E com vocês, o dragão

Depois de tanta ideia legal aqui, no Facebook e no meu inbox, depois de tanta sofrência (minha) e invencionices (do pai), eis que Lucas decidiu (ah é, ele tinha uma opinião a ser considerada - shame on me, Menash Main das Galáxias) que queria se fantasiar de dragão.

- Mas filho, NAONDE que dragão pertence a uma casa assombrada?
- Na história que a professora leu pra gente, mamãe.
- Mas filho, todos os seus outros amigos vão assustadores!
- Eu não sou todos os meus amigos, mamãe. (vrááá)
- Mas filho, então deixa mamãe fazer uma maquiagem bem louca em você?
- Não, obrigado, eu vou de cara limpa e com a minha fantasia velhinha mesmo.

Então assim, sem grandes repercussões, gastos e problemas, lá foi ele todo pimposo e feliz, vestido de dragão pra festinha de casa assombrada:

- Mãe, fica tranquila que esse dragão é assustador!

- Muito!

A Deusa do Trabalho Manual - RELOADED versão 2016

Eu achei que ter voltado a morar no Brasil e ter mudado Lucas de escola significaria a minha liberdade dessa coisa loca de ficar bolando fantasia pra ele ir nas festcheeenhas do colégio.

RÁ. Ledo engano.

Esse ano – um depois de ter chegado no RJ –, troquei ele de escola (sim, de novo) e agora Luiza também vai com ele. Conseguimos vaga pros dois numa ótima, pedagogia excelente, respeitosa, que não foca em datas comerciais, não exibe criança feito palhacinho de circo em festas duvidosas, dá preferência à boa alimentação, bota a família toda junta pra abraçar a árvore... enfim, amamos. Estamos felizes, satisfeitos, encantados.

Er, estávamos.

Porque veio o fatídico bilhetinho na agenda, vou resumir aqui pra ficar fácil: vai ter festinha. E é pra ir fantasiado. E tem tema. E, em letras CAPS LOCKS, tinha o pedido: não comprem a fantasia. Façam, em família. Inventem (oi?), usem retalhos (quais?), sucatas (joguei todas fora), façam máscaras (virou carnaval), caprichem na maquiagem (vou gastar meu lápis de olho pra borrar cara de menino, vai vendo).

O tema é Casa Assombrada, projeto no qual as crianças estão trabalhando nesse semestre (sim, eles trabalham em projetos!).

Cara, eu não dou sorte. Depois das temporadas argentinas anteriores, do sapo, do caranguejo, do Manny e do gato que nem conseguimos tirar foto, agora me vem essa.

Cês tão achando lindo, né?

Só que quem me conhece ou me acompanha há mais tempo sabe que eu não consigo nem cortar um papel em linha reta, que dirá criar alguma coisa super divertida utilizando-me de coisas que eu já tenha em casa (vale jogar um lençol em cima da quiança e lançar a proposta fantasma, será?).

Será?

O melhor? Tô com tanto trabalho na mente que só vi o bilhete ontem e a festa é amanhã.

Emoção? Trabalhamos.
Ideias? Não temos.
Cês tem? Agradecemos.

Publis, empreendedorismo e outros

Comentei lá no Facebook (não seguiu nóis ainda? Segue!) sobre o causo da mocinha que propôs parceria com o blog em troca de nada.

Vou seguir o raciocínio aqui:

Muitos se chocam, mas o modelo é velho. Não é de hoje que tem muito blog fazendo publieditorial (posts patrocinados por empresas) sem ganhar nada ou quase nada, ganhando uns brindes mequetrefes ou ganhando muito dinheiro e não avisando nada aos leitores.

Eis a minha opinião sobre o assunto: faz quem quer. O espaço é de cada uma, manejem como preferirem.

Eis a minha segunda opinião sobre o assunto: sinalizem seus publis. Não é vergonha nenhuma trabalhar. Divulgar marcas que são legais pra sua vida ou que te pagaram um valor legal pra falar sobre elas tá no seu total direito. Avisem pro seu público, trabalhem direitinho e todo mundo entende o publi (ou deveria entender, vocês pagam suas contas com o quê, senão dinheiro?).

O problema, para mim, não está em vender espaço/post. O problema está em enganar seu público (pô, justo as mães, cara. Eu amo as mães, cês não amam não? Não enganem as mães - já tem todo um sistema prontinho pra fazer isso). Problema maior ainda está na empresa que acha que somos um bando de abestadas e que podem deitar e rolar fazendo a gente virar vitrine gratuita de merda.

Dito isso, eu queria dizer que: eu vou anunciar neste blog.

TADÃÃÃN. Todas chocada depois do bonito discurso.

Mas calma, gente. O discurso tem sentido dentro do que eu acredito e a publicidade também, por motivos de:

---> Saí do trabalho em empresa formal, agora trabalho em home office. Vulgo: frila. Vulgo: pessoa que shora sangue de tanto que trabalha pra pagar as conta (tá, isso foi um exagero, mas é fato que tenho trabalhado bastante). Dito isso, o blog, que sempre foi um hobby (since 2002, vai vendo minha carreira bem-sucedida faturando vários nadas ao longo dos anos), vai abrir espaço pra entrar uns dinheirinhos. Pelo menos pra pagar a hospedagem/domínio deste bloguinho.

Mas. But. Pero:

Não é qualquer um que vai anunciar aqui não. Vou abrir meu espaço pra falar do trabalho de outras mães (já falei que eu amo as mãe? Pois eu amo). Mulheres que, como eu, estão encarando a vida, as opiniões contrárias, a crise, o Temer (desculpe quem curte, eu detesto esse homi), e estão tocando seus negócios com lindeza e profissionalismo. Essas terão espaço aqui (empresas grandes enormes cheias do dinheiro também têm espaço, claro! Basta pagar, ué).

E não é que vou bater palma pra qualquer mãe loca dançar não:

A coisa vai ser organizada, extremamente bem sinalizada e minimamente de acordo com os meus valores e gostos. Nem sempre eu vou ganhar dinheiro com isso, muitas vezes (como será a primeira que já está preparada) vai ser só uma permuta, uma parceria. Parceria como essa que a mocinha do post no facebook me propôs, só que com pessoas que estão ombro a ombro comigo, lutando, trabalhando e precisando de incentivo (como eu também estou, quer me amar, quer me divulgar?). Empresa grande abusando da minha boa vontade não, né gente?

"Ah, mas eu não quero ver publicidade no seu blog"

Tudo bem, miga, não veja. Estará devidamente sinalizada e categorizada, prontinha pra ser pulada caso você não queira. Mas olha, deixa eu te contar uma coisa: desde que eu vi do que a força das mães unidas é capaz, eu não duvidei mais de nada nessa vida. Dá uma chance pra uma coisa que é muito boa, você vai ver. Vai comprar? Compre de uma mãe.


***

No próximo post: mais sobre como eumerma virei uma empreendedora ;)

Ela mama sim e tá vivendo, tem gente que não mama e tá morrendo

flagra da Alê Rocha

Quando Lucas mamava no peito, ele tinha uma certa regularidade na coisa. Talvez por ter usado chupeta até os dois anos, não chegou a associar fortemente peito a carinho/sono/tédio/dodói/crise do dólar/golpe do temer. Mamou até os dois anos e nove meses e tudo bem.

Passam-se 6 meses, nasce Luiza. Mamadora selvagem. Chupeta-free, Mamadeira-hater, Comida-kicker. Luiza não é bebê gorda, emagrece fácil quando fica doentinha (mas nunca tomou atb na vida, deus conserve) e tem uma relação meio chata com os alimentos, come pouco, é seletiva, enfim. Mas, mesmo com as doencinhas comuns da escola, um verme e um rotavírus que apareceu outro dia, eu a considero uma criança saudável, que nunca usou medicação forte pra nada, nunca foi internada, nunca teve uma febre mais alta que 39.

Tudo normal, a meu ver.

Aí quando eu vou ao pediatra ou quando alguém passa mais de dois minutos comigo, já começa a perguntação, a falação, as OPINIAUM: mas como mama essa menina! Não vai desmamar nunca! Assim não vai querer mesmo comer comida! Entre outros.

E eu acho tudo bem, não fico braba nem me incomodo, a curiosidade é normal, a preocupação é fofa e o carinho é bem-vindo. Particularmente acho que ela só está bem por causa do peito e não apesar dele. Também acho que tenho certo apego e um tanto de preguiça de fazer algo a respeito, e, na verdade, eu nem sinto que seja necessário fazer alguma coisa. 

Luiza tem 22 meses e mama o tempo todo, dia e noite. Demorei cinco parágrafos pra falar justamente isso.

E, na real, serviu apenas pra uma coisa que eu queria perguntar: com vocês, pessoas amamentadeiras, como foi? Mamará Luiza até os 18 anos em livre demanda?

Gentil


Lucas queria porque queria comer mais pão (antes do jantar). Depois de perceber que eu não venceria o causo, resolvi autorizar, ao que ele me agradece:

- NOSSA MAMÃE QUE GENTIL ISSO DA SUA PARTE MUITO OBRIGADO EU FICO REALMENTE FELIZ DE VOCÊ TER DEIXADO EU COMER MAIS PÃO EU QUERIA MUITO MESMO QUE LEGAL NÉ ACHO MUITO BOM MESMO ISSO VOCÊ É A MINHA MELHOR AMIGA...

verborragia, de quem será que ele puxou?

***

Repararam que ele agora usa óculos?
Pois, ele usa.

Contei a história quase toda no face, veja lá:

Lucas precisa de óculos! A descoberta

Escolhendo o modelo e uma cara feia pela mágica que não aconteceu

O problema do Lucas desenhado

Óculos: dia 1

***

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Casa de ferreiro...

... espeto de blog confusado.


Então. Na casa da comunicadora, social media, antenada e in que sou (oi?), você olha o blog que a própria tentou arrumar e olhaí a loucura.

Saibam perdoar, estamos em obras, vida loca, empreendendo, golpe rolando, olimpíadas logo ali.

Quem quiser botar a mão na massa comigo será super bem-vindo, começando por:

Como colocar o menu superior DENTRO da linha preta que lhe corresponde?
Hoje, no Globo Repórter.

***

No mais e vocês? Tudo bem cas quiança?

A festa da escola - versão carioca

Quem me acompanha há mais tempo sabe que o meu sofrimento DO ANO é quando a escola do Lucas inventa festinha com apresentação AND junto com ela vem: A FANTASIA.

Essa neura veio comigo da Argentina, porque quando ainda morávamos lá, a creche que o Lucas frequentava era mestra em inventar doideiras e ia eu resolver a pendenga. No último ano, a fantasia era super fácil, difícil foi fazer o Lucas querer dançar. Ele odiou, eu fiquei braba, deu tudo errado. E a fantasia que era fácil nem usada foi (era de gatinho, a quem interessar possa).

Aí mudamos de cidade, mudamos de país, mudamos de escola. E a escola nova fez o que era esperado dela, afinal: marcou uma apresentação das crianças. Mas a semelhança com a creche argentina (e quase todas do mundo?) parou aí. Em vez de me mandarem fazer fantasia, pediram dinheiro para produzir eles mesmos. Em vez de pedirem para buscar a criança e depois levar na hora da festinha, eles resolveram ficar com elas, preparando-as pro que ia acontecer. Em vez de fazer uma coisa em cima da hora, os ensaios duraram meses.

Era visível o quanto Lucas estava envolvido, animado, com aquela ansiedade boa, sabe?

Na hora de se apresentar, não deu outra, o menino sijogou:



E eu não sei o que senti. Juro que fiquei um tempão refletindo sobre isso. Porque, na real, sendo bem sincera, eu sempre participei dessas apresentações de escola, mas também entendo que elas servem muito mais para os pais do que para as crianças. Imaginem: elas são colocadas em situações de alta exposição, muitas delas choram, se assustam, se recusam a participar – como aconteceu com o Lucas no ano anterior, aliás. E isso a troco de quê? O que elas ganham com isso? Nada, eu acho. Só servem de macaquinhos de circo para os adultos tirarem mil fotos, se acotovelarem e se jogarem uns por cima dos outros numa ansiedade muito esquisita. Ansiedade da qual eu fiz parte.

Mas eu aprendi. Na época da festa junina, Lucas disse que não queria dançar e nem se fantasiar. Nós ouvimos e nem levamos ele. Mas na de hoje, ele queria, ele estava genuinamente animada. Não sei se foi porque está mais velho e entendendo melhor as coisas, ou se pelo colégio que conduziu muito bem todo o evento ou se simplesmente os astros se alinharam. Não sei. Sei que foi muito legal, muito fofo, ele ficou satisfeito, nós ficamos orgulhosos, todo mundo curtiu.





Sobre a reintrodução fail

Na maioria do tempo, eu fico de boas, mas tem vezes que cansa. Começamos a fazer a reintrodução dos alimentos na minha dieta, para testar a sensibilidade da Luiza aos alergenos, via leite materno.

FUEN FUEN FUEN

Ela reagiu na primeira etapa do teste. Em princípio, achei normal e até esperado.

Mas depois me deu uma gastura. Um ódio. Um cansaço.
Fiquei tão mal que caí doente.

Pronto, desabafei.

Agora é esperar, perseverar e olhar sempre pra essa foto aqui do lado, pois, por ela, vale todo e qualquer esforço.

Tempo de questionar

Compartilhei um texto na minha TL sobre a polêmica com ajornalista Fernanda Gentil e seus problemas com a amamentação. Daí uma leitora me questionou dizendo que ela só precisava desabafar e ser acolhida, como eu fui quando fiz a cesárea da Segundinha.

Achei interessante, pois eu também tinha lembrado da minha cesa quando essa história toda rolou na internet no final de semana. Acho interessante, pois eu sempre lembro da cesa quando surgem as (cansativas, eu sei) polêmicas facebuquianas.

De fato, salvo uma ou outra exceção, fui amplamente acolhida imediatamente após o nascimento da Luiza, recebi muitos abraços e relatos de outras mães que também tiveram o mesmo destino. Até hoje sou abraçada quando comento da minha tristeza pelo parto que não foi.

Em tempo, obrigada, viu? Mesmo. Foi importante.


Pois bem.

A tristeza existe e continua em mim, mas sinto que chegou a hora de olhar de frente pra ela e fazer a pergunta que todas se fazem: foi mesmo necessária aquela cirurgia? Vejam: eu não vou sofrer mais se descobrir que não foi. E tampouco ficaria super satisfeita de saber que foi. É só um assunto que sinto que precisa fechar, precisa completar seu ciclo. Eu preciso saber, preciso entender. E agora eu tenho o distanciamento suficiente para olhar pra essa questão e pensa-la com frieza.

A vocês que já percorreram esse caminho: como fizeram? Para quem perguntaram? O que motivou as perguntas? Foi bom ter as respostas?





Eu estou pronta.

Quando o filho de uma pessoa querida está por nascer...

A gente fica ansioso também.
A gente quer saber como está.
A gente sonha junto.

Um sonho vai nascer!

A querida e maravilhosa Lígia Moreiras Sena está quase parindo seu filho: o novo portal Cientista Que Virou Mãe. E eu e mais várias mulheres que eu admiro muitíssimo estamos juntas dando as mãos para esse bebê nascer bem, com respeito, amor e carinho.

E o trabalho de parto já começou, vejam!


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