Já contei pra vocês que sempre rola uma visitinha de famílias/amigos aqui em Buenos Aires, não já? Pois bem, essa semana estamos recebendo uma convidada muito especial. É a Cunhadín, irmã de Maridón (já falei dela aqui).

Cunhadín veio com seus pais (o Sogrón e a esposa de Sogrón) pra ficar 10 dias e com o objetivo (eles não sabem, mas eu bem sei) de me fazer experimentar um pouco do que é conviver com um baby.

Em apenas 3 dias, já lembrei UM HORROR de vocês todas, das histórias contadas, das dúvidas e do quanto a vida pode mudar por causa de um ser tão piquitito. Pq olha só:

1.    É cansativo. Ela requer a nossa atenção quase o tempo todo (dos pais mais do que a minha, claro). Não pára quieta um minuto. Não tem a menor paciência pra bater papo sentada na mesa do bar. Nem pra ver vitrines. Muito menos pra Casa Rosada. Se vê a gente mexendo em computador, ela logo pede pra ver foto “qué ê óto da Bába” (=quero ver fotos da Bárbara). O negócio dela é pegar em tudo, andar sem dar a mão, interromper refeições, cantar (bem alto) e repetir o que gosta de fazer (umas 800 vezes, até a exaustão – o que normalmente acontece com a gente primeiro). Uma tarde dessas, ela queria descer no escorrega do parquinho. Precisava de um adulto pra subir com ela, outro pra receber lá embaixo, outro pra fotografar (e ela sorria posando a cada descida) e outro pra ficar dando apoio moral (pros outros adultos, pq ela tava muito bem psicologicamente). Isso foi repetido algumas dezenas de vezes, ela não cansava. A gente, sim. As 22h já estamos um trapo, prontinhos pra mimir.

2.    Põe a gente em forma. Teve um dia que ela cismou que queria dormir, no meio de um passeio. No colo. No meu colo. Encostada no meu ombro e fazendo rolinhos com o meu cabelo, do lado direito. Não podia mudar ela de lado, não podia dar no colo de outra pessoa. Ai meu braço! Ai meu cabelo! Em outro momento, a mãe dela tava enrolada com algo e me pediu pra calçar os tênis nela. Mas, de novo, ela cismou que tinha que ficar no meu colo. Demonstrando alta capacidade cognitiva, eu, 48 horas de convivência com uma baby depois, calcei a menina com apenas uma mão (COM meias). Ninja. (já sei que não preciso ter medo de trocar fralda, pq depois de umas horas, a gente se vê fazendo coisas incríveis!).

3.    Testa a paciência. Ela é muito boazinha, viu. Mas, chora de noite. To-das as noites. E não é um chorinho de tristezinha. É um puta choro alto, a menina abre mesmo o berreiro. Na primeira noite, eu tomei um susto tão grande que acordei já sentada na cama. Agora já estou me acostumando e apenas acordo, 3, 4 vezes por noite e só volto a dormir quando ela para de chorar. Hoje, de tão acostumada que to ficando, acordei antes dela e fiquei esperando que ela despertasse

4.    E ela o fez. Como todas as manhãs: rindo, gargalhando. Como pode esse bom humor todo? É tão fofo, tão gostoso, que me fez esquecer as 3 problemáticas anteriores. Fiquei rindo que nem boba com ela, curtindo, me deixando levar por aquela alegria toda.

Baby é tudo de bom, né?

(dps eu volto com fotos – até pq tenho uma super sequência dela descendo no escorrega do parque)

9 respostas em “Ensaiando

  1. Kkkkk Eu não tenho mto paciencia com o irmão do meu marido (4 anos), mimado, se joga no chão, grita, esperneia, e as vezes da vontade de matar kkk Mais acho que quando for o meu vai ser diferente né… Quero ver a foto do anjinho! Rs Bjs

  2. ahahahahaha
    pois é, amiga, é mais ou menos por aí… Arthur está nessa fase de não querer dar a mãe e se estabacar de cara na parede, porque quer correr olhando pra gente… à noite, melhoramos 2005, está dormindo a noite toda, graças a Deus…ehehehe
    Mas cada sorriso, cada gargalhada, cada pose fofa torna tudo muito mais doce e a gente esquece rapidinho dos perrengues…ehehehe
    Beijo grande!

  3. Tem que ter paciencia né amiga.. eu tb n sou das mais pacientes…. mas uma coisa é filho dos outros.. ue vc só ve algumas vezes.. outra coisa é filho nosso, que vms nos acostumando com o jeito deles e sabendo o que e como fazer… bom imagino eu…rsrsr
    Bjs!!

  4. Essa é uma prova de fogo gata! Depois disso, quem for repensar a decisão da maternidade, decida agora! rsrsrs
    Já passei por isso na faculdade. Minha tia tinha acabado de ter bebê e eu fui morar com ela. A licensa maternidade acabou e aduvinha quem ficou com a criança? Eu. Foi um aprendizado muito grande e suficiente pra eu querer adiar a maternidade na época!

    Beijos

  5. Esse negócio do braço é sério mesmo. A Emília ainda tem só 22 dias, é super boazinha e independente, fica bastante tempo no carrinho e no berço, mas já é o suficiente pra esboçar uma tendinite. Pricipalmente se você amamenta. Tem uma hora que o bebê vai ficando mole, querendo deixar a cabeça cair, aí você sobe o cotovelo, tensiona o ombro… não tem almofada que resolva!

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