Eu estava conversando com o Maridón sobre essa tema e achei interessante trazer aqui pro blog.

Quando fomos agora pro Rio, todo mundo nos perguntava sobre os nossos planos, o que pensamos em fazer da vida, se vamos voltar pro Brasil, pq ainda moramos em Buenos e tudo mais.

Eu respondo numa boa e acho que essa curiosidade é normal e até demonstra carinho e preocupação por parte das pessoas. Porém, é óbvio que tudo isso tem um quê de invasão e interrogatório. Nem pra todas as perguntas eu tenho a resposta, nem todas as decisões são tomadas com a mais absoluta certeza e nem todas as novidades eu to afim de compartilhar.

Sendo assim, o “Como Contar?” de hoje é mais sobre essa parte, que acho que será inevitável: explicar o filho. Parece absurdo, mas (pelo menos na minha realidade) vai acontecer. Vai chover pencas de pessoas perguntando pq decidimos ter um filho, se temos certeza de que essa é a melhor hora, se não estamos loucos, se estamos seguros de que estamos prontos pra ter filho longe da família. Eu (acho que) sei a resposta pra tudo isso, mas será que devo explicações da minha vida pra todos? Onde está o limite entre preocupação e intromissão? E ainda: pq as pessoas acham que somos idiotas e que não pensamos em nada antes? Será que alguém em sã consciência acha que eu poria um serumano no mundo sem pensar e repensar antes? (/revolta feelings).

Bem.

Fiquei tentando definir o discurso com Maridón, pq quero que tenhamos isso bem afinado. Não quero dar pano pra manga, mas também não quero ser grossa com ninguém. Estou aberta a conselhos, mas não a que me digam como viver a minha vida.

Sendo assim, por agora, decidimos:

– Pq engravidar?
– Pq sentimos que era a hora.

E pronto. E se alguém perguntar se sabemos onde estamos nos metendo, eu tenho vontade de responder que as conseqüências foram calculadas sim (inclusive as boas), mas que pra saber o que realmente é, só passando pela experiência.

Me sinto meio ridícula tocando no assunto dessa forma, meio adolescente até, como se estivesse fazendo algo errado ou inoportuno. Mas, prefiro me antecipar ao assunto, afinal, conheço o meu eleitorado.

E vocês? Passaram por algo assim?

(pra ler a parte 1, clique aqui)

13 respostas em “Como contar? – parte II

  1. Eu passo muito por isso. Aliás, quando me dizem: "ainda é cedo, espera mais um pouco", tenho vontade de responder:"tem razão, com a evolução da medicina posso esperar fazer 70 anos…". É incrível como todo mundo acha saber melhor que nós a hora certa, a idade certa, a situação financeira certa…Sorry, eu que vou gerar, parir e criar!

    Beijos

  2. Ô querida, eu esperei 10 anos de casada para ter filhos. No meu caso o interrogatório era o inverso: por que não tem filho?
    A conclusão é: o povo pergunta, faça chuva ou faça sol. O povo se intromete queira ou não.
    E a gente vai respondendo, ou dando desculpa, ou se irritando, conforme o nosso humor e a nossa vontade…
    bjs e acho que a resposta que você já formulou tá boa até demais!

  3. Querol, durante a festa o seu pai pediu para eu arrumar um emprego para vc aqui no Brasil, para vc voltar pra cá… rss

    Enfim, lembrei disso agora!

    Eu acho que a resposta: "Senti que era hora" está bom tamanho, não?

    mas concordo que as pessoas vão perguntar, questionar… enfim, e é bom estar preparada!!

    beijocas, ju

  4. Olha Carol, as reações e questionamentos das pessoas são imprevisíveis. Eu passei por isso sim, até porque eu já estava casada a 4 anos e todos cobrava o baby e a minha resposta sempre foi que não era a hora. Até mesmo quando decidimos engravidar, não contamos isso pra ninguém. Isso pq eu não queria cobranças do tipo: E aí, e o bb?

    Então quando anunciei a gravidez a maioria das pessoas ficaram surpresas. Mas no geral, sempre foram carinhosos, claro que perguntavam: Mas foi planejado ou aconteceu? Mas teve uma pessoa que me magoou na época, teve uma reação estranha, questionou pq? como assim? desde quando eu queria? Enfim…depois ela me pediu desculpas e ficamos bem.

    Mas o que tomei de experiência é que quando a gente tá segura da nossa decisão, não temos que nos preocupar com a forma que as pessoas receberam a notícia ou como anunciá-las. O importante é a alegria dela para você e seu marido, que afinal é a sua família.

  5. Tenho um ser dentro de mim que se chama "Sr Saraiva"(identico ao personagem que passava na tv totalmente ogro e direto)isso é bom e ruim, sempre dependendo da ocasiao, o bom é que as pessoas que poderiam fazer este tipo de pergunta me conhecem. Na verdade antes de engravidar pensei que todos iriam fazer a danada pergunta, quando o fato confirmou a amiga que eu mais esperava que fizesse a maldita pergunta por incrivel que pareça ela nao fez!!!
    Enfim todos ja foram pra proxima pergunta:É menino ou menina?!!!!!
    Beijocas!

  6. Olha eu costumo responder conforme o humor.
    Na real, acho que os avós tem uma certa, como dizer…sei lá…no meu caso é complicado. Avós são pessoas com uma participação tão especial na vida desse serzinho que acho que merecem respostas e atenção diferenciada, dentro do possível e com o limite necessário.
    Demais é isso aí, resposta engatilhadas para perguntas cretinas.

  7. Eu, baiana morando em SP, sofri alguns ataques de terrorismo, principlamente das amigas de Salvador. No Nordeste, a mãe-de-bra é muito barata, quase escrava, e as pessoas têm muitos empregados (no plural mesmo). Sempre achei chato isso, nunca gostei, nem quando morava lá. Então o terrorismo foi: como vc vai ter filho em SP, com tanta poluição? Como vc vai ter filho em SP longe da família? Como vc vai ter filho em SP sem empregadas (no pluarl, de novo) e babás diurna, noturna, folguista e enfermeira em casa?
    Não só eu dei conta como foi ótimo. Enquanto a maioria destas tem maridos que nunca trocaram fraldas, o meu faz tudo e adora. Homem que divide tarefas é tudo, eu não conseguiria amar um homem que não dividisse (prontofalei!). Ah, e tive babá por 1 ano e meio e desisti, achei melhor viver sem (juro!). Definitivamente, não pertenço à cultura escravocrata, a despeito da minha ascendência oligárquica (ahahahahahaahaha!!!).
    Beijos

  8. Sou super a favor do "porque eu quero, ué!"…
    Mas olha, se acostuma porque há todo um universo de seres perguntadeiros que acompanham todas as etapas da maternidade. E acho que na maioria dos casos há uma preocupação genuína e uma total incompreensão das motivações. Tem razões que a gente só assimila quando bate na gente,sabe? Nos outros é sempre um mistério…
    Beijo!

  9. o lindona achei teu blog poraih ahauhauahaua, bom simplismente adorei pois me identifiqei muito com esse post, ixi qdo contei pro meu pai que decidi ser mãe faltou ele chorar ahaha sou sua bbzinha e esde a morte de minha mãe (mesmo hoje ele tendo otra companheira) sou sua bonequinha que ele quer que continue assim por mtmt tempoooo e tanta gente me fala tu é novaaa mas que se danem, quer uma dica??? nao conta nada pra ngm só conta depois de grávida pq senaum vem mt cobrança em cima da gente bjussss vout e seguir

  10. Nossa, entendo perfeitamente o que vcs passam. Eu e o marido decidimos que, qndo o neném estiver encomendado vamos contar a notícia com 'cara de pastel' e dizer "Aconteceu!". Não ficar dando explicações tbm, dizendo qndo ou pq decidimos ter filhos. E até que eu esteja grávida, tds acreditam que eu tomo AC!

    PS: A D O R O seu blog, sempre passo por aqui para dar uma lidinha!

  11. Flor.. e é mesmo como o povo questiona a nossa decisão.. no meu caso'eu só disse que tinha parado de tomar remedio e quando viesse ia ser otimo.. dai eles n questionaram tanto… mas tem gente que fica:'vcs acham que é hora? tem certeza? mas vc ta nova!…enfim.. quem decidi da minha vida, ou melhor da nossa vida somos nós e ponto final… rsrsr
    Bjs amiga!!

  12. Oiee… Nossa, realmente tem horas que agente fica meio perdida, mas a vontade mesmo é de ser grossa e falar " Porque eu quero kct! " òo saco viu Rs
    Eu to pensando em só falar quando engravidar, para evitar a chatisse das pessoas! Rs
    Bjo

  13. Então…. eu e meu noivo (nem casados somos) decidimos deixar de evitar. Chega de pílula, vamos contar com a sorte.
    A nossa casa ainda está em construção, cada um mora com os seus pais, há 30 km. um do outro… mas mesmo assim, decidimos que estava na hora.
    Porém, não contamos para ninguem. Assim, eu contei para algumas amigas mais íntimas…. e pros meus dois irmãos, não falei pros meus pais, avós ou outras pessoas…. é melhor evitar as perguntas como: "será que voces estão preparados mesmo? a casa nem está pronta!". Enfim…. não contamos e tentamos durante 8 meses. Quando consegui engravidar só comunicamos e ninguem veio perguntar se estávamos tentando há muito tempo, ninguem se meteu (ainda bem).
    Bom, é isso.
    Bjão

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *