É gente. Tô aqui em casa no meu Top Top (isso é como uma amiga fala Laptop, achei ótimo, incorporei – ela também gosta de chamar Black Berry de Berry Berry, atóron), esperando uns móveis chegarem da loja (sou pheena e adquiro furniture, licença). Fiz um par ou impar com Maridón pra ver quem ia ficar em casa esperando o interfone tocar e perdi (ou ganhei, né, depende do ponto de vista).
Daí que fiquei e estou trabalhando daqui mesmo e felizinha de estar na minha cama às dez e pouca da manhã, cheia de acento pra usar no meu querido teclado em português.
Mas essa introdução não serve pra nada, é apenas um quebra-gelo pra dizer que (pra variar) vocês são ótimas e sempre me dão força e ficam rindo comigo das minhas loucuras. Obrigada!
***
Uma das grandes preocupações que eu tive durante O surto foi financeira. Não só pelo baby, mas por nós dois mesmo. Fico sempre na corda bamba, dividida entre me planejar financeiramente e poupar algo pra ter um futuro mais garantido ou viver bem e plenamente a vida agora (até pq sei lá quanto ela vai durar).
Daí, pensando nisso, um dia comprei o livro “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”. É auto-ajuda e parece meio bobo, mas gente, não é não. Já li duas vezes e, pra mim, serve como uma força (duh, auto-ajuda) que sempre me lembra que, enquanto eu quiser, tudo vai dar certo financeiramente. Ele é bem pé no chão e ensina a controlar o orçamento doméstico de um jeito que funciona pra mim. Eu já tinha algum controle (adoro uma planilha), mas tudo ficou mais claro depois desse livro.
Porém, com o objetivo babystico apontando no horizonte, medrei de novo, resolvi rever as contas. E, claro, dei uma desesperada (já falei disso aqui). Fui catar bibliografia mais específica na Internet, pra como se planejar financeiramente pra ter um filho. E qual não foi a minha surpresa ao ver que não tem muito sobre o tema não (ou pelo menos Mestre Google não quis me mostrar). As pessoas pensam na alimentação, na saúde, na parte psicológica. Mas muito pouco na parte financeira e a maioria fala vagamente um “vai dar tudo certo”. Ok, tudo bem, cada um na sua. A onda do “vai dar tudo certo” é ótima e eu gosto de acreditar nela também, mas me planejar não quer dizer que sou pessimista, muito pelo contrário. É meu esforço pra que realmente dê tudo muito certo. Pra afastar as preocupações ao máximo e simplesmente viver plenamente o momento baby.
Bem. Aí encontrei uma entrevista com o mesmo autor do “Casais”, que achei interessante compartilhar. Gosto do pensamento dele, de forma geral. Claro que discordo de alguns pontos, tipo incentivar a criança a ter uma postura empreendedora (essa palavra “empreendedora”, aliás, me dá uns arrepios. “Pró-atividade” também. Uia.). Sigo buscando bibliografia sobre o tema, se alguém tiver pra indicar, me avisa!
Como ter filhos e não perder dinheiro
matéria do site Bebê.com.br
Por Ana Holanda
Foto Raul Junior
Boa parte dos casais costuma se questionar como manter o estilo de vida diante dos gastos extras que pipocam quando a família cresce. Para buscar alívio para essa aflição, conversamos com o mestre em administração Gustavo Cerbasi, 35 anos. Cerbasi (www.maisdinheiro.com.br ) é especialista em finanças dos negócios, planejamento familiar e economia doméstica. É também autor de obras como Casais Inteligentes Enriquecem Junto e Filhos Inteligentes Enriquecem Sozinhos (ambos da editora Gente). Pai de Guilherme, 2 anos, e Gabrielle, 5 meses, Gustavo costuma dizer que “enriquecer é uma escolha” e defende o ato de poupar desde que isso não sacrifique demais o prazer do casal.

1. É possível ter filhos e não perder dinheiro?
Sim. É comum lermos matérias sobre o custo de ter um filho. Na verdade, não podemos entender um filho como um custo, mas como uma fase da vida. Quando se está com a vida financeira equilibrada e a família cresce, o impacto é pequeno. Agora, se o casal já vive no limite (tem carro e casa financiados e poucas sobras para o lazer), esse desequilíbrio aparece quando o filho nasce. Para quem tem um dia a dia compatível com o que ganha, a chegada da criança tem o efeito de substituição do lazer. Isso porque, com um bebê em casa, as pessoas jantam menos fora, recebem menos amigos para encontros sociais, viajam menos. A atenção – e o tempo livre – se voltam para os cuidados com a criança. Para evitar um orçamento apertado antes de o bebê chegar, o que eu aconselho é que o casal sente para pensar na sua qualidade de vida. Talvez não seja necessário ter um carro tão caro ou um imóvel tão dispendioso. Por exemplo, é comum a esposa ficar grávida e o homem comprar um carro maior e também mais caro. Sempre se pensa naquela possível viagem e na necessidade de ter um bagageiro grande. Ninguém pensa que, nessas ocasiões, pode-se alugar um carro. O brasileiro ainda não tem esse hábito. Mas vale começar a pensar nisso.
2. Como cortar gastos com inteligência?
Analisar o que é supérfluo e preservar o que lhe faz bem. Você pode trocar o carro por outro com parcela mais barata, evitar o desperdício com água, alimentos. De dez em dez reais, você economiza de maneira criativa. Criatividade é fazer programas com amigos e com a família: em vez de ir ao restaurante, que tal convidar os amigos para um jantar em casa? É saber economizar sem cortar sua felicidade. Pense, então, naquilo de que você não abriria mão. Para uma mulher, pode ser ir a manicure. É melhor que ela economize, então, com as compras do supermercado do que com a vaidade.
3. Mas quando se tem filhos é importante poupar, certo?
Quando um bebê nasce, os pais costumam pensar em como garantir um futuro para a criança, seja por meio de um plano de previdência, seja por um seguro de vida. Aí vem a frustração porque não dá para fazer tudo. Então, de novo, vale a pena cortar gastos desde que se preserve o consumo daquilo que faz bem. Se isso não for feito, lá na frente, a pessoa correrá o risco de se tornar alguém amargo.

4. O relacionamento do casal influencia as finanças?
Sim. Um relacionamento em que cada um pensa no seu próprio dinheiro não funciona. O casal tem que se esforçar para ter uma conversa mais aberta, falar sobre sonhos e frustrações. Quanto mais transparente for o diálogo, melhor. Por exemplo, se um dos dois perde o emprego, o relacionamento só se mantém caso um assuma as despesas da casa. E isso acontece apenas quando os dois entendem o dinheiro como um bem comum e não como algo que pertence a cada um, de maneira individualista.
5. A forma como um casal lida com o dinheiro é reflexo da relação a dois?
Em termos. A relação do casal é reflexo da sociedade. E, na infância, não fomos educados financeiramente para lidar com o dinheiro. Se o casal começa a dividir tudo, cada um pagando a sua parte, está reforçando um comportamento que aparentemente parece correto e justo, mas é destrutivo. Essa é uma relação de sócios, não de parceiros. Como eu já disse, é preciso de uma conversa franca para lidar com esse lado financeiro. A conversa transparente é que permite o enriquecimento porque ela gera uma postura mais agregadora e menos competitiva.
6. A maneira como os pais lidam com o dinheiro é uma forma de educar os filhos financeiramente?
Sim, sem dúvida. Quando os filhos são jovens, não têm ideia de valores. É claro que os pais não precisam abrir para as crianças o quanto a família tem de patrimônio, quais seus ganhos etc., mas é importante que eles dividam o quanto todos têm para gastar no final de semana, numa viagem. Esse é um jeito de educar financeiramente os filhos. Eles aprendem pelo exemplo, por aquilo que veem em casa.
7. Devemos dividir as questões financeiras com os filhos? Por exemplo, se um pai não tem condições de dar algo à criança, ele deve dizer ou é melhor se endividar para realizar o sonho do pequeno?
Nenhum tipo de sonho deve ser descartado com o argumento de que não se tem dinheiro. Se o pai ganha R$ 1 mil e consegue poupar R$ 50 e o filho quer ir para a Disney, ele deve dizer que vai demorar cerca de dez anos para conseguir realizar o sonho. Isso é importante para que a criança dimensione o valor das coisas e o tamanho do sacrifício para consegui-la. O pai também pode propor que o filho o ajude a poupar dinheiro e assim reduzir o tempo de espera. As crianças são ótimas para pensar em saídas criativas. Com esse tipo de atitude, você incentiva o pequeno a ter uma postura empreendedora.
8. Que conselho o senhor daria para quem está planejando ter um filho?
Não encare a criança como um custo. E não transforme a chegada do bebê numa mudança de padrão de consumo. Preserve o seu bem-estar e a sua qualidade de vida. E, enquanto seu filho cresce, não deixe de estar com ele para trabalhar mais e assim poder poupar mais. Crie, sim, reservas de emergência, mas saiba que às vezes o melhor investimento é dedicar uma tarde com ele fazendo bolhas de sabão.

7 respostas em “Quanto custa ter um filho? – parte 2

  1. Post simplesmente muito útil!
    Cada vez que vou a uma loja de bebês e afins o maridex tem palpitações ao ver o preço nas etiquetas…rsrsrs

    Carol, tem selinho pra vc lá no meu blog!!!!

    bjinhossss

  2. Oieee
    adorei…Eu estou na mesma situação que vc. Ao mesmo tempo que quero mto, eu penso em comprar minha casa primeiro, terminar a facul, arrumar um emprego melhor etc … Eu sou mto preocupada com tudo e planejo sempre … As vezes me da uns ataques de quero um bebe, dai depois uns ataques de preciso disso e daquilo primeiro Rs Eu vivo surtando !!
    Acho que preciso de uma psicologa tmb rs
    BjãO

  3. Oi Carol. Mais uma vez perfeito. Já li o livro que vc mencionou e gostei mto. Extraí aquilo q mais me interessou e q mais se adeque à minha vida e venho aplicando esses métodos, e até q tem dado certo.
    Achei a entrevista ótima, principalmente pra tentar convencer meu marido a não ver um filho só como custo kkkk enviei pra ele por e-mail com letras garrafais, vamos ver se cola…
    Eu sou igualzinha a Ale, q comentou acima. Tem horas q quero desesperadamente um baby, dane-se estabilidade, dinheiro, diploma e o cassete (sorry), afinal a vida é agora! mas em outros momentos me bate o pensamento "de massa" (como a maioria da sociedade pensa) e quero fazer td como manda o "protocolo" social!
    Enfim! é mto confuso… vou começar a procurar serviços gratuitos d terapia! kkkk I need!
    Enquanto isso vou levando, sem coragem d largar a pilula e dar o big passo! acho q vou precisar tomar um porre pra desencanar e fazer meu filho!kkkkkkkkkk
    Beijos!

  4. Carolzinha,
    ter um filho é caro pacas. Veja o meu caso. Mariana nem vai na escola. Nem tem babá. Nem nada que gaste muito. Mesmo assim eu não sei para onde vai parar o dinheiro. Leite? Fraldas? Roupinhas lindinhas? Não faço ideia.
    Só sei que o filho entra por uma porta, e o dinheiro sai pela janela.
    Te prepara gata, porque o buraco é bem lá embaixo…heheehehe

    bjss

  5. Nossa xará eu amo uma planilha tb e faço isso desde o planejamento mensal de gastos até os gastos com bebe… enfim… me mato… td bem q o controle fica so na planilha kkk coloco ate os excessos kkkk mas eu tento kkkk
    Super beijo..

    PS: rachei com o post passado… eu estava com o "P" de putadavida no "mode on" e dei uma relaxada afinal… todo mundo tem dia q parece noite nao é mesmo???!!!
    Bjusssssssssss

  6. Acho que eu sou uma das loucas que pensa "a gente dá um jeito".

    Quando resolvi ter um filho não pensei em nada disso não e confesso que até hoje não me preocupo.
    Se eu tiver o suficiente (leia-se o necessário meeeesmo) tá mais do que bom.

    Eu penso nas mães que sustentam 5 filhos com um salário. Claro que não devemos tomá-las como exemplo, mas, se podemos dar muito mais do que isso e mais o que realmente é essencial que é a educação (não falando de boas escolas), respeito, amor e dedicação, acho que tá valendo mesmo.

    Talvez eu não seja muito racional. Mas não me arrependo do que fiz não.

    Beijão!

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