Dia cheeeio. Nem parece pela quantidade de posts, né. Abafa.

Pois bem, tava eu escutando minhas musiquinhas no youtube. A coisa funciona assim: penso numa música que quero ouvir. Aí acho, escuto e as próximas, vou indo pelo que o youtube vai sugerindo. Ou pelo que sou capaz de lembrar. Não sei o que é pior: a sugestão do site ou a minha. Comecei bonita, ouvindo Cartola (As rosas não falam). Fiquei sentimental, abrasileirada e fui avançando pelo samba. Isso logo que escrevi o post anterior, lá pras onze da manhã. Agora, depois de muitos e-mails, músicas, reuniões, planilhas e putarias depois, chego no clássico: Emílio Santiago.

Ai, ai. EMOSSAUM.

Isso é minha família, é minha adolescência, é minha vida. Todo churrasco, festa, férias, tudo era regado a sambinha assim. Não tinha nada mais pra ouvir. Mas sei lá, o tempo passou, os churrascos cessaram e acabou que fazia um tempão que eu não escutava esse troço. E como é bom! Sintrego! Siemociono!

Senta, se acomoda, à vontade
Tá em casa, toma um copo
Dá um tempo que a tristeza vai passar
Deixa pra amanha, tem muito tempo
O que vale é o sentimento
E o amor que a gente tem no coração

Escutem as letras. Eu escutei com calma e me senti como os meus tios no churrasco. Sinceramente. Agora entendo porque eles fechavam os olhinhos e cantavam como se nada mais importasse. Porque nossa, é muito verdade tudo que ele fala.

Agora, quer sijogar no chão de emossaum? Olha essa:

Eu lembro de uma vez que fui no Canecão com meu pai, numa premiação de samba (era programinha certo ir nos eventos do samba com minhas famílias). Bem, aí o Emílio era o homenageado da noite. E ele mandou essa. E eu subi na cadeira pra gritar com ele: “A-noi-te-ceeeeeeeeeeeeeu! Olho pro céu e vejo como é boooooooooooom”. Causei. E qual não foi o meu espanto ao ver que todo mundo aderiu à subida na cadeira? Inesquecível.

Tudo isso pra dizer que ainda não esqueci nada do que tava me atormentando, mas hoje, só por hoje, eu simplesmente me deixei levar. Por Emílio. Pela música. Pelo excesso de trabalho. Ou de posts. Sei lá. Acho que deu certo.

Preciso me levar menos a sério (menos?).

10 respostas em “Emílio sorri pra mim

  1. nossa Caroool, super "siidentifiquei" kkkk
    na minha família tbm era super assim, com as mesmas músicas… tudo bem q tbm tinha um pouco daqueles pagode melacueca ou corno chorão (tipo Só pra Contrariar ou Raça Negra) kkkkk, mas tbm tinha mto samba, nossa me lembra mto minha infância e tbm lembro dos tios com o copinho d cerveja na mão, olhinhos fechados e dedinhos pra cima, acompanhando intensamente essas letras cheias d verdade… mto bom nééé?! é uma sensação ao mesmo tempo gostosa e um pouquinho doída, pela delícia da lembrança mas tbm pela certeza d q não volta mais… atóóóron!
    beijocas!

  2. Nossa, fui para minha infancia…

    Meu pai tinha um barco e costumavamos a passar feriados longos na ilha grande, dormindo no barco, que era grande!

    Ao todo éramos nove (e não seis), e o meu pai tinha um amigo, que uqnado ficava bebado, colocava emilio santiago no repeat até de madrugada… e eu como toda criança achava um saco! Saigon era o hit!!!

    bjus

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