu próprio dinheiro não funciona. O casal tem que se esforçar para ter uma conversa mais aberta, falar sobre sonhos e frustrações. Quanto mais transparente for o diálogo, melhor. Por exemplo, se um dos dois perde o emprego, o relacionamento só se mantém caso um assuma as despesas da casa. E isso acontece apenas quando os dois entendem o dinheiro como um bem comum e não como algo que pertence a cada um, de maneira individualista.

5. A forma como um casal lida com o dinheiro é reflexo da relação a dois?
Em termos. A relação do casal é reflexo da sociedade. E, na infância, não fomos educados financeiramente para lidar com o dinheiro. Se o casal começa a dividir tudo, cada um pagando a sua parte, está reforçando um comportamento que aparentemente parece correto e justo, mas é destrutivo. Essa é uma relação de sócios, não de parceiros. Como eu já disse, é preciso de uma conversa franca para lidar com esse lado financeiro. A conversa transparente é que permite o enriquecimento porque ela gera uma postura mais agregadora e menos competitiva.

6. A maneira como os pais lidam com o dinheiro é uma forma de educar os filhos financeiramente?
Sim, sem dúvida. Quando os filhos são jovens, não têm ideia de valores. É claro que os pais não precisam abrir para as crianças o quanto a família tem de patrimônio, quais seus ganhos etc., mas é importante que eles dividam o quanto todos têm para gastar no final de semana, numa viagem. Esse é um jeito de educar financeiramente os filhos. Eles aprendem pelo exemplo, por aquilo que veem em casa.

7. Devemos dividir as questões financeiras com os filhos? Por exemplo, se um pai não tem condições de dar algo à criança, ele deve dizer ou é melhor se endividar para realizar o sonho do pequeno?
Nenhum tipo de sonho deve ser descartado com o argumento de que não se tem dinheiro. Se o pai ganha R$ 1 mil e consegue poupar R$ 50 e o filho quer ir para a Disney, ele deve dizer que vai demorar cerca de dez anos para conseguir realizar o sonho. Isso é importante para que a criança dimensione o valor das coisas e o tamanho do sacrifício para consegui-la. O pai também pode propor que o filho o ajude a poupar dinheiro e assim reduzir o tempo de espera. As crianças são ótimas para pensar em saídas criativas. Com esse tipo de atitude, você incentiva o pequeno a ter uma postura empreendedora.

8. Que conselho o senhor daria para quem está planejando ter um filho?
Não encare a criança como um custo. E não transforme a chegada do bebê numa mudança de padrão de consumo. Preserve o seu bem-estar e a sua qualidade de vida. E, enquanto seu filho cresce, não deixe de estar com ele para trabalhar mais e assim poder poupar mais. Crie, sim, reservas de emergência, mas saiba que às vezes o melhor investimento é dedicar uma tarde com ele fazendo bolhas de sabão.

Fevereiro, o mês que não foi

Minha psicóloga sentenciou: ou volta a escrever ou vai praticar uma luta, um kickboxingzinho que seja. Tem que botar pra fora, ela disse. Humpf. Uma horinha por semana buzinando no ouvido dela e duzentas horinhas no de Maridón não são suficientes.

Así que precisava mesmo voltar. Fiquei cinco dias digerindo a possibilidade e... voilá, to aqui.

Atualizo vocês dos babados, então: o breve tempo de silêncio se deu por muitos motivos. Posso resumir assim: o mês passado não serviu pra muita coisa. Primeiro, porque tive visitas o tempo todo em casa. Sogro + esposa e filha, Sogra + sobrinhas, Sogra + amiga. Ter gente dentro de casa morando comigo praticamente é uma coisa que me invade muito. E pelo tanto tempo que foi, me deixou quase doida. Porque eu sou permissiva, porque eu não consigo arrumar briga pelas coisas que acredito, porque eu fico engolindo sapo pra não estragar o momento, porque a gente acaba gastando dinheiro, porque a gente faz passeios que não tava afim, come o que não quer, ouve muitas coisas com as quais não concorda e ainda por cima tem que ficar fazendo sala o tempo todo.

Não conseguíamos ter os nossos papos de casal, nem nossa vida de casal, nem ver tv, nem nada mais. Leia-se: sexo. Não. Foi. Feito. Tendeu?

Já sabemos que mulher mal comida é bicho do mal, filhote de cruz credo, deusa do mau-humor. E eu não sou diferente da maioria: preciso transar e, agora que quero ter baby, preciso mais do que todo mundo. Posso fazer tudo que é simpatia, exame e reza, mas filho não vai sair desse mato se o séquisso não for praticado.

E se tem uma coisa que treinante não gosta é de período fértil jogado pela janela.

Como se não bastasse isso, ainda surgiram vários outros problemas:
* financeiro – não, nem to na merda, mas vamos dizer que estamos com beem menos do que pensávamos.
* geográfico I – é na Argentina mesmo que queremos ficar nessa vida? Não se sabe.
* geográfico II – se não vamos mais ficar na Argentina, pra onde vamos? Fazer o que?
* futuro I – e se não temos certeza do que estamos fazendo, como vamos botar um filho no mundo assim?
* trabalho – é isso mesmo que gostamos de fazer e vamos seguir fazendo pro resto da vida?
* educação – será que não tá na hora de uma pós pra reforçar a carreira ou uma nova faculdade pra seguir qualquer outro sonho?
* futuro II – e se não temos certeza do que estamos fazendo, como vamos botar um filho no mundo assim? (2)
* e já que não temos certeza mais de porra nenhuma: vamos evitar o baby? Voltar a tomar pílula? Usar camisinha?

Caralho, que merda, depois de tanto sonhar com isso, vou botar hormônio pra dentro de novo? Ah não. E todo mundo que tem filho tem certeza do que tá fazendo? E que caralhos tenho eu com a vida de todo mundo?

Instalou-se a confusão.

***

Aí, no meio disso tudo, um dia eu chego em casa pra almoçar. E meu cachorro, por algum motivo obscuro, tinha ficado nervoso. E tinha feito um puta buraco no meio da porra do sofá. Cavou meu sofá novo. Ok, já não era a primeira vez, ele já tinha feito outros buracos. Mas porra, cachorro, logo agora?

Me enchi de raiva de uma forma sem precedentes e desci o cacete no bichinho. Sério. Não chamem a Sociedade Protetora dos Animais, gente, ele já tá bem. Na verdade, quem ficou mal fui eu. Eu fui pra cima dele com tanta força e ódio que uns 3 tapas depois, eu me desequilibrei e caí dramaticamente no chão e desandei a chorar. E chorava e soluçava. O coitado ficou tão assustado e sensibilizado que veio lamber as minhas lágrimas. Um fofo. Coitado do meu cachorro. Nunca mais encostei a mão nele e pretendo não encostar mais mesmo. Enfim, culpas mil a parte, eu surtei.

E, por favor, não venham me dizer pra eu me acalmar que logo o baby vem não, porque não foi esse o motivo do surto, foi só uma gota no meu copo cheio d’água.

***

O bom de chegar no fundo do poço é que você não tem mais pra onde descer. Daí, comecei a subir novamente. Minha psicóloga me ajudou, a de Maridón o ajudou também e nós dois, um pouquinho mais fortalecidos, estamos tentando, juntos, sair dessa.

E agora que já me acalmei, consigo entender que problemas, sempre vou ter. Que nem preciso me descabelar pra resolver todos, porque, né, simplesmente não vai acontecer.

Vamos vendo o que rola.

***

Aí, noutro dia, voltei ao GO. Ele tinha pedido pra eu voltar caso não engravidasse dois meses depois de parar com a pílula. Eu relutei um pouco e voltei 4 meses depois. Cheguei lá nesse bom humor que Deus me deu, ele deu “oi” eu respondi “eu ainda não to grávida”, bem séria, bem puta, como se fosse culpa dele, coitado. Ele riu e falou que pelo menos eu tava mais bonita, que a falta da pílula tinha me dado traços mais femininos. “traço feminino de cu é rola, eu quero um feto, pode ser?”. Pensei, mas não falei. Meu olhar deve ter falado, porque ele logo sugeriu “se isso te deixa mais calma, podemos fazer uma bateria completa de exames”, aí eu “não doutor, eu to ótima, super to podendo ficar mais nervosa, precisa de exame nenhum não”.

Tá bom, eu não falei nada disso, eu só pensei e respondi que seria ótimo fazer exames sim. Daí ele falou que íamos testar esses hormônios sei lá o que, tipo prolactina, progesterona, tireóide e seus amiguinhos.

***

Aí eu fui lá fazer o exame e a moça enfermeira não achava veia. Aí eu falei pra ela enfiar a agulha dentro do meu olho, porque do jeito que to com raiva e falando palavrão que nem o CU, deve estar tudo concentrado e eu nem devo estar mais com a parte branca aparecendo. Só vermelho sangue.

Tá, mentira, ela achou a veia bonitinha e agora sou uma moça comportada e normal (hahahahahahahahahahaha).

Assim que os exames ficarem prontos, eu volto no médico e aqui pra contar pra vocês.

***

E gente, desculpe pelos palavrões e pela acidez. É que loucura, TPM e falta de sexo juntos arrasam qualquer serumana.

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