Raramente eu falo sobre o tema, mas… tenho andado triste e, embora eu saiba que minha tristeza não seja exatamente por isso, sei que a origem de muitos dos meus problemas está aí.

Explico rapidinho a minha história (em no máximo 4 horas, eu juro que termino):

Papy e Mommy eram namorados quando descobriram a gravidez (da minha pessoa). Mommy quis abortar. Papy quis casar. Casaram. Eu estava na barriguinha de Mommy na cerimônia. Papy queria um menino. Eu nasci menina. Tudo bem. Casamento de Papy e Mommy não estava dando muito certo. Eu tinha 5 anos. Eles separam por uns tempos. Mommy ficou doente de repente. Meningite. 15 dias em coma, dois meses internada. Ela tinha 30 anos. Papi se desespera. Descobre que amava aquela mulher. Mommy se salva. Mas tem uma seqüela: a surdez completa. Mas tem um susto: uma nova gravidez. Novo baby concebido ainda no hospital. Nasce Fernanda. Eu tinha 6 anos. Mommy redescobre o sentido da vida. Só quer continuar surda no Planeta Terra porque Fernanda está entre nós. Pra salva-la. Ela dizia que se não fosse por isso, preferia ter morrido. Eu não gosto muito de ouvir isso, mas resolvo gostar da Fernanda. Pelo bem que ela fez. Vida segue, Carolina, Fernanda, Papy e Mommy. Sem muito dinheiro, mas com muito amor. Um tio tava vendo o Jornal Nacional. E descobre uma faculdade em São Paulo que tinha desenvolvido uma cura pra surdez. Implantavam um chip na cabeça das pessoas. E o chip fazia as vezes de ouvido interno. Moderno. Mommy se emociona. Procura infos. Acha as infos. Tenta entrar no projeto. Consegue entrar no projeto. Implanta um chip. E volta a ouvir. 15 anos depois. Eu tinha 20, Fernanda tinha 15, Mommy tinha 45. Vida segue. Resolvem ir a praia, eu não, estava com namorido. Atravessam a rua. Passa uma moto.

.

Vida não segue. A moto vai em cheio pra cima delas. Fernanda estava um passo a frente. Mas, seguindo sua missão, volta pra tentar salvar Mommy da morte certa. Se abraçam. E acabam morrendo juntas. Nasceram juntas, morreram juntas. Eu tinha 21, Fernanda tinha 16, Mommy tinha 46.

Não há muita explicação pro que acontece depois disso.

Eu, que sempre adorei almoços enormes de família e muita gente falando ao mesmo tempo, tive que voltar pro silêncio do apartamento em que morávamos os quatro. Tive que tirar roupas da corda, lavar louça do café da manhã delas, escolher vestido pros enterros. Tive que perceber que não tenho mais irmãos, não terei sobrinhos, meus filhos não terão tios, nem avó. Tive que casar sem o apoio e o olhar de segurança da minha mãe. Tive que ver os irmãos dos meus amigos crescerem e viverem mil coisas que a Fernanda não viveu.

Minha vida desmoronou, eu entrei numas de preencher os espaços que ficaram vazios. Quis ser uma super-mulher aos 21 anos. Não que eu fosse super novinha, mas sinceramente, foi um BAQUE.  Porque meu pai, tadinho, não teve a menor condição de reagir. Então eu rapidamente tomei a frente das coisas todas (por todas, entendam o que quiserem: desde cuidar de traslado de corpo e decisões de funerária, passando por inventários, até fazer cia. pro meu pai e organizar as finanças dele). E me tornei uma pessoa FOCADA em fazer tudo da maneira mais rápida, prática, bonita, ordenada. Me especializei em planilhas, arrumação, métodos. Me restou um enorme desejo de controlar tudo que posso, talvez pra não encarar que, nessa vida, NÃO CONTROLAMOS COISA ALGUMA.

Até hoje não consigo me livrar disso. Não relaxo. Sofro porque quero tudo perfeito, na hora certa. Eu realmente tenho “TOCs” de Desperate Housewife.

E ultimamente tenho sofrido tanto com meus erros. Tudo eu penso: “se sou assim agora, imagina com um filho. Vai ser muito pior e eu vou ser uma péssima mãe”. Ecoa na minha cabeça como se fosse um mantra da negatividade: “péssima mãe, péssima mãe”.

Que vocês já pensaram isso, eu sei que já. Mas como fizeram para sair da situação?
Me sinto tão tão despreparada, não sei o que fazer.

23 respostas em “Sobre a vida

  1. Oi Carol, vc apareceu no "Conversa" e eu vim até aqui conhecer teu espaço. E lendo esse post, vendo tudo o que você passou, meu Deus. Que história de vida, menina. Mas, sobre ser uma péssima mãe, duvido muito disso. Sabendo tudo o que vc passou, acredito que vc será uma mãe maravilhosa!!!! Fica tranquila, tudo se encaminha e a gente aprende a maternidade. Nem que seja na marra. Foi assim comigo, eu nunca fui maternal mas desde que o Francisco foi colocado nos meus braços tudo mudou. MInha vida seguiu outro rumo e hoje não me imagino sem ele.
    Vou linká-la no Conversa Pra Mãe Dormir!
    E outra hora venho ler os outros posts com mais calma.
    bjãooo

  2. Não se sinta assim, você é uma vencedora! Uma Guerreira, eu diria. Não adianta esquentar a cabeça antes das coisas acontecerem. Eu tentei por cinco longos anos ter um filho, e na véspera do Arthur nascer é que caiu a ficha. eu pensava: "Meu Deus, o que eu fiz? Eu vou saber cuidar dele? Como vai ser?" – e eu sou assim, bem parecida com você, quero sempre tudo perfeito, controladinho. Quando o meu médico colocou Arthur nos meus braços, parece que Deus ligou um botãozinho atrás da minha orelha, e me vi fazendo tudo com muita segurança e tranquilidade. Claro que teve muita neura, como você deve ter visto lá no blog, desde luta com o sono, até a guerra contra o barulho, mas tudo vai se encaixando, e no fim, você vai se ver completa e feliz. Relaxe!
    Deus não nos dá um fardo maior que o que podemos carregar, tudo vai dar certo! Você pode não ter irmãos, mas com certeza deve ter "aquela" amiga-irmã de toda hora… ela vai ser a melhor tia do mundo, tenha certeza disso!
    Beijos!

  3. caralho, meu. caralho.

    olha, a gente aprende a ser mãe sendo. sabe? tudo que eu tentei antecipar não deu muito certo, e mesmo assim eu sinto que virei uma mãe bem legal.
    acho que vc tem um trunfo fundamental: bom humor (o que é admirável considerando a sua história, e portanto deve ser uma coisa bem genuína e marcante de vossa pessoa!). acho que a mãe que sabe rir em vez de se descabelar já está passos a frente em matéria de boa-mãezice.
    tenho cá pra mim que vc vai ser uma mãe incrível!
    se vc tiver um menino, só lembre de manter pedras de gelo à distância, tá? 😉
    bjs!

  4. Oi Carol,
    Li seu post com lágrimas nos olhos. Não só pelos hormônios da gravidez, mas por que perdi minha mãe há pouco mais de 1 mês. Fiquei muito mal e, confesso, ainda estar bem abalada. Eu já estava grávida de 2 meses quando ela faleceu. Daí uma série de pensamentos horríveis tomaram conta de mim. Queria morrer, tinha certeza de que nunca mais seria uma pessoa feliz, que jamais seria uma boa mãe. Como vou cuidar do meu bb sozinha? Minha mãe falou que ficaria comigo nos primeiros dias para dar banho. Enfim, Deus me deu uma força que eu desconhecia e comecei a ver tudo por outro prisma. Esse bb é a minha salvação e motivo pelo qual não desisti de viver. Passei a dedicar cada dia da minha vida a um amor sublime a ele, que me encorajou nessa fase. Ainda choro muito, sinto falta, mas evito pensar no assunto. Acho que foi minha válvula de escape.
    Então, minha querida, sei exatamente o que você está passando e posso te garantir, até pelo exemplo que você teve dentro da sua própria casa, que quando chega uma criança (ainda como um feto em sua barriga), chega também uma mãe. E você, com toda certeza do mundo, será a melhor mãe para o seu bebê.

    Grande beijo,
    Dê Freitas
    http://mamydeprimeira.blogspot.com/

  5. Carol, querida. Puxa. Que história de vida e de luta.
    Tenho a impressão que, depois de tudo o que vc passou, vai tirar de letra os percalços da maternidade, ah vai.
    Confia em vc, confia nos teus instintos e segue em frente. E qualquer coisa apela pra esse monte de mãe blogueira e palpiteira!
    Te abraço, ainda que virtualmente.
    Roberta

  6. Carol, querida. Puxa. Que história de vida e de luta.
    Tenho a impressão que, depois de tudo o que vc passou, vai tirar de letra os percalços da maternidade, ah vai.
    Confia em vc, confia nos teus instintos e segue em frente. E qualquer coisa apela pra esse monte de mãe blogueira e palpiteira!
    Te abraço, ainda que virtualmente.
    Roberta

  7. Carol,

    sabe que? as vezes eu ainda me sinto despreparada. Até agora só sei o que é ser mãe de um menininho de 21 meses… e as vezes tem situações que me questiono muito de como agir… Mas, vamos aprendendo cada dia uma coisa diferente, com os erros e com os acertos.

    E concordo com as meninas aí em cima:
    você será a melhor mãe que teu bebê poderia ter!

    beijos

  8. Nossa flor q historia e como uma das meninas disse acho vc uma guerreira, acho q vc sera uma super-mae a gente nao nasce sabendo ser mae Deus nos prepara nos capacita para isso,acho sim q vc serà uma mamis mto dedicada!! apaixonada pelo seun filhote.Eu estou na luta a 3 anos ainda nao consegui ,mas Deus tem um tempo e vou ter q esperar,nao fica outra neh??? meu blog e luisaeisaac,blogspot.com me visite e me add! obrigado querida! ja estou seguindo seu blog esta nas minhas listas.

  9. São dúvidas que tenho também. Mas acredito de coração que meu amor imenso e incondicional por esta pessoinha (que nem conheço ainda) será meu guia nessa jornada! Sei que vou errar (tentando acertar), mas farei sempre tudo com amor e em busca do melhor para meu bebê. Acho que isso vai me ajudar a ser a melhor mãe que eu puder ser! Será assim com você também! E – cada um com sua crença, ok? – acredito que sua mãe e sua irmã sempre estarão por perto para inspirar você a ser uma mãe maravilhosa, da mesma forma que você é uma filha e uma irmã maravilhosa, que segue em frente, superando todos os obstáculos e levando a sua mensagem de vida com muito humor! Boa semana!

  10. Carol, menina. Nem sei o que dizer.
    Mas quem acredita em algo além da vida aqui na Terra entende que tudo o que parece inexplicável tem uma explicação. E a hora de acontecer.
    Seja a morte ou a maternidade.
    Sabe o que faz os problemas serem maiores ou menores quando você tem filhos? Você mesma. A forma como você encara a vida e os problemas. Se tiver calma, paciência e bom humor, vai enfrentar tudo numa boa e vai rir até mesmo das cocozadas da madrugada. Eu tenho histórias ótimas desses tempos.
    Continue tocando a sua vida sem focar 100% na possível gravidez. Na hora que tiver que rolar, ela virá. E provavelmente será quando você estiver mais relaxada e menos ansiosa com tudo isso.
    E tenha certeza que você vai se descobrir uma mãezona. Com todos os medos que as mães vivem, mas com toda a garra que só uma mãe tem.
    Beijos,
    Roberta

  11. Carol, cheguei ao seu blog hoje e fui lendo os pots, até chegar a este aqui. Menina, que história… Fiquei triste só de ler, imagino vc.
    Mas, olha, se vc superou tantas adversidades, tenho certeza de que será uma boa mãe. Criar filho dá trabalho e vc já sabe lidar com isso.
    Não se desepere pensando nisso com anteced^}encia, as coisas se ajeitam bem e vc dará, sim, conta do recado com maestria!
    Beijos

  12. Oi, Carol.

    Acabei de ler seu post e me emocionei demais. Não consigo nem imaginar a dor que você sentiu e te considero uma vencedora, por ter coonseguido tocar sua vida e ajudar seu pai nessa hora tão difícil.
    Sou mãe de um bebê que fará um aninho essa semana e, pela minha experiência, sei que o mais importante na criação de um bebê é o amor que podemos dar a ele.
    Pelo que você escreve, pela maneira como se interessa pelo universo da maternidade, tenho certeza de que você tem muito amor para dar e que, quando a hora chegar, seu bebê terá uma grande mãe.
    Bjs

  13. Conheci hj seu blog e assim como Paloma fui lendo vários posts até chegar a este e chorei com seu relato, até porque perdi minha mãe há um ano e imaginei sua dor e vi quetantas pessoas passam por problemas e situações dificéis, pois justamente hoje, estava me sentindo a mais infeliz das criaturas!
    Por fim, tenho um filho de 2 anos que recebi de presente para "compensar " a ausência de minha mãe, que pouco conviveu com ele, e te falo ser mãe é a melhor coisa do mundo e você na hora certa descobrirá isto!
    Bj e tudo de bom

  14. não acho que vc será uma péssima mãe. pelo contrário. sempre achei que vc já está pronta para ser uma há um bom tempo.

    fico "tristinha" pq sei que não vou poder acompanhar tudo de tão perto como gostaria… mas a internet está aí pra isso, né?

  15. Carol, não dá para não se emocionar com uma história como a sua. A gente tira forças de onde nunca se espera ter. Aqui no trabalho não tem janela para eu ir esconder meu choro, mas saiba que não me importei e chorei do mesmo jeito.
    Estamos todas na blogsfera torcendo por você.
    Beijos,
    Camila

  16. Acredita que só li esta postagem agora? pois é… Carol… Perdi 1 irmã vítima de uma cardiopatia de nascença aos 22 anos… perdi um irmão vitima de trombose 2 anos depois… Não falo sobre o assunto mais, evito lembrar e choro sempre, muitas vezes, sozinha… Meu filho não conhecerá e isso me dói muito! Com tudo, sei-la porque a gente consegue tocar a vida, mas segue… Claro que chorei lendo esta postagem… São situações diferentes, mas a perda parece ser igual e deve doer do mesmo jeito… Já sou mãe e ainda não sei dizer precisamente de que maneira essas coisas influenciarão… Acho que meio que protejo demais e quero saber o dia todo a sequência de como as coisas estão… é aquilo que vc mesma mencionou, a gente quer acreditar que tem controle sobre tudo para tentar evitar qualquer imprevisto… Um beijo! Um beijo mesmo! não aquele beijo de final de escrita, mas um beijo realmente solidário e amigo.

  17. Eu tenho 567.898.987 problemas com a minha mãe, mas sei que apesar deles ela me faria uma enorme falta (e como você foi importante pra me ensinar isso). Ela nem sempre foi a melhor mãe do mundo, mas nem sempre foi a pior. As mães nunca devem ser classificadas em boas ou ruins, elas são mães e sempre são maravilhosas. Eu tenho a mais absoluta certeza que você é também. Fato que cometerá erros, ninguém é perfeito, mas é mãe e por isso boa, sempre! Beijos

    Ps: eu vejo em você aquelas mães, tipo barraqueira, quem se meter com meu filho vai tomar!! Brincadeira, só pra descontrair! hehehehe

  18. Olá Carol,

    dá dias dei por acaso com o teu blog e como vi que tinhas tido um aborto (o que tb me aconteceu em Dezembro) decidi ver alguns posts teus e adorei. Comecei-te a seguir e hoje comecei a ler teu blog do início (e é aqui que vou agora).

    Mas realmente essa história da tua mãe é por um lado bonita, mas por outro muito triste, se não chocante. Sinto muito o que aconteceu e não deve ter sido nada fácil.

    Bom, já sabes que tens mais uma seguidora fiel. Estou a gostar muito da maneira que escreves e vou passar por cá regularmente (mas já percebi que com tantas visitas não deves mesmo de ter tempo para responder a ninguem).

    De qualquer forma queria deixar estas palavras registadas.

    Bjs, muita força daqui para a frente e se quiseres passa no meu blog também (adorava que o fizesses)*

  19. quanto mais eu te "conheço", mas eu te admiro.
    Quem me dera um dia ter a oportunidade de te conhecer pessoalmente.
    Vc é iluminada e não tem idéia qtas vidas tem tocado com seu humor e seu coração aberto.
    O mundo seria um lugar melhor se existissem mais Carols por ai.
    um beijão

  20. Carol, normalmente eu entro em blogs para responder um comentário ou outro, mas o seu, não sei porque e nem em que momento, me prendeu.
    Você é uma mulher fantástica, uma filha fantástica e será uma mãe fantástica.

    Te admiro, muito.

    beijo

  21. Ai, Carol! Só quem viveu é quem sabe… lendo seu post fiquei pensando se está aí a explicação para o MEU jeito… será? Perdi minha mãe aos 26 anos e menos de 1 ano depois meu pai se foi… fiquei sem chão como vc deve imaginar… mas sobrevivi, cresci e estou aqui! Beijos querida!

  22. oi carol; faz tempo que acompanho seu blog e posso dizer com toda certeza que voce é uma otima mãe , não tenha dúvida disso! Medo todas nós temos, mas estamos em busca do melhor para nossos filhos,e nessa busca é natural cometer erros.Seu bebe é lindo e tem carinha de bebe feliz!!!
    Vc tem uma historia emocionante,espero que seja muito feliz!!!!!
    bejinhos

  23. Olá Carol,
    conheci seu blog por uma foto, e desde então decidi ler inteirinho, desde o comecinho…sou futura mamãe de primeira viagem, estou de 8 meses e meio e estou adorando tudinho que você escreve…Esse post me tocou muito, não sei o que é perder uma mãe, e não sei o que seria de mim sem ela que tem sido tudo pra mim nessa minha nova fase (e em todas as outras que já passei…)…mas sei o que é perder um irmão pois perdi o meu…meu melhor amigo e irmão…e prometi colocar o nome dele numa pessoinha que eu sempre quis, desde sempre…tenho aquela sensação de que nasci pra ser mãe…e finalmente essa pessoinha está vindo ai…falta pouco pro Rodrigo chegar…mas voltando ao assunto…sei que já se passou muito tempo desse post, que você já teve o seu baby e mesmo sem ter lido ainda essa parte, sei que você com certeza é uma mãe perfeita certamente como sua mãe foi pra você, e ela está sim do seu lado…o tempo todo…te ajudando e com toda certeza, muito orgulhosa da mãe que você se tornou! Seja muito muito feliz (mais!!!)

    Beijão

    Ju

    ps: não consigo parar de ler seu blog!!! =D

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *