Sobre a ansiedade e o constante aprendizado

Se tem uma coisa que permeia a vida de quem tenta engravidar é a ansiedade. Vejo blogs e fóruns por aí e as mocinhas ficam se descabelando pensando em datas férteis, mucos, alimentos que ajudem, simpatias, preces, macumbinhas. E não é coisa de primeira viagem não, muitas estão no segundo ou terceiro baby e ficam nervosas iNgual (até mais). Comparada a essas, me sinto até calma.

Mas eu não sou não, é mentira.

Ainda não fiquei menstruada de novo, mas, como meu corpo tem se mostrado um reloginho (o que é bom), já comecei a sentir os sintomas. Coliquinhas e um certo mau humor querendo dar as caras.

Minha primeira reação é ter uma tristeza chata, uma sensação de vazio. Aí depois fico com raiva da pílula que tomei durante tantos anos. Se eu não ia engravidar mesmo, por que tomei essa merda? Por que gastei tanto dinheiro com o remedinho do mal? Em seguida, começo a odiar todas as mulheres que engravidam rápido ou por acidente. Essas histórias de fulaninha que transou em pé na festa com um cara que nunca tinha visto, engravidou, ficou sem saber, encheu a cara durante os 3 meses seguintes e não aconteceu nada com o bebê são de matar. A fulaninha, claro, não eu. Por que caralhos voadores eu fico deitada depois do sexo? Por que fico me culpando pelas minhas cervejinhas? Por mais que esses pensamentos todos sejam bestas e durem cada vez menos, eles acabam vindo, mesmo sem convite.

Saco essa vidinha de “treinante”, viu.

Tá, tá, tá. Tem pouco tempo que estamos tentando, meu corpo é aparentemente saudável e regulado, tenho a cabeça no lugar e tento cuidar um pouquinho da saúde, tento não beber muito, além de ter a consciência de que as coisas acontecem quando tem que ser. E não tenho pressa (irônico, eu sei). Não tenho problemas com o tempo a ser esperado, porque tempo, ah, esse aí eu tenho. O foda é não saber de quanto será essa espera.

Finalmente descobri. É isso. A falta de controle miarrasa. Se alguém me dissesse: “olha, vai demorar pábase de um ano”, ok, eu esperaria o tal do ano. Ficaria ansiosinha, claro, mas seria uma espera que tem data certa pra acabar, como os 9 meses que se aguardam pela chegada do baby. Não tem jeito ele demorar 13 ou 28 meses. Vai ser por aí uns 9 mesmo. Aí a sanidade se mantém. Coisa que não tá acontecendo comigo agora, humpf.

Apesar de tudo isso, começo a perceber que a vida é sábia. Que quando se trata de maternidade, controle é uma palavrinha que não está tão presente. E essa experiência das tentativas é o começo de um grande aprendizado pra ser mãe. Você não vai decidir se o filho será menino ou menina (pode preferir o quanto quiser), simpático ou fechado, risonho ou chorão, se vai te amar enormemente ou nem tanto, se vai ter olho verde ou castanho. Você apenas se arma de coragem e força pra encarar as coisas e faz o melhor com o que tem. E pronto. Decidir ou não se vou conseguir engravidar esse mês é uma pretensão das grandes.

Sendo assim, vou tentando aprender com a vida e focando em outras coisas o máximo que consigo. Terminei agora um curso de fotografia, to lendo 3 livros ao mesmo tempo (dois sobre maternidade, ai, ai, ai), tenho tentado organizar as minhas finanças e educar direito o baby dog (ah, ainda tem isso, tem o cachorro que precisa de mim!). Marquei consulta com o GO (ele tinha mandado eu voltar se não engravidasse em dois meses) e quero marcar mais médicos pra dar uma revisada na vida.

Será que to no caminho certo?
E ainda: será que existe um caminho certo?

Como contar? - parte II

Eu estava conversando com o Maridón sobre essa tema e achei interessante trazer aqui pro blog.

Quando fomos agora pro Rio, todo mundo nos perguntava sobre os nossos planos, o que pensamos em fazer da vida, se vamos voltar pro Brasil, pq ainda moramos em Buenos e tudo mais.

Eu respondo numa boa e acho que essa curiosidade é normal e até demonstra carinho e preocupação por parte das pessoas. Porém, é óbvio que tudo isso tem um quê de invasão e interrogatório. Nem pra todas as perguntas eu tenho a resposta, nem todas as decisões são tomadas com a mais absoluta certeza e nem todas as novidades eu to afim de compartilhar.

Sendo assim, o “Como Contar?” de hoje é mais sobre essa parte, que acho que será inevitável: explicar o filho. Parece absurdo, mas (pelo menos na minha realidade) vai acontecer. Vai chover pencas de pessoas perguntando pq decidimos ter um filho, se temos certeza de que essa é a melhor hora, se não estamos loucos, se estamos seguros de que estamos prontos pra ter filho longe da família. Eu (acho que) sei a resposta pra tudo isso, mas será que devo explicações da minha vida pra todos? Onde está o limite entre preocupação e intromissão? E ainda: pq as pessoas acham que somos idiotas e que não pensamos em nada antes? Será que alguém em sã consciência acha que eu poria um serumano no mundo sem pensar e repensar antes? (/revolta feelings).

Bem.

Fiquei tentando definir o discurso com Maridón, pq quero que tenhamos isso bem afinado. Não quero dar pano pra manga, mas também não quero ser grossa com ninguém. Estou aberta a conselhos, mas não a que me digam como viver a minha vida.

Sendo assim, por agora, decidimos:

- Pq engravidar?
- Pq sentimos que era a hora.

E pronto. E se alguém perguntar se sabemos onde estamos nos metendo, eu tenho vontade de responder que as conseqüências foram calculadas sim (inclusive as boas), mas que pra saber o que realmente é, só passando pela experiência.

Me sinto meio ridícula tocando no assunto dessa forma, meio adolescente até, como se estivesse fazendo algo errado ou inoportuno. Mas, prefiro me antecipar ao assunto, afinal, conheço o meu eleitorado.

E vocês? Passaram por algo assim?

(pra ler a parte 1, clique aqui)

Sobre aniversários, idas ao Brasil e livros

Estou de volta! E fiquei toda boba com os recadinhos de aniversária, obrigada!

Posso dizer que a ida ao Brasil foi MARA, mijoguei completamente, afaguei os amados, fui pra praia, curti tudo, ganhei presentinhos, comprei havaianas novas… amey.

Fiquei com um pouco de medo de ter bebido tanto (adoro um chopinho e aproveitei a oportunidade pra tomar umas dúzias) e por acaso estar grávida, mas a verdade é que eu acho que não estou. De novo. Ainda. Não to sentindo nada diferente e ainda por cima eu e Maridón não tínhamos dois minutos juntos de tranquilidade, então o séquisso foi totalmente deixado de lado. Perdi uns dias do meu período fértil (acho)... paciência. Vamos ver mais pra frente, né?

Mas, viajar pro Brasil não foi assim tão prejudicial ao assunto baby. Foi bom pra repensar algumas coisas e reafirmar as minhas certezas, como as de estar em outro país e de querer ter um filho num ambiente mais tranquilo mesmo (é uma grande vantagem daqui e acho que merece até um post próprio). Também foi importante pra lembrar que vai ser complicado fazer tudo sozinha, sem família por perto. E, finalmente, lembrei que o amor atravessa qualquer fronteira, então não preciso ter medo do meu baby não ser tão amado ou se sentir esquecido. Não será.

Além disso, como era a aniversária... ganhei muitos presentes! Desses, ganhei dois baby-presentinhos e quero contar pra vocês:



Mothern: Manual da Mãe Moderna





Ser mãe é sorrir em parafuso


Vocês conhecem? Já leram? Confesso que não conhecia nenhum dos dois (do Mothern eu conhecia só a série do GNT). Reparei que os dois tem um tom mais leve, de humor. Acho que, como ainda não estou grávida, as pessoas que sabem que estou tentando preferem não pegar muito pesado no tema.

Das vezes que fui ao Brasil, quis muito comprar esses clássicos, tipo “Encantadora de Bebês” ou “A vida do bebê”. Porém, tem dois problemas: eu nunca estou sozinha no Rio e não to muito afim de gerar perguntas sobre meus planos (que ficariam muito claros se eu adquirisse um desses títulos). Comprar livro sem chamar atenção pra mim é muito difícil. Fora isso, acho que esses livros são, de fato, meio pesados pra fase que vivo agora, não são bem o que estou vivendo e tenho medo de ficar mais ansiosa. Mas aí logo volto atrás e penso que quero ler tudo, não importa a fase em que estou. Gosto de ler e o tema é fascinante!

Sendo assim, fiquei bem felizinha com esses dois livrinhos!

E vocês? Leram muita baby-literatura? Indicam alguma?

beju
;)

Que lo cumpla feliz

Na próxima segunda-feira é meu cumple! Aeeeeee!
Será que é o último em living la vida loca mode ON? Será?

Não sei.

Sendo assim, poooor las dudas (to toda trabalhada no castellano hoje), resolvi dar uma fugida pro Rio de Janeiro, pra comemorar a data com os famílias e amigos! Vou sijogar na Skol, na praia, no bolinho de bacalhau, no arroz com feijão, no brigadeiro e em muitas outras iguarias que só o meu Brasil brasileiro tem.

Semana que vem to de volta.

Beijomeliga!
;)

Tabelinha e outros

Taí uma coisa na qual eu nunca prestei atenção: meu ciclo. Nas minhas revistas Capricho e Querida (ui, lembram dessas?) da adolescência, sempre a tabelinha aparecia como o PIOR método anticoncepcional de todos, pouquíssimo confiável. OK, fui no mais recomendado, a pílula. E assim foi, por longos 10 anos e 9 meses. Tomando o remédio, o ciclo fica regulado e suas características (pelo menos, acho eu) não correspondem muito à realidade.

Daí, quando parei com a pílula, minha maior dúvida era entender o meu ciclo. Embora, na época, eu não quisesse determinar dias pra transar, acabou que fiquei perdida e muito mais ansiosa e enlouquecida do que agora.

Nesses 3 meses remédio-free, fiquei quebrando a cabeça fazendo conta besta e não cheguei a lugar nenhum. Até que conheci o site www.tabelinha.com.br, que faz a conta por mim e ainda manda e-mail avisando dos dias importantes! Olha que gracinha o que eu recebi hoje, por exemplo:

“Olá Carolina,

Atendendo a sua solicitação o www.tabelinha.com.br avisa:

Hoje é uma de suas datas especiais.”

Que delicadeza, que gentileza, que fofice! Se alguém ler meu email não entende muito bem, não liga o nome diretamente à pessoa. E eu, por outro lado, já fico sabendo que hoje é dia de ataque ao Maridón ;)

Eu sei que cada organismo é um organismo, sei que posso ovular fora dessas datas. Por isso, temos namorado quando dá vontade. Claaaro que hoje vou dar uma concentrada na coisa, mas sigo tentando não virar uma neurótica.

Fora isso (e olha que to tentando não ser neurótica), tenho uma planilha onde anoto as minhas datas de menstruação e os dias que fizemos sexo. Achei importante fazer isso para poder saber dar essas informações ao médico, caso seja necessário.

***

Isso tudo são tentativas de frear um pouco o pensamento. Pq a verdade é que acho que é a primeira vez na vida que quero muito algo que não tenho controle do quando e como vai acontecer, sabe. Não tem prazo, data, nada. Simplesmente é entregar pra que deus, o universo, o destino, ou qualquer outra força que comanda essa nossa vidinha decida por mim.

Como contar?

Enquanto o baby não dá as caras aqui pela minha pancinha (“inha” foi supers generoso da minha parte), eu fico viajaaaando na maionesa, pensando em como vou reagir no dia em que descobrir a gravidez.

Arriscaria dizer que toda mulher doida já fez isso, mas como não gosto de generalizar (aham), conto pra vocês que eu adoro ficar imaginando esse momento. E não é de hoje: eu sempre gostei de me jogar nessa vibe. Lembro que passei o ano todo do vestibular sonhando com o dia que eu veria meu nome no jornal, na lista dos aprovados. Acabou que foi tudo diferente do que imaginei: eu não fui na banca comprar a Folha Dirigida (ai meus tempos sem internet), foi uma amiga que o fez e me ligou berrando, me chamando de nerd, pq eu tinha passado pra 3 das 4 faculdades públicas do Rio de Janeiro. Bons tempos, aliás, em que eu me sentia inteligente de verdade. Agora não, acho que trabalho emburrece ao longo do tempo e a única referencia nerd que eu ainda tenho é gostar de ver The Big Bang Theory. Enfim, aqui é blog baby, voltemos pro assunto.

A primeira coisa que penso, além da minha própria reação, é em como contar pro Maridón. Vejo por aí as mommys dando sapatinho de presente, escrevendo carta, fazendo camiseta. Acho super fofo, mas juro que se eu fizer algo nesse nível pro Pedro, ele é capaz de cair pra trás de tanto rir. Nem rola. Fora que ele reclamou outro dia que eu fico fazendo teste de gravidez sozinha (oi? Vc quer fazer xixi na tirinha tb?). Disse que o único detalhe de ser PAI e não MÃE é que ele não vai parir, mas diz que quer participar de todos os momentos, desde o sexo (duh), passando pelo médico e pelos testes, até amamentação (outro dia ele tava falando que vai comprar aqueles aparelhos de relactação pra ele poder dar o peito também, é doido). Ou seja: é bem provável que eu não tenha que contar da gravidez pra ele, ele vai saber junto comigo.

Poxa, vi tantos filmes e novelas com milhões de idéias de como contar gravidez pra marido! Todo um pacote de referencias jogado pela janela. A gente quer é ver a cara de surpresa deles! Como vou prestar atenção na cara dele AO MESMO TEMPO que descubro que serei mommy? Vai dar não.

Sendo assim, agora comecei a pensar em como contar pras demais pessoas. Claro que meu pai e minha sogra terão prioridade, tenho até vontade de pegar o primeiro avião e ir pro Brasil de surpresa, pra contar pessoalmente (e arriscar que os velhos tenham um infarto). Mas as outras pessoas depois disso... sei lá. Tenho medo de esquecer de alguém e essa pessoa ficar chateada que não soube. Mas, ao mesmo tempo, notícia dessa magnitude eu vou contar até pro moço da padaria. Ahhhh, outra: tem que contar pro chefe antes de sair espalhando na internet? Fica feio ele saber por terceiros, né? E essa coisa de esperar 3 meses, alguém aguenta?

Eu já até pensei em post aqui pro blog, do tanto que gosto de pensar nessa história. Já pensei em textos melosos, textos engracados, foto do teste, um montao de coisa.

Mas...

Acabou que eu falei, falei e não cheguei a nenhuma conclusão de como dar esse tipo de notícia. Então, pra variar, pergunto pra vocês: como vocês descobriram? E como contaram pros amados?

Espertinho

Quando comecei a assistir ao vídeo abaixo, surgiram na minha cabeça vários conceitos de como educar, de como lidar com as crianças que aprontam, de exemplos a serem dados, de didática, bla bla bla whiskas sachê.

Mas o menino do vídeo é tão genial e divertido que acabei concordando com a mãe dele: o lance é rir, aproveitar o momento-travessura pra fazer um vídeo legal e curtir a vida.


Sobre nomes

Tava lendo ontem aquele blog de mães do Globo Online e me chamou a atenção um post que falava de uma matéria do Baby Center Brasil sobre um levantamento que fizeram dos nomes de crianças mais comuns no Brasil (aqui).

Eu sempre tive bem claro isso de nome de filho, mesmo antes de pensar em tê-los de verdade. Pra menina (e sempre penso em menina primeiro), seria Julia. Pra menino, João. Não gosto de nome composto, não gosto de nome grande, não gosto de nome que inspira piadinhas. Então minha decisão tava conforme (hehehe, o mais engraçado é que eu ca-guei pra opinião do marido – o qual, na época dessa decisão, eu nem possuía).

Mas aí o tempo foi passando e vi que TODAS as mães estavam colocando Julia nas babynhas. Não dá. Eu amo esse nome, mas nunca fui a única Carolina do colégio ou do cursinho e odiava ser chamada pelo sobrenome (e assim foi a vida inteira, menos na faculdade, graaaças a deus). Não queria condenar minha filha a isso. OK, mudei pra outro que amo: Sofia. Arfe. Qual não foi a minha surpresa ao ver que também estava na moda. Tem 36 Júlias e 18 Sofias que eu conheco atualmente.

Daí, recentemente, pensando em ter filhos de verdade e conversando com o Maridón a respeito do tema (finalmente ele foi incluído), cheguei à conclusão de que a minha filha terá o nome da minha mãe: Ana. É comumzérremo, mas é o nome da mulher mais incrível que eu conheci na vida e acho que será uma linda homenagem. Fora que eu acho bonito, simples, forte, bem-resolvido. Até tenho visto um monte de Anas nascendo por aí, mas não me incomodo mais, a decisão já está tomada.

E, como Maridón até participou da conversa, mas não teve muito direito de voz, resolvi deixá-lo livre pra escolher nome de menino. E ele escolheu: será Felipe. A explicação é que Felipe é nome de príncipe. E que tinha um filme da Disney que ele assistia quando criança em que o príncipe era legal e se chamava Felipe (e meu marido tem 7 anos, só pode).

Enfim, esse papo de nome é tãão subjetivo... por isso fica a pergunta: como/pq vocês escolheram os nomes dos seus pequenos?


ps.: fazendo um breve apuração pra esse post, perguntei de novo pro Maridón pq ele quis “Felipe”, aí ele disse que quer repensar, que tá achando que o significado é vazio... que esteve procurando significado de nomes na internet e achou várias páginas desse tema, mas que tinham links sobre “nomes no Serasa”. Aí ficou impressionado que sites sobre criança tenham publicidade relacionada com o Serasa, hahahahaha. E Maridón, como bom Maridón que é, já viaja logo na maionesa e fica procurando piadas pra ligar as coisas. E esquece do assunto principal, o nome da criança. Ai ai ai. A pessoa tá entrando agora na blogosfera materna, vamos dar um desconto (pra enriquecer a discussao, o nome do Maridón é Pedro - mas oi? enriqueceu pq?).

Eeeenfim.

Essa historia ainda deve ter muitos outros capítulos... decidir nome de um serumano é brabo gente, na boa.

Muito pra contar e pouco ________ pra escrever

aí vcs preenchem o espaco como quiserem. Dou dicas: "tempo", "animo" ou ainda "vergonha na cara".

mas enquanto eu nao adquiro qualquer um desses, deixo voces com um texto do Maridón. Tao lindo e tao empolgado na coisa materna/paterna... ai ai ai, que amorzinho.

***

e vcs, queridas, td bem?

Ai, ai

Meu ano começou muito bem, com minha querida prima-irmã dando o ar da graça e da beleza aqui pelas terras argentinas. Me senti querida, contei pra ela dos meus baby planos e ela se encheu de alegria. Tudo bem que continuamos discordando da coisa parto normal x cesárea (com detalhe pra ela me chamando de hippie doida), mas tudo bem, foi uma semana muito feliz por aqui.

Chato é que ainda não foi dessa vez que o baby veio. Estou menstruada (hit me baby, one more time).

Queria muito me unir totalmente à enorme fertilidade e felicidade que tomam conta da blogosfera agora, mas a verdade é que não tá rolando. Humpf.

Eu sei que tem pouco tempo que estamos tentando.
Eu sei que as coisas são quando tem que ser.

Eu sei.

Mas estou me dando um minutinho pra entrar na tristeza clichê que eu sempre achei exagerada (cospe pra cima, vai Carolina), pra tentar descobrir o que foi que deu errado, pra ficar me sentindo a última das criaturas inférteis, azarentas e secas do universo.

Pra completar, minha TPM me pegou de jeito e fiquei vários dias (incluindo hoje), tipo assim, in-su-por-tá-vel.

***

Com isso, já terminaram os dois meses de tentativas (e de ácido fólico) que meu médico tinha me dado, eu vou ter que voltar lá com essa cara de tacho infértil que deus me deu e não sei qual vai ser o papo dele. Não sei pq ele me deu tão pouco tempo de “prazo” pra engravidar e, apesar de tristinha, acho muito cedo pra tentar induzir alguma coisa.

Por mim, eu fico mais uns 6 meses tentando de forma natural, sem tentar me preocupar tanto em procurar motivos pra essa não-gravideza da minha pessoa humana. Mesmo tendo que ficar triste a cada vez que menstruar (mas também, no final, qual mulher acha ótemo uma menstruaçao?). Acho que prefiro assim por enquanto.

***

Humpf.

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