Tente outra vez - parte III

ou Season 3, dia 1

tava relendo um post meu de tempos atrás, chama-se Tente outra vez. Se você não tá com saco de ir lá ver do que se trata, ok, eu te conto: foi o dia que menstruei pela primeira vez após o aborto espontâneo.

me sentia feliz, me sentia mulher. estava ainda muito abatida pela perda recente, mas muito muito esperançosa. foi um vermelho-vida que me invadiu e me invadiu tanto que naquele mesmo ciclo eu engravidei do Luqui-licious.

pois bem.

então cês num imaginam qual não foi a minha emoção hoje, quando fui ao banheiro e vi, quase três anos depois, aquele vermelhão-vidão.

exclamei "ooooh!" e fui toda feliz correndo procurar um absorvente.

fiquei menstruada, geeents!

a maioria das mulheres com quem comentei sobre a falta de menstruação por tanto tempo me disse que foi "sorte". eu não sei não. acho mesmo que sorte é ser uma mulher com M maiúsculo, sabe? M de menstruação bonita, regular, frequente, vermelha, maravilhosa. mulher com tudo que tenho direito, com todas as partes, todos os sólidos, líquidos, sangues, secas.

mas eu sei e a vida sempre me dá essa chance de aprender: cada coisa a seu tempo.

então hoje é tempo de recomeçar. repito a frase de anos atrás: hoje, o sonho de ter um filho (mais um!) volta a ser possível e, independente dos tempos da vida e só por hoje, eu me permito voltar a sonhar.

que recomece o sonho, então!

e segue a música que eu acho que simboliza força, coragem e vontade de recomeçar:



que eu tenho, sempre.

Fofo

isso aqui ó: http://serpaieh.tumblr.com/

Maridón reuniu num lugar só todas as postagens #serpaieh que ele fez desde que Lucas nasceu e agora publica tudo nesse tumblr. Sou fã.



;)

Pics recentes

Gents!

postzinho só com foto que a gente foi fazendo por aí e que, se nao publicar, vai acabar se perdendo.

Tá com saco? Paciência? Falta do que fazer nesse feriadao delícia? Entao sijoga comigo:

comendo no mexicano
café da manha (alguém explica pra esse menino que nao precisa comer pelo nariz?)
menino com resquícios de bebê: chupeta, bochechas, dobrinha do braço
encostado no papai
encostado na mamae

Consulta de 2 anos

Fomos ao pediatra dia desses, para consulta de controle dos dois anos. Já fazia 6 meses que a gente não ia e eu tava me sentindo tipo mãe de bebê de um mês, ansiosa pra saber peso, altura, pra escutar o que o médico tem a dizer sobre essa fase, não sei, me deu carência, abracei o pediatra e tudo. Mas, por outro lado, foi ótimo ter passado esse tempo todo sem ir lá, porque demonstra que Lucas ficou 6 meses sem nenhuma doencinha (uau, todaschora de emossaum). Fora o causo da intoxicação, fazia tempo mesmo que não víamos um médico.

O pediatra do Lucas é um cara bem ótimo. Não é coberto pelo plano de saúde e cobra uma pequena fortuninha por consulta, mas atende sempre o telefone, está disponível, é atencioso, fala mansa, respeita nossas opiniões, explica tudo bem calmamente. E foi ele quem simplesmente resolveu as otites do meu filho, sem cirurgia, sem nada invasivo. Então eu pago sem sofrimento, porque realmente acho que vale a pena.

Mas ele não é desses humanizadões, saca? Tipos, quando eu comentei que ainda amamento o Lucas, ele não fez festinha pra mim. Falou apenas que era uma decisão minha e do Lucas, que esse assunto só dizia respeito a nós dois. Disse que acha que nessa idade ele já precisa de regras/horários pro mamá (e embora eu ainda pratique alguma coisa de livre demanda, cada vez mais concordo com ele) e falou sobre a importância do leite pra ele. Que se fosse uma criança que não toma leite de peito, ele recomendaria oferecer leite duas vezes por dia (manha e tarde). Daí eu comentei que não agüento mais ordenhar pra ele tomar de tarde na creche (não agüento mais!!) e queria saber o que fazer, se preciso mandar algum outro leite. Conversamos sobre APLV e ele me indicou um leite especial pra alérgicos, pro caso deu realmente parar de ordenhar, o que acho que vai acontecer muito em breve mesmo.

Eu notei que essa questão do leite é muito cultural. Lendo nos grupos de discussão e blogs, vejo que nenhuma criança lancha leite de tarde no Brasil, todas se resolvem bem com frutas, sucos, lanchinhos. Mas aqui na Argentina, pelo que tenho visto, a maioria toma um copo/mamadeira de tarde, junto com um eventual lanche.

Eu e Maridón ainda estamos na dúvida sobre o que fazer. Porque depois de dois anos de amamentação, simplesmente entrar com um leite de vaca (ok, é especial pra alérgicos) me parece meio derrota (sem querer julgar quem dá, ok?). Estamos pensando em seguir o que se faz no Brasil, embora ache que vamos enfrentar muito estranhamento na creche, já que todas as crianças lá consomem lácteos na hora do lanche (leite, iogurte ou achocolatados). Ano passado tentamos mandar suco, mas era uma coisa tão “exótica” pra elas que simplesmente não funcionou, o pequeno não queria e elas não insistiam, sabe? E também, por mais que eu me sinta confortável para questionar (e ignorar) a recomendação do pediatra, fica na minha mente a recomendação dele de que criança nessa idade ainda precisa de leite. Então, quando Lucas desmamar, precisaremos dar algum leite pra ele de qualquer jeito, né?

Mas bem, fora isso, na consulta conversamos sobre algumas coisinhas dessa idade que ele tá, tipo o desenvolvimento da fala. Eu tenho a sensação de que Lucas fala menos que todas as crianças da mesma idade, mas sendo bilíngüe e tal, concluímos que tá ok. Até porque ele entende tudo (em português e em espanhol) e se faz entender, então tá ótimo. Comentamos que algumas crianças dessa idade já sabem contar, já sabem identificar cores, formar frases, fazer malabares de cabeça pra baixo etc, e ele falou que vai de cada um, sem neuras. Lucas vai aprender a contar e ver as cores e fazer acrobacias, tudo a seu tempo.

Também falamos de desfralde (hahaha, até parece) e decidimos que ta cedo demais pra Luquinhas, fica pra quando o verão chegar, se ele tiver demonstrando vontade (até agora, tamos longe disso). Falamos de deschupetamento (urgente!), só que Lucas deu uma regredida na coisa e o pediatra pediu pra dar atenção pra isso, porque muda a arcada dentária, atrapalha o desenvolvimento da fala e esse blábláblá todo que já conheço. Ok, senhor pediatra, vamos tirar a chupeta. Ele também pediu pra ir começando a tirar do berço e fazer transição pra cama, mas isso já aconteceu lá em casa (farei post sobre isso em breve!) e foi muito tranqüilo. Falamos de birra, de alimentação e outras coisas que eu já me esqueci agora.

Daí fomos fazer o controle físico e... Luquinhas está medindo 88,5cm e pesando 13,6kg. Um delicio. Pulmões limpinhos, ouvidos perfeitos (UEBA!), garganta ok, quase todos os dentes na boca (faltam os 4 molares), tudo certo. Novo controle só daqui a 6 meses!

Consulta ótima, demorada, muito boa mesmo (eu sou dessas que curte uma boa consulta médica). Saí de lá felizinha e somente preocupada com a questão do leite x desmame x lanches. Mas enfim, vou resolver em breve.


E vocês? Ainda curtem uma ida ao pediatra?

É normal, doutor? (parte 2)

Já passou quase um ano desse post aqui.

E eu ainda me pergunto: é normal AINDA NÃO MENSTRUAR desde que pari essa criança? Lá se vão mais de dois anos.

Já consultei duas ginecologistas e ambas foram categóricas: quer menstruar? Pare de amamentar. A segunda dotôra, inclusive, arregalou os olhos e falou: “dando peito AINDA? Pare JÁ!”.

Eu achei que era legal fazer um check up, um exame de hormônios, sei lá, mas nenhuma das duas quis, simplesmente mandaram “cortar la teta”.

Ou seja, né. Ignorei as médicas assim como elas me ignoraram.

E eu achava que tudo isso era roleta russa pro segundinho, mas, pela falta de barriga por aqui, acho que não. Humpf.


E agora? Como faz pra menstruar? Pra ovular? Pra embarrigar novamente?

As festas de aniversario

Coisinhas ricas do meu corazón! Obrigada pelas belas palavras no post sobre desmame, fiquei tão emocionada! Quero contar que Lucas segue mamando, meu leite não secou, mas o desmame noturno está quase consolidado (totalmente guiado por ele, eu não tive que fazer nada, olha que bom! Só demorou dois anos!). Ao longo do dia, ele tem mamado como sempre e estamos felizes assim. Quando ele resolver que tá bom, ok, tá bom.

***

Mas vamos ao post de hoje: as festas de aniversário do pequeno! Fiquei devendo contar pra vocês como foram! Bem, esse ano eu dei uma leve maneirada e fiz só uma festinha íntima em casa e um bolinho pros amigos na creche. Foi assim:


Festa em casa

Não sei exatamente a metragem do meu apartamento, mas sei que ele é pequeno. Dois quartos, dois banheiros, sala, cozinha, varanda e cabou. Mesmo assim, eu cismei que queria fazer festa em casa. Minha família estaria aqui, eu não queria ter hora pra acabar, queria meu filho à vontade, brincando com seus próprios brinquedos, abrindo presentes na frente de quem presenteou (não foi possível abrir tudo, mas abrimos quase todos e ele brincou com tudo na mesma hora). Queria aquele ar de festa caseira, sabe?

A primeira coisa que eu fiz foi rezar forte pra ter um dia bonito de sol e temperatura amena. Pra poder usar a varanda na festa, senão só dentro do apê seria cruel pras 35 pessoas que confirmaram presença (no final, apareceram 33 e foi ótimo número). E olha que beleza de dia que São Pedro nos deu: 



Depois orei forte pra moça com quem eu tinha contratado os salgados, doces e bolo chegasse na hora e não furasse comigo. Porque em casa mesmo, só tínhamos feito brigadeiro de copinho, cachorro-quente e pipoca. Ela chegou, grazadeus, e as comidinhas dela tavam delícia, não sobrou quase nada pro dia seguinte (e olha que eu pedi a mais pensando em seguir comendo depois, hahaha). 




Também contei com a ajuda da família pra decorar a casa, arrumar a mesa, essas coisas. O trem da mesa do bolo foi pensado e executado por mim e pelo Maridón e, embora tenha ficado meio mabembe, o Lucas reconheceu que era um trem e isso foi o suficiente pra fazer a gente feliz.






A festa tava marcada pra começar às 16h, mas desde 14h tinha gente em casa, então começamos antes. As crianças comeram um monte de salgadinho, pipoca, cachorro-quente. Os adultos comeram outro monte de salgadinho, pipoca, cachorro-quente. Consegui conversar com todo mundo, brinquei com meu filho, tomei meu vinho, tirei fotos. Lucas brincou sem parar, comeu sem parar, mamou quando quis (e foram várias vezes, pra alegria da mãe-vaca), bateu palmas no parabéns, me encheu de orgulho e capotou de cansaço no meio de todo mundo, de luz acesa e música rolando, sem banho e sem escovar os dentes, às 22h. A festa acabou mesmo à meia-noite, dez horas depois que começou e duas horas depois que o aniversariante já tinha ido dormir. 

Fotos, muitas fotos:

cozamigo tudo
detalhe da decorrr
Maridón executor do trem
a varanda!
porque escrever "feliz aniversário" era muito grande, entao fomos de "feliz cumple" mesmo
dia lindo, noite linda - vista da varanda de casa
E posso falar? Deu um trabalhão, eu prometi pra mim mesma que jamais faria essa loucura de novo. Mas acordei no dia seguinte e já comecei a pensar na do ano que vem! 


Festa na creche

Como a da vez anterior, foi super simples. A proposta era levar um bolo sem cobertura e sem grandes elaborações, mas, diferente do ano passado, podia ter recheio (de doce de leite, veio escrito na agenda e tudo – ah, esses argentinos...). Comprei uma massa pronta de bolo do mercado mesmo (são boas, juro!), achando que tava sendo muito espertona, mas deixei queimar. Mãe de merda detected.

Minha salvadora sogra estava por aqui e se propôs a fazer outro bolo, caseiro mesmo “mas é bolo de bolo, tá?”. Tá ótimo, aceitei feliz. Ela fez bolo de vó mesmo, sabe gente? Desses que não tem medida, ela vai vendo no olho o quanto tá bom de cada ingrediente. Desses que ficam molhadinhos e você quer devorar quente mesmo. Desses que tem cheiro de casa, gosto de amor. Bem. Bolo devidamente assado, ela ainda recheou com o indefectível doce de leite e, noooossa, ficou dos deuses.

Chequei a lista de itens de festa pedidos pela creche (pratinhos, colheres pequenas, guardanapos, bolo – a bebida cada criança tomaria a de costume) e mais as lembracinhas que tinha preparado pros peques, tava tudo ok, então rumamos eu e sogra pra escolinha.

Ao chegar lá, me dou conta: esqueci a vela! Corri no mercadinho próximo pra comprar uma e tava fechado. Mãe de merda confirmed.

Implorei lá pra ver se elas não me arrumavam uma velinha já usada e olha o que me deram:

porra mae, que vela é essa?




Ou seja, né. O menino cantou parabéns pra uma vela de sete dias e vai sofrer bullying eterno por causa disso. Arfe.

- olha gente! a vela era feia, mas o bolo é muito bom!


Mas tudo bem. A verdade é que ninguém notou esse pequeno (not) detalhe, cantamos parabéns do mesmo jeito, Lucas ficou emocionadíssimo com a minha presença fora de hora, dançou, cantou e pululou, ficou se sentindo o máximo dos máximos, querendo siaparecer pros coleguinhas. As crianças comeram o bolo-delícia sem parar (teve um menininho que devorou APENAS três pedaços, fiquei pensando se não dão comida pra ele em casa, pobrezinho), não sobrou nem um farelinho pra contar história (e eu boba que queria levar o bolo de volta pra casa, nem o prato do bolo me devolveram). 


Sogrona, eu e o marrentinho




Enfim, foi tudo muito legal, amamos a presença da família, amigos, agregados e coleguinhas da creche que devoram bolos.


Já pode começar a pensar na do ano que vem?


O desmame

No domingo, acordei pensando no Lucas. Que era dia das Mães e que ele estava fazendo dois anos. Ele também acordou e, como sempre, se aconchegou no meu colo pra mamar, como sempre foi durante toda a vidinha dele. Dois anos.

Fiquei feliz e emocionada de termos chegado tão longe, juro que não esperava. Queria alcançar esse marco sim, mas foram tantas dificuldades ao longo do tempo que cheguei a pensar que era só um sonho distante. Mas o que era distante foi ficando perto, tão perto que pronto, chegou, aconteceu.

E junto com esse marco, vem acontecendo também o processo reverso: o desmame. Vem lento, vem aos poucos e ainda não terminou. Está sendo natural, sem forçar nada. Primeiro senti que Lucas vinha perdendo o interesse de ficar parado mamando. Quando quer, logo se distrai e vai fazer alguma outra coisa. Segundo que já quase não pedia, muitas vezes só mamava porque eu oferecia. Isso aconteceu lá em NY, mas eu fiz questão de continuar oferecendo porque ele estava comendo mal e eu quis dar uma garantida com o leite. Mas, já no avião voltando, refleti muito e achei que já era hora de parar de oferecer.

Desde então, eu já quase não ofereço e espero que ele venha pedir. Parei de ordenhar pra manter produção, parei de tomar água enlouquecidamente, decidi relaxar de verdade. Decidi que, o que tiver que ser, será. Com isso, aconteceu que minha produção caiu muito. O peito murchou, já não sinto mais o reflexo de descida do leite. Mas, ao mesmo tempo, Lucas também não reclama, pra ele tá tudo bem, então ok, seguimos. Atualmente ele tem mamado de manhã (mas logo em seguida vai tomar café), de tarde quando volta da creche e uma vez de madrugada. Já não precisa mais de peito pra dormir (raras vezes ele pede antes de deitar) e poucas vezes pede peito pra acalmar alguma dor ou inquietação. Toma também 200 ml de leite ordenhado na creche, mas estou pensando seriamente em cortar esse leite da tarde, já que tenho demorado cerca de dois dias pra juntar os tais 200 ml e meu estoque está acabando.

Sinto que as coisas estão acontecendo tão naturalmente como eu sempre quis, mas confesso que estou um pouco impressionada com a velocidade. Achei que ia demorar mais. Estou firme na idéia de que não preciso mais forçar a barra pra ter mais leite ou pra que Lucas mame mais. Não é mais necessário. Eu sei disso.

Mas puxa.

Mesmo que eu amamente um outro filho (e eu vou amamentar), sinto que minha história de peito com Lucas está acabando. Sinto que são suas últimas mamadas, que em breve já não terei mais esse contato com meu filho. Foi algo tão intimo, tão nosso, era como se fosse o nosso segredo. Só eu e ele sabíamos. Que estávamos ali um pro outro. Que nos conectávamos de um jeito que não tem explicação, que não fizeram palavras pra descrever. Que eu poderia resolver qualquer sono, machucado, tristeza, fome, vazio só me doando através do meu leite. Só pra ele, só por ele.

Dá uma tristezinha tudo isso, mas, ao mesmo tempo, uma alegria de olhar pra trás e ver a história bonita que escrevemos. E também ao olhar pra frente, vejo que tem todo um mundão de gostos, sabores e texturas pra ele provar. Tem todo um caminho pra ele percorrer. Talvez sem o pepêto, mas sempre com a mamãe por perto pro que precisar.

Que eu estarei sempre por aqui, se antes foi em forma de leite, agora será em muitas outras formas. Mas sempre na forma de amor.

Marisa Monte não poderia ter dito melhor:



Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que eu te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz

Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem

Eu só quero que você caiba
No meu colo
Porque eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga
Para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás

Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem

Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
E que eu te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem


no dia que nasceu

aos 4 meses

aos 11 meses


no aniversário de um ano

aos 20 meses

aos 22 meses
aos 23 meses, em NY

no dia que completou dois anos


Para sempre no meu peito, no meu coração.

Ser mãe de merda é:

1) Lembrar de todo o check list da festa da creche, chegar pontualmente, bela e maquilada, de posse de uma torta linda preparada pela avó e perceber que esqueceu da vela. (tivemos que fincar uma dessas de 7 dias pra cantar parabéns pra pobre criança que vai sofrer bullying pro resto da vida depois dessa)

2) Ao perceber que esqueceu da vela, soltar um “caralho!” e ouvir a doce voz do filho ao fundo: “CALALIO!”. (ainda bem que ninguém na creche entende português e eu pude fingir que nada aconteceu – nada fora a vela de 7 dias plantada no bolo)


Mas ó: a festinha na escola foi uma gracinha APESAR da mãe do aniversariante, viu? Volto em breve com fotos e relatos.



;)

2 anos

"O mundo ficou fora de foco, as vozes todas se misturaram. Consegui pescar alguém falando pra eu fazer a maior força da minha vida.

Foi fazendo a maior força da minha vida que vi que a maior força de todas já estava ali.
Meu filho. Nasceu."



Há dois anos.







As festas de 2 aninhos

Ano passado eu me empolguei e fiz 3 festas de aniversario pro Lucas. Primeiro aninho, primeiro filho, primeiro neto, sabe como é, né? As familiatudopira.

Mas, esse ano, como acabamos de voltar de NY (e gastamos bem por lá) e temos outros planos pros dinheirinhos (os que sobrarem, né, porque a situação na Argentina tá uma delícia de tão ruim), decidimos fazer algo menor e mais intimista. E nada de ir ao Brasil dar festa, vamos ficar por Buenos Aires mesmo. Intimamos a família e eles toparam vir e estão chegando a partir de hoje pra nossa comemoração.

Teremos uma festinha no domingo mesmo (que é o dia do aniversário do Lucas) e no dia seguinte, um bolinho na creche. Essa festa no domingo será em casa, com poucos amigos e a família que tá vindo do Rio.

Hahahahaha

E vocês acreditaram nessa vibe de “menos é mais” pra festa do Lucas? Não, nem eu. Então, não satisfeita, eu comecei a inventar. A festa será em casa, ok, mas teremos 40 pessoas (confirmadas já). QUARENTA sereshumanos no meu apêzinho, quero só ver. Eu alterno momentos de desespero “não vai dar!” com momentos de emossaum “vai ser muito legal!!”. Encomendei salgadinhos (quem mora fora do Brasil sabe que comer salgadinho é tipos comer exótico), docinhos, vou fazer brigadeiro de copo, cachorro quente, pipoca. Vai ter refri, água, suco, cerveja, vinho, cachaça, álcool puro e sei lá mais o quê pra gente ficar tudo bêubo. Vai ter decoração feita por uma grande amiga, impressa por moi e recortada e montada pelo Maridón. Vai ter muita bola pendurada, balinha de coco, criança correndo pelo apartamento, gente querida, bagunça, gosto de infância.

Pro tema da festa, escolhemos “trem”, que é a ultima paixão do Lucas, olha só:





Maridón montou um trem de caixas de papelão pra decorar a mesa do bolo, bem no clima Art Attack e passamos o final de semana cortando, colando, planejando, sonhando.

Embora tudo tenha tomado uma proporção um pouco maior do que tínhamos pensado de início, a verdade é que fazer tudo em casa tá dando outro gostinho, sabe? Pra nós, a festa já começou, de tanto que a gente fala nela. Estamos felizes!

***

Pra festinha na creche, vamos fazer o bolinho tradicional com suco e já preparei as lembrancinhas pras crianças: será um saquinho de papel (bem bonitinho e sustentável, olha eu  fazendo a ecológica) com uma caixinha de gizes de cera e um desenho pra eles colorirem. Não botei doce nenhum porque não curto crianças tão piticas comendo bala, pirulito, essas coisas. Por mais que vá ter doce na festa em casa, prefiro não mandar na bolsinha de presente (e não gosto que mandem pro meu filho). E o próprio nome já diz, é uma lembrancinha apenas, então fui no simples mesmo. Pras crianças que vem em casa, botei também um potinho de bolhinhas de sabão, também paixão do Lucas, acho que os pequenos ficam doidjos com isso.

E como a festa em casa vai ser justo no Dia das Mães (embora não se comemore nesse dia aqui na Argentina), também tô pensando em algum mimo pras que estarão na festa. Ainda não defini, mas também nem vou contar porque muitas delas lêem o blog e não quero estragar a surpresa!

Então é isso, povo! Na semana que vem, prometo que volto pra contar como foi tudo e mostrar muitas fotos!

(e não, não consigo acreditar que aquele bebê que nasceu ontem vai fazer dois anos. Tô sofrenu, é normal? – é gentileza dizer que sim, é normal)

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