Depois daquela traumática ida ao médico (traumático na minha cabeça, pq o médico em si foi muito tranqüilo), eu tinha vários exames marcados. E, aí sim, era a hora da verdade. E isso foi hoje!

Não quis fazer muito alarde da ocasião pra não ficar tão nervosa quanto fiquei da outra vez. Então estava fingindo que nem era comigo, embora tenha voltado a achar que estava grávida (mas passou mais rápido que da outra vez e nem precisei fazer teste).

Bom, mas vamos aos fatos:

Papanicolau: já conheço, é um porre e não estava esperando nada dele. Mas deveria, viu. Porque 1 ano e oito meses depois, eu fui lembrada da tortura chinesa chamada Bico de Pato. Que incomodo da desgraça. Mas fechei os olhos e fiquei pensando em New York, New York, start spreading the news… pronto, acabou. Aparentemente, tudo ok, mas temos que esperar o resultado da análise da qualquer coisa que ela tirou com um cotonete de dentro de mim.

Ultra das mamas: só serviu pra eu ficar empapada daquele líquido gosma gelado que passam. Fora isso, a dona médica falou que tava tudo ok. Ótimo.

Ultra intra: a-rá, agora sim, meus medos estavam todos ali e seriam revelados por aquele maxi-consolo invasivo. Mais líquido gelado, o rapaz me manda tirar a roupa e me enfia o negócio com camisinha (sem um vinhozinho antes). Aí eu conto pra ele minha triste história dos ovários poli-coisos, dos pólipos, dos médicos malvados que nunca me explicaram nada, da vontade de ter baby, de ser brasileira e de não desistir nunca. Ele ri e faz cara de interrogação. Oi? Dá pra compartilhar comigo a graça? Ele diz que acha curiosa a minha história, porque “não viu nada de anormal lá dentro”. Eu: “moço, mexe mais esse coiso aí, temos que ter certeza”. Ele mexe mais. Olha tudo com muita calma. Endométrio ok. Ovários ok. Ele diz uma das frases mais bonitas que eu já escutei de um homem nessa situação estranha em que estávamos: “você não tem absolutamente NADA, em princípio, pode perfeitamente gerar um bebê”.

Na minha cabeça, toca isso, bem alto:

O mundo entra em câmera lenta, eu tiro o coiso da ultra de dentro de mim e, sem calcinha mesmo, saio correndo pelos corredores da clínica, cantando. Claro que as mulheres da sala de espera também cantam (eu adoro que elas participem, afinal, não tavam fazendo nada mesmo). E a minha imaginacao é muito doidja.

Anyway. O que importa é:

Eu não tenho nenhum pólipo.
Nada de ovário policístico.
Está tudo bem.

Que sensação deliciosa que é saber que está tudo bem. Assim: simples, perfeito, real.
Tudo bem (eu posso ficar repetindo isso várias vezes).

Saí da clínica bobíssima e liguei pro Maridón pra contar. Ele ficou tão feliz! Ria, exclamava “que bom!” várias vezes. Perguntou se não quero começar a tentar em NY!!!! Aaaaaaaaaaaaaaaaaah! Meu marido mais ansioso que eu, quem diria?

Bom, agora tenho que esperar os laudos e ir de novo ao GO, o que será no dia 12.

***

Uma coisa importante que (quase) aprendi nesse tempo querendo ter baby: não sofrer de véspera. Minha vó dizia, minha mãe dizia, mas esse ensinamento eu teimo pra aprender. Botei em prática agora pra esses exames e funcionou muito bem. Eu não sofri na hora, não precisava ter sofrido e, até onde sei, não precisarei sofrer.

😉

10 respostas em “Sobre os exames

  1. Ai Carol, me mato de rir com teus posts! ahahhaaha

    We are the champions! Perfeito!

    Não é só a tua imaginação que é doidja! A minha tbm…ahhahahaahahahahah

    Sério, felicidade total em saber que tá tudo bem contigo, que está tudo certo. É claro que estaria tudo certo!

    Então amiga, só tem uma coisa a se fazer agora: Manda ver com o maridón!!

    Não perde tempo não!

    Tô vendo que rapidinho vou ver um post contando do positivo, hein…

    Beijos!

  2. Eu sempre esqueço do papanicolau e na hora eu lembro e sempre me arrependo!!

    Confesso que sou um pouco neurótica e vou ao GO duas vezes ao ano só para dar aquela conferida nos países baixos…

    Aí meu deus… temos sete meses e uma semana até o meu casamento!! Será que terei madrinha grávida??????

    Vc não vai poder nem tomar um prosecco comigo no hotel?? ahhhh

    Mas tudo bem, prometo mimar muito vc quando vc estiver aqui (e aí também)!!!

    😉

  3. Que notícia maravilhosa! Valia mesmo a coreografia com as mulheres da sala de espera, ahahaha!

    Casrol, mudando de assunto, por acaso vc sabe se ainda existe, na Recoleta, uma loja chamada "Nací con Onda"? Era numa travessa da Arenalres (começava com C, acho). Tinha umas roupas bacanas e, como maridón vai praí a trabalho, pensei em encomendar. Vc tem outras lojas legais de roupas para crianças para indicar?

    Beijos

  4. Carol… isso é só o começo!!! Se vc acha que estar TUDO NORMAL com você é ótimo, quando você engravidar essas duas palavrinhas vvão se tornar essenciais pra sua vida. Me lembro que em cada ultra dos meus bebês eu só queria escutar isso: ele está NORMAL.
    N-O-R-M-A-L é a palavra mais linda do vocabulário de uma grávida! hehehe
    Felicidades e que você ouça muito essa palavrinha tão importante pra nós mamães…bjs

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